ANÁLISE DAS AÇÕES DOCENTES EM AULAS EXPERIMENTAIS À LUZ DAS RELAÇÕES COM O SABER
Sérgio Silva Filgueira, Sergio De Mello Arruda, Marinez Meneghello Passos
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 31/01/2019
- Linha de pesquisa
- Formação, Práticas E Desenvolvimento Profissional Docente
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ANÁLISE DAS AÇÕES DOCENTES EM AULAS EXPERIMENTAIS À LUZ DAS RELAÇÕES COM O SABER
Sérgio Silva Filgueira 1 , Sergio de Mello Arruda 2 , Marinez Meneghello Passos 3
1 Instituto Federal de Goiás (Câmpus Anápolis), sfilgueira7@gmail.com
2 Universidade Estadual de Londrina, sergioarruda@sercomtel.com.br
3 Marinez Meneghello Passos, marinezmp@sercomtel.com.br
## Resumo
Nesse trabalho, apresentamos os resultados de uma pesquisa realizada em sala de aula, na qual analisamos as ações de um docente de física em aulas experimentais. A pesquisa foi realizada durante 1 (um) semestre letivo. Os resultados em tela são da análise de 2 (duas) aulas do docente, que julgamos serem representativas em relação ao conjunto de aulas filmadas. A turma era composta por 26 alunos, de um curso técnico de uma instituição pública federal. Após a filmagem das aulas e a análise de duas delas, que tiveram por temas 'queda livre' e 'vetores', utilizamos os procedimentos da Análise Textual Discursiva (ATD) para análise das ações docentes à luz da Matriz do Professor - M(P). Os setores da matriz foram tomados como categorias a priori. Partimos das concepções de Lahire (2002) sobre a ideia de ação, dialogando com as concepções de Charlot (2000) e sua teorização sobre as relações com o saber. Os excertos,que representam os diálogos, foram enumerados e alocados na Matriz do Professor. Os resultados desse movimento investigativo evidenciaram um adensamento das ações do docente no setor 3A da Matriz, o que evidencia uma estreita relação do docente com a aprendizagem dos discentes em atividades de natureza experimental.
Palavras-chave : Ação docente, Matriz do Professor, aulas experimentais.
## Introdução
A ação docente tem sido objeto de estudo das pesquisas do nosso grupo nos últimos anos. O ponto norteador desse programa de pesquisas teve origem com a tese de Passos (2009), na qual é apresentada uma análise da produção bibliográfica, em artigos de periódicos nacionais da área da Educação Matemática em um período de 32 anos. Os resultados da referida tese apontaram que os autores dos artigos analisados apresentavam uma perspectiva predominantemente prescritiva para os professores em exercício ou formação, ou seja, elencavam o que os professores deveriam fazer em sala de aula. Entre as prescrições destacamos: o professor deve 'ser prático-reflexivo, ser professor e pesquisador, ser facilitador/mediador etc.' (PASSOS, 2009, p. 238).
Os resultados descritos por Passos (2009) e dos trabalhos que dessa tese se desdobraram, chamam a atenção para a necessidade de investigar in loco as práticas docentes. Cabe ressaltar que a ênfase na ação docente não reduz a importância das pesquisas em Educação de caráter prescritivo, contudo acreditamos que os construtos teóricos sobre formação de professores sejam mais consistentes quando têm como núcleo as práticas docentes e suas interações com os discentes em sala de aula. Quem contribui com essas nossas reflexões é Charlot (2000, p.95) quando afirma que:
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Acho que os professores não estão negando a teoria, não estão dizendo ' Não queremos a teoria '; o que os professores não querem é uma teoria que só está falando a outras teorias. O problema é saber se a teoria do pesquisador está falando de coisas que fazem sentido fora da teoria. Eu sei que quando a teoria está falando de práticas, de situações que fazem sentido fora da teoria, os professores se interessam por ela. O que os professores recusam é uma teoria que está falando só a outros pesquisadores e a outras teorias. (Grifos do autor).
Essas considerações iniciais acerca da importância da compreensão do que os professores fazem em sala de aula, geraram inquietações e mobilizaram-nos à realização da pesquisa cujos resultados trazemos neste artigo. Para tanto, filmamos e transcrevemos as aulas de um docente de Física, de um curso técnico de uma instituição pública federal. Dado esse breve introito, evidenciamos agora o objetivo que norteou nosso movimento investigativo: Quais as relações que o professor estabelece com o conteúdo, com o ensino e com sua própria aprendizagem em aulas de física com atividades experimentais? Para responder à essas questões, adotaremos os setores da Matriz do Professor (instrumento teórico-metodológico que apresentaremos aqui) como categorias a priori.
## Ação docente e relações com o saber
.A premissa teórica, da qual partimos para compreensão da ação docente em sala de aula, dialoga com as ideias de Lahire (2002). Esse autor elabora uma teoria do ator plural e argumenta que o indivíduo é uma 'construção singular do social', cujas ações são determinadas pela incorporação de diferentes formas de agir, em diferentes contextos. Lahire (2002) afirma que o ator não é socializado por um único princípio gerador de suas práticas, como acredita Bourdieu, mas sim dentro de uma pluralidade de universos sociais.
Para Lahire (2002), temos uma sociologia à escala individual, ou sociologia psicológica. O cerne de sua concepção situa-se no modo sociológico de tratamento do sujeito.
É importante acentuar que o social não se reduz às relações sociais entre grupos e principalmente às diferenças socioprofissionais, socioeconômicas ou, ainda, socioculturais, se não se quiser deixar de pensar que as diferenças mais finas não são mais socialmente engendradas e que, por conseguinte, as estruturas cognitivas, emotivas, sensíveis, individuais estão fora da intelecção sociológica. O social é a relação. (LAHIRE, 2002, p.197).
As ideias de Lahire e de Charlot possuem pontos de convergência, pois apontam para a necessidade de se considerar a subjetividade dos sujeitos, que para Charlot (2000, p.33) é:
Um ser humano, aberto a um mundo que não se reduz ao aqui e agora, portador de desejos, movido por esses desejos, em relação aos outros seres humanos, eles também sujeitos; um ser social, que nasce e cresce em uma família (ou em um substituto da família), que ocupa uma posição em um espaço social, que está inscrito em relações sociais; um ser singular, exemplar único da espécie humana, que tem uma história, interpreta o
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mundo, dá um sentido a esse mundo, à posição que ocupa nele, às suas relações com os outros, à sua própria história, à sua singularidade. (Grifos do autor).
A convergência desse conjunto de ideias sobre a sociedade e os sujeitos que dela fazem parte, nos leva a acreditar que a compreensão da ação docente pode ser alcançada com maior eficácia se for considerada a pluralidade das lógicas de ação, conforme destacado por Charlot (2000).
Indicamos, também, que os resultados aqui descritos partem da premissa de que as ações do professor em sala de aula podem ser compreendidas a partir de suas relações com o saber, com o ensinar e com o aprender (ARRUDA; LIMA; PASSOS, 2011). Esclarecendo que a relação com o saber é 'a relação do sujeito com o mundo, com ele mesmo e com os outros' (CHARLOT, 2000, p.78), sendo a sala de aula nosso ambiente de investigação, podemos dizer que a relação do sujeito (nesta situação analisada) é com o mundo escolar.
Arruda e Passos (2017) apresentam três modalidades de relação com o mundo escolar, as quais denominaram e simbolizaram por (R3). A seguir trazemos alguns destaques sobre elas: Epistêmica, Pessoal e Social.
Para compreendermos essas relações em sala de aula, utilizamos o modelo descrito por Arruda, Lima e Passos (2011) como Triângulo Didático-Pedagógico. Devidos comentários sobre esse modelo e uma representação figurativa do mesmo, inserimos a seguir.
Figura 1 . Triângulos Didático-Pedagógicos (ARRUDA; PASSOS, 2017, p.103)
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Como podemos observar de antemão, os vértices superiores de cada um dos três triângulos está ocupado por um ator diferente, sendo eles: o professor (P), o estudante (E) e o saber (S).
A Figura 1 ainda possibilita assumir que as pesquisas sobre ação em sala de aula podem ser analisadas por diferentes perspectivas, ou seja, quem é o protagonista em evidência? No caso da pesquisa, cujos resultados foram apresentados neste artigo, consideraremos o primeiro triângulo, aquele que segundo Arruda e Passos (2017) instituem o professor como ponto de destaque, analisando suas ações.
A sobreposição das dimensões R3 (epistêmica, pessoal e social) ao Triângulo Didático-Pedagógico, cria uma representação prismática, que pode ser visualizada em Arruda e Passos (2017, p. 103), e que diante de um exercício geométrico de planificação, remete-nos à Matriz do Professor M(P) inserida na continuidade.
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## Quadro 01 . Matriz do Professor - M(P)
## Percursos Metodológicos
A constituição dos dados que possibilitaram a apresentação dos resultados da pesquisa em tela, ocorreu a partir da filmagem das aulas de um docente de Física, nas quais foram utilizadas atividades experimentais.
Acompanhamos as aulas do referido docente, filmando-as durante, praticamente, todo um semestre letivo. Para efeito da análise, para a elaboração deste trabalho, pensando na limitação de páginas que temos para a apresentação dos resultados de pesquisa, detemo-nos somente em duas aulas, que consideramos representativas do conjunto de aulas videogravadas (e posteriormente transcritas), nas quais os conteúdos discutidos foram 'queda livre' e 'vetores'.
A turma, envolvida nessa proposta de ensino, era composta por 26 alunos, embora não estivessem todos eles presentes nas aulas objeto da análise aqui apresentada. Neste caso específico (as duas aulas selecionadas), salientamos que os estudantes foram divididos em grupos, durante as atividades. Diante da dificuldade de acompanhar os 4 grupos de alunos, centramos atenção nas interações do docente com 2 desses grupos.
Após a realização das transcrições das aulas, estabelecemos como padrão de organização, interpretação e análise dos dados os procedimentos da Análise Textual Discursiva - ATD -, conforme nos apresentam Moraes e Galiazzi (2011). Segundo esses autores, a desmontagem dos textos, seguida da unitarização, é a etapa em
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que ocorre o desmembramento dos fragmentos que compõem o corpus 1 de análise. Cabe destacar que é fundamental que o pesquisador esteja imerso no corpus , o que possibilita uma compreensão ampla dos dados a serem analisados, sem ocorrer a perda da referência entre a parte e o todo, fato que muitas vezes acontece, quando a desmontagem é levada ao extremo. Para auxiliar nesse processo, é importante criar uma codificação para as unidades, de modo a propiciar o retorno ao texto original sempre que necessário. Neste trabalho, como trabalhamos com falas de um docente e de alunos, durante a realização das aulas, o docente será identificado pelo código D e os alunos presentes nas interações discursivas com o docente, serão denominados por A1, A2 até A26. Os fragmentos interpretados foram indicados por E (de excerto) e seguindo uma numeração contínua, E1, E2, E3 assim por diante (até que todos os comentários fossem codificados).
Dos procedimentos de transcrição; leitura e interpretação dos textos transcritos; desconstrução das interações discursivas; unitarização dos discursos segundo os objetivos investigativos; procedemos em busca da reorganização das unidades de análise, procurando identificar 'momentos' de interações entre docente e discentes, durante as aulas, o que nos possibilitou a classificação dos diálogos no setores da Matriz do professor, que apresentaremos na seção seguinte.
## Análise dos dados e apresentação dos resultados
Procedemos agora à interpretação das ações do docente à luz da Matriz do Professor - M(P). Alocamos as unidades discursivas nos setores da matriz. A distribuição das unidades discursivas, referentes às falas do docente, incidiu, principalmente, nos setores 2A e 3A da Matriz do Professor. A pouca incidência de falas na linha C (Social), segundo nossa visão do processo investigado, deve-se principalmente ao fato de, na ação docente, essa relação com o saber não ser explicitada muito facilmente. Dentro do propósito de analisar as ações do docente em sala de aula, em situações de ensino e de aprendizagem que envolvam atividades experimentais, compreendemos que esse instrumento analítico (Matriz do Professor) permite um mapeamento das ações do professor em aulas com as referidas características.
Para alocarmos as unidades discursivas, referentes às falas do docente no diálogo com os estudantes, nos setores 2A e 3A da M(P), adotamos o seguinte critério como balizador: os diálogos nos quais o docente fazia uma pergunta aos discentes e/ou respondia diretamente a um questionamento, sem que ocorresse uma extensão da sequência discursiva, foram alocados no setor 2A da M(P), pois compreendemos que essa relação com o saber era de natureza epistêmica e relacionada ao ensino. Aqueles diálogos que apresentavam sequências discursivas mais longas, ou seja, nos quais o docente não respondia diretamente a uma pergunta do estudante, lançando mão de mais indagações, acomodamos no setor 3A, pois foi possível depreender (desses relatos) que havia uma relação mais explícita com a aprendizagem dos discentes.
A adoção do referido critério fica justificada pela natureza dos dados que constituíram o corpus de análise. Pelo fato de não se tratar de entrevistas, nas quais o docente explicitasse suas concepções acerca das relações com o saber nas várias
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dimensões sugeridas pela M(P), a alocação das unidades de sentido nos setores da Matriz do Professor foi inferida pelo pesquisador, ou seja, pelas compreensões que suscitaram das análises das transcrições das falas do docente durante a realização das aulas. A distribuição dos excertos nos setores da Matriz é apresentada no quadro a seguir:
Quadro 2 : Matriz do Professor
Fonte : os autores
A maior incidência de unidades discursivas no setor 3A indica-nos que as ações do docente consideram intensamente aspectos associados à aprendizagem dos estudantes. Tal resultado permite-nos sugerir que, em aulas que envolvem atividades experimentais, pelo fato de induzirem que as ações do professor foquem no deslocamento dos discentes para uma posição de centralidade durante as atividades, as relações epistêmicas do docente com a aprendizagem dos estudantes evidenciam-se em relação às demais.
Na continuidade trazemos alguns exemplos de diálogos alocados em certas células da M(P), entre eles destacamos o excerto 13, em que temos o registro de uma relação do docente com o ensino, no nível epistêmico (setor 2A):
D: Aí gente, vocês vão substituir esse sensor, o sensor que tá em cima, vai ficar só embaixo. Aí vocês apertam aqui em 'sair', outra função, aí não é de 2 a 5, é de 1 sensor apenas. A largura, é a largura da esfera, no caso aqui, o diâmetro da esfera. São 18 mm. Se alguém quiser medir eu trago o paquímetro. E13
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Sobre a relação do docente com a aprendizagem dos estudantes, no nível epistêmico - setor 3A de M(P) -, selecionamos o excerto 123 como representativo dessa relação com o saber.
D: Qual tem massa maior, A12? A12: Esse daí (aponta para o livro). D: Então ele vai cair primeiro, né? A12: Com certeza. Professor solta os objetos, com a folha aberta. D: Se ela cai por último, se eu puser ela aqui em cima, ela vai cair por último, não vai? (Neste momento o professor solta os objetos, com a folha aberta). A12: Vai. (Os objetos soltos pelo professor caem juntos). A12: Mas se colocar separado o livro cai primeiro. E123
No diálogo supracitado, o docente explicita uma relação epistêmica com a aprendizagem dos estudantes, possibilitando também que estes possam formular e testar hipóteses.
A relação do docente com a própria aprendizagem, na dimensão epistêmica setor 1A da M(P) - é expressa pelo excerto seguinte:
D: Hum, eu 'tô' achando que vou trocar o sensor, a luz não tá acendendo.
A22: Está acesa, mas bem fraca. E21
Como já comentado, as relações do docente com o conteúdo são mais facilmente identificadas quando a constituição dos dados ocorre por meio de entrevistas. Sendo a constituição do corpus originada de falas do professor durante a realização das aulas, exige-se maior inferência por parte do pesquisador. Nosso entendimento parte da premissa que, durante a exposição de um conteúdo ou em um diálogo com os estudantes, a relação do docente seja com o ensino desse conteúdo, principalmente o setor 2A da M(P). No caso do diálogo expresso no excerto 21, o docente, diante da falha do aparato experimental de queda livre, estabelece uma relação com o conteúdo, com sua própria aprendizagem, no nível epistêmico. Quando ele diz: 'a luz não 'tá' acendendo', se referindo ao sensor do equipamento de queda livre, não o faz com a preocupação de ensinar determinado assunto aos alunos, mas sim no sentido de uma autorreflexão acerca de um conhecimento de natureza experimental (lidar com os instrumentos do laboratório didático). Por isso, alocamos esse excerto no setor 1A da Matriz do Professor.
No excerto 26, temos um exemplo da relação do docente com sua própria aprendizagem na dimensão social (setor 3A da Matriz do Professor).
- D: Gente, vão fazendo as outras atividades, enquanto eu troco o sensor...
- [...] agora funcionou. Isso é física, gente! E26
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No excerto supracitado, o docente faz uma reflexão sobre sua aprendizagem, ao chamar atenção para uma característica inerente às atividades de física experimental. Ao tentar defender a ideia, junto aos estudantes, de que os problemas com equipamentos fazem parte do trabalho científico, coloca-se em evidência a valoração social pelo docente da ciência como construção social.
Após essas explicitações que alocamos e alguns exemplos que justificam nosso posicionamento interpretativo, finalizamos o artigo expondo pontos que consideramos conclusivos.
## Considerações Finais
Nesse trabalho, detemo-nos na análise das ações docentes em um contexto de ensino e aprendizagem em aulas experimentais. A análise dos dados coletados, a partir da filmagem de inúmeras aulas e da análise de duas que julgamos representativas do planejamento docente, possibilitou-nos a categorização das ações do docente à luz da Matriz do Professor M(P), no propósito de compreender as relações do docente com o saber, verificamos que as interações discursivas, envolvendo o docente, incidiram com maior intensidade na célula 3A da M(P). O adensamento das ações do docente nesse setor da Matriz do Professor denota sua estreita relação com a aprendizagem discente, o que é fundamental para o desenvolvimento de aulas nas quais o eixo norteador envolva atividades experimentais.
Através dos resultados apresentados nesse trabalho, é possível verificar que a Matriz do Professor permite um mapeamento das ações do professor em sala de aula. Em um futuro movimento investigativo, iremos 'verticalizar' nossos estudos nos excertos alocados somente no setor 3A da M(P), evidenciando as ações do docente e dos discentes, buscando um 'vínculo e/ou interação' entre elas.
## Referências
ARRUDA, S. de M.; LIMA, J. P. C.; PASSOS, M. M. Um novo instrumento para a análise da ação do professor em sala de aula. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências , v.11, p.139-160, 2011.
ARRUDA, S. M.; PASSOS, M. M. Instrumentos para a análise da relação com o saber em sala de aula. REPPE: Revista do Programa de Pós-Graduação em Ensino , Universidade Estadual do Norte do Paraná, v.1, n.2, p.95-115, 2017.
BARDIN, L. Análise de conteúdo . 3. ed. Lisboa: Edições 70, 2004.
BOURDIEU, P. Esboço de uma teoria da prática. In: Ortiz, R. (Org.). A sociologia de Pierre Bourdieu . São Paulo: Ática, p.46-86, 1994.
CHARLOT, B. Da relação com o saber : elementos para uma teoria. Porto Alegre: Artmed, 2000.
LAHIRE, B. Homem plural : os determinantes da ação. Tradução de Jaime A. Clasen. Petrópolis: Vozes, 2002.
MORAES, R.; GALIAZZI, M. do C. Análise textual discursiva . Ijuí: Unijuí, 2011.
PASSOS, M. M. O professor de matemática e sua formação : análise de três décadas da produção bibliográfica em periódicos na área de Educação Matemática no Brasil. 2009. 328f. Tese de Doutorado, em Educação para a Ciência, Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2009.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.