O ENSINO DO EFEITO FOTOVOLTAICO NO ENSINO MÉDIO: UMA PROPOSTA DE ATIVIDADE EXPERIMENTAL INVESTIGATIVA.
Jonatas Rodrigues Silva, Gabriele Maria Baptista Cordeiro, Marco Aurélio Do Espírito Santo, Jefferson Adriano Neves
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 29/01/2019
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## O ENSINO DO EFEITO FOTOVOLTAICO NO ENSINO MÉDIO: UMA PROPOSTA DE ATIVIDADE EXPERIMENTAL INVESTIGATIVA.
Jonatas Rodrigues Silva¹¹, Gabriele Maria Baptista Cordeiro¹², Jefferson Adriano Neves 3 , Marco Aurélio do Espírito Santo¹ 4
¹Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Rio de Janeiro / Campus Volta Redonda, 1 jonatas.fisica@yahoo.com, ²gabimbc@hotmail.com, 4 marco.santo@ifrj.edu.br
²Universidade Federal de Lavras / Departamento de Ciências Exatas, jefferson.neves@dex.ufla.br
## RESUMO
Tendo como base os documentos reguladores da educação básica e estudos sobre o ensino de Física, constata-se a necessidade de uma atualização curricular, com a inserção de temas de Física Moderna e Contemporânea no ensino médio e o uso de uma abordagem construtivista no processo de ensino e aprendizagem, possibilitando a formação de indivíduos críticos e capazes de interpretar o mundo que os cerca. Nessa direção, é evidenciada a importância das atividades experimentais para o ensino de Física, principalmente por estimular o interesse e motivação dos alunos pelos conteúdos. Entretanto, alguns autores ressaltam a relevância da utilização de materiais didáticos de baixo custo, devido à falta de laboratórios de ciências em diversas escolas brasileiras e a falta de recursos necessários para a manutenção dos mesmos. Assim, apresentamos uma atividade experimental investigativa para o ensino do efeito fotovoltaico, através do aparato construído com materiais de baixo custo, um texto de apoio e um simulador Semicondutor do PhET. Acredita-se que as atividades que apresentam um caráter investigativo possibilitam uma postura mais ativa dos alunos no processo de ensino e aprendizagem, onde o professor apresenta um papel significativo de nortear as atividades para o estudo dos conceitos desejados aproximando seus alunos de uma cultura científica.
Palavras chaves: Ensino de Física Moderna e Contemporânea, Painel Fotovoltaico, Baixo Custo, Ensino por Investigação.
## INTRODUÇÃO
Ao se atentar para o surgimento de novas tecnologias, estudos epistemológicos sobre o processo de construção do conhecimento, além da legislação, no que se refere à educação, mudanças no ensino de Física tornam-se necessárias. Atualmente ambiciona-se que o ensino de Física ocorra de maneira contextualizada, atualizada e com significado, que fornece aos alunos, a partir da compreensão dos assuntos estudados, condições de explicar e resolver os diversos problemas da vida cotidiana (BRASIL, 2013). Desse modo, é viabilizada a construção de uma Alfabetização Científica, o que possibilita ao aluno '[...] organizar seu pensamento de maneira lógica, além de auxiliar na construção de uma consciência mais crítica em relação ao mundo que o cerca' (SASSERON; CARVALHO, 2016). Nesse cenário, as atividades experimentais, se bem utilizadas, são apontadas por Carvalho (2010) como uma possibilidade de promover tal ambiente de aprendizagem ativa, propício para a construção de uma Alfabetização Científica.
A atualização do currículo escolar com a inserção da Física Moderna e Contemporânea (FMC) no ensino médio é alvo de diversos estudos. Moreira (2007) destaca que a escola não deve permanecer alheia aos avanços tecnológicos e que
os assuntos abordados em aula devem estar conectados a atualidade. O Currículo Mínimo do Rio de Janeiro (RIO DE JANEIRO, 2012) estabelece a abordagem de tópicos de FMC no ensino médio da rede pública. Nesse seguimento, Valente (2009) analisa trabalhos do âmbito da Pesquisa em Ensino de Físicas relacionadas à necessidade de atualização curricular, e destaca as justificativas neles apontadas para o enfoque de FMC no ensino médio. Dentre elas ressaltam-se: (a) questões da própria ciência: a contribuição para uma perspectiva adequada da ciência e do trabalho científico, principalmente em relação a elucidação de fenômenos que a Física Clássica não explica; (b) aspectos de caráter tecnológico: a conexão entre a ciência e a tecnologia atual, em que grande parte é proveniente da evolução da Física Moderna; e, (c) implicações sociais desses novos conhecimentos: a formação de cidadãos críticos capazes de se posicionarem numa sociedade marcada pelas mudanças na tecnologia e na ciência.
Apoiado nas considerações acima, o presente trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta de atividade experimental investigativa que aborde o Efeito Fotovoltaico no Ensino Médio por meio da temática sobre geradores e receptores. Tal proposta utiliza um painel fotovoltaico construído através de materiais de baixo custo e de fácil aquisição e o seu processo de construção foi apresentado por Rodrigues et. al. (2017).
## ATIVIDADE EXPERIMENTAL INVESTIGATIVA
As atividades ancoradas na investigação são retratadas na literatura com definições e abordagens distintas, como afirmam Zômpero e Laburú (2011). Andrade (2011) analisa o entendimento do ensino de ciências por atividades investigativas no decorrer do tempo e acentua as perspectivas empregadas no Brasil em diferentes períodos históricos. Carvalho e Sasseron (2015) aponta as atividades investigativas como alternativa a uma metodologia tradicional, atividades, devidamente orientadas, que envolvam uma investigação sobre determinado problema. Para Carvalho (2011, 2013), demonstrações experimentais investigativas originam-se da proposição de um problema referente ao fenômeno a ser estudado, apresentando ao aluno uma reflexão acerca desse fenômeno, objetivando um caráter investigativo a esta atividade.
O papel do professor e do aluno deve ser repensado caso pretenda-se caracterizar, de fato, uma abordagem didática como investigativa. O professor passa a orientar o processo através da apresentação de problemas, instiga a argumentação e a busca de explicações sobre as causas do evento. Sendo assim, o aluno sai da posição de observador e passa a uma postura ativa, onde apresenta grande influência na aula (CARVALHO, 2011, 2013). Cabe ressaltar que a investigação deve compreender temas que façam sentido para o estudante, de modo que ele perceba o motivo da investigação. Para tanto, deve-se haver uma preocupação com a questão problematizadora que norteará a atividade. Além disso, tais atividades podem contribuir para aproximação dos alunos com uma cultura científica, no sentido de evidenciar a concepção ciência como fruto de uma construção e possibilitar a formação de alunos na sociedade atual, envolvida e influenciada pela Ciência e tecnologia (CARVALHO, 2011, 2013; SASSERON; CALVALHO, 2015).
Adotamos a concepção de que as atividades investigativas são aquelas alicerçadas na procura dos estudantes por soluções de problemas propostos, sem o
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rigor de roteiros fechados, com a potencialidade de transmitir um caráter adequado da atividade científica (BORGES, 2002; OLIVEIRA, 2012; ZÔMPERO; LABURÚ, 2011). Acreditamos que dessa maneira haverá maior valorização em relação a fala dos estudantes, o que pode favorecer o desenvolvimento de diversas habilidades, dentre as quais destacamos as que estão relacionadas à elaboração de hipóteses e argumentação.
Em síntese, a partir de Borges (2002), Carvalho (2013), Gaspar e Monteiro (2016) e Sasseron e Carvalho (2015), pode-se inferir que as atividades experimentais investigativas integram uma parcela relevante dos recursos didáticos, e apresentam importância na formação dos estudantes, em função de evidenciarem a aplicação do conteúdo em vez de apenas conceito e estimularem um desenvolvimento cognitivo. Ponderando-se sobre a estrutura da atividade e atentando-se para discussões anteriores e posteriores a ela, tal ferramenta auxiliará a prática docente.
## PROPOSTA DE ATIVIDADE EXPERIMENTAL INVESTIGATIVA
Tendo em vista a perspectiva de Borges (2002) sobre as possíveis inadequações acerca da conceituação do trabalho científico, causadas por atividades experimentais planejadas com a finalidade de verificar leis e teorias ou ensinar o método científico, optou-se pela elaboração de uma proposta de ensino estruturada em problemas que exigirão a investigação por parte dos alunos para que os solucionem. No ensino tradicional os alunos são encarados como 'tábuas rasas' sem conhecimento prévio. De acordo com Filho (2000), entende-se por laboratório tradicional todo aquele no qual o objetivo da atividade é a comprovação de leis, com problemas e procedimentos previamente definidos.
No estudo realizado por Carvalho (2013) é apontado o conceito de Sequência de Ensino Investigativa (SEI), que se traduz em atividades alicerçados em um problema, experimental ou teórico, contextualizado, introduzindo os alunos nos tópicos desejados e oferecendo condições para que pensem e trabalhem com as variáveis relevantes do fenômeno. A autora destaca que essa abordagem didática demanda revisão na forma de avaliar. Carvalho (2011, 2013) apresenta diversos resultados do uso da SEI em sala de aula, além de algumas referências fundamentais para o seu desenvolvimento. Além disso, Carvalho (2011, 2013) ressalta a importância da compreensão sobre como o indivíduo (sujeito epistêmico) e o aluno (sujeito social) constroem o conhecimento científico e descreve que tais abordagens devem ser consideradas no planejamento das sequências de ensino.
Na construção do conhecimento pelo indivíduo os seguintes pontos devem ser considerados: (i) a importância de um problema para um início da construção do conhecimento; (ii) a passagem da ação manipulativa para a ação intelectual; (iii) a importância da tomada de consciência dos próprios atos para a construção do conhecimento; e, (iv) as diferentes etapas das explicações científicas.
Na construção do conhecimento pelo aluno, Carvalho (2011) apresenta as interações sociais como relevantes no processo de construção do conhecimento. Assim, os seguintes pontos que devem ser considerados no planejamento e realização da SEI, são: (a) o estímulo à participação ativa do estudante; (b) a importância da relação aluno-aluno; (c) o papel do professor como elaborador de questões; (d) a criação de um ambiente encorajador; (e) o ensino a partir do conhecimento que o aluno traz para a sala de aula; (f) o conteúdo (o problema) deve
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fazer sentido para o aluno; (g) a relação entre ciência, tecnologia e sociedade; e, (h) a passagem da linguagem cotidiana para a linguagem científica.
É preciso destacar que o problema motivador da investigação não deve ser alheio ao mundo vivencial do aluno. Ademais, documentos norteadores para a educação básica no Brasil (BRASIL, 2013) apontam para a necessidade de reflexão, e adequação dos currículos escolares para a formação de cidadãos capazes de se posicionarem ante as questões da sociedade contemporânea.
Machado e Nardi (2006), entre outros, defendem a inserção de temas de Física Moderna e Contemporânea na educação básica é justificável, principalmente por ser necessária para explicar fenômenos naturais ou tecnológicos presentes em eventos do cotidiano dos alunos. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, o currículo mínimo da rede estadual de ensino (RIO DE JANEIRO, 2012), rege que tópicos de FMC sejam estudados no ensino médio. São esses tópicos, cosmologia, relatividade geral e restrita e Física nuclear.
A construção da proposta de ensino ocorreu posteriormente à análise do currículo mínimo do estado do Rio de Janeiro. A estrutura da proposta segue a linha apresentada no Currículo Mínimo, onde os conceitos de Física Moderna são intercalados como os conceitos de Física Moderna e Contemporânea. A proposta que se segue foi estruturada com o intuito de possuir um caráter investigativo e contemplar tópicos da Física Moderna e Contemporânea. A estrutura da sequência de ensino, que tem como público-alvo turmas do terceiro ano da rede pública do RJ, que no 1º bimestre estudam os conteúdos de motor e geradores elétricos, é esquematizada na tabela abaixo.
Tabela 3: Resumo das aulas que compõem a Sequência de Ensino e seus respectivos objetivos educacionais.
A estrutura da sequência de ensino (tabela 3), parte da identificação das concepções dos alunos sobre o funcionamento dos painéis solares e logo após aborda os conceitos de junção pn, efeito fotovoltaico e força eletromotriz. O número de aulas dependerá de cada contexto de ensino e da escolha do professor em aprofundar certas discussões. Na realização da sequência de ensino o professor tem papel fundamental ao propor o problema e conduzir a realização da atividade.
A primeira atividade, 'Tudo é Energia!', foi desenvolvida com o objetivo de identificar as concepções prévias dos alunos sobre o funcionamento do painel solar, abordando os conceitos de transformação de energia para a compreensão o efeito fotovoltaico. Assim, a atividade foi planejada para ser realizada como os alunos em grupos, onde manusearão o painel construído e um miniventilador (motor de 3V). Antes de manusearem o aparato experimental os seguintes problemas serão apresentados: Como esse painel pode gerar movimento em um miniventilador? Ele
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seria capaz de fazer outro equipamento elétrico funcionar? Existe algum processo de transformação de energia para que o motor funcione?
Os problemas centrais da atividade foram apresentados acima, porém outros questionamentos podem ser levantados durante a entrega do aparato experimental: Existe alguma bateria nesse aparato?, Acreditam que posso utilizá-lo para carregar o smartphone? Esses momentos de interação do professor com os alunos são de extrema importância para motivar e mobilizar os alunos na resolução dos problemas. Por meio do aparato experimental, da interação aluno-aluno e da interação professor-alunos espera-se que os alunos analisem as condições necessárias para o funcionamento do miniventilador, além de abordar as transformações de energia presentes no estudo. Ao final dessa atividade pede-se que o aluno tente explicar o processo que ocorre no interior do painel. A resposta das questões propostas exigirá um esforço dos estudantes para a organização de suas ideias e elaboração de hipóteses (CARVALHO, 2011; CARVALHO 2013).
A segunda atividade, Compreendendo o Efeito Fotovoltaico, foi concebida com o objetivo construir um modelo que permita aos alunos a compreensão do comportamento das junções PN e suas características e associá-lo ao funcionamento do painel solar. Nessa atividade os conceitos de dopagem, junção pn e o efeito fotovoltaico serão abordados.
Ao realizar essa atividade em sala de aula é indicado começar com as indagações sobre as conclusões que os grupos tiveram acerca do funcionamento do painel. Posteriormente os alunos serão convidados as realizar a leitura do texto: Condutores, isolantes e semicondutores: Diferentes características, diferentes usos 1 . Com a leitura desse material espera-se que os alunos diferenciem os materiais considerados condutores, isolantes e semicondutores de acordo com a estrutura da matéria (bandas de energia). Durante a leitura do texto será de extrema importância que o professor realize intervenções para auxiliar na compreensão do texto e não desmotivar os alunos na realização das tarefas seguintes.
Compreendidas as diferenças entre condutores, isolantes e semicondutores os estudantes serão convidados a fazer uso simulador 'Semicondutores' , desenvolvido pelo projeto PhET , com o objetivo de proporcionar a compreensão do comportamento da junção PN em um circuito, bem com o processo de mudança da banda de valência para a banda de condução. Optou-se pela utilização de um simulador Semicondutor 2 , desenvolvido pelo projeto PhET - Physics Education Technology , por acreditar-se que esse recurso: reduz o 'ruído' cognitivo de modo que os estudantes podem concentrar-se nos conceitos envolvidos nos experimentos; reduz a ambiguidade e ajuda a identificar relacionamentos de causas e efeitos em sistemas complexos; fornece um feedback para aperfeiçoamento da compreensão dos conceitos; torna conceitos abstratos mais concretos; permite aos estudantes coletarem uma grande quantidade de dados rapidamente, entre outros (MEDEIROS; MEDEIROS, 2002). Em especial o simulador facilita a visualização dos conceitos abstratos, por exemplo, o gap de energia entre a banda de valência e a banda de condução, conforme se pretende com a atividade.
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Com os alunos em grupos na sala de informática e de posse do simulador 'Semicondutor', os seguintes problemas serão colocados para análise: (i) como podemos explicar o comportamento da corrente elétrica ao ser estabelecida uma diferença de potencial em uma junção PN?; (ii) quem é responsável por estabelecer uma diferença de potencial no painel fotovoltaico em funcionamento?; e, (iii) como é estabelecida a corrente elétrica no circuito formado pelo painel e motor?. Ao término da atividade cada aluno deverá fazer um desenho esquemático para explicar o funcionamento interno do painel.
Com esse questionamento, interação aluno-aluno, e com a interação professor-aluno espera-se que os alunos consigam compreender que no interior do painel exista um mecanismo semelhante, porém a radiação eletromagnética (de frequência maior que do infravermelho) é responsável por realizar esse salto da banda de valência para a banda de condução. Na realização dessa atividade o professor tem papel central, não como o senhor do conhecimento, mas como orientador na construção do conhecimento, pois será ele, por meio de argumentação, que auxiliará os alunos na construção das respostas.
A terceira atividade, 'Isso é um Gerador', foi concebida com o objetivo investigar o comportamento do efeito fotovoltaico, a junção PN e abordar o conceito de fem. A atividade foi planejada para ser realizada com os alunos em grupos, onde deverão responder aos seguintes problemas: (i) O que ocorre com a diferença de potencial medida nos polos de uma bateria ao ligá-lo em um resistor?; (ii) A troca do resistor influencia o valor da d.d.p medido nos terminais da bateria?; e (iii) existe alguma relação da d.d.p medida nos terminais da bateria e da corrente elétrica que circula pelo circuito? . Para responder esses problemas, cada grupo irá dispor do aparato experimental, construído, um miniventilador e dois multímetros.
Compreendido o efeito fotovoltaico, com essa atividade pretende estudar o comportamento do painel solar e classificá-lo como um gerador, bem como investigar as características que o gerador possui. Dessa forma, será analisado o comportamento da tensão medida nos terminais do painel ao ligar outros elementos, permitindo assim, verificar e caracterizar a força eletromotriz e a resistência interna do painel, por meio da análise gráfica.
Na sequência de ensino, descrita acima, o processo de avaliação ocorrerá durante todas as atividades, por meio de análise dos textos e dos protocolos orais e a compreensão dos alunos frente a construção dos conhecimentos. Acredita-se que o fato de a avaliação ocorrer durante toda a realização da sequência pode, conforme ressalta Oliveira (2012), tem o potencial de incentivar o interesse dos alunos, principalmente por haver mais aceitação para o 'erro', o que pode representar uma a contribuição para o aprendizado.
## CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesse trabalho apresentou-se uma possível abordagem didática com base no instrumento descrito em Rodrigues et. al. (2007), destacam-se o estudo de inúmeros conceitos, a saber: corrente elétrica, diferença de potencial elétrico, receptores elétricos, quantização de energia, teoria de bandas em sólidos, semicondutores e temas multidisciplinares ligadas ao processo de conversão de energia, tais como energias renováveis e aquecimento global. Isso potencializa as possibilidades do instrumento didático.
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Consequentemente, elaborou-se uma proposta de atividade investigativa para a abordagem do efeito fotovoltaico a partir de um gerador, na qual o primeiro é discutido a partir dos conceitos de bandas de energia nos sólidos e junção pn, e o segundo através dos conceitos de força eletromotriz e diferença de potencial. Há, portanto, na proposta, uma correlação entre tópicos da Física Moderna e Contemporânea e a Física Clássica. Além disso, integrou-se o uso de simulações computacionais para a caracterização da junção pn, por permitir a visualização de modelos dos fenômenos que não são observáveis a olho nu, como o salto de elétrons da banda de valência para a banda de condução.
Finalmente, julga-se que a proposta de ensino apresentada dialoga com os estudos apresentados no trabalho, pois sua estrutura requer dos alunos, a retomada e reflexão dos problemas anteriores para que haja a construção do conhecimento. Isso é viabilizado pela interação dos alunos entre si e com o professor. Além disso, a sequência está alicerçada em um tema socialmente relevante. Vale ressaltar que a tecnologia de conversão de energia solar em energia elétrica, um tópico de física moderna, tende a ser cada vez mais difundida no país, principalmente devido ao potencial nacional para a utilização dessa modalidade de energia e pelos debates atuais sobre investimento em energias renováveis.
## REFERÊNCIAS
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