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A UTILIZAÇÃO DE UM ESPAÇO NÃO FORMAL DE ENSINO PARA O ENSINAMENTO DE ALGUNS CONCEITOS FÍSICOS DO DIA A DIA PARAENSE

Diego Nonato, Alan Barreto, Ionara Antunes Terra, Alan Nacif

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
28/01/2019
Linha de pesquisa
Divulgação Científica, Educação Não Formal E Informal
Tipo
Pôster

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Texto completo

## A UTILIZAÇÃO DE UM ESPAÇO NÃO FORMAL DE ENSINO PARA O ENSINAMENTO DE ALGUNS CONCEITOS FÍSICOS DO DIA A DIA PARAENSE

Diego Nonato¹, Alan Barreto², Ionara AntunesTerra³ Alan Nacif 4

- 1 Universidade do Estado do Pará, diegonbd.eso@gmail.com
- 2 Universidade do Estado do Pará, alanjbs99@gmail.com
- 3 Universidade do Estado do Pará, ionaraat@gmail.com
- 4 Universidade do Estado do Pará , alannacif83@gmail.com

## Resumo

Os conceitos de ciências e em especial os conceitos físicos presentes no cotidiano paraense podem ser repassados e ensinados em diversos espaços educacionais, um espaço bastante importante para tal fim são os espaços não formais de ensino, para tanto, o espaço escolhido para a realização deste trabalho foi o parque ambiental Antônio Danúbio, onde os conceitos físicos trabalhados foram referentes à termologia, tais conceitos extremamente presentes na região norte do Brasil devido a proximidade da linha do equador. A metodologia utilizada foi de uma competição entre dois grupos de visitantes do parque e foram aplicados dois instrumentos de coleta de dados, um no decorrer da realização da trilha em sete pontos de parada e outro ao final da trilha, a fim de avaliar o aprendizado em espaços não formais sob quatro aspectos: Contextualização, Aprendizado facilitado, Ensino não fragmentado e Ensino relacional. Ao final desta avaliação, podemos inferir que a prática, foi útil em vários aspectos, porém ainda precisa ser mais bem dissertada em relação ao ensino não fragmentado. Também seria importante ser realizada sistematicamente e ser ampliada a amostra da pesquisa, porém, já é um grande avanço no ensinamento do entendimento físico do ambiente tropical a qual os nortistas vivem.

Palavras-chave : Conceitos Físicos, Espaço Não formal, Metodologia.

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## 1. Introdução

A oportunidade de aprendizagem pode surgir literalmente em qualquer local, um passeio informal no bosque com a família, pode ser um excelente ambiente de aprendizagem de muitos conceitos de ciências e física, como por exemplo, analisar o ambiente onde espécies vivem, as ondas de calor permeando o ambiente, a poluição ambiental presente entre muitos outros conceitos que se pode utilizar para aprender física de maneiras mais criativas e divertidas que a escola.

Podemos perceber que os espaços informais e não formais de ensino tem a capacidade de não somente ensinar, como também popularizar a ciência para um publico geral, sendo que esta popularização consequentemente leva a alfabetização cientifica das pessoas atendidas por estes outros tipos de educação, como podemos ver nesta citação de Santo e Germano (2015);

- [...] Nem todos tem acesso ao direito da educação formal, e por isso existe uma considerável valorização dos outros contextos nos quais um indivíduo possa adquirir a capacidade de agir frente às situações mundanas. Compreender fenômenos, ter acesso a informações, saber se portar em cada contexto, opinar de maneira fundamentada, são apenas alguns dos itens que não são abordados apenas na Escola. [...] Se isso é verdade, podemos deduzir que existem outras formas de educação, que são tão importantes quanto a que ocorre na escola. A própria popularização da ciência, bem como suas atividades, representam uma forma de educação, já que em alguns caso é possível produzir através de suas ações o que pode ser definido como Alfabetização Científica.

Porém, faz-se necessário primeiramente caracterizar e definir o que são estes espaços educacionais importantes no ensino de física.

## 1.1. Espaços educacionais: Formal, informal e não formal

Para Santos e Germano (2015), a escola não é o único meio pelo qual se educa, há também os espaços familiares, os quais vêm como primeiro na vida do indivíduo. O qual não deixa de ser menos importante que a escola, uma vez que, nem todos têm acesso à educação escolar, a qual é denominada de educação formal, e por isso têm que recorrer a outros tipos de educação, as não formais e informais.

Com isso, os autores citados propuseram em um trabalho, o qual a analisa esses tipos de espaços na educação. A educação escolar, que é denominada de formal segundo eles, faz-se necessária em dois principais âmbitos na vida do indivíduo: o social e o científico.

- O social apresenta-se na escola com a interação entre os habitantes daquele espaço, e o principal, as regras ali presentes. O convívio com esses dois itens do âmbito social tendem a garantir uma sociedade harmoniosa, na qual há diversidade de culturas, economias, de mentalidades. Assim, o estabelecimento educacional também deve garantir essa formação social. A questão científica está relacionada às disciplinas que não necessariamente devem estar ligadas às ciências propriamente ditas (SANTOS e GERMANO, 2015).
- O ensino formal se refere à transmissão de conceitos de caráter científico, mas não necessariamente precisam ser restritos à área de ciências, podendo corresponder a quaisquer disciplinas formais (SANTOS e GERMANO, 2015). O pressuposto mais importante é que por mais diversas que sejam essas disciplinas,

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elas deve ser apresentadas pelo Ensino Formal de uma forma geral, uma unidade constituída pelos objetivos buscados pela educação.

Assim, segundo estes autores, nesse processo, há vários componentes que montam um currículo que oferece aos estudantes o exercício da cidadania nos mais diversos contextos e situações que poderão ser encontrados e vividos.

Santos e Germano (2015) também definem a educação informal, a qual é aplicada no convívio social dos indivíduos em seu cotidiano. Esta educação tem mais a ver com se adequar à realidade social. Os conhecimentos adquiridos da educação informal são postos em prática a todo o momento, e constroem o chamado senso comum; porém, não há qualquer formalidade, objetivo de educar ou normas para transmitir esses conhecimentos que fazem parte deste espaço educacional.

A educação informal, para os autores, gera resultados diferentes, dependendo dos contextos nos quais os indivíduos estão inseridos, podendo ser denominada de herança cultural. A primeira educação que o ser social recebe é a familiar, ou seja, informal. Essa construção educacional primária vai ajudar o indivíduo a se inserir em determinado contexto ou realidade, e, assim, continuar essa formação informal em outros espaços.

Geralmente nessa modalidade de educação, um dos principais diferenciais é que os processos de ensino e aprendizagem ocorrem de forma simultânea, sem que haja uma sequência lógica de acontecimentos programados e que objetivem, de fato, a aprendizagem como fruto. Os conhecimentos 'brotam' das relações socioculturais, da interação social (SANTOS e GERMANO, 2015).

Há também um terceiro espaço educacional o não formal, que segundo Santos e Germano (2015), se aproxima de ambos os espaços relatados anteriormente. Percebem-se características em ambos os tipos de espaços, como, por exemplo, a questão dos horários e períodos determinados por tal instituição, que pode ser um museu ou parque botânico. Isso se caracteriza no espaço formal de ensino. Em contrapartida, a espontaneidade na troca mútua entre ensino e aprendizagem, espaços físicos diversificados, reunião de um público diversificado em vários sentidos, se caracterizam na educação informal.

Os autores afirmam ainda, que a educação em espaço não formal nada mais é do que uma educação informal, porém, institucionalizada, que pode se aproximar do espaço formal, por ser normatizado, podendo até complementá-lo. E é assim que ele é bastante utilizado: como complemento científico, um espaço no qual o professor faça uma atividade de experimentação ou demonstração prática, por exemplo.

Então, a partir da diferenciação desta classificação de espaços educacionais, será apresentado especificamente, os espaços não formais e a sua contribuição para o ensino de ciências.

## 1.2. Espaços educacionais não formais e o ensino de ciências

Os autores Cascais e Terán (2014), também enfatizam que estes três tipos de educação podem ajudar no ensino de ciências, e salientam como podem promover a 'capacitação' científica da população.

Então, para demonstrar a eficácia do processo educativo não formal no ensino de ciências, Cascais e Terán (2014), utilizam um evento mensal que ocorre

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no bosque da ciência da cidade de Manaus, chamado circuito da ciência. Um dos objetivos do evento é realizar a popularização da ciência, se utilizando de informações geradas por pesquisas realizadas pelo instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA); tal eficácia é demonstrada por algumas situações que ocorreram com alguns alunos durante a primeira edição do evento.

Uma importante conclusão de Cascais e Terán (2014) foi que a utilização das educações não formal e informal é necessária para a realização do ensino que é proposto por várias entidades internacionais e nacionais de educação, pois elas garantem que os alunos possam contextualizar ainda mais o seu ensino. Em relação ao ensino de ciências, essa contextualização também é válida, visto que no evento do circuito da ciência, os alunos conseguiram interagir fisicamente com o ambiente que conheciam pelos conceitos ensinados do ensino formal.

Como demonstrado no trabalho de Cascais e Terán (2014), a utilização do espaço não formal de ensino conseguiu aliar a utilização do mesmo com a sala de aula, como demonstrado também por Bianconi, Dias e Vieira (2005), que destacam que espaços como museus e centros de ciência colaboram em muito para estimular os estudantes do ensino básico no estudo das ciências, e por isso analisam mais profundamente como esse estímulo é obtidos nesses espaços não formais de ensino.

Segundo Bianconi, Dias e Vieira (2005), os espaços não formais de ensino podem promover um ensino de conceitos e fatos bastante facilitados e estimulantes quando a aula se aproveita bem dos mesmos; além disso, permite que os alunos tomem uma atitude crítica perante a relação homem-natureza, algo essencial nos dias atuais.

As autoras apontam que os livros didáticos das escolas são a principal ferramenta de estudos que os alunos possuem no ensino básico; por isso, analisaram se as práticas educadoras científicas em espaços não formais ajudavam no entendimento de conceitos ensinados. Tais práticas eram realizadas no jardim biológico, jardim zoológico e no museu nacional, todos localizados na cidade do Rio de Janeiro.

A conclusão que tiveram foi que, em alguns aspectos, o ensino de conceitos científicos em espaços não formais era bastante superior ao que era ensinado nos livros didáticos de espaços formais de ensino, e essa superioridade vem do fato de que o ensino fomentado por livros didáticos era bastante fragmentado, visto que os conceitos científicos não eram relacionados, diferentemente das práticas nos lugares citados anteriormente, onde eram integrados.

Mas para Jacobucci (2008), os lugares que são determinados como espaços não formais de ensino, como museus, centros de ciência, bosques e afins, servem, além dos motivos citados anteriormente, para mostrar à sociedade em geral a natureza da ciência, que nada mais seria o funcionamento da mesma em diversas esferas.

## 1.3. Espaços não formais e a alfabetização cientifica

Também para Jacobbuci (2008), os espaços não formais de ciência servem para que se fortaleça uma cultura científica na região onde aquele espaço está situado.

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Guimarães e Vasconcellos (2006) propõem que em espaços não formais de ensino sejam trabalhadas práticas interdisciplinares, pois elas promovem uma educação relacional entre o conhecimento científico e o conhecimento do dia a dia do aluno; além disso, eles focam seu artigo para que essa educação relacional seja utilizada no âmbito da educação ambiental, pois este é um tema de extrema importância para a sociedade atual, além de que este mesmo tipo de educação garante que ocorra uma alfabetização científica da mesma.

A alfabetização científica, conforme descreve Guimarães e Vasconcellos (2006) vem com o intuito de criar uma cultura de enfrentamento aos problemas ambientais que nos cercam.

Segundo Guimarães e Vasconcellos (2006), essa educação relacional que surge por meio de uma prática interdisciplinar em um espaço não formal é uma das maneiras de melhorar a educação básica brasileira, que ainda é bastante tradicional e formal (ocorre geralmente em escolas).

Uma das atividades de educação relacional proposta por Guimarães e Vasconcellos (2006) foi uma 'Trilha Ambiental', em que é sugerida uma atividade dinâmica entre a escola e um espaço não formal de ensino (no caso do artigo dos autores foi utilizado o museu de astronomia e ciências afins). Foram propostas atividades para os alunos realizarem no local; ao final das mesmas, os alunos tinham que responder questionários sobre assuntos abordados na trilha.

A atividade proposta por Guimarães e Vasconcellos (2006) se assemelha à prática realizada neste trabalho, onde foi utilizando um espaço não formal de ensino a qual teve como objetivo ensinar alguns conceitos físicos do cotidiano paraense, e também avaliar se esse ensinamento foi eficiente sob quatro aspectos: Contextualização, aprendizado facilitado, ensino não fragmentado e ensino relacional.

## 2. Metodologia

A atividade pratica-metodológica foi aplicada em um espaço não formal de ensino, situado na cidade de Ananindeua - Pará, chamada parque ambiental de Ananindeua Antônio Danúbio, a qual foi realizada da seguinte forma:

Primeiramente, foi realizada uma visitação parque ambiental e entregaramse folders às pessoas que estavam no parque no horário a partir das 8 horas da manhã; os folders continham algumas informações a respeito das perguntas contidas no primeiro questionário, além de ter sido feito um convite para a realização de uma atividade em uma das trilhas do parque a qual teve inicio as 9 horas, na trilha mais longa do parque com 10 pessoas que foram participantes da mesma.

Essa atividade foi feita da seguinte forma: Os 10 participantes foram separados em grupos de cinco e cada grupo foi identificado com braceletes de coloração alaranjada e verde, respectivamente; então, juntamente com o apoio da guarda ambiental do parque, cada grupo realizou a trilha.

Durante a realização da atividade, cada grupo foi guiado até pontos previamente definidos da trilha (7 pontos no total); Nestes pontos, um dos responsáveis pelo projeto realizou uma breve explanação dos conceitos físicos a ser trabalhado, como pressuposto para que os participantes respondessem as pergunta que seriam realizadas posteriormente nos pontos pré-estabelecidos, com isso ao

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todo, foram sete perguntas do primeiro questionário correspondente aos 7 postos de paradas.

Os conceitos físicos trabalhados nas perguntas foram, em geral, sobre termologia, abaixo será apresentado dois exemplos dessas perguntas:

-  ' Você já notou que na cidade de Belém, em épocas bem ensolaradas, onde ocorre uma chuva rápida a sensação térmica parece aumentar, seria porque a água da chuva é evaporada ao entrar em contato com o asfalto, concreto ou metal?'
-  'O asfalto e concreto tem bons papéis no processo de absorção da radiação solar?'

No final da realização da trilha pelo último grupo, os responsáveis pelo projeto verificavam qual grupo tinha acertado mais perguntas, e, o grupo ganhador recebeu um premio.

No final desta prática, os integrantes do trabalho realizaram entrevistas com alguns dos participantes dos grupos utilizando um segundo questionário para avaliar se a prática obteve êxito em quatro aspectos: contextualização, aprendizado facilitado, ensino não fragmentado e ensino relacional.

Estes quatro aspectos foram escolhidos, baseados na atividade proposta por Guimarães e Vasconcellos (2006) a qual se assemelha à prática realizada neste projeto e também devido à importância que eles têm em diversos outros trabalhos realizados por outros autores em espaços não formais.

## 3. Resultados e discursão

A atividade realizada na trilha foi bastante relevante, para fins de melhor compreensão didática das respostas, dos participantes foram nomeados de forma fictícia a fim de preservar a identidade dos mesmos. Para tanto os dois grupos tiveram êxito em responder 93% das perguntas do primeiro questionário, portanto conseguiram aprender ou já possuíam aprendizagem prévia, de grande parte dos conceitos físicos no dia a dia; porém, conforme mencionado foram avaliados quatro aspectos que estão envolvidos neste trabalho tais como:

## 3.1. Contextualização

Nesse primeiro aspecto, 75% dos entrevistados confirmaram que o projeto teve êxito no quesito de promover a contextualização dos conceitos físicos com o dia a dia dos mesmos; e se pode perceber isso na resposta de Daniel : 1

'Ocorreu, pois a princípio, por estar no local, pode-se notar os fenômenos que eram aplicáveis no contexto e aliados com os conhecimentos já adquiridos durante a vida, o grupo criou um elo entre tais informações'.

Também observa-se que com a realização do projeto não somente elaborou a contextualização com o dia a dia, mas também com o local onde foi realizada a prática; observamos isso na resposta de Fabio:

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'Ocorreu sim. Foi bem legal como mostraram a importância do parque pro clima na região fazendo relação com o que tem em volta como as ruas, calçadas'.

Porém, algumas pessoas mencionara que o parque ambiental poderia ser melhor utilizado, como no caso da resposta de Andreia:

'Sim. A contextualização foi bem elaborada, teve relação com a natureza , porém, com um espaço bem amplo e interessante. Seria legal se utilizassem dele para fazer perguntas, por exemplo as árvores que estavam lá; seria legal explicar um pouco delas'.

O projeto obteve êxito na questão da contextualização dos conceitos físicos, e podemos inferir por meio da comparação com o trabalho de Cascais e Terán (2014) onde em ambos os projetos os participantes da prática puderam interagir fisicamente com os conceitos aprendidos no ensino básico, e isso é de grande valia para a formação intelectual dos mesmos. Segundo Santos e Germano (2015), a utilização de espaço não formal pode servir de complemento intelectual ao ensino escolar. Porém, tal utilização do espaço nesse trabalho, de acordo com um dos entrevistados, poderia ser mais explorada,

## 3.2. Aprendizado facilitado

Em relação a esse segundo aspecto, 100% os entrevistados concordaram que o trabalho conseguiu promover um processo de aprendizado facilitado a eles, como pode ser observado nas respostas de Daniel e Fabio, respectivamente:

'Sim, pois muito deles podem ser sentidos no cotidiano'.

'Para mim, foram, até relembrei algumas coisas'.

Todos entrevistados afirmaram que a prática conseguiu fazer com que eles tivessem um aprendizado facilitado. Esse fato está de acordo com o que foi apresentado pelo trabalho de Bianconi, Dias e Vieira (2005), para quem os espaços não formais de ensino são estimulantes para o aprendizado de 'alunos', visto que tal estímulo faz com que os conteúdos sejam aprendidos de maneira fácil.

## 3.3 Ensino Não Fragmentado

Neste aspecto, assim como no primeiro, 75% afirmaram que sim, os conceitos apresentados nas perguntas possuem uma ligação clara com o ambiente e o ensino de ciências e física do cotidiano e da escola, com a exceção da resposta de Fabio:

'Pra quem já entende tem uma base sim, mas para esse espaço teria que adequar as perguntas e apresentação do espaço para diferentes públicos'.

Ele afirma que a abordagem realizada nesse trabalho tinha que ser adaptada a diferentes públicos, como pessoas que não possuem uma formação de ensino básico ou médio completo, essa adaptação, serviria para que os diferentes públicos não se sentissem perdidos conceitualmente durante a pratica.

Segundo Bianconi, Dias e Vieira (2005), o ensino não fragmentado produzido pelos espaços não formais faz com que a aprendizagem do aluno seja superior à praticada no ensino formal, e, devido a porcentagem observada anteriormente, podemos inferir que o trabalho também teve sucesso neste aspecto

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## 3.4. Ensino Relacional

Neste último aspecto estudado, 100% dos entrevistados afirmaram que sim, que ocorreu um ensino relacional; sobre isso, podemos destacar as respostas de Andreia e Rodolfo, respectivamente:

'Sim, principalmente quanto aos asfaltos e o transito. São aspectos bem presentes no nosso dia a dia, e foi possível fazer a associação de conceitos físicos'.

'Sim, as perguntas foram sobre utilidades do dia a dia'.

Para Guimarães e Vasconcellos (2006), a educação relacional nada mais é do que relacionar coisas do nosso dia a dia com os conhecimentos científicos. Entendemos que ela pode melhorar a situação do ensino brasileiro, além de que o ensino relacional pode promover uma cultura científica na região. Este último fato é defendido também por Jacobucci (2008).

## 4. Considerações Finais

A realização de projetos em espaços não formais de ensino é importante, para o aprendizado em ciências, o qual foi observado com a realização deste projeto em especial na questão do ensino relacional e do ensino facilitado dos conceitos físicos de termologia. Porém, ainda fica evidente que esse tipo de prática precisa ser realizada sistematicamente, com uma amostra ainda maior e com ampliação de conteúdos em ciências a fim de evitar que seja simplista, a qual já é um grande começo na formação tanto profissional dos responsáveis pelo projeto, quanto na aprendizagem não formal de física dos alunos visitantes do parque.

## Referências

JACOBUCCI, Daniela F. C. Contribuições dos espaços não-formais de educação para a formação da cultura científica. EM EXTENSÃO. Uberlândia. Vol.7. 2008

SANTOS, Thiago. GERMANO, Marcelo. A educação formal, informal e não formal e os museus de ciência . Universidade Estadual da Paraíba. 2015

CASCAIS, Maria G. A. TERÁN, Augusto Fachín . Educação formal, informal e não formal na educação em ciências . Ciência em Tela. Vol. 7 nº 2, 2014.

BIANCONI, M. Lucia. DIAS, Monique. VIEIRA, Valéria. Espaços não-formais de ensino e o curriculo de ciências. Ciência e Cultura. Vol. 57. Nº4, São Paulo. 2005

GUIMARÃES, Mauro. VASCONCELLOS, Maria M. N. Relações entre educação ambiental e educação em ciências na complementariedade dos espaços formais e não formais de educação. Educar. Editora UFPR. Curitiba. Nº 27, páginas 147-162. 2006

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