GURIAS DO PAMPA NAS EXATAS: UNICÓRNIO vs. GATO, AÇÃO NA CASA DE ACOLHIMENTO PARA MENINAS
Andressa Soares Rodrigues, Vitória Nunes Magalhães, Márcia Maria Lucchese, Camila Brito Collares Da Silva
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 29/01/2019
- Linha de pesquisa
- Equidade, Inclusão, Estudos Culturais E O Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2019
Texto completo
## GURIAS DO PAMPA NAS EXATAS: UNICÓRNIO vs. GATO, AÇÃO NA CASA DE ACOLHIMENTO PARA MENINAS
Andressa Soares Rodrigues 1 , Vitória Nunes Magalhães², Márcia Maria Lucchese³, Camila Brito Collares da Silva⁴.
- 1 Universidade Federal do Pampa/ Discente de Licenciatura em Física/ rodrigues.andressasoares@gmail.com
## Resumo:
Este projeto visa discutir e envolver meninas da região da campanha gaúcha na área de ciências, mais precisamente na área de exatas, com ações desenvolvidas no ambiente escolar e após esse contato envolver as discentes das escolas na Universidade Federal Pública da região da campanha, buscando trazer mais meninas para a área de exatas e discutir a representatividade feminina nesse ramo. O projeto que teve seu início em Abril de 2018, obteve seu contato com mais de sete turmas do Ensino Médio de escolas da rede pública, e ações na Casa de Acolhimento, conhecida como Casa da Menina a partir do mês de Junho de 2018, nas quais as meninas da casa de acolhimento puderam se familiarizar com os conceitos básicos de programação através do uso do software SCRATCH. O presente trabalho é um relato das atividades realizadas com as meninas da casa de acolhimento, nas quais foi proposto o desenvolvimento de um pequeno jogo de labirinto.
Palavras-chave: meninas nas exatas, scratch no ensino fundamental, equidade de gêneros.
## Introdução
A pouca presença feminina na área de exatas é um fato comprovado através de dados, como os do censo divulgado pelo CNPq (Centro Nacional de Pesquisa), nos quais é apontado que no ano de 2015, apenas 36% dos bolsistas doutorandos na grande área de Exatas e Ciências da Terra eram do sexo feminino. Esta desigualdade diminui um pouco conforme se desce na formação acadêmica, mas ainda sim há uma predominância masculina.
Este projeto tem como objetivos a divulgação de ciências para meninas e a execução de atividades experimentais da área de ciências com meninas no ambiente da Escola, da Casa da Menina e da Universidade.
Segundo Fourez, 2003, a importância de se estudar ciências tem finalidades humanistas (finalidade de participar da cultura do nosso tempo), sociais (promover a
\_
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
autonomia na nossa sociedade técnica científica e uma diminuição das desigualdades) e econômicas/políticas (produção de riquezas). Em contrapartida, estudos (BIAS,2017; MILLER, 2018) mostram que as meninas, já a partir de 6 anos, não se identificam com a área de ciências, com atividades classificadas como 'mais complexas', de forma que não há identidade das meninas com as áreas de ciências.
A preocupação tem âmbito Mundial, no documento Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (https://nacoesunidas.org/pos2015/) o Objetivo número 5 trata a respeito da igualdade de gênero, inserido neste objetivo, entre outros, temos:
5.c Adotar e fortalecer políticas sólidas e legislação aplicável para a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas em todos os níveis Inserido neste contexto, podemos concluir da importância de discutir o papel das mulheres dentro da ciência e como esta temática auxiliaria no empoderamento feminino. Não se trata de excluir os meninos desta discussão, pois acreditamos que a busca é pela igualdade dos gêneros.
Com a crescente informatização da sociedade contemporânea, torna-se imprescindível à formação cidadã do indivíduo certa fluência não apenas com o uso de computadores em si, mas também certa familiarização com linguagem de programação. Com esta ideia, trabalhar a linguagem de programação o mais cedo possível na formação acadêmica das crianças é essencial.
Para a inserção das meninas no contexto da prática de programação, propôs-se a familiarização e utilização do software Scratch (https://scratch.mit.edu) , que é uma linguagem de programação iconográfica desenvolvida no MIT ( Massachusetts Institute of Technology ) para crianças com finalidade de ajudar a desenvolver o raciocínio lógico/matemático. O software utiliza interface gráfica e módulo de programação em blocos o que o torna muito fácil e intuitivo. Para 'programar', basta encaixar os blocos como um brinquedo de montar dentro de uma estrutura lógica. Os blocos são separados por cores de acordo com suas funções, e para cada função temos uma série de comandos que podem ser agrupados livremente, caso se encaixem.
A escolha deste software se deu tanto pela experiência anterior das bolsistas com o mesmo, trabalhando com crianças de faixa etária similar, quanto pelas experiências positivas relatadas em diversas publicações da com foco no ensino de ciências, como a de WANGENHEIM, NUNES e SANTOS (2014), que narra a construção e desenvolvimento de histórias animadas dentro do ambiente Scratch por alunos dos anos iniciais do ensino fundamental.
Para desenvolver as atividades, optou-se por começar as práticas através de roteiros que instruíam como criar um jogo de labirinto com os elementos básicos do software, com pretensão de instrumentalizar as meninas participantes para que posteriormente seja aberto para que estas possam criar o que bem entenderem e seja possível dentro do ambiente Scratch .
Com roteiros semi-abertos, nos quais a equipe elaboradora do projeto tentou restringir as instruções específicas apenas às partes do código estritamente necessárias, foi interessante notar que as meninas participantes da atividade quase
\_
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
sempre mudavam a figura do personagem, tendo uma preferência clara pela substituição da imagem ' default' do software, que é um gato, por um unicórnio, o que acabou sugerindo a ideia de título do trabalho. As meninas também responderam bem à esta abertura do roteiro, buscando sempre personalizar de alguma outra maneira o seu 'jogo', seja mudando a cor de algum elemento ou pedindo para adicionar sons.
Inicialmente as atividades foram propostas pela equipe, mas o grupo participante da atividade se mostrou receptivo e começou a criar demandas específicas, como mais fases para o jogo de labirinto e afins.
Apesar da defasagem com relação ao ano escolar das meninas da casa de acolhimento, estas se mostram dispostas a aprender. E assim, o projeto cumpre não apenas com sua proposta de aproximar meninas da área de exatas, como também ajuda no desenvolvimento lógico-matemático das meninas, podendo vir a amenizar algumas das dificuldades de aprendizado que estas possam ter com os conteúdos vistos em aula na escola.
Na próxima seção, será apresentada a metodologia utilizada no desenvolvimento da atividade.
## Metodologia
As atividades na Casa da Menina relatadas neste trabalho, foram desenvolvidas em três encontros entre os meses de Junho e Julho de 2018, com duração média de uma hora e meia. Cada encontro foi pensado previamente em reuniões das discentes do Projeto com a orientadora do mesmo, nesses eram debatidos e organizadas as atividades que iriam ser propostas às meninas e o método de avaliação de cada encontro.
As meninas se organizaram em duplas e trios e cada grupo ocupou um notebook , a Equipe também se separou e aderiu à um grupo para ajudar no que as meninas tivessem dúvidas. Os materiais e elementos necessários para a realização das atividades foram fornecidos pelos proponentes do Projeto, que são as professoras da Universidade Federal .
As atividades tinham como objetivos fomentar o pensamento lógico através dos blocos lógicos disponibilizados pelo software Scratch. Cada atividade foi planejada com um elemento introdutório, uma execução e uma avaliação. As atividades de execução eram baseadas em um roteiro previamente escrito pelo Equipe. Com o passar dos encontros as atividades tornavam-se sólidas e o nível de dificuldade aumentava. Entre as atividades a Equipe levou textos que propiciaram a discussão e a identificação das meninas com Mulheres Cientistas. Logo após os encontros a Equipe se reunia na Universidade e avaliava as ações.
Na próxima sessão será trabalhado o desenvolvimento das atividades e as avaliações feitas pela Equipe.
## Desenvolvimento e processos avaliativos
Os encontros na Casa de Acolhimento para meninas foram, em suma, receptivos e produtivos. No primeiro encontro houve a apresentação das bolsistas, da orientadora e das meninas da Casa. Neste foi apresentado o software Scratch, como os blocos lógicos funcionam e seus significados. Para os primeiros momentos
\_
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
de interação as meninas se dividiram em grupos compostos por duas a três componentes, vale ressaltar que elas escolheram com quem iriam trabalhar, escolheram os seus computadores e desenvolveram os primeiros códigos. As linhas de comandos desenvolvidos pelas meninas, eram em relação ao movimento do Personagem. Com a ajuda das componentes da Equipe do Projeto elas exploraram as abas de comando oferecidos pelo programa. Nessa exploração, as meninas se envolveram com a mudança da forma do personagem, sendo o mais usado o Unicórnio. Vale ressaltar que duas Meninas não sentiram-se 'empolgadas' com a programação e solicitaram outra atividade.
Após o primeiro encontro a Equipe se reuniu na Universidade para discutir como tinha sido, as avaliações feitas por elas e como iriam desenvolver as atividades para a próxima ida a Casa. Nesta, foi decidido que a próxima atividade seria voltada para o cotidiano tecnológico, ou seja, um jogo. Esse seria baseado no conhecimento adquirido por elas no último encontro e na formação lógica. A Equipe desenvolveu um roteiro semi-aberto, com comandos específicos para o funcionamento e o resto seria feito por elas, as Meninas. Para as Meninas que não se identificaram com o software foi feita uma atividade específica.
No segundo encontro as Meninas se separam, novamente em grupos, e cada grupo havia um componente da Equipe para ajudá-las a escrever o código e saciar as dúvidas. Nessa atividade pode-se notar que um grupo 'liderava' outro, ou seja, tudo que o grupo 1 fazia influenciava diretamente o grupo 2 que solicitava prontamente a bolsista que ensinasse a fazer tal ação do outro grupo. Os outros grupos desenvolveram seus roteiros de forma independente, adicionando novos comandos, essas mais avançadas, visto que era recém o segundo contato com o programa. Ao final da atividade as meninas ficaram curiosas em relação a mudança de fase e solicitaram que no próximo encontro elas pudessem programar fases. As meninas que pediram outra atividade, no encontro anterior, escreveram uma síntese da história de uma cientista, essa história foi baseada na leitura que elas fizeram junto a uma componente da equipe, e por fim começaram a escrever o jogo que as outras meninas estavam fazendo.
Na reunião das componentes da Equipe foi estabelecido qual seria a forma de avaliação das atividades e da compreensão dos blocos lógicos das meninas. Além de buscar formas de alinhar as meninas que não estavam aptas a leitura para que pudessem fazer a leitura do semi-roteiro. O novo roteiro foi desenvolvido, esse com linguagem de fácil compreensão, com uso de imagens e textos. É importante salientar que a atividade feita era baseada no jogo Pac Man, com algumas mudanças para torná-lo mais primitivo e que ao final do encontro as Meninas da Casa ficavam com um 'Tema', esse que era uma leitura na história de mulheres cientistas (as histórias foram disponibilizadas em um portfólio que ficou na casa para elas terem acesso imediato) e após elas deveriam escrever o que mais chamou atenção sobre a vida das cientistas e seus feitos.
No terceiro encontro as Meninas estavam eufóricas com a atividade de mudança de fase, o mesmo esquema de divisão de grupos foi feito e cada grupo assumiu um computador. Pode-se notar que nessa atividade elas foram mais autônomas, não recorrendo inúmeras vezes às bolsistas. Cada grupo escreveu do seu jeito as fases do seu jogo, ao final as Meninas jogaram os jogos desenvolvidos pelos diferentes grupos.
\_
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Neste encontro haviam duas meninas que ainda não tinha tido o contato com o software , logo elas tiveram uma atenção maior por parte de uma das componentes. Elas cumpriram as atividades dos encontros anteriores e desse. E é importante ressaltar que muitas meninas, por terem uma defasagem escolar, tinham dificuldade de leitura e interpretação necessitando um maior tempo para escrever e ler os códigos.
As linhas desenvolvidas pelas meninas iam aumentando com o nível de curiosidade delas. Podemos ver esse aumento nas Figuras 01 e Figura 02:
Figura 01 : Código 2º Encontro
<!-- image -->
Figura 02: Código 3º Encontro
A avaliação das atividades foi feita com base em uma tarefa de ligar correspondentes (Figura 03), essa foi aplicada antes do início da atividade três e depois da mesma.
\_
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Figura 03: Atividade de avaliação, Tarefa.
<!-- image -->
Durante o encontro 3, duas meninas começaram suas atividades desde o início, pois essas não tinham estado antes no grupo. A avaliação para elas foi feita com a aplicação de apenas uma Tarefa, ou seja, depois que elas desenvolveram o código. Ao analisar as respostas delas podemos notar que a Menina 01 e Menina 02 acertaram toda a Tarefa, que conseguiram associar o pensamento lógico e que entenderam o que cada comando, bloco lógico, significava.
Ao analisar as respostas das outras meninas, aquelas que estavam presentes desde o primeiro encontro, podemos notar que houve certa dificuldade de associação dos blocos, algumas meninas, antes da atividade do encontro três, acertaram uma ou nenhuma ligação e depois conseguiram acertar um variante de três a sete questões.
A Menina 03 nas respostas antes da atividade do dia acertou 2 das 7 ligações, e depois da atividade completou corretamente toda a Tarefa. Podemos ver que na primeira vez ela não conseguiu associar todos os blocos ao seu significado e após a atividade, com os códigos recém-vistos ela associou corretamente.
A Menina 04, que estava presente em todos os encontros, na primeira vez que fez a Tarefa acertou apenas uma ligação, após a atividade acertou apenas três das sete ligações. Podemos inferir que essa Menina não conseguiu associar os blocos pois é um contato recente com a programação, e que analisando pelos estágios educacionais, ela está 'atrasada', sua idade não é compatível com o ano escolar em que está.
Segue abaixo os registros das participantes e da equipe durante o segundo encontro:
\_
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Figura 04: Segundo encontro.
<!-- image -->
Em suma, a atividade de avaliação resultou em duas vertentes relacionadas ao desenvolvimento dos encontros, um: as meninas que conseguiram associar todos ou quase todos os blocos lógicos ao seu significado, compreenderam as funções lógicas de programação; dois: as que não obtiveram um avanço significativo, podem ter dificuldades de aprendizagem, ou a Tarefa não ficou clara para elas, algum tipo de erro pode ter ocorrido na interpretação das ligações.
## Considerações Finais
As ações realizadas até o presente momento tiveram retorno promissor das alunas, que sempre participativas, prontamente realizaram as tarefas oferecidas. Ainda que pelas avaliações seja possível afirmar que o aprendizado das meninas não foi uniforme, pode-se dizer que ainda assim houve impacto positivo.
Esse projeto na Casa da Menina, deverá se manter até o fim de 2018. Para os futuros encontros visa-se incentivar a utilização da Plataforma Microcontroladora Arduino , que utiliza-se de elementos de programação, para que elas possam elaborar atividades utilizando elementos de circuitos eletrônicos.
Outras atividades futuras do projeto incluem que os resultados das atividades desenvolvidas ao longo destes primeiros encontros sejam levados para exposição na Feira de Ciências organizada pela UNIPAMPA, que ocorre no fim do mês de Agosto de 2018.
Espera-se que o projeto venha a agregar e suprir lacunas na formação das participantes, oferecendo acesso ao aprendizado que estas não encontrariam tão facilmente na escola pública, como o contato com a linguagem de programação, e também reforçando o uso e desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático, linguístico e espacial das meninas. Também espera-se que as atividades ajudem as meninas à ver com realidade seu lugar de mulher capaz de produzir e dominar tecnologia, desconstruindo a ideia de que 'ciências exatas são coisa de menino'.
\_
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
## Agradecimentos:
Agradecemos ao Programa de Desenvolvimento Acadêmico modalidade Extensão (Edital no 062/2018) e o Programa de Fomento a Extensão (Edital no 77/2018) da UNIPAMPA .
## Referências:
KRASILCHIK, M. O Papel do Ensino de Ciências na Formação do Cidadão. Em Aberto, Brasília, Ano 11, n. 55, jul./set., 1992.
SILVA, F. F., RIBEIRO, P. R. C. Trajetórias de mulheres na ciência: 'ser cientista' e 'ser mulher'. Ciênc. educ. vol.20 no.2. Bauru, 2014.
SOARES, G., SCALFI, G. Adolescentes e o imaginário sobre cientistas: análise do teste 'Desenhe um cientista' (DAST) aplicando o teste com alunos do 2º ano do Ensino Médio. Congresso Ibero-Americano de Ciencia, Tecnología, Inovacíon y Educacíon, Buenos Aires, Artículo 562, 2014.
BIAS, L., LESLIE, S. J., CINPIAN, A. Gender stereotypes about intelectual ability emerge early and influence children's interests. Science, V. 355, 2017.
CNPq. Quantitativos de bolsas . Número de bolsas por grande área segundo o sexo do bolsista. Tabela 2.9.3. Disponível em: <http://cnpq.br/series-historicas>
CNPq. Quantitativos de bolsas. Bolsas no país e no exterior: número de bolsas-ano por Unidade Federal segundo o sexo do bolsista. Tabela 2.9.4. Disponível em: <http://cnpq.br/series-historicas>
FOUREZ, G. Crise no Ensino de Ciências. Investigações em Ensino de Ciências, V8 (2), pp 109 - 123 - 2003.
MILLER, D. I., NOLLA, K. M., EAGLY, A. H., UTTAL, D. H., The Development of Children's Gender-Science Stereotypes: a Meta-Analysis of 5 Decades of U.S. DrawA-Scientist-Studies, Child Development, V.00 N.0 Pages 1-13, 2018.
WANGEHEIM, C. G., NUNES, V. R., SANTOS, G. D. Ensino de computação com SCRATCH no Ensino Fundamental: um estudo de caso. Revista Brasileira de Informática na Educação, Volume 22, Número 3, 2014
\_
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.