Uso de literatura fantástica no Ensino de Ciências de forma dialógica: Interpretação da personagem Alice - de Alice no país das maravilhas - como uma professora.
Carlos Alberto Chaves
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 30/01/2019
- Linha de pesquisa
- Cultura E Arte No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## Uso de literatura fantástica no Ensino de Ciências de forma dialógica: Interpretação da personagem Alice - de Alice no país das maravilhas - como uma professora.
## Carlos Alberto Chaves¹
¹Instituto de Física da Universidade de São Paulo / Licenciatura em Física, carlos.alberto.chaves@usp.br
## Resumo
A arte, lato sensu, pode servir como um valioso vetor para um olhar crítico sobre o mundo e seus processos, cada vez mais complexos, por meio da estética e imaginação, multiplicando os pontos de vista e expandindo concepções sensoriais; a literatura, em especial, nos permite reconhecer as potencialidades da linguagem como essencial à criação de significados. Este trabalho pretende criticar um entendimento ingênuo da ciência como expressão de um racionalismo absoluto que pode colocar arte e ciência em dimensões apartadas, identificando aspectos desejáveis para o desenvolvimento, aprendizado e inserção na cultura científica na personagem Alice, de Lewis Carroll, no livro 'Alice no país das maravilhas', no qual a personagem vai para um mundo com diferentes leis físicas e estruturas sociais, relacionando suas ações com uma prática docente dialógica e emancipadora, pautada na mediação de conflitos de forma não violenta, entre atores culturalmente distintos e propor atividades de integração e estímulo à docência da autonomia, bem como indicar eventos e características presentes nos livros que podem servir para discussões epistemológicas e de conceitos físicos, em especial relacionados a física moderna, demonstrando a importância da formação cultural para os diversos agentes (docentes e discentes) e a potencialidade de materiais artísticos para o ensino de ciências.
Palavras-chave : literatura, ensino, física, autonomia.
## INTRODUÇÃO
As últimas décadas trazem novas necessidades de abordagens para a ciência. Em um mundo cada vez mais rápido e efêmero, que a informação pode ser acessada quase instantaneamente, é essencial o papel da reflexão e análise crítica dos conhecimentos apresentados. Para isso, uma das estratégias que se apresenta promissora tem como base a leitura e análise de textos de diferentes gêneros.
- A proposta desenvolvida neste trabalho busca fomentar a leitura e interpretação textual, como característica desejável em qualquer nível de ensino, em docentes e discentes. Também apresenta as potencialidades do uso de literatura para uma metodologia construtivista e autônoma de ensino, tendo como objetivo da prática educativa o desenvolvimento da curiosidade crítica, capaz de servir de ferramenta para uma participação ativa no mundo e no estabelecimento de uma relação dialógica para a aprendizagem (Freire, 1996).
Assim, este trabalho destina-se a professores interessados em repensar suas práticas ou novos docentes que necessitam de estímulos para iniciar sua carreira, partindo de uma perspectiva que busca a criação de um novo profissional, com um olhar interdisciplinar (Fazenda, 1994) para o mundo.
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Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido como Lewis Carroll, teve múltiplos interesses. Professor de matemática em Oxford, elaborava jogos lógicos, inventou equipamentos para escrita noturna (o que poderia auxiliar pessoas com problemas de visão), pintava e fotografava (quando essa prática apresentava dificuldades distintas) além de ter um bom relacionamento com crianças. Todos esses interesses se encontram comungados em seus livros de fantasia, considerados seus maiores legados e que têm como maiores representantes 'Alice no país das maravilhas' e 'Alice através do espelho e o quê ela encontrou por lá'. Ao final do primeiro livro, a irmã de Alice imagina seu futuro:
Por fim, imaginou como seria essa mesma irmãzinha quando, no futuro, fosse uma mulher adulta; e como conservaria, em seus anos maduros, o coração simples e amoroso de sua infância; e como iria reunir outras criancinhas à sua volta e tornar os olhos delas brilhantes e impacientes com muitas histórias estranhas, talvez até com o sonho do País das Maravilhas de tanto tempo atrás; e como iria sofrer com todas as mágoas simples dessas crianças, e encontrar prazer em todas as alegrias simples delas, lembrando sua própria vida de criança, e os dias felizes de verão. (Carroll, 2013)
A esta imagem acrescentamos a motivação para a interpretação de Alice como uma professora, afinal, a curiosidade e o interesse na construção humana não pode ser desvinculada da empatia, para alcançarmos um aprendizado mais humanizado. Assim, o objetivo deste trabalho é realizar uma interpretação da personagem Alice. Com isso, busca-se discutir as potencialidades pedagógicas da obra de Lewis Carroll para o Ensino de Ciências, com ênfase em posturas docentes que possibilitam a construção do conhecimento.
## DESCRIÇÃO DO TRABALHO DESENVOLVIDO
O trabalho relaciona o comportamento de Alice durante o livro ao se confrontar com um universo essencialmente novo (Alice segue o coelho branco para uma toca, chegando ao país das maravilhas, onde ocorrem as histórias, no primeiro livro alguns personagens secundários são cartas de baralho e no segundo peças de xadrez, também se têm animais falantes e outras pessoas.) com o que seria desejado de um educador preocupado com a dimensão dialógica do saber. Em especial, destaca-se o papel da resolução de problemas de forma não violenta, de acordo com o que foi proposto pelos estudos para paz de Johan Galtung, que entende a violência como sendo qualquer ação ou obstáculo artificial que sirva de impedimento para uma potencialidade humana (Pureza, 2011). Para isso, serão apresentadas algumas críticas presentes no livro ao sistema vitoriano de ensino, bem como o comportamento questionador de Alice, sobre o mundo, as relações entre os demais membros dessa nova estrutura social e, principalmente sobre si mesma.
Os livros de Carroll, em especial os que narram as aventuras de Alice, figuram como livros clássicos da literatura mundial, sendo revisitados em diversos formatos até hoje. Em especial para um professor de física, suas imagens podem provocar reflexões bastante frutíferas ao ensino, por exemplo, na cena em que alguns personagens tomam um chá interminável, pois, 'o tempo se encontra parado na hora do chá'. As obras também podem estimular uma discussão sobre o potencial energético, considerando as equações relativísticas, que deve possuir um bolinho capaz de fazer uma garotinha crescer a ponto de não caber mais em um toca de coelho.
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Porém não temos como objetivo o aprofundamento nos exemplos de aplicação de conceitos físicos neste trabalho, queremos mostrar como Carroll, por sua experiência docente, pode ter escrito a personagem Alice como uma pessoa que tenta identificar traços de racionalidade na realidade que lhe é apresentada e que mais escuta do que se coloca como 'dona de uma verdade inquestionável', sem, contudo, ser ingênua e como a leitura de obras não científicas podem servir como estímulo à inserção e entendimento da cultura científica. (DE ALMEIDA, 2001) Esse balanço entre a curiosidade e a forma de se colocar no mundo é uma boa característica para um docente interessado no Ensino Ético, que leve em conta a dimensão histórico cultural da formação dos sujeitos. Incorporando a necessidade de reflexão, tanto da ciência, como de seu ensino como produção humana e portanto, social, que não se limita a traços de uma racionalidade pura, feita por 'gênios isolados'.
Não se pode conceber uma atividade que seja puramente individual (sem relação com o outro), pois mesmo quando um indivíduo realiza isoladamente sua ação, ele a faz mediado pela história humana objetivada e por ele apropriada. (Camillo e Mattos, 2011, p. 5)
As práticas educativas apresentam local para uma série de dinâmicas e papéis, sendo necessário e bastante útil para o escopo deste trabalho, refletir sobre o papel dos estereótipos e identidades - de que o estima de um (ou de um grupo) ratifica a normalidade de outro(s). (Goffman, 1988). A escola é parte integrante do processo formador do estudante e do docente, podendo ser potencialmente danosa ao não tratar com a devida atenção as diferentes formas de identidades presentes, também por Alice relacionar-se com personagens com adjetivações bem definidas, seja de seu papel social, como o rei e a rainha de copas, a duquesa seja de seu comportamento, como o chapeleiro maluco. Sendo necessário repensar as ações acerca desses rótulos e quais relações estes efetivamente estabelecem.
A proposta deste trabalho é apresentar passagens dos livros para jovens docentes e estudantes de física apontando a essência lógica de certos irracionalismos e vice-versa propondo uma reflexão sobre ciência e arte.
## ALICE E SUAS POSIÇÕES SOBRE A ESCOLA
No contexto em que o livro foi escrito, Alice é uma menina de sete anos de idade em uma Inglaterra do Séc. XIX, assim sendo, está inserida em uma educação vitoriana, com muito foco na memorização e repetição de conteúdos. A personagem, no entanto, apresenta-se como crítica a esse sistema em diversos momentos da narrativa, questionando: 'e de que serve um livro, sem figuras nem diálogos?', ou rindo de si mesma ao tentar recitar lições em ocasiões absurdas - como caindo em um abismo sem fim, pois isso, é o que faria dela, ela mesma.
Assim, fica evidente o papel dado pelo autor à instituição e a educação formal. Contudo são realizadas críticas a real validade dos saberes adquiridos dessa forma, com a narrativa indicando que a experimentação, o contato com o mundo e as relações entre diferentes agentes são mais proveitosos para o desenvolvimento da personagem, que apesar de saber formalmente muitas coisas ao entrar no país das maravilhas - sabe muito pouco sobre como lidar com as situações que lhes são apresentadas.
Com essa interpretação podemos notar certo desconforto de Carroll com as proposições lógicas aceitas de maneira rápida e ao ensino desinteressante, o que
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pode ser corroborado pela sua produção de jogos matemáticos e enigmas lógicos, o autor foi um dos pioneiros da literatura non-sense , que mistura elementos da realidade com artifícios da imaginação que não fazem sentido com o outro trecho mas que possuem razão de ser na narrativa. Essa postura crítica em relação a instituição escolar e seus métodos deve ser apreciada em um educador que busca a emancipação, é importante evidenciar a não existência de relatos históricos que indiquem que Carroll tenha proposto grandes mudanças como professor, sendo ainda mais importante analisar sua obra literária.
## AS REFLEXÕES DE ANTES DO ESPELHO
Alice apresenta uma série de concepções sobre o mundo que podem ser exploradas por um professor de ciências, por exemplo, ao cair no buraco da toca do coelho por muito tempo, se questiona se atravessaria a terra e encontraria com pessoas que andam de cabeça-para-baixo, é interessante notar que o comportamento de uma partícula que atravessaria a terra era assunto de fronteira na época de Carroll, como apresentado nos comentários do livro.
A personagem também possuía certo senso de precaução ao interagir com os alimentos, devido ao conhecimento adquirido pelos contos de fadas anteriores, nos quais as protagonistas geralmente acabavam envenenadas por comer ou experimentar algo que não deviam, essa concepção de Alice é apresentada no trecho que encontra uma garrada com um rótulo escrito 'Beba-me', e procura por outro escrito veneno. O efeito desse tipo de colocação pelo autor é criticar os contos de fadas com uma moral muito bem definida, sem espaços para reflexão dos sujeitos, neste caso, porém, a personagem tem certo grau de consciência dos riscos e decide por arriscar-se.
Essas concepções e formulações sobre o mundo vão se transformando conforme a narrativa avança com Alice chegando a questionar as estruturas sociais do País das maravilhas.
Os problemas enfrentados por Alice retomam as questões propostas por Goffman, em 1988, acerca da identidade virtual e identidade real, sendo a primeira relacionada a imagem do sujeito transmitida e percebida pelo mundo, e a segunda o que se é, efetivamente. A personagem enfrenta essas questões devido as suas mudanças bruscas de tamanho, no qual em determinados momentos se apresenta pequena e frágil, características ligadas a insegurança, e em outras como o maior ser vivo presente, o que lhe atribui certa autoridade. Assim, Alice, se pergunta, em diversos momentos 'Quem sou eu?', e mais importante, não responde a esta pergunta - assumindo-a como um enigma, condição essencial ao docente que almeja propor uma educação construtivista - acreditar que o aprendizado se dá no vir-a-ser e não no ser prévio ás experiências.
## CAMUNDONGOS E GATOS - AS DIFICULDADES DO DIÁLOGO
Alice se mostra preocupada com as histórias de outros personagens e assuntos para os quais estes são sensíveis. Um momento que ilustra bem esta passagem é quando há uma conversa com um camundongo sobre a sua gata, pois este seria o único assunto que teriam em comum, mas Alice logo desiste ao perceber que o camundongo possuía traumas envolvendo gatos. Situações parecidas se repetem no decorrer do livro, o que é importante ressaltar aqui é que
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Alice escolhe o caminho de escutar e tentar entender os pontos de vistas de seus interlocutores, sempre com um tom apaziguador, assumindo que estes possam ter sensibilidades e ao identifica-las não insistindo nas mesmas abordagens e assuntos.
Essa prática é de grande valor ao docente preocupado com uma educação emancipadora, pois permite identificar elementos no mundo do discente fazem parte da cultura escolar mas raramente são abordados, possibilitando a discussão de, por exemplo, problemas relacionados a fatores econômicos relacionados a distribuição energética, questões relacionadas a racismo, gênero, entre outros. Sempre preocupado na formação de um espaço dialógico onde as preocupações para as discussões fazem parte da vida dos envolvidos e não apenas parte de um currículo desvinculado destes cotidianos.
## A CRÍTICA ÀS AUTORIDADES AUTORITÁRIAS
Mesmo em uma educação para autonomia, é evidente que os papéis de autoridade ainda existam, é o caso do professor na escola (quando assume esse papel), do médico no hospital etc. Porém, é extremamente importante distinguir a autoridade construída em uma relação de respeito e alteridade de uma autoridade constituída por vias autoritárias, a primeira, seria a autoridade da razão enquanto a segunda torna-se algo sem sentido.
Alice apresenta esse tipo de comportamento crítico às autoridades desprovidas de virtudes desde o início do livro, ao confrontar um papagaio que afirmava saber mais que ela apenas por ser mais velho, e principalmente ao questionar a validade dos julgamentos da personagem rainha de copas - que sentenciava - 'Cortem-lhe a cabeça!' para todos seus supostos desafetos.
É importante notar que Alice, depois de conseguir certo controle sobre seu tamanho não faz uso do artifício de crescer para fazer valer sua autoridade, o utilizando com esse fim apenas frente às injustiças praticadas pela rainha de copas. Tendo como efeito que, o docente, deve preocupar-se, ser crítico e interessado, mas acima de tudo, humano, fazendo-se valer de sua autoridade construída com as demais partes para a resolução de conflitos.
## RESULTADOS OBTIDOS
A leitura dos livros, em especial a versão comentada apresentou uma grata surpresa, indicando que outros livros podem ser utilizados com o mesmo intuito, o de identificar o comportamento docente e este balanço entre o que é esperado e principalmente, o que não é. Para mais livros que trazem aspectos interessantes da relação entre física e literatura os trabalhos do professor Luís Paulo Piassi são de grande contribuição.
- O livro de Alice se apresenta como um poço praticamente inesgotável de doces surpresas (tomando uma imagem do próprio Carroll), no qual um professor de física pode conjecturar se por algum acaso as concepções sobre a disposição do universo já não estariam escritas em um livro infantil por um professor de matemática. É importante notar, que essas imagens, em especial geradas em suas reproduções e versões povoaram o imaginário popular em todo o mundo, podendo inclusive ter influenciado os cientistas e escritores mais célebres pós-Alice.
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O principal resultado é repensar a prática docente como passível de espaço para uma abordagem dialógica, na qual as tensões podem, e quando possível, devem ser tratadas com uma lógica de resolução não violenta, que reconhece a ciência como produto de relações humanas, muitas delas não racionais e que para inclusão de docentes e alunos nessa cultura científica a curiosidade de se questionarem sobre o mundo e o intelecto não pode ser suprimida por lições informativas que não possuem significado no mundo atual e que o professor encontre interesse nessa nova metodologia que leva em conta aspectos culturais, históricos e sociais para refletir sobre sua prática.
## CONSIDERAÇÕES/CONCLUSÕES
Esse trabalho não se propõe a ser uma verdade sobre as intenções de Carroll ao escrever o livro, muito menos fazer algum tipo de julgamento moral sobre elas, mas acredita que é impossível desvincular sua vida e sua forma de sua escrita. Novos trabalhos sobre esse autor são importantes de serem feitos e/ou traduzidos, principalmente sobre a obra de Charles Lutwidge Dodgson como matemático no campo da lógica, embora uma boa quantidade de material esteja reunida no site da Fundação Carroll, alimentada por fãs do mundo inteiro.
O uso de literatura parece solucionar problemas de duas ordens distintas, o da falta de leitura e com isso de interpretação e o da falta de conexão entre as diversas matérias presentes no currículo, podendo favorecer uma prática mais interdisciplinar e autônoma. Este trabalho se propôs a refletir sobre o papel do professor nessa dinâmica, tendo em vista que a maioria dos trabalhos apresenta uma abordagem focada no conteúdo, identificando exemplos de como a literatura ou a arte em geral, pode ser usada como exemplos do saber científico, porém, baseado na leitura de Paulo Freire, parece pouco tentar distinguir as dimensões presentes entre arte, ciência e ensino, sendo talvez, mais proveitoso a todas as partes certa 'antropofagia' entre elas, visando a constituição final não de um aluno ou de um professor, mas de um ser humano, histórica e socialmente posicionado e capaz de refletir criticamente sobre si mesmo e sobre a sociedade que o contempla.
Os livros de Carroll utilizados em sala de aula teriam a vantagem que estabelecer novas perspectivas para o ensino de ciências e esta interpretação de Alice como uma professora emancipadora pode servir de inspiração a novos docentes em um período onde a prática apresenta desafios ímpares nos âmbitos políticos, culturais e econômicos.
## REFERÊNCIAS
CARROLL, L. Alice: edição comentada e ilustrada: Aventuras de Alice no País das Maravilhas & Através do espelho. Zahar, 2013.
CAMILLO, J.; MATTOS, C. R. Educação em Ciências e a Teoria da Atividade Sócio-Cultural-Histórica: Alguns apontamentos. VIII - ENPEC - Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências. Campinas - SP, 2011.
DE ALMEIDA, M. J. P.; DA SILVA, H. C.; MACHADO, J. L. M. Condições de produção no funcionamento da leitura na educação em física. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, v.1, 2001.
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DE LIMA, L. G.; RICARDO, E. C. Física e Literatura: uma revisão bibliográfica.
Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 32, n. 3, p. 577-617, 2015.
FAZENDA, I. C. A. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. Papirus editora, 1994.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GOFFMAN, E. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.
PUREZA, J. M., O desafio crítico dos estudos para a paz. Relações Internacionais (R: I), n. 32, p. 5-22, 2011.
RAMOS, J. E. F.; PIASSI, L. P. 'Os limpadores de estrelas': O conto de literatura fantástica no ensino de astronomia. Rio de Janeiro, 2011.
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