VINGADORES DA FÍSICA: UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO CIENTÍFICA POR MEIO DE FILMES DO UNIVERSO MARVEL
Felipe Damasio, Leonardo Vicente Duarte, Guilherme Emerim Nunes
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 29/01/2019
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## VINGADORES DA FÍSICA: UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO CIENTÍFICA POR MEIO DE FILMES DO UNIVERSO MARVEL
## Felipe Damasio 1 , Leonardo Vicente Duarte , Guilherme Emerim Nunes 2 3
1 Instituto Federal de Santa Catarina, felipedamasio@ifsc.edu.br
- 2 Licenciatura em Física/Instituto Federal de Santa Catarina, leonardovduarte@gmail.com
## Resumo
A pesquisa aqui relatada busca apresentar e disponibilizar uma proposta de ensino fundamentado na Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel. Tal proposta visa levar a alunos do ensino básico questões acerca de astronomia, astrofísica e física moderna e contemporânea presentes nos filmes da franquia Marvel. O projeto utiliza filmes como organizador prévio para tentar despertar no aluno uma predisposição para aprender, inicialmente com o filme Doctor Strange (Doutor Estranho). Para procurar levar à educação básica a discussão sugerida se propõe uma UEPS (Unidade de Ensino Potencialmente Significativa) com a situação-problema: 'Seria possível viajar no tempo?'. As discussões giram em torno de temas como Dilatação Temporal, Princípio da Causalidade, Teoria da Relatividade, Buracos Negros e Buracos Negros como máquina do tempo. Para além do ensino de física, toda a discussão é permeada por questões de cunho filosófico que permite também uma educação sobre ciência. Para disponibilizar a produção do projeto, a UEPS e todo material necessário para sua implantação está disponível em uma página educativa na rede mundial de computadores.
Palavras-chave : Astronomia e Astrofísica; Divulgação Científica; Cinema.
## Introdução
Segundo Moreira (2010) a aprendizagem significativa, tal qual entende David Ausubel, é uma aprendizagem com entendimento, com capacidade de transferência. A teoria de Ausubel, também preconiza acerca das condições para que aconteça a aprendizagem significativa. A primeira é que a natureza do material a ser aprendido pelo educando e a estrutura cognitiva do mesmo devem estar disponíveis aos conceitos pré-existentes específicos deste novo material a ser aprendido, que seria o material potencialmente significativo. A segunda condição é que o aluno tenha prédisposição em aprender e não apenas de memorizar, pois sem essa predisposição não importa quão potencialmente significativo o material seja (MOREIRA E MANSINI, 2006).
Dentre as duas condições apontadas como necessárias por Ausubel, talvez, a pré-disposição em aprender seja a mais difícil de ser alcançada. Como coloca Watanabe et al. (2012), os alunos não se vislumbram como potencias participantes do empreendimento científico por acreditar que ele é reservado para uma minoria privilegiada. A falta de interesse dos estudantes com o empreendimento científico pode ser entendida pela falta de afinidade com o esforço científico. Desta forma, parece útil buscar por maneiras de despertar a pré-disposição em aprender Física em alunos do Ensino Médio - como fez a pesquisa aqui relatada, além de
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desenvolver todo o material potencialmente significativo para ela ser posta em prática.
A opção por abordar temas de astronomia, astrofísica e física moderna e contemporânea se mostra útil quando se leva em consideração os argumentos de Langhi e Nardi (2014). Os autores apresentam e discutem os principais argumentos apresentados pelos pesquisadores em ensino de astronomia que justificam a importância do ensino de tópicos de astronomia. Entre os argumentos apresentados em artigos da área, destacam-se: que o ensino de astronomia contribui para discussões de história e filosofia da ciência e de temas ligados a ciência tecnologia e sociedade; que ela é um elemento motivador e que pode auxiliar na alfabetização científica e da discussão de concepções alternativas.
Também, ao considerar a argumentação de Brockington e Pietrocola (2005) de que há necessidade de atualização dos programas de Física na Educação Básica, principalmente para incluir temas relacionados à Física Moderna e Contemporânea (FMC). Os autores reconhecem as dificuldades para propostas concretas para que FMC chegue à sala de aula, tais como: complexidade intrínseca destes tópicos e a insegurança inerente a qualquer mudança no domínio escolar. Ainda, grande parte dos professores está cercada de um cenário pedagógico que permite pouca flexibilidade. Desta forma, optou-se por algum assunto de FMC para ser abordada na proposta didática.
Para escolher o tema de FMC que seria abordado é necessário ressaltar que a pesquisa tinha como objetivo aproximar o conhecimento prévio dos alunos de conceitos fisicamente aceitos, de forma a valorizar o que os alunos já sabiam sem desmerecer as preferências dos alunos. Sendo assim, pareceu útil conhecer quais são os tópicos mais difundidos e conhecidos pelo público em geral. Segundo Silva e Almeida (2005), pode-se destacar que os assuntos preferidos entre os jornalistas de divulgação científica estão relacionados à Astronomia e Astrofísica, tais como: Big Bang e Buracos Negros.
Logo, a grande questão que a pesquisa pretende avançar é: seria viável para despertar a predisposição em aprender de temas de FMC, de astronomia e astrofísica utilizar filmes da franquia Marvel como organizador-prévios e como ideias âncoras para a organização sequencial? Para tanto, se sugere uma UEPS com discussão de e sobre ciência, além de disponibilizar todo material potencialmente significativo na rede mundial de computadores.
## Descrição do trabalho desenvolvido
Este trabalho apresenta uma proposta fundamentada nos três pilares que Moreira (2004) sugere que estejam presentes, tanto na educação científica como na pesquisa na área. Para tanto, o trabalho procurou articular os princípios da Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel com a epistemologia de Feyerabend usando como aporte metodológico as UEPS.
Segundo a Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel, as condições para que uma aprendizagem significativa possa ser construída são que haja material potencialmente significativo e pré-disposição em aprender (MASINI e MOREIRA, 2008). Logo, cabe ao professor de física, além de preparar uma aula e material instrucional que interajam com o conhecimento prévio do aluno, também despertar
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uma pré-disposição em aprender. Tal entendimento pode levar a conclusão de que compete ao professor ser, também, uma espécie de relações públicas daquilo que ensina.
Paul Karl Feyerabend nasceu em Viena, Áustria, em 1924 e faleceu em Zurique, Suíça, em 1994. Ele foi um dos mais influentes epistemólogos do século XX (PRESTON et al., 2000). As ideias de Feyerabend causam bastante desconforto nos que ele jocosamente chamou de 'lobos científicos' (DAMASIO e PEDUZZI, 2015). Muitas das críticas que o autor recebe, devem-se a falta de compreensão da epistemologia do autor. Como ele mesmo comentou em sua autobiografia, ao 'ler as resenhas, pela primeira vez deparei com ignorância em estado puro' (FEYERABEND, 1996, p. 152). Entre estas interpretações equivocadas estão: a de que o anarquismo epistemológico leva a ciência ao caos, que a tese central da epistemologia de Feyerabend é o vale tudo, que a defesa da irracionalidade na ciência descaracteriza o empreendimento científico e de que o relativismo não explica o progresso da ciência (DAMASIO e PEDUZZI, 2017).
Uma das características da epistemologia de Feyerabend é a valorização da diversidade cultural. Ele defende a apreciação das diferentes maneiras pelas quais os humanos podem viver com a natureza e que concordam plenamente com o pluralismo da própria ciência. Mesmo que se possa aprender muito com as ciências, também se pode com as religiões, humanidades e tradições antigas, por exemplo. 'Nenhuma área é unificada e perfeita, e poucas são repulsivas e completamente desprovidas de mérito' (FEYERABEND, 2006, p. 214). Considerando a ciência tal qual Feyerabend descreve, não há motivos para se desconsiderar o que há fora dela. Muitas tradições não científicas têm sucesso 'no sentido de permitir que os seus membros vivam uma vida moderadamente rica e realizada' (FEYERABEND, 2006, p. 261). Para ele, as abordagens não científicas também recebem uma resposta positiva, que evidencia, inclusive, o quanto o desenvolvimento do conhecimento transcende a suposição de uniformidade e singularidade de excelência científica; a natureza, por certo, é muito mais complexa que na crença dos 'lobos científicos'.
As UEPS foram propostas por Moreira (2011) como sequências didáticas fundamentadas, sobretudo, na Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel e na Teoria da Aprendizagem Significativa Crítica. Para o autor, as UEPS podem auxiliar a mudar o quadro que a escola vigente expõe em que são apresentados aos alunos os conhecimentos que eles devem saber e os estudantes copiam, memorizam e reproduzem nas avaliações tais conhecimentos. Este modelo de narrativa é aceito por todos, desde professores e alunos até pais e diretores.
A construção das UEPS envolve aspectos sequenciais. Inicialmente definese o tópico específico a ser abordado, seguido da proposta de uma situação que leve os alunos a expor seus conhecimentos prévios. A seguir, se propõe uma situação problema em nível bem inicial em que se leve em consideração os conhecimentos prévios e que antecede a introdução das questões a serem discutidas. Uma opção para as situações-problema podem ser organizadores prévios. Logo após, as UEPS sugerem retomar os aspectos mais gerais e estruturantes das questões discutidas em nova abordagem, em um nível mais alto de complexidade, por meio de novas situações-problemas. Por fim, a avaliação deve ser planejada para procurar indicativos de aprendizagem significativa.
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A revisão bibliográfica é parte fundamental de uma pesquisa, aponta como temas de interessa para a investigação foram tratados pelos pares na literatura. Para esta revisão, foram pesquisados artigos nos seguintes periódicos: Revista Brasileira de Ensino de Física (RBEF), Caderno Brasileiro de Ensino de Física (CBEF), Investigação em Ensino de Ciências (IENCI), Experiências em Ensino de Ciências (EENCI), Ciência & Educação (C&E), Física na Escola (FnE), Aprendizagem Significativa em Revista (ASR) e Revista Latino-Americana de Educação em Astronomia (RELEA). O período de pesquisa ficou restrito aos últimos dez anos. Os indexadores pesquisados foram: trabalhos que discutam FMC, Astronomia e Astrofísica em filmes como organizador-prévios e trabalhos que utilizem filmes de super-heróis como organizador-prévios.
Como resultado desta revisão observou-se escassez de trabalhos que abordem as temáticas de astronomia e astrofísica por meio de filmes, sobretudo trabalhos que utilizem filmes como organizador prévio. Além disto, quando se encontra trabalhos deste tipo, eles não utilizam o cinema como fator crucial para relacionar os temas de ciência. Ao restringir a pesquisa, para filmes de super-heróis, o número de trabalhos é ainda menor. Por fim, não se encontrou artigos que propõem o uso de filmes de super-heróis como organizador prévio para abordar conceitos de astronomia e astrofísica, tampouco, trabalhos utilizando super-heróis do universo Marvel. A escassez de trabalhos podem apontar para a relevância do desenvolvimento da proposta didática aqui apresentada, bem como de sua divulgação para demais professores possam implementar tal proposta.
A pesquisa já tendo claros seus objetivos, sua questão chave, sua fundamentação (tanto teórica educacional, como epistemológica e metodológica), o assunto a ser abordado, o próximo passo era o desenvolvimento detalhado da proposta. Para tanto, a metodologia utilizada envolvia cinco etapas: (i) Revisão bibliográfica; (ii) Planejamento e elaboração da UEPS; (iii) Construção do material potencialmente significativo; (iv) Preparação de uma página educativa na rede mundial de computadores para disponibilizar a proposta didática e; (v) Divulgação da pesquisa por meio de resumo em congresso e artigo em periódico.
A etapa (i) descrita anteriormente não almejava fazer um estado da arte dos indicadores pesquisados. A intenção era encontrar trabalhos que poderiam reafirmar ou não a relevância da proposta, ainda trabalhos que poderiam auxiliar no desenvolvimento da proposta mostrando aspectos relevantes que foram inicialmente não destacados pelos proponentes do projeto. A etapa (i) foi fundamental para a etapa (ii) que foi o planejamento da abordagem do projeto e a materialização da UEPS, que por sua vez necessitava do material instrucional que constitui a etapa (iii).
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Figura 1: página educacional do proposta
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Uma vez tendo desenvolvido a parte pedagógica do projeto se procurou por meios de divulgação da proposta para os demais professores e interessados. Para tanto, na etapa (iv) se construiu uma página educativa (Figura 1) com todo o material produzido nas etapas (ii) e (iii) além de disponibilizar um vídeo (Figura 2) que discute de maneira resumida os conceitos envolvidos em toda a UEPS, tal página está disponível em https://guicubers.wixsite.com/vingadoresdafisica. Por fim, na etapa (v) procurou-se descrever a proposta com a redação de trabalhos para encontros a fim de compartilhar com a comunidade os resultados do projeto.
Figura 2: vídeo produzido como parte do material instrucional
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## Resultados obtidos
O objetivo o projeto materializado na UEPS foi de discutir conceitos de Física Moderna e Contemporânea, de Astronomia e Astrofísica utilizando o universo cinematográfico da Marvel para despertar a pré-disposição em aprender. Além disto, também tinha como objetivo abordar, por meio de uma abordagem explícita de história e filosofia da ciência, que a diversidade cultural é indispensável para o desenvolvimento da ciência.
A UEPS deve ter aspectos sequencias (MOREIRA, 2011). Ela deve iniciar com uma Situação-inicial . Assim, no primeiro encontro devem-se utilizar as mais diversas estratégias, tais como discussão, questionário, mapa conceitual e mapa mental, para que os alunos externalizem seus conhecimentos prévios, seja ele
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cientificamente aceito ou não. Na UEPS construída pelo projeto a situação-inicial é a exibição o filme 'Dr. Estranho' da Marvel para os alunos. Após isto, perguntar aos alunos quais assuntos relacionados à Física (especificamente de astrofísica e astronomia) aparecem no filme. As respostas serão anotadas em um slide e arquivadas.
Uma vez tendo sido realizada a Situação-inicial, o próximo aspecto sequencial da UEPS é propor uma Situação-problema . Esta atividade deve ser em um nível bem introdutório e levar em conta o conhecimento prévio dos alunos. Este aspecto sequencial tem a função de 'preparar o terreno' para a discussão do novo conhecimento que será abordado. Na proposta são sugeridas as seguintes situações-problema: (i) É possível viajar no tempo? Se a resposta for sim, como?; (ii) O que você já ouviu falar sobre buracos negros?; (iii) É possível viajar na velocidade da luz?; (iv) O que você já leu, assistiu ou presenciou alguém comentando sobre a teoria da relatividade?; (v) Do que se trata a teoria da relatividade? Todas as questões serão discutidas em grupo, com a participação do mediador. Nenhuma resposta será colocada em pauta como 'certa' ou 'errada'. Ao final, sugere-se exibir pequenos trechos do filme 'Dr. Estranho', para que o mediador comente sobre assuntos de FMC, Astronomia e Astrofísica presentes em algumas cenas.
- O próximo aspecto sequencial considera que uma vez trabalhadas as situações iniciais, deve-se Apresentar o conhecimento a ser ensinado/aprendido . Tal apresentação deve levar em consideração a diferenciação progressiva e a reconciliação integrativa. Para a proposta didática foi preparada uma apresentação em software de slides que está disponível na página educativa de modo que os professores possam adaptar a seu contexto. A apresentação inicia discutindo ideias acerca da viagem no tempo e de buraco negro. Além de apresentar os conceitos da Teoria da Relatividade Geral e Restrita e o que acontece com o tempo ao nos aproximarmos de um buraco negro e da velocidade da luz. Ao final da apresentação, sugere-se entregar aos alunos trechos de artigos que tratam sobre o tema discutido e que a leitura seja feita também com o grande grupo. Sugere-se solicitar aos alunos que construam, separados em grupos, cartazes com questões norteadoras sobre os temas apresentados.
Em continuidade, o próximo aspecto sequencial de uma UEPS é Retomar os aspectos mais gerais, estruturantes, em nova apresentação em nível mais alto de complexidade . Assim como anteriormente, para a proposta foi construído uma apresentação de slides que está disponível na página educativa. Os conceitos apresentados anteriormente são revisados e também novos conceitos complementares utilizando como recursos de vídeos. Em especial, abordar o episódio do Cosmos no qual o Neil deGrasse Tyson fala sobre atingirmos a velocidade da luz. Sugere-se discutir com os alunos o paradoxo dos gêmeos e também o que vem a ser o princípio da causalidade. Por fim, realizar a discussão teórica acerca do porque é impossível viajar para o passado.
Os dois últimos aspectos sequencias são a Avaliação da aprendizagem através da UEPS e a Avaliação da UEPS em si própria . A avaliação da aprendizagem deve ser feita ao longo de todos os aspectos sequenciais, por meio de registro de todas as atividades. Além disto, a UEPS construída neste projeto sugere uma avaliação somativa individual que é composta por questões que não são apenas verificação de conteúdo discutido, mas que
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exigem compreensão. Já a avaliação da própria UEPS deverá ser positiva se os alunos derem indícios de que houve aprendizagem significativa.
## Considerações finais
Apesar de ser uma comunidade consolidada, que produz e divulga conhecimento, de acordo com Moreira (2004), existe pouco impacto da produção da pesquisa em educação científica nas salas de aula da educação básica. A pesquisa aqui relatada, e sua decorrente proposta didática, procurou preencher esta barreira que autores têm apontado em relação à pesquisa em educação científica.
Ainda, a fim de não restringir a proposta a um contexto bem específico em que atuam os autores deste artigo, disponibilizou-se na rede mundial de computadores todo o material potencialmente significativo necessário para a implementação da proposta por outros educadores científicos. Este material está disponível em versão que pode ser editada pelos professores, de acordo com a realidade particular que cada profissional está inserido. Esta opção se mostrou útil no próprio estudo que este artigo relata, pois foi necessário inserir uma discussão, não prevista inicialmente, acerca de nanociência.
Por fim, cabe a ressalva que não se procurou por metodologias infalíveis. Se faz necessário muitas pesquisas que estejam focadas em mudar a educação científica, que apresentem o empreendimento científico mais alinhado com a moderna filosofia da ciência, e, além disto, procurem construir de fato ambientes em que possa ser construída uma aprendizagem significativa de e sobre ciência. A contribuição deste projeto é um pequeno passo que pode ajudar neste sentido.
## Referências
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