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A HISTÓRIA DA CIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA DO IFG

Daniela Furtado Campos, José Hilton Pereira Da Silva

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
29/01/2019
Linha de pesquisa
História, Filosofia E Sociologia Das Ciências E O Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## A HISTÓRIA DA CIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA DO IFG

## Daniela Furtado Campos 1 , José Hilton Pereira da Silva 2

1 UNESP/FCLAr/ECiEA, danielafurtadocampos@gmail.com

2 IFMG/Bambuí, hilton.silva@ifmg.edu.br

## Resumo

Este trabalho é um recorte de uma pesquisa maior e tem, como objetivo, apresentar uma análise acerca da disciplina História da Ciência (HC), em dois cursos de licenciatura em Física do Instituto Federal de Goiás (IFG). Para isso, foram analisados documentos oficiais dos cursos (Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC), as matrizes curriculares e os programas das disciplinas). Também foi realizada uma entrevista semiestruturada, por meio da qual buscamos conhecer aspectos da atuação de um dos professores que trabalhou com uma das disciplinas. Como resultado identificamos que, nos cursos analisados, a HC é trabalhada em disciplinas específicas, com ementas e bibliografia básica diferentes, inseridas em momentos distintos, ao longo do curso (uma no início e a outra no final). A bibliografia referenciada nos programas das duas disciplinas atende às ementas propostas. A entrevista revelou que o professor, embora não fosse especialista em HC, buscou promover discussões que envolviam a construção do conhecimento científico, a natureza da ciência, o método científico e a Ciência como atividade humana. Esses dados oferecem elementos que podem ajudar a compreender como a HC é trabalhada na formação inicial de professores de Ciência.

Palavras-chave : História da Ciência. Formação de Professores. Licenciatura em Física.

## Considerações iniciais

A visão tradicional de Ciência presente no senso comum e na comunidade científica é de uma atividade neutra, que possui uma lógica interna e que não sofre com influências externas como: economia, aspectos socioculturais, ambientais, entre outros (SILVA et al., 2008). Boa parte desta visão distorcida da Ciência é interiorizada pelos professores e depois reproduzida por eles em sala de aula. Essa visão deformada do trabalho científico é composta por imagens ingênuas e afastada da construção do conhecimento científico (PÉREZ et al., 2001).

Este cenário é um campo fértil para a inserção da História da Ciência (HC) no Ensino de Ciências (EC), visto que ela pode ajudar a diminuir essas visões distorcidas da Ciência e propiciar a formação de cidadãos mais críticos e conscientes do seu papel na sociedade. Entendemos, assim como Silva e colaboradoras (2008), que a utilização de HC em todos os níveis escolares e em todas as disciplinas pode facilitar a compreensão dos conteúdos, além de uma visão crítica da Ciência.

Para que isso aconteça é preciso pensar no professor. Como ele poderá utilizar a HC em suas aulas se ele não tiver conhecimento para tal? Um dos caminhos possíveis para resposta é a inserção de disciplinas com conteúdos histórico-filosóficos nos cursos de formação de professores de Ciências e nos cursos de formação continuada.

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Dos diversos locais destinados à formação de professores de Ciências no país nos chama a atenção os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IF). Essas instituições foram criadas pela Lei Federal n.º 11.892/2008 e são obrigadas a oferecer 20% de suas vagas em cursos de formação de professores para a educação básica, preferencialmente, na área de Ciências da Natureza e Matemática (BRASIL, 2008). De acordo com o estudo de Lima (2013, p. 96) foram catalogados 329 cursos de licenciatura destinados à formação de professores nestas instituições, sendo que 170 destes eram destinados à área de Ciências da Natureza (Física - 50, Química - 68, Ciências Biológicas - 46 e Ciências da Natureza - 06).

Nesse sentido propusemos a pesquisar sobre a realidade da formação inicial de professores da área de Ciências da Natureza no Instituto Federal de Goiás (IFG). Como este texto é o recorte de uma pesquisa maior, apresentaremos apenas os resultados referentes às seguintes questões: o que é possível perceber acerca da HC trabalhada nos cursos de formação de professores de Física do IFG, a partir do ponto de vista dos seus documentos oficiais? Qual é a concepção de ao menos um de seus professores sobre os conteúdos histórico-filosóficos trabalhados em disciplinas que envolvam HC?

Assim, o objetivo deste trabalho é caracterizar a HC desenvolvida na formação de professores de Física do IFG a partir de seus documentos oficiais (PPC, matrizes curriculares, programas das disciplinas) e de uma entrevista semiestruturada.

Utilizamos como metodologia a pesquisa documental. Este tipo de pesquisa se caracteriza pelas informações contidas em documentos escritos sem tratamentos científicos e que não foram divulgados (SÁ-SILVA; ALMEIDA; GUINDANI, 2009). Os documentos são, portanto, informações sistemáticas que podem estar em diferentes suportes e que não tiveram interpretações sobre seus conteúdos (MALHEIROS, 2011).

A entrevista, segundo Lüdke e André (1986), é uma técnica de coleta de dados que propicia uma interação entre pesquisador e entrevistado, além de permitir uma leitura das entrelinhas que existem nas respostas.

A entrevista foi realizada após a leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelo professor entrevistado. A partir da transcrição, pudemos realizar análises buscando pontos de convergência e divergência em relação aos documentos estudados. Nela procuramos detalhes que pudessem esclarecer alguns pontos de forma a complementar os dados obtidos a partir dos documentos.

## Fundamentação teórica

Diversos autores (FIGUEIRÔA, 2009; DUARTE, 2004; DELIZOICOV; DELIZOICOV, 2012; ZANOTELLO, 2011; GATTI; NARDI; SILVA, 2010; MARTINS, 2007; entre outros) defendem a inserção da HC no EC por acreditarem que ela pode ajudar professores e alunos a terem uma visão de Ciência menos ingênua e para que possam compreender a natureza do conhecimento científico. Espera-se, desta forma, que estes profissionais possam ser capacitados para refletir sobre que sociedade deseja para o futuro (BAGDONAS; ZANETIC; GURGEL, 2014). O estudo

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da natureza da Ciência ajuda nesse processo porque enfrenta o problema das verdades científicas e as apresenta como limitadas e provisórias.

A HC pode, além de ser uma significação dos conhecimentos escolares, desmistificar o método científico, propiciar a elaboração de novas estratégias para o EC e promover o pensamento crítico. Penitente e Castro (2010) falam sobre a relevância de HC na formação do professor. Para eles é necessário que se conheça o passado, o desenvolvimento e as visões do conhecimento científico, de forma que o professor compreenda o papel da Ciência como um recorte da realidade, além de estar ligada a outras áreas.

A inclusão de reflexões epistemológicas na formação dos professores é um elemento indispensável para a superação do ensino tradicional, pautado no empirismo (DELIZOICOV; SLONGO; HOFFMANN, 2011). Essa perspectiva pode contribuir para que os professores se apropriem dos conteúdos de forma contextualizada e desenvolvam uma compreensão firme e crítica do processo de construção e uso dos conceitos (BRINCKMANN; DELIZOICOV, 2009).

De acordo com Rosa e Penido (2005), os cursos de formação de professores devem colaborar com seus alunos para a sua conscientização de visão de mundo, de forma que sejam capazes de refletir sobre suas ações e de contextualizar seus conhecimentos e, consequentemente, sua prática docente. O licenciando deve discutir História e Filosofia da Ciência de forma independente das questões de ensino para não ter uma formação frágil, e cometer os erros de ter em suas aulas uma quasi-história.

Tavares (2010) apresenta alguns tipos de abordagem para conteúdos que envolvem a HC e destaca que são as particularidades que devem ser observadas antes da escolha da abordagem a ser feita. O autor diz que no planejamento da aula é necessário que o professor se questione sobre qual conteúdo será desenvolvido, qual turma será a aula, qual a ênfase será dada nas atividades com a HC, para só assim decidir qual será a abordagem utilizada.

O Instituto Federal de Goiás (IFG) é formado por 14 unidades distribuídas em várias regiões nas seguintes cidades do estado de Goiás: Águas Lindas de Goiás, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Cidade de Goiás, Formosa, Goiânia, Goiânia Oeste, Inhumas, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Senador Canedo, Uruaçu e Valparaíso. Nele há várias licenciaturas, dentre elas, as de Ciências da Natureza, conforme determina a legislação.

Neste estudo nos concentramos nas únicas duas Licenciaturas em Física oferecidas pelo IFG, uma alocada no campus Jataí (30 vagas anuais no período noturno) e outra no campus Goiânia (30 vagas semestrais no período vespertino).

## Apresentação e análise dos dados

Na tentativa de responder à questão de pesquisa dessa investigação, buscamos conhecer como os conteúdos histórico-filosóficos eram tratados nas duas licenciaturas. Quando analisamos os PPC, as matrizes curriculares e os programas das disciplinas, percebemos que apenas duas disciplinas abordavam aspectos da HC: a de 'História da Ciência' (campus Jataí) e 'Evolução da Física' (campus Goiânia).

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A disciplina de 'História da Ciência' acontece no sétimo período do curso em Jataí e a 'Evolução da Física' no primeiro período do curso em Goiânia. As ementas das disciplinas são:

História da Ciência: A Ciência da Antiguidade. A Idade Média e o Período Pré-Renascimento. A Renascença. A ciência e as teorias físicas do século XVIII e XIX; As origens da Física Moderna; A Física e as Revoluções Tecnológicas; A História da Ciência no Brasil. (IFG, Jataí, 2007).

Evolução da Física: As teorias físicas da antiguidade e da idade média. A revolução científica nos séculos XVI e XVII. Desenvolvimento e consolidação da Física Clássica. Eletromagnetismo e Relatividade. A termodinâmica e o nascimento da Mecânica Quântica. Desenvolvimento e consolidação da Física Moderna. Situação atual da Física. A Física no Brasil. Métodos da formação da Física. Características de uma teoria física. A ciência como uma atividade humana. A ciência e a tecnologia. A responsabilidade do cientista. (IFG, Goiânia, 2014).

Em nosso entendimento, as ementas das disciplinas indicam um caminho pelo progresso/construção da Ciência ao longo do tempo, visto que elas apresentam a Ciência desde a antiguidade, passando pela Idade Média, pela Revolução Científica, pela Física Moderna e Quântica, pelas revoluções tecnológicas e pela Ciência desenvolvida no Brasil.

Pode-se perceber que os conhecimentos histórico-filosóficos da Ciência não se resumem aos avanços da Física. A Ciência e a Física são demonstradas ao longo do tempo buscando a contextualização dos conhecimentos. A princípio, a HC desenvolvida nas licenciaturas em Física do IFG, do ponto de vista das ementas, oferece explicações e discute a contribuição da Ciência e da Física dentro de um contexto científico.

Para que as ementas sejam cumpridas há a necessidade de uma bibliografia que lhe sirva de aporte teórico. Dessa forma observamos e fizemos análise das bibliografias apresentadas pelos programas das disciplinas.

No curso do campus Jataí, a bibliografia da disciplina 'História da Ciência' apresentava 15 livros em sua lista, sendo os livros da bibliografia básica:

Para compreender a ciência: uma perspectiva histórica - Andery et al. (2004); Gigantes da Física - Brennan (2003); A ciência através dos tempos - Chassot (1994); A estrutura das revoluções científicas - Kuhn (1991); Grandes debates da ciência - Helmann (1999); A matéria: uma aventura do espírito - Menezes (2005); Evolução das ideias da física - Pires (2008); Um discurso sobre as Ciências - Santos (1987); Formação da comunidade científica no Brasil - Schwartzman (1979); De Arquimedes a Einsten, a face oculta da invenção científica - Thuillier (1994). (IFG, Jataí, 2007).

Alguns dos livros, em nossa percepção, podem ser observados como manuais para o ensino de HC. Outros se aproximam de uma divulgação científica e outros que divulgam a Ciência a partir da biografia de cientistas. Também há materiais que trabalham com temas mais específicos da Filosofia da Ciência. Os livros apresentados pela Licenciatura em Física de Jataí podem ser um caminho interessante para a formação inicial, eles podem propiciar aos estudantes uma conscientização de visão de mundo, uma reflexão sobre suas ações e sua prática docente. Este aspecto é defendido por Rosa e Penido (2005), como demonstramos anteriormente.

A bibliografia da disciplina 'Evolução da Física' oferecida pelo Campus Goiânia possuía nove exemplares em sua lista. Os livros que compunham a

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bibliografia básica eram: 'A evolução da física - Einstein e Infeld (2008); Evolução das ideias da física - Pires (2011); Temas atuais de física - Autores diversos (2005)' (IFG, Goiânia, 2014).

De acordo com nossa compreensão, alguns livros podem ser observados como divulgadores da Ciência e como manual para o ensino de História da Física; outro apresenta a história da Física através de personagens históricos. A bibliografia apresentada pelo curso do Campus Goiânia busca oferecer para os alunos a possibilidade de inserção de HC nas aulas no ensino básico.

Após análise dos materiais textuais realizamos a entrevista semiestruturada com um dos professores da Licenciatura em Física do IFG. Ele é formado em História com doutorado em História. Tem aproximadamente 15 anos de docência e há quatro anos pertence ao quadro efetivo de professores do IFG. Havia um ano que ministrava a disciplina relacionada à HC no curso.

Iniciamos a entrevista buscando saber qual era a abordagem dos conteúdos histórico-filosóficos da disciplina por ele ministrada. A sua resposta foi:

[...] é tanto a abordagem internalista como a externalista. [...] penso eu que o desenvolvimento do pensamento histórico científico ele pode ser efetivado de uma maneira muito mais rica e profunda se levarmos em consideração tanto os aspectos das ideias, da história do conceito, da história intelectual, do aspecto internalista, assim como também o aspecto sociocultural, o aspecto histórico, o aspecto sociológico, o aspecto que leve em consideração a objetividade de um mundo externo que está relacionado com o subjetivo, que é o da chamada abordagem externalista. (PROFESSOR DO IFG).

O professor acredita, assim como nós, que não se pode utilizar apenas uma forma de abordagem para os conteúdos histórico-filosóficos. Assim retomamos Tavares (2010), ao relatar das particularidades antes da escolha da abordagem.

Continuando, o indagamos sobre a função de uma disciplina de HC no currículo de uma Licenciatura em Física, e ele disse:

Essencial, essencial e [...] não é porque eu sou o professor não. Essencial mesmo porque pra mim é estéril uma ciência que não saiba de si, e a História e Filosofia da Ciência ela é reflexiva, ela é como se fosse um processo de autoconhecimento mesmo da disciplina, [...] fundamentos filosóficos, fundamentos históricos que podem estar diluídos e que podem estar propositadamente escamoteados porque existe uma política de saber por traz disso [...] ela tem esse papel fundamental de uma percepção de um todo. (PROFESSOR DO IFG).

Em nosso julgamento, o professor argumenta ser estéril a Ciência que não conhece sobre si, de forma que a HC pode ajudar seus alunos a perceber o todo que envolve o conhecimento. Isso vai ao encontro do que já fundamentamos, de que disciplinas como a HC nos currículos das licenciaturas podem permitir aos alunos a compreensão de que a Ciência não está sozinha e que ela se relaciona com outras áreas.

Outra questão levantada foi sobre a importância da HC para a prática de seus alunos, futuros professores. A resposta do professor foi:

Pra que ele não seja um sonâmbulo, pra que ele não seja um autômato, pra que ele não faça um trabalho repetitivo, pra que ele não faça um trabalho isolado; [...] se um profissional trabalhar este conhecimento de uma maneira não histórica ele não sabe o papel que ele está exercendo ali naquele

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momento, porque ele está agindo historicamente sem saber, então ele está agindo como um sonâmbulo, de forma mecânica. (PROFESSOR DO IFG).

A compreensão que temos sobre a fala do professor é que o fato dos alunos não entenderem o que estão fazendo está relacionado ao agir historicamente sem saber, e que dessa forma, serão alheios às situações a que são submetidos. Sua preocupação, em nosso entendimento, é que os futuros professores se tornem profissionais sem consciência. Isso demostra que ele está atento à formação de seus discentes para além da sala de aula, bem como da formação para cidadania.

Esta posição do professor está de acordo com o pensamento de vários autores (BAGDONAS; ZANETIC; GURGEL, 2014; CACHAPUZ; PRAIA; JORGE, 2004; FORATO; GUERRA; BRAGA, 2014; DUARTE, 2004; GANDOLFI; FIGUEIRÔA, 2014; BRITO; REIS; TALON, 2014; entre outros). Todos eles defendem que a HC é importante para que os cidadãos sejam formados conscientes e com habilidades para analisar criticamente a tecnologia e suas relações com a sociedade. A HC tem papel fundamental para uma compreensão contextualizada das ciências visando à formação de cidadãos críticos e evitando que uma visão de conhecimento limitada a proposições positivas sobre o mundo forme sujeitos alienados.

Pelos comentários realizados pelo professor em outros trechos da entrevista, a disciplina é bem focada na Física, e argumenta que as discussões realizadas em sala de aula remetem às bases da História e Filosofia da Ciência. Pelas suas palavras percebemos que toda a ementa é trabalhada, e que os autores que utiliza, não seguem o mesmo raciocínio, sendo até mesmo divergentes e alguns pontos. Ao nosso ver, isso pode ser interessante para que os alunos conheçam diversos pontos de vista sobre um determinado assunto.

## Considerações finais

Defendemos que a HC pode desempenhar um papel importante na melhoria do ensino superior e até mesmo do ensino básico: ao permitir a contextualização do conteúdo, ao desmistificar o método científico, ao promover o questionamento das concepções alternativas, ao mostrar que não existe neutralidade na atividade científica e ao caracterizar a época e as condições em que determinado conceito foi construído. Acreditamos que essas sejam algumas das funções de disciplinas que envolvam conteúdos de HC no currículo de licenciaturas na área de Ciências da Natureza, em especial, de Licenciaturas em Física.

Ainda há a necessidade de entender o que se passa nas aulas em si e a visão dos alunos. Portanto, existe a possibilidade de complementar a pesquisa que fizemos para abrir outras possibilidades e debater sobre a HC na formação de professores de Ciência, em especial, dos professores de Física.

## Referências

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