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MULHERES NA FÍSICA: UM ESTUDO SOBRE OS INGRESSOS E EGRESSOS DE MULHERES NA UFSCAR

Renan Da Silva Souza, Carolina Rodrigues De Souza

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
24/01/2017
Linha de pesquisa
Equidade, Inclusão Social E Estudos Culturais E O Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## MULHERES NA FÍSICA: UM ESTUDO SOBRE OS INGRESSOS E EGRESSOS DE MULHERES NA UFSCAR

## Renan da Silva Souza 1 , Carolina Rodrigues de Souza 2

- 1

UFSCar/Departamento de Metodologia de Ensino, renan@df.ufscar.br UFSCar/Departamento de Metodologia de Ensino, carolinasouza@ufscar.br

- 2

Resumo: Atualmente, tem se discutido formas de se compreender e atuar frente a uma maior representatividade das mulheres nas carreiras científicas no Brasil. Mesmo sendo maioria entre os cursos de graduação no país, verifica-se, nos campos das Ciências da Natureza, em particular na Física, que a quantidade de mulheres é pequena e diminui de acordo com a evolução da carreira. Em ressonância com os estudos dessa temática, este trabalho retrata parte de uma pesquisa que tem como objetivo diagnosticar a situação do curso de graduação em Física oferecido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus São Carlos, no que tange as relações de gênero na ciência, e o seu enquadramento ao padrão nacional e internacional da baixa representatividade feminina em todos os estágios da carreira de Física. Nesta etapa do trabalho, foram utilizados os percentuais de ingressos e egressos de estudantes do sexo feminino e masculino no curso de Física em suas duas habilitações, bacharelado e licenciatura, para analisar o quadro da UFSCar frente ao cenário geral referente à quantidade de mulheres na Física. A análise permitiu verificar a adequação do curso de Física e da universidade à conjuntura da situação de baixa representatividade feminina, porém proporcionalmente, a porcentagem de egressos de estudantes do sexo feminino é maior do que a de estudantes de sexo masculino quando consideradas as duas habilitações de atuação na carreira.

Palavras-chave: Mulheres na Física. Mulheres. Representatividade. UFSCar.

## Introdução

Uma das principais características, na história do movimento organizado em busca da garantia dos direitos da mulher no Brasil, se encontra nas reivindicações relacionadas ao acesso e a organização da educação de mulheres. Desde a segunda metade do século XIX, quando as primeiras mulheres ingressam no ensino superior do país, até os dias atuais, as ações do movimento feminista permitiram importantes conquistas nos ambientes acadêmicos e profissionais, impulsionando cada vez mais o aumento da representatividade feminina nesses locais. Segundo o Censo da Educação Superior de 2010, cerca de 57% dos discentes nas universidades brasileiras são mulheres; elas também são maioria em 15 das 20 carreiras de graduação com maior número de formados. No entanto, esse crescimento não se deu de forma homogênea para as diferentes áreas e campos do conhecimento, ficando mais evidente no caso das Ciências da Natureza, em particular na Física.

Pesquisas, como as realizadas por Agrello e Garg (2009) e Barbosa e Lima (2013), que analisaram dados dos órgãos fomentadores de pesquisas acadêmicas no Brasil, mostram que, na área de Física, a quantidade de mulheres é pequena e tende a diminuir para os estágios mais avançados da carreira. Esse padrão de baixa quantidade e decaimento pode ser verificado também a nível internacional, tanto em

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23 a 27 de janeiro de 2017

países mais desenvolvidos quanto em menos desenvolvidos, como comprovam pesquisas realizadas pela International Union of Pure and Applied Physics (IVIE; WHITE, 2015). Mas esse padrão se reflete dentro das universidades brasileiras?

Existe preocupação em promover e ampliar a equidade de gênero nas carreiras científicas no Brasil. Projetos como o Para Mulheres na Ciência , organizado pela UNESCO, e o Programa Mulher e Ciência , trabalho conjunto entre Governo Federal, CNPq e ONU Mulheres Brasil, procuram discutir e organizar ações com o intuito de expandir o debate sobre as relações de gênero na educação e na ciência brasileira, chamando atenção para a importância dessas ações.

Diante do cenário apresentado, justifica-se o desenvolvimento de trabalhos que visem discutir e estudar como são tratadas as relações de gênero na Física dentro das universidades brasileiras. Este trabalho é parte de uma pesquisa que pretende diagnosticar qual a situação do curso de graduação em Física oferecido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus São Carlos, com relação ao tema Mulheres na Física. Nesse recorte, pretendemos diagnosticar, analisar e relacionar os percentuais de estudantes do sexo masculino e feminino nos ingressos e egressos do curso de Física da UFSCar no período de 2005 a 2015, assim como incentivar o debate e a pesquisa em outros espaços.

## Educação de Mulheres no Brasil

A educação de mulheres no Brasil só foi regulamentada no ano de 1827 com o estabelecimento das escolas primárias, as chamadas 'pedagogias, em todas as cidades, vilas e lugarejos do Império' (SAFIOTTI, 1979 apud LOURO, 2004, p. 444). Nesta primeira etapa - a única a qual as meninas teriam acesso -era proibido o ensino misto, e eram colocados currículos diferentes para meninos e meninas. A educação de meninas era focada somente no ensino religioso, na leitura e escrita e no cuidado doméstico, sendo pensada com base no papel social da mulher da época, de casar e ter filhos. 'Enquanto meninos tinham acesso à geometria, as meninas tinham que aprender prendas domésticas' (OLIVEIRA, 2009 apud BARBOSA; LIMA, 2013).

'A educação da mulher seria feita, portanto, para além dela, já que sua justificativa não se encontrava em seus próprios anseios ou necessidades, mas em sua função social de educadora dos filhos ou, na linguagem republicana, na função de formadora dos futuros cidadãos' (LOURO, 2004, p. 447).

Essa diferenciação curricular introduz na educação uma visão estereotipada do que eram consideradas características femininas e masculinas, o que viria a transformar posteriormente, crianças em homens e mulheres. Às meninas, se impõem valores socialmente associados à feminilidade como o cuidado do lar, do marido, dos filhos, a passividade, e aos meninos, atributos como a objetividade, agressividade, competitividade, abstração, entre outros. Dessa forma, os homens pertenceriam aos espaços públicos, como o do trabalho, das interações sociais, enquanto as mulheres pertenceriam aos espaços privados, como o da casa, da igreja.

No final do século XIX, foram incluídas novas disciplinas como puericultura, psicologia e economia doméstica, no currículo dos cursos femininos. No entanto, essa integração de novos conteúdos justificava-se - por inspirações positivistas e cientificistas - no ensino ligado a função materna da mulher, pensando nas ciências que eram tratadas como de tradicionais ocupações femininas. Portanto, como coloca

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Guacira Lopes Louro (2004, p. 448), mesmo a introdução de novos conceitos científicos no currículo feminino se valia de 'velhas concepções relativas à essência do que se entendia como feminino'.

Com os primeiros impactos do movimento feminista organizado no Brasil, as mulheres conseguiram o acesso à educação superior do país em 1879, após o retorno de Maria Augusta Generosa Estrela que havia se formado em Medicina nos Estados Unidos da América com o apoio do imperador Dom Pedro II, mas não podia exercer sua profissão no país (BARBOSA; LIMA, 2013). A participação das mulheres na Física teve início mais tardio, sendo que a primeira mulher a se formar na área é Yolande Monteux, em 1937. Ela foi uma das pioneiras nos estudos de raios cósmicos junto ao grupo de pesquisador de Gleb Wataghin (AGUIAR, 2003 apud BARBOSA; LIMA, 2013).

Atualmente a pouca presença de mulheres na ciência tem sido associada essencialmente, como constatou Michèlle Ferrand (1994 apud BITENCOURT, 2010, p.177), às diferenças no processo de formação social entre meninos e meninas. Aos campos científicos são associadas características e atributos considerados culturalmente masculinos. Weaver-Hightower (2003 apud JULIO; VAZ, 2009, p. 505) argumenta que a construção e internalização da masculinidade é determinada por meio da mídia, da família e da sociedade desde a infância, e reverbera privilégios masculinos, colocando os meninos e rapazes nas mais elevadas posições de desempenho, particularmente em disciplinas escolares consideradas de alto prestígio, como é o caso da Física.

Dessa maneira, tanto o ingresso tardio de mulheres no ensino superior quanto o processo educativo, e sua evolução desde o início da educação de mulheres no Brasil, colaboraram para o baixo percentual e baixo interesse de mulheres pelas carreiras científicas.

## O curso de Física na UFSCar

Em 1971, iniciaram-se as atividades do curso de Licenciatura em Física na UFSCar, pouco depois da fundação da mesma em 1968, sendo que o curso de Bacharelado em Física teve início mais tardio, em 1978. A UFSCar tem, portanto, o curso de Física como um de seus mais antigos e tradicionais. Em 2009, como consequência do projeto REUNI, do Ministério da Educação foi implantado o curso de Licenciatura em Física no período noturno. Atualmente, essa universidade está entre as melhores do Brasil, e o curso de Física por ela oferecido é o 6º melhor do país, segundo o Ranking Universitário Folha (2015).

Hoje, o curso oferece anualmente 50 vagas em período integral e 30 em período noturno, sendo que o curso integral inclui as duas habilitações, bacharelado e licenciatura, com o aluno tendo que escolher sua ênfase em uma delas, enquanto que o curso noturno inclui somente a habilitação em licenciatura.

No Plano Pedagógico do curso de Física (2007) consta que, entre os anos de 1988 e 2003, em torno de 30% dos ingressantes conseguiram concluir a graduação, fato esse colocado como 'comum na maioria dos cursos de Física, não somente no Brasil, mas como também em outros países'. O plano aponta ainda que de 1974 até 2006, foram formados 540 estudantes. Não se comenta, porém, nada com relação ao gênero dos formandos. Devido ao grande destaque da UFSCar na esfera nacional, a pesquisa proposta pode não só constatar a condição desta sobre

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a conjuntura do tema Mulheres na Física, mas também promover o debate e a pesquisa em outras universidades.

## Metodologia e Resultados

Para avaliar quais os percentuais de estudantes do sexo feminino e do sexo masculino que se matriculam e os percentuais de formandos no curso de Física oferecido pela UFSCar em suas duas habilitações, bacharelado e licenciatura, foram utilizados dados relativos a quantidade de ingressos e egressos de estudantes por sexo no período de 2005 a 2015, fornecidos pela Divisão de Gestão e Registro Acadêmico (DiGRA) da Pró-reitoria de Graduação desta universidade, que foram posteriormente analisados e categorizados.

Dessa forma, a pesquisa baseou-se na análise de documentos de registro feitos pelos órgãos da universidade, com análises quantitativas e qualitativas desses dados, o que a enquadra em uma pesquisa quali-quanti . Segundo Minayo e Sanches (1993), 'o estudo quantitativo pode gerar questões para serem aprofundadas qualitativamente e vice-versa'. Pretendeu-se, portanto, responder as seguintes perguntas: Qual o percentual de mulheres nos ingressos e egressos do curso de Física da UFSCar no período analisado? Quais os possíveis fatores de causas e consequências para os resultados obtidos?

De acordo com o gráfico 01, onde são apresentados os percentuais de ingressos por ano, com base nos dados de registro acadêmico, é possível verificar um percentual menor de participação feminina nos ingressos referentes ao período analisado.

Gráfico 01: Percentual de estudantes do sexo feminino e do sexo masculino matriculados no curso de Física (Bacharelado e Licenciatura) da UFSCar, campus São Carlos, por ano, no período de 2005 a 2015.Fonte: Divisão de Gestão e Registro Acadêmico da UFSCar (2016).

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Nota: Dados trabalhados pelo autor.

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O gráfico mostra que, apesar das variações, a quantidade de ingressantes do sexo feminino é menor que a do masculino em todos os anos em que a análise foi feita. Verifica-se que as mulheres representaram em 2009, ano onde ocorre o maior número registrado de ingressos de estudantes do sexo feminino, 30% das matriculas. No entanto, os percentuais não se mantêm e voltam a cair nos anos seguintes. A porcentagem de mulheres cai para 20% dos ingressos no ano de 2015, não consolidando, portanto, uma evolução ou aumento da representativiadade feminina. É interessante lembrar que no ano de 2009 teve início o curso de Licenciatura em Física no período noturno, aumentando de 60 para 90 o número de vagas oferecidas anualmente pela universidade. Quando se considera o total de vagas oferecidas no periodo, as mulheres representam aproximadamente 21% das matriculas realizadas.

Os dados fornecidos nos permitiram ainda a construção do Gráfico 02, onde são mostrados os percentuais de formandos dos sexos feminino e masculino por ano no período base da análise.

Gráfico 01: Percentual de estudantes do sexo feminino e do sexo masculino formados no curso de Física (Bacharelado e Licenciatura) da UFSCar, campus São Carlos, por ano, no período de 2005 a 2015.Fonte: Divisão de Gestão e Registro Acadêmico da UFSCar (2016).

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Nota: Dados trabalhados pelo autor.

Vemos que as mulheres são minoria também entre os egressos do curso de Física da UFSCar.No ano de 2012 podemos notar o menor percentual de egressos de estudantes do sexo feminino, as mulheres representam aproximandamente 12% dos formandos nesse ano. Nos anos seguintes ocorre um aumento da proporção de de mulheres, chegando em 2015, a aproximandamente 46% do total de egressos. Mas, há de se destacar que,os anos de 2013, 2014 e 2015 têm o menor número de formandos de todo o período analisado, como mostra a tabela 01, onde se

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encontram as quantidades de estudantes do sexo feminino e masculino formados por ano.

Tabela 01: Quantidade de estudantes do sexo feminino (F) e do sexo masculino (M) formados no curso de Física (Bacharelado e Licenciatura) da UFSCar, campus São Carlos, por ano, no período de 2005 a 2015.

Fonte: Divisão de Gestão e Registro Acadêmico da UFSCar (2016).

Nota: Dados trabalhados pelo autor.

A taxa média de formação encontrada é de aproximadamente 30%, concordando com o levantamento feito no Plano Pedagógico do curso de Física. As mulheres caracterizam aproximadamente 23% dos egressos de formação concluida no intervalo de tempo estudado, o que mostra que a taxa média de formação encontrada para estudantes do sexo feminino é de aproximadamente 32%, enquanto que para estudantes do sexo masculino é de aproximadamente 29%.

## Análise de Resultados e Considerações Finais

No ano de 2002 ocorreu em Paris First IUPAP International Conference on Women in Physics (IUPAP-CONFERENCE-I, 2002, BARBOSA, 2003 apud SAITOVITCH; LIMA; BARBOSA, 2015) onde setenta e cinco países compartilharam dados dos percentuais de mulheres na graduação, doutorado e na carreira acadêmica junto a depoimentos, trajetórias e experiências pessoais de mulheres na Física. Os resultados apresentados foram separados em nove regiões: América Latina, América do Norte, África, Ásia, Oceania, Europa Oriental, Europa AngloSaxã, Europa latina e Oriente Médio. Os dados permitiram perceber que a taxa média de mulheres nos cursos de graduação em Física nestas regiões e países é de aproximadamente 24%, e mais especificamente no Brasil, essa taxa é de aproximadamente 25%. Com os dados analisados, não nos foi possível avaliar a quantidade total de mulheres no curso de Física da UFSCar durante cada ano do período observado, apenas os ingressos e egressos, o que não nos permite comparar essa universidade à média nacional. No entanto, há de se esperar que a taxa média de estudantes do sexo feminino pertencentes ao curso de Física da UFSCar esteja de acordo com a nacional, dado que a porcentagem de egressos de 23%, é menor que a média de mulheres nos cursos de graduação em Física nacionais (24%).

Os resultados encontrados mostram primeiramente que existe um problema no que concerne à permanência de alunos e alunas no curso de Física. A taxa média de formação encontrada, de 30%, traduz o desaparecimento de alunos ao longo dos anos analisados. No entanto, vemos que as mulheres mesmo sendo minoria em todos os anos em que o estudo foi feito, sendo aproximadamente 21% das matriculas realizadas, têm uma taxa média de formação de aproximadamente 32%, o que é um resultado maior que o valor encontrado para os estudantes do sexo masculino, de 29%. Isso significa que, proporcionalmente, elas tiveram um índice de permanência maior do que os homens no período de análise. Contudo, é importante lembrar ainda que as mulheres são somente 23% dos egressos, uma

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quantidade baixa, e que não se observa um padrão definido nos gráficos apresentados. Isso mostra que não se visualiza uma situação de melhoria nesse cenário com o passar dos anos.

Frente aos dados e reflexões aqui apontadas, ficam indagações para futuras pesquisas e desenvolvimento da área, como a compreensão da baixa permanência dos estudantes no curso de Física e a reflexão sobre equidade de gênero nesse campo. Cada vez mais, são discutidas ações afirmativas que poderiam ser incorporadas à estrutura dos cursos de Física com o intuito de fortalecer a permanência de mulheres na carreira. Aumentar o número de professoras no curso, trazer mulheres cientistas como convidadas para darem palestras nas aulas de física, discutir trabalhos de mulheres cientistas e discutir a baixa representatividade das mulheres na ciência são algumas das ações colocadas como de grande potencial para contribuir para a maior permanência de discentes do sexo feminino na carreira, e também para construir um ambiente em prol da equidade de gênero (HAZARI et al., 2013).

Existe, portanto, a necessidade de se pensar, junto à comunidade universitária, ações que se preocupem com a construção da equidade de gênero no ambiente acadêmico. A Física, como ciência e como produto das ações e realizações humanas, deve prestar-se às mulheres assim como aos homens, então, valorizar e se preocupar com as diferenças dentro do ambiente acadêmico deverá contribuir, não só para as mulheres, mas para a própria Física. É preciso superar as práticas sexistas na ciência para a construção de um mundo emancipado (SAYERS, 1989 apud TEIXEIRA; COSTA, 2008).

## Referências Bibliográficas

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MINAYO, Maria Cecilia; SANCHES, Odécio. Quantitativo-Qualitativo: Oposição ou Complementaridade? Caderno Saúde Pública , Rio de Janeiro, v. 9, n. 3, p. 239262, jul./set. 1993.

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