LABORATÓRIO DE ACESSIBILIDADE INFORMACIONAL: UM CAMINHO DE INCLUSÃO NA UNIVERSIDADE E SEUS DESAFIOS NO ENSINO DE CIÊNCIAS PARA DEFICIENTES VISUAIS
Gabryela Martins Lima, Viviane Guimarães De Lucena Oliveira, José Rildo De Oliveira Queiroz
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 31/01/2019
- Linha de pesquisa
- O Ensino De Física Na Educação Superior
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## LABORATÓRIO DE ACESSIBILIDADE INFORMACIONAL: UM CAMINHO DE INCLUSÃO NA UNIVERSIDADE E SEUS DESAFIOS NO ENSINO DE CIÊNCIAS PARA DEFICIENTES VISUAIS
## Gabryela Martins Lima¹, Viviane Guimarães de Lucena Oliveira², José Rildo de Oliveira Queiroz³.
- 1 Universidade Federal de Goiás/Instituto de Física/gabryelamartins1@gmail.com
- 2 Universidade Federal de Goiás/Núcleo de Acessibilidade/viviartefono@gmail.com
- 3 Universidade Federal de Goiás/Instituto de Física/rildo@ufg.br
## Resumo
A UFG, por meio do Núcleo de Acessibilidade, vem promovendo e desenvolvendo ações institucionais que assegurem o direito ao acesso, permanência e progressão acadêmica visando assegurar o direito à educação em condições de igualdade. As ações visam maximizar e resgatar a autoestima e a autonomia dos educandos com necessidades específicas, por meio de intervenções e dos recursos das tecnologias assistivas, adaptações pedagógicas que minimizem as barreiras atitudinais. Este trabalho descreve parte da realidade e os desafios que a equipe multidisciplinar do núcleo de acessibilidade da UFG se deparou ao atender a grande demanda que nos surgiu em 2018. A jornada pela inclusão dentro desta instituição não nos é nova, entretanto em grande demanda e em diversas áreas do ensino é uma novidade. Tendo como fundamentação teórica a Lei da Inclusão da Pessoa Com Deficiência (LBI N°:13.146/2015) e a Lei das cotas (LEI N°: 13.409/2016), esta experiência nos revelou um novo prisma, possibilidades e necessidades de intervenção que até então desconhecíamos. Os alunos com necessidades especiais têm nos ensinado sobre a singularidade de cada sujeito, a falta do aporte teórico, e a limitação tecnológica e atitudinal. Os resultados apontam que proporcionamos a alguns alunos com deficiência visual um apoio e uma oportunidade de igualdade dentro da UFG, minimizando as barreiras contra uma educação inclusiva .
: Educação Inclusiva, material didático, ciências naturais
Palavras-chave Introdução
A luta pela inclusão não é um processo recente, trata-se de uma jornada longa e árdua. Na década de 1980, os grupos minoritários não tinham o direito ao convívio social, muitos privados até mesmo do convívio familiar, viviam em cárcere privado. Devido ao envolvimento dos movimentos religiosos, sociais, políticos, e aos avanços da tecnologia, as pessoas com algum tipo de deficiência vem gradativamente conquistando direitos - à vida, saúde, lazer, moradia…-; espaços na escola, no trabalho …-; e reconhecimento de suas capacidades e habilidades. O movimento de inserção destas pessoas na sociedade obteve maior notoriedade e conquistas na década de 90, com adesão da educação. Em 1994, na Espanha, desenvolve-se a Declaração de Salamanca. Este documento, de reconhecimento universal, estabelece as diretrizes básicas para formulação da política educacional para todos em condições de igualdade (UNESCO, 1994).
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No Brasil, em 2015 é desenvolvida a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) (BRASIL, 2015), visando a inclusão das pessoas com deficiência e estabelecendo as diretrizes para promover e assegurar em condições de igualdade os direitos destas pessoas. Essa política estabelece quem é a pessoa com deficiência e seus direitos - da igualdade e não discriminação, do atendimento prioritário, à vida, habilitação e reabilitação, saúde, educação, moradia, trabalho, dentre outros -. Na LBI, Capítulo IV, Artigos de 27 - 30, são tratados sobre o dever do estado em assegurar e garantir à pessoa com deficiência o acesso, permanência e progressão acadêmica em condições de igualdade em todos os níveis da educação. Entretanto, para implementar a LBI, referente ao Ensino Superior, no ano de 2016, é criada a lei das cotas na Rede Federal de Ensino (BRASIL, 2016).
Essa implementação gerou novas demandas no ensino superior, culminando em transformações e adaptações institucionais. Desde 2008, visando assegurar o direito à educação em condições de igualdade, a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio do Núcleo de Acessibilidade, vem promovendo e desenvolvendo ações institucionais que assegurem o direito ao acesso, permanência e progressão acadêmica. Nossas intervenções visam maximizar e resgatar a autoestima e a autonomia dos educandos com necessidades específicas, por meio de intervenções e dos recursos das tecnologias assistivas, adaptações pedagógicas e ações que minimizem as barreiras atitudinais.
Entendemos ser essas intervenções e transformações o alicerce para promoção do bem-estar do educando e concomitante para acender do aprendizado acadêmico. Nossas intervenções estão em conformidade e contemplam a LBI, Capítulo IV, nos Artigos de 27-30, que trata sobre a importância da adoção de medidas institucionais. Como exemplo temos estudo de casos, desenvolvimento de novas técnicas - métodos, metodologias, ações e tecnologias - que maximizem as habilidades, capacidades e potencialidades dos educandos com necessidades específicas.
Mas quem é o educando com necessidades específicas? Em concordância direta com o Estatuto da Pessoa com Deficiência, em seu Artigo 2º:
[...]pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial o qual, em interação com uma ou mais barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas' (BRASIL, 2016)
É para e por este grupo que nossas ações são desenvolvidas. Para contemplar a singularidade de cada sujeito, nós fazemos estudo de casos e consideramos as demandas específicas. Desenvolvemos adaptações dos materiais didático teóricos, para os alunos cegos e com baixa visão. Esse trabalho é ofertado a nossa comunidade por meio das ações do grupo que trabalha no Laboratório de Acessibilidade Informacional (LAI) da UFG.
O LAI surgiu de uma parceria entre o Núcleo de Acessibilidade da UFG e o Sistema de Bibliotecas (SiBi). Esta parceria visa oferecer equipamentos de tecnologia assistivas - como foliador de páginas, máquina fusora 3D, dentre outros.
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Oferecemos também serviços tais como: a ampliação de materiais acadêmicos e/ou transcrição do mesmo para arquivo de áudio para alunos cegos ou de baixa visão, com a finalidade de prover educação em condições de igualdade para pessoas com deficiência e, assim desfrutarem das mesmas oportunidades que os outros estudantes.
Com a vigência da Lei de cotas (BRASIL, 2016), houve um aumento significativo do fluxo e das demandas dos alunos com problemas de acuidade visual. Em 2017, eram 55 alunos com baixa visão e 02 cegos. Já em 2018 o cenário é de 76 baixa visão e 07 cegos, matriculados nos diversos cursos da UFG. Entre os cursos escolhidos estão informática, engenharias, física e etc. A natureza destes cursos é a presença de conteúdos de física e matemática. Assim, as demandas pedagógicas destes estão relacionadas ao acesso aos materiais didáticos. Para minimizar a barreira informacional, o LAI faz adaptação de material, como a ampliação e transcrição de listas de exercícios e capítulos de livros de cálculo. Sendo assim, há uma necessidade de material adaptado para estes alunos acompanharem e compreenderem o conteúdo ministrado em aula, material esse que vai além de uma aula expositiva.
Para progressão da aprendizagem é necessário que o aluno dedique-se aos estudos no contra turno, e para isso ele precisa de textos e anotações das explanações ministradas em sala. Para dar sequência aos estudos, eles necessitam de material de apoio, como acesso aos livros da biblioteca, as apostilas postadas nas turmas virtuais e as anotações do professor na lousa. Nem sempre um aluno cego ou de baixa visão consegue ter acesso de imediato a estas anotações. Para isso dispomos de monitores de apoio educacional, para estarem em sala com o aluno fazendo os registros ou para auxiliarem na estruturação das atividades acadêmicas. Esse acompanhamento é feito em sala de aula e/ou no espaço da biblioteca - LAI-.
- O Núcleo de Acessibilidade disponibiliza monitores para acompanhamento desses alunos em sala de aula e os serviços de adaptação de material e equipamentos para estudo extraclasse. O LAI conta com uma série de equipamentos de leitura de livros, como o SARA CE que escaneia o livro e lê em tempo real para o aluno e o Victor Reader Stratus que é um dispositivo portátil que lê um livro gravado em pen drive ou CD.
Apesar do LAI contar com equipamentos que ajudam no estudo extraclasse e dispor de computadores com softwares que leem a tela do computador, possibilitando o aluno a estudar utilizando o mesmo, ainda há uma carência de softwares e equipamentos que consigam ler a linguagem matemática. Como maioria dos softwares leem somente arquivos de texto não é possível a leitura de equações matemáticas em arquivos de extensão txt pois a própria extensão não suporta tal formatação.
Esse trabalho relata as dificuldades e as soluções encontradas pela equipe do LAI e dos monitores do Núcleo de Acessibilidade da UFG no acompanhamento e na adaptação de material didático para alunos com deficiência visual no ensino de ciências naturais.
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## Descrição de Experiência
Ao início de cada semestre, os professores são avisados que terão um aluno com deficiência em sua turma e recebem algumas instruções de como preparar e desenvolver uma aula inclusiva dentro da universidade. Quando o aluno é cego ou possui baixa visão, pede-se ao professor que for utilizar slides ou algum texto que envie com antecedência para a equipe de conversão, para que no dia da aula, esse aluno consiga participar juntamente com os outros. O aluno também é instruído a enviar qualquer material que ele precise durante o período letivo e suas especificações, como por exemplo, tamanho da fonte que o mesmo lê confortavelmente e/ou equipamento e software de leitura.
No seu primeiro semestre de 2018 foi solicitado ao LAI uma adaptação de material didático para dois alunos de baixa visão que iriam cursar Cálculo I. Este foi o primeiro material em linguagem matemática que a equipe de conversão recebeu. O desafio estava dado. O tamanho das fontes que eles precisavam era de 24p e 48p. Inicialmente, por meio de contato com outras universidades, foi instruído que em conversões de fonte 48p ou superior, era indicado que o estudante usasse braille. Entretanto, o aluno que necessitava da fonte em 48p não utilizava braille. Sendo assim, começamos a converter o texto para a extensão txt para a utilização do material em softwares de leitura.
Com exceção das partes em que eram apresentadas as teorias e argumentos acerca do assunto a ser estudado, nós tivemos problemas para converter e ampliar as equações matemáticas e os gráficos pois a extensão de texto não suporta a formatação das equações e imagens. Além dos softwares de leitura, como o Dosvox e o NVDA não lerem símbolos matemáticos, nem sempre o material de apoio entregue aos alunos tem uma boa resolução para ser ampliado diretamente em formato de imagem para os alunos de baixa visão. E para os alunos cegos e/ou que precisam de fonte superior à 48p que desejam utilizar o livro de física em equipamentos como SARA CE , o reconhecimento de caracteres desses equipamentos não reconhece símbolos matemáticos ou imagens. Sendo assim, transcrevemos todas as equações manualmente, utilizando a ferramenta de equação de editores de texto como o LibreOffice para conseguir ampliar as equações para o tamanho 24p e 48p. Os gráficos que não foram refeitos foram escaneados novamente e ampliados em extensão de imagem.
Superado inicialmente, a conversão do material de Cálculo, nos foi enviado um texto de Economia que havia linguagem matemática, no entanto, esse texto era para uma aluna cega de Direito. Assim, não seria possível a ampliação do texto como havia sido feito anteriormente, pois o material a ser entregue para a aluna precisava estar em extensão textual. Foi necessário então, escrever as equações por extenso, porém sem interpretar. Por exemplo:
<!-- formula-not-decoded -->
deveria ser transcrito como 'a é igual à derivada de v sob a derivada de t' ao invés de 'a aceleração é igual a razão entre a derivada da velocidade e a derivada do tempo'.
Contudo, nem todos da equipe de conversão possui ou está em formação acadêmica na área de exatas, dificultando assim a transcrições de tal material. Foi
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necessário o auxílio do professor da disciplina para saber como seria melhor adaptado às equações para essa aluna. Os gráficos foram ampliados e impressos em A4, em seguida foi passado cola 3D para criar alto relevo no sistema de coordenadas, retas e curvas para que a aluna tivesse acesso ao material de apoio integralmente.
## Análise
O acesso à livros em formatos acessíveis é incentivado por lei para que editoras disponibilizem arquivos digitais que possam ser reconhecidos por leitores de telas, porém ainda nenhum dos leitores de tela do mercado reconhece e lê equações. Isso quando a editora disponibiliza os livros em formato acessível.
Antigamente havia uma resistência maior em disponibilizar o livro em formato digital, por receio da violação dos direitos autorais que permeiam as publicações impressas. Entretanto, tanto o livro impresso quanto o livro digital podem ser alvos de 'pirataria', derrubando assim essa suposição (WEINSCHENKER, 2018). Assim, como atualmente o livro impresso precisa de sua versão digital para a impressão, não haveriam custos adicionais para disponibilizar o livro em seu formato digital. Diferentemente do livro em braille, que acarretaria um custo elevado para a editora em sua confecção e que não seria cômodo para o leitor, uma publicação do sistema braille faz com que uma página de um texto normal se torne de 3 a 4 páginas em braille, dificultando assim a mobilidade ao carregar e consultar o livro, além do aumento de custos.
Ainda que exista o Código Braille de Matemática, é difícil encontrar livros de física disponíveis em braille e até mesmo, difícil encontrar leitores que utilizam o sistema braille e que conheçam a linguagem matemática. Não obstante, nem todos os deficientes visuais são alfabetizados no braille (OLIVEIRA, 2018). Um exemplo é o Coordenador do MOLLA (Movimento pelo Livro e Leitura Acessíveis no Brasil), Naziberto Lopes de Oliveira que ficou cego na vida adulta, dificultando assim a alfabetização em outro sistema de comunicação. Em virtude disto, a tecnologia está se desenvolvendo de maneira que tenhamos um apoio cada vez maior na educação inclusiva.
Apesar do desenvolvimento do MATVOX, que é uma extensão para o leitor de tela Dosvox, essa extensão é apenas uma calculadora científica para deficientes visuais, o que ajuda na autonomia do aluno ao estudar, mas que ainda não auxilia no estudo de classe como notas de aula do professor ou apostilas. Mencionamos ainda, que as imagens precisam ser descritas. Podemos utilizar como exemplo este exercício adaptado do livro de Thornton e Marion (2011):
'Dois blocos de massas diferentes são conectados por um fio sobre uma polia. A polia se encontra na parte de cima de um plano inclinado, oposto ao ângulo O bloco que está em contato com o plano inclinado possui massa igual a e o . θ m 2 bloco que está pendendo do outro lado da polia perpendicularmente a superfície possui massa igual a . Se o coeficiente de atrito cinético é qual é o ângulo do m , μ θ plano inclinado que permite o movimento das massas em velocidade constante?'
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Figura 01: Ilustração presente no exercício adaptado.
<!-- image -->
Desta forma, o exercício não necessita tanto da figura como o exercício original, que não colocava em seu enunciado os dados contidos na figura. Essa adaptação é um exemplo do que procuramos fazer nas adaptações no LAI, de modo a não perder a essência original proposta pelos autores do exercício, mas que auxilie o estudante deficiente visual a entender o problema sem os obstáculos que ele teria ao acessar o mesmo material.
Contudo, aos materiais que não é possível fazer uma descrição, o material didático tátil ainda é uma opção viável como o que fizemos com os gráficos de Cálculo utilizando a cola 3D. Apesar do LAI possuir um equipamento que com a utilização de um papel encapsulado especial pode produzir alto relevo em boa velocidade e qualidade, o pacote com 200 folhas chega próximo dos R$ 2.000,00 fazendo com que a impressão e a utilização desse equipamento tenham custos muitos elevados.
## Considerações finais
A importância do LAI fica evidente quando se analisa o trabalho desenvolvido no primeiro semestre de 2018. Proporcionou a alguns alunos com deficiência visual um apoio e uma oportunidade de igualdade dentro da UFG, minimizando as barreiras contra uma educação inclusiva, promovendo uma educação democrática em que todos tenham as mesmas oportunidades.
Conquistas significativas foram almejadas, porém, a grande demanda tem nos revelado que muito ainda há para fazer e conquistar, assim possamos falar que vivemos em uma sociedade realmente igualitária. Ainda há um caminho muito grande para ser percorrido na educação inclusiva, principalmente quanto ao acesso a conteúdos do campo das ciências naturais. Há um claro déficit acentuado referente às tecnologias assistivas. Apesar do avanço obtido nos últimos anos, a tecnologia assistiva ainda é reclusa ao material de ciências humanas, deixando alguns vazios no campo da educação em ciências, seja ele na disponibilização de livros acessíveis ou mesmo em softwares de leitura.
Nós ainda temos muitos aspectos em que melhorar, entretanto, a luta por uma educação inclusiva, com destaque às ciências naturais, está em processo. É temeroso pensar que algumas instituições não possuem um Núcleo de Acessibilidade, muito menos um Laboratório de Acessibilidade Informacional, contudo, é gratificante pensar que a partir do nosso trabalho, estão sendo implementados outros laboratórios nas regionais da UFG e que adiante, outras instituições também terão seus núcleos de apoio para os alunos com deficiências. Ressaltamos assim, a importância da inclusão e invocamos outros grupos como o de
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desenvolvedores de softwares e engenheiros para que todos possamos trabalhar juntos por uma educação inclusiva, podendo agregar principalmente o ensino de ciências naturais para deficientes visuais que se mostrou dificultoso.
## Referências
BRASIL. Constituição (2015). Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa Com Deficiência : Estatuto da Pessoa com Deficiência. Brasília, DF, 06 jul. 2015. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil\_03/\_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm>. Acesso em: 05 set. 2017.
BRASIL. Constituição (2016). Lei nº 13.409, de 28 de dezembro de 2016. Lei das Cotas no Ensino Superior . Brasília, DF, 28 dez. 2016. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2016/lei-13409-28-dezembro-2016-784149-p ublicacaooriginal-151756-pl.html>. Acesso em: 28 dez. 2016.
OLIVEIRA, N. L. Saiba porque a maioria dos cegos não usa braile. Disponível em: <http://www.livroacessivel.org/a-maioria-das-pessoas-cegas-nao-le-braile.php>. Acesso em: 27 jun. 2018.
UNESCO. Declaração de Salamanca sobre princípios, política e práticas na área das necessidades educativas especiais. Salamanca: Unesco, 1994.
THORNTON, S. T.; MARION, J. B. Dinâmica Clássica de Partículas e Sistemas. 5. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2011.
WEINSCHENKER, M. M. M. Livro em formato acessível: direito fundamental da pessoa com deficiência. In: GONZAGA, E. A.; MEDEIROS, J. L. R. (Org.). Ministério Público, Sociedade e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Brasília: Esmpu, 2018. p. 259-275.
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