GÊNERO E ENSINO DE FÍSICA: UMA ABORDAGEM UTILIZANDO A HISTÓRIA DA RADIOATIVIDADE
Vivian Costa Ferreira, Beatriz Augusta Novais De Oliveira, Valéria S. Dias
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 29/01/2019
- Linha de pesquisa
- Equidade, Inclusão, Estudos Culturais E O Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## GÊNERO E ENSINO DE FÍSICA: UMA ABORDAGEM UTILIZANDO A HISTÓRIA DA RADIOATIVIDADE
Vivian Costa Ferreira , Beatriz A. Novais de Oliveira , Valéria S. Dias³ 1 2
- 1 IFUSP/Licenciatura em Física/ferreira.vivianc@gmail.com
- 2 IFUSP/Licenciatura em Física/beatriz.augusta.oliveira@usp.br
- ³ IFUSP/Departamento de Física Aplicada/vsdias@if.usp.br
## Resumo
- O presente trabalho visa relatar e analisar uma regência ocorrida no contexto do estágio supervisionado vinculado a uma disciplina de um curso de Licenciatura em Física, cujo objetivo principal era incluir a questão da participação da mulher na produção do conhecimento científico. Apresentamos os resultados obtidos com a regência implementada em uma escola pública de ensino médio no estado de São Paulo e discutimos algumas contribuições para a formação docente. Partiu-se da constatação que o ensino de física geralmente é feito de forma descontextualizada, ignorando a história da ciência, dando ênfase na matematização da mesma e reforçando os estereótipos da figura do cientista, como gênio e homem. Considerando, portanto, a necessidade de discutir a questão de gênero na ciência, construiu-se uma proposta de aula sobre radioatividade, com foco na vida e nos trabalhos científicos de Marie Curie. Ao final da aula os estudantes responderam 3 questões que apontaram o aprendizado que a ciência é construída de forma coletiva e que as mulheres frequentemente encontram mais dificuldades e percalços ao fazer ciência. Além desse resultado positivo, a atividade de estágio contribui significativamente para o processo de construção da identidade docente das licenciandas, que tiveram reforçadas as intenções de ser professoras e contribuir para mudar futuramente o estereótipo do cientista.
Palavras-chave : gênero, Marie Curie, radioatividade, identidade docente.
## Introdução
- O presente trabalho visa analisar uma proposta elaborada no contexto da disciplina Práticas de Ensino de Física do curso de Licenciatura em Física da Universidade de São Paulo. A proposta foi desenvolvida como parte das atividades de regência da disciplina, contou com apoio da professora da disciplina e de monitores educadores e foi aplicada na Escola Estadual Dona Rosa de Araújo, localizada na zona oeste da cidade de São Paulo.
- O apoio e valorização da proposta pelo professor supervisor da escola também foi muito importante. A escola passou por um longo período de ocupação em 2015, onde os/as secundaristas lutaram contra o projeto do governo de reorganização escolar e conseguiram, como uma das reivindicações, maior participação dentro da escola, inclusive no planejamento de aulas e na escolha por implementação de salas ambiente. O professor da disciplina de física busca manter o ambiente democrático que se instaurou na escola, devido a todo o ato político dos/das secundaristas, incentivando nos alunos e alunas criticidade e participação ativa no estudo dos conteúdos planejados. Nesse contexto, a proposta foi considerada adequada e foi bastante bem recebida.
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De acordo com o planejamento elaborado pelo docente e estudantes da escola, optamos por desenvolver uma sequência de aulas em turmas do 3º ano do ensino médio, com a temática da Radioatividade. Aproveitando a conjuntura construída nesse espaço escolar, nos interessamos em aplicar uma sequência de aulas que abordasse diversos campos, sendo possível refletir sobre a construção da ciência e discussões pertinentes relacionadas à nossa sociedade, de maneira interdisciplinar.
'A interdisciplinaridade para a vida pode ser vista como uma nova maneira de conceber o mundo em sua multiplicidade e de propiciar ao aluno uma formação mais consciente e completa que lhe garanta as prerrogativas de um cidadão atuante num mundo globalizado marcado pela complexidade das interações sócio-ambientais e econômicas.' (Carlos, 2007, p. 15).
Para isso, consideramos importante oferecer uma noção histórica do processo científico, de modo a contextualizar os acontecimentos que levaram a radioatividade como conhecida atualmente e mostrar a ciência como empreendimento vivo (FEYERABEND, 2010), ou seja, sendo uma construção coletiva e influenciada por um determinado contexto histórico-social.
A história da ciência, em particular da física, nos mostra que, pelo motivo de ser uma construção social, a ciência é influenciada por estereótipos e preconceitos existentes na estrutura da nossa sociedade. Em sala de aula é muito comum vermos nomes de cientistas homens e seus feitos, enquanto que o número de cientistas mulheres abordado é extremamente pequeno ou nulo. Numa sociedade patriarcal, como a nossa, as mulheres enfrentam um duro caminho em busca de reconhecimento onde, muitas vezes, são impedidas de produzirem, tratando do caso específico da ciência, ou quando o fazem, são apagadas da história. Por isso, dentro do contexto histórico da radioatividade optamos, também, em tratar a questão do gênero na ciência, partindo da figura da cientista Marie Curie.
- O assunto foi abordado de modo a levantar o questionamento de que 'os obstáculos encontrados pelas mulheres, simplesmente por pertencerem à categoria 'mulher', estão dispostos ao longo de sua trajetória acadêmica, e até mesmo antes, na escolha da área de atuação.' (LIMA, 2013, p. 886). Com isso, foi elaborado um plano de aula que levou em consideração essas perspectivas, com o objetivo geral que as/os estudantes compreendessem como a radioatividade surgiu e que a ciência é uma construção coletiva; e com o objetivo específico de usar a história da ciência, para fazer com que as/os estudantes questionem o porquê de poucas mulheres cientistas serem mostradas na história e estimular a discussão sobre gênero a fim de desmantelar estereótipos, principalmente o de cientista.
## Descrição do trabalho desenvolvido
A disciplina de Práticas de Ensino de Física do curso de Licenciatura em Física tem como objetivo propor aos licenciandos e licenciandas uma série de atividades ligada à docência e ao ensino de Física. Ao longo da disciplina elaboramos uma proposta com ajuda da docente e dos monitores educadores e, durante esse processo acompanhamos, quinzenalmente, as turmas em que iríamos aplicar a regência, para que fosse possível conhecermos um pouco da dinâmica das salas e algumas características dos alunos e alunas.
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Foram planejadas três aulas para tratar desse assunto, estruturadas da seguinte forma: a primeira iria tratar do contexto histórico da radioatividade, a segunda iria abordar as aplicações da radioatividade e a última, uma discussão e avaliação sobre as atividades anteriores. Neste trabalho iremos discutir sobre a primeira aula, somente.
Abordar a temática de gênero na ciência foi uma motivação partida das licenciandas que, durante a graduação, tiveram contato com as dificuldades enfrentadas por mulheres na academia e os estereótipos ligados à figura de cientista. Partindo da interpretação de que gênero é uma imposição social, assumimos que existe, na estrutura de nossa sociedade, determinados valores que são esperados de cada um dos sexos, sendo que das pessoas do sexo feminino espera-se que performem comportamentos relacionados com submissão e fragilidade para que, assim, seja mantida, socialmente, a dominação masculina. Estando a ciência inserida nesse contexto, enxergamos, tanto na história quanto na atualidade, dificuldades enfrentadas por mulheres na busca por igualdade e reconhecimento dentro do campo científico, ambiente comumente tido como 'masculino'.
Diante desse cenário, reconhecemos a existência do Labirinto de Cristal (LIMA, 2013) no qual as mulheres, apenas por pertencerem a classe de seres humanos do sexo feminino, enfrentam obstáculos ao longo de todo o seu percurso profissional, sendo que, tais barreiras, não são formalmente reconhecidas, ou seja, são passíveis de serem invisibilizadas, assim como a transparência de um cristal. Buscamos, no planejamento da aula, investigar a história da radioatividade de forma a mostrar a sua construção, identificando as barreiras encontradas pela cientista Marie Curie, antes e durante o período em que realizou seus estudos e, também, em seguida, mostrar outros casos de cientistas que foram apagadas da história e alguns dados que mostram o não reconhecimento de trabalhos feitos por mulheres na ciência.
A regência foi dada em dois terceiros anos diferentes, a estrutura e preparo da aula foi o mesmo, porém cada licencianda aplicou a sequência de aulas em uma turma. Iniciamos a aula levantando duas questões: 'O que vem na cabeça de vocês quando falamos em radioatividade?' e 'Sabem de nomes de cientistas que estudaram esse tema?'. Em seguida desenvolvemos uma linha do tempo capaz de mostrar algumas contribuições de cientistas que, com seus experimentos e hipóteses, ajudaram a construir o conhecimento sobre radioatividade que temos hoje. Inicialmente discutimos os experimentos feitos por Röntgen, as hipóteses propostas por Henri Poincaré e o incidente com as placas fotográficas de Becquerel, que o levou a propor a existência dos raios de urânio.
Partindo disso, chegamos as contribuições da cientista Marie Curie (PUGLIESE, 2007).. Expomos suas investigações e experimentos, baseados nos estudos de Becquerel, que culminaram na descoberta de novos elementos químicos, que tinham como característica a emissão de radiação (além do urânio) propondo o nome, para esse fenômeno, de radioatividade. Porém, apesar disso, sofreu grandes dificuldades durante seu percurso na academia, começando por ser impedida de estudar nas universidades de seu país natal, que eram exclusivas para homens, sendo forçada a se mudar para França.
Durante as pesquisas teve dificuldades em publicar suas conclusões, pois a Academia de Ciências só editava trabalhos de seus membros, que era composto
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apenas por homens. Assim, suas pesquisas não podiam levar o seu próprio nome, sua primeira nota foi apresentada por um antigo professor, e ela conseguiu convencer seu orientador da validade da sua pesquisa.
Em 1903, recebe o título de doutora pelo seu trabalho, intitulado Pesquisas de Substâncias Radioativas, e alguns meses depois recebe o prêmio Nobel em física junto de seu marido, Pierre, e Becquerel. Inicialmente, apenas Pierre Curie e Becquerel foram nomeados ao prêmio, porém, com a recusa, por parte de Pierre, em receber o prêmio, a comissão julgadora voltou atrás e o prêmio foi dividido entre Becquerel e o 'casal' Curie. A cientista foi, ainda assim, considerada mera assistente de pesquisa dos outro dois 'vencedores'.
Utilizando da história da cientista, gostaríamos de mostrar que, apesar de seu nome ser reconhecido na história da ciência, ela teve de esforçar muito mais apenas por ser mulher e, mesmo assim, em sua época, não lhe foi dada a credibilidade dentro do meio científico. Reforçamos o fato de que Marie Curie foi uma exceção, ao conseguir o mínimo de reconhecimento. Após mostrar essa linha do tempo da pesquisa da Radioatividade, apresentamos dois nomes de cientistas mulheres que não obtiveram nenhum tipo de reconhecimento em sua época, Lise Meitner e Rosalind Franklin, que não foram citadas mesmo tendo feito parte da pesquisa ou tiveram suas ideias roubadas e seus nomes desconsiderados.
Por fim, exibimos alguns números das premiações do Prêmio Nobel, onde 97% (ANSEDE, 2017) dos prêmios, em química e física, foram para homens. Questionamos, então, aos alunos e alunas: 'As mulheres são menos competentes que os homens ou existe alguma estrutura que dificulte o reconhecimento e o acesso de mulheres nas áreas de ciências exatas?'.
## Resultados
A aula teve duração de 50 minutos e nos 10 minutos finais da regência foram feitas três perguntas aos estudantes:
- 1. Ao longo da história, você acha que alguma cientista foi apagada? Por quê?
- 2. Atualmente Marie Curie teria problemas ao querer fazer ciência? Quais?
- 3. Os ganhos alcançados pela ciência poderiam ser alcançados por pessoas trabalhando sozinhas?
No primeiro questionamento feito aos estudantes, no início da regência, surgiu, entre as respostas, o nome do cientista Albert Einstein e a menção a alguns acidentes nucleares. Com essas respostas percebemos como no imaginário dos/das estudantes, a figura do cientista homem estava presente e, mais precisamente, a figura de Einstein, muito 'popular' dentro da história da ciência e considerado um gênio.
Para responder às questões do final da aula os alunos e alunas se reuniram em duplas ou trios para que pudessem debater sobre as perguntas, sendo um espaço para troca de ideias e discussão em grupo. As respostas nos foram entregues por escrito e analisamos de acordo com alguns critérios estabelecidos.
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Esses critérios foram criados a partir da leitura de todas as respostas e com o posterior agrupamento de respostas semelhantes.
Por se tratar de estágio de uma disciplina, mesmo tendo acompanhado a turma durante o semestre, não conhecíamos tão bem as/os estudantes e, após aplicar a regência, não voltamos para discutir sobre o que foi tratado durante a aula. Assim, só conseguimos analisar as respostas por meio dessa interação.
Com a regência o que esperávamos é que as/os estudantes percebessem como o gênero influencia na carreira de cientista e, com as respostas obtidas, conseguimos analisar como eles enxergam essa questão. Foram analisadas as respostas de oito grupos de estudantes.
Na primeira questão, 75% das respostas dos grupos de estudantes foram 'sim', onde responderam que as mulheres foram apagadas da ciência, argumentando que foi por causa do machismo, falta de oportunidade das mulheres, que a sociedade científica não levava em conta a opinião de mulheres e que as mulheres tinham mais dificuldade de acesso para 'fazer' ciências do que os homens. Dois dos grupos, responderam que 'não', argumentando que as mulheres cientistas são lembradas e que mesmo que tenham sido 'ofuscadas' na carreira, as pessoas tinham consciência que elas tinham realizados alguns estudos.
Para analisar a segunda questão, separamos as respostas em três categorias: 'sim', 'não' e 'intermediário'.
Os grupos cuja resposta se encaixa na categoria 'sim', em sua maioria, responderam que atualmente as mulheres ainda teriam dificuldades em fazer ciência, sendo que dois grupos, 25%, se encaixam nessa categoria. Na categoria 'não', três grupos, 37,5%, entraram nessa categoria e as respostas traziam argumentos de que atualmente as mulheres não sofrem nenhuma dificuldade para fazer ciência, citando que possuem igualdade de gênero e são valorizadas.
Na última categoria, 'intermediário', três grupos, 37,5%, foram inseridos nessa categoria e seus argumentos eram um pouco da união das outras duas categorias, trazendo ressalvas nas respostas, afirmando que, atualmente, as mulheres não têm tantas dificuldades como antigamente, mas ainda enfrentam obstáculos, como falta de apoio e credibilidade.
Com essas respostas observamos que as/os estudantes reconheceram que há dificuldades enfrentadas pelas cientistas, por serem mulheres. Ao final da aula, obtivemos alguns comentários de alunas e alunos relatando a falta de figuras do sexo feminino durante os estudos, sendo a Marie Curie a primeira mulher cientista com a qual entraram em contato dentro da disciplina de física.
Na última questão a maioria, 62,5%, dos grupos respondeu que a ciência é feita de forma coletiva, sendo que os estudos de uma pessoa servem de base para outra no futuro e assim por diante. Poucos grupos, 37,5%, responderam que 'sim', argumentando que é possível fazer ciência sozinho, bastando 'correr atrás'.
## Conclusão
Em uma análise geral ao final da regência, as/os estudantes foram bem na atividade, tendo conseguido construir argumentos que justificassem suas respostas
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de maneira satisfatória. Também conseguimos analisar como a aula interferiu em suas visões acerca da ciência, sendo que conseguiram compreender o que tínhamos como objetivo da aula, que a ciência é construída de forma coletiva e as dificuldades que mulheres cientistas enfrentam. No final da aula, as/os estudantes também comentaram que gostaram muito da aula, principalmente alunas, dizendo que nunca tinham escutado sobre mulheres cientistas da física.
Ao final da sequência dessa aula também tivemos contribuição para nossa formação como docente, contribuindo no longo processo que é a construção da nossa identidade como docente. Discutindo o que sustenta o processo identitário de um docente, Nóvoa (2013) cita os três AAA, A de Adesão, A de Ação e A de autoconsciência:
'A de adesão, porque ser professor implica sempre a adesão de princípios e a valores, a adoção de projetos, um investimento positivo nas potencialidades das crianças e dos jovens.
A de ação, porque também aqui, na escolha das melhores maneiras de agir, se jogam decisões do foro profissional e do foro pessoal. Todos sabemos que certas técnicas e métodos 'colam' melhor com a nossa maneira de ser do que outros. Todos sabemos que o sucesso ou insucesso de certas experiências 'marcam' a nossa postura pedagógica, fazendo-nos sentir bem ou mal com esta ou com aquela maneira de trabalhar na sala de aula. [...]
A de autoconsciência, porque em última análise tudo se decide no processo de reflexão que o professor leva a cabo sobre sua própria ação. É uma dimensão decisiva da profissão docente, na medida em que a mudança e a inovação pedagógica estão intimamente dependentes deste pensamento reflexivo.' (p.16).
Assim, quando escolhemos tratar sobre gênero na aula, tomamos uma posição contra o machismo arraigado na sociedade, debatendo alguns motivos pelos quais tão poucas mulheres estão presentes no passado e no presente da atividade científica. Quando tratamos dessa temática, com a qual temos identificação, conseguimos expor a situação com nosso ponto de vista, conseguindo passar o que queremos de maneira clara. Ao final das regências, que foram bem recebidas pelos estudantes, tivemos uma experiência satisfatória, nos sentindo bem com nossas escolhas para a aula, com a postura que adotamos e tendo vontade de continuar tanto na carreira docente quando a tratar de assuntos com essa temática, como a questão de gênero e com o aporte da história da ciência.
## Referências
CARLOS, J. G. Interdisciplinaridade no Ensino Médio: desafios e potencialidades. Dissertação de mestrado. Universidade de Brasília, 2007.
GOMES, T. G. Uma história da radioatividade para a Escola Básica: desafios e propostas. Dissertação de mestrado. Universidade de São Paulo, 2015.
PUGLIESE, G. Um sobrevôo no 'Caso Marie Curie': um experimento de antropologia, gênero e ciência. Revista de Antropologia , v.50, nº 1, São Paulo, USP, 2007.
LIMA, B. S. O labirinto de cristal: as trajetórias das cientistas na física. Revista Estudos Feministas , v.21, nº 3 p. 883-903, 2003.
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FEYERABEND, Paul. Adeus à razão. Tradução de Vera Josceline. São Paulo: Editora Unesp, 2010.
ANSEDE, Manuel. Por mais um ano, mulheres ficam sem Nobel de ciência. El País , Brasil, 4 out. 2017. Disponível em:
<https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/04/ciencia/1507115722\_311081.html>. Acesso em: 14 de jul. de 2018.
NÓVOA, António. Vida de professores. Porto: Porto Editora, 2013.
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