Iniciação em Pesquisa e a Página do Grupo na Internet: metodologia para o estudo longitudinal da produção de grupos de pesquisa em ensino de física
Arnaldo M Vaz, Júlia Esteves Parreira, João Rafael De Souza Reis, Lucas Rodrigues Abreu, Tais Bastani Ribeiro, Júlia Esteves Parreira
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 29/01/2019
- Linha de pesquisa
- Pesquisa Em Ensino De Física E Suas Metodologias
- Tipo
- Pôster
Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2019
Texto completo
## IniciaGLYPH<141>‹o em Pesquisa e a P‡gina do Grupo na Internet: metodologia para o estudo longitudinal da produGLYPH<141>‹o de grupos de pesquisa em ensino de f'sica
Arnaldo M Vaz 1ab , Jœlia Esteves Parreira , Jo‹o Rafael de Souza Reis 2 3a , Lucas Rodrigues Abreu 3b , Tais Bastani Ribeiro 3a
1 ColŽgio TŽcnico e Programa de P-s-GraduaGLYPH<141>‹o em EducaGLYPH<141>‹o, UFMG, arnaldo@coltec.ufmg.br 2 PUC-Minas e Programa de P-s-GraduaGLYPH<141>‹o em EducaGLYPH<141>‹o, UFMG, julia@pucminas.br 3 Licenciatura em F'sica, UFMG a apoio Fapemig; apoio CNPq b
## Resumo
Que tipo de an‡lise da produGLYPH<141>‹o de seu grupo de pesquisa Ž necess‡ria para lhe dar visibilidade? Que dados sobre sua trajet-ria s‹o relevantes para novos membros do grupo perceberem as mudanGLYPH<141>as que ocorreram no caminho? ƒ dif'cil analisar a produGLYPH<141>‹o acadGLYPH<144>mica do seu pr-prio grupo de pesquisa Ð seja esse grupo formado por uma lideranGLYPH<141>a, seus colaboradores e orientandos; ou por v‡rias lideranGLYPH<141>as. Como fazer uma retrospectiva objetiva de algum aspecto da sua produGLYPH<141>‹o? Neste trabalho, apresentamos a estratŽgia que adotamos para responder essa quest‹o. Tomamos nosso pr-prio grupo de pesquisa como contexto de investigaGLYPH<141>‹o. Restringimos nossa an‡lise a artigos publicados e trabalhos apresentados em eventos. Fizemos ent‹o levantamentos bibliomŽtricos dessa produGLYPH<141>‹o, alguns deles com base em resumos estruturados dos trabalhos originais. Para apresentarmos essa estratŽgia e ilustrarmos que resultados ela proporciona, este trabalho se restringe a um aspecto da produGLYPH<141>‹o de nosso grupo: as metodologias usadas nas pesquisas realizadas ao longo de doze anos. Em decorrGLYPH<144>ncia, s‹o identificadas as categorias que permitem classificar toda produGLYPH<141>‹o do per'odo. Por ser em pequeno nœmero, alŽm dessas categorias mostrarem o mŽrito da adoGLYPH<141>‹o seletiva dos itens dos resumos estruturados para an‡lise da produGLYPH<141>‹o global do grupo de pesquisa, elas nos permitiram afirmar que uma caracter'stica peculiar do grupo Ž o fato de sua produGLYPH<141>‹o ser decorrente da contribuiGLYPH<141>‹o de volunt‡rios na realizaGLYPH<141>‹o das pesquisas.
Palavras-chave : An‡lise de Grupo de Pesquisa, Estudo Longitudinal, TendGLYPH<144>ncias de Pesquisa em Ensino de F'sica
## IntroduGLYPH<141>‹o
Este trabalho Ž sobre dois aspectos importantes da pesquisa em ensino de f'sica: sua divulgaGLYPH<141>‹o e sua iniciaGLYPH<141>‹o. N-s o escrevemos a partir daquilo que passamos, ao lidar com esses desafios. A acolhida de novatas e novatos em um grupo de pesquisa em ensino nem sempre Ž feita com o cuidado de encultura-los em valores e pr‡ticas das ciGLYPH<144>ncias sociais aplicadas e mostrar que eles se encontram em um grupo que tem caracter'sticas œnicas. A formaGLYPH<141>‹o inicial em f'sica acaba por desenvolver a ideia de que a curiosidade Ž uma grande motivaGLYPH<141>‹o para a pesquisa. PorŽm, na ‡rea de pesquisa em ensino de f'sica, muitas vezes os problemas s‹o a motivaGLYPH<141>‹o. Conceitos e teorias tambŽm desempenham funGLYPH<141>›es diferentes na f'sica e na pesquisa em ensino. Um experimento, por exemplo, pode falsear uma teoria f'sica, mas n‹o uma hip-tese explicativa para um fen™meno de ensino- aprendizagem.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
A pesquisa em ensino de f'sica pode ter suas metodologias apresentadas a novatos e novatas como se faz nas diferentes ‡reas de f'sica experimental ou nos diferentes campos da f'sica te-rica. Tal apresentaGLYPH<141>‹o, porŽm, restringe a imagem da pesquisa em ensino pelo fato dessa se valer de uma grande variedade de metodologias. Uma iniciaGLYPH<141>‹o cient'fica na ‡rea de ensino de f'sica que se restrinja a ensinar metodologias de pesquisa pode n‹o permitir ˆ novata e ao novato na ‡rea a percepGLYPH<141>‹o da especificidade dos valores e dos prop-sitos da pesquisa nessa ‡rea.
Usos e costumes de pesquisadoras e pesquisadores da ‡rea de ensino, por outro lado, variam ao longo do tempo. Um grupo de pesquisa nem sempre consegue, p.ex., fazer justiGLYPH<141>a ˆquilo que produz ao organizar uma p‡gina eletr™nica para divulgar seu trabalho. Para dar visibilidade ˆ variedade de resultados obtidos ao longo dos anos, n‹o basta listar artigos publicados, dissertaGLYPH<141>›es e teses defendidas.
L-pez-Y‡-ez e Altopiedi (2015) destacam a relev%ncia do estudo de grupos de pesquisa, sendo eles tanto importantes quanto delicados no cen‡rio cient'fico. Eles analisam, ent‹o, a evoluGLYPH<141>‹o de determinados grupos de pesquisa, a partir de suas din%micas sociais. Os autores consideram, por exemplo, as estratŽgias e configuraGLYPH<141>›es adotadas pelo grupo para enfrentar tens›es e dilemas internos, pr-prios da din%mica social de grupos, como o ingresso de novos membros, a dualidade entre tradiGLYPH<141>‹o e inovaGLYPH<141>‹o de linhas de pesquisa e entre mudanGLYPH<141>a e estabilidade na composiGLYPH<141>‹o do grupo, colaboraGLYPH<141>‹o e competiGLYPH<141>‹o interna entre membros. AlŽm disso, estudos como o de L-pez-Y‡-ez e Altopiedi analisam as tens›es externas ao grupo, como a necessidade de se ater aos interesses da universidade para obtenGLYPH<141>‹o de verbas ou autorizaGLYPH<141>‹o para realizar dada pesquisa.
O presente trabalho ilustra o envolvimento de novos membros de um grupo com o legado de seu passado. O registro desse epis-dio foi feito na expectativa de contribuir com quem estuda e com quem enfrenta tens›es e dilemas internos a grupos de pesquisa, em especial no que concerne ˆ din%mica de inovaGLYPH<141>‹o de suas antigas linhas de investigaGLYPH<141>‹o.
## Resumos estruturados
A leitura de artigos, apresentados em peri-dicos ou anais de eventos cient'ficos, parece, ˆ primeira vista, a œnica maneira de conhecermos os contextos te-ricos e educacionais das pesquisas, de entendermos seu desenvolvimento e suas conclus›es. Mas se desejamos uma vis‹o sistGLYPH<144>mica, sobre as conex›es de um trabalho espec'fico com outro e com o contexto mais global em que se insere, precisamos de uma estrutura menos detalhada que o artigo, mas que n‹o seja t‹o sintŽtica quanto os resumos que em geral os introduzem. Mosteller e seus colegas (2004) apresentam e defendem a elaboraGLYPH<141>‹o de Òresumos estruturadosÓ (RE). Esses autores sugerem que artigos da ‡rea de educaGLYPH<141>‹o contenham RE que apresentem sucintamente informaGLYPH<141>›es sobre contexto acadGLYPH<144>mico, objetivos, cen‡rio/locaGLYPH<141>‹o, populaGLYPH<141>‹o/participantes/sujeitos, intervenGLYPH<141>‹o, desenho da pesquisa, coleta de dados e an‡lise, achados/resultados, conclus›es/recomendaGLYPH<141>›es. Esse Ž justamente o perfil de detalhamento que buscamos.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
## DescriGLYPH<141>‹o do trabalho desenvolvido
Exceto pelo primeiro autor deste texto, todos Žramos novos no grupo de pesquisa INOVAR 1 quando formamos um Grupo de Trabalho (GT) e comeGLYPH<141>amos a fazer Resumos Estruturados (RE) (Mosteller et al, 2004) dos artigos do grupo de pesquisa. Tal tarefa tinha o prop-sito de promover a enculturaGLYPH<141>‹o dos participantes do GT na ‡rea de ensino de f'sica, justificada pelo contexto de iniciaGLYPH<141>‹o cient'fica que trGLYPH<144>s dos cinco integrantes se enquadravam.
Enquanto l'amos os artigos e produz'amos os RE associados a cada um deles, realiz‡vamos reuni›es semanais. Nelas discutimos os problemas com que cada um havia se deparado. As dœvidas sobre cada seGLYPH<141>‹o dos RE eram esclarecidas. O entendimento do papel dessa estratŽgia de iniciaGLYPH<141>‹o cient'fica na an‡lise sistGLYPH<144>mica da produGLYPH<141>‹o do grupo de pesquisa veio a ser percebido, a medida que novatas e novatos comeGLYPH<141>avam a questionar o legado do passado do grupo para o seu futuro.
A import%ncia de uma apresentaGLYPH<141>‹o sistem‡tica do conjunto dos artigos tambŽm ficou clara e passamos a nos perguntar de que maneira melhorar'amos a visibilidade das aGLYPH<141>›es formativas e criativas do grupo. A preocupaGLYPH<141>‹o com a formaGLYPH<141>‹o inicial em pesquisa potencialmente nos daria oportunidade de incrementar tanto as aGLYPH<141>›es em prol da inovaGLYPH<141>‹o do ensino, quanto da escolha de fen™menos e problemas de ensino-aprendizagem formal regular para investigaGLYPH<141>‹o acadGLYPH<144>mica. Naquele momento nasceu a motivaGLYPH<141>‹o para apresentar a produGLYPH<141>‹o do grupo ao longo dos anos.
As referGLYPH<144>ncias bibliogr‡ficas da produGLYPH<141>‹o do grupo de pesquisa se encontravam apenas na Plataforma Lattes. N‹o havia como visualizar a evoluGLYPH<141>‹o de atividades de pesquisa do grupo ao longo dos anos. Para conseguir isso, modificamos o formato da planilha de controle de quais artigos j‡ tinham seu resumo estruturado. Cada coluna da planilha passou a representar um ano e as referGLYPH<144>ncias bibliogr‡ficas completas dos artigos publicados no mesmo ano passaram a ficar alinhadas (Figura 1). Logo essa planilha qualitativa incluiu tambŽm trabalhos apresentados em congressos e orientaGLYPH<141>›es conclu'das. A planilha de cada l'der do grupo ajudava a visualizar sua evoluGLYPH<141>‹o individual, mas n‹o o conjunto da produGLYPH<141>‹o do grupo. Para isso, criamos uma planilha quantitativa para cada l'der e reunimos os nœmeros de cada ano, para cada tipo de produto, dos trGLYPH<144>s l'deres em uma œnica planilha. Ela nos permitiu fazer gr‡ficos das diferentes sŽries hist-ricas do grupo todo. Ao fazermos uma retrospectiva desse processo, nos demos conta de que hav'amos conduzido um estudo explorat-rio com subs'dios em potencial para a criaGLYPH<141>‹o de uma ferramenta anal'tica que permita sistematizar e dar, regularmente, visibilidade ˆ produGLYPH<141>‹o do grupo de pesquisa.
T'nhamos esperanGLYPH<141>a desse quadro nos permitir visualizar a sŽrie hist-rica a partir de bibliometria. A experiGLYPH<144>ncia prŽvia com RE inspirou-nos a organizar um Quadro Sin-ptico com os elementos de sua estrutura. Com o tempo, surgiu uma dificuldade comum entre os participantes do GT: a definiGLYPH<141>‹o do Desenho Metodol-gico . A percepGLYPH<141>‹o desta dificuldade nos indicou um poss'vel caminho para soluGLYPH<141>‹o do problema da visibilidade de toda produGLYPH<141>‹o do grupo. Poder'amos extrair dados tanto qualitativos como quantitativos da seGLYPH<141>‹o Desenho Metodol-gico do RE.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Com esses dados poder'amos dar a visibilidade e a sistematizaGLYPH<141>‹o desejadas ao conjunto da produGLYPH<141>‹o do grupo.
Figura 1 - Planilha com artigos, trabalhos apresentados em congressos e orientaGLYPH<141>›es de um membro do Grupo INOVAR, separados por ano, de 1999 a 2012
<!-- image -->
## Resultados Obtidos
## Quadro Sin-ptico
A ideia inicial de um quadro surgiu da necessidade de uma vis‹o dos trabalhos realizados pelo grupo de forma ainda mais global e sistGLYPH<144>mica. Nossa primeira dificuldade ao comeGLYPH<141>ar o quadro sin-ptico foi abreviar, em poucas palavras, as informaGLYPH<141>›es j‡ sintetizadas nos RE.
- O quadro, alŽm de dar uma vis‹o mais sucinta, apresenta tambŽm uma din%mica maior em relaGLYPH<141>‹o ˆ organizaGLYPH<141>‹o. Nessa ferramenta, podemos ocultar e mostrar colunas, organizar os artigos por ano de forma crescente ou decrescente.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Apresentamos uma das linhas do Quadro Sin-ptico divida em duas partes. Cada linha se refere a um artigo. No Quadro 1 est‹o as colunas: Autores, T'tulo, Contexto Educacional, MotivaGLYPH<141>‹o/Problema inicial, Pressuposto. As outras colunas do Quadro Sin-ptico s‹o: Contexto Te-rico, Desenho Metodol-gico, Conclus›es, RecomendaGLYPH<141>›es/Desdobramentos.
Quadro 01: Exemplo de linha do Quadro Sin-ptico (Parte 1)
## Quadro 02: Exemplo de linha do Quadro Sin-ptico (Parte 2)
Com as dificuldades encontradas durante o preenchimento do quadro, demos uma atenGLYPH<141>‹o especial ˆ coluna de Desenho Metodol-gico . Deparamo-nos, ent‹o, com cinco categorias de estratŽgia de coleta de dados: entrevista - onde os dados s‹o coletados de forma oral; question‡rio - onde os dados s‹o coletados de forma escrita; observaGLYPH<141>‹o em sala de aula - onde os dados s‹o coletados pela
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
gravaGLYPH<141>‹o de v'deo e de ‡udio das aulas; ensaio - onde reflex›es s‹o elaboradas; e revis‹o bibliogr‡fica - com levantamento do estado da arte. O pequeno nœmero de categorias Ž oportuna para uma poss'vel divulgaGLYPH<141>‹o ao pœblico externo. As pessoas interessadas na produGLYPH<141>‹o do grupo podem filtrar os trabalhos por autor ou ano, e tambŽm pelo tipo de estratŽgia de coleta de dados. TambŽm ser‡ poss'vel usar filtros para as outras colunas do quadro, mas n‹o desenvolvemos suas categorias no presente trabalho.
## Planilha para descriGLYPH<141>‹o cronol-gica da produGLYPH<141>‹o
A planilha (Figura 1) com os registros cronol-gicos da produGLYPH<141>‹o e da formaGLYPH<141>‹o em pesquisa dos membros do grupo nos ajudou a mapear a produtividade do grupo e ilustr‡-la com gr‡ficos (p.ex. Figura 2). Tais resultados tiveram efeito no moral do grupo. Isso pode reforGLYPH<141>ar a import%ncia de uma vis‹o sistGLYPH<144>mica do legado do seu passado. PorŽm, isso n‹o nos parece ser evidGLYPH<144>ncia de que a bibliometria Ž uma boa maneira de dar vis‹o de conjunto a quem a queira. Ao contr‡rio, a an‡lise da planilha e dos gr‡ficos gerados com base nela s- nos proporcioram uma sensaGLYPH<141>‹o de dŽjˆ vu . Por outro lado, provavelmente, ela s- proporcionar‡ algum tipo de vertigem a terceiros.
Figura 2: Artigos completos publicados por ano em peri-dicos pelo grupo, de 1999 a 2012
<!-- image -->
Reduzir dados sobre produGLYPH<141>‹o a datas e nœmeros pode ser œtil para prestar contas a -rg‹os de fomento Ð como fundaGLYPH<141>›es estaduais de amparo ˆ pesquisa, Capes e CNPq Ð ou a -rg‹os gestores Ð do governo e das universidades. Contudo, o trabalho que conduzimos nos mostrou que o aspecto importante de uma planilha prop'cia a auditorias Ž exatamente seu potencial de revelar a riqueza de temas, a variedade de produtos, a sazonalidade dos ritmos produtivo... a vitalidade do grupo.
Ao criarmos aquela planilha, busc‡vamos uma vis‹o sistGLYPH<144>mica. Em relaGLYPH<141>‹o aos curr'culos na plataforma Lattes, a planilha s- traz uma diferenGLYPH<141>a: o alinhamento dos diferentes produtos da pesquisa por coluna cronol-gica. O processo que nos levou a ela, deu visibilidade ˆ vitalidade que fica oculta nos dados audit‡veis. Mas, o resultado do processo, n‹o Ð a planilha, em si, n‹o revela aquela vitalidade.
Uma vez que pesquisa, para n-s, Ž vital, ainda temos esperanGLYPH<141>a de que sejamos capazes de divulgar informaGLYPH<141>›es vitais sobre o grupo Ð junto com os
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
produtos do trabalho de investigaGLYPH<141>‹o. Nesse sentido, o conjunto de categorias sobre as estratŽgias metodol-gicas adotadas no grupo nos parece um resultado auspicioso. Qualquer elemento da estrutura do RE pode revelar caracter'sticas œnicas do trabalho do grupo. No futuro, talvez sejamos capazes de adaptar a planilha para que ela dGLYPH<144> a quem se interessar pelo trabalho desse grupo, a oportunidade que o Quadro Sin-ptico deu a n-s do GT e que relatamos aqui neste texto. ComeGLYPH<141>amos a explorar essa possibilidade ao criar uma biblioteca do grupo com aux'lio do Zotero, aplicativo que gerencia referGLYPH<144>ncias bibliogr‡ficas . 2
## ConsideraGLYPH<141>›es Finais
O presente trabalho resultou em um protocolo. Quando adotados regularmente, os expedientes apresentados aqui tendem a favorecer o grupo de pesquisa que enfrenta dilemas ou tens›es; internas e externas. Esses s‹o os desafios dos grupos de pesquisa (Cf. L-pez-Y‡-ez e Altopiedi, 2015). Frequentemente h‡ dualidade entre tradiGLYPH<141>‹o e inovaGLYPH<141>‹o de linhas de pesquisa. MudanGLYPH<141>a e estabilidade na composiGLYPH<141>‹o de sua equipe sempre interferem em sua din%mica. Interesses externos Ð como os da porGLYPH<141>‹o hegem™nica de sua universidade ou comunidade de pesquisa Ð podem desviar a equipe de sua vocaGLYPH<141>‹o. Para que o prop-sito de equilibrar colaboraGLYPH<141>‹o e competiGLYPH<141>‹o interna entre seus membros seja atingido, retrospectivas da produGLYPH<141>‹o do grupo de pesquisa devem servir tanto para acolher seus novos membros, quanto para fomentar an‡lises de sua produGLYPH<141>‹o anterior e da conjuntura atual.
Cuidar da visibilidade de um grupo e de sua p‡gina na internet Ž uma sa'da pr‡tica para esses desafios. Contudo, sem uma estratŽgia adequada, essa sa'da acaba por desviar a equipe do seu prop-sito de estabelecer novas diretrizes de trabalho baseadas na capacidade e na disposiGLYPH<141>‹o de sua equipe.
Uma an‡lise superficial da produGLYPH<141>‹o de nosso grupo de pesquisa pode deixar a impress‹o de falta de coes‹o e atŽ de dispers‹o tem‡tica. Para dar visibilidade ˆ coerGLYPH<144>ncia e ˆ consistGLYPH<144>ncia por tr‡s de sua variedade, aparentemente espont%nea e .irrefletida, foi preciso eleger as metodologias de pesquisa como foco de an‡lise do estudo explorat-rio que relatamos neste texto. Muitas das pesquisas de nosso grupo foram conduzidas por estudantes; em iniciaGLYPH<141>‹o cient'fica, mestrado ou doutorado. Claramente, seus objetos de interesse foram muito variados. Mas, o perfil dos l'deres do grupo e sua trajet-ria atŽ essa lideranGLYPH<141>a nos levaram a buscar os ind'cios de suas caracter'sticas e de seu hist-rico na sua produGLYPH<141>‹o.
Os primeiros l'deres de nosso grupo incentivaram seus orientandos a trabalhar com os objetos de interesse que quisessem. Como lhes cabia cuidar que a investigaGLYPH<141>‹o fosse conduzida com rigor e objetividade, eles recorreram a uma gama variada de referenciais te-ricos e mantiveram atenGLYPH<141>‹o ˆ literatura corrente em cada ocasi‹o. O conhecimento desse hist-rico nos ajudou a n‹o priorizar nem o contexto acadGLYPH<144>mico, nem o contexto educacional. A metodologia de pesquisa foi, por isso, identificada como a dimens‹o da pesquisa Ð ou o item dos resumos estruturados Ð onde se enxergaria a coerGLYPH<144>ncia e a consistGLYPH<144>ncia do trabalho de todo o grupo. Os desenhos metodol-gicos das pesquisas decorrem tanto das escolhas de objeto de interesse e referencial te-rico, quanto das tendGLYPH<144>ncias de pesquisa na ocasi‹o de
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
seu delineamento. Isso vale para qualquer grupo de pesquisa. O que Ž peculiar no caso do nosso grupo?
A medida que nos pautamos pelos resumos estruturados e nos concentramos na an‡lise das metodologias de pesquisa, tivemos oportunidade de notar que aquelas usadas ao longo dos primeiros anos do grupo podem ser classificadas em poucas categorias. Essa constataGLYPH<141>‹o acabou por fornecer subs'dio para responder a quest‹o sobre a peculiaridade do grupo; ao menos, sob um critŽrio especial. Com base no estudo que relatamos neste trabalho, Ž poss'vel notar que o grupo INOVAR se destaca pelo grande nœmero de pesquisas onde volunt‡rias e volunt‡rios estiveram envolvidos, alŽm de eleger objetos de interesse associados aos desafios da inovaGLYPH<141>‹o do ensino. Isto Ž, "os v‡rios aspectos envolvidos nos processos de mudanGLYPH<141>a: a caracterizaGLYPH<141>‹o das inovaGLYPH<141>›es, a produGLYPH<141>‹o de novidades para o sistema escolar, os condicionantes e natureza do processo de mudanGLYPH<141>a, e os produtos resultantes dele" (Cf. diret-rio de grupos, vide nota de rodapŽ n¼ 1).
## ReferGLYPH<144>ncias
Mosteller, F., Nave, B. & Miech, E. J. Why We Need a Structured Abstract in Education Research. Educ. Res. 33, 29Ð34, 2004.
L-pez-Y‡-ez, Juli‡n; Altopiedi, Mariana. Evolution and social dynamics of acknowledged research groups. Higher Education , [s.l.], v. 70, n. 4, p.629647, 13 ago. 2015. Springer Nature.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.