"VIAGEM AO MUNDO SUBATÔMICO": UMA MINISSÉRIE PARA O ENSINO DAS PARTÍCULAS ELEMENTARES
Bruno Fernandes Garcia, Raíssa Marçal Della Torre, Rodrigo Mendonça Maia, Jefferson Adriano Neves, Iraziet Da Cunha Charret
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 30/01/2019
- Linha de pesquisa
- Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## 'VIAGEM AO MUNDO SUBATÔMICO': UMA MINISSÉRIE PARA O ENSINO DAS PARTÍCULAS ELEMENTARES
Bruno Fernandes Garcia 1 , Raíssa Marçal Della Torre , Rodrigo 2 Mendonça Maia 3 , Jefferson Adriano Neves 4 , Iraziet da Cunha Charret 5
1 Universidade Federal de Lavras/Departamento de Ciências Exatas, gbrunofernandesgarcia@gmail.com
- 2 Universidade Federal de Lavras/Departamento de Ciências Exatas, raissamdtorre@gmail.com
3 Universidade Federal de Lavras/Departamento de Ciências Exatas, rodmaia98@gmail.com 4 Universidade Federal de Lavras/Departamento de Ciências Exatas, jefferson.neves@dex.ufla.br 5 Universidade Federal de Lavras/Departamento de Ciências Exatas, iraziet@gmail.com
## RESUMO
O presente trabalho tem como objetivo apresentar o processo de construção de uma minissérie, intitulada 'Viagem ao mundo subatômico' , para abordar as partículas elementares na Educação Básica. A minissérie conta com cinco episódios e foi desenvolvida utilizando a técnica Draw my life , estilo de vídeo muito comum no Youtube e demais redes sociais No primeiro episódio é apresentada a notação . científica e como ela pode ser utilizada para comparar diferentes grandezas, desde o muito grande ao muito pequeno. No segundo são abordados os diferentes modelos atômicos para explicar a ideia de átomo, parando no modelo de Bohr, no terceiro é destacada a busca pela estabilidade atômica e uso dos aceleradores de partículas para a descoberta de novas partículas, no quarto episódio é apresentado o modelo padrão e, por fim, no quinto episódio são destacadas as principais descobertas posteriores ao modelo padrão. Todos os episódios buscam complementar o seu antecessor e deixar um questionamento para o posterior, em que será desenvolvido baseado nesta. Todos eles têm menos de cinco minutos de duração, o que pode facilitar para o professor inseri-lo no contexto de sala de aula, bem como servir de material de divulgação científica. Acredita-se que o material produzido possa favorecer a inserção da Física Moderna e Contemporânea, para a compreensão das partículas elementares, na Educação Básica.
Palavras Chaves: Física moderna e Contemporânea, Web 2.0, Tecnologia da Informação e Comunicação, Partículas Elementares.
## INTRODUÇÃO
Já é consenso na literatura a impossibilidade de se ensinar todo conhecimento científico acumulado ao longo dos séculos na Educação Básica. Assim, espera-se que o professor os escolham, objetivando a formação de um cidadão cientificamente letrado (BRASIL, 2002), um cidadão que domine os conhecimentos científicos para a vida e que atue nas diversas instâncias da sociedade (SASSERON; CARVALHO, 2011). A cada dia a formação deste cidadão tem se tornado mais desafiadora pois, entre outros fatores, tem-se observado a necessidade de mudanças metodológicas (BELUCCO; CARVALHO, 2013) e curriculares (MACHADO; NARDI, 2006; SILVA; DE ALMEIDA, 2011) que tenham impacto diretamente nas salas de aula.
Para além dos aspectos metodológicos, a 25 anos Terrazzan (1992) já criticava os conteúdos de física lecionados no Ensino Médio, pois abordavam
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conceitos que foram desenvolvidos anteriores ao século 19 para explicar situações e problemáticas do século 20. Tal situação não se modificou no século 21 e outros autores endossaram esta crítica (MACHADO; NARDI, 2006; SILVA; DE ALMEIDA, 2011). Sem desmerecer o que foi discutido e criado nas respectivas épocas, mas manter-se o foco apenas nestes períodos não permite formar um cidadão cientificamente letrado, visto que nossa sociedade se modificou drasticamente no século 20 e século 21, graças a revolução científica promovida principalmente pelas ciências (TERRAZZAN, 1992).
- O ensino presente na maioria das escolas exclui tanto o nascimento da ciência, especialmente a ocidental que teve origem a partir da Grécia Antiga, quanto as grandes rupturas do pensamento científico ocorridas na virada do século 20, e as teorias resultantes de tais rupturas. Em nossas escolas existe a grande concentração de conhecimentos que se desenvolveram entre 1600 e 1850. (TERRAZZAN, 1992). A inserção de Física Moderna e Contemporânea (FMC), que tenha impacto nas salas de aulas, é de suma importância para a formação deste cidadão, pois estes conceitos carregam características epistemológicas distintas da física clássica e fazem parte do dia a dia dos alunos.
Buscando contribuir com a inserção de FMC em sala de aula, o presente trabalho tem como objetivo apresentar o processo de construção e a série, intitulada 'Viagem ao mundo subatômico', desenvolvida para abordar as partículas elementares na educação básica. A minissérie foi desenvolvido pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Física Moderna e Contemporânea (GEPFMC), composto pelos alunos de graduação de licenciatura em Física da Universidade Federal de Lavras", que tem como objetivo desenvolver materiais didáticos, na perspectiva da WEB 2.0, de fácil acesso e compreensão por parte dos alunos e objetivando auxiliar professores na discussão de temas relacionados à Física Moderna e Contemporânea. Todos os materiais possuem um caráter audiovisual e serão disponibilizados no YouTube, Facebook e demais redes sociais.
## A FÍSICA MODERNA E CONTEMPORÂNEA E A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA
- O ensino de física não pode ser encarado como apenas um simples processo de memorização de fórmulas ou reprodução de situações artificiais. É necessário que seja visto como um processo de busca por significados, que entre outros objetivos, permita aos alunos compreender o mundo e modificar a sociedade em que estão inseridos.
- As diretrizes educacionais incentivam a criação de um ambiente construtivista, que possibilite aos alunos a compreensão dos assuntos estudados para explicar e resolver os diversos problemas da vida cotidiana (BRASIL, 2013). Assim, espera-se proporcionar a formação de um cidadão contemporâneo que seja alfabetizado cientificamente (SASSERON; CARVALHO, 2011). Sasseron e Carvalho (2008, 2011) e Sasseron (2015) apresentam que a alfabetização científica deve favorecer a promoção de uma cultura científica e tecnológica, que consiste em um conjunto de ações e comportamentos envolvidos na atividade de investigação e divulgação de um novo conhecimento sobre o mundo natural.
Promover o processo de Alfabetização Científica apenas com a Física Clássica é impossível, pois vivemos em um mundo influenciado por conceitos e transformações promovidas pela Física Moderna e Contemporânea. (MACHADO; NARDI, 2006). Moreira (2007, apud SILVA; DE ALMEIDA, 2011), criticando a falta de tais conceitos na educação básica, apresenta que '(...) não tem sentido que, em pleno século XXI, a Física que se ensina nas escolas se restrinja à Física (Clássica) que vai apenas até o século XIX'.
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Visando encontrar na literatura as justificativas e expectativas utilizadas pelos pesquisadores ao inserir a FMC na educação básica, Valente (2009) realizou um levantamento que lhe permitiu sistematizar os diferentes objetivos educacionais em três categorias. Na primeira categoria, denominada questões da própria ciência, a autora, justifica que a 'introdução da Física Moderna e Contemporânea pela nova dimensão que seus conhecimentos apontam para a compreensão do universo estudado pela Física Clássica e pelas ideias novas introduzidas quanto à própria natureza da ciência' (VALENTE, 2009, p. 29).
Na segunda categoria, denominada aspectos de caráter tecnológico, é evidenciada a relação entre ciência e tecnologia, apontando os aparatos tecnológicos como resultado do desenvolvimento da Física Moderna e Contemporânea, sendo seus conceitos essenciais para compreender a tecnologia. A última categoria, implicações sociais desses novos conhecimentos, aponta a necessidade para a formação de um cidadão contemporâneo, ou seja, para a necessidade de se formar um cidadão para lidar criticamente com os problemas contemporâneos e atuar em uma sociedade tecnológica (VALENTE, 2009). Portanto, alfabetizar cientificamente sem Física Moderna e Contemporânea é uma tarefa muito difícil.
Na pesquisa de Pereira e Ostermann (2009) é realizada uma revisão da literatura, nas principais revistas nacionais e internacionais, do período de 2001 a 2006 com o objetivo de identificar estudos que promovam o ensino de FMC. Deste levantamento foram obtidos 102 artigos, que por meio da análise de conteúdo foram separados em quatro categorias: (i) propostas didáticas testadas em sala de aula, que consistem em implementar as novas estratégias didáticas para promover o entendimento de temas contemporâneos; (ii) levantamento de concepções, que são trabalhos que avaliam o conhecimento de professores e alunos sobre FMC; (iii) bibliografia de consulta para professores, que se refere a materiais de consultas para professores e alunos, seja na Educação Básica ou no Ensino Superior; e, (iv) análise curricular, que consiste em trabalhos de análise curricular e outras análises relevantes para o ensino de FMC. Com a análise, os autores destacaram um aumento relativo de publicações sobre o ensino de FMC, porém a sua maioria se enquadrando na categoria (iii ). Apesar de haverem propostas didáticas inovadoras, poucas investigam os mecanismos envolvidos na construção do conhecimento em sala de aula.
## WEB 2.0 E A CONSTRUÇÃO DE MATERIAIS EDUCACIONAIS
O termo web 2.0 foi cunhado por Tim O'Relly da empresa O'Reilly Media, em outubro de 2004, para definir a evolução do nível de participação do usuário e da interatividade do conteúdo (COUTINHO, 2008), característica chave para diferenciála de sua antecessora (web 1.0), fazendo com que o usuário possa ser ao mesmo tempo, um produtor e um consumidor deste conteúdo (ALEXANDER, 2006). Com a web 2.0 é possível acessar informações em qualquer ambiente, principalmente nos smartphones, e produzir novos conteúdos on-line, gerando versatilidade para buscar e produzir informações.
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Com os avanços tecnológicos, principalmente na popularização dos smartphones e na melhoria da internet, e com as redes sociais, é muito comum os estudantes passarem boa parte do dia navegando na rede e acessando informações no youtube, Facebook, entre outros portais. Um exemplo desse novo espaço é o canal 'Minuto da Física', fundado em 2013, hospedado no youtube 1 , que aborda alguns conteúdos de física em vídeos curtos. O canal possui quase 78 mil seguidores e os 30 vídeos disponibilizados totalizam 1.989.725 visualizações.
## VIAGEM AO MUNDO SUBATÔMICO: A SÉRIE E O PROCESSO CRIATIVO
A minissérie, intitulada 'Viagem ao mundo Subatômico' , é composta por cinco episódios, com duração média de 5 minutos, desenvolvida no formato de animação 'draw my life ' 2 para abordar alguns tópicos sobre as partículas elementares. Antes da confecção de cada episódio, o tópico abordado foi profundamente discutido e estudado pelo grupo. Para auxiliar na construção da minissérie, foi realizada uma pesquisa em diversos artigos, livros e textos, dos quais destacam-se: Abdalla (2006), Lopes (2009), Ostermann (1999), Eisberg e Resnick (1979), Melzer (2015), Castro (2013) entre outros similares.
A construção de cada episódio obedeceu a nove etapas, sendo elas: (i) definição dos objetivos do episódio, com a pesquisa e estudo dos conceitos abordados no episódio; (ii) montagem do roteiro, fundamentado nos estudos, no formato de narração e na descrição das ilustrações; (iii) revisão dos roteiros, buscando identificar erros no texto e/ou nos fundamentos científicos. Um exemplo de roteiro finalizado é apresentado na figura 1; (iv) processo de ilustração, desenvolvido em um Tablet 3 com o auxílio do aplicativo ibisPaint , que captura a formação das 4 imagens em formato de vídeo. Dois exemplos de ilustrações são apresentados na figura 2; (v) edição de vídeo, utilizando o software KDEnlive 5 , por meio do qual o vídeo é cortado, acelerado ou desacelerado; (vi) g ravação do áudio, após o vídeo ser editado, baseado na velocidade das ilustrações; (vii) edição de áudio, onde serão realizadas edições para melhorar a sintonia com as imagens do vídeo; (viii) s egunda edição de vídeo: utilizando o KDEnlive, o áudio é sincronizado com o vídeo e são inseridos o tema de abertura e os créditos finais; e, por fim a (ix) divulgação dos episódios no canal do Youtube e na página do Facebook.
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Figura 1: Recorte do roteiro do segundo episódio, modelos atômicos, com o objetivo de exemplificar o processo de construção do mesmo.Figura 2: Frames extraídos do episódio Tão Grande e Tão Pequeno com o objetivo de exemplificar as ilustrações realizadas.
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A minissérie tem como ponto de partida a reflexão e discussão sobre as escalas e o uso da notação científica. Assim, o primeiro episódio, intitulado 'Tão grande e tão pequeno' , foi desenvolvido com o objetivo de contextualizar e refletir sobre as grandezas do universo, apresentando os dois extremos: do muito grande (tamanho dos corpos celestes) e do muito pequeno (o tamanho de um DNA). Com isso, o encerramento deste episódio se dá com um questionamento sobre a menor parte da matéria e se existe um limite para essas partes. Partindo disso, o segundo episódio, com o título de 'Modelos atômicos', faz uma releitura histórica das ideias por trás da compreensão sobre a constituição da matéria. O episódio inicia com a apresentação do contexto histórico das primeiras ideias de Demócrito, na Grécia Antiga, sobre a matéria, e encerra com o modelo de Bohr. Na elaboração de tal episódio, houve atenção detalhada com os arquivos e materiais históricos, bem como com a história e filosofia da ciência, tentando ao máximo fugir de um anacronismo histórico, evitando também mostrar que a ciência se desenvolve de maneira linear.
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Diante das discussões que ocorreram ao longo dos séculos sobre a matéria e como os modelos atômicos foram estabelecidos e confrontados, ao término do segundo episódio muitas controvérsias ficaram sem respostas. Partindo da instabilidade entre o núcleo e o elétron, em que a matéria não existiria, o terceiro episódio, intitulado 'Desvendando mistérios e solucionando problemas', retorna a este assunto e discute como se desenvolveu a física e a química para encontrar respostas para tal problema, que na época, intrigava toda a comunidade científica. Também neste episódio, se discute o descobrimento das partículas elementares: neutrinos, quarks e léptons. As descobertas nos aceleradores de partículas e os principais estudos que vendo sendo feitos, serão mostrados, mais no intuito de divulgação e curiosidade.
- O quarto episódio, intitulado 'Organizando as Partículas Elementares', foi desenvolvido para apresentar as quatro forças fundamentais da natureza, as modificações nos princípios de conservação e a constituição do modelo padrão. Isso com o intuito de retornar aos problemas do episódio anterior, visto que não é feito uma discussão profunda sobre a interação forte, que foi postulada justamente com o intuito de responder o problema da instabilidade entre núcleo e elétron. E por fim, no quinto episódio, intitulado 'Novas descobertas', são apresentados alguns sucessos do modelo padrão na ciência contemporânea e como as descobertas do śeculo passado e do século XXI, contribuíram para tais desenvolvimentos.
## CONSIDERAÇÕES FINAIS
Durante o desenvolvimento da minissérie, foram encontradas algumas dificuldades, dentre as quais pode-se destacar:
- 1. O formato: no início a proposta o formato se assemelhava aos roteiros de filmes ou documentários, onde os próprios integrantes do grupo seriam os responsáveis pela atuação e filmagem. Isso se tornou um problema, uma vez que nem todos os integrantes tinham disponibilidade e/ou interesse em serem os atores, além de toda a dificuldade no processo de decorar as falas, filmar o episódio e editá-los. Além disso, várias ideias sobre os roteiros eram propostas o tempo todo pelos integrantes do grupo e a falta de planejamento, como datas limites para a produção e desenvolvimento, fez com que o roteiro do primeiro episódio fosse alterado diversas vezes, levando um tempo de construção de seis meses antes da primeira filmagem.
- 2. O tema: sabemos que o tema partículas elementares não é assunto recorrente nas aulas de física. Neste contexto a minissérie visa contribuir para inserção deste tipo de tema nas salas de aula, uma vez que foi planejada como um material didático que pudesse ser acessível e com uma linguagem simples, mas cientificamente correta, para abordar tal tema. Isso fez com que o grupo todo, utilizasse um tempo considerável para fazer as leituras do livrotexto, artigos e revistas e discuti-los, e discutir cada detalhe de cada conceito físico abordados nos episódios.
- 3. O tamanho dos vídeos: optou-se por um material de curta duração (menos de 5 minutos), para evitar dispersões e, levando em conta que, na maioria das vezes, o professor dispõe de uma aula de 50 minutos. Dessa forma é possível nseri-lo no contexto de sala de aula com maior facilidade, uma vez que o material tem uma duração reduzida quando comparado com um filme ou documentário. Isso se tornou um empecilho, pois tínhamos que tratar de vários assuntos diferentes, dentro de um único contexto, que não podia passar os cinco minutos.
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Acreditamos que a utilização da minissérie no ensino médio possa favorecer o desenvolvimento dos seguintes aspectos: (a) refletir e discutir o contexto histórico do desenvolvimento da busca do homem pelo elementar; (b) compreender a importância dos aceleradores de partículas para o desenvolvimento da Física de Partículas e para a busca de novas partículas elementares; (c) refletir sobre as principais características das partículas elementares encontradas; (d) saber identificá-las, bem como suas características; (e) identificar o modelo padrão como uma maneira de organizar as partículas elementares; (f) ter conhecimento da relevância da notação científica para descrever diversas grandezas; e (g) identificar como o desenvolvimento das ciências faz parte da sociedade e de como ela modificou, tanto estruturalmente como socialmente, a história da humanidade.
Esperamos que o desenvolvimento da minissérie promova reflexões de como os temas de FMC estão ausentes nas discussões em sala de aula e como o uso de ferramentas, tais como o celular e o computador, podem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem. Acreditamos também que os elementos da web 2.0 constituem recursos didáticos que podem ser um grande aliado do professor na construção do conhecimento. Neste momento o GEPFMC está construindo uma sequência de ensino, que entre outros objetivos, busca compreender o potencial educativo da minissérie.
## AGRADECIMENTOS
O GEPFMC agradece à Andrei Siqueira Morel por nos emprestar um pouco de sua criatividade e realizar todas as ilustrações que permitiram consolidar cada episódio. Os licenciandos do grupo também agradecem a UFLA pelas bolsas fornecidas (PIBLIC).
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