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UM ESTUDO SOBRE A PREPARAÇÃO DOS LICENCIANDOS PARA O ENSINO DE FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA NO ENSINO MÉDIO.

André Lucas Freitas Dos Santos, Renato Silva De Almeida.

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
29/01/2019
Linha de pesquisa
Formação, Práticas E Desenvolvimento Profissional Docente
Tipo
Pôster

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Texto completo

## UM ESTUDO SOBRE A PREPARAÇÃO DOS LICENCIANDOS PARA O ENSINO DE FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA NO ENSINO MÉDIO

## André Lucas Freitas dos Santos 1 , Renato Silva de Almeida 2

- 1 Graduando em Licenciatura em Física /IFRJ, andrelucasfs@hotmail.com
- 2 Graduando em Licenciatura em Física /IFRJ, renatobqa@gmail.com

## Resumo

Este artigo apresenta uma coleta de dados e discussão relacionada ao tema de Física Moderna e Contemporânea na formação de professores, de tal forma que possamos contribuir com as discussões sobre a física moderna e contemporânea, além de oferecer novas possibilidades de ensinar física para o ensino médio. A partir da pesquisa e análise de seis cursos públicos de licenciatura em física que se encontram no estado do Rio de Janeiro, a grade curricular foi analisada para gerar dados e saber o quantitativo de disciplinas referentes ao tema proposto. Como resultado, foi encontrado um bom número de disciplinas por curso, porém, alguns pontos podem ser levados em consideração como por exemplo o fato de que algumas faculdades não possuem estas disciplinas em sua grade curricular obrigatória, deixando-as apenas como optativas, esse fato faz com que esta disciplina não seja ministrada no ensino médio por falta de capacitação dos licenciandos nos seus cursos de graduação.

Palavras-chave : Física Moderna; Ensino Médio; Formação de Professores.

## Introdução

Atualmente a Física Moderna e Contemporânea possui fortes embasamentos para que participe com maior frequência no ensino médio, já que muitos professores a cortam da grade com a finalidade de preferenciar outros conteúdos. Além de alguns pesquisadores fomentarem a ideia de que esta incentiva os discentes a interessarem-se pelo conteúdo de física, de modo a induzir uma visão esclarecedora do mundo em que se vive.

Usualmente professores buscam apresentar a Física Moderna e Contemporânea, quando em situações não tão formais, de forma semiclássicas, ou seja, a matéria é fortemente ligada aos conteúdos da física clássica (OSTERMAM, 2005). Alguns fatos atrapalham os professores a ministrarem aulas abordando conteúdos de FMC no ensino médio, de acordo com Moreira (2013), é inegável as más condições de trabalho dos professores e sua carga de aulas reduzidas, nessa perspectiva outro fato que acarreta esta possibilidade é a falta de preparo e de acessibilidade deste conteúdo oferecido pelas faculdades em que os licenciados estão sendo formados.

Conforme o PCN+ (2002, p.59) a sequência dos temas, a definição das unidades, o nível de aprofundamento e o ritmo de trabalho implicam escolhas específicas, respondendo às necessidades de cada escola e cada realidade. No entanto, essas escolhas devem ser pautadas por critérios claros e compartilhados com o conjunto dos professores. A sequência é uma forma de estruturar o conhecimento em temas, fato esse que depende de como cada escola se organizará para o trabalho na área de Ciências da Natureza e Matemática, e de seu projeto

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pedagógico, ou, mais explicitamente, das competências que estejam sendo privilegiadas.

A discussão sobre as competências e os conhecimentos a serem promovidos não deveria ocorrer dissociada das estratégias de ensino e aprendizagem. As competências promovidas somente adquirem sentido pleno quando transformados em ação, dessa forma será importante estimular a efetiva participação dos jovens na vida de seu bairro e cidade, concretizando-os de sua responsabilidade social. Ações dessa natureza podem fazer com que os jovens se sintam de fato detentores de um saber significativo, a serviço de uma comunidade. E como os PCN's incentivam o uso da Física Moderna no ensino médio, é imprescindível que a mesma seja trabalhada essencialmente sobre os futuros docentes de física.

## Metodologia

O presente estudo busca analisar a formação de professores quanto a sua preparação para lecionar a Física Moderna e Contemporânea no ensino médio, utilizando da grade curricular de suas respectivas licenciaturas para observar se existem disciplinas relacionadas a este tema.

Com base na temática a ser pesquisada -Física Moderna e Contemporânea na formação do professor, iniciamos nossas buscas de dados pelas seis principais faculdades públicas do estado do Rio de Janeiro que possuem o curso de licenciatura em física, são elas: Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET - Campus Nova Friburgo, Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ Campus Nilópolis), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ), Universidade Estadual do rio de Janeiro (Uerj) e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Os dados foram retirados dos sites oficiais de cada faculdade referentes aos seu curso de licenciatura em física. Após o encontro desses sites, procurou-se as grades curriculares e foram observadas para saber a quantidade de disciplinas obrigatórias voltadas para Física Moderna. Disciplinas optativas também foram analisadas, porém não serão o foco do trabalho.

Ao escolher essas universidades/faculdades, optamos por adotar formas de classifica-las a respeito da região em que se encontram, foram escolhidas três licenciaturas que estavam localizadas no município do Rio e as outras três em municípios diferentes do estado, sendo mais específico: Nilópolis, Nova Friburgo e Santo Antônio de Pádua. Em seguida o número de disciplinas foi contabilizado por cada região.

Portanto, após realizarmos a busca dos dados, chegamos a um número de 15 disciplinas no total encontradas nas seis faculdades estipuladas anteriormente, utilizando os termos previamente esclarecidos.

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Quadro 1: Disciplinas em cursos de licenciatura por região.

## Resultados e discussões

Ao olharmos o quadro 1, um dado já se mostra impactante quando diz respeito ao número de disciplinas relacionadas a Física Moderna e Contemporânea nas faculdades do município do Rio de Janeiro. Entretanto, comparando-se os cursos que se encontram em municípios diferentes, mesmo estando em quantidades iguais, possuem a metade de disciplinas. Além disso, o número total, da soma entre as duas regiões, encontrado é consideravelmente alto quanto ao aspecto quantitativo.

Após analisarmos as grades curriculares dos cursos de licenciatura em Física já falados anteriormente, apresentamos um quadro composto pelas Universidades/Faculdades informando se possuem ou não disciplinas relacionadas a Física Moderna, fazendo-se observações sobre as mesmas caso haja. Como pode ser visto abaixo:

Quadro 2: Observações das disciplinas por faculdade.

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É importante ressaltarmos, que levamos em consideração a Física Moderna como a física que surgiu em meados do século XX e a contemporânea a ciência criada durante a segunda guerra mundial voltada para partículas subatômicas

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(DOMINGUINI, 2012). Desta forma a análise da existência ou não da disciplina se baseou nessa prerrogativa.

Como parte da Física Moderna e Contemporânea pode ser considerado um assunto de difícil compreensão por parte de alunos do ensino médio, a utilização de ferramentas que o aproxima do cotidiano demonstra ser uma opção de auxílio ao professor. Uma maneira de se alcançar tal proximidade é utilizar-se de temas geradores relacionados a ciência e tecnologia provenientes da Física Moderna e Contemporânea, como o Raio X, que intriga quem participa da aula (FREIRE, 1992). Contudo para que se chegue a esse nível de dinâmica em sala de aula é preciso que o professor tenha conhecimento sobre os conteúdos vigentes, indicando a importância de aprende-los durante o curso de licenciatura.

Nessa perspectiva, o enfoque teórico e laboratorial durante a formação de um docente de física nesta área de conhecimento é algo que os capacita para entrar em sala de aula. Um professor despreparado que por sua vez não teve contato com tais conteúdos durante a sua graduação terá muito mais dificuldade para apresentalos aos seus alunos.

Com isso, quando examinamos o quadro 2 é possível perceber que o número de licenciaturas que possuem disciplinas em sua grade curricular obrigatória com proximidades a região da física tratada, ou seja assuntos relacionados a conteúdos da física que surgiram a partir do século XX, é grande. Um bom número de cursos possui no mínimo duas disciplinas de física moderna sendo uma delas um complemento com uma disciplina laboratorial como um prosseguimento a formação no próximo período.

Pode-se perceber que alguns cursos ainda não possuem na grade obrigatória as disciplinas de Física Moderna. Como é o exemplo do curso de licenciatura em física da faculdade Uerj, todavia, a mesma oferece como optativa uma gama de cursos voltados para a Física Moderna e Contemporânea. Outro dado que se revela importante são aulas voltadas para a didática pedagógica para aplicar esses conteúdos em uma sala de aula do ensino médio, ou seja, cursos que se preocupam não apenas em demonstrar as teorias, mas sim como transmiti-las aos alunos. É o caso das licenciaturas de IFRJ e CEFET que possuem respectivamente programas como física em sala de aula IV e oficina do ensino de ondas e moderna. Ainda assim são poucos que oferecem esta ideologia de ensino pois apenas dois das seis faculdades pesquisadas abrangem disciplinas relacionadas.

É inegável que artigos em geral dão importância a formação de professores e que a introdução de conteúdos da Física Moderna e Contemporânea no ensino médio é algo em defasagem nos dias de hoje Souza (2017). Nestas circunstâncias, quando o assunto é os problemas que acontecem durante a formação dos licenciados em física a Física Moderna está sempre em voga, mesmo que a maioria das graduações tenham pelo menos carga horaria teórica e laboratorial desta ciência moderna isto não parece ser o suficiente para auxiliar os futures professores a lecionar nesta área científica. Logo a importância de conter disciplinas na grade obrigatória que utilizem de artifícios pedagógicos para auxiliar e dar suporte a docentes em sala de aula para ensinar a Física moderna e Contemporânea fica ainda mais claro.

Todavia, formar professores bem preparados é algo bem complexo e que demanda uma certa quantidade de tempo. Artigos das revistas voltados paro ensino de física muitas vezes fornecem apoio a esses docentes após o termino de suas graduações, como é o caso de Zanotta (2011), que oferece uma combinação entre as novas tecnologias do mundo novo, como o GPS, relacionando-os com á Física

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Moderna e contemporânea fornecendo conteúdo suficiente para um professor apresentar aos discentes.

## Considerações Finais

Nesse estudo nota-se que os cursos de licenciatura em física do Rio de Janeiro já se preocupam em ensinar a Física Moderna e Contemporânea a seus discentes. Demonstrando que em sua maioria possui tanto disciplinas com um caráter teórico e outras com caráter laboratorial para que os alunos possam ter contato com os experimentos que deram à luz a essa parte da física considerada relativamente nova.

Foi observado que independente de ter disciplinas voltadas para a Física Moderna e Contemporânea, poucas são as faculdades que possuem em sua grade curricular obrigatória matérias que atentam-se em como passar os conteúdos para os alunos do ensino médio. Entendemos que métodos pedagógicos são importantes para uma perspectiva de ensino de física e a física moderna não pode ser vista de maneira diferente, ou seja, é preciso aplicar metodologias de ensino para facilitar um diálogo do aluno e professor nesta área da Física.

Com isso, para futuros trabalhos nosso interesse será em buscar diferentes maneiras de se ensinar Física Moderna no ensino médio, com auxílios de sequências didáticas e a utilização de experimentos em sala de aula. Para que possamos contribuir com discussões acerca dos temas voltados para Física moderna, e possamos disponibilizar ajuda para professores do ensino médio que pretendem ensinar Física Moderna e Contemporânea a seus alunos.

## Referências

BRASIL. PCNEM+ Ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. Ministério da Educação e Cultura, Brasília, 2002.

DOMINGUINI, L. Física Moderna no Ensino Médio: com a palavra os autores dos livros didáticos do PNLEM. Caderno Catarinense de Ensino de Física , Florianópolis, v. 34, n. 2, 2502 (2012).

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e terra, 1993

MOREIRA, M. A. (2013) Grandes desafios para o ensino da física na educação contemporânea. Porto Alegre: Instituto de Física da UFRGS

OSTERMANN, F.; Ricci, T. F. Conceitos de Física Quântica na formação de professores: Relato de uma experiencia didática centrada no uso de experimentos virtuais. Caderno Brasileiro de Ensino de Física , Porto Alegre, v. 22, n. 1: p. 9-35, abr. 2005.

SOUSA, G. L. et. al. Física moderna e contemporânea no ensino médio: uma revisão em dois periódicos do ensino de física. XXII Simpósio Nacional de Ensino de Física, 2017.

ZANOTA, C. D.; CAPPELLETTO, E.; MATSUOKA, T. M. O GPS: unindo ciência e tecnologia em aulas de física. Revista Brasileira de Ensino de Física , v.33, n. 2, 2011.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.