O POTENCIAL PEDAGÓGICO DAS NOTÍCIAS CIENTÍFICAS SOBRE RADIAÇÕES IONIZANTES PUBLICADAS NA FOLHA DE SÃO PAULO
Lucas Galdino Mendes, Igor Machado Nossa, Leandro Londero
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXIII
- Ano
- 2019
- Data
- 28/01/2019
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O POTENCIAL PEDAGÓGIO DAS NOTÍCIAS CIENTÍFICAS SOBRE RADIAÇÕES IONIZANTES PUBLICADAS NA FOLHA DE SÃO PAULO
## Lucas Galdino Mendes 1 , Igor Machado Nossa², Leandro Londero 3
¹Universidade Estadual Paulista 'Júlio de Mesquita Filho'/ lucasgaldiino@hotmail.com ²Universidade Estadual Paulista 'Júlio de Mesquita Filho'/ igornossa@gmail.com ³Universidade Estadual Paulista 'Júlio de Mesquita Filho'/ llondero@ibilce.unesp.br
## Resumo
Objetivamos analisar a presença de conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais em notícias científicas que versam sobre Radiações Ionizantes, tomando como fonte aquelas publicadas no jornal Folha de São Paulo. Nosso intuito maior é analisar, por meio da presença desses conteúdos, o potencial pedagógico das notícias para o ensino de Radiações Ionizantes. Para tanto realizamos um levantamento de notícias relacionadas ao tema radiações ionizantes no portal sítio da Folha de São Paulo. O período contemplado no levantamento foi o de janeiro de 2000 até fevereiro de 2017. Encontramos 491 notícias. Após, registramos o número de publicações por ano, sendo 2011 o ano no qual publicou-se a maior quantidade de notícias, com um total de 229, fato que pode ser justificado em virtude do acidente nuclear ocorrido em Fukushima, neste mesmo ano. O quantitativo encontrado pode indicar que, em sua maioria, as notícias tendem a abordar aspectos negativos da radiação, podendo fazer crescer o receio que a população tem sobre o tema. Encontramos 108 notícias com potencial pedagógico na medida em que elas abordam um ou mais tipos de conteúdos. Nossa análise indica que 90 contemplam conteúdos conceituais, 101 os procedimentais e, em apenas 07 os atitudinais. A quantidade de notícias mapeadas, somada ao fato que todos os anos obtiveram algum quantitativo indica que esse assunto é recorrente na mídia. Perante isso, justifica-se a necessidade de inserir esse assunto em aulas de Física, uma vez que há a necessidade de o aluno compreender as notícias do seu cotidiano e vencer o receio que cerca essa temática.
Palavras-chave : Notícias científicas, Radiações Ionizantes, Folha de São Paulo, Tipologia de Conteúdos
## Introdução
Uma das maiores críticas ao atual ensino de física é a ênfase quase que exclusiva nas características matemáticas dessa ciência, sem levar em consideração seus outros aspectos. Para mudar esse enfoque, pode se utilizar novas metodologias de ensino, uma delas é o uso de textos, que já vem sendo estudado por algum tempo na área de Ensino de Física e Ciências, como mostrado por Silva e Almeida (1999) e Silva (2014).
A leitura é parte intrínseca da vida do aluno, tanto na vida escolar como fora dela. Tendo em vista a importância da mesma, é necessário que as aulas permitam que os estudantes possam desenvolver essa habilidade. Segundo Setlik e Higa (2014):
Nas aulas de física é importante que o aluno também tenha contato com leitura e produção de textos de diversos gêneros, dentre eles os de
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divulgação científica, que o tornem capaz, posteriormente aos seus estudos, de buscar e compreender informações relacionadas à ciência em livros, jornais e outras fontes. (p.84).
Wellington (1991) vai além, defendendo que um dos objetivos do ensino de ciências deve ser capacitar os futuros cidadãos para entender e analisar criticamente materiais relacionados à ciência que eles encontrarão ao longo da sua vida.
Dentre os vários tipos de textos, escolhemos as notícias, que segundo o mesmo autor, podem ter um grande valor no currículo de ciências, caso sejam utilizadas de forma critica e cuidadosa.
Sueiro e Gonçalves (2007) argumentam que a utilização de jornais em sala de aula propicia uma conexão entre o mundo e a escola, atendendo a tendência da educação contemporânea de contextualização dos conteúdos. Além disso, os autores também argumentam que os jornais que são dirigidos ao grande público utilizam a linguagem em uso na atualidade.
Encontramos apenas dois trabalhos que utilizam notícias científicas para o ensino de radiações, Santos e Pérez-Esteban (2012) e Batista e Siqueira (2017). O primeiro trata de apenas uma aula sobre o tema, dando ênfase nos efeitos da radiação no corpo humano, mas também abordando o porquê alguns elementos são radioativos e outros não, além de falar sobre os tipos de radiações. Já o segundo trabalho consiste em um módulo sobre radiações que foi implementado e avaliado pelos pesquisadores, em seguida, com base nos resultados obtidos foi feito uma reestruturação do mesmo. Uma das mudanças realizadas foi a inserção de notícias cientificas em uma das aulas, contendo o caso do agente russo envenenado por polônio-210, acidente de Fukushima no Japão em 2011, além de uma reportagem dos 35 anos do acidente de Goiânia.
Nenhum desses trabalhos investigou se as notícias utilizadas por eles continham potencial para desenvolver um dos tipos de conteúdo ou até mesmo, quais tipos de conteúdos as notícias que versam sobre radiações ionizantes geralmente desenvolvem. Os conteúdos podem ser classificados em três tipos: conceituais, procedimentais e atitudinais.
Os conteúdos conceituais podem ser divididos em fatos e conceitos. O primeiro trata de informações que não precisam ser compreendidas, apenas memorizadas, como por exemplo, um número de telefone ou um símbolo, enquanto o segundo permite que a pessoa possa compreender um determinado material ou objeto, sendo assim, podemos definir que os conteúdos conceituais são os responsáveis por possibilitar aos alunos comporem de significado uma informação ou material, sendo necessário estabelecer relações com outros conceitos e fatos que os mesmos tenham para realizar essa ação (COLL et al, 2000).
Segundo os mesmos autores, os conteúdos procedimentais estão relacionados ao saber fazer, geralmente podem ser identificados pelo uso de verbos como selecionar, desenvolver, raciocinar, entre outros. Os procedimentos são conjuntos de ações que permitem chegar a determinados objetivos, como por exemplo, para acordar cedo, devemos programar corretamente o despertador. Anteriormente ao uso da palavra procedimento, havia alguns termos que eram usados com o mesmo objetivo, entre eles estão às palavras destreza, habilidades, técnicas ou métodos.
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Segundo Coll et al (2000), as atitudes que se pretende ensinar na escola são desejáveis para qualquer cidadão inserido em uma sociedade democrática e moderna, podemos citar por exemplo, respeito as opiniões alheias, participação em debates, entre outros. Os mesmo autores afiram que os conteúdos atitudinais estão presentes durante todo processo educacional e são referentes à:
Tendências ou disposições adquiridas e relativamente duradouras a avaliar de um modo determinado um objeto, pessoa, acontecimento ou situação e a atuar de acordo com essa avaliação. (p. 122)
Trabalhar essas três dimensões dos conteúdos, permite que além de aprender conceitos físicos, o aluno possa aprender outras coisas, como por exemplo, elaborar gráficos, expressar necessidades, selecionar fontes confiáveis, respeitar o outro, não discriminar pessoas por qualquer motivo, entre outras coisas importantes para a formação do mesmo como um cidadão.
## Objetivo, problema, questões de estudo e justificativas
Objetivamos analisar a presença de conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais em notícias científicas que versam sobre Radiações Ionizantes, tomando como fonte aquelas publicadas no jornal Folha de São Paulo. Procuramos resposta para o seguinte problema.
Em que medida as notícias sobre Radiações Ionizantes publicadas na Folha de São Paulo possuem potencial pedagógico para uso em aulas de Física do Ensino Médio?
Consideramos que as notícias possuem potencial pedagógico se elas contemplam a presença de um ou mais tipos de conteúdos (conceituais procedimentais e atitudinais).
Das possíveis questões que seriam importantes responder, procuramos encontrar respostas para as seguintes: a) Qual é a frequência de notícias sobre radiações ionizantes no período entre 2000 e 2017 no jornal escolhido? b) Qual a frequência de notícias por ano? c) Quais os tipos de conteúdos que as notícias abordam? e, d) As notícias tratam do uso da radiação sobre qual viés?
## Desenvolvimento do estudo
Primeiramente, selecionamos o periódico no qual iríamos realizar o levantamento das notícias. Optamos pelo jornal Folha de São Paulo devido à pesquisa publicada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), no ano de 2015, a qual apontou este jornal como o terceiro de maior circulação paga do Brasil, e sendo o melhor colocado entre os do estado de São Paulo. Além disso, a sua fundação ocorreu na década de 20 do século passado, o que mostra a importância do mesmo, uma vez que está a muito tempo em atividade. Atualmente, ele abrange conteúdos para um espectro muito amplo de público, divulgando seus conteúdos na versão impressa e digital.
Após, realizamos o levantamento de notícias publicadas entre os meses de janeiro de 2000 até fevereiro de 2017. Para tanto, efetuamos a assinatura digital do periódico, por meio de pagamento mensal, com duração de um ano. O levantamento foi realizado mediante acesso ao sítio do jornal (http://acervo.folha.uol.com.br).
- O período de tempo escolhido para o levantamento das notícias tem o propósito de verificar se a temática esteve presente no cotidiano do aluno, tendo em vista que este intervalo contempla faixa etária dos alunos que regularmente
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frequentam o Ensino Médio, ou seja, habitualmente os alunos do último ano do ensino médio (ano em que o conteúdo de radiações é ensinado) possuem dezessete anos.
A busca das notícias foi realizada por número diário e mediante a procura por palavras-chave, com o uso de um dos seguintes termos: Radioatividade, Radiação Ionizante, Decaimento Radioativo, Marie Curie e Becquerel, Usinas Nucleares, Acidentes Nucleares, Medicina Nuclear, Irradiação Alimentar. As notícias identificadas foram registradas em tabelas nas quais anotamos o título, autor, data de publicação, o endereço (link), assunto e conteúdo.
Com a etapa de identificação das notícias finalizada, realizamos a leitura de cada uma delas, na integra, para analisar se elas contemplavam a presença de conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais. Contudo, analisamos o conteúdo das notícias e tabulamos os dados elaborando quadros, nos quais sintetizamos as frequências e o conteúdo delas. Vale ressaltar que uma notícia pode abordar mais de um tipo de conteúdo.
## Resultados
Identificamos 491 notícias sobre radiações ionizantes na Folha de São Paulo. No quadro 01 registramos as frequências de notícias por ano.
Quadro 01: Frequências de notícias por ano
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- O tema em questão sempre esteve na mídia consultada no período analisado, o que é mais uma justificativa para o ensino desse tópico.
- O acidente na usina em Fukushima ocorreu no ano de 2011, o que explica o grande volume de notícias desse ano (229). Essa quantidade é muito significativa uma vez que é quase metade do total de notícias encontradas e muito maior que o quantitativo encontrado em 2006, que foi o segundo ano com mais notícias (46). Esses dados nos permitem imaginar as proporções e as consequências do acidente ocorrido em 2011, uma vez que ele foi amplamente noticiado.
- O ano de 2006 obteve o segundo maior quantitativo de notícias (46) por ser comemorado o vigésimo aniversário do acidente de Chernobyl no mesmo, além do caso de envenenamento por elemento radioativo sofrido por Alexandre Litvinenko ocorrido em Londres.
Em Santos e Pérez-Esteban (2012) e Batista e Siqueira (2017) foram utilizadas notícias relacionadas ao envenenamento de Litvinenko com a intenção de aproximar o tópico estudado à realidade do aluno.
Os dois anos que se destacaram pelo volume de notícias, tem em comum o fato das notícias, em maioria, abordarem aspectos negativos da radiação, como os acidentes em usinas, e o uso indevido de elementos radioativos podendo fazer com que os leitores associem as radiações somente ao seu viés maléfico.
Foram encontradas 108 notícias que abordavam os três tipos de conteúdo. Dentre elas, 90 abordavam os conceituais, 101 os procedimentais e 07 os atitudinais. Vale ressaltar que uma notícia pode abordar mais de um tipo do conteúdo, porém nenhuma abordou os três conteúdos.
Os altos índices nos conteúdos procedimentais e conceituais podem ser justificados pelo fato de muitas notícias estarem relacionadas ao acidente de Fukushima, sendo assim havia uma preocupação de explicar ao leitor as características das radiações, para que eles compreendam seus efeitos e suas consequências e com isso propiciam o desenvolvimento tanto conceitual como procedimental, pois além de explicar o evento, desenvolvendo o aspecto conceitual, faz com que o leitor se posicione perante o fato noticiado, permitindo o desenvolvimento procedimental.
Um dos recursos bastante utilizados nas notícias para explicar as características das radiações foram imagens. Elas apareceram em um total de 32 notícias. Um fato curioso é que as mesmas imagens são utilizadas em diversas notícias, sendo que havia apenas 07 imagens diferentes, sendo que 02 eram partes de outras imagens.
Na figura 01 exibimos a imagem mais utilizada. Ela está presente em um total de 15 notícias.
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Figura 01: Imagem mais utilizada nas notícias. Fonte na figura.
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As notícias que contém essa imagem foram classificadas como contendo conteúdos conceituais, uma vez que aborda os efeitos da exposição à radiação e procedimentais, uma vez que possibilita ao aluno desenvolver a capacidade de avaliar os riscos da exposição à radiação.
Na figura 02 exibimos a segunda imagem mais utilizada, que estava presente em 06 notícias.
Figura 02: Segunda imagem mais utilizada pelas notícias. Fonte na figura
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Assim como a figura 01, essa imagem remete aos efeitos da exposição radiação, que como dito anteriormente é um tópico recorrente em muitas notícias
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devido ao acidente nuclear de Fukushima. Pelos mesmos motivos da figura 1, as notícias que contém a figura 02 foram classificadas como contendo conteúdos conceituais e procedimentais.
Outro recurso utilizado para a mesma finalidade foram os vídeos. Um vídeo apareceu em um total de 06 notícias.
Entre as notícias que abordam a dimensão atitudinal, 03 delas abordam a discriminação com vítimas de acidentes radioativos, sendo que 02 delas são sobre vítimas do acidente de Goiânia e 01 o acidente de Fukushima. Vale destacar que a primeira notícia sobre o acidente em Goiânia é de 2007 e trata como o preconceito persiste mesmo após 20 anos do acontecimento e a segunda é de 2016 e aborda como após 29 anos do acidente ainda há discriminação com as vítimas.
Essas notícias foram classificadas como contendo conteúdos atitudinais uma vez que permitem a reflexão sobre atitudes de discriminação. Elas nos mostram a importância de trabalhar esse tema em sala de aula, uma vez que o conhecimento por parte da população sobre esse assunto evitaria que situações como essa ocorressem.
Outras 02 notícias tratam sobre a temática de mulheres na ciência, permitindo o desenvolvimento de atitudes perante a temática das desigualdades devido ao gênero. A primeira notícia aborda a vida de Marie Curie, que foi a homenageada de 2011 do ano da química. A segunda apresenta a necessidade de incentivar mulheres na carreira científica, tendo em vista o grande preconceito que essas enfrentam para ingressar nessa área.
A notícia de título 'Não odeie os cientistas por causa de Fukushima', aborda como o acidente de 2011 fez com que as pessoas odiassem a ciência e os que a fazem. Ela foi classificada como contendo conteúdo atitudinal, uma vez que contempla a atitude perante o impacto da ciência na sociedade.
Por fim, 01 notícia trata sobre uma máquina de raio-x encontrada no Distrito Federal, situação que lembra o acidente de Goiânia, porém foram tomadas as medidas cabíveis para que o mesmo não acontecesse. Essa notícia contempla o desenvolvimento de atitude perante o meio ambiente, uma vez que mostra o cuidado que devemos ter com o mesmo em situações análogas.
## Considerações Finais
Nosso estudo revelou que há um grande volume de notícias sobre radiações ionizantes publicadas no jornal Folha de São Paulo, o qual possui ampla circulação nacional, indicando que esse assunto é recorrente na mídia.
Encontramos 108 notícias que abordam os tipos de conteúdos. Os conteúdos conceituais estavam presentes em 90 noticias, os procedimentais se encontram em 101 notícias e os atitudinais em 07.
Por outro lado, vale ressaltar que a maior parte das notícias trata dos aspectos negativos das radiações, como os acidentes nucleares, o que contribui para o aumento e ou perpetuação do receio que a população tem sobre este assunto.
Defendemos o ensino dessa temática para que a população tenha conhecimento sobre o tema e possa opinar com embasamento sobre assuntos
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relacionados a ele, evitando que casos de discriminação produzidos pela falta de informação, como os relatados nas notícias classificadas no campo atitudinal, ocorram. Além disso, por essa temática estar presente recorrentemente na mídia, o ensino desse tópico propicia ao aluno entender as notícias do seu cotidiano.
Argumentamos pelo uso de notícias científicas para o ensino desse tema, tendo em vista que a leitura é fundamental para o futuro cidadão, além do fato que a habituação do mesmo com notícias será útil, uma vez que ela é um meio de informação que estará presente ao longo da sua vida.
## Agradecimentos
Agradecemos a Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Estadual Paulista 'Júlio de Mesquita Filho' (PROPe/UNESP) pela bolsa de iniciação cientifica concedida ao primeiro autor deste trabalho e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) pela bolsa concedida ao segundo autor.
## Referências
BATISTA, C. A. S.; SIQUEIRA, M. A inserção da Física Moderna e Contemporânea em ambientes reais de sala de aula: uma sequência de ensinoaprendizagem sobre a radioatividade. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, Florianópolis , v. 34, n. 3, p.880-902, dez. 2017.
COLL, C. et al. Os conteúdos na reforma. Porto Alegre: Artmed, 2000. 178 p.
SANTOS, S. E.; PÉREZ-ESTEBAN, J. Estudiando el fenómeno de la radiactividad a través de noticias de prensa: el caso del espía russo envenenado. Revista Eureka sobre Enseñanza y Divulgación de las Ciencias . Cádiz, v. 9, n. 2, p. 294-306, jan. 2012.
SETLIK, J.; HIGA, I. Leitura e produção escrita no ensino de física como meio de produção de conhecimentos. Experiências em Ensino de Ciências, Curitiba , v. 9, n. 3, p.83-95, 2014.
SILVA, H. C. Ciência, Política, Discurso E Texto: Circulação E Textualização: Possibilidades No Campo Da Educação Científica E Tecnológica. Ciência & Ensino , Campinas, v. 3, n. 1, p.72-94, 2014.
SILVA, H. C.; ALMEIDA, M. J. P. M. Uma revisão de trabalhos sobre o funcionamento de textos alternativos ao livro didático no ensino da física. Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências , II, Valinhos: 1999.
SUEIRO, W; GONÇALVES, L. M. O jornal no ensino médio: em busca de um programa mínimo de leitura. Disponível em: <http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/producoes\_pde/artigo\_w anderley\_braga.pdf>. Acesso em: 15 jun. 2018.
WELLINGTON, J. Newspaper science, school science: friends or enemies?, International Journal of Science Education , v. 13, n. 4, p.363-372, out 1991.
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