Pular para o conteúdo
Buscador da Pesquisa em Ensino de Física Busca em texto completo · v0.3.0

FÍSICA EM QUADRINHOS: PROMOVENDO UMA UTILIZAÇÃO CRÍTICA DOS QUADRINHOS

Eduardo Oliveira Ribeiro De Souza, Deise Miranda Vianna

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXIII
Ano
2019
Data
28/01/2019
Linha de pesquisa
Tecnologias Da Informação E Comunicação No Ensino De Física
Tipo
Comunicação

Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2019

Texto completo

## FÍSICA EM QUADRINHOS: PROMOVENDO UMA UTILIZAÇÃO CRÍTICA DOS QUADRINHOS

## Eduardo Oliveira Ribeiro de Souza 1 , Deise Miranda Vianna 2

1 Instituto Oswaldo Cruz/FIOCRUZ, edufisica@gmail.com

2 Instituto de Física/UFRJ, deisemv@if.ufrj.br

## Resumo

Este trabalho apresenta como as histórias em quadrinhos podem ser uma ferramenta crítica de ensino de Física. Presentes em livros didáticos e/ou em exames vestibulares, os quadrinhos costumam ser usados pelo seu caráter lúdico e atrativo, porém sua linguagem possui um caráter crítico e conscientizador ainda pouco explorado por professores. O objetivo principal deste trabalho é mostrar como os professores podem usar as histórias em quadrinhos explorando o potencial crítico e conscientizador no ensino de Física. Para isso, foi estruturado uma oficina para discutir e trabalhar com professores e licenciandos em Física. A oficina aconteceu no Simpósio Nacional de Ensino de Física em 2017, e teve doze participantes. Nela, os participantes foram apresentados aos referenciais de Ensino por Investigação, e receberam um conjunto de tirinhas para que eles pudessem transforma-las em atividades investigativas. A partir do diálogo e da troca de ideias, os participantes da oficina puderam elaborar perguntas que combinassem com os quadrinhos recebidos, e que os tornassem um problema ou questão aberta. Esse diálogo foi gravado, transcrito e analisado as possíveis dificuldades e obstáculos que os professores e licenciandos possam ter para reproduzir essa forma de utilização dos quadrinhos no Ensino de Física. Os professores e licenciandos de Física. Os resultados nos mostram que apesar dos participantes não estarem habituados a elaborar atividades críticas e que levem os alunos a refletir sobre o problema, eles podem desenvolver esse hábito e elaborar atividades cada vez mais interativas.

Palavras-chave : ensino de Física; quadrinhos críticos; ensino por investigação; reflexão em espelhos planos; tirinhas

## Introdução

Em Souza (2012), o projeto Física em Quadrinhos surge com o objetivo de mostrar que os quadrinhos são ferramentas cujo o potencial está além da atratividade e do lúcido. As histórias em quadrinhos e as charges são meios de comunicação de conscientização, pois sua linguagem combina a imaginação e o humor para informar. O leitor precisa reconstruir as informações para entende-las (RAMOS, 2015); este processo pode motivá-lo a pesquisar e buscar mais informação com a finalidade de entender a 'piada'. Por esse e outros motivos, os quadrinhos precisam ser mais provocativos e críticos nas salas de aula. Em Souza (2014), verificamos que a combinação tirinha e questões abertas podem ser tratadas com atividades investigativas, e serem utilizadas não só pelo caráter lúdico, mas pelo crítico e conscientizador.

Este estudo centra-se em demonstrar como professores podem utilizar as histórias em quadrinhos com uma ênfase mais críticas e conscientizadora. Nossa hipótese é de que os quadrinhos podem ser utilizados como uma atividade investigativa e/ou dentro de uma Sequência de Ensino Investigativo (MACHADO; SASSERON, 2017; CARVALHO, 1998; 2013; SASSERON; CARVALHO, 2008; 2011; SASSERON; DUSCHL, 2016; FERRAZ; SASSERON, 2017).

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

O Ensino por Investigação é uma abordagem didática que tenta estabelecer a relação entre o conhecimento preexistente do aluno com o conhecimento científico, tirando-o da passividade e colocando-o como promotor da construção de seu conhecimento através de investigações na sala de aula. Essa característica da abordagem comunica-se com o resgate da memória, proporcionado ao leitor através dos quadrinhos, que, ao mesmo tempo que alicerçam a proposta de utilização de quadrinhos de forma mais crítica, possibilita também alcançar o objetivo de promover a AC. Este trabalho apresenta a prática da oficina e o desenvolvimento dos participantes na construção de uma proposta de utilização crítica de uma tirinha.

## Oficina de utilização de quadrinhos críticos

A oficina de quadrinhos instigadores foi oferecida no XXII Simpósio Nacional de Ensino de Física que aconteceu na cidade São Carlos (SP), em 2017. Ela foi oferecida para professores e licenciandos em Física. Como um evento nacional, a oficina pode reunir participantes de várias regiões do país. Compareceram doze participantes, que foram agrupados em três duplas e dois trios, sendo: nove licenciandos de Física e três professores de Física. Montar grupos mistos entre professores e alunos não foi planejado, já que não se conhecia o grupo previamente.

Antes de iniciar a prática da oficina, foram discutidos e apresentados os diferentes tipos de uso de quadrinhos, apresentando os referenciais: Ensino por Investigação, Alfabetização Científica e Argumentação na sala de aula. A apresentação foi de forma expositiva para que os participantes tivessem ciência dos objetivos, pressupostos das abordagens, e de que forma poderiam relaciona o uso do quadrinho com a prática na oficina. Na oficina propomos que os participantes, em grupos pequenos, tentassem transformar os quadrinhos que eles receberam em atividades investigativas. Eles receberam 3 tirinhas.

Esse trabalho é parte de uma pesquisa maior que foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz. A discussão entre os participantes foi registrada em áudio e transcrita para análise. Após análise, apresentaremos também as perguntas investigativas que os participantes incorporaram à tirinha e compararemos com os objetivos dessa tirinha em Souza (2012). Como esses diálogos, observamos também, possíveis dificuldades e problemas na construção da proposta crítica de ensino.

## Apresentação da Tirinha utilizada

Neste trabalho apresentaremos as discussões entre os participantes referente a tirinha (Figura 1). Ela foi desenvolvida e apresentada em Souza (2012), e tem como objetivo discutir a reversão da imagem em um espelho plano. Em Souza (2012), ela ganhou o título ''Inversão' da Imagem I'.

<!-- image -->

<!-- image -->

<!-- image -->

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Figura 01: Tirinha sobre reversão da imagem em espelhos planos (SOUZA, 2012)

Na Física, essa propriedade do espelho é chamada de reversão da imagem. O termo inversão seria virar de cabeça para baixo como, por exemplo, vemos na câmara escura. O termo 'incorreto' foi usado no título, para gerar um debate a partir da sua leitura, e que se intensificasse durante a interação com os quadros e as questões abertas. Afinal, muitas pessoas ainda confundem os termos inversão com reversão. Na próxima seção, apresentaremos como foi o debate entre os participantes, como eles chegaram nas questões para combinar com essa tira, e se essas questões são investigativas.

## Resultados e discussão

O grupo analisado foi composto por dois alunos de licenciatura em Física e um doutorando, professor de uma universidade federal. Um dos alunos era bolsista do PIBID. Com o objetivo de manter a identidade dos participantes incógnitas, vamos identifica-los como: JE = Jessé; AL = Alan e JU = Jussara. Esse grupo recebeu três tirinhas, mas como já havíamos mencionado, apresentaremos apenas a discussão da tirinha (Figura 1).

Quadro 1: Diálogos dos participantes - Trecho 1

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Jessé lança uma proposta de questão, que ele classificou como típica, e Alan menciona sobre a característica do espelho plano, que explica a imagem invertida, mas ele não lembra o nome. Ele ainda não usou as palavras reverter ou inverter, mas classificou essa informação como relevante. Jessé apresentou mais uma possível pergunta para combinar com a tirinha, e Alan fez uma previsão sobre o comportamento dos alunos perante o questionamento, e, ainda apontou mais um conceito possível de ser usado para responder à questão: a propagação dos raios. Esse comentário acabou justificando a importância da pergunta proposta por Jessé.

Quadro 2: Diálogos dos participantes - Trecho 2

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Jessé sugeriu outra pergunta que, como classificou Alan, estava além do quadrinho. A pergunta sugerida era sobre campo visual, ela não estava diretamente contemplada na situação da tira, mas nada os impediu de elaborarem uma pergunta indireta. A pergunta com o quadrinho da Figura 1 formou uma interação paralela, onde não se pode ter relação direta embora possa convergir, em algum momento, como em uma sequência didática de investigação. Jessé ainda justificou sua sugestão de pergunta e fez uma previsão sobre o comportamento do aluno que receberá essa atividade, e foi corroborado por Alan.

No último trecho será apresentada a pergunta do grupo e a conclusão da discussão sobre a elaboração da atividade com a Figura 1. Boa parte dos indicadores de alfabetização científica encontrados nos diálogos dos participantes, nesse trecho, foram os de construção de afirmações e de relações entre os dados: justificativa, previsão e explicação, mas ainda houve a presença dos demais.

Quadro 3: Diálogos dos participantes - Trecho 3

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Jussara começou o trecho explanando a natureza da imagem no espelho plano. Seu objetivo era fomentar a discussão dos alunos referente às propriedades do espelho plano e, com isso, condicionar a explicação sobre quais delas eram responsáveis pela inversão (termo usado por ela) da imagem. Alan leu as perguntas elaboradas até o momento, e notou que a questão inicial não constava na relação feita, e ele sugeriu incluí-la.

Alan expressou a importância de auxiliar o aluno, classificando a informação de que a discussão sobre a reversão da imagem foi relevante para a conclusão do entendimento sobre o fenômeno por parte dos alunos. Mas, ele previu que eles poderiam responder assertivamente à pergunta, por considerá-la muito direta. Já Jessé e Jussara não concordaram. Para eles, a pergunta faz o aluno pesquisar, devido a sua abrangência, existem muitas possibilidades de respostas. Alan, então, concordou com os colegas.

As perguntas elaboradas pelos participantes foram: (a) Qual o fenômeno físico que explica o fato da menina se ver no espelho? (b) Considerando que uma amiga da menina chega no quarto e se posicione ao lado da menina, seria possível que a mesma também se visse no espelho? (c) No terceiro quadrinho da tirinha, por que as letras estão invertidas?

Cada uma das perguntas combinou com a tirinha de maneira distinta. A primeira 'qual o fenômeno físico que explica o fato da menina se ver no espelho', as duas linguagens (textual e visual) são necessárias para o entendimento da atividade. Já a segunda pergunta, sobre campo visual, combinou paralelamente, já que a tirinha não falou, diretamente, sobre o campo visual, mas a pergunta usou a situação

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

dos quadrinhos para propor uma questão fora do contexto. Apesar disso, a questão e a tira podem convergir em um caminho para uma sequência didática de investigação. Para terceira pergunta, tanto a imagem quanto a questão chamaram atenção para a propriedade de reversão da imagem, embora eles tenham usado o termo, de acordo com a Física, de forma incorreta.

## Conclusões

Este trabalho apresenta mais uma evidência de que os quadrinhos podem ser ferramentas críticas de ensino, e não apenas uma mera ilustração para atrair e entreter os alunos. Com o auxilio dos referencias de Ensino por Investigação podemos incorporar um caráter investigativo em sua leitura. As perguntas elaboradas por Souza (2012) comparadas com as elaboradas pelos participantes da oficina, nos permite perceber que há uma semelhança entre os questionamentos planejados. A Figura 2 é uma tirinha introdutória para a discussão da reversão da imagem em espelhos planos, conforme mencionamos anteriormente.

Figura 02: Tirinha com questões elaboradas por Souza (2012)

<!-- image -->

<!-- image -->

<!-- image -->

A combinação entre a tirinha e a pergunta apresentada na Figura 2 foi uma atividade de exploração do espelho, a fim de que depois os alunos pudessem discutir sobre as outras tirinhas. As perguntas elaboradas pelos participantes da oficina podem ser consideradas como instigadoras, dependendo da forma como serão usados na sala de aula.

Com isso, podemos concluir que é possível outros professores usarem os quadrinhos criticamente, basta que eles conheçam as potencialidades além da atratividade. Devemos considerar, também, que possivelmente seja a primeira vez que os participantes tenham ouvido falar em Ensino por Investigação ou em atividades investigativas. Por isso, com a pratica as propostas de ensino vá ficando cada vez mais refinada, e aproveitando mais das potencialidades das tiras de humor. Com a divulgação, a oficina expande os horizontes dessa proposta de utilização dos quadrinhos para outras regiões e níveis. Conscientes de que assim

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

como não precisamos ser profissionais em língua portuguesa ou em matemática para nos expressarmos através dessas linguagens, o que necessitamos, na verdade, é desenvolver dadas competências. Entendemos que este trabalho traz contribuições sobre a utilização de quadrinhos no Ensino de Física, e para a produção de futuros quadrinhos para o Ensino de Ciências, promovendo, assim, sua utilização mais crítica.

## Referências Bibliográficas

CARVALHO, A. M. P. et al. Ciências no ensino fundamental: o conhecimento físico. São Paulo: Scipione, 1998.

\_\_\_\_\_\_. O ensino de Ciências e a proposição de sequências de ensino investigativas. In: CARVALHO, A. M. P. (Org.). Ensino de ciências por investigação: condições para implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning, 2013, v. 1, p. 1-19.

FERRAZ, A. T.; SASSERON, L. H. Propósitos epistêmicos para a promoção da argumentação em aulas investigativas. Investigações em Ensino de Ciências, v. 22, n. 1, p. 42-60, 2017.

MACHADO, V. F; SASSERON, L. H. Alfabetização científica na prática: inovando a forma de ensinar Física. São Paulo: Livraria da Física, 2017. (Série Professor Inovador).

RAMOS, P. Humor nos quadrinhos. VERGUEIRO, W.; RAMOS, P (Org.). Quadrinhos na educação: da rejeição à prática. São Paulo: Contexto, 2015, p. 185218.

SASSERON, L. H; CARVALHO, A. M. P. Almejando a Alfabetização Científica no Ensino fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências (Online), [S.l.], v. 13, p. 333-352, 2008.

\_\_\_\_\_\_. Construindo argumentação na sala de aula: a presença do ciclo argumentativo, os indicadores de alfabetização científica e o padrão de Toulmin. Ciência &amp; Educação, [S.l.], v. 17, n. 1, 2011, p. 97-114.

SASSERON, L. H; DUSCHL, R. Ensino de Ciências e as práticas epistêmicas: o papel do professor e o engajamento dos estudantes. Investigações em Ensino de Ciências, v. 21, n. 2, 2016.

SOUZA, E. O. R. Física em quadrinhos: uma abordagem de ensino. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Física)-Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2012.

\_\_\_\_\_\_. Física em quadrinhos: uma abordagem de ensino. 2014. Dissertação (Mestrado em Ensino em Biociências e Saúde)-Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2014. 153 p.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.