Pular para o conteúdo
Buscador da Pesquisa em Ensino de Física Busca em texto completo · v0.3.0

O desenvolvimento das pesquisas em Física no Brasil nas décadas de 1940 e 1950 e as consequências advindas para o estudo em Física

Pedro Henrique Cerqueira Vieira, Milton Souza Ribeiro Miltão

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
29/01/2019
Linha de pesquisa
História, Filosofia E Sociologia Das Ciências E O Ensino De Física
Tipo
Pôster

Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2019

Texto completo

## O desenvolvimento das pesquisas em Física no Brasil nas décadas de 1940 e 1950 e as consequências advindas para o estudo em Física

## Pedro Henrique Cerqueira Vieira , Milton Souza Ribeiro Miltão 1 2

## Resumo

Neste trabalho buscamos compreender aspectos internalistas e externalistas do processo de institucionalização e desenvolvimento das pesquisas em Física no Brasil nas décadas de 1940 e 1950 e as consequências para a consolidação da Ciência no país. No inicio da década de 1940 formaram-se no Brasil os primeiros Físicos, estudantes dos cursos de Física das Faculdades de Filosofia criadas na década anterior. Esses recém-formados foram contratados para ocupar cargos como assistentes dentro dos departamentos e assim serem integrados às pesquisas, em física, mais importantes na época. Essa década também foi marcada pelo forte transito internacional destes físicos em busca de aprimorarem suas formações nos maiores centros acadêmicas, trabalhando em colaboração com os mais notáveis pesquisadores da época. Com o retorno ao Brasil, após vivencia internacional, ficou evidente a necessidade de aperfeiçoamento das instituições já existentes, alem da criação de novas e de mecanismo de incentivo a pesquisa, o que culminou, então na criação de instituições como o Centro Brasileiro de Pesquisas Física (CBPF) em1949 e o Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) três anos mais tarde. A década de 1950 é marcada pela construção de dois aceleradores de partícula em São Paulo, o Betatron que foi completamente instalado em 1951 e o gerador Van der Graff que começou a funcionar em 1954, tem inicio a Era da Física Nuclear no Brasil quando forma-se um núcleo constituído pelos físicos experimentais e teóricos, que em colaboração, examinam os resultados produzidos e interpretados no país. O desenvolvimento das pesquisas em Física no Brasil durante as décadas de 1940 e 1950 é de valor inestimável, tendo em conta que além do papel cientifico real, no que se diz respeito sobre as contribuições que trouxe à comunidade cientifica internacional, há também associado um significado ao qual não se pode mensurar a importância quando se observa o legado deixado ao futuro das pesquisas realizadas no país.

Palavras-chave : Física no Brasil, Pesquisas em Física no Brasil, Física Nuclear no Brasil

## Introdução

As pesquisas em Física no Brasil, do ponto de vista institucional, tiveram o inicio de sua sistematização durante a década de 1930, com a criação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFCL/USP) em 1934 e da Faculdade Nacional de Filosofia na Universidade do Brasil (FNFi/UB) em 1939, o que possibilitou a formação de físicos capacitados ao ensino e a realizar pesquisas cientificas dentro do pais. Antes disso, aqueles que realizavam pesquisas em física no Brasil faziam de forma isolada e com recursos próprios, até mesmo para buscar formação especifica no exterior, tendo em vista que não existiam antes instituições no país com capacidade de proporcionar tal formação, tão pouco mecanismos que fornecessem bolsas de estudo dentro ou fora do país.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Entender os processos que a partir da institucionalização levaram a consolidação das Pesquisas em Física no Brasil é essencial para que possamos refletir sobre o presente estado dessa ciência no país e traçar perspectivas para o futuro.

Assim, neste trabalho buscamos apresentar um esboço do desenvolvimento das Pesquisas em Física no Brasil nas décadas de 1940 e 1950, período no qual os primeiros grandes nomes da Física Brasileira surgem e desenvolvem suas principais pesquisas, assim como travam 'grandes batalhas' pela consolidação da ciência no país, também possibilitando a fundação de grandes instituições e políticas de fomentos que proporcionaram ao país pela primeira vez políticas científicas próprias.

## As Faculdades de Filosofia

No Brasil, na década de 1930 foram criadas as primeiras Faculdades de Filosofia, assim é que em 1934 é fundada pela elite de São Paulo a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) na Universidade de São Paulo; cinco anos mais tarde, a Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) é fundada na Universidade do Brasil (UB), no entanto as condições dadas às Faculdades é bem distinta.

Em São Paulo, para a formação da FFCL, foram contradados cientistas estrangeiros em plena atividade cientifica, sobretudo os vindos ao Brasil pela chamada 'Missão italiana', para a organização e composição do corpo docente de seus Departamentos; lhes foram dadas boas condições de trabalho como bibliotecas e laboratórios bem equipados, alem do regime de dedicação exclusiva, para que os professores e pesquisadores pudessem trabalhar em tempo integral em seus laboratórios. O Departamento de física daquela faculdade e seus laboratórios tiveram sua organização sob a orientação do físico ítalo-ucraniano Gleb Wataghin.

No Rio de Janeiro, foi instalada no ano de 1935 a Universidade do Distrito Federal (UDF), o físico alemão Bernhard Gross foi o responsável pela organização do Departamento de física. Em 1939, com a extinção da UDF, o corpo docente e discente de tal Departamento foi integrado à FNFi da Universidade do Brasil criada no mesmo ano, cujo a organização e coordenação ficaram sob a responsabilidade de Joaquim Costa Ribeiro; embora naquela Faculdade, diferentemente do que aconteceu na FFCL, não se tenha contado com apoio financeiro expressivo para a aquisição de equipamentos de pesquisa necessários para montagem de laboratórios e para formação de bibliotecas, também eram negados aos professores que solicitavam o regime de tempo integral, para que pudessem dedicar-se exclusivamente às atividades acadêmicas.

## A Primeira Geração brasileira de Físicos

No fim da década de 1930 e início de 1940 formam-se, nas Faculdades de Filosofia, os alunos das primeiras turmas dos cursos de física e de matemática. Esses recém-formados físicos eram contratados para ocupar cargos de assistentes dentro dos departamentos e assim poderiam dar inicio às suas carreiras como pesquisadores, já se ocupando com temas importantes para a física na época e sendo inseridos a comunidade cientifica internacional.

- O primeiro físico formado no Brasil, sob a perspectiva cronologia, foi Marcello Damy de Souza Santos em São Paulo, em 1936, naquele mesmo ano ainda se formaram Paulus Pompeia, Mario Schenberg e Jayme Tiomno. Nos anos

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

seguintes alguns outros se formaram entre eles se destacaram posteriormente por suas contribuições à física: Yolande Monteux, que em 1938 se tornou a primeira mulher formada em física no Brasil, Oscar Sala, José Leite Lopes, Sonja Achauer, José Goldemberg, Elisa Frota-Pessoa, Cesar Lattes, Neusa Margem, etc. Esses são representantes do que pode se chamar de primeira geração de físicos brasileiros. Esses físicos deram continuidade a suas formações no exterior estagiando e fazendo cursos de especialização (Mestrado, Doutorado) nos maiores centros universitários da época na Europa e Estados Unidos.

No que se diz respeito das atividades de pesquisa pode-se dividir essa geração basicamente em dois grupos: um de físicos teóricos que se dedicavam às pesquisas sobre fundamentos da mecânica quântica, teoria da radiação cósmica, teoria dos mesons, teoria quântica de campos, teoria dos campos e das partículas elementares e outro de físicos experimentais que a priori se destacam os trabalhos sobre radiação cósmica e mais tarde com foco nos trabalhos em física nuclear experimental.

## Desenvolvimento e Consolidação da Física brasileira (1940 - 1955)

A década de 1940 foi de grande trânsito internacional para os físicos brasileiros que partiam para Europa e Estados Unidos para concluir sua formação, no exterior frequentavam universidades tradicionais como as de Bristol, Princeton, Cambridge, Berkeley, etc. Nelas puderam conviver e trabalhar direta e indiretamente com os mais importantes nomes da física na época, são exemplos Schenberg que trabalhou com Enrico Fermi e George Gamow; Leite Lopes que em Princeton trabalhou com Josef M. Jauch e teve como orientador do doutorado Wolfgang Pauli; Sonja Ashauer foi também orientada em seu PhD por Paul Dirac; Cesar Lattes em Bristol na Inglaterra realisou trabalhos com Giuseppe Occhialini e Cecil Powell sobre as observações do píon.

Em meados da década de 1940, com o retorno dos físicos ficava evidente a necessidade de mudanças e avanços quando se comparava as estruturas aqui existentes com as que haviam vivenciado no exterior. Em São Paulo, na FFCL, iniciaram-se as construções de dois aceleradores de partículas o Betatron e o gerador Van der Graff, as equipes de físicos experimentais que construíram cada um dos aceleradores eram lideradas respectivamente por Marcello Damy e Oscar Sala. O Betatron foi completamente instalado em 1951, nele se aceleravam elétrons para que colidissem, dando origem a feixes de fótons para bombardear núcleos atômicos, provocando reações foto-nucleares. Três anos mais tarde, em 1954, começou a funcionar o gerador Van der Graff, esse gerava feixes de partículas nucleares para bombardear núcleos, afim de estudar outros aspectos da estrutura nuclear (distribuição angular dos produtos das reações, níveis de ressonância, etc.). Teve inicio a partir daí o que ficou conhecido como Era da Física Nuclear Experimental no Brasil.

No Rio de Janeiro a solução para os antigos problemas de falta de verbas destinadas a FNFi e da não concessão de regime de tempo integral aos professores entre outros, parecia ser a criação de uma instituição privada destinada a investigação cientifica. Então, incentivados e aconselhados pelo então Ministro do Itamarati, João Alberto Lins de Barros, em Janeiro de 1949, um grupo de físicos encabeçados por Tiomno, Leite Lopes, Lattes fundaram o Centro Brasileiro de Pesquisas Física (CBPF), como uma sociedade civil sem fins lucrativos; o prestigio e

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

fama internacional adquirido por esses três, sobre tudo Lattes, nos anos anteriores por seus trabalhos de pesquisa desenvolvidos no exterior foi de grande valia para a comoção popular e obtenção e recursos financeiro que possibilitaram a criação do centro. Aquela instituição passou a trabalhar em colaboração com a FNFi, mais tarde obteve mandato universitário e podendo trazer e levar estudantes da graduação para cursos e trabalhos em seus laboratórios, também passou a oferecer cursos de pós-graduação.

A criação em 1951, do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), presidido por Álvaro Alberto da Motta e Silva, proporcionou ao Brasil pela primeira vez uma política científica própria. Política que consistia em:

- [...] concessão de bolsas de estudos e de pesquisas, no país e no exterior, de auxílios a institutos científicos e universidades, inclusive complementação de salários para a dedicação exclusiva de pesquisadores, criação de instituições científicas importantes para o país, como o Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA) - uma região veladamente ameaçada na época, de internacionalização - e o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA); facilidades para a importação e a construção de equipamentos necessários à investigação científica. (LEITE LOPES, 2004, p.28).

A criação do CBPF e do CNPq possibilitaram uma maior circulação internacional para os físicos formados em nosso país, assim como a vinda de físicos de renome internacional para nossas instituições, onde davam de uma forma ou de outra suas contribuições para o desenvolvimento de nossa ciência. Entre os estrangeiros que vieram ao Brasil pode-se citar, Richard P. Feynman, Ugo Camerini, Gert Molière, Hans Joos, Guido Beck, David Bohn, etc.

A partir de então, na década de 1950, com as melhores condições estruturais nas Faculdades de Filosofia, tanto na Universidade de São Paulo quanto na Universidade do Brasil, e também fora delas como o caso do CBPF e agora contando com professores melhor capacitados ao ensino e realizando pesquisas nos assuntos mais urgentes na física com o Brasil inserido na comunidade cientifica internacional, concessões de bolsas aos estudantes e apoio financeiro às instituições por parte da CNPq, não só foi intensificada a circulação internacional e importância dos nossos cientificas, mas também a busca pelo aprimoramento das formações das gerações futuras.

## Considerações Finais

As Faculdades de Filosofia, na época, recém-criadas proporcionaram a formação dos primeiros propriamente ditos físicos brasileiros, as pesquisas que foram desenvolvidas por estes desde o principio de suas formações e continuando ao longo das décadas seguintes se mostraram de grande relevância para o cenário internacional, também foi o período de ajustes e consolidação das instituições, assim como o surgimento de algumas outras que se mostraram mais tarde também importantes ferramentas a serviço do desenvolvimento cientifico brasileiro.

O desenvolvimento das pesquisas em física no Brasil durante as décadas de 1940 e 1950 é de valor inestimável, tendo em conta que além do papel cientifico real no que se diz respeito sobre as contribuições que trouxe à comunidade cientifica

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

internacional, há também associado um significado ao qual não se pode mensurar a importância quando se obseva o legado deixado ao futuro das pesquisas realizadas no país.

No tocante da Física de Campos o período foi rico nos avanços e mudanças de perspectivas, os trabalhos realizados, por físicos brasileiros assim como os de físicos estrangeiros que por aqui residiam, nesse sentido contribuíram para o desenvolvimento da ciência e ajudaram a consolidar o que hora é a base das pesquisas realizadas aqui e no exterior.

## Referências

BASSALO, J. M.F. As Raízes da Física Brasileira. Ciência e Sociedade . Rio de Janeiro, 1960.

DANTES, M. A. M.;CHASSOT, W. C. F. Sonja Ashauer (1923-1948) In: SAITOVITCH, E. M. B. et al. Mulheres na Física . São Paulo, 2015. p. 95-113.

ENDLER, A. M. F. Neusa Amato, pioneira. In: SAITOVITCH, E. M. B. et al. Mulheres na Física . São Paulo, 2015. p.153-169.

ENTREVISTA : Mário Schenberg. Trans/Fonn/ Ação , São Paulo, 3 :9-62, 1980.

FÁVERO, M.L.A.;PEIXOTO, M.C.L.;SILVA, A.E.G. Professores Estrangeiros na Faculdade Nacional de Filosofia, RJ (1939-1951), Cad. Pesq ., São Paulo (78): 5971, agosto 1991.

FREIRE JR, O. Amélia Império Hamburger (1932-2011). In: SAITOVITCH, E. M. B. et al. Mulheres na Física . São Paulo, 2015. p. 171-183.

GOLDEMBERG, J. 100 Anos de Física. Ciência e Sociedade. São Paulo. v.2,n.2.

GROSS, BERNHARD. Lembranças de um Físico no Rio de Janeiro (1933-1947). Revista Brasileira de Ensino de Física , v. 33, n.2, p. 266-271, 2000.

HOMENAGEM à Professora Elisa Frota-Pessôa. In: SAITOVITCH, E. M. B. et al. Mulheres na Física. São Paulo, 2015. p. 115-136.

LEITE LOPES, J.. Uma História da Física no Brasil . São Paulo: Editora Livraria da Física, 2004.

MOTOYAMA, S.; Gordon, A. M. P. L. . Oscar Sala, pioneiro da física nuclear no Brasil. Ciência e Cultura , v. 62, p. 16-19, 2010.

ROSA, C. W. ; ROSA, A. B.. O ensino de ciências (Física) no Brasil: da história às novas orientações educacionais. Revista Iberoamericana de Educación , v. 58, p. 1-24, 2012.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA. A Física no Brasil , 1987.

SOUZA SANTOS, M. D. Os precursores da física no Brasil. Física na Escola , v. 8, n. 2, p.48-52, 2007.

TIOMNO, Jayme. Jayme Tiomno (depoimento, 1977). Rio de Janeiro, CPDOC , 2010. 69 p.

VIDEIRA, A. A.P. O Nacionalismo entre os Físicos Brasileiros no Periodo entre 1945e 1955. CBPF-CS-004/04. Rio de Janeiro.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

VIEIRA, C. L. História da Física . 1.ed. Rio de Janeiro, CBPF, 2015.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.