Um recorte dos trabalhos envolvendo as temáticas de inclusão, étnico-raciais, sexo, gênero e LGBT nos SNEFs de 2009 a 2017
Danielle Santos, Carolina Souza, Márlon Pessanha
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 29/01/2019
- Linha de pesquisa
- Equidade, Inclusão, Estudos Culturais E O Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## Um recorte dos trabalhos envolvendo as temáticas de inclusão, étnico-raciais, sexo, gênero e LGBT nos SNEFs de 2009 a 2017
## *Danielle Santos , Carolina Souza , Márlon Pessanha 1 2 3
1 Universidade Federal de São Carlos - UFSCar, santos.danirita@yahoo.com.br
## Resumo
Este trabalho buscou realizar um levantamento bibliográfico das últimas 5 edições do SNEF na expectativa de encontrar trabalhos envolvendo temáticas que demandam um olhar as relações subjetivas, sociais/culturais, dos indivíduos, existentes no contexto do ensino de física, em específico procuramos por trabalhos que trazem em si a temática de inclusão, étnico-racial, sexo, gênero e LGBT. Buscamos explorar como trabalhos relacionados a essas temáticas estariam sendo publicados a partir, de seus Estados de origem. Dessa forma, pretendemos verificar como, dentro das regiões do país, essas temáticas tem chamado a atenção dos autores. A partir do levantamento efetuado, percebemos que há uma grande quantidade de trabalhos relacionados a temática de inclusão que se mantém durante os anos de edições do SNEF, em especial sua maioria envolvem a questão da inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais (NEE). Podemos perceber também, um crescimento nos trabalhos que relacionam a questão da temática Étnico-racial e Sexo, gênero e LGBT. Esse crescimento apesar de ser em menor escala, é de grande importância para as relações de identidade dos indivíduos no ensino de física. Tanto que o amadurecimento de trabalhos relacionados a essas temáticas chegaram a formação do eixo Equidade, Inclusão, Estudos Culturais e o Ensino de Física no último SNEF de 2017. Esperamos que esse eixo temático de Equidade inclusão social e estudos culturais possa frutificar-se e potencializar o ensino de física com a contribuição de seus dados, na perspectiva de que a dimensão social possa ajudar a compreender aquilo que nos falta quando olhamos apenas de forma objetiva para as pesquisas relacionadas ao ensino de física.
Palavras-chave : equidade, inclusão social, e ensino de física.
## Introdução
O debate sobre a diversidade tem ganhado espaço nas últimas décadas em nosso país e, de forma não desconectada com outros países, tem pautado leis e ações políticas que buscam promover a integração e garantir direitos aos diversos grupos minoritários e historicamente inferiorizados na sociedade. Conforme destacam Abramowicz, Rodrigues e Cruz (2011), a partir da década de 1970, em nosso país, com o surgimento de movimentos sociais que se opunham ao regime militar, novas reivindicações surgem desde uma perspectiva política cultural.
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Movimentos negros, feministas, indígenas, homossexuais, entre outros, exigiam direitos iguais e colocavam em evidência preconceitos e estereótipos que balizavam sua inferiorização pela sociedade.
- O espaço escolar, não inerte a essa discussão, passou a ser questionado como um local homogeneizador, em que as singularidades e as pluralidades eram desprezadas. Nas décadas de 1980 e 1990, o debate sobre a diversidade e a educação se acentuou, a ponto de a temática da diversidade ter se tornado um tema transversal nos Parâmetros Curriculares Nacionais de 1997 (ABRAMOWICZ; RODRIGUES; CRUZ, 2011).
No caso específico do ensino de Física, os aspectos que permeiam a discussão sobre a diversidade no espaço escolar parecem ter ganhado maior destaque nos últimos anos, ainda que de forma incipiente. Por muitas décadas, a discussão sobre o ensino de Física pautou-se nos aspectos cognitivos do ensinoaprendizagem de física, talvez devido a esta disciplina se reconhecida como muito matematizada, teórica e de difícil conexão com os alunos. Segundo Rezende, Ostermann e Ferraz (2009), em uma pesquisa que verificou os artigos publicados em alguns dos principais periódicos nacionais da área de ensino de ciências, a grande concentração de trabalhos científicos referentes ao ensino de física se encontra na temática de ensino-aprendizagem. Tal revelação pode expressar, além de um reconhecimento de aspectos sociais que permeiam o espaço escolar, uma visão mais instrumentalista e tecnicista da pesquisa em ensino e do processo educativo.
Não podemos generalizar o ensino e as relações entre professor e aluno à apenas essa visão condicionada a aspectos cognitivos, deixando outros aspectos de fora, como por exemplo, os sociais. É necessário também olharmos de forma subjetiva, buscando respostas em uma dimensão mais social, afinal os indivíduos envolvidos nesse processo são únicos e suas experiências também. Conforme destacam Nardi et al (2005), quando realizamos a interpretação da relação de nossas experiências, nos colocamos frente à especificidade histórica reconhecida pela relação dos sujeitos com a própria experiência em vários tipos de contextos, como por exemplo, socioeconômico, cultural e outros. Dessa forma cada tempo e cada um dos contextos sociais envolvidos irão definir diferentes formas de subjetivação. A subjetivação, para Foucault (1994 apud Nardi 2005), se refere à forma predominante pela qual os sujeitos relacionam-se com as regras e as verdades que fazem sentido à sua própria existência a partir de uma construção de uma determinada experiência de si.
Neste sentido, entendemos que um olhar sobre o ensino de física na perspectiva da diversidade, deve ter, como ponto de partida, para além de processos restritamente cognitivos, uma perspectiva subjetiva em que se busca compreender as diferenças e identidades e o papel do ensino de Física nessa compreensão.
Diante deste cenário, algo que podemos pensar é sobre como os trabalhos publicados envolvendo o ensino de física, sejam aqueles frutos de pesquisas acadêmicas, ou aqueles que trazem propostas e experiências didáticas, contemplam a diversidade, em especial envolvendo temáticas como a inclusão, a questão étnicoracial, e as discussões envolvendo sexo, gênero e LGBT. Um evento que nos parece ideal para a nossa reflexão é o Simpósio Nacional de Ensino de Física
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(SNEF), evento este para o qual voltamos o nosso olhar em um levantamento bibliográfico que efetuamos.
Neste trabalho, buscamos efetuar um levantamento das últimas cinco edições do SNEF (2009, 2011, 2013, 2015 e 2017), na expectativa de encontrar trabalhos que tenham tratado das temáticas: inclusão, a questão étnico-racial, e as discussões envolvendo sexo, gênero e LGBT.
Buscamos verificar, em nosso estudo, como estes trabalhos se distribuem geograficamente, e que características estes trabalhos possuem e, com base nisso, tentar inferir sobre até que ponto tais temáticas têm sido tratadas a partir de um envolvimento maior das relações sociais e culturais que cercam os sujeitos e suas subjetivações, ou se possuem um caráter mais técnico-social ou restritamente técnico.
## Como dialogar com trabalhos que falam sobre questões de inclusão, étnicoraciais, sexo, gênero e LGBT no ensino de física?
Para analisar os trabalhos que possivelmente se encaixariam em tais temáticas, foi necessário buscar compreender os valores nelas representadas. Compreender tais temáticas envolve reconhecer, contudo, não noções isoladas e estáticas, mas compreender muitos dos diálogos que ocorrem transversalmente, de modo a tentar conceber e interpretar as variadas relações que dialogam com essas temáticas, tais como: igualdade, preconceito, equidade, multiplicidade, exclusão e outros termos que integram toda uma dimensão de significados e composições.
Compreendemos que, diante dos diversos diálogos existentes que relacionam essas temáticas, não podemos focar nossa compreensão teórica somente em uma definição, pois isso pode negar os demais referenciais que discutem esses campos. Contudo, como este trabalho traz um recorte de uma pesquisa em andamento em que a reflexão sobre as relações e diálogos das temáticas não está encerrada, delimitamos algumas de nossas compreensões para a análise que aqui nos propomos a fazer. Para isso, um conceito que nos serviu como ponto de partida, e que pode ser aqui discutido brevemente, é o de inclusão.
Pensar em inclusão significa compreender que ela, de maneira geral, pressupõe uma integração social entre diferentes grupos culturais, etnias e pessoas com as suas diferentes necessidades . Segundo Dubet (2003), para compreendermos a inclusão é necessário compreender a exclusão. A exclusão social está intimamente ligada a exclusão escolar, uma vez que vivendo em um sistema que propaga a exclusão social, a escola, centro democrático da produção de massas, meritocrática, ao mesmo tempo que prega a igualdade, funciona como uma fábrica de desigualdades. A exclusão pode ser provocada pelas mais diversas diferenças, como por exemplo, de classe social, educação, idade, deficiência, gênero, preconceito social ou preconceitos raciais. A escola democrática de hoje, se confunde a um mercado integrando e excluindo ao mesmo tempo, proporcionando mais a exclusão escolar a quem já é garantido uma exclusão social. Logo a inclusão social pode ser entendida como um conjunto ações que combatem essa exclusão, ou seja, oportunidades iguais que garantem acesso a bens e serviços a todos os indivíduos
Assim podemos perceber que, apesar de diferentes, tais temáticas se entrelaçam desde uma perspectiva inclusiva da garantia de direitos e, de certa
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forma, a partir do reconhecimento de identidades e da diversidade. Quando pensamos nas temáticas étnico-raciais, sexo, gênero e LGBT, pensamos também em uma construção da identidade social (identidade negra, identidade de gênero, identidade sexual, entre outras), ou seja, uma construção elaborada individualmente e socialmente de forma diversificada. Pensar essa construção é uma tarefa complexa, uma vez que existe uma articulação entre essas próprias classes e outras (GOMES, 2011), assim como também existem movimentos que querem desconstruir algumas dessas classes identitárias. Dialogar com tais temáticas é pensar em equidade, isto é, pensar na não estigmatização das diferenças, reconhecendo que existem e que devem ser manifestadas sem discriminação e que a igualdade é alcançada, em última instância, a partir de ações justas que consideram as diferenças.
Seja construindo ou desconstruindo esses movimentos, o ideal é que isso seja feito democraticamente de forma a assumir o direito à diversidade como parte constitutiva dos direitos sociais (GOMES, 2011).
Dessa forma, realizar um levantamento de trabalhos que perpassam tais temáticas em conjunto ao ensino de física, é explorar todas as potencialidades do sujeito dentro desse cenário e também conhecer/explorar as subjetividades existentes na dimensão social que estão intimamente ligadas não somente a área de ensino de física, mas sim, todas as áreas da vida, uma vez que os personagens centrais de todos os movimentos são indivíduos singulares com experiências únicas e intransferíveis.
## Desenvolvimento da pesquisa
Enquanto realizávamos um estudo de caráter bibliográfico voltamos o nosso olhar para os trabalhos publicados nos SNEFs em suas edições entre os anos de 2009 e 2017, buscando identificar a produção acadêmica possivelmente relacionada com as questões de inclusão, étnico-raciais, sexo, gênero e LGBT. Em sequência, catalogamos os estados em que esses trabalhos foram realizados e também criamos categorias que contemplassem a forma de produção desses trabalhos.
- O levantamento foi feito nas atas virtuais dos eventos, quando disponíveis, e na seção dos sites dos eventos com os textos dos trabalhos, quando as atas virtuais não estavam disponíveis. Todos os trabalhos foram verificados inicialmente pelo título e, posteriormente, quando possivelmente possuíam alguma ligação com o eixo temático, os resumos foram lidos para que fosse feita a confirmação e catalogação. Assim, todos os trabalhos que discutiam, de alguma forma, a questão da inclusão, ou traziam relações étnico-raciais com o ensino de física, ou mesmo realizavam discussões sobre o ensino de física com a questão da identidade de gênero, orientação sexual, presença da mulher na área científica, foram separados nestas três categorias principais.
Uma vez encontrados os trabalhos, categorizamos os dados identificados segundo uma classificação particular, realizada a partir da relação existente dos próprios trabalhos encontrados. Verificou-se assim, a necessidade de realizar subgrupos de classificação de produção para alguns casos, pois os trabalhos além de possuírem uma temática diferente da outra, também possuíam desenvolvimentos diferentes uns dos outros. As subcategorias desenvolvidas para a realização da catalogação dos trabalhos foram: discussão teórica, propostas de
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atividades/sequências didáticas, revisão bibliográfica, proposta/uso de materiais, relatos de experiência, estudos de caso e levantamentos de concepções e crenças.
No tópico a seguir, apresentamos um panorama quantitativo segundo as categorias definidas.
## Resultados obtidos
Entre os 2371 trabalhos apresentados nas modalidades de comunicação oral e pôster, sendo 1059 apresentações em pôster e 1312 apresentações de comunicação oral, durante os 5 anos de evento analisados, foram encontrados 105 trabalhos publicados relacionados com as temáticas de inclusão, étnico-raciais, sexo, gênero e LGBT.
A Figura 1, a seguir, apresenta o gráfico com o número de trabalhos publicados pertencentes as temáticas de inclusão, étnico-raciais, sexo, gênero e LGBT, que compreendem os anos de 2009 a 2017 do SNEF:
Figura 1: Trabalhos catalogados pertencentes as temáticas de inclusão, étnicoraciais, sexo, gênero e LGBT (2009 -2017) .
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Podemos perceber, através do gráfico, uma grande quantidade de trabalhos relacionados com a temática de inclusão durante todas as edições do SNEF analisadas. Pode ser notado, também, um discreto aumento no número de trabalhos envolvendo Sexo, gênero e LGBT. Vale destacar que, entre os trabalhos encontrados, havia um que, ainda que tenhamos categorizado como envolvendo a temática étnico-racial, ele também envolvia a temática Sexo, gênero e LGBT .
Para buscar compreender até que ponto as temáticas envolvidas em nosso levantamento vinham sendo alvo de discussão em diferentes partes do país, verificamos, o estado dos autores a partir de suas instituições. Em sequência, a Figura 2 apresenta o gráfico com as quantidades de trabalhos para cada estado, por evento do SNEF:
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Figura 2: Número de publicações em cada estado por edição do SNEF.
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Podemos observar que grande parte das publicações ligadas a essas temáticas se concentram nos estados de São Paulo, Rio de janeiro e Minas Gerais. A região norte não possui trabalhos publicados sobre as temáticas. Ainda que, apesar de não ter verificado, no levantamento, a distribuição de trabalhos por estado para todos os trabalhos apresentados em todos os cinco SNEFs, a distribuição com uma concentração maior nos estados investigados parece se aproximar da distribuição de trabalhos nos eventos acadêmicos.
Já a Figura 3, a seguir, apresenta o gráfico dos trabalhos publicados reunindo as temáticas investigadas neste trabalho, por subcategoria relacionada com o tipo de trabalho desenvolvido:
Figura 3 Trabalhos publicados catalogados por subcategoria durante as edições do SNEF.
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Conforme é possível observar, nas últimas 5 edições do SNEF (2009 a 2017) têm sido publicados diversos trabalhos que trazem discussões e propostas de atividades/sequência didáticas e, também, que apresentam propostas/usos de materiais. Em nosso levantamento, percebemos que essas duas ênfases ocorrem, com maior frequência, em trabalhos que discutem a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais (NEE).
Entendemos que uma maior divulgação destes trabalhos, de modo a alcançar os professores de física, se apresenta como uma possibilidade para que estes possam refletir, implementar ações e utilizar esses dados de forma que facilitem/auxiliem na compreensão do processo de ensino e aprendizagem dos alunos com NEE e colaborar com a promoção de uma real inclusão na aula de Física. Além disso, vale destacar que estes tipos de trabalhos vão ao encontro dos objetivos do evento, que envolvem o compartilhamento de experiências, materiais e práticas no ensino de física. Contudo, e como um aprofundamento possível em nosso olhar, podemos nos questionar até que ponto estes trabalhos, que tendem a uma visão mais instrumentalista e tecnicista do ensino de física, são potenciais, em suas discussões teóricas e nas análises, em contribuir para uma reflexão sobre as interações sociais e culturais que perpassam o espaço do ensino de Física, promovendo uma visão dos aspectos subjetivos e da diversidade que permeiam o ensinar e aprender Física.
## Considerações finais
Neste trabalho, realizamos um levantamento dos trabalhos envolvendo temáticas que demandam um olhar desde as relações subjetivas, sociais/culturais, dos indivíduos, existentes no contexto do ensino de física.
Podemos observar que apesar das publicações não se apresentarem em grandes quantidades sua importância para o ensino de física não poderia ser pequena. Tanto que o amadurecimento de trabalhos relacionados a essas temáticas chegaram a formação do eixo Equidade, Inclusão, Estudos Culturais e o Ensino de Física no último SNEF de 2017.
Percebemos também que há uma quantidade razoável de ideias e propostas de materiais e práticas que podem envolver a questão da inclusão potencializando a interação dos alunos com NEE com os demais alunos, que pode colaborar com a inclusão nas aulas de física. Porém também devemos nos perguntar até que ponto alguns desses trabalhos realmente possuem uma dimensão social e que vá além da racionalidade técnica.
Os trabalhos da temática Ético-raciais e Sexo, gênero e LGBT , tiveram um crescimento ao longo dos anos. Esse crescimento apesar de pequeno representa grande importância para as relações de identidade dos indivíduos no ensino de física. Esperamos que o surgimento do eixo temático de Equidade, inclusão social e estudos culturais do último SNEF, possa frutificar-se e potencializar o ensino de física com a contribuição de seus dados, na perspectiva de que a dimensão social possa ajudar a compreender aquilo que nos falta quando olhamos objetivamente para as pesquisas relacionadas ao ensino de física.
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## Referências
ABRAMOWICZ, A.; RODRIGUES, T. C.; CRUZ, A. C. J. A diferença e a diversidade na educação. Contemporânea, n. 2, p. 85-97, 2011.
DUBET, F. A escola e a exclusão. Cadernos de Pesquisa, n. 119, p.29-45, 2003.
GOMES, N. L. Diversidade étnico-racial, inclusão e equidade na educação brasileira: desafios, políticas e práticas. In: Congreso Ibero-Luso-Brasileiro, 2010, v.27, n.1, p. 109-121, 2010.
NARDI, H. C. ; YATES, D. B. ; FERNANDES ; J. M. ; RODRIGUES, M. C. Subjetividade e Solidariedade: A Diversidade das Formas de Implicação dos Jovens na Economia Solidária. Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 19, n. 2, p. 320328, 2005.
REZENDE, F.; OSTERMANN, F.; FERRAZ, G. Ensino-aprendizagem de física no nível médio: o estado da arte da produção acadêmica no século XXI. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 31, n. 1, p. 1402.1-1402.8, 2009.
SILVA, M. O. E. Da Exclusão à Inclusão: Concepções e Práticas. Revista Lusófona de Educação. 2009, v.13, p. 135-153.
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