USO DE VÍDEO NO SUPORTE WHATSAPP COMO FERRAMENTA NO ENSINO DE FÍSICA
Fausto De Melo Faria Filho, Eneida Aparecida Machado Monteiro, Eduardo Henrique Andrade Monção De Sousa
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 29/01/2019
- Linha de pesquisa
- Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## USO DE VÍDEO NO SUPORTE WHATSAPP COMO FERRAMENTA NO ENSINO DE FÍSICA
## Fausto de Melo Faria Filho 1 , Eneida Aparecida Machado Monteiro 2 e Eduardo Henrique Andrade Monção de Sousa 3
- 1 Instituto Federal Goiano- Campus Ceres/fausto.filho@ifgoinao.edu.br
- 2 Instituto Federal Goiano- Campus Ceres/eneida.monteiro@ifgoinao.edu.br
- 3 Instituto Federal Goiano- Campus Ceres/eduardo.sousa@ifgoinao.edu.br
## Resumo
O presente trabalho é resultado da aplicação de um projeto de ensino voltado para estudantes do Ensino Médio integrado ao Técnico, onde utilizou-se vídeos como ferramenta de ensino divulgados através do suporte Whatsapp. O projeto visou favorecer as habilidades individuais dos estudantes, respeitando as diferentes facilidades e especificidades de cada um. Considerou-se importante o uso pedagógico das mídias no processo de ensino e aprendizagem e que os indivíduos são agentes ativos na construção do seu próprio conhecimento. As análises foram realizadas baseadas no conceito de mediação: Vygotsky (1991), complementado por Moran, Masetto e Behrens (2000). O principal objetivo do projeto foi atender as demandas de aprendizagem dos estudantes e o processo de aprendizagem construído na relação dos estudantes com o conhecimento foi mediado pelo professor e pelos vídeos, onde de forma prática, o professor utilizou vídeos com resoluções de exercícios produzidos pelo mesmo e roteiros de atividades para trabalho em grupos colaborativos de aprendizagem. Os vídeos foram enviados com baixa resolução, entre 128 e 224 pixels a fim de não ocuparem grande parte da memória dos celulares e ficaram disponíveis para serem assistidos pelos estudantes fora da sala de aula, quando e quantas vezes fossem necessárias. Para análise dos resultados proporcionados pelo projeto, foi utilizado um questionário não-estruturado não-disfarçado, além da observação do próprio professor. O projeto foi bem aceito pelos estudantes, os mesmos demonstraram-se motivados e destacaram a praticidade do uso do suporte Whatsapp.
Palavras-chave : Vídeos, Whatsapp e Ensino.
## Introdução
No contexto educacional as 'novas tecnologias' ou tecnologias da informação e comunicação (TIC) trazem novos desafios, novas formas de se comunicar, ensinar e aprender dentro e fora da sala de aula. Diante disso, o projeto de vídeos via plataforma Whatsapp visou aumentar o interesse dos estudantes pelo ensino de Física e intervir nas dificuldades de aprendizagem. A escolha da plataforma Whatsapp como uma ferramenta pedagógica deve-se ao fato de ser considerada uma mídia social muito presente no cotidiano dos estudantes e por já acessarem diariamente esse aplicativo.
Dessa forma, o projeto utilizou vídeos com resoluções de exercícios produzidos pelo próprio professor e roteiros de atividades para trabalho em grupos colaborativos de aprendizagem. Para tanto, utilizou-se do conceito de mediação: Vygotsky (1991), complementado por Moran, Masetto e Behrens (2000), por considerar a importância do uso pedagógico das mídias no processo de ensino e
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aprendizagem e os indivíduos como agentes ativos na construção de seu próprio conhecimento.
Contudo, o principal objetivo do projeto foi atender as demandas de aprendizagem dos estudantes, considerando a realidade, com média de 40 alunos por sala de aula, todos com facilidades e especificidades diferentes, o professor percebeu a necessidade de buscar novas estratégias de ensino que favorecesse o desenvolvimento das habilidades individuais de todos os estudantes. Percebeu-se, também, que alguns estudantes com mais facilidade de aprendizagem se entediavam quando a explicação de um tema se repetia, enquanto os outros com mais dificuldade não conseguiam entender o tema com apenas algumas explicações. Nessa perspectiva, o vídeo respeita a individualidade de cada estudante, dando-lhes maior liberdade em organizar seus estudos.
Nesse sentido, Moran destaca:
Ensinar e aprender exigem hoje muito mais flexibilidade espaço-temporal pessoal e de grupo, menor conteúdos fixos e processos mais abertos de pesquisa e de comunicação. Uma das dificuldades atuais é conciliar a extensão da informação, a variedade das fontes de acesso, com o aprofundamento da sua compreensão, em espaços menos rígidos, menos engessados (MORAN, MASETTO E BEHRENS, 2000, p. 29).
Cabe também destacar que a proposta desse projeto prevê a divisão de grupos colaborativos de trabalho, 'uma proposta pedagógica na qual estudantes ajudam-se no processo de aprendizagem, atuando como parceiros entre si e com o professor, com o objetivo de adquirir conhecimento sobre um dado objeto' (CAMPOS et al 2003, p. 26). Assim, os estudantes que apresentam facilidades auxiliam os colegas do grupo a executarem as atividades de roteiro que podem ser dentro ou fora da sala de aula. Neste caso, o aluno deixa de ser agente passivo no processo de aprendizagem e passa a ter papel importante nesse processo (Vygotsky, 1991). Vale destacar, que os estudantes trabalham em grupo sob orientação do professor, estimulando a interação aluno-aluno e colaborando para o desenvolvimento mútuo.
## Metodologia
O projeto foi desenvolvido durante o segundo semestre de 2017 no Instituto Federal Goiano - Campus Ceres. Na proposta metodológica deste trabalho, o processo de aprendizagem construído na relação dos estudantes com o conhecimento foi mediado pelo professor e pelos vídeos. Essa dupla mediação é explicada por d'Ávila (2001) como mediação cognitiva e mediação didática; duas dimensões que exprimem as ações do professor em tornar o conhecimento acessível e desejável ao estudante.
Os vídeos foram gravados pelo próprio professor da disciplina, de modo bem discreto, em que aparecem apenas a lousa, as mãos do professor e a resolução dos exercícios propostos nos roteiros de atividades. Trata-se de vídeos curtos, de no máximo de 5 minutos cada, gravados por um celular comum e divulgados nos grupos de Whatsapp. Esses grupos foram criados exclusivamente para os estudantes da disciplina e somente para divulgação e discussão do material de estudo. Os vídeos foram enviados com baixa resolução, entre 128 e 224 pixels a fim de não ocupar grande parte da memória dos celulares.
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Os vídeos ficaram disponíveis para serem assistidos pelos estudantes fora da sala de aula quando e quantas vezes forem necessárias. Também podem ser vistos nas próprias aulas de Física em grupos colaborativos. Os grupos depois de formados podem desenvolver as atividades dentro ou fora da sala de aula. O professor permanece na sala na figura de um mediador, o qual está à disposição para tirar dúvidas dos alunos que se encontram na sala de maneira pessoal e de maneira virtual (via Whatsapp) para aqueles que estão em outros ambientes.
Nesse contexto Moran afirma a necessidade de reorganização dos ambientes presenciais de aprendizagem:
A sala de aula como ambiente presencial tradicional precisa ser redefinida. Até agora identificamos ensinar com ir regularmente para este ambiente, mas aos poucos, ele se tornará um local de começo e de finalização de atividades de ensino-aprendizagem, intercalado com outros tempos em que frequentaremos outros ambientes (MORAN, 2011, p. 94).
Ao todo, foram gravados e disponibilizados 43 vídeos de conteúdos da Física referentes a cinemática e a dinâmica. Para obtenção de dados foi aplicado um questionário do tipo não-estruturado não-disfarçado, o qual foi composto por questões abertas e os participantes foram informados quanto ao objetivo da pesquisa (MARCONI e LAKATOS, 1996).
## Desenvolvimento e resultados
O Questionário possuía 6 questões e foi aplicado a 61 estudantes participantes do projeto. Desse total, 30 estudantes eram do curso Técnico em Informática para internet integrado ao Ensino Médio (TI) e 31 do curso Técnico em Agropecuária integrado ao Ensino Médio (TA). Há diferenças no perfil desses dois grupos de estudantes, por isso, os dados foram obtidos separadamente para estudo comparativo entre os grupos.
A primeira questão está relacionada ao uso dos vídeos gravados pelo professor e enviados aos estudantes via Whatsapp. O gráfico representado na figura 01 mostra a classificação das respostas obtidas, em três itens: sim, às vezes e não. A maioria dos estudantes afirmaram usar tal recurso, 97% dos estudantes do TI e 90% dos estudantes do TA.
Figura 01: Dados obtidos a partir da questão 1 do questionário. O eixo das ordenas representa o número de estudantes.
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O uso de vídeos na plataforma Whatsapp mostrou-se uma metodologia eficiente, atingindo quase todos os estudantes. Esse resultado positivo deve-se ao fato do aplicativo já ser utilizado por todos os estudantes, os quais já dominam os recursos do mesmo, o que favorece a aplicação do projeto.
A Figura 02 mostra os resultados em forma gráfica da segunda questão aplicada aos estudantes, a qual está associada à credibilidade dos alunos no uso de vídeos como ferramenta de aprendizagem.
Figura 02: Dados obtidos a partir da questão 2 do questionário. O eixo das ordenas representa o número de estudantes.
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Todos os estudantes afirmaram que o uso de vídeos auxilia os estudos, isso demonstra que o uso da plataforma Whatsapp é eficiente para o processo de ensinoaprendizagem. De acordo com o conceito de mediação desenvolvido por Vygotsky (1991) os instrumentos materiais aqui considerados permite o estabelecimento de relações consigo mesmo e com os outros, uma diversificação dos tipos de interação no processo de aprendizagem e enriquece a obtenção de conhecimento.
Na terceira questão, os estudantes foram encorajados a dizer quais são os pontos positivos que eles encontraram durante a execução deste projeto. As respostas foram classificadas em oito grupos e na Figura 03 pode-se observar os resultados obtidos através da análise da questão 3.
Os itens foram dispostos no gráfico em ordem decrescente de citações. O item I corresponde ao mais citado e está associado ao controle que o estudante tem sobre a obtenção de informações, podendo pausar e repetir os vídeos quantas vezes julgar necessário, o que coloca o estudante como agente ativo no processo ensino-aprendizagem.
Os itens II, III e IV estão associadas à praticidade dos vídeos no suporte Whatsapp. O item II está relacionado a ter acesso ao conteúdo e explicações ministrados pelo professor na sala de aula ou em outros lugares, inclusive em ambientes mais calmos como a própria casa; o item III está relacionado a facilidade de acesso ao conteúdo dos vídeos, pois o Whatsapp é utilizado pela maioria dos estudantes e seus recursos já são bastante conhecidos; e o item IV está relacionado ao acesso ao conteúdo e explicações ministrados pelo professor na sala de aula ou em qualquer outra hora do dia, levando em conta que o tempo de aprendizagem dos estudantes não é o mesmo para todos e que o ambiente de sala de aula não é para muitos alunos o mais propício para concentração.
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Figura 03: Dados obtidos a partir da questão 3 do questionário. O eixo das ordenas representa o número de estudantes.
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Outros itens também apontaram vantagens do uso dos vídeos, embora estes tenham aparecido em menor número: o item V corresponde aos estudantes que consideraram os vídeos bons para sanarem dúvidas; o item VI aos que por timidez não expunham suas dúvidas em sala de aula e através da dinâmica do projeto este problema pode ser resolvido; o item VII corresponde aos que consideram vantagem o professor não repetir a mesma explicação um grande número de vezes em sala de aula, o que às vezes não é suficiente para alguns estudantes, mas que pode ser maçante para outros que aprendem Física com facilidade; e por fim, o item VIII que corresponde aos que consideram vantagem o conteúdo ser confiável por ter sido produzido pelo próprio professor, diferente de quando se faz busca na internet.
A Figura 04 mostra os resultados obtidos a partir da análise da questão 4 que ao contrário da questão 3, os estudantes foram encorajados a dizer quais foram os pontos negativos que eles encontraram no projeto.
Figura 04: Dados obtidos a partir da questão 4 do questionário. O eixo das ordenas representa o número de estudantes.
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As respostas foram classificadas em sete itens, o de maior representatividade é o item I que refere-se aos estudantes que afirmaram não haver
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nenhum ponto negativo. O item II representa os estudantes que reclamaram da baixa resolução dos vídeos, uma demanda altamente considerável por parte dos estudantes do TI. Em seguida o item III representa os estudantes que não conseguiram ter acesso aos vídeos como os demais colegas, por exemplo, não tinham aparelho de telefone celular ou quando possuíam aparelho este não tinha suporte para instalação do aplicativo; alguns ainda relataram não ter acesso suficiente à internet. Nesse item fica evidenciado a diferença de perfil entre os estudantes do TI e do TA. Os estudantes do TI não demonstraram ter dificuldades de acesso aos vídeos sendo o maior incômodo a baixa resolução dos vídeos, esta resolução foi assim pensada para menor tempo de descarregamento dos arquivos e para não ocuparem muito espaço na memória do celular dos estudantes, ou seja, não perder a praticidade. Já alguns alunos do TA demonstraram dificuldade de acesso aos vídeos, embora esta taxa seja pequena, não foi ignorada. As medidas de intervenção adotadas pelo professor foram instruções de estudos em grupo onde os colegas 'sem acesso' tiveram os efeitos de 'exclusão do projeto' minimizados. Outras medidas poderão ser tomadas futuramente como a inserção dos vídeos no suporte Facebook, onde os alunos poderão ter acesso no laboratório de informática da escola. Na análise desta questão justifica-se o índice dos estudantes do TA que afirmaram não assistirem os vídeos quando questionados na primeira pergunta (Vide Figura 01).
Outros itens que apareceram em menor escala em ordem de quantidade de citações são: o item IV que representa a queixa de não ter alguém para tirar dúvidas após assistirem os vídeos, para isso, foram todos orientados a utilizarem o grupo de Whatsapp para sanarem suas dúvidas; o item V demostra o desinteresse de alguns alunos; o item VI são de estudantes que queixam do professor não aparecer no vídeo; e por último o item VII que indica a ocorrência de distrações durante o estudo com seus celulares.
A Figura 05 mostra os resultados obtidos quando os alunos foram questionados sobre o suporte utilizado ser ou não a melhor plataforma para o repasse dos vídeos.
Figura 05: Dados obtidos a partir da primeira parte da questão 5 do questionário. O eixo das ordenas representa o número de estudantes.
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A maioria dos estudantes, 85%, afirmaram que o Whatsapp é a melhor plataforma para o repasse dos vídeos e justificaram devido a sua praticidade. Uma pequena parte, 10%, disseram que há opções melhores como Youtube e e-mail de turma e o restante de 5% dos estudantes afirmaram que o Whatsapp é a melhor plataforma, porém deveria ser combinada a outros suportes. Neste contexto fica evidente como diferentes tipos de interações atingem positivamente os estudantes (VYGOTSKY, 1991).
A Figura 06 mostra os resultados da análise da sexta questão onde os estudantes deram sugestões para melhoria do projeto.
Figura 06: Dados obtidos a partir da questão 6 do questionário. O eixo das ordenas representa o número de estudantes.
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As respostas foram divididas em 9 itens, o de maior representatividade está associado aos pedidos de melhor resolução dos vídeos, contudo usando o suporte Whatsapp isso geraria outros problemas que são: gasto excessivo de memória dos celulares e necessidade de internet com alta qualidade para descarregamentos de arquivos. De acordo com as análises anteriores o segundo item com maior representatividade sugere usar outras plataformas juntamente com o Whatsapp. O terceiro item considera que o projeto não precisava de modificações.
Por fim, em ordem de representatividade, os outros seis itens: o item IV manifesta o desejo de outras disciplinas aderirem ao projeto; o item V indica sugestão de utilização do quadro negro na gravação dos vídeos; o item VI sugere que o professor realize leitura do enunciado com mais calma; o item VII solicita mais vídeos sobre cada conteúdo; o item VIII sugere que além das explicações o professor passe atividades nos vídeos e o item IX sugere ampliação do tempo em sala de aula para tirar dúvidas sobre os vídeos.
Cabe ainda, destacar a fala de alguns estudantes que apresentaram melhoria no rendimento:
Estudante 1 : 'tenho dificuldade em Física, não entendo muito bem os exercícios, os vídeos me ajudaram a melhorar a nota na recuperação';
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Estudante 2 : 'o conteúdo foi difícil, pensei que não ia conseguir aprender, com os vídeos aprendi, vendo...vendo...e vendo de novo';
Estudante 3 : 'eu não tenho afinidades com exatas, achei muito bom os vídeos, me ajudaram bastante. Na sala sinto dificuldades de aprender devido ao barulho. Sozinha em casa vejo os vídeos e consigo entender o que muitas vezes não consegui em sala de aula'.
As falas corroboram com todos os resultados positivos descritos na análise dos questionários, evidencia também, que o projeto alcançou o seu maior objetivo de atender as demandas de aprendizagem dos estudantes contribuindo para autonomia e respeitando a individualidade quanto ao tempo e modos de aprender.
## Considerações Finais
Considerando a análise dos dados coletados pelo questionário nãoestruturado não-disfarçado, cerca de 93% do total de estudantes tinham acesso direto e fácil à plataforma Whatsapp, o que colaborou para o bom andamento do projeto. Todos os estudantes participantes acreditavam que os vídeos colaboravam com seus estudos e destacaram pontos positivos como a liberdade de acesso ao conteúdo em qualquer lugar ou hora e também a facilidade e o controle de pausar/repetir os vídeos. Quanto aos pontos negativos, 38% disseram não havê-los e 30% pediram para que a resolução dos vídeos fosse melhorada.
Considera-se que o ponto mais forte do projeto é a forma como o conteúdo foi transmitido, através dos vídeos respeitou-se as características individuais dos estudantes, oportunizando a cada um o tempo suficiente e necessário para que ocorresse a aprendizagem. Os resultados foram considerados positivos, destacando-se, o interesse, a motivação e a adesão dos estudantes à proposta e à praticidade de uso do suporte Whatsapp.
Contudo é preciso compreender que a ferramenta tecnológica não é ponto fundamental no processo de ensino e aprendizagem, mas um dispositivo que proporciona a mediação entre educador, educando e conteúdos escolares, todas articuladas a uma prática formativa e colaborativa em prol da aprendizagem.
## Referências
CAMPOS, F. et al. Cooperação e aprendizagem on-line . Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
MARCONI, M. D. A.; LAKATOS, E. M . Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de dados. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1996.
MORAN, José Manuel; Masetto, Marcos T; Behrens Marilda Aparecida. In Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 13° Ed. Campinas. Ed. Papirus, 2000.
\_\_\_\_\_, José Manuel. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. Campinas, SP: Papirus, 2011.
VIGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores . 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
D'Ávila, Cristina. Mediação cognitiva e mediação didática: do desejo a sedução de aprender. Salvador: UFBA, 2001. (tese- cap.2).
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