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A UTILIZAÇÃO DA GIF COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE FÍSICA: UMA ABORDAGEM A TERMOLOGIA

Robson Luiz Dal Ponte, Italo Gabriel Neide, Geovana Luiza Kliemann, Marli Teresinha Quartieri, Romildo Pereira Da Cruz, Maria Madalena Dullius, Bárbara Do Couto Pretto, Elise Candida Dente

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
30/01/2019
Linha de pesquisa
Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## A UTILIZAÇÃO DA GIF COMO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE FÍSICA: UMA ABORDAGEM A TERMOLOGIA

Robson Luiz Dal Ponte 1 , Maria Madalena Dullius 2 , Italo Gabriel Neide 3 , Marli Teresinha Quartieri 4 ,Geovana Luiza Kliemann 5 , Romildo Pereira Da Cruz 6 , Bárbara do Couto Pretto 7 , Elise Candida Dente 8

1 Universidade do Vale do Taquari, robsonldalpontte@gmail.com

- 2 Universidade do vale do Taquari,madalena@univates.br
- 3 Universidade do Vale do Taquari, italo.neide@univates.br
- 4 Universidade do Vale do Taquari, mtquartieri@univates.br
- 5 Universidade do Vale do Taquari, geovanakliemann@universo.univates.br
- 6 Universidade do Vale do Taquari, romildo.cruz@univates.br
- 7 Universidade do Vale do Taquari, barbara.pretto@univates.br
- 8 Colégio Sinodal Conventos, elisedente@universo.univates.br

## Resumo

As simulações e animações, enquanto recurso didático, podem auxiliar na visualização e compreensão de fenômenos físicos. Este trabalho busca socializar os resultados decorrentes de uma atividade realizada com 30 alunos do 2º ano do Ensino Médio de uma escola do interior do Rio Grande do Sul. O mesmo objetiva uma análise sobre as percepções dos alunos quanto a possibilidade do uso de GIFs para aprendizagem de Física, especificamente em relação ao tema termologia. Os instrumentos de coleta de dados foram um questionário e, posteriormente, uma atividade envolvendo uma GIF sobre escalas termométricas e outras duas sobre dilatação térmica. Por fim, destaca-se neste trabalho que, embora sejam parcos os desenvolvimentos destes recursos com teor de significância educacional, as GIFs demonstram potencial como recurso para o ensino e aprendizagem, despertando a curiosidade e o interesse dos alunos pelo assunto. Salienta-se, também, que este trabalho teve caráter exploratório, a fim de subsidiar pesquisas futuras com o mesmo foco. Intenciona-se, a partir dessa proposta, expandir os estudos para criação de GIFs e exploração destas no contexto escolar, tanto com alunos quanto com professores, visando ser mais uma ferramenta com potencial para qualificar os processos de ensino e aprendizagem no contexto da Física.

Palavras-chave : GIF; Ensino de Física; Termologia

## Introdução

A abstração necessária para entender alguns conceitos científicos, pode tornar fadigoso tanto o ensino quanto o aprendizado. Na física, por exemplo, explorar as variações de troca de calor de um conjunto utilizando apenas quadronegro e giz pode ser pouco significativo para aprendizagem dos alunos. Outrossim, representações destes fenômenos nos livros didáticos de física, são

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apresentados por sequências de imagens acompanhadas da teoria, exigindo do aluno uma ideação plena sobre a dinâmica das imagens.

Contudo, no desenvolvimento de um ensino alternativo aos métodos tradicionais, alguns professores levam as tecnologias para sala de aula como recurso complementar a abordagem verbal e escrita. Estes recursos se fazem profícuos ao passo que abordamos fenômenos difíceis de serem apresentados apenas com ferramentas de visualização estática (quadro-negro, por exemplo). O exercício de abstração, poderá se tornar mais intuitivo à medida que o professor faz uso de imagens animadas ou simuladores (VEIT, GONÇALVES e SILVEIRA, 2016).

Ao encontro disso, há um leque de possibilidades tecnológicas que podem ser exploradas no meio educacional para facilitar a visualização e melhor compreensão de determinados conceitos e fenômenos físicos. Inúmeros softwares são planejados com a finalidade de serem utilizados em ambiente educacional, porém alguns recursos tecnológicos podem e são adaptados para esse contexto. Como exemplo, há as animações no formato GIF, que de modo geral são usadas para entretenimento e como meio de comunicação em diferentes redes sociais, mas que podem ser benéficas para o ensino e a aprendizagem, se vistas dessa forma pelos professores e alunos.

Este tipo de imagem, que chamaremos de GIF (acrônimo em inglês para Graphics Interchange Format ), surgiu em 1987, criado por Steve Wilhite, trata-se de um 'protocolo para intercâmbio de imagens bitmap' (LUPINACCI, 2016, p. 27). As GIFs transitam entre imagens estáticas e vídeos, possuindo, atualmente, características como reprodução em looping , curta duração, compatibilidade com diferentes tipos de softwares de apresentação e navegadores. A popularização das GIFs, entretanto, ocorreu anos mais tarde, com o surgimento das redes sociais como Facebook , Orkut e Tumblr sendo utilizadas como forma de comunicação em conversas informais (ibidem).

Portanto, nesse estudo analisou-se a possibilidade de explorar esse recurso como uma forma alternativa às atividades experimentais, considerando ser mais corriqueiro alunos com acesso à internet e a dispositivos móveis, do que uma escola com laboratórios devidamente equipados (BORGES, 2002). Essa observação, contudo, não desconsidera a diferença entre uma atividade com simulações e animações e uma atividade experimental, apenas indica possibilidades de visualizar o experimento além do laboratório escolar.

Por conseguinte, as diretrizes deste trabalho objetivam uma investigação exploratória, com a finalidade de socializar os resultados decorrentes de uma atividade realizada com alunos do Ensino Médio, destacando as percepções destes sobre potencialidades e fragilidades do uso de GIFs no ensino de alguns tópicos da termologia. Espera-se, a partir dessa intervenção, socializar mais uma possibilidade de recurso tecnológico como auxiliar no contexto educacional, bem como, ter maior clareza sobre a relevância do uso de GIFs para o ensino de Física, a partir da concepção dos alunos.

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## Percursos metodológicos da pesquisa

Buscando entender como as GIFs podem auxiliar na percepção de certos conteúdos de Física, foi proposta por integrantes do projeto 'Tendências no Ensino' uma atividade de intervenção, com duração de duas horas, para 30 alunos do 2º ano do Ensino Médio de uma escola do interior do Rio Grande do Sul. A estes, foram apresentadas GIFs relacionadas à termologia para que analisassem, discutissem e posteriormente apontassem potencialidades e fragilidades de sua aplicação em sala de aula.

A pesquisa caracteriza-se como qualitativa e exploratória, que, para Gil (2010, p. 44), consiste em 'desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias, com vistas na formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores'. Ademais, por ser um assunto ainda recente ao contexto educacional e, portanto, pouco explorado entre a comunidade científica, torna-se ainda mais coerente realizar uma pesquisa de caráter exploratório, que são '[...]desenvolvidas com o objetivo de proporcionar visão geral, de tipo aproximativo, acerca de determinado fato. Este tipo de pesquisa é realizado especialmente quando o tema escolhido é pouco explorado [...]' (ibidem).

No primeiro momento da atividade foi realizada uma apresentação breve, aos alunos, sobre o foco do projeto já mencionado e o objetivo da atividade a ser desenvolvida. Essa apresentação inicial teve o intuito de esclarecer que não tínhamos o intuito de testar conhecimentos e sim verificar se esse recurso tem potencial educativo. Em seguida, como instrumento para coleta de dados, foi entregue a cada aluno o questionário, que trazia perguntas pertinentes ao uso de GIFs: Em quais situações do dia a dia você utiliza GIFs?; você já utilizou ou pensou em utilizar GIFs para o seu aprendizado?; você acredita ser possível aprender os conteúdos ministrados em aula através de GIFs? De que forma? Posteriormente, foram exploradas duas atividades: uma sobre escalas termométricas e outra sobre dilatação volumétrica.

As atividades foram abordadas primeiramente apenas na forma verbal, sendo um diálogo entre os alunos e os pesquisadores norteando algumas perguntas, tais como: Quais escalas vocês conhecem? Como as moléculas se encontram quando o corpo está em equilíbrio térmico? E quando não está? Após essa abordagem, foram apresentadas as GIFs em projetor multimídia fazendo alusão ao que já havia sido retratado nas discussões, visando constatar ou não as hipóteses criadas pelos alunos. Também foi solicitado para que, ao analisarem a GIF, realizassem novas hipóteses apenas visualizando o comportamento que ocorria em looping e, a partir disso, verificarem por meio de cálculos se as mesmas seriam passíveis de ampliação do entendimento das conjecturas que emergiram anteriormente a este momento. Cabe ressaltar que a fala dos alunos, neste momento, foi registrada em vídeo e, posteriormente, foram transcritas e analisadas para complementar este trabalho.

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## Análise dos resultados

Na análise das respostas do questionário ficou explícito que o uso de GIFs é eminente entre os alunos, representando 66,7% da turma, estes os utilizam em Redes Sociais, em chats on-line com amigos e em momentos de descontração. Dos que afirmam utilizar GIFs no dia a dia, 6,1% disseram já ter usado ou pensado sobre a possibilidade de usar esse recurso para sua própria aprendizagem. O gráfico 01, ilustra os dados de forma mais clara e objetiva, dada a natureza da pergunta.

Gráfico 01: Uso das GIFs. Fonte: Dos autores

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Com base nos dados apresentados no gráfico 01, pode-se perceber que a aplicação deste recurso, presente no dia a dia dos alunos, passa despercebido em um ambiente diferente do habitual, neste caso para a aprendizagem de conteúdos estudados na escola.

De modo geral, observou-se que, quando questionados sobre a possibilidade de aprender os conteúdos ministrados em aula por meio de GIFs, as respostas apontam otimismo dos alunos, mesmo daqueles que disseram não utilizar o recurso, contudo, muitos não conseguem visualizar essa aplicação. Em corroboração ao salientado, destacam-se na sequência, depoimentos oriundos do questionário aplicado. Enfatizamos que os investigados receberam codinomes a título de integridade.

Em relação a pergunta: Você acredita ser possível aprender os conteúdos ministrados em aula através de GIFs? De que forma?; alguns depoimentos:

'Acredito ser possível, mas não sei de que forma isso pode ocorrer ' (ALUNO A).

' Nunca imaginei como poderia utilizá-los desta forma. [...]' (ALUNO B).

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- O posicionamento do aluno A e do aluno B foi predominante entre os integrantes da turma, indo ao encontro com o que já foi dito neste trabalho sobre a incapacidade dos alunos relacionarem o recurso tecnológico que possuem com o assunto abordado em aula. Ainda em relação a essa pergunta, o Aluno C menciona:

'Talvez, com a projeção deles [GIFs] e a colaboração dos alunos. [...]' (ALUNO C).

Outro ponto importante a ser destacado quanto ao posicionamento dos alunos na utilização de GIFs, é que embora os alunos supracitados tenham percepções de utilizações dentro da sala de aula, o intercâmbio não ocorreu da sala de aula para o cotidiano do aluno, como percebemos no comentário do aluno C. Para este aluno a possibilidade de uso é o professor apresentando a GIF por recursos multimídia em aula. Entretanto, ele, assim como boa parte dos alunos, não se ateve ao fato de poder utilizar no dia a dia, seja em momentos de lazer ou de estudos individuais; seja por dispositivos móveis ou computadores.

Ainda, o que pode influenciar nessa dificuldade do aluno perceber a aplicabilidade das GIFs em outro ambiente, é a carência desse tipo de recurso com conteúdos que sejam 'relevantes'. Embora exista uma infinidade de GIFs disponíveis na internet, é mais escasso encontrar algo que seja voltado ao aprendizado, como alude o aluno D.

'Acho que sim, mas é difícil encontrar GIFs com algum conteúdo relevante . ' (ALUNO D).

Essa dificuldade em encontrar GIFs de física é destacada também pelos pesquisadores que guiaram as atividades, tanto que, algumas das GIFs exploradas nesta intervenção foram criadas a partir de simuladores ou vídeos, para serem mais significativas. Especificamente em termologia, conteúdo sugerido pela professora titular da turma para ser explorado, existe na internet uma baixa adesão de GIFs com um teor de significância para a aprendizagem do aluno, como mostra a Figura 02.

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Figura 02: Pesquisa realizada na internet sobre 'GIFs termologia'. Fonte: Google Images

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Deve-se atentar ao fato de que as buscas na internet nem sempre filtram de forma correta, pois na busca apresentada na figura 02 algumas imagens são do tipo JPEG (não cabe entrar no conceito do acrônimo JPEG, apenas ressalta-se o fato de ser uma imagem sem movimento).

Na continuidade, alguns alunos argumentam sobre a possibilidade de se utilizar GIFs para aprendizagem.

- 'Sim, porque ele cria um ciclo e fico prestando atenção , nos faz entender e aprender. ' (ALUNO P).
- 'Sim, pois assim teríamos uma melhor memorização por serem pequenos e mais fáceis de lembrar …' (ALUNO F).
- O aluno P identifica como potencialidade o looping existente na animação, por poder ver o fenômeno acontecer repetidamente, sem interrupções. A característica de looping em uma GIF pode consubstanciar uma abordagem verbal e escrita já existentes em sala de aula, para auxiliar na abstração necessária do aprendizado.

Outra potencialidade da GIF é o seu tamanho, originalmente construída para ocupar pouca memória nos dispositivos e atualmente com uma massiva compatibilidade em ferramentas digitais, as GIFs possibilitam tanto ao professor quanto ao aluno um acesso imediato, off-line e com menor custo de memória do que um vídeo (LUPINACCI, 2016). Segundo o aluno F a característica de ser pequeno gera uma 'melhor memorização', pois são 'mais fáceis de lembrar'.

Em um segundo momento, e após a aplicação do questionário, problematizamos uma atividade relacionada a escalas termométricas. Os alunos

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apresentaram alguns conhecimentos prévios sobre o assunto e logo depois mostramos, por meio de um projetor, uma GIF (Figura 03) de uma simulação de três termômetros em diferentes escalas variando proporcionalmente.

Figura 03: GIF de simulador termométrico nas escalas Celsius, Fahrenheit e Kelvin. Fonte: adaptada de Educaplus

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Visualizando, interpretando e debatendo a GIF, os alunos foram questionados sobre qual relação poderia ser criada entre as três escalas. Hipóteses foram levantadas, utilizando o zero absoluto como parâmetro e analisando a temperatura momentânea das outras escalas. Em seguida, os mesmos utilizaram materiais que possuíam de aulas anteriores para constatar ou não suas hipóteses.

Na sequência, apresentamos a segunda atividade que envolvia GIFs relacionadas a dilatação volumétrica e a vibração das partículas de um corpo que recebe energia térmica. A Figura 04 ilustra como as partículas de um sólido reagem ao calor.

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Figura 04: GIF da vibração molecular de um sólido. Fonte: adaptado de Professor Diminoi

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Na Figura 04 é apresentado dois sistemas, as esferas azuis representam as moléculas de um sólido. Cada sistema possui seu próprio termômetro (em Celsius), sendo o da esquerda apresentado em constantes 0 ºC e o da direita variando em mais de 0 ºC.

A partir desta GIF, os alunos diferenciaram o corpo em equilíbrio térmico do corpo que não estava em equilíbrio térmico, e isso levantou outra discussão: 'E o que acontece em escala macroscópica, quando o sólido não está em equilíbrio térmico? ' . Do questionamento, surgiram poucas falas, contudo, expressaram a ideia de dilatação. Para consolidar a ideia, projetamos uma GIF (Figura 05) de um

experimento que utiliza uma esfera, uma fonte de calor e uma argola.

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Figura 05: Experimento de dilatação volumétrica apresentado em GIF. Fonte: adaptada de Canal Física

Por fim, os alunos observaram relação com a GIF anterior e identificaram que quando a esfera ainda não entrou em contato com a chama ela permanece em estado de equilíbrio térmico com o meio e pode atravessar a argola. No segundo estágio do experimento, a esfera já não está mais em equilíbrio térmico por isso não consegue mais passar por dentro da argola, pois ocorre o processo de dilatação volumétrica. Posteriormente, surgiram relatos sobre algumas situações do dia a dia

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em que é possível relacionar o fenômeno em estudo. Como exemplo, foi destacado a dilatação da chapa metálica do fogão a lenha e os trilhos de trem, ambos com uma fissura de prevenção para dilatação.

Neste sentido, cabe destacar que as GIFs se aproximam das animações, porém, são mais simples e se estendem para além da tela do computador e da sala de aula. Para Veit (2006, p. 93), as animações em específico, e as TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) de forma geral, se constituem como recursos auxiliares profícuos no aprendizado, ao passo que:

'Podemos obter conhecimento por meio da interatividade e através da visualização de modelos baseados na realidade, favorecendo a assimilação ou reformulação de conceitos de maneira mais eficiente do que a aula tradicional com quadro-negro e giz. '

Desta forma, tanto as animações quanto às GIFs, apontam para uma combinação de interação e entretenimento que pode facilitar o ensino e a aprendizagem (ibidem).

## Considerações finais

Durante a atividade, e entre os apontamentos realizados, percebeu-se que os alunos estavam intrigados com a possibilidade de utilizar as GIFs como um recurso para a aprendizagem de Física. No decorrer da intervenção houve interesse mútuo entre os alunos, mesmo daqueles que apontaram não utilizar GIF ou então não vislumbravam uma possibilidade de desenvolvimento didático. Deste modo, a GIF destaca relevância para a aprendizagem de física, pois trata-se de um recurso autoexplicativo, podendo ser utilizado tanto em aula quanto fora do ambiente escolar.

Enfatizamos que o número restrito de GIFs para o contexto educativo vem a ser um motivador para a continuidade e aprimoramento deste e de novos estudos, pois existem vários desafios a serem superados dentro deste contexto: qualificar esse recurso; divulgar essa possibilidade dentro do contexto escolar para que os sujeitos (professores e alunos) passem a ver o seu potencial e possam promover a inserção deste tipo de recurso na sala de aula.

Deste modo, o próximo passo desta pesquisa, dar-se-á pela produção de uma sequência de GIFs que satisfaçam as necessidades de apresentação visual de alguns conceitos de Física bem como sua significância educacional. Essas GIFs poderão ser disponibilizadas por meio de Redes Sociais aos professores e alunos e também em futuras atividades de intervenção no contexto escolar.

Finalmente, pretende-se desenvolver um guia que auxilie os alunos e os professores na produção de novas GIFs de Física, esse guia poderá, ainda, ser apresentado na forma de GIF, mostrando um passo a passo interativo e em looping . As interações decorrentes destas atividades montam um cenário em que o aluno passa a ser sujeito principal da construção do próprio saber, aproximando-o ainda mais do conceito físico e do uso das TICs.

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## Referências

BOARO, M. Canal Física: Esfera que 'cresce' no fogo. São Paulo, 18 mar. 2017. Vídeo (4 min 52 s). Disponível em: &lt;https://youtu.be/9ETlFtspCTI&gt;. Acesso em: 15 maio 2018.

BORGES, A. T. Novos rumos para o laboratório escolar de ciências. Caderno Brasileiro de Ensino de Física . Florianópolis, v. 19, n. 3, p. 291-313, 2002.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa . 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

GOOGLE IMAGES. Https://goo.gl/uWDiAq. Consulta realizada em 03/05/2018.

LUPINACCI, L. A. As apropriações do GIF animado: aspectos culturais, expressivos e afetivos dos usos de uma tecnologia defasada. 2016, 279 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação) Programa de PósGraduação em comunicação e Informação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016.

PENA, J. Educaplus: Escalas Termométricas. Madrid, 1998. Disponível em: &lt;http://www.educaplus.org/game/escalas-termometricas&gt;. Acesso em: 15 maio 2018.

VEIT, E. A.; GONÇALVES, L. J. ; SILVEIRA, F. L. Textos, animações e vídeos para o Ensino-aprendizagem de Física Térmica no Ensino Médio. Experiência em Ensino de Ciências , p. 33-42. Porto Alegre, 2006.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.