PROJETO DE INCLUSÃO DAS MULHERES NA CIÊNCIA: GURIAS DO PAMPA NAS EXATAS
Vitória Nunes Magalhães, Andressa Soares Rodrigues, Márcia Maria Lucchese, Ana Paula Manera
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 29/01/2019
- Linha de pesquisa
- Equidade, Inclusão, Estudos Culturais E O Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## PROJETO DE INCLUSÃO DAS MULHERES NA CIÊNCIA: GURIAS DO PAMPA NAS EXATAS
## Vitória Nunes Magalhães 1 , Andressa Soares Rodrigues², Márcia Maria Lucchese³, Ana Paula Manera . ⁴
1 Universidade Federal do Pampa/ Discente de Licenciatura em Física/ vitorianunesmag02@gmail.com
2 Universidade Federal do Pampa/ Discente de Licenciatura em Física/
rodrigues.andressasoares@gmail.com
- 3 Universidade Federal do Pampa/ Docente do Curso de Licenciatura em Física/ marcialucchese@unipampa.edu.br
- 4 Universidade Federal do Pampa/ Docente do Curso de Engenharia de Alimentos/ ana.manera@unipampa.edu.br
## Resumo:
Este projeto de extensão tem como objetivos discutir e envolver meninas da região da campanha gaúcha na área de ciências, mais precisamente na área de exatas, com ações desenvolvidas no ambiente escolar e após esse contato trabalhar com as discentes das escolas na Universidade Federal Pública da região da campanha, buscando trazer mais meninas para a área de exatas e discutir a representatividade feminina nesse ramo. O projeto, que teve seu início em Abril de 2018, obteve seu contato com mais de sete turmas do Ensino Médio de escolas da rede pública, e ações em uma Casa de Acolhimento. O contato se deu pelas bolsistas do Projeto discutindo, através de palestras, sobre o papel da mulher, as dificuldades encontradas para a inserção na área profissional e apontamentos de outras mulheres representativas da área. Estas ações mostraram um resultado positivo, tanto pela avaliação dos alunos das escolas quanto das acadêmicas da Universidade envolvidas na elaboração e execução do Projeto, a partir desta boa recepção, espera-se que haja impacto na escolha profissional dos envolvidos na atividade.
Palavra-chave: meninas nas exatas, representatividade, equidade de gêneros.
## Introdução
As mulheres no ramo das exatas por muitos anos foram ditas como 'ausentes' da área científica, elas não podiam desenvolver pesquisas, tampouco auxiliar nestas, já que suas atribuições se restringiam ao cuidado do lar e da família. Devendo estar sempre à disposição das crianças e do marido, suas atividades fora do círculo doméstico deveriam ser relacionadas a ' hobbies' quando estas não precisavam contribuir com a renda familiar. Caso contrário, faziam pequenos serviços domésticos sob demanda (SILVA e RIBEIRO, 2012). Foi a partir da Revolução científica que elas avançaram no empoderamento de espaço na ciência, e no final do século XIX, começaram a ganhar espaço dentro do meio acadêmico.
Apesar do aumento significativo do número de mulheres ingressantes nas áreas científicas, mais precisamente das exatas, este número não se observa em
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etapas mais avançadas das carreiras acadêmicas. Ao longo dos anos a inserção feminina neste cenário vem crescendo, contudo, num ritmo um pouco encabulado (MAGALHÃES, MARTINS, RODRIGUES e FERNANDES, 2017).
Analisando esse ritmo encabulado de mulheres nas exatas, podemos ver que não temos a representação de modelos de cientistas femininas nas salas de aulas e no meio escolar, temos apenas modelos masculinos como precursores, pesquisadores e cientistas na área das exatas, mantendo uma hierarquia sexista e não mostrando os modelos de mulheres que fazem e fizeram ciência. Além dessa defasagem dentro da sala de aula, há a indução de que homens têm maior aptidão às ciências exatas, que o comportamento de raciocínio lógico, lidar com números, é melhor desenvolvido por eles, e em poucas vezes, que mulheres têm o mesmo desenvolvimento. Segundo Barrossa (2016):
[...] cabe reconhecer que, em nossas salas de aula e naquilo que as compõem, são produzidas identidades masculinas e femininas. Nesse sentido, muitas vezes reproduzimos a concepção de que os meninos realmente são melhores em Matemática sem notar que estamos contribuindo para legitimar uma persistente diferenciação histórica que gera acentuadas segregações sociais [...]
Segundo Forquin (1993, p.143):
[...] a escola não pode ignorar os aspectos 'contextuais' da cultura (o fato de que o ensino dirige-se a tal público, em tal país, em tal época), mas ela deve sempre também se esforçar para pôr ênfase no que a de mais geral, de mais constante, de mais incontestável [...]
Com base nisto, pode-se afirmar que se faz necessário promover o debate em sala de aula da questão da presença feminina, ainda que em Física, com o objetivo de mostrar que a ciência está presente no cotidiano da sociedade e que pode servir como forma de empoderamento para as meninas.
O projeto teve início com professoras e bolsistas da Universidade vinculadas às áreas de Exatas e alunos de Escolas de Ensino Médio da cidade de Bagé-RS buscando, através de palestras, que demonstram a representatividade feminina na área de ciências, atrair alunas para a área de exatas. As discentes das escolas, que participaram das palestras, foram convidadas para realizar experimentos e atividades relacionadas à produção de geléia na Universidade junto aos Cursos de Licenciatura em Física e Engenharia de Alimentos. Esta atividade proporcionou a abordagem de conteúdos da Física e Química.
Assim, este projeto de extensão, propõe discutir ciência e tecnologia sob a perspectiva que estas atividades também podem ser realizadas pelas mulheres, utilizando vídeos e palestras com exemplos e modelos femininos que trabalham com ciência, tanto na região em que o projeto está inserido, quanto com cientistas de outros locais. O projeto pretende se estender para outras escolas e instituições, em fases futuras.
A atividade prática contou com a presença da professora de Física da Escola, que auxiliou transposição didática para a explicação dos processos físicos que ocorriam no processo de produção da geléia.
Na próxima sessão será explanado o tipo de metodologia adotado para o desenvolvimento do projeto de extensão Gurias do Pampa nas Exatas, abordando com mais detalhes a etapa inicial do Projeto.
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## Metodologia
Após a elaboração dos questionários e seleção de vídeos envolvendo o assunto de representatividade feminina na área de exatas, fez-se a busca por escolas interessadas na discussão do tema. Com as turmas mistas nas escolas, aplicou-se um questionário, com cinco questões, sendo uma sobre conceito de ciência, outras duas questões sobre o conhecimento dos alunos sobre cientistas, e duas questões sobre o reconhecimento de cientistas a partir dos conceitos preestabelecidos pelos alunos. Com isso buscou-se a verificação da concepção, pelos discentes, de ciências e de cientistas. Sequencialmente as bolsistas realizaram a Palestra que iniciou com a apresentação de um vídeo no qual meninas não conseguiam nomear cientistas mulheres, após, foi promovida uma discussão com os discentes sobre porque não há representação de cientistas mulheres. Questionou-se aos alunos quantos deles irão para a área de exatas e quais meninas iriam, discutiu-se a história do ensino no Brasil (inicialmente elaborada para homens) e, ao final, foi apresentado quem são os cientistas das fotos do primeiro questionário, e exibiu-se um vídeo da profª. Dr. Márcia Barbosa (https://www.youtube.com/watch?v=3cmC8JcCWko) que convida a todos a fazer ciências.
Depois da conversa, outro questionário, com oito questões sobre o interesse dos alunos em relação a atividade realizada, sendo três destas questões direcionadas às meninas para verificar o interesse das mesmas em realizar atividades na Universidade. Os questionários foram recolhidos e avaliados na Universidade pela equipe executora do Projeto. A próxima etapa do trabalho consistiu em fazer uma atividade experimental com as alunas da Escola na Universidade. É importante salientar que a cada palestra e ida das alunas à Universidade, uma nova atividade prática é proposta. O objetivo dessas atividades é mostrar a Física por trás de cada experimento, por isso, para elaboração destas atividades buscam-se assuntos pertinentes ao Ensino de Física relacionados aos conteúdos estudados em sala de aula e assim propor um Ensino de Física para todos.
## Desenvolvimento e processos avaliativos
A palestra iniciou com a conceituação do que é a área de exatas, para assegurar um consenso entre os ouvintes sobre o que seria abordado ao longo da conversa. Sequencialmente, provocações foram lançadas à eles, questionando-os sobre o estereótipo tão difundido do homem como cientista, procurando fazer notar que o tema abordado no vídeo exibido era pertinente e próximo da realidade em que estamos inseridos (Figura 01 e 02). Como contraposição à realidade descrita de que 'são os homens que fazem ciências exatas', levaram-se algumas cientistas mulheres que fizeram contribuições fundamentais para o desenvolvimento tecnológico atual, mostrando que apesar de não se falar muito sobre, existem sim cientistas mulheres e que o laboratório também é lugar de mulher. Como sempre é almejado pela equipe do projeto, prosseguiu-se mostrando cientistas brasileiras, trazendo assim para próximo da realidade dos ouvintes. Para que os participantes pudessem notar a estranheza que é o estereótipo, foi perguntado quem tinha melhor desempenho nas disciplinas da área de exatas. Houve ligeira predominância feminina entre as melhores notas. E por fim, foi feito o convite para que estes se
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aproximem da área de exatas e a considerem como uma opção palpável de área de estudo posterior a formação básica.
Figura 01: Palestra com as turmas matutinas de 2º ano.
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Figura 02: Palestra com as turmas noturnas de 3º anos
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A avaliação da atividade, que foi desenvolvida em seis turmas do Ensino Médio, entre 2º e 3º anos, consistiu na aplicação de dois questionários, um no começo da atividade, para verificar as concepções prévias dos participantes, e outro posterior, com foco avaliativo da ação. As respostas obtidas mostraram que os alunos do segundo ano se interessam em saber mais sobre o tema abordado, em
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especial as meninas, de forma que acreditamos que as atividades experimentais na Universidade poderão proporcionar mais discussões, e esperamos que com isso as meninas possam se identificar com a área. Já os alunos do 3º ano, sendo turmas do turno da noite da escola, apresentam uma maior heterogeneidade da faixa etária, com alunos de 16 a 56 anos, ainda que tenham demonstrado interesse pela palestra, também tornaram perceptível uma falta de perspectiva futura quanto à escolha profissional, tendo apenas uma aluna interessada em prosseguir estudos na área das exatas.
- .O primeiro questionário consistia em 5 perguntas, sendo 4 objetivas e 1 dissertativa. A primeira questão foi diretamente extraída do questionário VOSTS ( Views On Science-Technology Society ). A segunda e terceira procuravam verificar se os participantes conheciam cientistas, independente de gênero (Figura 03). Já a quarta apresentava fotos de pesquisadores brasileiros na área de exatas, duas mulheres e dois homens de etnias distintas, e questionava qual deles era um 'cientista'. E a quinta perguntava o porquê da escolha anterior.
## Figura 03: Questões 1, 2 e 3 do questionário aplicado no primeiro momento
As respostas recebidas para a questão 1 foram variadas, por exemplo, 41,81% das respostas foram em relação a opção b, enquanto que apenas 9,09% marcaram as opções h, i, j e k. Como já era esperado, as respostas dadas nas questões 2 e 3 envolviam apenas cientistas homens. A quarta questão teve como campeã de escolha, com 42%, uma das mulheres, a que tinha pele branca. Supõese que as respostas para esta questão possam ter sido influenciadas pelo foco do projeto, sendo a discussão sobre as mulheres nas exatas. Para a última questão houve uma miscelânea de respostas, algumas refletiram o estereótipo do cientista de jaleco, outras apenas apresentaram que os pesquisadores 'não pareciam cientistas'.
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- É interessante notar que dentre algumas respostas recebidas no questionário uma parte dos alunos da escola demonstraram uma concepção prévia distinta da esperada pelas bolsistas, fornecendo respostas como:
## 'Qualquer um pode ser cientista.'
São estas respostas que o projeto busca incentivar, para assim tentar minimizar esta falta de representatividade e apoio às cientistas mulheres.
Quanto ao segundo questionário (Figura 04), que visava avaliar a aplicação da atividade, obtivemos respostas positivas dos ouvintes, e interesse significativo de alunas para participar das atividades de extensão que serão oferecidas pelo projeto. Escolheu-se usar respostas conceituais representadas por ícones expressivos, sendo feliz, indiferente e triste ao invés de sim ou não, tentando obter dados mais honestos dos participantes.
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Figura 04: Questionário avaliativo da atividade.
Após a realização destes encontros, realizou-se um encontro de extensão na Universidade para as meninas que demonstraram interesse no segundo questionário (Figura 05). Com esta atividade foi possível abordar os conteúdos de Física, Química e proporcionar para as meninas da Escola um contato com materiais de análise e medida de Laboratórios da Universidade. A análise do processo de elaboração de geleia passa por processos físicos usando conceitos de termodinâmica como conceitos de calor e temperatura para o cozimento da fruta, pressão e vácuo para selar o recipiente. Também foi utilizado o conceito de refração, estudado em óptica, através do refratômetro para análise da consistência final da geleia. Em relação aos conteúdos de química a prática versou sobre a reação dos elementos químicos que participam da fabricação da geleia, sendo eles: pectina, açúcar e polpa de fruta; que acabam, após a ação de agitação e calor, constituindo a geleia pronta para consumo.
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Figura 05: Atividade Experimental na Universidade com as meninas da Escola
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Com a realização destas atividades também foi possível analisar o impacto do desenvolvimento das atividades na formação das bolsistas. Abaixo destacamos um relato de cada uma delas.
'O projeto nos proporciona aprender mais sobre a história das mulheres que fazem e fizeram ciência ao longo dos anos, e que tantas vezes não nos são apresentadas ao longo do período vivido na escola. Também a oportunidade de rever nossos próprios conceitos sobre assuntos como "o que é fazer ciência". Bolsista 1:
'O projeto oportuniza a abordagem do papel da mulher na área de exatas, a aprendizagem sobre a história de como foram ganhando espaço em um ambiente dito como masculino, a luta pela falta de modelos visíveis e motiva o empoderamento feminino na área. Além de contribuir na formação acadêmica em relação a questões referentes a 'o que é ciência e como fazer essa', a seguir na área, preparar o modo de discurso para transmitir a comunidade que 'sim, mulher faz ciência de ponta como homem' e levar esse tema aos alunos de forma que os cative e com isso torná-los interessados no tema e na representatividade feminina na área de exatas' . Bolsista 2
Isto demonstra que o projeto auxilia no desenvolvimento de uma identidade feminina em exatas para todos os envolvidos na atividade, desde os ouvintes da palestra sobre a representatividade das mulheres nas exatas, até as bolsistas participantes, que progressivamente acabam por criar maior afinidade com a área de formação.
## Considerações Finais
O projeto está apenas começando, estas ações relatadas foram o início da construção das atividades, que a cada encontro são discutidas e reelaboradas.
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Acreditamos que, pela avaliação dos questionários, o projeto continuará promovendo discussões e envolvimento das meninas na área das exatas. Vale mencionar que a participação ativa das meninas da Escola na atividade prática, que se comprometeram e assumiram o posto de pesquisadoras, questionando sobre como cada fenômeno ocorria, e buscando compreender melhor os fenômenos físicos envolvidos na atividade proposta. Além do que, elas se engajaram no movimento de empoderamento feminino, como é previsto nos objetivos do projeto.
Em relação à formação discente, o projeto está alcançando este objetivo feito à leitura da declaração das acadêmicas.
## Agradecimentos:
Agradecemos ao Programa de Desenvolvimento Acadêmico modalidade Extensão (Edital no 062/2018) e o Programa de Fomento a Extensão (Edital no 77/2018) da UNIPAMPA.
Agradecimento especial, à professora Ana Wrasse por realizar o intermédio entre a universidade e escola, tornando possível a realização da atividade.
Ao projeto Cientistas no Pampa, Fundação Carlos Chagas, a ONU Mulheres, Instituto UNIBANCO, Elas nas Exatas: Gestão Escolar para Equidade e Elas: Fundo de Investimento Social.
## Referências:
AIKENHEAD, Glen S. & RYAN. Alan G, The development of a new instrument: 'views on science-technology-society' (VOSTS). Science Education, v. 76, n. 5, p. 477-491, 1992.
BARROSA, L. A. L., 'Os homens são naturalmente melhores que as mulheres': um discurso que persiste. Rev. Diversidade e Educação, v.4, n.8, p. 33-41, jul./dez. 2016
FRANCO, A. P., FORQUIN, J.C. Escola e Cultura: as bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar. Tradução: LOURO, G. L. Porto Alegre, Artes Médicas, p.208, 1993. In: Educação e Filosofia, v.11, nº21/22, p. 305-310, jan/jun e jul/dez, 1997.
MAGALHÃES, V. M., MARTINS, C. S. L., RODRIGUES, A. S., FERNANDES, J. V. A presença feminina no curso de licenciatura em física: um estudo de caso. 9º SIEPE, Santana do Livramento, v. 9, n.3, 2017.
SILVA, F. F., RIBEIRO, P. R. C. Trajetórias de mulheres na ciência: 'ser cientista' e 'ser mulher'. Ciênc. educ., Bauru, v.20, n.2, 2014.
SOARES, G., SCALFI, G. Adolescentes e o imaginário sobre cientistas: análise do teste 'Desenhe um cientista' (DAST) aplicando o teste com alunos do 2º ano do Ensino Médio. Congresso Ibero-Americano de Ciencia, Tecnología, Inovacíon y Educacíon, Buenos Aires, Artículo 562, 2014.
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