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A Física da gangorra: Ensino de Física e história para crianças

Angelica Monteiro, Sofia Hallais, Maria Da Cpnceição De Almeida Barbosa Lima

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
29/01/2019
Linha de pesquisa
O Ensino De Física Na Educação Infantil E No Ensino Fundamental
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## A Física da gangorra: Ensino de Física e história para crianças

## *Angélica Monteiro 1 , Sofia Hallais 2 , Maria da Conceição de Almeida Barbosa Lima 3

1 Instituto Oswaldo Cruz/Instituto Benjamin Constant, afbm2007@yahoo.com.br

2 UERJ/sofiahallais@gmail.com

3 Instituto Oswaldo Cruz e UERJ/mcablima@uol.com.br

## Resumo

A educação seja inclusiva ou não possui o objetivo de promover uma enculturação científica que seja capaz de perceber o aluno como um indivíduo crítico formador do seu próprio saber. Construir essa imagem da ciência não é apenas conhecer os fatos, conceitos que caracterizam a ciência, mas também adotar a capacidade de organizála e interpretá-la, para lhe dar sentido presente no dia-a-dia de cada criança. O presente trabalho é um relato de uma experiência de ensinar Física a partir de uma história para alunos do Ensino Fundamental, de uma turma composta por alunos cegos e com baixa-visão. Utilizamos as aulas da oficina 'Aprendendo Ciências de um jeito diferente'. Essa oficina acontece uma vez na semana, à tarde, na forma de atividade complementar, tem a duração de noventa minutos e atende 10 alunos com deficiência visual, sendo oito cegos e dois com baixa visão. Esses alunos estão matriculados do segundo ao quinto ano do Ensino Fundamental. A área da Física escolhida foi a mecânica, na qual focamos o conceito de equilíbrio presente numa parte da história 'Benjamin, o curioso', em seguida fizemos questionários antes e depois de contarmos a história para conhecer e comparar seus conceitos e percebermos se houve alguma modificação após a contação da história, de forma a analisar o que foi compreendido através da mediação do professor.

Palavras-chave : Ensino de Física; Histórias Infantis; Deficiência visual

Introdução

Ao levar sua turma de terceiro ano do Ensino fundamental a uma visita guiada, com programação acessível a uma biblioteca pública da cidade do Rio de Janeiro, uma das autoras lamentou-se quando ao dizer à monitora que levaria seus alunos cegos ao espaço do teatro para que assistissem à peça que seria exibida naquele momento e essa perguntou 'Como verão se são cegos?' A questão proferida pela monitora levantou novamente uma reflexão que tem feito as autoras se debruçarem sobre o tema inclusão: Como se dá o processo de ensino e aprendizagem da criança cega?

Sem dúvidas, muito tem sido feito no intuito de oferecer uma educação de qualidade aos meninos e meninas com deficiência visual que por muito tempo estiveram alijados de uma política educacional inclusiva. No entanto, ainda são muitas as dúvidas encontradas pelos atores envolvidos nessa dinâmica. Assim, nosso intuito com este trabalho é apresentar um pouco das nossas experiências no ensino de Física para alunos com deficiência visual.

O presente estudo é um relato de experiência, onde buscamos desenvolver o conceito de mecânica através da história 'Benjamin, o curioso'. Essa atividade

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ocorreu durante as aulas da oficina 'Aprendendo Ciências de um jeito diferente'. Nesta atividade conversamos sobre conteúdos de Física para alunos cegos dos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Tomando como base os postulados da Teoria Histórico-Cultural, na oficina 'Aprendendo Ciências de um jeito diferente' buscamos incentivar a participação através de atividades que valorizam os sujeitos como parte do coletivo e vice versa, numa perspectiva dialética. Neste sentido, este artigo traz pontualmente a ideia do ensino de Física para alunos com deficiência visual a partir da concepção da pessoa enquanto sujeito histórico e do aporte de histórias infantis. Para isso apresentamos inicialmente a Deficiência Visual, destacando as potencialidades da pessoa cega, em seguida abordamos a Física para os anos iniciais do Ensino Fundamental seguida das reflexões sobre o uso de histórias como recurso para o ensino de Física e por fim, descrevemos a tarefa realizada e as considerações resultantes dessa.

## A Deficiência Visual

- O fato narrado no início deste texto nos causa lamentação, mas não estranheza. Os desconhecimentos sobre os processos de inclusão social e escolar da pessoa com deficiência ainda são uma realidade.

Especialmente no que se refere à deficiência visual, que se trata da cegueira e da baixa visão, são muitos os mitos sobre suas necessidades, dificuldades e potencialidades. A compreensão desses mitos se dá se considerarmos que estamos inseridos em uma sociedade predominantemente visual e que ainda entende a deficiência apenas como uma falha ou falta orgânica do sujeito e não como uma carência de recursos ou estratégias de inclusão necessárias a esses sujeitos.

Durante muito tempo a pessoa com deficiência era considerada a partir do viés espiritualista. 'Nessa crença, o cego era visto como aquele que desenvolvia forças místicas superiores da alma e que o conhecimento e visão espiritual eram acessíveis a ele, em vez de visão física' (VYGOTSKI, 2012, p.100).

No século XVIII teve início a valorização da pessoa cega enquanto um ser social, que precisava ter acesso à vida cultural a partir da educação. Nessa época acreditava-se que a pessoa com deficiência em determinado órgão, teria biologicamente outro assumindo a função debilitada. Só muito mais tarde é que tal concepção foi rebatida e passou-se a compreender essa compensação da cegueira como uma compensação social, isto é, à medida que o meio exige, o organismo responde a essa demanda social e se reestrutura para acompanhar tal exigência. Vigotski 1 , a partir dos estudos de Adler (1927) explica o conceito de compensação (ou supercompensação) da pessoa com deficiência.

Em contato com o meio exterior surge um conflito causado pela falta de correspondência do órgão ou da função deficiente com suas tarefas, o que dirige a uma alta possibilidade de enfermidade e morte. Este conflito cria também elevadas possibilidades e estímulos para a supercompensação (VYGOTSKI, 2012, p. 103).

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É essa perspectiva histórico-cultural de homem e de mundo que acreditamos que deve servir como referência no processo de ensino e aprendizagem da pessoa com deficiência visual. É neste sentido que propomos o ensino de Física por meio de histórias infantis, onde através da ludicidade, a criança pode fazer intervenções, se colocar como personagem, criar e recriar a partir da história narrada.

Física para os anos iniciais do Ensino Fundamental

Hoje, há inúmeros textos que abordam o ensino de Física nas séries iniciais do Ensino fundamental, e quando pensamos nesse assunto surgem os questionamentos: como e por quê ensinar Física para crianças? A Física é uma disciplina que estimula pensamentos abstratos, raciocínios e principalmente a construção da argumentação científica. Ao iniciar este processo na fase infantil, criase possibilidades de promover uma qualidade de ensino em que o aluno será capaz de compreender o mundo à sua volta.

Ensinar ciências para as crianças é poder aguçar a curiosidade e motivação, visto que nesta fase o interesse e a vontade em descobrir o por quê de tudo é muito maior. É o período da vida em que os conceitos básicos acerca do mundo em que vivem começam a ser construídos. Segundo W. Harlen:

'As idéias infantis e as formas de pensamento a respeito do mundo se modificam e se transformam em função da qualidade das experiências e problemas em que se vê envolvido o aluno e da possibilidade de uma reflexão crítica adequada.' (HARLEN, 1989, p.35 - 36).

O papel das aulas de Ciências é proporcionar aos alunos situações que estimulem e motivem o desenvolvimento físico e intelectual de maneira que se inicia o processo de alfabetização científica, através de atividades com situação-problema e experimentos investigativos com o objetivo de desenvolver o raciocínio, a comunicação e a capacidade de argumentar e discutir as soluções encontradas.

Um dos grandes desafios dos professores de Ciências no Ensino Fundamental é que muitos não têm o conhecimento em relação à Física, pois não tiveram contato com esta ciência durante sua formação inicial ou continuada. Tais desafios vão além da complexidade dos tópicos de Física, que é sair da zona de conforto e tentar mudar o método de ensino, em que grande parte não somente dos professores, mas também do ambiente escolar como um todo, estão presos a um determinado cenário pedagógico.

A inclusão do ensino de Física para as crianças, como ressaltam Nascimento e Barbosa-Lima (2006), como uma atividade investigativa que explora os préconceitos e permite a formulação de novos conceitos.

[...] estamos trabalhando com crianças e para prender a atenção delas é necessário apresentarmos algo interessante. Ciência se faz com atividades práticas e de raciocínio, ou seja, atividades concretas que levem a criança a pensar para poder formular conceitos físicos, e dinamismo. Desta forma, será

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possível o ensino de ciência física para crianças (NASCIMENTO; BARBOSALIMA 2006, p. 2).

## Segundo Harlen (1998) o ensino de Ciências nessa fase pode

[...] contribuir para a compreensão do mundo que rodeia as crianças, desenvolver formas de descobrir coisas, comprovar as ideias e utilizar as provas; instaurar ideias que ajudem, em vez de obstaculizar, a aprendizagem posterior de ciências; gerar atitudes mais positivas e conscientes sobre as ciências enquanto atividade humana; em vez de reagir inconscientemente frente a imagem popular das ciências, as crianças precisam experimentar, elas mesmo a atividade científica no momento em que formam suas atitudes frente a ela, as quais podem ter uma grande importância durante o resto de suas vidas.' (HARLEN, 1998, p.22)

Concluindo este tópico, de acordo com o pensamento de Lemke (1997): 'Ensinar ciência é ensinar a falar ciência'.

## As histórias como recurso para o Ensino de Física

A deficiência visual acarreta limitações sensoriais que podem interferir de forma negativa nos processos de socialização, interação e aprendizagem da criança. Por isso, desde muito cedo, ela precisa ter um ambiente estimulador de forma que impulsione e facilite seu desenvolvimento social. Neste sentido, a escola é o ambiente ideal para proporcionar novos desafios, dentre os quais a contação de história tem papel relevante.

A atividade de contar histórias para Bettelheim 'precisa despertar a curiosidade para poder chamar atenção da criança, de forma a 'desenvolver seu intelecto e tornar claras suas emoções'. Para o autor, 'a identificação da criança com o herói dos contos de fada é fundamental para a construção de seu senso moral e compreensão dos conceitos científicos ali presentes' (BETTELHEIM,1980, p. 62).

Em geral, nas escolas, as crianças ouvem as histórias que foram escolhidas por seus professores. Normalmente, quando são menores, as histórias são contadas com algum apoio visual ou materiais concretos, mas à medida que vão avançando seus estudos, esses recursos costumam desaparecer.

E quando a atividade docente de contar história é exercida para alunos com deficiência visual, mais especificamente cegos, a forma é a mesma daquela contada para as crianças normovisuais e os recursos serão aqueles que respeitam as exigências que a deficiência visual imprime.

Na perspectiva de que a literatura na escola deve ser mais do que simples 'adorno' ou 'passatempo', Corsino, Branco e Vilela (2014, p. 12) defendem que 'as funções da leitura literária na escola se ampliam e ganham outros horizontes pela própria unidade de sentido que a literatura partilhada vai provocando em cada criança'. Segundo as autoras, as ampliações deste universo é a capacidade de imaginar, criar, se emocionar e organizar experiências.

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Neste aspecto, Vigotski sinaliza que a imaginação tem uma função importante no desenvolvimento humano e que através da narração de uma história ou uma brincadeira de faz-de-conta, o sujeito pode imaginar e criar, mas sempre a partir de elementos da realidade ou de suas experiências pessoais.

De acordo com o teórico:

(...) a atividade criadora da imaginação depende diretamente da riqueza e da diversidade da experiência anterior da pessoa, porque essa experiência constitui o material com que criam as construções da fantasia. Quanto mais rica a experiência da pessoa, mais material está disponível para a imaginação (VIGOTSKI, 2010, p.22).

Ensinar Física para crianças cegas a partir de histórias infantis parte desse pressuposto. Naturalmente essa ação irá requerer materiais concretos ou adaptados que facilitem a tarefa e para isso é preciso antes de tudo conhecer bem o conteúdo que será apresentado aos alunos e a partir daí elaborar os recursos que podem facilitar sua aprendizagem, considerando que a deficiência visual não é um impeditivo para o aprender, mas exige que sejam criados caminhos e estratégias para isso.

## A história

A parte que abordamos na oficina trata-se da história de uma criança de 5 anos chamada Benjamin, que estuda numa creche, na qual está sendo montado um parquinho, e como era muito curioso observou todos os brinquedos sendo montados e depois testou cada um para analisar e descobrir mais sobre o funcionamento deles. Quando foi na gangorra percebeu como o peso de cada criança influencia no movimento.

## Atividade

A pesquisa em questão ocorreu em um instituto federal especializado nas questões da deficiência visual. Utilizamos as aulas da oficina 'Aprendendo Ciências de um jeito diferente'. Essa oficina acontece uma vez na semana, à tarde, na forma de atividade complementar, tem a duração de noventa minutos e atende 10 alunos com deficiência visual, sendo oito cegos e dois com baixa visão. Esses alunos estão matriculados do segundo ao quinto ano do Ensino Fundamental.

Inicialmente aplicamos um questionário aos alunos com o objetivo de investigar quais os conteúdos prévios deles sobre a Física presente na gangorra e em seguida contamos uma parte da história 'Benjamin, o curioso' (BARBOSA-LIMA, 2018) e fizemos outro questionário para explorar e instigar o conhecimento adquirido pela história.

## Questionário 1 (antes da história)

Professora: Você já brincou de gangorra? E no Instituto tem gangorra?

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Aluno 1: Sim. Sim.

Aluno 2: Já. Sim, no jardim.

Aluno 3: Sim, mas foi no parquinho.

Professora: O que significa o termo 'ficar de castigo'? Quando acontece?

Aluno 1: Ah é quando fica no alto. A gangorra.

Aluno 2: Quando a pessoa fica no alto, sem conseguir descer.

Aluno 3: Fica lá em cima. Não sei porque.

Professora: Quando a gangorra fica equilibrada?

Aluno 1: Equilibrada? É quando temos o mesmo peso.

Aluno 2: Duas pessoas do mesmo peso, tentarem fazer força para os dois lados, não vai vencer nem uma nem outra, então ela está em equilíbrio.

Aluno 3: É quando a pessoa não é do mesmo tamanho que outra.

## Questionário 2 (depois da história)

Professora: Como é 'ficar de castigo'?

Aluno 1: Quando a criança não pesa como a outra criança, e fica a de menor peso no alto.

Aluno 2: É quando uma criança solta o peso dela pro lado dela né, e vai ficar ali mesmo, com o tempo o peso não deixando a criança se livrar. Porque a força é maior.

Aluno 3: A gangorra fica no alto, porque as crianças têm pesos diferentes.

Professora: Quando a gangorra fica reta?

Aluno 1: Porque ficou equilibrada, com mesmo peso.

Aluno 2: Duas pessoas do mesmo peso, tentarem fazer força para os dois lados, não vai vencer nem uma nem outra, então ela está em equilíbrio.

Aluno 3: Quando tem o mesmo peso.

Professora: Se colocarmos 2 pessoas de uma lado e 1 pessoa do outro lado, como ficaria a

gangorra?

Aluno 1: A menor fica no alto, porque pesa menos.

Aluno 2: Porque as duas crianças dão mais pesos, fica em baixo.

Aluno 3: Uma é mais pesada que a outra, a menor fica de castigo.

## Análise

Inicialmente, antes de contarmos a história, notamos que o brinquedo era conhecido e instigou a atenção, já que todos adoravam a gangorra. A reação deles foi de grande curiosidade, pois não conseguiam perceber o que esse brinquedo teria haver com uma aula de ciências. Percebe-se que eles tinham o conceito de equilíbrio e força peso formado sem saberem o que é realmente.

Ao contar a história, percebemos que conseguiram compreender que o conceito principal envolvido é a diferença de peso, mais precisamente, a força peso. Nota-se como a fala de cada um evoluiu com a mediação do professor, que gerou mais questionamentos com a possibilidade de uma criação de um experimento de baixo custo, na qual todos testaram várias condições diferentes para perceberem como ficaria a posição da gangorra.

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Tal experimento foi elaborado com: uma peça de lego da cor verde, um palito de picolé amarelo e bolinha feita de massinha da cor branca, de acordo com a foto abaixo.

Figura 01: Representação da gangorra com 2 pesosFigura 02: Representação da gangorra com 4 pesos

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## Considerações

Considerando a atual política de inclusão, nas últimas décadas, a sociedade como um todo vem sendo intimada a dar equidade à pessoa com deficiência e nesse aspecto, a escola precisa estar em sintonia com as determinações legais. Por isso, consideramos relevante o relato de experiência descrito neste texto, uma vez que, na busca por estratégias para que a aprendizagem de Física para crianças com deficiência visual seja algo tangível e prazeroso, buscamos vinculá-la às histórias infantis e à ludicidade e concretude que essas possibilitam.

Ainda são poucos os estudos e pesquisas mais aprofundadas sobre os processos de aprendizagem da criança com deficiência visual e mais ainda quando se trata do ensino de Física para esse grupo específico, dessa forma, intencionamos iniciar, a partir desta atividade, uma reflexão e ampliá-la com pesquisa futuras e de fato podermos avaliar quais os benefícios dessa estratégia.

De modo geral, percebemos uma aceitação e interação por parte dos alunos na atividade proposta. À medida que os alunos experimentaram na prática, conceitos que a história abordava, novas ideias foram surgindo e esperamos tão logo colocá-las

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em prática e contribuir para o crescimento de pesquisas na área do ensino das Ciências Físicas para alunos com deficiência visual.

## Referências

ADLER, A. Understanding human nature . New York: Greenburg,1927.

BARBOSA-LIMA, M. Benjamin, o curioso (no prelo), 2018.

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas . Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.

CORSINO, P.; BRANCO, J.; VILELA, R. (2014). Reflexões sobre espaços e lugares de livro e leitura em escolas de educação infantil e ensino fundamental I. In: CORSINO, Patrícia (Org.). Travessias da literatura na escola . Rio de Janeiro: 7 Letras, p. 241-256.

HARLEN, W. Enseñanza y aprendizaje de lãs ciencias . Ediciones Morata S.A. Madrid, 1998.

LEMKE, J.L., Aprender a hablar Ciencia , Buenos Aires, Paidós, 1997

NASCIMENTO, C.; BARBOSA-LIMA, M. C. (2006). O ensino de física nas séries iniciais do ensino fundamental: lendo e escrevendo histórias. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (RBPEC), v.6, 2006, p. 3.

VYGOTSKI. L. S. Obras Escogidas V: Fundamentos de defectología. 2 ed. Madrid: Machado Grupo de Distribución, 2012.

\_\_\_\_\_\_\_\_. L. S . Imaginação e Criação na Infância : ensaio psicológico. Apresentação e comentários de SMOLKA, A. L. Tradução de Zoia Prestes. São Paulo: Ática, 2010.

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