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DESEMPENHO DE ALUNOS DEFICIENTES AUDITIVOS NAS QUESTÕES DE FÍSICA DO ENEM

Franciane Do Nascimento Gomes, Marcelo Shoey De Oliveira Massunaga

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
28/01/2019
Linha de pesquisa
Ensino, Aprendizagem E Avaliação Em Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## DESEMPENHO DE ALUNOS DEFICIENTES AUDITIVOS NAS QUESTÕES DE FÍSICA DO ENEM

## Franciane do Nascimento Gomes 1 , Marcelo Shoey de Oliveira Massunaga 2

- 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro/Centro de Ciência e Tecnologia\Laboratório de Ciências Físicas, gomes.franciane@pq.uenf.br
- 2 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro/Centro de Ciência e Tecnologia/Laboratório de Ciências Físicas, shoey@pq.uenf.br

## Resumo

O objetivo desse trabalho é analisar o desempenho dos alunos deficientes auditivos nas edições do Enem de 2013 a 2017. Por meio da Análise de Conteúdo de Bardin, as questões da prova de Ciências da Natureza foram categorizadas na disciplina Física. O desempenho dos alunos foi analisado a partir do percentual de acertos nas questões de Física. A leitura cautelosa dessas questões permitiu uma análise pedagógica e identificação de possíveis dificuldades relacionadas a tradução das questões para Libras e, também, dificuldades impostas pela deficiência auditiva, como é o caso de conceitos físicos referentes ao som. Uma análise foi feita comparando-se resultados dos alunos deficientes auditivos em relação aos demais. No geral, percebe-se que alunos deficientes auditivos têm índices de acertos próximos aos dos ouvintes, mas algumas questões chamam a atenção por não apresentarem esse padrão. A análise pedagógica dessas questões permite verificar que ainda há conteúdos que apresentam maior dificuldade para alunos deficientes auditivos. Os resultados preliminares mostram que, apesar das dificuldades relacionadas ao limite imposto pela deficiência auditiva, os alunos deficientes auditivos conseguem resolver a maioria das questões com resultados semelhantes aos demais alunos. Mas, não se trata de mérito, pois os resultados gerais revelam um baixo desempenho de todos os alunos nas questões de Física.

Palavras-chave: ENEM, Ensino de Física, Deficiência Auditiva.

## Introdução

No Brasil tem se discutido muito como assegurar o acesso à Educação para todos e em todos os níveis. O Plano Nacional de Educação, aprovado em 2014, reflete essa preocupação. Apesar desse avanço, o Brasil ainda tem uma grande dívida social com os grupos menos favorecidos. Portanto, é necessário e urgente avançar na melhoria da qualidade da Educação, visando à inclusão de deficientes e dos grupos marcados pelas desigualdades sociais, econômicas e culturais.

Dados do último Censo Demográfico, em 2010, 45,6 milhões de pessoas declararam ter pelo menos um tipo de deficiência. A deficiência visual é a que tem a maior ocorrência, afetando 18,6% da população brasileira. Em seguida está a deficiência motora, ocorrendo em 7% da população. Em terceiro lugar está a deficiência auditiva, em 5,10%. Por último, mas não menos relevante, está a deficiência mental ou intelectual, em 1,40% (BRASIL, 2012).

As Avaliações em Larga Escala são instrumentos importantes para diagnosticar e analisar a atual realidade educacional brasileira. Permitindo, assim, o planejamento e adequação de políticas públicas ou de responsabilização social na área da Educação. No Brasil, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio

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Teixeira (Inep) é o setor do governo responsável por essas avaliações. Dentre essas Avaliações em Larga Escala, destacamos o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que, a partir de 2009, sofreu uma significativa reformulação e se tornou um importante instrumento na implementação de políticas públicas para a democratização de acesso ao Ensino Superior.

Em consonância com a democratização do acesso ao Ensino Superior, a inclusão de deficientes também ganhou força na pauta das políticas públicas. Assim, para atender a política de inclusão, na realização do Enem, o Inep oferece atendimento específico para deficientes. No caso de surdos e deficientes auditivos, o Inep disponibilizava dois recursos: o tradutor-intérprete de libras e a leitura labial. A partir de 2017, em caráter experimental, o Enem apresentou mais uma opção para surdos e deficientes auditivos. Eles contaram com recurso da prova em videolibras. Entretanto, a mídia jornalística relatava que eles ainda enfrentavam dificuldades para realizar o Enem.

Será considerado, nesse trabalho, como deficiente auditivo aquele que perdeu parcial ou totalmente a audição, podendo ter sido por nascença ou causada posteriormente por doenças. Assim, não será feita a diferenciação de estudantes surdos de deficientes auditivos, apesar de haver definições técnicas, em termos da audiometria, definições médicas, em termos das patologias e definições semânticas, no contexto social.

## Política de Inclusão e o Deficiente auditivo

Ao final de 2003, o movimento de inclusão no âmbito educacional ganha expressiva importância com o lançamento do programa do Governo Federal 'Educação Inclusiva: Direito à Diversidade'. O objetivo era promover a formação continuada de gestores e educadores das redes estaduais e municipais de ensino para que fossem capazes de oferecer Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva. Já em 2008:

'Nesta perspectiva, o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que acompanha os avanços do conhecimento e das lutas sociais, visando constituir políticas públicas promotoras de uma educação de qualidade para todos os alunos' (BRASIL, 2008).

E, em 2015, a política de inclusão social se consolida com a publicação do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Brasil, 2015).

Apesar dos esforços para inclusão de deficientes auditivos nas salas de aula por meio dos tradutores e intérpretes de Libras, o processo de ensino-aprendizagem requer mais do que a tradução da fala do professor.

Há um paradigma presente na formação dos intérpretes de Libras e em documentos oficiais que sustenta que o intérprete deve interferir o mínimo possível no significado da mensagem que está interpretando... o conhecimento que este possui sobre o conteúdo que interpreta influencia de forma decisiva na escolha dos sinais que utilizará. Se seu conhecimento se reduz às noções do senso comum, é possível que um sinal como o de 'temperatura' seja utilizado para se referir a 'calor', ou um sinal para 'rápido' seja utilizado para se referir à 'velocidade' (PESSANHA, COZENDEY, ROCHA, 2013).

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- O intérprete de Libras se apropria da palavra falada pelo professor a partir de sua experiência histórico-sociocultural. Por isso, o conhecimento de Física do intérprete é importante para aprendizagem do aluno.

## Objetivo

- O objetivo nesse trabalho é analisar o desempenho de estudantes deficientes auditivos nas questões de Física do Enem, pois devido a importância desse exame como elemento decisório para entrada no Ensino Superior, seja para o ensino público, seja para concessão de financiamento, a seriedade com que os alunos realizam o Enem permite que seus resultados sejam usados como diagnóstico do perfil educacional do alunado brasileiro.

## Desenvolvimento da pesquisa

- O ENEM abrange quatro áreas de conhecimento, que se relacionam aos componentes curriculares da Educação Básica, e é composto por quatro provas com 45 questões objetivas de caráter interdisciplinar. A área de Ciências da Natureza compreende as disciplinas Física, Química e Biologia.

## Usando a Análise de Conteúdo de Bardin e sua definição de categorização :

'A categorização é a operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto por diferenciação e, em seguida, por reagrupamento segundo o gênero (analogia), com os critérios previamente definidos' (Bardin, 2011, pg. 147),

As questões de Física foram categorizadas pelos Objetos de Conhecimentos associados às Matrizes de Referências - Ciências da Natureza e suas Tecnologias Física (MEC/INEP, 2009), ou seja, foram selecionadas as questões que para as suas soluções eram necessários conteúdos de Física. As competências e habilidades de cada questão também foram utilizadas para auxiliar na categorização.

Em 2011 houve a chamada pública para as IES públicas participarem da elaboração dos itens do Enem. Nesse trabalho, a análise foi feita nas edições de 2013 a 2017 do Enem, pois entende-se que a partir de 2013, a adesão das IES públicas foi o suficiente para garantir que todos os itens foram elaborados por professor dessas IES, pois as questões passaram a 'cobrar' os conteúdos específicos das disciplinas. Em 2015 e 2016 houve duas aplicações do Enem, porém apenas a primeira foi analisada já que o quantitativo de alunos na segunda aplicação não foi significativo. Em 2015, 6.047 alunos deficientes auditivos realizaram a prova, desses, apenas 2 alunos participaram da segunda aplicação. E, em 2016, dos 6.433 alunos deficientes auditivos que realizaram a prova, 221 alunos participaram da segunda aplicação. Em 2017, houve nova opção para deficientes auditivos, a prova em videolibras. As questões das provas em videolibras foram diferentes das outras provas. E, a participação nessa prova foi de 2.416 alunos para uma participação total de 4.227.

Identificadas as questões de Física da prova de Ciências da Natureza, foi feita uma leitura cautelosa dessas questões considerando-se possíveis dificuldades que os alunos deficientes auditivos encontrariam na tradução para Libras ou dificuldades diretamente relacionadas à sua deficiência auditiva, que os restringem a conceitos físicos referentes ao som, por exemplo. E, para reforço desta leitura, foi

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considerada a comparação do desempenho dos alunos deficientes auditivos e ouvintes a partir do percentual de acertos nas questões de Física. Todas as respostas foram tratadas de forma a coincidir com respostas equivalentes à prova azul em cada ano.

## Discussão dos resultados

São apresentadas a seguir as comparações dos percentuais de acertos nas questões de Física entre alunos deficientes auditivos e os alunos ouvintes para cada edição do Enem. Lembrando que, em 2017 apenas serão apresentados os dados referentes aos alunos deficientes auditivos que realizaram a prova verde (videolibras).

Gráfico 01 : Percentual de acertos nas questões de Física-Enem 2013Gráfico 02 : Percentual de acertos nas questões de Física-Enem 2014

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Gráfico 03 : Percentual de acertos nas questões de Física-Enem 2015

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## Gráfico 04 : Percentual de acertos nas questões de Física-Enem 2016

Gráfico 05 : Percentual de acertos nas questões de Física-Enem 2017

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Foram destacadas para análise as questões: 52 do ENEM 2013 (com diferença de percentual de 25%), 76 do ENEM 2014 (12,5%), 86 do Enem 2015 (18,9%) e a questão 88 do Enem 2016 (6,9%).

A questão 52 do Enem 2013 é que apresenta maior diferença percentual nas respostas. Por isso, foi realizada uma análise pedagógica para entendimento de possíveis motivos que fizeram com que os alunos deficientes auditivos tivessem desempenho inferior aos demais.

## QUESTÃO 52 - ENEM 2013

## TEXTO BASE

Em viagens de avião, é solicitado aos passageiros o desligamento de todos os aparelhos cujo funcionamento envolva a emissão ou a recepção de ondas eletromagnéticas. O procedimento é utilizado para eliminar fontes de radiação que possam interferir nas comunicações via rádio dos pilotos com a torre de controle.

## ENUNCIADO

A propriedade das ondas emitidas que justifica o procedimento adotado é o fato de

## ALTERNATIVAS: Gabarito (correta) + distratores (incorretas)

- (A) terem fases opostas.
- (B) serem ambas audíveis.
- (C) terem intensidades inversas.
- (D) serem de mesma amplitude.
- (E) terem frequências próximas.

COMPETÊNCIA 5: Entender métodos e procedimentos próprios das ciências naturais e aplicá-los em diferentes contextos.

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HABILIDADE 18: Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas de produtos, sistemas ou procedimentos tecnológicos às finalidades a que se destinam.

Essa questão aborda conhecimentos de Física relacionados a Ondas e solicita a compreensão sobre interferência entre ondas eletromagnéticas. O resultado correto é encontrado sabendo que um dos fatores que contribuem para a interferência de ondas eletromagnéticas é a proximidade de frequências entre as ondas emitidas, como no caso de aparelhos eletrônicos (celulares, por exemplo) e os aparelhos de rádio dos pilotos.

A seguir será apresentado o gráfico com o percentual de marcação das alternativas dos alunos deficientes auditivos e ouvintes nesta questão.

Gráfico 06 : Percentual de marcação nas alternativas - Enem 2013

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Do Gráfico 06, é observado que, para alunos deficientes auditivos a porcentagem de marcação na alternativa correta é consideravelmente menor (31,4%) em relação a porcentagem de marcação dos alunos ouvintes (56,4%). Entre os distratores, o que mais se destaca no percentual de marcação dos alunos deficientes auditivos é o B, com 23,9%, que trata a respeito de ondas audíveis. Alunos deficientes auditivos podem ter dificuldades em definir o que seria uma onda audível. A opção C, sobre a intensidade do som (qualidade que nos permite caracterizar se um som é forte ou fraco e depende da energia que a onda sonora transfere), o aluno deficiente auditivo pode não conseguir fazer a comparação entre o som forte e fraco apenas com os dados fornecidos na questão. A essas alternativas (B e C), mesmo não sendo as corretas, são opções de marcação dos alunos deficientes auditivos. O desconhecimento sobre conceitos tratados nas alternativas se torna opções de marcação dos alunos deficientes auditivos, gerando resultados percentuais de resposta que se diferenciam dos resultados apresentados pelos alunos ouvintes.

Para o ano de 2017 a análise não foi comparativa, já que foi escolhida a prova verde feita exclusivamente pelos alunos deficientes auditivos. A análise foi feita a partir da questão com percentual de acerto inferior as demais. Com base no Gráfico 05, tem-se a questão 125 com o menor percentual de acerto, apenas 13,7% dos alunos deficientes auditivos acertaram essa questão, que será apresentada a seguir.

## QUESTÃO 125 - ENEM 2017

## TEXTO BASE

É muito comum encostarmos a mão na maçaneta de uma porta e termos a sensação de que ela está mais fria que o ambiente. Um fato semelhante pode ser observado se colocarmos uma faca metálica com cabo de madeira dentro de um refrigerador. Após longo tempo, ao encostarmos uma das mãos na parte metálica e a outra na parte de madeira, sentimos a parte metálica mais fria.

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## ENUNCIADO

Fisicamente, a sensação térmica mencionada é explicada

## da seguinte forma: ALTERNATIVAS:

Gabarito (correta) + distratores (incorretas)

- (A) A madeira é um bom fornecedor de calor e o metal, um bom absorvedor.
- (B) O metal absorve mais temperatura que a madeira.
- (C) O fluxo de calor é maior no metal que na madeira.
- (D) A madeira retém mais calor que o metal.
- (E) O metal retém mais frio que a madeira.

COMPETÊNCIA 1: Compreender as ciências naturais e as tecnologias a elas associadas como construções humanas, percebendo seus papéis nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social da humanidade.

HABILIDADE 3: Confrontar interpretações científicas com interpretações baseadas no senso comum, ao longo do tempo ou em diferentes culturas.

Esta questão exige dos participantes conhecimentos relacionados a Termodinâmica, levando em consideração a habilidade 3, para situações que utilizem o conceito de calor. A alternativa correta é conseguida a partir do entendimento de que o fluxo de calor é a taxa de energia térmica transferida de uma superfície, e fazendo-se a comparação do fluxo de calor entre o metal e a madeira. A sensação do metal estar mais frio que a madeira é decorrente do fato do metal transferir quantidade maior de energia térmica para o refrigerador do que a madeira em determinado tempo, abaixando sua temperatura mais rapidamente.

A porcentagem de marcação dos alunos deficientes auditivos nas alternativas desta questão será demonstrada a seguir por meio do Gráfico 10.

Gráfico 10 : Percentual de marcação nas alternativas - Enem 2017

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A partir do gráfico acima, observa-se que a alternativa correta é a segunda menos marcada pelos alunos deficientes auditivos, e, em relação aos distratores, 27,7% dos alunos escolhem a opção E, 25,8% marcam a opção B. Analisando esses distratores, é percebido que os alunos interpretam conceitos relacionados a temperatura de forma incorreta, considerando que a temperatura é absorvida por materiais e não como característica do estado térmico do material. Assim como o frio, interpretado na alternativa E como algo que pode ser retido por um material e não como a sensação térmica produzida pela perda de calor de um determinado corpo. A alternativa A, com 20,3% de marcação pelos alunos, também está entre as mais escolhidas entre os distratores. Essa alternativa trata a repeito do calor, e

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considera a madeira um bom fornecedor de calor e o metal bom absorvedor, porém o conceito de calor deve ser compreendido como a energia térmica em trânsito, relacionado a diferença de temperatura entre os corpos. Nesta questão, conceitos relacionados a temperatura, calor, frio são interpretados de maneira incorreta pelos participantes.

## Considerações Finais

Este trabalho ainda está em desenvolvimento, mas por meio da análise dos gráficos (Gráficos 01, 02, 03, 04 e 05), observa-se que entre os anos de 2013 a 2016 os alunos deficientes auditivos tiveram desempenho similar em relação aos ouvintes, apesar dos percentuais de acertos dos alunos deficientes auditivos serem 'levemente' inferior ao dos ouvintes. Porém, em 2016, apesar de ainda terem desempenho inferior, os alunos deficientes auditivos apresentam melhores resultados. A maior diferença percentual observada em 2016 foi de 6,9% na questão 88. Em 2017, foi observado que o pior desempenho foi 13,7% de acertos na questão 125, relacionada à Termodinâmica, tratando da diferença entre calor e temperatura, revelando que a maioria dos alunos possuem dificuldade em interpretar cientificamente situações do cotidiano, fazendo analogias referentes ao senso comum. Isso mostra que, apesar das dificuldades relacionadas ao limite imposto pela deficiência auditiva, os alunos deficientes auditivos conseguem resolver a maioria das questões com resultados semelhantes aos demais alunos. Mas, não se trata de mérito, pois os resultados gerais revelam um baixo desempenho de todos os alunos nas questões de Física.

## Referências

BARDIN, L. Análise de Discurso . Edições 70 - São Paulo, 2011.

BRASIL. Cartilha do Censo 2010-Pessoas com Deficiência. Luzia Maria Borges Oliveira, 2012.

BRASIL. Lei n. 1.3146/2015, de 07 de julho de 2015. Institui a Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) , Brasília, DF, publicado no DOU em 7 de julho de 2015.

INEP - INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA. Microdados do Enem 2017 . Brasília: Inep, 2017. Disponível em: &lt; http://portal.inep.gov.br/web/guest/microdados&gt;. Acesso em: 12 jul. 2018.

MEC/INEP, Matriz de Referência para o ENEM 2009 , Brasília, DF. Disponível em: 'http://download.inep.gov.br/educacao\_basica/enem/downloads/2012/matriz\_referen cia\_enem.pdf'. Acesso em: 12 jul. 2018.

PESSANHA, M.C.R.; COZENDEY, S. G.; ROCHA, D.M. (2013), O PAPEL DO INTÉRPRETE DE LIBRAS NAS AULAS DE FÍSICA ., In XX Simpósio Nacional de Ensino de Física. Disponível em: Acesso em 10 de jan de 2011.

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