O INTERCÂMBIO TEÓRICO E METODOLÓGICO DE UMA COMUNIDADE DE PRÁTICA DE DOCENTES DE FÍSICA
Caio Falcão De Menezes, Jancarlos Menezes Lapa
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 28/01/2019
- Linha de pesquisa
- Formação, Práticas E Desenvolvimento Profissional Docente
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O INTERCåMBIO TEîRICO E METODOLîGICO DE UMA COMUNIDADE DE PRçTICA DE DOCENTES DE FêSICA
## Caio Falc‹o de Menezes , Jancarlos Menezes Lapa 1 2
1 IFBA/Departamento AcadGLYPH<144>mico de F'sica/ Licenciatura em F'sica, caio.falcao12@yahoo.com.br 2 IFBA/Departamento AcadGLYPH<144>mico de F'sica/ jancarloslapa@gmail.com
## Resumo
A perspectiva de formaGLYPH<141>‹o aos pares encontra suporte nas atividades desenvolvidas coletivamente e nos saberes adquiridos atravŽs da pr‡tica profissional. Parte-se do principio de que se olharmos para uma comunidade, cuja as pr‡ticas sejam o ensino, a pesquisa e a extens‹o, nos deparamos com a realidade de como essa pr‡tica reverbera nos objetos de trabalhos desses atores sociais. Esse trabalho se prop›e a mapear o interc%mbio formativo e profissional de uma poss'vel comunidade de pr‡tica de docentes em F'sica de um Instituto Federal de EducaGLYPH<141>‹o, CiGLYPH<144>ncia e Tecnologia. Para isso ser‹o analisados os perfis e produGLYPH<141>›es dos docentes que lecionam F'sica no quadro permanente da instituiGLYPH<141>‹o, atravŽs de seus curr'culos declarados em base eletr™nica de acesso pœblico. Dentro das caracter'sticas previstas para esse tipo de arranjo coletivo, foram poss'veis perceber as dimens›es do Dom'nio, da Comunidade e da Pr‡tica desenvolvidas pelo grupo. Percebe-se que embora os perfis formativos do grupo apontem para a ‡rea da F'sica pura, Ž no ensino de F'sica onde se concentram a maioria de suas produGLYPH<141>›es.
Palavras-chave : Comunidade de Pr‡tica; FormaGLYPH<141>‹o de Professores; Ensino de F'sica;
## IntroduGLYPH<141>‹o
O processo de formaGLYPH<141>‹o de um professor desde o ingresso na graduaGLYPH<141>‹o, atŽ sua formatura, Ž um caminho bastante complexo. AlŽm disso, esse trajeto, por si s-, nem sempre implica em uma formaGLYPH<141>‹o docente competente. Formar um professor com conhecimentos te-ricos e pr‡ticos necess‡rios ao bom exerc'cio da profiss‹o requer muito mais do que o simples contato com as disciplinas do curr'culo b‡sico do curso de licenciatura. Ensinar envolve pr‡xis pedag-gica, que leve em consideraGLYPH<141>‹o n‹o s- a aplicaGLYPH<141>‹o do conhecimento, mas uma constante reflex‹o sobre sua pr‡tica, dentro de uma vis‹o cr'tica sobre o ato de ensinar. Trata-se, portanto, n‹o apenas de uma aGLYPH<141>‹o tŽcnica, mas uma aGLYPH<141>‹o reflexiva, human'stica com compromisso social sobre os educandos, respeitando suas caracter'sticas sociais, culturais, religiosas, seus sonhos e esperanGLYPH<141>as.
Por vezes, os primeiros anos da trajet-ria profissional de um docente compreendem um momento de grandes dificuldades. Isso acontece por causa da dissociaGLYPH<141>‹o entre os conteœdos te-ricos b‡sicos trabalhados no curso de licenciatura e sua respectiva aplicaGLYPH<141>‹o pr‡tica em uma sala de aula. ƒ importante que haja espaGLYPH<141>os, previstos na articulaGLYPH<141>‹o curricular, capazes de fomentar as discuss›es e orientaGLYPH<141>›es sobre os problemas ou dœvidas poss'veis de serem
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encontrados em uma sala de aula, alŽm de oportunizar condiGLYPH<141>›es e possibilidades did‡ticas para construGLYPH<141>‹o de sua identidade docente.
Isso implica a construGLYPH<141>‹o de projetos de investigaGLYPH<141>‹o situados nas salas de aula dos professores e constru'dos em conson%ncia com seus interesses e suas pr‡ticas baseadas na realizaGLYPH<141>‹o do trabalho reflexivo face ˆs exigGLYPH<144>ncias da formaGLYPH<141>‹o permanente.
Com isso, os professores, enquanto pr‡ticos reflexivos, produzem saberes espec'ficos do seu pr-prio trabalho e s‹o capazes de deliberar sobre as suas pr-prias pr‡ticas, possibilitando a introduGLYPH<141>‹o de inovaGLYPH<141>›es, no sentido de melhorar o ensino (TARDIF, 2002). Acreditamos que enveredar por este caminho Ž assumir uma cultura profissional comprometida com a transformaGLYPH<141>‹o educativa.
A postura de uma cultura profissional reflexiva pressup›e uma reorganizaGLYPH<141>‹o da pr‡tica educativa e, consequentemente, da formaGLYPH<141>‹o docente. ƒ necess‡rio facultar aos professores um novo referencial conceitual sobre a maneira de ver o desenvolvimento profissional. Esta capacitaGLYPH<141>‹o requer uma nova relaGLYPH<141>‹o entre a teoria e a pr‡tica, superando o car‡cter individualista, para uma formaGLYPH<141>‹o colaborativa junto a colegas, pesquisadores e licenciandos.
Entretanto, passar de uma cultura de exerc'cio individual a uma cultura de profissionalismo coletivo n‹o Ž um processo f‡cil (HARGREAVES, 1998). A cultura de colaboraGLYPH<141>‹o est‡ muito relacionada com o trabalho em equipe, o que exige novas destrezas sociais. A necessidade de trabalho em grupo implica uma ruptura importante na cultura tradicional dos professores, hoje muito pautada em uma postura individualista, associada a um alto n'vel de regulaGLYPH<141>‹o e controle burocr‡tico das suas atividades. Para isso, s‹o necess‡rias condiGLYPH<141>›es institucionais para a emergGLYPH<144>ncia do docente colaborativo.
A colaboraGLYPH<141>‹o pressup›e a pr‡tica conjunta e comprometida com determinados objetivos, o interc%mbio de informaGLYPH<141>‹o e a partilha de ideias e de recursos. Ela depende diretamente da interaGLYPH<141>‹o e do engajamento positivos e de valores como a confianGLYPH<141>a, responsabilidade e respeito mœtuo. Ou seja, a atividade colaborativa implica a construGLYPH<141>‹o de uma realidade partilhada, vinculada a uma din%mica relacional, onde s‹o fundamentais os processos reflexivos, de resoluGLYPH<141>‹o de problemas. A atividade coletiva tambŽm n‹o se pode separar da aprendizagem individual, na medida em que a autoaprendizagem Ž o suporte da aprendizagem colaborativa.
A efetiva implementaGLYPH<141>‹o da atividade colaborativa entre professores pode ser vista como uma forma de facilitar, ao mesmo tempo o desenvolvimento profissional e o desenvolvimento institucional (GAIRIN, 2000).
A formaGLYPH<141>‹o de grupos colaborativos tambŽm Ž vista n‹o s- no %mbito profissional mas tambŽm no espaGLYPH<141>o acadGLYPH<144>mico. Para alguns autores a atividade coletiva se constitui como uma forma de diminuir a lacuna entre a academia e a escola (EL-HANI e GRECA, 2011; MCINTYRE, 2005; e HARGREAVES, 1999). McIntyre (2005), por exemplo, defende que a aproximaGLYPH<141>‹o entre a pesquisa acadGLYPH<144>mica e a pr‡tica docente implica uma via de m‹o dupla onde o conhecimento produzido pela pesquisa leve em conta as particularidades da sala de aula e os saberes docentes produzidos pelos docentes se enquadrem nos referenciais te-ricos produzidos pela pesquisa.
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Esse trabalho se prop›e a levantar os interc%mbios dos perfis formativos e das tem‡ticas pesquisadas nas produGLYPH<141>›es declaradas por docentes de F'sica em seus curr'culos, na tentativa de verificar as poss'veis interlocuGLYPH<141>›es entre esses sujeitos pertencentes a uma poss'vel comunidade de pr‡tica.
## As interlocuGLYPH<141>›es profissionais do docente de F'sica
A perspectiva de formaGLYPH<141>‹o aos pares encontra suporte nas discuss›es feitas sobre duas fontes distintas de produGLYPH<141>‹o de conhecimento: atividades desenvolvidas coletivamente e os saberes adquiridos atravŽs da pr‡tica profissional. (TARDIF, 2002; FçVERO, 2001; PORLAN e RIVERO, 1998).
De um lado, os estudos sobre a pr‡tica colaborativa tem demonstrado o quanto ela Ž relevante para a transformaGLYPH<141>‹o da realidade de professores (EL-HANI e GRECA 2011; FIDALGO e SHIMOURA, 2006; CABRAL, 2009), pois se configura como
[...] espaGLYPH<141>o para autoconhecimento e para novas produGLYPH<141>›es; como contexto de empoderamento, mas tambŽm, e centralmente, como espaGLYPH<141>o de criticidade dos diferentes modos de ser profissional, de pensar e agir, na relaGLYPH<141>‹o com outros; dos modos como entendem seus papeis na atividade com base em experiGLYPH<144>ncias s-cio-hist-ricas acadGLYPH<144>micas e pol'ticas (MAGALHÌES; LIBERALI, 2011, p. 299-300).
De outro lado se olharmos para uma comunidade, cuja as pr‡ticas sejam o ensino, a pesquisa e a extens‹o, nos deparamos com a realidade de como essa pr‡tica reverbera nos objetos de trabalhos desses atores sociais.
Para a discuss‹o deste trabalho utilizaremos o conceito de Comunidade de Pr‡tica (CoP) discutidos na antropologia a partir dos trabalhos de Lave e Wenger (1991). Para isso, procuraremos descrever o grupo docentes como uma Comunidade de Pr‡tica em ensino de F'sica.
No contexto das comunidades, a aprendizagem Ž entendida como "desenvolvimento de uma identidade como membro de uma comunidade chegando a ter habilidades e conhecimentos como parte desse processo" (LAVE e WENGER, 1991).
Nessa abordagem te-rica, a formaGLYPH<141>‹o do professor envolve a participaGLYPH<141>‹o em uma Comunidade de Pr‡tica, deixando de ser considerada como a aquisiGLYPH<141>‹o de conhecimentos pelos indiv'duos para ser reconhecida como um processo de participaGLYPH<141>‹o social. Essas ideias s‹o chamadas de processo de ParticipaGLYPH<141>‹o PerifŽrica Leg'tima (PPL) uma vez que o novo participante, se move a partir da periferia (participaGLYPH<141>‹o perifŽrica) da comunidade em direGLYPH<141>‹o ao centro (participaGLYPH<141>‹o plena), onde vai se tornando mais ativo e mais comprometido com a cultura da comunidade e, portanto, assume uma nova identidade.
As comunidades de pr‡tica s‹o formadas por membros que participam em v‡rios n'veis e mœltiplos interesses, perspectivas e atividades. Segundo Wenger (1998), de maneira geral, podemos afirmar que todos pertencemos a v‡rias comunidades de pr‡tica em diversas situaGLYPH<141>›es de nosso dia-a-dia. No trabalho, em casa, em hor‡rios de lazer ou na escola, estamos pertencendo a diferentes comunidades de pr‡tica. Tomemos como exemplo nosso trabalho, convivemos
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diariamente com um determinado grupo de pessoas, que possuem um objetivo comum, um repert-rio compartilhado, regras de convivGLYPH<144>ncia espec'ficas, gerando um fluxo de informaGLYPH<141>›es e aGLYPH<141>›es que culminam com o resultado ou com o produto das atividades, desde que todo o grupo esteja comprometido em encontrar soluGLYPH<141>›es criativas, ou por vezes prŽ-estabelecidas, para os problemas que se apresentam em nosso dia-a-dia.
Ressaltamos ainda que, nem sempre, uma comunidade Ž uma comunidade de pr‡tica. Para que haja uma comunidade de pr‡tica, trGLYPH<144>s caracter'sticas s‹o fundamentais:
- a) O dom'nio Ð ou seja, o campo ou ‡rea do conhecimento que d‡ aos membros um senso de empreendimento comum e os mantŽm juntos.
- b) A comunidade Ð a participaGLYPH<141>‹o e discuss‹o de atividades, de maneira conjunta, ajudam uns aos outros a compartilharem informaGLYPH<141>›es. Assim, eles formam uma comunidade em torno do seu dom'nio e constroem relacionamentos.
- c) A pr‡tica Ð desenvolvimento de repert-rio compartilhado de recursos: experiGLYPH<144>ncias, hist-rias, ferramentas, maneiras de resolver problemas recorrentes da pr‡tica, ou seja uma pr‡tica compartilhada. (WENGER, 1998. p.3)
ƒ dentro do referencial das Comunidades de Pr‡tica que essa investigaGLYPH<141>‹o procura entender a pr‡tica da comunidade de docentes em F'sica.
## Metodologia
O grupo investigado compreende um total de 71 docentes de F'sica do quadro permanente de um Instituto Federal de EducaGLYPH<141>‹o, CiGLYPH<144>ncia e Tecnologia, distribu'dos em 23 campi do territ-rio nacional.
Esse estudo baseou-se na An‡lise de Conteœdo (BARDIN, 1984) do tipo An‡lise Documental que procurou compreender o processo das pr‡ticas de uma comunidade de docentes de F'sica, a partir da an‡lise dos curr'culos enunciados em base eletr™nica de acesso pœblico. Os curr'culos dos docentes foram levantados na plataforma lattes com o aux'lio do sistema de busca Stela Experta, em conjunto com os dados produzidos pelo Script Lattes, em sua vers‹o V8.10, (MENA-CHALCO e CESAR JR.,2009).
No que tange ˆs Comunidades de Pr‡tica as categorias de an‡lises apontam para os seguintes focos de investigaGLYPH<141>‹o:
Sobre o Dom'nio : nesta categoria investigou-se os perfis formativos dos docentes nos itiner‡rios de graduaGLYPH<141>‹o e p-s graduaGLYPH<141>‹o.
Sobre a Comunidade: foram investigados os campos tem‡ticos das produGLYPH<141>›es declaradas pelos professores. Os campos foram classificados a partir das ‡reas publicadas em eventos nacionais de F'sica e de Ensino de F'sica, promovidos pela Sociedade Brasileira de F'sica. As produGLYPH<141>›es datam do per'odo de 2012 atŽ ano de 2017.
Sobre a Pr‡tica: a partir das classificaGLYPH<141>›es foram mapeadas as tem‡ticas
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comuns das produGLYPH<141>›es dos docentes observados. Os dados das interseGLYPH<141>›es da comunidade foram visualizados com o aux'lio do software de An‡lise de Redes Sociais Gephi (BASTIAN, HEYMANN e JACOMY, 2009).
## Resultados
Como dito, na primeira dimens‹o do Dom'nio buscou-se mapear os perfis formativos caracterizados pelos dados da formaGLYPH<141>‹o inicial e da p-s graduaGLYPH<141>‹o. No que tange a graduaGLYPH<141>‹o, o gr‡fico 1 apontam para um equil'brio entre a formaGLYPH<141>‹o em licenciatura e bacharelado em F'sica.
Gr‡fico 01: FormaGLYPH<141>‹o Inicial em F'sica
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Entretanto, o perfil da formaGLYPH<141>‹o de p-s graduaGLYPH<141>‹o descreve uma maioria na ‡rea de F'sica, em contraponto de um pequeno percentual de p-s graduados em Ensino de F'sica descritos do gr‡fico 2.
Gr‡fico 02: P-s GraduaGLYPH<141>‹o Strictu Sensu
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Os gr‡ficos 01 e 02 revelam uma comunidade de docentes em F'sica, cujo diferencial formativo est‡ na formaGLYPH<141>‹o em p-s graduaGLYPH<141>‹o, representado em sua maioria pelos estudos na ‡rea de F'sica pura. Dado que as formaGLYPH<141>›es na graduaGLYPH<141>‹o est‹o em nœmeros equilibrados, esse dado pode indicar a proporGLYPH<141>‹o baixa de cursos de p-s graduaGLYPH<141>‹o em ensino de F'sica para recŽm licenciados, em relaGLYPH<141>‹o aos programas de pesquisa em F'sica pura.
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No quesito da pr‡tica observada nas produGLYPH<141>›es dos docentes foram mapeadas as seguintes tem‡ticas de acordo com a tabela 01 abaixo:
Tabela 01: çreas Tem‡ticas
A partir das an‡lise das produGLYPH<141>›es observam-se as seguintes distribuiGLYPH<141>›es no gr‡fico 03 abaixo:
Gr‡fico 03: Quantidade de produGLYPH<141>›es por ‡rea tem‡tica
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Esse œltimo resultado revela que embora os perfis de p-s graduaGLYPH<141>‹o dos docentes apontem para uma maioria de docentes na ‡rea de F'sica, o percentual majorit‡rio das produGLYPH<141>›es est‹o na ‡rea de Ensino de F'sica, com aproximadamente 50% do total das produGLYPH<141>›es. Esse resultado Ž reforGLYPH<141>ado no gr‡fico 04, quando se observa a quantidade de produGLYPH<141>›es ao longo dos anos no per'odo observado.
Gr‡fico 04: EvoluGLYPH<141>‹o da quantidade das produGLYPH<141>›es por ‡rea tem‡tica
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Ainda no que tange ˆ pr‡tica dos docentes, foram verificados os compartilhamentos de suas produGLYPH<141>›es, atravŽs da coautoria de trabalhos. Esse resultado foi colocado em forma de rede social ilustrado na figura 01.
Figura 01: Rede de coautoria nas produGLYPH<141>›es dos docentes.
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De modo geral o nœmero de conex›es dos docentes a partir dos trabalhos de coautoria Ž baixa. Com o aux'lio do software Gephi, o 'ndice de densidade calculado para a rede Ž 0,007, em uma escala de 0 a 1. Isso significa dizer que menos de 1% das coautorias poss'veis foram feitas. Dada as diferenGLYPH<141>as dos perfis, esse resultado j‡ era esperado. Entretanto nas coautorias observadas, alguns docentes se destacam em relaGLYPH<141>‹o a outros. Isso demonstra a centralidade desses professores nos compartilhamentos das produGLYPH<141>›es.
## Conclus›es
O foco desse trabalho foi tentar descrever um grupo de professores enquanto uma poss'vel comunidade de pr‡tica de F'sica. Dentro das caracter'sticas previstas para esse tipo de arranjo coletivo, foram poss'veis perceber as dimens›es do Dom'nio , da Comunidade e da Pr‡tica desenvolvidas pelo grupo. Percebe-se que embora os perfis formativos do grupo apontem para a ‡rea da F'sica pura, Ž no ensino de F'sica onde se concentram a maioria de suas produGLYPH<141>›es.
Longe de ser um resultado em definitivo, esse trabalho desponta com um primeiro ensaio de uma pesquisa mais aprofundada sobre as pr‡ticas da comunidade de docentes de F'sica. Almeja-se a compreens‹o, em detalhes, a partir do refinamento das tem‡ticas, dos interc%mbios entre esses atores e, consequentemente, das pr‡ticas desenvolvidas por esses docentes. Destaca-se que esse Ž um movimento din%mico que se processa temporalmente, ˆ medida que os membros da comunidade interagem entre si, modificando suas trajet-rias de participaGLYPH<141>‹o, desencadeando novos caminhos de desenvolvimento profissional.
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