ASTRONOMIA E ASTROLOGIA: UMA POSSÍVEL APROXIMAÇÃO NA EDUCAÇÃO CIENTÍFICA
Felipe Damasio, Josiane Trevisol Recco, Lucas Telichevesky
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 31/01/2019
- Linha de pesquisa
- História, Filosofia E Sociologia Das Ciências E O Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ASTRONOMIA E ASTROLOGIA: UMA POSSÍVEL APROXIMAÇÃO PARA EDUCAÇÃO CIENTÍFICA
## Felipe Damasio 1 , Josiane Trevisol Recco , Lucas Telichevesky 2 3
1 Instituto Federal de Santa Catarina, felipedamasio@ifsc.edu.br
- 2 Licenciatura em Física/ Instituto Federal de Santa Catarina, josirecco2@gmail.com
3 Instituto Federal de Santa Catarina, lucas.telichevesky@ifsc.edu.br
## Resumo
Pesquisadores têm feito propostas didáticas aplicáveis em sala de aula que levam em consideração os avanços da pesquisa em educação científica. Uma delas é relatada neste artigo, trata-se de uma proposta didática fundamentada na Teoria da Aprendizagem Significativa Crítica, na epistemologia de Paul Feyerabend e na metodologia das Unidades de Ensino Potencialmente Significativas (UEPS). A proposta procura valorizar o conhecimento prévio dos alunos com a intenção de despertar a pré-disposição em aprender - fundamental para uma aprendizagem significativa crítica. Para tanto, procurou-se discutir conceitos de Astronomia em um enfoque que também faça uma abordagem explícita de filosofia e história da ciência, ao mostrar a importância histórica da Astrologia para o desenvolvimento destas áreas e que mostre a relevância das mais diversas tradições culturais para o desenvolvimento da ciência. O objetivo principal do trabalho é discutir conceitos modernos de Astronomia e Astrofísica utilizando a Astrologia como meio para despertar a pré-disposição em aprender. Também, discutir, por meio de uma abordagem explícita de história e filosofia da ciência, que a diversidade cultural é indispensável para a ciência. Por fim, apresentar as limitações de cada forma de conhecimento procurando construir uma aprendizagem significativa crítica. O resultado é uma UEPS para ser usada em sala de aula dentro do contexto abordado, além da construção de todo o material instrucional necessário para sua implementação (apresentações, textos, vídeos, roteiros etc.).
Palavras-chave : Feyerabend, Astrologia, Astronomia, Aprendizagem significativa Crítica.
## Introdução
O presente artigo apresenta uma proposta didática que procura aproximar resultados da pesquisa em educação científica com a sala de aula da educação básica. A investigação levou em consideração o que Moreira (2004) aponta como uma das debilidades da pesquisa em educação científica: trabalhos sem fundamentação teórica educacional, epistemológica e metodológica. Em geral, há um grande número de pesquisas sem marco teórico, e mesmo quando os apresentam, eles se mostram incoerentes e desarticulados. Dados recentes (DAMASIO e PEDUZZI, 2017a) sugerem que mesmo em teses e dissertação da área de educação científica a debilidade apontada por Moreira está presente.
Este trabalho apresenta uma proposta fundamentada nos três pilares que Moreira (2004) sugere que estejam presentes, tanto na educação científica como na pesquisa na área. Para tanto, o trabalho procurou articular os princípios da Teoria da Aprendizagem Significativa Crítica (TASC) com a epistemologia de Feyerabend usando como aporte metodológico as UEPS. Segundo a Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel - alicerce da Teoria da Aprendizagem Significativa Crítica,
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as condições para que uma aprendizagem significativa possa ser construída são que haja material potencialmente significativo e pré-disposição em aprender (Masini e Moreira, 2008). Logo, cabe ao professor de física, além de preparar uma aula e material instrucional que interajam com o conhecimento prévio do aluno, também despertar uma pré-disposição em aprender. Tal entendimento pode levar a conclusão de que compete ao professor ser, também, uma espécie de relações públicas daquilo que ensina.
Os temas tratados abordam Astronomia. A estratégia foi de aproximar a Astrologia, e toda sua popularidade, com a Astronomia. Para tanto, utiliza-se de uma abordagem histórico-filosófica para que os alunos se sintam motivados a interagir com o conhecimento científico, buscando despertar uma pré-disposição em aprender. A importância do viés filosófico na educação científica não pode ser ignorada e diversos autores destacam esta importância. Segundo, Silveira (1996) as concepções dos professores sobre o empreendimento científico afetam a maneira como eles lecionam e seria leviano não levar isto em consideração. Por sua vez, Arthury (2010) destaca que não existe ensino de ciência sem filosofia da ciência. Em qualquer abordagem na educação científica há um entendimento de ciência passada pelo professor. Ou seja, um professor de ciências 'ensina' filosofia da ciência ao fazer a sua abordagem do conhecimento científico.
A proposta valeu-se da abordagem epistemológica de Feyerabend, devido a sua filosofia ser uma das possíveis abordagens que se mostram coerentes e complementares com os princípios da TASC (Damasio e Peduzzi, 2015). O presente trabalho inicia um apanhado geral da fundamentação epistemológica, educacional e metodológica. Ao final, descreve-se a metodologia da proposta e discutir suas possibilidades de uso.
## Descrição do trabalho desenvolvido
Uma das características da epistemologia de Feyerabend é a valorização da diversidade cultural. Especificamente em relação à Astrologia, Feyerabend escreve em A ciência em uma sociedade livre (2011). Em particular, ele analisa a 'Declaração de 186 cientistas importantes' contra a Astrologia publicada na revista Humanist , entre estes cientistas havia dezoito ganhadores de Prêmio Nobel. A declaração conta com dois artigos que explicam de maneira detalhada a posição deles contra a Astrologia. Nestes artigos se enfatiza e elogia a racionalidade, objetividade e imparcialidade da ciência. Para Feyerabend, tais asserções são feitas em um tom religioso, elas refletem a ignorância dos argumentos e a maneira autoritária como eles são apresentados.
Para defender sua posição, os eruditos usam de sua autoridade. Feyerabend questiona que se os argumentos são fortes, para que é necessária a assinatura de 186 cientistas importantes. 'Sabem algumas frases que soam como argumentos, mas certamente não sabem do que estão falando' (2011, p. 114). Tal asserção de Feyerabend ficou bem caracterizada quando um repórter da televisão inglesa BBC procurou alguns dos ganhadores do Nobel entre os 186 cientistas para fazer comentários sobre a declaração. Eles se recusaram a falar, pois admitiram que nunca haviam estudado Astrologia e não tinham ideia de seus detalhes - mesmo assim a amaldiçoaram em público.
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De acordo com o entendimento de Feyerabend, os cientistas que assinaram a declaração não conheciam o assunto que atacavam, a Astrologia. Tampouco, partes da própria ciência que julgam estar sendo prejudicada. Para tentar refutar a Astrologia, os renomados cientistas argumentam que tal tradição surgiu da mágica. Ignoram que, a própria ciência, em determinado momento, estava intimamente ligada à magia - logo, segundo este argumento tanto a Astrologia como a ciência deveriam ser rejeitados. Outro argumento apresentado no artigo aponta que a Astrologia teria recebido um golpe mortal quando Copérnico sugeriu seu modelo heliocêntrico. Este argumento ignora que Kepler usou o modelo heliocêntrico para aprimorar a Astrologia e a defendeu contra seus oponentes.
Feyerabend considera muito frágil o argumento usado pelos cientistas de que a Astrologia se contradiz. Segundo o epistemólogo, 'toda teoria moderadamente interessante está sempre em conflito com inúmeros resultados experimentais' (Feyerabend, 2011, p. 118). O argumento dos renomados cientistas ignora, por exemplo, que a mecânica newtoniana era inconsistente com a de Galileu, que a termodinâmica estatística com a segunda lei fenomenológica e a óptica ondulatória com a geométrica (Duhem, 1962). Logo, para Feyerabend (2011), neste sentido a Astrologia é bastante similar a diversos programas científicos de pesquisadores que os renomados cientistas que assinaram a declaração admiram - sugerir abolir a Astrologia, sem abolir grande parte da ciência que julgam defender parece um pouco hipócrita.
Apesar de todos os argumentos que Feyerabend apresenta a interpreção de que ele defende a Astrologia não é correta, pelo menos em relação à astrologia praticada atualmente pela maioria dos astrólogos. Segundo a análise do epistemólogo, a astrologia moderna é em muitos aspectos semelhante à astronomia medieval e dela herdou ideias interessantes e profundas. Apesar disto, os praticantes da Astrologia distorcem tais ideias e as substituíram por caricaturas mais compreensíveis. Estas distorções não são usadas para pesquisa, 'não há qualquer tentativa de progredir para novas áreas ou ampliar nosso conhecimento' (Feyerabend, 2011, p. 119). Segundo Feyerabend, a astrologia moderna tornou-se um reservatório de regras e frases ingênuas que podem influenciar pessoas com falta de informação.
O ponto que Feyerabend chama a atenção é que a Astrologia não é criticada pelos 'eruditos' por este estado de estagnação em que ela se encontra na contemporaneidade. As críticas partem das próprias premissas da Astrologia, e ao fazer tais críticas, os eruditos estão criticando suas próprias disciplinas transformando-as em caricaturas. Para Feyerabend 'é interessante obervar que as duas partes estão próximas em ignorância, presunção e o desejo de ter um controle fácil sobre as mentes' (2011, p. 120).
Para Moreira (2005), em uma sociedade marcada por mudanças drásticas e rápidas, e pelo acesso fácil e farto a fontes informações, uma aprendizagem significativa já não é mais suficiente, ela deve ser também crítica. O autor entende como aprendizagem significativa crítica à perspectiva que faz um indivíduo se inserir dentro de uma cultura, mas não ser subjugado por ela, por seus ritos e mitos. Tal educação poderia formar pessoas com personalidade inquisitiva, flexível, criativa, inovadora e tolerante.
As UEPS foram propostas por Moreira (2011) como sequências didáticas fundamentadas, sobretudo, na Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel e
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na Teoria da Aprendizagem Significativa Crítica. Para o autor, as UEPS podem auxiliar a mudar o quadro que a escola vigente expõe em que são apresentados aos alunos os conhecimentos que eles devem saber e os estudantes copiam, memorizam e reproduzem nas avaliações tais conhecimentos. Este modelo de narrativa é aceito por todos, desde professores e alunos até pais e diretores.
Os referenciais teóricos e metodológicos desta pesquisa se concretizaram em uma proposta para a sala de aula por meio de uma Unidade de Ensino Potencialmente Significativa. Langhi e Nardi (2014) apresentam e discutem os principais argumentos apresentados pelos pesquisadores em ensino de astronomia que justificam a importância do ensino de tópicos de astronomia. Entre os argumentos apresentados em artigos da área, destacam-se: que o ensino de astronomia contribui para discussões de história e filosofia da ciência e de temas ligados a ciência tecnologia e sociedade; que ela é um elemento motivador e que pode auxiliar na alfabetização científica e da discussão de concepções alternativas.
A pesquisa já tendo claros seus objetivos, sua questão chave, sua fundamentação (tanto teórica educacional, como epistemológica e metodológica), o assunto a ser abordado, o próximo passo era o desenvolvimento detalhado da proposta. Para tanto, a metodologia utilizada envolvia quatro etapas: (i) Planejamento e elaboração da UEPS; (ii) Construção do material potencialmente significativo; (iii) Preparação de uma página educativa na rede mundial de computadores para disponibilizar a proposta didática e; (iv) Divulgação da pesquisa por meio de resumo em congresso e artigo em periódico.
A etapa (i), com o percurso já descrito e a materialização da UEPS, que, no entanto, só pode ser efetivada com material instrucional que precisava ser construído. Logo, a próxima etapa (ii) foi justamente o desenvolvimento deste material instrucional. No desenvolvimento do material instrucional foram elaboradas apresentações de slides e vídeos introdutórios sobre os temas abordados. Além disso, foram selecionados na web vídeos e simulações capazes de auxiliar no desenvolvimento da UEPS. Uma vez tendo desenvolvido a proposta didática e todo material instrucional necessário a ela era preciso disponibilizar este material aos professores. Para tanto, se desenvolveu a etapa (iii) com a produção de uma página educativa na rede mundial de computadores. Por fim, a etapa (iv) foi produzir trabalhos de divulgação dos resultados da pesquisa, como este presente artigo.
## Resultados obtidos
O objetivo da proposta didática, materializado na UEPS, foi de discutir conceitos modernos de Astronomia e Astrofísica utilizando a Astrologia como meio para despertar a pré-disposição em aprender. Além de uma abordagem explícita de história e filosofia da ciência, procurando mostrar que a diversidade cultural é indispensável para a ciência. Por fim, apresentar as limitações de cada forma de conhecimento procurando construir uma aprendizagem significativa crítica.
A UEPS deve ter aspectos sequencias (MOREIRA, 2011). Ela deve iniciar com uma Situação-inicial . Assim, no primeiro encontro deve-se utilizar as mais diversas estratégias, tais como discussão, questionário, mapa conceitual e mapa mental, para que os alunos externalizem seus conhecimentos prévios, seja ele cientificamente aceito ou não.
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Na proposta didática, a situação-inicial é composta de duas atividades. A primeira é a disponibilização de um questionário a ser respondidos pelos alunos. As perguntas são: 1) Qual é o seu signo?; 2. Quais são as características que seu signo diz sobre você?; 3. O que são signos? Dê sua opinião!; 4. Você acha que constelações tem relação com os signos do Zodíaco?; 5. Qual a diferença da Astronomia e Astrologia?; 6. Você sabe por que pertence a esse signo? e; 7. Você acha que Astrologia é uma ciência?
Após recolher os questionários, a segunda atividade deve ser realizada. Para tanto, deve-se encaminhar os alunos para um local com baixo índice de poluição luminosa com a intenção de observar duas constelações visíveis no céu noturno que pertencem às constelações zodiacais. Caso o professor não tenha a sua disposição um telescópio ou luneta para observação, sugere-se o uso de software sem custo para a realização da atividade. Um deles é o Stellarium , que é um software que permite ao seu usuário navegar nos céus do passado, futuro e presente. Existe a opção de se ver como estarão às constelações daqui a cinquenta anos, voltar a dois mil anos ou ver como estava o céu no dia do seu nascimento. Para facilitar o uso do Software, na página educativa está disponível uma videoaula para orientar o 1 professor.
Uma vez tendo sido realizada a Situação-inicial, o próximo aspecto sequencial da UEPS é propor uma Situação-problema . Esta atividade deve ser em um nível bem introdutório e levar em conta o conhecimento prévio dos alunos. Este aspecto sequencial tem a função de 'preparar o terreno' para a discussão do novo conhecimento que será abordado. As situações-problema podem envolver o tópico que será discutido, mas não deve iniciar a sua discussão, elas devem funcionar como organizador-prévio. Na proposta didática oriundo da pesquisa relatada neste artigo foram sugeridas as seguintes situações-problema: O que são constelações? Quando surgiu a Astronomia e qual a sua ligação com a Astrologia? Quantas constelações existem atualmente? Será que todas as etnias vêm os céus com os mesmos olhares?
- O próximo aspecto sequencial considera que uma vez trabalhadas as situações iniciais, deve-se Apresentar o conhecimento a ser ensinado/aprendido . Tal apresentação deve levar em consideração a diferenciação progressiva e a reconciliação integrativa. Para a proposta didática foi preparada uma apresentação em software de slides editável de modo que os professores possam adaptar a seu contexto. Além disso, foram desenvolvidos dois vídeos para auxiliar alunos e professores a compreenderem os principais conceitos relacionados a relação entre astronomia e os signos do Zodíaco. O Quadro 1 descreve detalhadamente este aspecto sequencial, contando: estratégia metodológicas, questões de ciência a serem discutidas e questões sobre ciência a serem discutidas.
## Quadro 1 O céu do passado
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Em continuidade, o próximo aspecto sequencial de uma UEPS é Retomar os aspectos mais gerais, estruturantes, em nova apresentação em nível mais alto de complexidade . Assim como anteriormente, para a proposta também foi construído uma apresentação de slides. O Quadro 2 descreve a proposta deste aspecto sequencial detalhadamente.
Quadro 2 Qual é o seu signo?
O próximo aspecto sequencial é procurar dar seguimento ao processo de diferenciação progressiva retomando as características mais relevantes do conteúdo em questão. A sugestão das UEPS é que isto se dê por meio de Nova apresentação dos significados . Esta apresentação deve contar com novas situações-problema que devem ser propostas e trabalhadas em níveis mais altos de complexidade em relação às anteriores. O Quadro 3 descreve a proposta deste aspecto sequencial detalhadamente.
Quadro 3 Afinal, quem está certo: Astronomia ou Astrologia?
Os dois últimos aspectos sequencias são a Avaliação da aprendizagem através da UEPS e a Avaliação da UEPS em si própria . A avaliação da
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aprendizagem deve ser feita ao longo de todos os aspectos sequenciais, por meio de registro de todas as atividades. Além disto, as UEPS sugerem uma avaliação somativa individual que deve ser composta por questões que não sejam apenas verificação de conteúdo discutido, mas que exijam compreensão e que o aluno dê significado ao que foi discutido. Já a avaliação da própria UEPS deverá ser positiva se os alunos derem indícios de que houve aprendizagem significativa. A sugestão da sequência didática para uma avaliação somativa individual é que se faça uma versão ampliada do primeiro questionário, além é claro do uso dos dados de todas as atividades ao longo da UEPS.
## Considerações finais
Toda a pesquisa relatada neste artigo, com sua decorrente proposta didática, tinha como objetivo aproximar o conhecimento prévio dos alunos de conceitos de física que não são normalmente discutidos em sala de aula. Para tanto, optou-se por apresentar temas de Astronomia, utilizando a Astrologia como tema transversal. Ao se fazer isto se procurou valorizar a bagagem cultural dos alunos, procurando despertar à pré-disposição em aprender - condição considerada necessária para que haja aprendizagem significativa.
A pesquisa pautou-se a pesquisa em três eixos que podem ser considerados fundamentais para uma pesquisa em educação científica: referencial teórico educacional, epistemológico e metodológico e que estes referenciais sejam coerentes. A proposta didática descrita neste artigo procurou ser fundamentada nestes eixos fundamentais. Também, procurou construir ideias sobre ciência que se afastem de opiniões problemáticas do empreendimento científico, ao mesmo tempo em que procurou construir um ambiente em que pudesse ser construída uma aprendizagem significativa crítica em temas de Astronomia e Astrofísica.
Por fim, cabe ressaltar que é preciso muito mais pesquisas que estejam focadas em mudar a educação científica. Que apresentem o empreendimento científico mais alinhado com a moderna filosofia da ciência, e, além disto, procurem construir de fato ambientes em que possa ser construída uma aprendizagem significativa crítica de e sobre ciência.
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