DIÁRIOS REFLEXIVOS: A EXPERIÊNCIA DE UMA PROPOSTA DE AVALIAÇÃO FORMATIVA
Willian De Campos Vieira, Kaluti Rossi De Martini Moraes
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 28/01/2019
- Linha de pesquisa
- Ensino, Aprendizagem E Avaliação Em Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## DIÁRIOS REFLEXIVOS: A EXPERIÊNCIA DE UMA PROPOSTA DE AVALIAÇÃO FORMATIVA
## Willian de Campos Vieira , Kaluti Rossi de Martini Moraes 1 2
1 PUCRS/Faculdade de Física, willian.vieira@acad.pucrs.br
2 UFRGS/Programa de Pós-graduação em Ensino de Física, kaluti.moraes@gmail.com
## Resumo
Neste trabalho apresentamos uma proposta de avaliação formativa e continuada com estudantes do segundo ano do ensino médio de uma escola estadual da cidade de Porto Alegre. Essas avaliações foram realizadas por meio de diários reflexivos, com o objetivo de demonstrar o diário reflexivo como um potencial instrumento de avaliação formativa, valorizando o estudante e criando um espaço que possibilite a comunicação entre professor e estudante. O corpus da pesquisa foi construído a partir de registros dos estudantes de turmas do Ensino Médio em diários reflexivos. O trabalho se desenvolveu ao longo de duas unidades didáticas vinculas à disciplina de Física, onde as aulas ocorreram mediadas pelo professor-pesquisador. Concluímos que o diário reflexivo se mostrou um bom instrumento avaliativo para o contexto escolar, que pode ser utilizado como avaliação principal ou complementar. Observamos, em nossa análise, indícios de que o diário reflexivo pode ser entendido enquanto um construto vinculado à avaliação formativa dos estudantes. Acreditamos que, ao identificar esses elementos através da escrita dos sujeitos, podemos auxiliar na compreensão de suas dificuldades de aprendizagem. Além disso, os registros nos diários estimulam os estudantes a pensarem na avaliação como um processo contínuo e os auxilia na percepção da importância da construção constante durante o processo aprendizagem.
Palavras-chave : Ensino de Física. Diário Reflexivo. Avaliação Formativa.
## Introdução
É comum na prática docente a utilização da prova como objeto de avaliação da aprendizagem dos estudantes. Recentemente, percebemos uma maior relevância nas avaliações formativas, em oposição ao modelo tradicional de prova, essencialmente somativa, segundo Bloom (1983).
A avaliação escolar, geralmente, é um processo estressante para os estudantes. Neste contexto, temos o desempenho insatisfatório nas avaliações como um problema que acarreta na grande evasão escolar. Uma possível explicação está calcada na interpretação de que a escola não está atendendo as expectativas dos estudantes (PRASNISKI, 2015). Tradicionalmente temos a primazia da prova como forma de avaliação no nosso sistema educacional, e em muitos casos esta é tida como inevitável. Conforme apresentado por Luckesi (1999) utilizam-se desses métodos avaliativos formais, como provas, desde os séculos XVI, e esta maneira de avaliar os estudantes mantém-se até a atualidade. Entretanto, o fato da escola ter a necessidade de avaliar os estudantes, não consiste necessariamente num problema. É interessante considerar a questão levantada por Souza (2016, p. 474): '[...] o processo de avaliação escolar não se restringe em apenas estabelecer uma nota.' O método de ensino tradicionalmente adotado falha em resumir a avaliação no ato de atribuir uma nota, em detrimento de considerar a mesmo enquanto processo contínuo.
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Segundo Silva (2008), podemos definir que as principais diretrizes da avaliação são: consistir num processo contínuo que deve ocorrer em diferentes momentos; promover um autoconhecimento (autoavaliação); desenvolver a autoestima; permitir a investigação dos erros dos estudantes, melhorando a condição de aprendizagem; minimizar a memorização; priorizar o diálogo permanente com o professor; preconizando que os alunos tenham percepção de seus avanços quanto à aprendizagem.
Sobre o tema avaliação escolar, temos diversas orientações teóricas que versam sobre o assunto, naturalmente há divergências frente à tal diversidade. Uma contribuição relevante para a área, que tem influenciado há alguns anos a avaliação é o Manual de Avaliação Formativa e Somativa do Aprendizado Escolar (Bloom et. al., 1983). Neste trabalho propõe-se a existência de basicamente três tipos de avaliação: a diagnóstica, a formativa e a somativa.
A diagnóstica normalmente deve ser realizada antes ou durante o processo de aprendizagem. Com esta avaliação podemos observar se os pré-requisitos necessários para o andamento da unidade didática estão consolidados, bem como os conhecimentos, buscando a detecção das principais dificuldades dos alunos. Ao final, objetiva constatar o progresso em relação à assimilação dos conteúdos, em especial orientado no processo de aprendizagem como próprio de cada estudante.
A formativa deve ser realizada ao longo da unidade didática em que ocorre o processo de aprendizagem. Seu principal foco é a visualização das falhas da aprendizagem no decorrer da unidade didática, além do aprimoramento do processo de aprendizagem. Em muitas situações, a avaliação formativa é confundida com a avaliação contínua. Entretanto, segundo Caldeira (2004), a avaliação formativa é aquela que contribui na individualização da aprendizagem, em oposição àquela que é realizada no decorrer da unidade didática sem tratar o estudante como sujeito do seu processo de aprendizagem.
A somativa ocorre ao final de uma unidade didática, com o objetivo de estimar e classificar o estudante através do resultado, e apresenta hegemonia no nosso sistema educacional.
Segundo Allel (1986, apud Barreira et al., 2006) três etapas são necessárias para caracterizarmos uma avaliação como formativa. Num primeiro momento, o professor recebe as informações relativas ao progresso dos estudantes. Em seguida, essas informações deverão ser analisadas pelo professor que deverá diagnosticar a origem da dificuldade dos estudantes. No final, o professor deverá realizar atividades e iniciativas com o objetivo de auxiliar na construção pelos estudantes.
Um método de avaliação, diário reflexivo, utilizado principalmente com estudantes de ensino superior em Portugal, apresenta potencial enquanto um instrumento de avaliação formativa para estudantes de Física no Ensino Médio. Os diários podem ser pensados como um conjunto de narrativas que refletem as perspectivas do escritor de forma subjetiva ou objetiva. Essa realização possibilita a perspectiva de inúmeras situações cotidianas que podem vir a ocorrer com o estudante no decorrer de sua vida (SILVA; DUARTE, 2001).
Sendo assim, entendemos o diário reflexivo como uma proposta de avaliação capaz de transcender o conceito de avaliação tradicionalmente adotada no contexto escolar: somativa. O presente trabalho tem como objetivo avaliar se este método de
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avaliação é capaz de servir aos objetivos de uma avaliação formativa, em oposição à somativa, que se mostra incapaz de avaliar o estudante durante o processo de ensino e aprendizagem.
## Métodos Avaliativos
A palavra avaliação carrega consigo inúmeros sentidos, levando em conta a gama de contextos sociais possíveis para sua aplicação, e muitas possibilidades de sentimentos nos avaliados, tais como temor, possibilidade de crescimento, inclusão, exclusão, promoção, formação e classificação (SANTOS; MÜLLER, 2011).
Das várias abordagens avaliativas possíveis na prática escolar a mais criticada é a conhecida como tradicional ou classificatória, que consiste basicamente na reprodução dos assuntos trabalhados nas aulas, trazendo à tona essencialmente a prática de memorização dos conteúdos. Segundo Luckesi (1998 apud SANTOS; MULLER, 2011), a avaliação classificatória não permite o devido desenvolvimento dos estudantes, já que ela não requer estudo, interesse e apropriação de conceitos, apenas reprodução. A partir desta reprodução o estudante pode ser classificado como inferior, médio ou superior. Hoffmann (1999 apud SANTOS; MÜLLER, 2011) também critica a avaliação classificatória considerando que esta é incompleta, tendo em vista que a avaliação não deve apenas buscar validar a aprovação do indivíduo para ser legitimada.
A avaliação deve ser um guia para o professor no desenvolvimento de sua prática educativa, para que busque alternativas de ensino, bem como para os estudantes, que deveriam reavaliar seu processo de aprendizagem. Dessa forma, a avaliação pressupõe que o professor utilize de diferentes instrumentos que no conjunto possam garantir uma melhor compreensão da produção dos estudantes, bem como entender os resultados produzidos. Nesse contexto, a prova deve ser apenas uma das partes da avaliação, pois a mesma não pode contemplar o todo. A avaliação deveria ocorrer dentro e fora da instituição de ensino, pois o ideal é ser possível o acompanhamento dos estudantes de forma contínua.
Entretanto, a concepção de avaliação que apresentamos não é usualmente adotada no contexto escolar. Observa-se que inúmeros estudantes não entendem a avaliação como um processo contínuo, mas mantém o foco apenas na promoção ao final do ano. Neste caso, o que importa é o produto final, independente da maneira como foi obtido, ou seja, não é importante para o estudante o caminho utilizado para obter a nota. Temos um caso de reducionismo do processo avaliativo apenas à nota ou grau atribuído. (LUCKESI, 1999).
Russell e Airasian (2014) descreveram três tipos de avaliação comentada, a saber: diagnóstica, formativa e somativa. A avaliação diagnóstica tem como objetivo realizar uma triagem, obtendo o nível de aprendizagem dos estudantes, no que se refere a pré-requisitos necessários para o desenvolvimento do trabalho do professor. A avaliação formativa trata sobre uma avaliação progressiva e contínua, que vai indicando o aprendizado do estudante, e por meio dele pode-se obter indicadores sobre ajustes necessários para que se alcancem os objetivos indicados no início do processo. Ela também deve ser trabalhada de forma cumulativa, ou seja, no intuito de continuamente buscar uma avaliação em todos os âmbitos. Essa preocupação intenciona observar o avanço dos estudantes, medindo seu progresso em diferentes pontos do processo que compõem os objetivos a serem alcançados. A avaliação somativa refere-se àquela realizada ao final do programa, no qual objetivo é obter
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indicadores que comprovem o que foi possível do estudante desenvolver no decorrer do processo. A principal diferença entre as avaliações somativa e formativa está na forma como elas são realizadas. Enquanto a somativa é proposta como uma prova, realizada em um dia, a formativa é realizada durante o programa didático e não apenas em um dia específico.
Observa-se que em diferentes situações o processo avaliativo mais escolhido pelos profissionais da educação é a somativa. Essa avaliação normalmente é realizada ao final da unidade didática, e nela busca-se apenas identificar indicadores que levem a crer que o estudante assimilou o que foi ensinado pelo professor. Entretanto segundo a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) em seu artigo 24, inciso V, o conceito de avaliação é apresentado como contínuo e cumulativo sobre o desempenho dos estudantes. Neste texto, há uma orientação para os professores focarem na qualidade da avaliação dos estudantes e não na quantidade de avaliações ao longo do tempo, sendo preconizada a preocupação com a produção do estudante.
## Materiais e Métodos
## Local da Pesquisa e Sujeitos de Pesquisa
O presente trabalho foi realizado durante as disciplinas de Prática do Ensino de Física I e II. Em uma escola estadual localizada na zona leste de Porto Alegre. A escola foi fundada em 1978 e possuía aproximadamente 900 estudantes na época da realização do estágio. A escola atende desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, atuando nos três turnos. Uma grande parcela dos estudantes é proveniente do próprio bairro, entretanto há um grande número de estudantes proveniente de bairros vizinhos que utilizam o transporte público para acessar a escola.
Os estudantes do Ensino Médio fizeram parte do presente trabalho. As turmas do 2º ano foram selecionadas, devido ao vínculo com o professor titular da escola em questão. Essas turmas possuíam ao todo 43 estudantes, cujas idades variavam entre 15 e 18 anos.
## Elaboração das Avaliações Formativas
Durante as aulas, foi proposto aos estudantes que desenvolvessem diários reflexivos, nos quais eles deveriam produzir anotações das aulas. Além disso, deveriam realizar algumas atividades solicitadas pelo professor para que, dessa forma, realizassem sua avaliação, onde foi demonstrado aos estudantes que o principal objetivo não seria a aprovação e sim a construção do conhecimento.
Esses diários foram utilizados como instrumento avaliativo dentro das duas unidades didáticas trabalhadas pelo professor-pesquisador. Buscamos a participação de maneira integral dos estudantes no decorrer das atividades, incentivando as suas participações e criação de um material de própria autoria.
Os diários foram utilizados pelos estudantes seguindo algumas recomendações do professor. Eles deveriam conter resoluções de questões teóricas sobre conceitos físicos estudados, exercícios numéricos recomendados pelo professor e alguma aplicação desse conteúdo no seu cotidiano. A única exigência feita pelo professor foi que tais atividades apresentassem uma construção do próprio estudante. Sendo assim, cópias de materiais prontos seriam desconsideradas.
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Foi recomendado aos estudantes que iniciassem o processo de construção dos diários desde o princípio das aulas, já que as suas anotações durante o período da disciplina eram relevantes. Entretanto quando se aproximava o final da unidade didática trabalhada pelo professor era devidamente marcada a data de entrega dos diários, esse prazo era delimitado com 15 ou 20 dias de antecedência. Após a entrega dos diários pelos estudantes, em um prazo de 15 dias os diários retornaram para seus autores, juntamente com algumas sugestões de melhoria por parte do professor, seja nos discursos ou nos exercícios, além de comentários gerais sobre os materiais por eles produzidos. Após essa análise, os alunos tinham um prazo, de no máximo, 10 dias para atender às sugestões e em seguida uma nova entrega era realizada. Nesta etapa o combinado era que os estudantes poderiam efetuar mudanças no diário, entretanto nada deveria ser excluído do material produzido, apenas acrescentado. Com a possibilidade de refletir sobre o conteúdo produzindo, bem como melhorar seus diários, muitos estudantes realizaram uma nova entrega de seus diários. Após a nova entrega, na análise realizada nos diários levamos em consideração, além das construções do estudante, o crescimento e a evolução do seu trabalho neste tempo sugerido.
## Resultados
Seguindo os principais objetivos propostos por Silva (2008) e Allel (1986, apud Barreira et al., 2006), para realizar a análise de uma avaliação formativa, verificou-se que os mesmos poderiam ser identificados nas figuras a seguir.
A estudante (E16), apesar de ser participativa e apropriar-se dos conteúdos trabalhados em sala de aula, enfrentou dificuldades na resolução de alguns exercícios, que foram levadas em consideração durante a correção do professor. Quando teve oportunidade de abrir um diálogo com o professor, ela apresentou um engajamento na realização da correção, demonstrando uma autoavaliação, listando suas dificuldades. Devido ao caráter formativo da avaliação, optamos por escrever um pequeno parecer descritivo, além de avaliar a aluna de forma quantitativa,. Neste parecer, apontamos a estudante (E16) os seus principais avanços quanto ao desenvolvimento da disciplina, elogiamos a apresentação de seus trabalhos, a constante melhoria em seu desempenho e a sua autocrítica perante as dificuldades apresentadas na resolução da avaliação formal.
## Figura 1
Na figura 2, podemos notar que a estudante (E26) tem dificuldade em manifestar-se na resolução dos exercícios propostos. Além disso, traz aspectos ambientais e pessoais das suas dificuldades no decorrer das atividades realizadas. No decorrer da aula, a estudante (E26) dificilmente relatava suas dúvidas nas resoluções dos exercícios, porém ela demonstra o conhecimento destas dificuldades
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e expressou-as no seu diário. Utilizando o parecer descritivo elogiamos o seu empenho na produção do diário, sugerimos que a estudante refizesse os exercícios propostos em aula, atentando para os pontos críticos que tinham sido relatados pela mesma. Novos exercícios poderiam ser propostos para auxiliar neste processo.
Figura 2
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Decidimos por ilustrar a nossa análise com figuras que servissem de exemplo dos nossos achados dentre a grande quantidade de material coletada durante o período do estágio. Dada à restrição do espaço que temos para apresentar nossa experiência, fomos impelidos a destacar dois casos onde apareceram manifestações de autoavaliação por parte dos estudantes. É importante ressaltar que o diário reflexivo enquanto instrumento pedagógico tinha a função de registros por parte dos estudantes sobre algumas tarefas específicas que lhes eram requisitadas ao longo das unidades didáticas. Entretanto, este mesmo diário serviu como importante fomentador de uma relação dialógica entre o professor e o estudante, pois foram dadas oportunidades de refletir sobre os trabalhos apresentados e prova feita. Em especial, neste contexto, apareceram diários que foram simplesmente corrigidos em alguns pontos (como solicitado pelo professor), mas também tivemos diários que trouxeram trechos de uma autoavaliação concomitantemente às alterações sugeridas. É neste aspecto que reafirmamos o potencial do diário reflexivo como um instrumento de avaliação formativa. Na segunda unidade didática que foi feito o uso do instrumento, observamos um aumento da quantidade dos relatos com teor autoavaliativo por parte dos estudantes, que apontou um amadurecimento dos mesmos para com o próprio instrumento em si, mas mais relevante que isso: percebemos o estudante em um papel mais ativo e responsável com o seu próprio aprendizado.
## Considerações finais
A experiência ao longo das unidades didáticas demonstrou o potencial do diário reflexivo como uma avaliação formativa, onde o estudante é capaz de enxergar seu papel no próprio processo de aprendizagem. A avaliação não é tida como um fim em si, mas fomenta o desenvolvimento ao longo das unidades. O diário, enquanto instrumento de comunicação, foi bem sucedido em estabelecer um diálogo construtivo entre o professor e seus estudantes. Percebemos uma evolução considerável na produção dos diários da primeira para a segunda unidade, característica que pode revelar a importância de um tempo para assimilação por parte dos estudantes. É coerente essa resposta quando pensamos no contexto do nosso sistema educacional, pois os estudantes normalmente reduzem a noção de processo avaliativo ao seu caráter somativo.
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Nos próximos estudos, gostaríamos de explorar os diários reflexivos enquanto instrumentos de avaliação formativa para fazer do diálogo um importante mecanismo no tratamento do ensino enquanto processo, em oposição à visão dele enquanto produto final, especialmente na consciência dos próprios estudantes da relevância da visão da aprendizagem enquanto processo.
## Referências
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BLOOM, B. Manual de Avaliação Formativa e Somativa do Aprendizado Escolar. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1983.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional . Brasília: MEC/SEF, 1996.
CALDEIRA, A. C.M. Avaliação da aprendizagem em meios digitais: novos contextos. Trabalho apresentado no 11° Congresso Internacional de Educação a Distância , realizado em Salvador, de 7 a 10 de setembro de 2004, promovido pela Associação Brasileira de Educação a Distância. Disponível em: <www.abed.org.br>
LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 10. ed. São Paulo: Cortez, 1999. 180 p.
PRASNISKI, M. E. T. Avaliação no ensino de ciências:: estudo da implantação da pedagogia de projetos em escola pública de ensino básico da região metropolitana de porto alegre. Porto Alegre: [s.n.], 2015. 120 p. Disponível em: <http://primo-pmtna01.hosted.exlibrisgroup.com/PUC01:PUC01:puc01000472420>. Acesso em: 17 ago. 2017.
RUSSELL, M. K; AIRASIAN, P. W. Avaliação em Sala de Aula. 7. ed. Porto Alegre: Grupo A - AMGH, 2014. 375 p.
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SILVA, E. M. D. A Virtude do Erro: uma visão construtiva da avaliação. Estudos em Avaliação Educacional , São Paulo, v. 19, n. 39, p. 91-114, jan. 2008. Disponível em: <http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/arquivos/1420/1420.pdf>.
SILVA, M.H.S.S.; DUARTE, M.C. O diário de aula na formação de professores reflexivos: resultados de uma experiência com professores estagiários de biologia/geologia. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências , v.1, n.2, p.73-84, 2001. Disponível em: <http://www.fae.ufmg.br/abrapec/revistas/V12/v1n2a7.pdf>.
SOUZA, G. A. D. B. Avaliação escolar: um processo em construção. Revista da Universidade Vale do Rio Verde , Três Corações, v. 14, n. 1, p. 474-483, jan. 2016.
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Disponível em:
<http://periodicos.unincor.br/index.php/revistaunincor/article/view/2926>.
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