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O SPACEX E UMA NOVA CORRIDA ESPACIAL: ASSOCIANDO A HISTÓRIA DA CIÊNCIA À DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM AULAS DE MECÂNICA PARA A ESCOLA BÁSICA

Rodolfo Moreno Guidil Roda, Winston Gomes Schmiedekce

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
29/01/2019
Linha de pesquisa
História, Filosofia E Sociologia Das Ciências E O Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## O SPACEX E UMA NOVA CORRIDA ESPACIAL: ASSOCIANDO A HISTÓRIA DA CIÊNCIA À DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM AULAS DE MECÂNICA PARA A ESCOLA BÁSICA

*Rodolfo Moreno Guidil Roda 1 , Winston Gomes Schmiedecke 2

- 1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, rodolfo.guidil@hotmail.com
- 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo / Diretoria de Ciências e Matemática, winston.fisica@gmail.com

## Resumo

A última década foi marcada por acontecimentos científicos que protagonizaram o cenário mundial da divulgação científica, noticiados por grandes veículos de disseminação de informação, evidenciando a força desse conjunto de conhecimentos no seio daquilo que se convencionou denominar 'era da informação'. Muitos dos acontecimentos noticiados instigam o público leigo a querer saber mais sobre as temáticas que trazem em seu bojo. Paradoxalmente, assuntos como esse ainda ocupam um espaço discreto nas aulas de ciências. Acreditamos no valor didático dos materiais de divulgação científica que, associados a uma abordagem histórica contemporânea e consistente, podem aproximar o aluno do conhecimento científico e, ainda, servir como ferramenta de desmistificação da construção do saber científico. Este trabalho dá destaque à empresa SpaceX, que tem inovado na área de construção de foguetes, com o objetivo de iniciar uma nova exploração espacial. Com base nesse tema, será elaborada e aplicada uma sequência de ensino, utilizando a interface que relaciona a História da Ciência e a Divulgação Científica como uma abordagem alternativa dentro das aulas de física do ensino médio. O detalhamento dos materiais a serem mobilizados, e da forma como podem ser articulados, destaca o potencial didático de uma sequência de ensino que pretendemos aplicar no segundo semestre deste ano em turmas de ensino médio de escolas públicas da cidade de São Paulo, no contexto de uma pesquisa de iniciação científica voluntária que está em fase de desenvolvimento.

Palavras-chave : História da Ciência, Divulgação Científica, SpaceX

## Introdução

A baixa aderência do ensino tradicional da Física em nível básico - cada vez menos efetivo em tornar o aluno apto a identificar relações concretas entre os conteúdos da Física trabalhada em nível de escola básica e o cotidiano que o cerca - tem agravado as dificuldades dos educandos no tocante à compreensão do conhecimento científico e tecnológico como resultado de uma construção humana e inserido no contexto histórico e social em que foi proposto, conforme consta nos principais documentos oficiais que regem a Educação no país (BRASIL, 1999; 2002; 2012; dentre outros).

Esse fato tem há tempos chamado a atenção de diversos profissionais que atuam na interface História da Ciência - Ensino de Ciências, desencadeando a elaboração de materiais destinados a viabilizar a promoção de uma educação científica capaz de formar cidadãos críticos em relação aos propósitos e aos resultados da Ciência em seu dia a dia (SILVA, 2006; SILVA; GUERRA, 2015; MOURA; FORATO, 2017).

Motivado por intenções análogas, este trabalho propõe a utilização da Moderna Historiografia da Ciência como referência principal para nortear a

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elaboração de sequências de ensino a serem trabalhadas nas aulas de Física da escola básica.

Tendo como pano de fundo as pesquisas envolvendo o desenvolvimento de foguetes, realizadas pela empresa norteamericana SpaceX, este trabalho busca lançar luz sob um notório episódio da história contemporânea: a corrida espacial, ocorrida ao longo da segunda metade do século passado.

A idealização e o delineamento da proposta aqui apresentada ocorreram no contexto de uma Iniciação Científica, realizada em caráter voluntário ao longo de 2018, junto a uma Instituição de Ensino Superior pública do estado de São Paulo O foco da investigação recai na utilização da História da Ciência na composição de aulas de Física para a escola básica.

Por ainda estar em desenvolvimento, o formato final da proposta só deve ocorrer ao final do presente ano, após sua aplicação e a respectiva análise dos resultados obtidos. Portanto, este trabalho concentra-se na exposição e defesa dos referenciais teóricos a serem utilizados e, adicionalmente, do potencial didático que vislumbramos atingir a partir da aplicação da sequência de ensino que se encontra em construção.

## Fundamentação Teórica

No processo de constituição da sequência de ensino anteriormente mencionada, procuramos neste primeiro momento harmonizar fundamentos, características e prescrições essenciais de, basicamente, dois referenciais teóricos distintos: a Divulgação Científica e a Moderna Historiografia da Ciência. Justificamos essas escolhas em função de termos selecionado o SpaceX como base para as discussões a serem promovidas e articuladas ao longo da sequência de ensino.

Por se tratar de um evento muito recente, grande parte dos documentos que serviram (e servirão) de base para mais bem compreendermos o SpaceX foram disseminados por meio de veículos de divulgação científica online , estando todos disponíveis na internet.

A Moderna Historiografia da Ciência está sendo por nós utilizada como referencial de escolha e análise dos conteúdos veiculados em sintonia com os ideais de educação científica contemporâneos, que se encontram mais comprometidos com a compreensão dos processos da ciência e, não somente, com a apresentação acrítica de seus principais resultados e aplicações tecnológicas.

## Divulgação Científica

Após o início do que se convencionou denominar 'Era da Informação', ofereceu-se às pessoas das mais diversas camadas sociais a possibilidade de acesso a uma vasta gama de informações, principalmente devido ao alcance proporcionado pela internet. Informações que antes chegavam com dificuldade e morosidade, hoje, em alguns segundos de pesquisa, podem com relativa facilidade ser encontradas em links de fontes variadas, todas versando sobre assuntos identicos ou análogos.

Esta facilidade de acesso à informação fornece à divulgação científica um potencial maior para atingir mais pessoas, podendo se dar por meio de mídias digitais, publicações escritas ou outros meios audiovisuais.

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Segundo Ribeiro e Kawamura (2006), explorar a utilização de tais materiais em sala de aula gera reflexos em uma nova concepção de ensino, servindo não apenas como material instrucional, mas que

possibilitem o desenvolvimento também cultural dos estudantes, contemplem uma educação para a cidadania e propiciem, no que diz respeito ao conhecimento científico, uma reflexão sobre os valores associados à ciência, às suas motivações e suas consequências em nossa sociedade. (RIBEIRO; KAWAMURA, 2006, p. 2)

Outro benefício advindo do trabalho nesta interface (entre a divulgação científica e, no caso, do ensino de física) seria a aproximação do cotidiano do aluno ao âmbito científico, tendo em vista que, segundo Bueno (1998) 'a divulgação científica cumpre uma função primordial: democratizar o acesso ao conhecimento científico e estabelecer condições para a chamada alfabetização científica' ( apud RIBEIRO e KAWAMURA, 2006, p. 1).

Embora a utilização desses recursos tenda a ser prioritariamente benéfica, a diversidade e a pluralidade das fontes disponíveis podem gerar uma abordagem acrítica dos conteúdos selecionados. Essa ação poderia, portanto, trazer um resultado contrário ao esperado, tornando necessária associá-la a alguma estratégia capaz de propor e sustentar ações didáticas coerentes e concisas e, historicamente, consistentes e contextualizadas. Nesse sentido, entendemos que, para se atingir um nível de efetividade satisfatório, a História da Ciência seja uma parceira apta a oferecer recursos que dialoguem de forma harmoniosa com a abordagem didática a ser implementada.

## Vertentes Historiográficas em Ciência

Numerosos e variados são os estudos que destacam a importância de se trabalhar aspectos e elementos próprios da História da Ciência (HC) na educação científica, em seus mais diversos níveis, listando benefícios que podem advir da aproximação entre esse campo de estudos e a sala de aula, principalmente quando consideramos as últimas três décadas (ROBILOTTA, 1988; MATTHEWS, 1995; GILPÉREZ ET AL. , 2001; FORATO ET AL. , 2011; dentre outros).

Todavia, deve-se atentar para a escolha do tipo de HC mais adequado a, de fato, colaborar com os objetivos subjacentes à educação científica a ser promovida. Em outras palavras, o docente deve estar ciente de que a escolha da vertente historiográfica norteadora de suas ações determinará a qualidade das aproximações promovidas e, também, dos materiais que intenta produzir. Portanto, essa escolha determina uma etapa que não pode ser negligenciada ou relegada a um segundo plano.

- De forma simplificada, optamos neste trabalho por apresentar a categorização feita por alguns autores (BALDINATO; PORTO, 2008; PORTO, 2010; SCHMIEDECKE, 2016), que destacam a existência de duas principais vertentes historiográficas, constituídas em momentos e realidades sócio-histórico-culturais distintas. São elas:
-  Antiga Historiografia da Ciência (AHC): com origem no início do séc. XX, no rastro dos trabalhos que determinaram a institucionalização da HC enquanto ramo do conhecimento humano, caracteriza-se pela proposição de estudos que se propõem extensivos e exaustivos na exposição de datas, nomes e fatos relacionados aos objetos de estudo analisados. Nesta vertente há a

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tendêndia de se deificar a imagem das poucas personalidades destacadas como 'pais' das principais realizações e descobertas conhecidas, desconsiderando a contribuição de outras personalidades e, também, o papel de influências hoje encaradas 'acientíficas'. Ao mesmo tempo, a Grécia Antiga tende a ser considerada o berço do conhecimento dito 'científico' e a evolução dos conhecimentos científicos é tratada de forma linear, dando a impressão de que ações e os constructos da ciência seriam, em geral, garantia de progresso; e

-  Moderna Historiografia da Ciência (MHC): pautada pelo trabalho com os chamados 'estudos de caso', valoriza a influência de fatores sociais, econômicos e culturais na origem e nos resultados da ciência, bem como procura identificar e destacar a importância de fontes e nomes de personalidades pouco conhecidas do grande público na produção de tais feitos. Nesse processo, as controvérsias, os erros e os percalços dos grandes cientistas são destacados, evidenciando haver uma superposição de diversos níveis linearidade e rupturas no desenvolvimento da ciência; enfatiza, ainda, as influências de fatores externos (de natureza psicológica, religiosa, social etc.) na prática científica, além das contribuições a esse processo surgidas no seio de tradições intelectuais de origem não europeia.

Tendo por base as determinações presentes nos principais documentos que oficialmente regem o ensino no Brasil, podemos inferir que os aspectos que caracterizam a MHC possuem maior alinhamento com a promoção de uma educação científica verdadeiramente crítica, ativa e transformadora, fato que determinou nossa opção por esta vertente como balizadora das escolhas e articulações feitas no processo de delineamento da sequência de ensino que estamos elaborando.

## Sequência de Ensino

A sequência de ensino que estamos desenvolvendo visa privilegiar o episódio histórico da 'Corrida Espacial', travado entre as duas superpotências surgidas no contexto que sucede o final da 2ª Grande Guerra Mundial (Estados Unidos EUA e a extinta União Soviética -URSS). Serão abordadas as circunstâncias e o contexto histórico em que afloraram os estudos envolvendo o lançamento de foguetes e satélites. O desenvolvimento deste episódio ocorrerá em paralelo com a apresentação dos atuais esforços realizados pela iniciativa privada nesse sentido - mais especificamente, os empreendidos pela empresa SpaceX -, que tomou para si parte dos holofotes na última década, obtendo avanços expressivos no aperfeiçoamento da tecnologia de foguetes.

## Episódio Histórico

A recente notícia de que a empresa SpaceX lançou um foguete capaz de colocar um carro para fora da órbita da Terra chamou a atenção da grande mídia e, por consequência, de grande parte do público geral no início do ano de 2018 . 1

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Fundada em 2002, com sua sede na cidade de Hawthorne, Califórnia (EUA), a empesa SpaceX reúne os esforços da iniciativa privada para produzir tecnologia aeroespacial de baixo custo, a fim de caminhar em direção a um novo patamar de exploração espacial. Dentre as grandes conquistas da empresa, destaca-se o desenvolvimento dos foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy.

- O Falcon 9 é um foguete de dois estágios, projetado para transporte de satélites e suprimentos para a órbita do planeta. Possui uma tecnologia que permite sua contínua reutilização, diminuindo o custo de suas futuras viagens. Já o Falcon Heavy foi lançado em fevereiro de 2018 e é, atualmente, o foguete mais poderoso do mundo, pois é capaz de levar aproximadamente 64.000 kg de carga útil para a Órbita terrestre baixa, próximo do dobro de carga útil que seu competidor mais próximo consegue levar atualmente . 2

Apesar de atual, esse episódio permite-nos retormar aspectos da 'Corrida Espacial', que, como já mencionamos, ocorreu na metade da década de 1945. Protagonizado pela URSS e os EUA, países que investiram enormes esforços e montantes materiais no desenvolvimento de foguetes com fins armamentistas, esse episódio culminou na realização do sonho humano de, enfim, explorar o espaço.

A origem da narrativa do episódio data dos primeiros estudos realizados no âmbito da Aeronáutica, com destaque para os trabalhos de três cientistas: o russo Konstantin Eduardovich Tsiolkovsky (1857-1935), o americano Robert Hutchings Goddard (1882-1945) e o romeno de ascendência alemã Hermann Julius Oberth (1894-1989), personalidades que viveram em uma mesma época, mas geograficamente apartadas. Este último detalhe reforça a controvérsia situada em torno das tentativas de se atribuir a primazia na fabricação de foguetes, visto que essas três personalidades desenvolveram suas pesquisas de forma totalmente independente, sem que houvesse efetivo contato ou trocas entre eles.

Nesse processo cabe um destaque: o nome de Oberth se conecta ao do alemão Wernher Magnus Maximilian von Braun (1912-1977), conhecido por desenvolver os temidos foguetes 'V2' para o exercito nazista e que, mais tarde, seria o principal responsável pelo desenvolvimento e lançamento dos foguetes do projeto Apolo, dos EUA. A curiosidade aqui recai sobe o fato de Von Braun ter sido cooptado para trabalhar para o governo norteamericano no contexto da chamada 'Operação Papperclip', na qual algumas das nações vitoriosas da 2ª. Guerra acolheram cientistas da Alemanha nazista que, a rigor, deveriam ser considerados culpados por crimes contra a Humanidade naquele contexto de época.

A versão do episódio que estamos elaborando explora o contexto histórico, as motivações das principais personalidades nele envolvidas e as controvérsias relacionadas ao desenvolvimento da tecnologia de foguetes ao longo de boa parte do século passado, sempre atrelada à apresentação dos objetos do conhecimento ('conteúdos') habitualmente relacionados à Física trabalhada no Ensino Médio. Mais especificamente, vislumbramos nesse recorte histórico a possibilidade de se abordar em sala de aula diversos conteúdos de Física, tais como: Gravitação, Lançamentos sobre a Ação da Gravidade e Conservação de Momento Linear.

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## Estruturação da proposta e potenciais resultados a serem obtidos

Ainda em processo de levantamento de fontes e demais materiais, nossa sequência de ensino será constituída baseada em materiais de divulgação científica e, também, de conteúdo científico (artigos publicados em periódicos diversos, livros didáticos e paradidáticos, notícias veiculadas por jornais e conteúdos produzidos em plataformas multimídia etc.), de fácil acesso para os estudantes.

De forma a planificar e organizar os momentos didáticos que nossa sequência de ensino se propõe a estruturar, o quadro 01 apresenta a seguir algumas informações essenciais para a compreensão de nossa proposta, além de sinalizar o potencial didático que vislumbramos tangenciar a partir da constituição e aplicação da sequência de ensino.

Quadro 01: Planificação e organização da proposta didática

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A diversidade dos recursos que tencionamos mobilizar no desenvolvimento de cada grupo de conteúdos é motivada pela consciência que possuímos acerca das dificuldades inerentes ao trabalho isolado com a HC (enquanto abordagem didática).

Seguindo essa mesma linha de raciocínio, e devido à ausência de hábitos de leitura de boa parte dos nossos estudantes, os textos mencionados serão todos elaborados em poucas páginas (no máximo 10) que, ainda assim, chegarão em contextos de aula na forma de pequenas sínteses (de até duas páginas), de modo a viabilizar seu trabalho dentro do tempo didático de cada aula. Ou seja, primeiro o estudante toma contato com a síntese para - após ser inteirado do assunto abordado - então tentar interagir com o texto mais extenso que produzimos. Nesse processo o docente ganha tempo para fazer com que o aluno se interesse em conhecer mais sobre a temática tratada, interagindo mais naturalmente com os recursos apresentados nas demais etapas da sequência de ensino.

Por fim, norteados pela MHC, acreditamos que seus aspectos pontualmente destacados possam ser contemplados pela forma de articulação dos nossos recursos didáticos, que não impõe o trabalho com a HC em momentos específicos das aulas. Pelo contrário, ao alternarmos a abordagem histórica com vídeos, questões de vestibulares e o desenvolvimento teórico dos conteúdos, deixamos evidente para o aluno que a HC não tem um papel acessório no curso, estando integrada de forma harmônica com o conjunto de ações propostas ao longo do curso.

## Considerações Finais

O uso de temáticas atuais em aulas de Física, como o SpaceX, oferece aos professores a possibilidade de propor aos seus alunos discussões que permitem trabalhar de forma integra conhecimentos da Ciência (teóricos e experimentais) e sobre a Ciência (processos de sua construção, controvérsias inerentes, reflexos sócio-econômico-sociais promovidos etc.).

Pensando em uma educação que conduza o aluno a desenvolver uma postura crítica e cidadã frente aos conteúdos e constructos de física, o trabalho conjunto da História da Ciência com a Divulgação Científica mostra-se promissor, por possuir potencial para não apenas aproximar os conteúdos desenvolvidos do cotidiano dos estudantes, mas, também, tornar mais simples e rápido o acesso às informações e aos materiais utilizados nas discussões promovidas em aula.

Ao associar a HC a estratégias didáticas diversificadas, a sequência de ensino proposta neste trabalho tende a construir junto aos alunos a consciência de que a Física, enquanto disciplina do Ensino Médio, pode ser trabalhada de forma a oferecer os conhecimentos ditos 'científicos' em sintonia com a história e a dinâmica da sociedade que a produz e veicula.

Uma vez concluída e aplicada a sequência de ensino, esperamos que a devolutiva - dos estudantes e, também, dos docentes que nos cederam espaços em suas grades horárias - ofereça-nos dados suficientes para verificarmos a efetividade e, em especial, as limitações do material e das intervenções que realizamos, de modo que possamos repensar e promover o aprimoramento das nossas ações, permitindo-nos aplicá-las em outros espaços e contextos didáticos.

## Referências

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BALDINATO, J. O.; PORTO, P. A. Variações da história da ciência no ensino de ciências. In : VI Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências. Atas… Belo Horizonte: ABRAPEC, 2008.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.