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FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA E OS ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE EDUCAÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA NA DISCIPLINA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Marcio Ferreira Dos Santos, Marlene Santos Socorro, Márcio Ferreira Dos Santos, Marlene Santos Socorro

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
28/01/2019
Linha de pesquisa
Formação, Práticas E Desenvolvimento Profissional Docente
Tipo
Pôster

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Texto completo

## FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA E OS ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE EDUCAÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA NA DISCIPLINA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO

## Marcio Ferreira dos Santos 1 , Marlene S Socorro 2

1 IFBA/Departamento de Física/marcio.santosf@hotmail.com

2 IFBA/Departamento de Física/marsocorro@gmail.com

## Resumo

O trabalho aqui apresentado corresponde ao relato da experiência realizada na disciplina de estágio, presente na grade curricular do curso de Licenciatura em Física de um Instituto Federal. Durante a disciplina foram apresentados ambientes não formais de educação e suas possibilidades de contribuição no ensino da Física. Inicialmente foram feitas leituras e discussões de referenciais teóricos que abordassem o significado e importância dos espaços não formais de educação, assim como os pressupostos para educação não formal. No segundo momento visitamos três espaços, buscando analisar as condições físicas, organização de atividades, público atendido e formação da equipe de trabalho. O primeiro espaço visitado foi o projeto Onda Elétrica na Escola Politécnica da UFBA, formado por estudantes do curso de Engenharia elétrica que nos apresentou os trabalhos desenvolvidos. O segundo espaço foi o Museu da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (COELBA). O terceiro espaço foi o Laboratório de games da Universidade do Estado da Bahia. Após análise dos espaços visitados, foi possível realizar uma intervenção no Museu da Coelba como atividade avaliativa da disciplina. A intervenção aconteceu durante a visita ao museu, de uma turma de estudantes do ensino médio acompanhada pela professora da disciplina física. Na atividade, os estudantes da licenciatura assumiram o lugar dos monitores do museu sob a supervisão da professora da disciplina estágio. Espera-se que o relato dessas experiências possa contribuir no debate sobre a formação docente e estratégias para o ensino de Física na perspectiva de apresentar aos estudantes outros espaços onde é possível se aproximar de vários conceitos estudados em sala de aula, além de constituir um momento de fortalecimento dos laços estudante-estudante e estudanteprofessor, numa atmosfera de curiosidade pela ciência e seu método, ajudando a despertar a imaginação.

Palavras-chave: espaço não formal de educação, educação não formal, ensino de física.

## 1.0 - INTRODUÇÃO

A disciplina Estágio III, presente na grade curricular do curso de licenciatura em Física, de um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET), corresponde a uma das quatro disciplinas de estágio obrigatórias . O relato que será apresentado teve origem no Estágio III, que objetiva aproximar os futuros professores com práticas de ensino em ambientes não formais de educação. Segundo Jacobucci (2008), espaço não formal é todo aquele espaço onde pode ocorrer uma prática educativa, existindo dois tipos de espaços não formais:

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- · Os espaços institucionalizados, que dispõe de planejamento, estrutura física e monitores qualificados para a prática educativa dentro deste espaço;
- · Os espaços não institucionalizados que não dispõe de uma estrutura preparada para este fim, contudo, bem planejado e utilizado, poderá se tornar um espaço educativo de construção científica e tecnológica.

Para exemplificar os espaços não formais, podemos citar: Museus, Centros de Ciências, Parques Ecológicos, Parques Zoobotânicos, Jardins Botânicos, Planetários, Institutos de Pesquisa, Aquários, Zoológicos, Unidades de Ciência móvel, dentre outros. Os espaços não institucionalizados não possuem a estrutura institucional, podendo ser em ambientes naturais ou urbanos como, por exemplo, parque, casa, rua, praça, terreno, cinema, praia, caverna, rio, lagoa, campo de futebol. Não podemos deixar de registrar a importância dos espaços itinerantes de popularização da ciência que tem por finalidade levar conhecimento científico e tecnológico a lugares do país desprovido de espaços como museus, centros de ciência, jardim botânico e outros. Na edição mais recente, publicado em 2015, do guia de Centros e Museus de Ciência do Brasil, a modalidade de projeto Ciência Móvel se destacou como uma estratégia fundamental para a interiorização de atividades e ações de popularização da ciência no país. Geralmente, esses espaços itinerantes são projetos ligados a universidades, institutos de pesquisa, secretarias municipais e estaduais, empresas e outras instituições. Os espaços não formais de educação, independente de sua forma de intervenção, contribuem no processo de divulgação da ciência e tecnologia, não só para a população em geral, mas, sobretudo, para os estudantes da educação formal. Atualmente, as visitas a museus, centros, parques, planetários tem sido uma constante nas estratégias das escolas para aproximar as crianças e os jovens às outras fontes de conhecimento fora do espaço escolar formal da sala de aula. (SOCORRO, 2017)

Apresentar esses espaços e as possibilidades de socialização do conhecimento científico e tecnológico na disciplina estágio em um curso de formação de professores de Física significa contribuir com outras estratégias para o ensino da disciplina que ultrapasse a sala de aula, além de fortalecer os vínculos e relações necessários no ambiente escolar.

A socióloga Maria da Gloria Gohn faz uma demarcação entre os conceitos de educação formal, não formal e informal. Para a autora, a educação formal é aquela desenvolvida nas escolas, com conteúdos previamente demarcados, enquanto que, na educação informal, os indivíduos aprendem durante seu processo de socialização na família, no bairro, no clube, entre amigos etc., carregada de valores e culturas próprios, de pertencimento e sentimentos herdados, já educação não formal é aquela que se aprende 'no mundo da vida', via os processos de compartilhamento de experiências, principalmente em espaços e ações coletivos cotidianas. (GOHN, 2011)

Em sua obra Educação não formal e cultura política: impacto sobre o associativismo do terceiro setor, Gohn estabelece os atributos necessários em cada modalidade de educação. A educação formal requer tempo, local específico, pessoal especializado, organização de vários tipos (inclusive curricular), sistematização sequencial das atividades, disciplinamento, regulamentos e leis, órgãos superiores etc. Esta educação tem caráter metódico e, usualmente, divide-se por idade/classe de conhecimento.

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A educação não formal tem outros atributos: ela não é organizada por séries/ idade/conteúdos; atua sobre aspectos subjetivos do grupo; trabalha e forma a cultura política de um grupo, desenvolve laços de pertencimento, ajuda na construção da identidade coletiva do grupo (este é um dos grandes destaques da educação não formal na atualidade); ela pode colaborar para o desenvolvimento da autoestima e do empowerment 1 do grupo, criando o que alguns analistas denominam de capital social de um grupo. (GOHN, 2011)

A primeira etapa da disciplina foi o estudo sobre espaços não formais e educação não formal, para isso foi utilizado textos e artigos de pesquisadores das áreas como GASPAR (1993); JACOBUCCI (2008); MARANDINO (2014); GOHN (2001), durante essa etapa a dinâmica utilizada em sala de aula era de leitura e debate sobre os temas. Na segunda etapa começamos a fazer o levantamento dos possíveis espaços não formais a serem visitados, foram eles: O Zoológico de Salvador; O Museu da Criança e do adolescente no município de Camaçari, o Museu da COELBA; o Observatório Astronômico Antares no município de Feira de Santana; o Laboratório de Games; o parque Pituaçu Solar e o projeto Onda Elétrica. Durante o curso foi possível visitar Museu da COELBA, o Laboratório de Games e projeto Onda Elétrica. A cada visita era feito um relato em sala de aula, onde levantávamos os pontos positivos e possíveis falhas. Ao fim de todas as visitas, foi escolhido o Museu da Coelba como um espaço possível para a intervenção dos estudantes da disciplina, a escolha se deu por conta da organização do espaço, bons experimentos nas áreas de transformação de energia, ótica, eletricidade e magnetismo, com atividades diárias para o público. Cada estudante escolheu um experimento e elaborou uma intervenção entregue previamente a professora da disciplina. A intervenção foi feita no dia da visita de uma turma de 30 alunos do ensino médio do curso de automação agendada pela professora da disciplina Física. As intervenções aconteceram com grupos menores de estudantes que se reversavam nos experimentos presentes no museu. Essa atividade correspondeu a uma das avaliações da disciplina Estágio III, além do relatório que foi entregue ao final do semestre.

## 2.0 - VISITAS

Nesse item estaremos apresentando os espaços visitados durante o semestre letivo da disciplina Estágio III. O objetivo das visitas era discutir até que ponto cada projeto atendia aos pressupostos da educação não formal.

## 2.1 - ONDA ELÉTRICA (UFBA)

Localizado na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em Salvador - o projeto 'Onda Elétrica' é formado por estudantes de engenharia elétrica e orientado por um docente da instituição, porém, não descartam a participação de estudantes de outros cursos, pois o ingresso nesse projeto ocorre por meio de um edital público. Um ponto positivo e importante do projeto onda elétrica é sua interação com as escolas públicas, sendo que o projeto vai até a escola, mas par isso acontecer, eles fazem a divulgação do projeto nas redes sociais e acreditam que precisam melhorar a divulgação. São poucas as visitas durante o ano.

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- O projeto conta com um laboratório que constrói kits de experimentos demonstrativos, particularmente de física, na sua maioria na área da eletricidade e magnetismo. O projeto é sem fins lucrativos e os participantes não recebem bolsas. Segundo consta no projeto, seu objetivo é 'disseminar e desmistificar a ciência na sociedade, através do desenvolvimento de projetos científicos e tecnológicos, contribuindo para o aprendizado de voluntários', no entanto, percebemos que existem dificuldades em atingir o objetivo, seja por planejamento ou por falta de apoio institucional no que se refere a orientação docente, como foi dito pelos estudantes envolvidos no projeto. Avaliamos que o projeto possui potencialidade de se consolidar como socializador de conhecimento científico e tecnológico na perspectiva da educação não formal, mais voltado para atender estudantes da escola formal.

## 2.2 - MUSEU DA COELBA

- O segundo espaço visitado foi o museu da Coelba, localizado na Praça da Sé - Pelourinho, Salvador - BA.
- O local se mostrou potencialmente significativo para uma abordagem de educação não formal, pois existe cerca de 50 demonstrativos cujos monitores fazem a recepção e apresentam todas as possibilidades existentes no local.

Inicialmente o monitor convida para um passeio no tempo onde são abordados de maneira superficial os acontecimentos históricos desde o período paleolítico até os dias atuais. Em seguida são apresentadas propagandas de conscientização de consumo de energia elétrica, nesse contexto existe uma TV com sensor eletromagnético que permite a sua interação com o corpo humano que ao movê-lo e direcioná-lo numa região onde existe a imagem de um aparelho elétrico é aberto algumas informações de como evitar gastos excessivos com consumo de energia elétrica.

- O instrutor que nos recebeu é estudante de arquitetura. O mesmo tinha um domínio razoável dos conteúdos da Física, ele conhecia bem os aparelhos provavelmente por ser instruído para apresentar aos visitantes. Não obstante, alguns dos termos utilizados pelo guia não eram adequados para o bom relacionamento da Física presente no aparelho e, consequentemente, seu entendimento por parte do público. Por exemplo, no gerador manual de energia elétrica o guia fez a demonstração do experimento em dois momentos, no primeiro ele variou o campo magnético na bobina, sendo assim, houve geração de energia pela indução eletromagnética. Em seguida, ele retirou a bobina da direção onde existia o campo magnético e variando o mesmo não houve geração de corrente elétrica, segundo o guia, a não existência da corrente elétrica era pela ortogonalidade do ímã com a bobina, coisa que não era verdade, pois a falta de corrente se dava pela não variação do campo na bobina. Resumindo, em nenhum momento foi mencionado que a geração de corrente elétrica através da indução eletromagnética era devido à variação do campo na área da bobina. Ou seja, ao retirar a configuração da bobina no segundo momento, o que ele fez foi evitar que a área da bobina entrasse em contato com campo criado pelo ímã.

Mesmo avaliando algumas falhas nos discursos dos monitores, consideramos que as atividades desenvolvidas no Museu se consolidaram como o espaço mais importante de divulgação do conhecimento científico e tecnológico que visitamos, levando em consideração os seguintes aspectos:

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- a) Exposição de cerca de cinquenta experimentos, incluindo painéis interativos que retratam as diferentes formas de geração de energia, conceitos físicos envolvidos nessa geração, riscos causados pelo uso inadequado da energia dentre outros pontos;
- b) Utilização de monitores treinados, que de forma planejada e organizada, envolvem e motivam os visitantes para compreensão de conceitos, dando espaço para questionamentos, dúvidas;
- c) Promoção da interatividade do público visitante com os experimentos;
- d) Adequação da fala dos monitores para os diferentes públicos, respeitando o grau de escolaridade;
- e) Aplicação de avaliação da visita com espaço reservado para sugestões;
- f) Entrega de material impresso para o público adulto e infantil, em que os temas abordados sobre energia são retomados, utilizando figuras ilustrativas e brincadeiras.

## 2.3 - LABORATÓRIO DE GAMES

O laboratório se encontra na Universidade Estadual da Bahia (UNEB) Campus localizado no bairro do Cabula. Na ocasião participamos de uma reunião onde foram apresentados trabalhos desenvolvidos no laboratório, os equipamentos utilizados e programas. Na ocasião fomos convidados para participar de uma atividade desenvolvida no Parque Tecnológico da Bahia, envolvendo empresas do ramo.

Nas apresentações das empresas ficou claro que o principal objetivo era mercadológico cuja finalidade era aumento dos lucros. Não foram apresentados dados que nos levasse a relacionar Games às atividades de ensino. A preocupação era em mostrar que a área era muito promissora e que precisava de talentos, dando certo incentivo à capacidade subjetiva de cada indivíduo em detrimento do trabalho coletivo.

Apesar de algumas pesquisas incentivarem o uso de games em atividades de ensino, o espaço visitado não demonstrou preocupação com essa área.

## 3.0 - INTERVENÇÃO

Após analise de todos os projetos nas aulas da disciplina Estágio III, sob a orientação da professora regente, avaliamos que o museu da Coelba possui ações consolidadas na perspectiva de levar ciência e tecnologia ao público em geral e desse modo, optamos em fazer intervenção em uma visitação marcada previamente para estudantes do ensino médio. Após conhecermos todos os equipamentos, escolhemos qual poderia intervir, no meu caso optei pelo gerador manual de eletricidade, tendo como motivação a intervenção do monitor quando visitamos pela primeira vez o espaço e que já foi apresentado na secção 2.2. Observamos que durante a visita as intervenções eram adaptadas ao nível de escolaridade do grupo visitante e desse modo, a professora regente solicitou a elaboração de uma sequência didática, em que a abordagem ao visitante fosse por questionamentos que promovessem a interação entre o visitante e os monitores, que no caso seríamos nós estudantes do curso. No primeiro grupo de uma turma do ensino

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médio, a sequência de abordagem ocorreu de maneira valorosa, pois a turma interagiu conforme se pretendia no planejamento. Ao levantar as perguntas foi aguçado o interesse dos estudantes e a curiosidade fez parte objetiva dos mesmos. Discutimos a geração de energia elétrica no aparelho proposto tendo como princípio básico a variação do campo na área da bobina para este caso. Buscamos exemplos cotidianos para relacionar a ideia envolvida e fazer com que aquele conhecimento fizesse sentido para os estudantes; por exemplo, debatemos o funcionamento das portas automáticas de bancos cujo campo magnético presente na porta induz uma voltagem no metal e faz girar uma corrente elétrica no mesmo, essa corrente por sua vez cria um campo contrário ao do indutor, alterando o campo presente e acusando a presença do metal. Por outro lado, o segundo grupo da mesma turma não demonstrou interesse, não interagindo. Desta forma, ficou claro que o processo de geração do conhecimento precisa ser uma 'via de mão dupla' para acontecer de fato. Esse grupo na verdade estava usando o espaço diferente da sala de aula, como atividade recreativa, o que nos leva a pensar que atividade como essa precisa ser discutida previamente, com tarefas a ser cumpridas, além do acompanhamento do docente.

Figura 01: Atividade desenvolvida na disciplina de estágio.

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## 4.0 Resultados

O potencial do projeto Onda Elétrica está na sua possibilidade de visitar escolas públicas, quando convidados, facilitando em demasia as dificuldades que professores teriam para realizar uma visita técnica em espaços não formais de educação, no entanto, essa possibilidade pode manter a atividade pedagógica formal se não feita de forma cautelosa uma vez que a visita acaba sendo na escola de origem dos estudantes. Além do mais, nesse projeto é reservado uma verba para alcançar as escolas públicas, tendo por base que as mesmas carecem de infraestrutura e recursos.

O museu da Coelba é sem dúvidas um local excepcional, infra-estrutura excelente e disponibiliza recursos suficientes para manter um bom relacionamento com público. A visita a esse espaço se torna mais delicada pelo grande contingente de alunos que o professor deve vigiar. Entretanto esses espaços disponibilizam monitores preparados e que podem ser um grande aliado do professor caso seja feito um bom planejamento.

A relação entre games e educação pode ser um grande aliado do professor, no entanto, o local que procuramos explorar não foi apropriado para uma boa prática

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pedagógica nesse sentido, não sendo recomendado pelo menos no local onde visitamos.

O processo de intervenção mostrou que a educação é uma via de mão dupla e que os espaços não formais de educação podem se tornar um grande aliado do professor quando bem planejado uma sequência didática nesses locais.

## 5.0 Considerações Finais

Visitar espaços não formais de educação e ver possibilidades de socialização do conhecimento científico e tecnológico na disciplina de estágio foi considerado de grande relevância por todos os estudantes da disciplina Estágio III. Avaliamos que tanto os professores como seus estudantes podem ter um melhor desempenho explorando tais locais, mesmo tendo consciência das dificuldades enfrentadas no cotidiano escolar, principalmente das escolas públicas, faltando recursos para viabilização de atividades desse porte, que envolve logística de locomoção, autorização dos pais em caso dos menores de idade dentre outras coisas.

A experiência de intervenção realizada no museu da Coelba mostrou que é importante realizar essas visitas de forma planejada e a riqueza das interações e fortalecimento das relações certamente contribuirá com o processo de motivação e geração do conhecimento nas aulas de Física.

## 6.0 Referências

JACOBUCCI, D.F.C . Contribuições dos espaços não formais de educação para a formação da cultura científica. Em extensão, Uberlândia, v. 7, p. 55-66, 2008 .

SOCORRO, Marlene Santos. A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA NOS ESPAÇOS NÃO FORMAIS EM MUNICÍPIOS DA BAÍA DE TODOS OS SANTOS . Tese (Doutorado) - Instituto de Física, Universidade Federal da Bahia, Universidade Estadual de Feira de Santana, Salvador, 2017.

QUEIROZ, Ricardo Moreira de; TEIXEIRA, Hebert Balieiro; VELOSO, Ataiany dos Santos. A CARACTERIZAÇÃO DOS ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE EDUCAÇÃO CIENTÍFICA PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS . Revista Amazônica em Ensino de Ciências , Manaus, v. 7, n. 4, p.12-23, dez. 2011.

MARANDINO, Martha; SILVEIRA, Rodrigo da; CHELINI, Maria Julia. A EDUCAÇÃO NÃO FORMAL E A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: O QUE PENSA QUEM FAZ? In: IV ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, Não use números Romanos ou letras, use somente números Arábicos., 2003, Bauru. Atas. Bauru: Abrapec, 2003. p. 1 - 13.

GOHN, Maria da Glória. EDUCAÇÃO NÃO FORMAL E CULTURA POLÍTICA: IMPACTO SOBRE O ASSOCIATIVISMO DO TERCEIRO SETOR . 5.ed. Cortez: São Paulo, 2011.

GOHN, Maria da Glória. EDUCAÇÃO NÃO FORMAL E O EDUCADOR SOCIAL: atuação no desenvolvimento de projetos sociais. São Paulo: Cortez, 2010. 104 p.

GOMES, Isabel; CAZELLI, Sibele. FORMAÇÃO DE MEDIADORES EM MUSEUS DE CIÊNCIA: SABERES E PRÁTICAS Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências (belo Horizonte) . , [s.l.], v. 18, n. 1, p.23-46, 15 mar. 2016. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/198321172016180102.

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