ANÁLISE DA ATUAÇÃO DE UM DOCENTE SOB A LUZ DE ALGUNS CONCEITOS DA TEORIA DE OTTO FRIEDRICH BOLLNOW
Larissa Ferreira De Almeida, Ana Lúcia Leal
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 29/01/2019
- Linha de pesquisa
- Formação, Práticas E Desenvolvimento Profissional Docente
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## ANÁLISE DA ATUAÇÃO DE UM DOCENTE SOB A LUZ DE ALGUNS CONCEITOS DA TEORIA DE OTTO FRIEDRICH BOLLNOW
## Larissa Ferreira de Almeida¹, Ana Lúcia Leal²
- ¹ Universidade Federal de Pernambuco/Centro Acadêmico do Agreste/Núcleo de Formação Docente/Licencianda em Física/larissatj.almeida@hotmail.com
- ² Universidade Federal de Pernambuco/Centro Acadêmico do Agreste/Núcleo de Formação Docente, Professora Adjunta/analealchaves@yahoo.com.br
## Resumo
A presente pesquisa foi realizada no segundo semestre do ano de 2017, em duas turmas do ensino médio de um mesmo professor formado em Licenciatura em Química, porém, que lecionava a disciplina de Física. O estudo fez parte de uma atividade prática do Projeto de Pesquisa intitulado 'Formação Humana e Educação emocional' onde concluímos que a educação necessita ampliar seus horizontes para incluir tanto a experiência humana vivida, quanto as possibilidades de transformações inerentes a esta mesma experiência. Portanto, observamos, durante 18 horas, a maneira como um professor agiu em sala de aula com seus alunos, relacionando as situações aos conceitos presentes na Teoria do pesquisador existencialista Otto Friedrich Bollnow materializando na prática docente. Foi perceptível que a interação dentro de uma sala de aula vai além de apenas o ensino e aprendizagem pedagógicos da matéria estudada, mas sim, que todos ali presentes são seres humanos dotados de múltiplas dimensões. Entendemos que é essencial encarar o ser humano em sua complexidade, não considerando apenas um único aspecto de sua formação, como o racional ou o mental. Concluímos que esta esteve presente no processo de ensino e aprendizagem analisado. Portanto, essa discussão deve ser considerada como de suma importância, colaborando para a formação profissional dos futuros docentes durante a sua graduação.
Palavras-chave : Formação Humana; Psicologia da Educação; Otto Friedrich Bollnow.
## Introdução
Este trabalho teve como objetivo discutir a importância da formação humana e como ela se materializa - ou não - na prática de um docente, com enfoque na relação entre ele e seus alunos. Um dos aspectos analisados buscou compreender de que forma o docente lida com as dificuldades pedagógicas de seus discentes.
À priori, é importante esclarecermos o que estamos chamando de 'formação humana'. A palavra ''formação'', por si só, remete ao modo de formar, constituir (algo), criar. Podemos considerar como importante na formação humana a completude do ser e pensar em cada pessoa de forma única e singular, o que fica evidente quando observamos suas emoções, atitudes e interações com os outros.
Precisamos desconstruir o pensamento, ainda vigente, de que no âmbito profissional, seja ele qual for, o ser humano reduz-se à dimensão racional. Ou seja, é necessário considerar as múltiplas dimensões que compõe o humano em conjunto. Para Röhr (1999), somos dotados de dimensões básicas e transversais. As dimensões básicas são: física, sensorial, emocional, mental e espiritual. Além destas, haveria as dimensões transversais: A física-corporal-sensorial, a psíquica-
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emocional, a relacional social-política, a comunicativa, a sexual, a étnica, a racionalmental-intelectual, a ética, a estética e, por último, a intuitiva-espiritual, podendo estas se interligarem em determinadas situações.
Notemos a seguinte questão: 'o educador é um humano e, como tal, é construtor de si mesmo e da história através da ação, sofre as influências do meio em que vive e com elas se autoconstrói?' (LUCKESI, 1994, p.115). Às vezes, nos preocupamos de forma exacerbada apenas com o cognitivo intelectual, sem parar para pensar na inteireza da pessoa que está lecionando em uma sala de aula, em como é o seu 'eu' interior, em como sua construção de personalidade pode ser afetada e demonstrada na relação professor e aluno. Respondendo de forma direta a pergunta de Luckesi (1994), afirmamos que o professor sofre influências no ambiente escolar e também se autoconstrói ali, e isso faz parte de sua formação humana. Porém, a partir disso surge outra pergunta: essas influências e autoconstrução são constantes?
- O desenvolvimento humano encontra-se em contínuo estado de transformação, porém, para Bollnow (1971), se dá de modo instável. Imaginemos, para exemplificar, que a formação humana se desenvolve a partir de uma escada, onde há degraus e, consequentemente, havendo saltos de um degrau para o outro. Nestes saltos de fases é onde poderá surgir a crise.
## Fundamentação teórica
Segundo Bollnow (1971), a educação se baseia em dois modelos: o artesanal e o orgânico. No modelo artesanal, há uma educação que atua de fora para dentro, pois o docente molda o aluno. O professor já projeta o ser que ele quer formar, logo, a concepção do artesão acaba limitando o educando. Já no modelo orgânico, também chamado de jardineiro, acredita-se em um crescer de dentro para fora com relação ao que se espera do discente, em que o docente admite que o aluno é um ser de múltiplas dimensões que precisa ser trabalhado em conjunto para que venha a se obter um bom resultado na educação.
Bollnow (1971) afirma que a Filosofia da Existência admite que sejamos seres instáveis e descontínuos, e é nesse meio que ela se torna vantajosa para ser refletida na prática pedagógica. Mostrando, assim, as maneiras instáveis que a educação pode apresentar-se. Segundo o autor, a teoria da pedagogia clássica baseia-se na afirmação de que a educação é um processo estável e contínuo.
Bollnow (1971) pretende rever alguns aspectos da pedagogia clássica. Iremos abordar duas situações que isso se dá, a saber: a crise e o aconselhamento. A crise é algo normal em nossas vidas, considerada, inclusive, como algo que pode auxiliar em nosso crescimento como ser humano. Ela pode se manifestar de diversas formas no decorrer da vida, como, por exemplo, em uma doença física ou emocional. Pensando, especificamente, no âmbito pedagógico, questionamos de que forma ela se manifestaria.
## A crise
- O ensino de Física ainda continua sendo um desafio para os professores, que procuram encontrar estratégias para melhorar a aprendizagem do aluno, instigando o conhecimento científico, melhorando a compreensão de fatos e
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fenômenos do homem com a natureza, sendo de suma importância refletir sobre a formação deste educador. O docente do ensino médio lida com alunos que estão na fase da adolescência, momento permeado de descobertas e dúvidas quanto ao futuro, tornando-se facilmente perceptível a ocorrência de momentos de crise. Bollnow (1971) questiona se a crise que os alunos presenciam deveria ser abreviada pelo docente:
Até onde o educador, na pretensão de proporcionar ao outro homem um auxílio, está como tal autorizado a querer interceptar-lhe, aparar ou enfraquecer o golpe da crise? Antes, não deveria ele deixar a crise seguir o seu caminho? Ou talvez torná-la ainda mais aguda e iminente, cortando ao educando todas as possibilidades de uma evasão, coagindo-o a suportar a crise em toda a sua penetração? Radicalizando a pergunta: até que ponto deve o educador ocasionar, provocar ele mesmo a crise? Se realmente a conquista de um novo degrau de perfeição está vinculada ao sofrimento da crise, então evitar a crise, ou fazê-la inofensiva, equivaleria a vetar ao homem uma possibilidade decisiva de crescimento (BOLLNOW, 1971, p. 57-58).
Entendemos que é necessário impor limites que esclareçam até onde o educador deve aliviar a crise de seus alunos, ou até mesmo quando pode ser o causador dela. Desse modo, deixar que o aluno passe pela crise, colabora para o seu crescimento. Por exemplo, uma situação prática que ocorre facilmente no ambiente escolar é a crise do discente com relação ao conteúdo da matéria, quando se depara com dificuldades para aprender um determinado assunto. A partir deste momento o mesmo pode entrar em crise por se sentir incapaz de compreender um conteúdo. Nesse momento, questionamos: qual o papel do educador? Será que ele deveria aliviar não cobrando esse conteúdo?
Para obter resultados melhores na aprendizagem do aluno, deve-se permitir que ele tente superar suas próprias dificuldades, instigando o seu amadurecimento e crescimento. Isso não significa, contudo que, ocasionalmente, não se possa intervir, ajudando-o a superar o conflito, mas sempre deixando que ele seja o principal protagonista de sua aprendizagem. Isto poderia ocorrer através de diálogos motivacionais, ajudando-os a acreditarem em sua própria capacidade. Outra sugestão poderia ser a atenção extra da parte do docente, visando para suprir as dificuldades com os assuntos que estivessem sendo estudados.
## Aconselhamento
Algo comum no nosso cotidiano é o aconselhamento, que vem de diversas pessoas próximas a nós, porém, isso também pode acontecer no âmbito pedagógico.
Quanto mais o interesse do aconselhamento se aproxima do núcleo interior do homem, quanto mais se relaciona com a conduta moral da vida, tanto mais o aconselhamento se desloca também para o enfoque educativo. Por isso um aconselhamento educacional, uma orientação profissional ou também matrimonial é sempre, ao mesmo tempo uma temática pedagógica. (...) Assumiria importância pedagógica logo que se tratasse da sua atuação sobre toda a vida futura da respectiva pessoa, para além de uma decisão particular passageira. E como um momento dificilmente pode ser separado do outro, o limite permanece necessariamente flutuante (BOLLNOW, 1971, p. 135).
Podemos nos perguntar: Como se dá a transferência de troca de experiências? Quando ou como isso deve acontecer? Bollnow (1971) diz que o aconselhamento atravessa a vida dos seres humanos em aspectos diversos no
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decorrer das decisões do cotidiano, seja em uma situação pequena ou até mesmo em algo maior. É importante salientar que o homem, diante do aconselhamento, é convidado a fazer suas próprias escolhas, entre outras possibilidades. Então, devese fazer a distinção entre o aconselhador, que pode analisar e esclarecer razões, porém, ele não pode tomar nenhuma decisão própria, pois, esta deve ser tomada pela própria pessoa que foi aconselhada.
- A seguir, iremos apresentar a metodologia utilizada na presente investigação.
## Metodologia
A presente investigação foi realizada em duas turmas diferentes nas quais leciona o mesmo professor investigado, onde observamos, essencialmente, a maneira como ele agia com seus alunos em diversas situações do âmbito pedagógico.
- O estudo foi realizado em uma escola pública estadual, com duas turmas de ensino médio. Uma dessas turmas era do primeiro ano, a qual chamaremos de turma A e a outra do segundo ano, que identificaremos como a turma B. A pesquisa em campo foi realizada em um total de 18 horas de aulas observadas.
Durante as aulas, ficamos sentadas ao fundo da sala para ter uma visão melhor de todos os acontecimentos, anotando o que achávamos importante à pesquisa. Escolhemos observar duas turmas distintas porque, assim, teríamos uma percepção melhor para o estudo, conhecendo as diversas maneiras que o docente poderia lidar com uma turma, podendo fazer comparações entre ambas, e mostrando, assim, que vários fatores poderiam influenciar o docente na escolha de atitudes diferentes. Durante nossas observações, sentimos que fomos bem acolhidas pelos alunos e pelo professor, que se mostraram espontâneos, apesar da nossa presença.
## Análise e resultados
Recentemente, o MEC realizou um estudo que identificou um déficit de professores em dez áreas do conhecimento da educação básica. Na disciplina de Física, por exemplo, faltam 56 mil professores para as turmas de 5ª a 8ª série do ensino fundamental e para o ensino médio (BRASIL, 2018). Logo, percebemos que, na educação básica, na maioria das vezes, determinadas matérias são lecionadas por profissionais de outras áreas, a exemplo do referido estudo, visto que acompanhamos um professor que lecionava física, mas com formação em Licenciatura em Química.
- O docente admitiu, por diversas vezes, que tem dificuldades para ensinar determinados conteúdos, já que Física não é a sua área de formação, sinalizando tratar-se de um obstáculo para que seu papel como professor seja pleno. Quando isso ocorre, acreditamos que possa surgir alguma insegurança para que sejam trabalhados determinados conteúdos acadêmicos e esta falta de confiança acaba fazendo com que o professor trabalhe o assunto de maneira superficial, sem contemplar, por exemplo, os aspectos histórico-filosóficos da matéria.
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A nossa presença despertou a curiosidade dos alunos, mas o professor explicou para a turma que estávamos ali apenas para realizar uma observação para um projeto acadêmico. Alguns perguntaram o que estaríamos anotando, outros se estávamos anotando o nome de quem estava fazendo bagunça para avisar a diretora. Respondemos que não se preocupassem, pois, não estávamos anotando nada que fosse prejudicá-los.
Em relação ao professor, acreditamos que nossa presença não tenha sido um incômodo, pois, ele não questionou sobre o que, de fato, estávamos pesquisando. Consideramos este ponto como positivo a pesquisa, pois, ele poderia ter agido de forma pouco espontânea durante as aulas se soubesse o real objetivo do trabalho.
Comparando as duas turmas, observamos que a turma A possuía uma quantidade maior de alunos, estando à sala de aula sempre lotada. No geral, eram mais bagunceiros, conversavam mais, tinham mais dificuldades em se concentrarem nas explicações do professor. Apesar disso, raramente o docente perdia a paciência com eles. Ele sempre conversava com a turma sobre prestarem mais atenção, pedindo que se importassem mais com a matéria.
Por outro lado, os alunos da turma B, de modo geral, eram mais calmos e prestavam mais atenção quando o professor explicava algum assunto. Percebemos que, com essa turma (a turma B), ele falava muito mais sobre assuntos cotidianos, sem se limitar ao assunto da matéria como havíamos observado ocorrer na turma A. A turma B era composta por uma quantidade menor de alunos, porque, segundo o professor, a maioria faltava muito e isso o preocupava. O fato de ter uma quantidade razoável de alunos ali presente pode ter proporcionado um melhor controle do grupo, facilitando o trato com a turma. É interessante enfatizar que o docente, por muitas vezes, adotou um comportamento distinto com ambas as turmas.
Durante as aulas observadas, o assunto mais explorado, a exceção do conteúdo da matéria, foi sobre as escolhas acadêmicas e profissionais que os alunos poderiam optar. Houve um momento na turma A em que uma das alunas comentou que pretendia fazer um curso técnico, o que teve a aprovação do docente, complementando que o curso técnico seria mais rápido que o de nível superior, o que incentivou toda a turma também. Contudo, quando outra aluna expressou o desejo de fazer um curso de licenciatura na área de exatas, o professor demonstrou claramente que não aconselhava ninguém a isso, falando mal da própria profissão. Argumentou que não incentivava ninguém a fazer uma licenciatura pela falta de valorização, principalmente financeira, dos profissionais da educação.
Ainda na turma B, em dada ocasião, alguns alunos comentaram com o professor sobre o casamento homossexual de um dos colegas. Todos foram respeitosos ao falar sobre o assunto e o professor disse que iria parabenizá-lo quando o visse, sugerindo que os alunos também o apoiassem e que não tivessem preconceito, demonstrando uma preocupação para além do conteúdo da disciplina, o que indica um compromisso com a formação humana dos alunos.
Concluímos, portanto, que o aconselhamento como Bollnow (1971) retrata é realmente algo comum em sala de aula, mesmo que talvez isto não fosse percebido entre eles. É indiscutível também a influência que o professor tem sobre os seus alunos, sobretudo, na fase da adolescência, quando estão se deparando com escolhas sobre o que ser na ''vida'', em termos profissional e humano.
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É comum que alunos na fase da adolescência tenham dúvidas quanto à carreira profissional a seguir e procurem seus professores para que os guiem. Provavelmente a ansiedade e dúvidas que cercam esses alunos com relação a sua carreira profissional, podem acarretar a crise citado por Bollnow (1971). Logo, podemos considerar que a postura do docente em não incentivar os alunos a seguirem a área da docência, não seria uma atitude recomendável.
Outra situação que se deu na turma do primeiro ano (turma A) e que nos chamou a atenção foi quando o professor perguntou se alguém ali tinha feito o SSA da UPE (um tipo de ingresso no vestibular por meio de provas chamadas de 'Seriado', por serem realizadas dividindo-se em três vezes durante o ensino médio), quando somente um aluno respondeu que tinha ouvido falar e que tinha interesse em fazer, porém, o restante pareceu nem saber como esse sistema funcionava. Logo, o professor começou a explicar para a turma dizendo para ''acordarem'' nesse sentido, para desde já começarem a fazer o ENEM e, assim, irem planejando o seu futuro. Observamos que o professor estava buscando alertar a turma, instigando um processo de despertar, no sentido de buscarem obter mais conhecimento sobre vestibulares, que na fase do ensino médio, é algo considerado fundamental. Ou seja, podemos ver o professor intervindo para impulsionar que os alunos saiam de uma situação que mais pra frente possa ser mais difícil de lidar, e começarem a lidar desde agora, saber como funciona os processos seletivos para os vestibulares e de como se preparar para eles.
## Considerações finais
Partindo da afirmação de que, em sua formação profissional, o docente não recebeu nenhuma orientação sob como lidar com as situações em sala de aula que não fossem em relação ao conteúdo da matéria, concluímos que todas as situações citadas como exemplos e que fugiram dos respectivos assuntos da Física para situações comuns, expressadas no cotidiano, foram opiniões pessoais, fragmentos do ser que o professor pesquisado é. Foi perceptível, pelo comentário desestimulante sobre não incentivar ninguém a seguir a área da docência, o quanto ele próprio estava insatisfeito e frustrado com seu trabalho.
Pelo exposto, podemos concluir que, de fato, a formação humana que é discutida na filosofia da existência, se refletiu na prática do docente observado, principalmente nos conceitos do aconselhamento, despertar retratado por Bollnow (1971). Não podemos ignorar que essa discussão deve ser aprofundada, pois, contribui de maneira significativa para a formação profissional do docente durante a sua graduação. Inserindo assim uma reflexão, de como o sujeito da educação e a sua relação com a experiência humana se interligam. Podendo assim ser apreciadas criticamente, permitindo-nos ressignificar a visão hegemônica do sujeito educacional, deslocando essa visão para uma análise voltada à integralidade da formação humana no mundo vivido.
## Referências
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BOLLNOW, O. F. (1971). Pedagogia e Filosofia da Existência . 2º ed., Petrópolis: Vozes.
LUCKESI, C. C. Filosofia da Educação (série formação de professores) São Paulo: Ed. Cortez, 1994, p. 21-119
RÖHR, F. (1999). A Multidimensionalidade na Formação do Educador. Revista de Educação - ACE . Ano 28, n.110.
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