ABORDAGEM CTSA ATRAVÉS DA BIOGRAFIA DE GRANDES FÍSICOS - LEVANDO A HISTÓRIA DA FÍSICA PARA O ENSINO MÉDIO
Vinicius Souza Marques, Alana Pereira Gimenez, Anelise Santos Da Silva, Daiane Rosa Chuquel, Daniele Javarez De Oliveira, Helena Floriano Bloss, William Da Silva Chaves, Taniamara Vizzotto Chaves
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 29/01/2019
- Linha de pesquisa
- Abordagem Ctsa E O Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## ABORDAGEM CTSA ATRAVÉS DA BIOGRAFIA DE GRANDES FÍSICOS - LEVANDO A HISTÓRIA DA FÍSICA PARA O ENSINO MÉDIO
Vinicius Souza Marques¹, Alana Pereira Gimenez², Anelise Silva Santos³, Daiane Rosa Chuquel 4 , Daniele Javarez de Oliveira 5 , Helena Floriano Bloss 6 , William da Silva Chaves 7 , Taniamara Vizzotto Chaves 8
- 1 Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Farroupilha - Campus São Borja, viniciusmarques74@gmail.com
- ² Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Farroupilha - Campus São Borja, alanagimenez@hotmail.com
- ³ Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Farroupilha - Campus São Borja, anelisesantors779@gmail.com
- 4 Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Farroupilha - Campus São Borja, daianechuquel21@gmail.com
- 5 Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Farroupilha - Campus São Borja, dani.javarez@gmail.com
- 6 Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Farroupilha - Campus São Borja, helenafbsb@gmail.com
- 7 Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Farroupilha - Campus São Borja, willianchaves89@hotmail.com
- 8 Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Farroupilha - Campus São Borja, taniamara.chaves@iffarroupilha.edu.br
## Resumo
O presente trabalho teve como objetivo discutir sobre a importância da história da ciência para construção do conhecimento na disciplina de física no ensino médio. A abordagem teórica escolhida trata-se do enfoque CTSA - Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente, segundo a qual se entende que os alunos podem ser levados à compreensão da dimensão social da ciência, dos seus pressupostos e consequências, repercutindo na formação de sujeitos atuantes na sociedade. O trabalho foi idealizado no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID, subprojeto do Curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha localizado na cidade de São Borja, no estado do Rio Grande do Sul. A proposta elaborada trata-se de uma metodologia para trabalho com a História da Física, voltada para turmas de primeiros a terceiros anos do Ensino Médio. No primeiro momento os bolsistas do Programa apresentaram aos discentes os Físicos a serem estudados bem como suas histórias. No segundo momento, um monólogo sobre Albert Einstein e Marie Curie foi preparado pelos bolsistas do Programa e apresentado aos estudantes. Após esta etapa, foram ofertadas aos estudantes monitorias visando à elaboração de peças teatrais ou vídeos sobre o assunto, com premiação dos melhores trabalhos. Evidenciou-se que esta dinâmica de trabalho apresenta grandes potencialidades na perspectiva de romper com o trabalho individual, proporcionando o desenvolvimento do espírito de coletividade, qualificando e melhorando as estratégias de ensino e de aprendizagem no contexto escolar. A atividade realizada permitiu concluir que a estratégia metodológica escolhida possibilita ao estudante uma melhor compreensão dos fenômenos abordados na disciplina de física e, como consequência, a formação de uma visão mais ampla e crítica da ciência na sociedade em geral.
Palavras-chave: CTSA, História da Física, Biografia, Ensino Médio.
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## Introdução
O presente trabalho foi desenvolvido no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID, Subprojeto do Curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha, situado na cidade de São Borja, no estado do Rio Grande do Sul.
A proposta metodológica foi elaborada pelos bolsistas, com o apoio do professor supervisor, da escola que é parceira do programa, e a coordenadora do projeto. O objetivo da proposta metodológica elaborada e implementada foi a utilização da história da ciência, mais especificamente a história de vida e as contribuições de alguns cientistas como uma ferramenta na construção do conhecimento cientifico da disciplina de Física.
Acredita-se que a partir da apresentação do contexto da história dos conteúdos a aprendizagem pode se tornar mais cativante e dinâmica e as aulas mais motivadoras (JUNIOR, 2017).
Ainda, segundo Junior (2017)
a história da Ciência aparece como um importante aliado ao ensino de Física, pois permite delinear de forma clara à dinâmica do entendimento do contexto científico da disciplina antecipando entraves à aprendizagem, tornando as aulas mais motivadoras, mostrando a Física como construção humana e não apenas como uma disciplina complexa, repleta de abstrações e com alto grau de precisão lógica, principalmente exigidos na resolução de problemas. (p. 02)
A inclusão de tópicos de História da Ciência no ensino deve ser feita com a perspectiva de ressaltar o caráter da ciência como processo de construção humana em oposição ao seu caráter de objeto de estudo acabado, sendo, portanto necessário mostrar o papel da ciência como parte da cultura humana, acumulada ao longo dos séculos, cultura está com a qual a Educação Científica efetivamente emancipadora deve estar sempre preocupada (REIS et al, 2012, p.03).
Ainda, neste contexto, conforme Reis et al (2012 p. 03)
a História da Ciência pode contribuir para que haja uma melhora nas aulas, pois a mesma permite inserir os conceitos científicos dentro de uma realidade humana para que se possa construir aspectos importantes de se trabalhar o conhecimento científico, os interesses econômicos e políticos, além de valorizar a ciência como uma construção humana, não apenas mostrando os aspectos positivos, mas também que a ciência não é considerada inatingível. Além do fato de que os conceitos científicos são modificados através dos tempos até a consolidação de um paradigma dominante.
Conforme Vasconcelos e Andrade (2017) o papel exercido pela Ciência e pela Tecnologia torna-se muito significativo, visto que ao relacionar esses aspectos ao conteúdo ministrado, o estudante tem maiores probabilidades de se aproximar dos conteúdos vistos em aula, estabelecendo conexões e relações que levam a compreensões sociais e culturais, permitindo que a aprendizagem aconteça num âmbito global contribuindo para a formação integral dos sujeitos.
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Com base no exposto, o trabalho com a História da Ciência, permite estabelecer relações com outra perspectiva ou abordagem teórica, o CTSA- CiênciaTecnologia-Sociedade e Ambiente.
A abordagem CTSA - Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente, por encontrar-se voltada para o ensino das ciências, visando o pleno desenvolvimento do cidadão comprometido com as questões sociais e ambientais, permite ao aluno, em conjunto com outros instrumentos cognitivos, compreender as inter-relações entre as dimensões abarcadas, favorecendo a participação nas discussões acerca da Ciência e Tecnologia, bem como a compreensão de seus impactos na sociedade (VASCONCELOS e ANDRADE, 2017).
Segundo Sgarbi (2016), como citado por Auler e Bazzo (2001),
- o Movimento CTSA visa: promover o interesse dos estudantes em relacionar a Ciência com as aplicações tecnológicas e os fenômenos da vida cotidiana; abordar o estudo daqueles fatos e aplicações científicas que tenham maior relevância social; abordar as implicações sociais e éticas, relacionadas ao uso da ciência e da tecnologia; adquirir uma compreensão da natureza da Ciência e do trabalho científico.(p.02)
A partir do conhecimento histórico espera-se que, além de promover a humanização da ciência, o aluno consiga mais facilmente relacioná-la às questões éticas, culturais e sociais. Além disso, deseja-se que o estudante que não se interessa pelas estratégias de ensino tradicionais sinta-se mais motivado a estudar esta ciência.
Como relatado acima, a história da física trabalhada de forma articulada com o enfoque CTSA, pode proporcionar a formação de cidadãos críticos capazes de tomar decisões frente à sociedade. Conforme Nascimento (2010) um aluno que compreenda a ciência como um todo poderá desenvolver, com o tempo, habilidades criativas e hábitos de leitura, o que fará com que estes estudantes passem a ter um maior interesse em aprender, conhecer e compreender um pouco mais sobre a história de determinados cientistas, passando a relacionar o conhecimento de vida dos mesmos com os fatos históricos. Desta forma sua aprendizagem se tornará mais significativa.
Neste trabalho, procurou-se então relatar uma experiência didáticopedagógica, realizada com o objetivo de articular a história da Física com o enfoque CTSA, de modo a proporcionar aos estudantes o entendimento dos conceitos físicos de forma contextualizada e facilitada. A proposta em questão, busca contribuições do ponto de vista sociocultural, conceitual e motivacional no que se refere a aprendizagem da física.
Na sequência do texto, apresenta-se a metodologia do trabalho desenvolvido e os resultados alcançados. Para concluir teceu-se as reflexões ou considerações finais do trabalho.
## Desenvolvimento
Como relatado acima, a história da física trabalhada de forma articulada com o enfoque CTSA, pode proporcionar a formação de cidadãos críticos capazes de
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tomar decisões frente à sociedade. Conforme Nascimento (2010) um aluno que compreenda a ciência como um todo poderá desenvolver, com o tempo, habilidades criativas e hábitos de leitura, o que fará com que estes estudantes passem a ter um maior interesse em aprender, conhecer e compreender um pouco mais sobre a história de determinados cientistas, passando a relacionar o conhecimento de vida dos mesmos com os fatos históricos. Desta forma sua aprendizagem se tornará mais significativa.
Segundo Junior (2017)
Além disso, a história da Ciência aparece como um importante aliado ao ensino de Física, pois permite delinear de forma clara à dinâmica do entendimento do contexto científico da disciplina antecipando entraves à aprendizagem, tornando as aulas mais motivadoras, mostrando a Física como construção humana e não apenas como uma disciplina complexa, repleta de abstrações e com alto grau de precisão lógica, principalmente exigidos na resolução de problemas. (p. 02)
No entanto, muitos professores não utilizam o contexto histórico em suas aulas. Um dos motivos é o fato de muitos docentes que atuam na disciplina de Física não serem formados na área, o que dificulta o desenvolvimento de um trabalho com propriedade neste sentido. Estes, por não terem a formação, podem acabar tornando as aulas entediantes, limitando à aprendizagem à livros didáticos, o que traz muitas repetições de equações.
Desta forma, conforme Nascimento (2010), com o tempo os alunos passam a não gostar da disciplina, fato este lamentável. Ouvir de um aluno a frase, 'eu odeio física' é muito triste ao professor e mais lastimável ainda é lembrar que essa disciplina dispõe de todos os requisitos para estar entre as mais simpatizantes por se tratar de uma ciência experimental e cotidiana.
Segundo o levantamento do Jornal Folha de São Paulo (2017), dos 494 mil docentes que trabalham no ensino médio, 228 mil (44,3%) atuam em pelo menos uma disciplina para a qual não tem formação. Tal número de professores com formação adequada em todas as aulas dadas representa 53,7% do total. Nota-se que quase a metade dos professores do ensino médio do país dá aulas de disciplinas para as quais não têm formação específica. Se por um lado, o problema atinge a rede pública e também escolas privadas sendo mais evidente para algumas matérias, como é o caso da disciplina de Física, por outro lado, essa falta de profissionais se dá porque muitos jovens já têm uma aprendizagem mínima nessas disciplinas, então poucos vão para a área no ensino superior e também por receio de fracassar em uma profissão. De tal maneira, os jovens que acabam adentrando ao ensino superior, em geral, procuram engenharias ou outras profissões mais rentáveis.
Esta pesquisa mostra que mais da metade dos professores brasileiros não têm licenciatura na área em que atuam.
Finalmente, conforme Junior (2017) não existe evidência conclusiva sobre a utilização da História da Ciência no ensino de Ciências. No entanto, acredita-se que buscar estratégias que busquem sua inclusão só trará benefícios aos estudantes. Tais como interação (aluno/aluno, aluno/professor, professor/aluno), uma compreensão melhor do assunto que é abordado em sala de aula e mostrar ao aluno a verdadeira história da ciência, mostrando a ele que tudo que temos hoje em
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dia partiu de uma necessidade e que determinadas pessoas através da ciência contribuíram e muito para que isso se realizar-se.
## Metodologia
A proposta metodológica iniciou-se com a realização de um seminário com os estudantes, onde foi realizada uma homenagem ao dia do Físico, comemorado na data de 19 de maio. Ainda nesta ocasião foi realizado um monólogo onde Albert Einstein e Marie Curie, representados por dois bolsistas do PIBID, apresentavam-se aos alunos mostrando suas histórias de vida, suas contribuições para a construção da ciência e sua importância para a história. Finalmente, foi trabalhado com um vídeo sobre a vida dos principais físicos que fizeram contribuições relativas a construção de conhecimentos estudados no ensino médio.
Após estas intervenções, houve a organização dos alunos por grupos, sendo que os mesmos foram instigados a produzir uma peça de teatro ou um vídeo sobre a vida de um cientista de livre escolha. As peças e os vídeos foram posteriormente apresentados em um Festival de Teatro e Vídeo promovido na escola com o apoio do PIBID.
Na figura 01 está exposta uma fotografia relativa ao monólogo realizado por uma das bolsistas representando Marie Curie.
Figura 1: Apresentação da proposta metodológica de trabalho. Monólogo de Marie Curie
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Na sequência do trabalho, durante o período de um mês, foram ofertadas monitorias pelos bolsistas do Programa com o objetivo de orientar aos estudantes sobre a elaboração e a montagem das peças teatrais e dos vídeos.
Após esta etapa, no terceiro momento, ocorreu o evento onde os trabalhos produzidos pelos grupos de alunos foram apresentados a comunidade escolar. Houve avaliação das apresentações, sendo que os vídeos e as peças teatrais mais criativos foram premiados.
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Figura 2: Grupo apresentando uma peça teatral
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## Análise dos resultados
A avaliação do processo se deu no espaço do Subgrupo PIBID em conjunto com o professor supervisor e a coordenação do projeto. Esta foi realizada tendo com base em um roteiro avaliativo que foi respondido pelos integrantes do grupo, pelos docentes envolvidos no processo e pela coordenação pedagógica da escola. O roteiro contemplou basicamente os seguintes aspectos: reflexão sobre os pontos positivos e negativos em termos de planejamento e implementação da atividade; pontos positivos e negativos em relação a participação dos acadêmicos, docentes e alunos da escola; aprendizagens adquiridas e sugestões de melhorias do trabalho.
A inserção do contexto histórico como estratégia metodológica na educação, principalmente no ensino-aprendizagem da disciplina de Física, trouxe resultados positivos. Através da metodologia utilizada os estudantes envolvidos passaram a ter uma visão mais positiva da disciplina e também pelo estudo da Ciência. Segundo Junior (2017)
História da Ciência para a prática da Educação em Ciências, especificamente para o ensino aprendizagem em Física, ressaltando o seu caráter integrador no processo de construção humana e com o uso coerente de teorias de ensino que reforcem esse processo de construção. Não se trata em hipótese alguma em trocar a Física pela História, e sim, apresentar um recurso metodológico que poderá tornar o ensino de Física atrativo, fundamentado em teorias de Ensino eficazes e que fortalecem o processo, bem como, despertar o interesse pelo conhecimento científico, preenchendo as lacunas quanto ao ensino de Ciências, notadamente evidenciado pelas discussões que giram em torno da disciplina. (p. 02)
Conforme a coordenação pedagógica escolar, a atividade realizada foi muito satisfatória, pois houve empenho dos alunos e união das turmas pelo fato de o trabalho ser desenvolvido de forma coletiva. Sendo de pedido exclusivo da direção que estas atividades fossem mais realizadas pelos bolsistas do projeto no qual se fez de grande avalia para escola.
Por outro lado, apesar de algumas turmas não se comprometerem e não realizarem a atividade de forma esperada, ao ver os trabalhos dos demais colegas
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sentiram-se incomodados e manifestaram junto ao professor da disciplina o desejo por participar de atividades semelhantes em momentos futuros. Como aspecto positivo, o professor supervisor da escola parceira, relata que a atividade trouxe para a maioria das turmas um maior comprometimento dos estudantes, união e dedicação em realizar um bom trabalho.
Além disso, os estudantes relataram que a busca pelo perfil histórico dos cientistas os tornou mais 'reais', estes passaram a ser vistos como sujeitos e não como mitos, aproximando suas histórias ao desenvolvimento industrial, cultural e social da época em que viveram. Desta forma, a disciplina de Física passou a ter um sentido mais amplo, afastando a visão 'calculista' da mesma.
Observou-se também como aspectos positivos o posicionamento da escola, que acolheu a atividade, e a efetiva participação dos alunos. A estratégia metodológica escolhida possibilitou aos alunos uma melhor compreensão dos fenômenos abordados na disciplina e, como consequência, os alunos puderam ter uma visão mais ampla da ciência na sociedade de modo geral, desse modo passaram a ter um maior conhecimento sobre os cientistas estudados.
## Considerações Finais
Acredita-se que é imprescindível que os alunos saibam/conheçam a História da Física, para que cheguem a uma aprendizagem menos memorística, mais significativa e, portanto, mais duradoura.
A física tem trazido não somente mudanças fundamentais acerca do mundo material, matemático e filosófico, mas também, por meio da tecnologia, uma transformação da sociedade em si (COLOMBO, 2012, p.01). A história da Física não é recente, mesmo assim, este tema não é tratado como deveria nas salas de aula. Para isso se faz necessário que os docentes que lecionam tenham formação na área, uma biblioteca com bons livros didáticos e interesse em contextualizar os conteúdos ministrados.
Para isso acreditamos que o docente deve usar subsídios diferenciados para que os alunos possam ter uma fácil compreensão e um possível gosto pelo assunto abordado. Dentro deste contexto as práticas de teatros, saraus, vídeos, filmes, debates entre outros, como estratégias de ensino-aprendizagem na disciplina de física, são opções possíveis e significativas, pois através de atividades mais dinâmicas os alunos podem 'sentir' a matéria e ver de um ângulo totalmente diferente do que estão acostumados. Assim, os mesmos aprenderão com criatividade, segundo filósofos e epistemólogos, 'criatividade é um processo construtivo que envolve tanto nosso conhecimento quanto nossas emoções ou nosso impulso de criar novos significados e novos modos de representar esses significados' (NOVAK e CAÑAS, 2010, p.09).
Em suma, a Física não pode ser resumida em aplicações de fórmulas/equações. A disciplina precisa ser contextualizada e entendida como um referencial essencial para a vida. Finalmente, ela também pode ser tomada na perspectiva de aprendizagem, tanto para professores quanto para estudantes, proporcionado mudanças significativas nas práticas e como tal, pode ser avaliada e de forma significativa e inovadora na formação para a cidadania e o espírito cientifico.
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## Referências
COLOMBO F. História da Física . 2012 p.1 Disponível em: http://f1colombohistor iando.blogspot.com.br/2012/08/historia-da-fisica.html. Acesso em: 27 de julho de 2017.
JORNAL FOLHA. Quase 50% dos professores não têm formação na matéria que ensinam . Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/01/1852259quase-50-dos-professores-nao-tem-formacao-na-materia-que-ensinam.shtm. Acesso em: 31/07/2017
JUNIOR, J. G. D. S. L. et al. A História da Ciência como estratégia metodológica no ensino aprendizagem de Física. Scientia Plena, v. 13, n. 01, 2017. ISSN 1808-2793.
MATTHEWS, M. R. História, Filosofia e Ensino de Ciências: a tendência atual de reaproximação. Caderno Catarinense do Ensino de Física, Florianópolis, v. 12, n. 3, p. 164-214, 1995.
NASCIMENTO, T. Repensando o ensino da Física no ensino médio. UECE. Centro de Ciências e Tecnologia. Fortaleza, 2010.
NOVAK, J. D; CAÑAS, A. J. A teoria subjacente aos mapas conceituais e como elaborá-los e usá-los. Práxis Educativa , Ponta Grossa, v.5, n.1, p 9-29, jan.-jun. 2010a. Disponível em http://www.periodicos.uepg.br
SEQUEIRA, M.; LEITE, L. A História da Ciência no Ensino: Aprendizagem das Ciências. Revista Portuguesa de Educação , v. 2, n.1, p. 29-40, 1988.
VASCONCELOS, V. A.; Andrade, B. D. S. Abordagem da separação de misturas no ensino fundamental sob o enfoque CTSA visando a contextualização no ensino de ciências. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, v. 8, n. 1, p. 1-13, 2017. ISSN 2179-426X.
SGARBI, Antonio Donizetti. HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA NA PERSPECTIVA CTSA: UMA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM TURMA MULTIDISCIPLINAR. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE HISTÓRIA E CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA , 15., 2016, Florianópolis. Anais... . Florianópolis: N/s, 2016.p.2-2.Disponível em:<http://www.15snhct.sbhc.org.br/resources/anais/12/14713 16138\_ARQUIVO\_HISTORIAEFILOSOFIADACIENCIANAPERSPECTIVACTSA.pdf >. Acesso em: 05/09/2018.
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