ESTUDO COM PROFESSORES E ALUNOS DO ENSINO MÉDIO ACERCA DA CONCEITUALIZAÇÃO EM FÍSICA POR INDIVÍDUOS CEGOS CONGÊNITOS
Estéfano Vizconde Veraszto, Mateus Xavier Yamaguti, Emerson Rodrigo Baião, Eder Pires De Camargo, José Tarcísio Franco De Camargo, Fernanda Oliveira Simon
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 24/01/2017
- Linha de pesquisa
- Equidade, Inclusão Social E Estudos Culturais E O Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## ESTUDO COM PROFESSORES E ALUNOS DO ENSINO MÉDIO ACERCA DA CONCEITUALIZAÇÃO EM FÍSICA POR INDIVÍDUOS CEGOS CONGÊNITOS*
Estéfano Vizconde Veraszto , Mateus Xavier Yamaguti , Emerson Rodrigo 1 2 Baião 3 , Eder Pires de Camargo , José Tarcísio Franco de Camargo , Fernanda 4 5 Oliveira Simon 6
- 1 Universidade Federal de São Carlos, UFSCar Campus Araras, DCNME, estefanovv@cca.ufscar.br
2 Universidade Federal de São Carlos, UFSCar Campus Araras, DCNME, mateus.yamaguti@gmail.com
3 UNICAMP/LANTEC/Faculdade de Educação, emersonerb2002@yahoo.com.br
4 UNESP, Ilha Solteira, camargoep@dfq.feis.unesp.br
- 5 Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal, UNIPINHAL, jtfc@bol.com.br
- 6 Faculdade Comunitária de Campinas, FAC III, Campinas-SP, fernanda.osimon@gmail.com
*Pesquisa financiada pela FAPESP
## Resumo
Este trabalho avalia como alunos e professores da área de Ciências da Natureza do Ensino Médio compreendem o processo de conceitualização em física por indivíduos cegos congênitos. Sua importância fundamenta-se no discurso de inclusão, assegurando que a diversidade e equidade de oportunidade devem ser presentes no contexto escolar. Para tanto, a pesquisa apoiou-se em pressupostos quantitativos e analisou a resposta de trinta alunos e três professores. Cada indivíduo pesquisado respondeu um questionário composto por quatro questões e as mesmas foram importadas para o software IRAMUTEQ que, após a aplicação de método de análise fatorial, denominado de Classificação Hierárquica Descendente (CHD), gerou os resultados que foram agrupados em cinco categorias. A análise indicou que os respondentes consideram que os indivíduos cegos são capazes de aprender física e ciências, e até mesmo virem a se tornar cientistas, tendo apoio da sociedade e dispondo de locais próprios e adaptados. Além dessa constatação, as respostas também sinalizaram que a inclusão é um processo importante, porém sua efetivação ainda conta com problemas que precisam ser solucionados. Com o intuito de reforçar a análise estatística, também foi empreendida a classificação das respostas, que corroboram com os dados encontrados pela análise quantitativa e vieram ao encontro de outras pesquisas realizadas na área.
Palavras-chave : conceitualização em Física, Análise Estatística Textual, Educação Inclusiva, cegos congênitos, Ensino Médio.
## Introdução
Leontiev (1988), aponta que se excluirmos mentalmente a função das cores, nossa consciência adquirirá uma imagem pálida da realidade, semelhante a uma fotografia preta e branca; se bloquearmos a audição, nossa percepção do mundo será tão parecida com um filme mudo. Não obstante, uma pessoa cega pode tornarse cientista e também criar uma nova teoria, talvez mais perfeita, sobre a natureza da luz mesmo que sua experiência sensível seja tão pequena quanto a àquela que uma pessoa comum tem da velocidade da luz. Essas colocações, que relacionam conceitos e fenômenos físicos com aspectos da percepção sensorial por parte de
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23 a 27 de janeiro de 2017
indivíduos cegos, bem como com aspectos que envolvem sua compreensão e entendimento, motivaram a pesquisa descrita neste artigo.
Assim, buscando encontrar dados que possam sinalizar como alunos e professores do Ensino Médio entendem o processo de conceitualização em Física por indivíduos cegos congênitos, o trabalho também se ampara no fato de que nos últimos anos, tem aumentado a presença de alunos com necessidades especiais em escolas brasileiras. O censo escolar de 2012 aponta que o acréscimo de matrículas de alunos com necessidades educacionais especiais (dos quais os alunos cegos congênitos fazem parte) na rede regular de ensino, foi de 1313,4%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 620.777 em 2012 (BRASIL, 2012). Este fato reflete os efeitos de legislações específicas para a educação especial no Brasil e está em consonância com diretrizes educacionais na área e movimentos organizacionais internacionais (CAMARGO et. al., 2009).
## Justificativa
Trabalhos anteriores, buscaram abordar como professores em formação entendem o processo de conceitualização em ciências por indivíduos cegos congênitos (VERASZTO, CAMARGO, CAMARGO, 2016a, 2016b, 2016c; VERASZTO; CAMARGO, 2015; VERASZTO et. al., 2014). Todavia, um projeto maior, financiado pela FAPESP, e intitulado A percepção de alunos e professores sobre o processo de conceitualização em Ciências por cegos congênitos: um estudo para a construção de propostas curriculares inclusivas e interdisciplinares , propõe a investigação das mesmas questões com alunos do ensino médio e de seus professores da área de ensino de ciências. Além disso, o mesmo projeto prevê ainda a investigação com alunos cegos congênitos. Não obstante, este último público será estudado futuramente e os resultados não fazem parte deste artigo.
## Pressupostos teóricos
É preciso esclarecer o termo cegueira congênita . De acordo com o decreto 5.296 (BRASIL, 2004) são considerados deficientes visuais duas categorias de pessoas: os cegos e os que possuem baixa visão. Cega é aquela pessoa cuja acuidade visual, no melhor olho, e com a melhor correção óptica, é menor que 20/400 (0,05), ou seja, essa pessoa vê a 20m de distância aquilo que uma pessoa de visão comum veria à 400m de distância. Desta maneira, o entendimento de cegueira como ausência de visão não é assim explicitado legalmente. Pessoas com acuidade visual menor que a citada são consideradas cegas mesmo que sejam capazes de ver vultos ou alguma imagem. Assim, é considerado com baixa visão todo indivíduo cuja acuidade visual, no melhor olho, e com a melhor correção óptica, é menor que 20/70 (0,3) e maior que 20/400 (0,05), ou ainda, os casos onde a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60 o ; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores (CAMARGO, 2012). Por outro lado, segundo Vygotsky (1997), a cegueira não é apenas a falta da visão ou o defeito de um órgão singular, mas também uma característica que provoca uma reestruturação profunda de todo o organismo e da personalidade do indivíduo que a possui. A cegueira, ao criar uma configuração da personalidade, dá origens a forças inexistentes nos indivíduos, modifica certas funções do organismo, reestrutura e forma de maneira criativa e orgânica todas as características psicológicas do homem. Assim, sem adentrar na discussão sobre qual abordagem epistemológica seria mais próxima da realidade (a do vidente ou a do não vidente), o trabalho é fundamentado em aspectos que se amparam na ideia de que a inclusão é
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o caminho mais aceitável para que as diferenças possam vir a se complementar no processo de ensino-aprendizagem.
## Metodologia
A pesquisa adota pressupostos quantitativos, utilizando técnicas Análise Estatística Textual. Para sua configuração, levando em conta as considerações de Leontiev (1988) apresentadas no parágrafo inicial introdutório, o instrumento de pesquisa foi construído com as seguintes questões: (1) Acerca de uma pessoa totalmente cega de nascimento reflita e responda com toda tranquilidade e sinceridade. (1.1) É possível que ela se torne cientista? Explique. (1.2) Ela pode compreender a natureza da luz? Explique. (2) A visão não constitui requisito para o conhecimento de alguns (ou muitos) fenômenos físicos (e de outras naturezas). Você concorda ou não com a afirmação apresentada? Explique. (3) A experiência sensível que um cego congênito (cego de nascimento) pode ter da luz é tão pequena quanto aquela que uma pessoa comum tem da velocidade da luz. Você concorda ou não com a afirmação apresentada? Explique.
Na busca pela interpretação das respostas, os dados foram analisados segundo categorias criadas e apresentadas em trabalhos anteriores (VERASZTO, CAMARGO, CAMARGO, 2016a, 2016b, 2016c) e que não serão apresentadas na sua totalidade em função dos limites exigidos para a elaboração deste trabalho.
## Amostra da pesquisa
Foram procuradas 4 escolas de Ensino Médio do Município de Araras-SP, mas apenas 2 duas estiveram dispostas a participar da pesquisa. Nas escolas pesquisadas não tivemos professores de Física respondentes. Uma delas (escola 2) não tinha professor formado em Física especificamente, e a outra escola não teve a colaboração dos 3 professores de Física que lecionam na mesma. Em relação aos alunos, participaram da pesquisa 30 alunos do Ensino Médio. A caracterização desta amostra fica melhor explicitada na tabela 1.
Tabela 1 : caracterização da amostra
Análise Estatística Textual: Método da Classificação Hierárquica Descendente (CHD)
Para análise dos dados foram empregadas duas técnicas: análise fatorial textual (Método da Classificação Hierárquica Descendente) e análise de similitude. Nessa fase, as respostas dos alunos foram analisadas através do auxílio do software IRAMUTEQ ( Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires ). O IRAMUTEQ é um software livre de fonte aberta, desenvolvido por Pierre Ratinaud (LAHLOU, 2012; RATINAUD & MARCHAND, 2012; CAMARGO & JUSTO, 2013a, 2013b) e licenciado por GNU GPL (v2). Esse software permite fazer análises estatísticas sobre corpus textuais.
Com a utilização desse método, as respostas foram classificadas em função dos seus respectivos vocabulários e, as palavras repartidas em função da frequência das formas reduzidas. A partir de matrizes, cruzando segmentos de textos e
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palavras em repetidos testes do tipo qui-quadrado (X ), aplicou-se o método de CHD 2 para obter uma classificação estável e definitiva. Este tipo de análise permitiu obter categorias (clusters) de segmentos de texto que, ao mesmo tempo, apresentam vocabulário semelhante entre si, e vocabulário diferente dos segmentos de texto das outras categorias. A análise dessas matrizes proporcionou verificar as relações entre os clusters. A escolha do software foi decisiva para análise, visto que o mesmo fornece a apresentação dos resultados através de método estatístico de análise fatorial de correspondência (CAMARGO & JUSTO, 2013b).
## Análise dos dados
A análise individual de cada questão não foi executada. Em função das respostas dos alunos serem relativamente curtas, o software não conseguiu calcular a aderência dos termos aos clusters. Em outras palavras, o software não conseguiu executar o teste do qui-quadrado. Desta maneira, tentando contornar o problema, todas as respostas para todas as questões foram analisadas de maneira conjunta. Assim, todas as respostas foram transcritas e organizadas. Após a transcrição, os dados foram importados software IRAMUTEQ e um relatório inicial foi gerado, indicando que foram analisados 120 textos ( corpus de análise), subdivididos em 131 segmentos de textos, contendo 3010 ocorrências (total de palavras). Foi adotado o método de análise de Classificação Hierárquica Descendente (CHD) e escolhido o módulo Simple Sur Textes , que realizou análise considerando os textos sem dividilos em segmentos de texto (recomendado para respostas curtas). Através da CHD, o software dividiu o corpus em 5 categorias, em um tempo de análise de 6 segundos.
Os critérios para inclusão dos elementos em suas respectivas classes são a frequência (f) maior que a média de ocorrências no corpus e também a associação com a classe determinada pelo valor de Χ 2 igual ou superior a 3,841 tendo em vista que o cálculo para este teste é definido segundo grau de liberdade 1 e significância 95% (COSTA, 2005; LEVIN & FOX, 2004). Além disso, o valor de p ( p-value ) calculado pelo IRAMUTEQ identifica o nível de significância da palavra com a classe. No caso dessa pesquisa, trabalhamos com um nível de significação de 0,05. Assim, para todo p ≤ 0,05, considera-se que o teste é significante, e que a palavra pertence à classe estipulada pelo software . Considera-se a Escala de Significância de Fisher (tabela 2), para a análise.
Tabela 2 : Escala de Significância de Fisher (Fonte: Bussab e Morenttin, 2006)
Considerando esses referenciais, cada classe foi analisada e as palavras que não atenderam os padrões adotados foram excluídas. Também cabe destacar que os textos foram analisados na íntegra, respeitando a redação dos alunos investigados. Não obstante, para a construção final dos clusters , foram excluídos os artigos, as preposições e as contrações. Dessa forma, as categorias foram constituídas segundo a análise CHD e, os dados são apresentados nas tabelas 3 a 7. Antes, é preciso sinalizar que cada tabela contém as seguintes informações nas suas colunas: eff. st: número de segmentos de texto que contêm a palavra na classe; f: (frequência) número de segmentos de texto no corpus que contém, ao menos uma vez, a palavra citada; %: frequência relativa; Χ 2 : (qui-quadrado de associação da palavra com a classe; p: identifica o nível de significância da associação da palavra com a classe. Ainda cabe sinalizar que as categorias
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mencionadas na tabela 1 serviram como base para corroborar a nomeação de cada categoria encontrada pela IRAMUTEQ.
Categoria 1: Capacidade: Esta categoria sinaliza que uma deficiência sensorial não seria empecilho para o cego congênito viesse a ser cientista. A análise estatística identificou que esta categoria representa 20,2% do corpus do texto analisado.
Tabela 3 : categoria capacidade
Categoria 2: Cognição e percepção: Mais do que experiências sensoriais, o desenvolvimento cognitivo é fundamental para a atividade científica. Na definição da categoria, o termo percepção aparece junto, porque muitos alunos indicaram que a percepção sensorial é fundamental para o desenvolvimento da cognição. A análise estatística textual identificou que a categoria representa 22,6% do corpus do texto analisado.
Tabela 4 : categoria cognição e percepção
Categoria 3: Papel da sociedade (ou mediação social): Esta categoria sinaliza que o sucesso de um indivíduo cego está diretamente relacionado com a explicação de um professor mediador, ou de colegas de turma, da família ou da sociedade como um todo. A análise estatística textual identificou que a categoria representa 17,9% do corpus do texto analisado.
Tabela 5 : categoria papel da sociedade
Classe 4: Depende: Alguns dos respondentes ficaram em dúvida. Algumas vezes por não saberem dar respostas corretas, outras por identificarem situações que julgam conflitantes no ensino de ciências para cegos. Desta forma, ao mesmo tempo que apresentaram respostas afirmativas, também discordavam. Por isso, essas respostas foram classificadas como 'depende', considerando as respostas
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dúbias que muitas vezes apareceram. A análise estatística textual identificou que a categoria representa 22,6% do corpus do texto analisado.
Tabela 6 : depende
Classe 5: Modificações e adaptações do meio: As respostas sinalizam a necessidade do meio em se adaptar e modificar, proporcionando condições adequadas à inclusão de um indivíduo cego. A análise estatística textual identificou que a categoria representa 16,7% do corpus do texto analisado.
Tabela 7 : modificações e adaptações do meio
## Discussão dos resultados
Com o intuito de mostrar que cada categoria foi nomeada de acordo com as definições prévias, foi feita uma análise das respostas, seguindo orientações de Análise de Conteúdo de Bardin (2004). Assim, trechos foram selecionados e os mesmos, apresentados na tabela 8, corroboram com a análise estatística. Neste sentido, a tabela traz algumas das respostas dadas que vem ao encontro da análise estatística textual. Antes de apresentar as transcrições, é importante sinalizar que os alunos de Ensino Médio foram classificados com a sigla EM, com numeração variando de 1 até 30 (total de respondentes). Os professores, foram chamados de P, com a numeração variando de 1 a 3.
Tabela 8: Transcrição de algumas respostas. Fonte: elaborado pelos autores.
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P1: teria em sua imaginação e em sua percepção o que consegue absorver das informações e sensações
Papel da sociedade (ou mediação social)
EM18: E provavelmente precisaria de alguém o auxiliando para fazer experiências, reações, medições etc.
EM19: Acho que pode até ser possível, desde que tenha um acompanhante ao lado.
EM23: Sim, desde que haja total suporte para ela, em questão de ensino e de trabalho, tanto a parte escrita quanto na parte laboratorial.
EM26: [...] precisaria de um companheiro de pesquisa
EM28: [...] talvez fosse possível se ele trabalhar com um grupo de outros cientistas que o auxiliarão
P1: Teria mais facilidade se estudasse apenas as bibliografias, e mais compreensão se tivesse um orientador e a ajuda da tecnologia específica.
P2: [...] se houver professores qualificados e materiais apropriados, o cego pode ter um estudo praticamente normal.
Depende
EM2: Ela pode entender os fundamentos e a parte teórica, mas não acho que a entenderia por completo.
EM7: [...] contanto que trabalhe em áreas específicas.
EM21: Em partes. Ele não pode visualizar fenômenos, porém pode ficar com a parte teórica.
EM28: Ele poderia entender a luz de uma forma mais técnicas, mas não saberia definir como as pessoas que não tem nenhuma deficiência visual, ou comprovar teorias que envolvam a luz, apenas deduzir.
Modificações e adaptações do meio
EM6: [...] precisaria de um laboratório totalmente especializado para uma pessoa com esse problema.
EM9: Sim, porém precisaria ter o equipamento voltado a ela, para suas necessidades.
EM11: A menos que ele tenha um laboratório totalmente preparado e adaptado
EM23: Sim, desde que haja total suporte para ela, em questão de ensino e de trabalho, tanto a parte escrita quanto na parte laboratorial.
## Considerações finais
Diante dos dados analisados, é possível considerar que existem possibilidades de um cego congênito se tornar cientista. Isso se evidencia de acordo com as repostas obtidas relativas a capacidade e cognição onde as respostas apontam reforçam que indivíduo possui uma deficiência visual, mas, não uma incapacidade. Apesar das respostas positivas, observa-se que em alguns aspectos pressupõe certo receio, quando parte das respostas argumentam a necessidade de um suporte ou acompanhante para a realização das atividades, bem como de laboratórios específicos. Porém é possível observar mesmo nestas respostas que nada impede um cego congênito realizar pesquisas, ou seja, ser um pesquisador.
## Referências
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de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Disponível em < http://www.planalto.gov.br/ccivil\_03/\_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm >.
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