METODOLOGIAS ATIVAS E FORMAÇÃO DOCENTE: INCLUSÃO DIGITAL COMO PROPONENTE EMANCIPATÓRIA DA SOCIEDADE DO SÉCULO XXI
Isadora Luiz Lemes, Renato Pires Dos Santos
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 30/01/2019
- Linha de pesquisa
- Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## METODOLOGIAS ATIVAS E FORMAÇÃO DOCENTE: INCLUSÃO DIGITAL COMO PROPONENTE EMANCIPATÓRIA DA SOCIEDADE DO SÉCULO XXI
## Isadora Luiz Lemes 1 , Renato P. dos Santos 2
- 1 Universidade Luterana do Brasil/Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática/ isa.ulbra@hotmail.com
- 2 Universidade Luterana do Brasil/Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática/ renatopsantos@ulbra.edu.br
## Resumo
Há tempos, percebe-se a presença do termo tecnologias em diversos ramos da sociedade e um deles, que é afetado diretamente, é o da Educação. É aqui que habitam as maiores diferenças culturais e sociais que fazem com que nem todos possuam as mesmas condições e acesso às mesmas estruturas, caracterizando a exclusão digital dos menos favorecidos. Este artigo discute a inclusão digital em uma perspectiva onde esta oferece oportunidades para que todos e todas desfrutem do acesso igualitário às tecnologias existentes e que sejam superadas as barreiras que limitam as chances para que isto se torne real. Neste sentido, destaca-se a importância do papel dos professores para que assim as atuais e futuras gerações estejam em ações, não de apenas acessar a informação, mas também de aplicar conhecimentos que surgem a partir desta. Neste sentido, nosso objetivo é refletir acerca de qual pode ser o papel dos professores neste processo, tanto em relação a si próprios, quanto para que os discentes desenvolvam autonomia, criticidade e criatividade, visto que a Inclusão Digital terá um importante compromisso para que estas competências possam emergir.
Palavras-chave : Inclusão Digital; Metodologias ativas; Formação de Professores; Ensino de Física; Ciência de Dados.
## Introdução
As rupturas que hoje afetam nossa sociedade vão ao encontro das mudanças promovidas pelas novas possibilidades que as tecnologias trazem. O mundo reinventa-se a todo tempo e é preciso que nossos jovens estejam preparados para acompanhar o que acontece e adquirir habilidades para superar outras reestruturações que possam surgir.
Pensando nisso, é de extrema importância que os professores repensem sua prática, vislumbrando novas metodologias de ensino que possam vir a promover uma aprendizagem mais ativa por parte dos alunos, para que estes reconheçam também o quanto a autonomia será importante para suas vidas, visto que para que ocorra a inclusão digital por parte dos alunos, é preciso antes que os professores saibam contemplar a cibercultura (SILVA, 2009, p. 26) e, assim, se dediquem a reduzir, o quanto possível, as diferenças entre os alunos que sabem como lidar com o meio digital e aqueles que ainda não possuem domínio quanto a isto.
Para Zilka (2016), a Internet permite a fácil disseminação de informação e possibilita inúmeras formas de comunicação. Contudo, mesmo que ela chegue aos menos favorecidos, percebe-se que há um aumento do fosso que separa os
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mesmos daqueles que possuem habilidades que se voltam para além do ato de ter acesso, visto que sabem o que fazer com as informações obtidas.
Por outro lado, é necessário também que os mesmos compreendam que as mídias clássicas 'migraram' para a mídia digital e, por consequência disto, é exigido que sejam capazes de refletir acerca de sua atuação e que saibam como adaptar-se às mudanças (SILVA, 2009, p. 27).
Rowsell, Morrell e Alvermann (2017, tradução nossa), discutem que a 'Literacia Digital sugere um mundo em que todos possuam acesso livre às tecnologias [...] que permitam exploração, trabalho de conhecimento e conexões entre as pessoas'. Contudo, nem todas as pessoas têm esta oportunidade, devido às tantas lacunas a se preencher em âmbito social e econômico.
Nosso artigo objetiva refletir acerca de qual pode ser o papel dos professores neste processo, tanto em relação a si próprios, quanto para que os discentes desenvolvam autonomia, criticidade e criatividade, visto que a Inclusão Digital terá um importante compromisso para que estas competências possam emergir.
Dividimos este trabalho em três seções. Uma delas volta-se a exclusão digital de segundo nível, que se preocupa em apontar que apenas ter acesso às tecnologias modernas não é o suficiente, pois é preciso saber o que fazer com tanta informação, dando sentido a ela. A outra traz à discussão o debate sobre a importância da Formação de Professores para a Inclusão digital e a última, propõe a Ciência de Dados como Metodologia Ativa no processo de aprendizagem.
## Exclusão digital de segundo nível
Devido ao desenvolvimento da sociedade da informação, são crescentes a dificuldade de acesso e o uso adequado de tecnologias por parte de alguns grupos sociais e, isto pode estar promovendo novas formas de exclusão que refletem em diferentes campos desde as atividades de lazer dos indivíduos até o acesso e permanência no mercado de trabalho (RAGNEDDA; RUIU, 2016).
Apenas o ato de fornecer algo às pessoas não irá torná-las aptas a compreender o que pode ser feito; do mesmo modo, não podemos disponibilizar acesso à Internet e entender que assim todos estarão em patamar de igualdade. É preciso tornar as pessoas proficientes o suficiente para que saibam o que fazer com as informações que acessam (HARGITTAI, 2002).
De acordo com Silva e Pereira (2011), os dilemas que acometem a infoexclusão não devem pautar-se apenas no viés do acesso físico aos meios, que corresponde à divisão primária, mas sim compreender e abordar a exclusão secundária, que foca na análise das competências, bem como na qualidade de utilização das TIC e que, como dizem os autores citados acima, 'interferem no grau de literacia digital' que pode direcionar oportunidades trazidas pelas tecnologias, principalmente no sentido de desenvolver capacidades e conhecimento.
Entendemos, assim como Maltempi (2012), que a mera inclusão de Tecnologias na educação não representa, de fato, a solução para todos os problemas que acometem a mesma, visto que, antes de qualquer coisa, o que realmente fará diferença será fornecer subsídios necessários para que os profissionais da educação tenham a atitude de implementá-las em suas aulas, o que só poderá ser obtido através do processo de formação de professores.
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Partindo deste princípio, podemos perceber que a exclusão digital também se configura em mais um tipo de exclusão social e, para que estas desigualdades possam ser reduzidas, é fundamental que sejam discutidas soluções a partir da educação, no intuito de constituir indivíduos capazes de atuar na sociedade do conhecimento.
Os professores estão envolvidos no desenvolvimento dos cidadãos e isto faz com que o papel destes profissionais sofra ajustes que os coloquem em posição de mediadores, possibilitando às estudantes competências que hoje são imprescindíveis, sobretudo pelo processo dinâmico que vem sendo consolidado através da conectividade, robotização de sistemas, aprendizagem de máquina, entre tantos outros conceitos responsáveis por reformular nosso cotidiano.
Se pensarmos que todos estes condutores modificam e seguirão modificando nosso modo de agir no mundo, lutar para que a inclusão digital seja realidade torna-se mais uma das importantes tarefas dos professores e isto produz novos desafios acerca do papel dos mesmos que também terão de incluir-se no processo das transformações.
Os docentes devem ser conscientizados sobre a importância de seu papel na sociedade desde a etapa que corresponde a sua formação inicial, para que este sinta sua influência e responsabilidade no processo educativo e que contribui na formação do indivíduo, atuando como agente transformador.
Neste sentido, além de empreender formação continuada e os demais investimentos necessários para os avanços da educação por parte das instituições governamentais, há também a postura do docente quanto a sua atuação profissional, pois este deve praticar a autorreflexão sobre sua prática e repensar sobre com o que vem contribuindo para tornar seus alunos proficientes nos meios digitais para que, por fim, estejam incluídos, de fato, no mundo de transformações que estão inseridos.
## A formação de professores e a inclusão digital
Há algum tempo, já se percebem mudanças significativas em um contexto mais amplo da sociedade, o que se nota em muitos setores e, considerando os impactos que estas mudanças podem trazer, é fundamental repensarmos novas estratégias de ensino que acompanhem o ritmo das transformações que ocorrem.
As mudanças a que nos referimos podem ser contempladas em diversos segmentos da sociedade; porém os que mais se destacam certamente são os setores da indústria e comércio, influenciados cada vez mais pela inovação tecnológica que se utiliza de recursos como máquinas 'inteligentes', sistemas robotizados, análise e exploração de dados para obtenção de lucro, entre outros.
É provável que quase todas as transformações impactem justamente nas futuras atividades que serão exercidas pelos sujeitos. A própria BNCC refere-se à preparação básica dos indivíduos para o trabalho e traz a importância do desenvolvimento de competências que promovam a inserção dos estudantes em um mercado que se mostra cada vez mais imprevisível. Isto posto, é urgente que se iniciem ações que contribuam para o cenário que temos atualmente.
Para além dos programas criados pelos governos, - EDUCOM, PRONINFE, PROINFO, etc. - que foram pensados para atender às demandas de determinados contextos em suas respectivas épocas, é fundamental que possamos voltar nosso
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olhar às necessidades de agora, de modo a compreender que todos estes foram muito importantes para suprir o que era necessário naquele tempo.
- O papel do professor tem passado por intensas reformulações quanto ao emprego de novas metodologias de ensino, desenvolvimento, competências e habilidades para o exercício de sua profissão, entre outros fatores. Infelizmente, nem sempre são discutidos durante a formação inicial os diferentes rumos que a profissão pode seguir e o quanto é importante que se saiba contornar possíveis adversidades no decorrer da carreira.
Contudo, com formação contínua, se pode instigar que os docentes desenvolvam práticas reflexivas que se manterão presentes de forma constante no exercício da profissão, visto que os mesmos devem repensar e atualizar o seu papel frente à Educação por conta das tantas transformações que afetam e propõem reestruturações no âmbito educacional.
Neste sentido, ser professor exige ser flexível e atuar conscientemente, no sentido de compreender a si e perceber quando algo deve ser reestruturado, delineando-se assim, um profissional capaz de proporcionar à sua atuação, modos de reinventar-se.
- O professor é o profissional capaz de ser agente modificador de sua realidade e da de seus alunos para que se possa acompanhar o ritmo dos avanços que sofremos e fazer com que os discentes se tornem capazes de construir seu conhecimento a partir de uma Ciência que se modifica constantemente. Para isso, é imprescindível que estejam preparados para dar o suporte necessário aos indivíduos e assim, formar as competências que irão corresponder às profissões ainda emergentes, pois se os alunos souberem desenvolvê-las, poderão atuar de forma criativa e proativa na sociedade futura, visto que não se manterão engessados em apenas uma profissão.
Quando se fala em competências, destacam-se principalmente, de acordo com Cypriano, Souza, Farias e Calvo (2018), conhecimento de detalhes e processos, conhecimentos em matemática avançada, estatística e manipulação de dados bem como a visualização dos mesmos para comunicação, e ainda acrescentamos a importância da adaptabilidade, autonomia e capacidade estratégica para lidar com problemas inesperados.
Uma das propulsoras destas tantas modificações é a chamada Ciência de Dados, que impulsiona a reformulação de diferentes setores cada dia mais e já bate à porta da Educação Superior em algumas áreas de Formação. Davenport e Patil (2012), Eybers e Hattingh (2016) e Saltz e Heckman (2015) trazem que o despreparo de futuros profissionais para esta ciência pode provocar sérias restrições em diversas áreas e, por isso, é interessante investir na formação de profissionais que sejam capazes de atuar na ciência de dados.
Melques, Schlünzen Junior e Araya (2015, p. 275) afirmam que, por mais que a legislação esteja buscando modificar-se para dar conta de uma educação de qualidade e igualitária para todos, 'este é um longo processo que exige mudanças de conceitos, atitudes e práticas, no que concerne aos alunos e aos seus familiares, professores e gestão escolar', ou seja, não é suficiente apenas planejar e estruturar modificações em termos teóricos, mas ter atenção em como se colocar em prática tudo o que se pretende.
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Santos e Renzo (2017, p. 99) afirmam que apenas dominar o uso das tecnologias não é o suficiente para que os professores e a comunidade escolar sejam transformadores desta realidade, pois, além de saber como utilizar. É necessário também compreender o que se pode fazer para que as mesmas contribuam de alguma forma hoje, para a aprendizagem dos alunos e amanhã, para a vida dos cidadãos.
Neste contexto, as políticas de inclusão digital poderiam oferecer aos menos privilegiados a chance de se integrar à sociedade, tendo por objetivo proporcionar as mesmas condições e oportunidades de aprendizagem e reduzir, através da educação, o 'fosso digital' (ROWSELL; MORRELL; ALVERMANN, 2017).
Como proposta de estratégia para contornar as diferenças existentes entre indivíduos, pode-se falar de como incluir a Ciência de Dados no Ensino das Ciências, mais especificamente, no Ensino de Física, para que se possa contar com profissionais capacitados.
- O ensino de Física, assim como as outras áreas científicas, não deve reduzir-se apenas ao viés utilitarista que a ela costuma estar associado, pois concordamos com Silva e Begalli (2018, p. 3) que esta não é somente uma disciplina técnica importante ao aprimoramento de outras áreas como, engenharias, ou ainda base para incrementar tecnologias e inovações favorecendo o processo industrial, mas também importante à constituição humana, também capaz de preparar os indivíduos como 'cidadãos cultos e críticos' (SILVA; BEGALLI, 2018, p. 2).
Ao ensino de Física atribui-se o papel inclusivo, proporcionando a todos e a todas o desenvolvimento das competências e habilidades inerentes à sociedade, tendo também a missão de contribuir com a formação cidadã dos indivíduos. Deste modo, Silva e Begalli (2018, p. 6) enfatizam que é fundamental que se vá além da transmissão de conteúdos, tornando a educação científica dos indivíduos 'participativa e envolvente'.
Sendo assim, ao fomentar a formação de professores, propõe-se que estes aprendam como atuar na chamada sociedade do conhecimento e, por consequência, estes profissionais estarão aptos a exercer sua docência em consonância com as exigências e necessidades de cada contexto.
## A Ciência de Dados como Metodologia ativa
Entendemos Metodologias ativas conforme Borges e Alencar (2014), que as definem como um meio de desenvolver a aprendizagem dos discentes, tornando-os protagonistas ativos do processo de construção do conhecimento, em que o professor deixa de ser o centro da sala de aula para que se torne condutor de uma formação crítica e autônoma.
Não há consenso em definir Ciência de Dados, porém é sabido que se trata de uma área com característica interdisciplinar que se preocupa em analisar dados com o intuito de dar utilidade a eles, fazendo com que estes contribuam para a tomada de decisões (PROVOST; FAWCETT, 2013).
Discutimos em (AUTOR 1; AUTOR 2, 2017a) e (AUTOR 1; AUTOR 2, em preparação) algumas incorporações da Ciência de Dados ao ensino de Ciências e Matemática, em que o primeiro o objetivo foi de apresentar o ambiente RStudio como potencial ferramenta capaz de produzir artefatos matemáticos, tais como gráficos, tabelas, a partir de dados retirados do Portal Brasileiro de Dados Abertos e,
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no segundo, demonstrar outros artefatos que poderiam ser produzidos no ambiente RStudio, além dos já citados no primeiro. Escolhemos este software por acreditarmos que ele possibilita experiência imersiva correspondente à Ciência de Dados e que os alunos desempenhem atividades que exigem ativar sua capacidade investigativa e solucionar questões, partindo de suas necessidades e interesses.
Através destes trabalhos, buscamos contribuir com atividades que podem ser propostas aos estudantes fazendo uso de dados públicos incentivando as competências de análise, exploração criativa de ferramentas que possam voltar-se à Ciência de Dados e interpretação crítica dos resultados obtidos.
Para Morán (2015, p. 17), se é desejo que os alunos se tornem mais ativos e criativos, é necessário que metodologias que proponham atividades mais complexas em que seja preciso que os mesmos tomem decisões e sejam capazes de avaliar os resultados obtidos, através da experimentação de novas possibilidades.
## Materiais e Métodos
Neste contexto, propomos a Ciência de Dados como uma Metodologia Ativa, visto que pode propiciar aos discentes a capacidade de explorar, analisar, interpretar e contestar as informações que estiverem diante deles, de modo a obterem uma formação mais crítica e que ofereça não apenas a habilidade de reproduzir algo sem propósito e conhecimento, mas que oportunize que o mesmo saiba traçar novas estratégias quando necessário seja no âmbito de sua formação ou de sua vida profissional.
Serão definidas atividades que proponham a busca, manipulação e interpretação de dados pelos alunos, o que talvez represente a introdução destes no âmbito da Ciência de Dados e corrobore para a formação das competências já comentadas anteriormente.
Para a promoção das atividades, pensamos em dados que estejam disponíveis publicamente, em que os alunos serão deixados à vontade para escolher os repositórios conforme preferência. Deste modo, poderemos incentivar a prática da autonomia, auxiliando no processo de aprendizagem dos mesmos, propondo problemas para que solucionem, bem como motivando-os para que se questionem e busquem soluções próprias através das ferramentas que estiverem disponíveis.
Quanto às metodologias ativas, abordaremos ao menos três, que são: Estudo de Caso, Aprendizagem baseada em problemas e Aprendizagem entre pares. Estas se destacam por envolverem situações em que os discentes deverão atuar de forma crítica buscando a solução de problemas reais ao mesmo tempo que possibilitam engajamento dos mesmos entre si, fortalecendo habilidades sociais e cognitivas (MULLER; ARAÚJO; VEIT; SCHELL, 2017; RIBEIRO; ESCRIVÃO FILHO; MIZUKAMI, 2003).
Ainda serão pensados e expandidos os rumos desta pesquisa, que irá incluir outras ações que envolvam a Ciência de Dados como metodologia ativa no ensino e na aprendizagem, ainda com o fito de preparar tanto professores quanto alunos para atuar na sociedade do conhecimento.
## Conclusão
Buscou-se abordar neste trabalho a divisão digital em um nível que ainda é pouco discutido, pois apesar de o acesso às tecnologias ter se expandido, percebe-
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se que há ainda um hiato entre aqueles que utilizam com propriedade as informações que acessam e aqueles que não sabem dar sentido a elas.
A divisão digital secundária, ou ainda, de segundo nível, representa um problema maior do que a primeira, visto que os sujeitos agora têm fácil alcance aos diferentes dispositivos, devido à diminuição dos custos das mesmas, porém não possuem a capacidade de questionar, manipular e aplicar a informação com qualidade, indicando assim as competências digitais desses indivíduos.
Entendemos que a exclusão digital está relacionada diretamente com outros tipos de exclusão, como social e econômica e, deste modo, evidenciamos a importância da atuação dos professores e de como estes devem receber formação que os prepare para lidar com as desigualdades que se apresentam em nossa sociedade, levando em conta que é papel do professor também contribuir para que as diferenças socioeconômicas entre os constituintes de uma sociedade sejam reduzidas, possibilitando o mesmo nível de oportunidades às pessoas.
No intuito de refletir sobre a postura dos professores diante de novos contextos, discutimos sobre a necessidade de os mesmos adotarem para si estratégias que permitam o olhar para sua prática e a partir daí, tenham condições de introduzir outras metodologias de ensino em suas aulas, visando alinhamento com as exigências da sociedade.
Entendemos que, embora possa existir ainda pouca abrangência destas discussões atuais nos cursos superiores responsáveis pela formação de professores, há maneiras alternativas de ampliar os conhecimentos destes profissionais através de formação continuada que fortaleça os vínculos entre escola e academia, propiciando a troca de experiências e fornecendo subsídios a aprendizagem do docente já atuante.
A Ciência de Dados é proposta como uma metodologia ativa que pode auxiliar no processo de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, bem como na formação dos professores, por configurar-se importante na atual sociedade, a partir de formações voltadas aos docentes, haveria também a preparação dos estudantes para que saibam atuar no futuro.
Este é um campo atual e que sempre está se reestruturando, contudo ainda se revela tímido quanto a ações para a educação básica e, considerando que influencia drasticamente no modo como agimos, tomamos decisões, consumimos, é importante que seja incluído ainda cedo, visando que os jovens estejam preparados para as próximas conjunturas que venham revelar-se mais adiante.
Através da Ciência de Dados como metodologia ativa, serão expandidas capacidades inerentes aos alunos que muitas vezes se mantém reservadas diante de aulas que exigem, algumas vezes, pouca atitude dos mesmos. Com estas estratégias, os discentes serão estimulados a investigar, explorar, praticar o autoquestionamento e desenvolver habilidade de solucionar problemas, partindo de situações reais.
Este trabalho caracteriza-se como um recorte de uma pesquisa que está em andamento, em que se pretende tratar de forma mais específica à formação docente voltada a sociedade do conhecimento, promovendo atividades que se utilizem destas metodologias, que ainda serão planejadas e partirão da amplificação das propostas de atividade já discutidas, mencionadas em outros trabalhos anteriormente.
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## Agradecimentos
Agradecemos à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior - CAPES pela bolsa concedida que viabiliza nossas pesquisas.
## Referências
AUTOR1; AUTOR2, 2017a.
AUTOR1; AUTOR2, em preparação.
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