Entre Deuses Mitológicos e Astros: Contos para o Ensino de Física
Bárbara De Almeida Silvério, Ricardo Yoshimitsu Miyahara
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 24/01/2017
- Linha de pesquisa
- Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## ENTRE DEUSES MITOLÓGICOS E ASTROS: CONTOS PARA O ENSINO DE FÍSICA
## Bárbara de Almeida Silvério , Ricardo Yoshimitsu Miyahara 1 2
- 1 Universidade Estadual do Centro-Oeste/Departamento de Física, barbaradealmeida.s@gmail.com
- 2 Universidade Estadual do Centro-Oeste/Departamento de Física, ricardomiyahara@yahoo.com.br
## Resumo
O ser humano, mesmo antes de formar agrupamentos foi muito curioso, sempre tentando entender o que acontece ao seu redor. No entanto, é quando os grupos são criados que podemos notar nitidamente essa curiosidade. Inicialmente todas as civilizações viveram sob o predomínio da mitologia, intuindo que algo superior a eles era responsável pelos fenômenos que não conseguiam explicar e dando explicações próximas ou até mesmo idênticas. As histórias e mitos mais intrigantes de todos esses povos são em relação ao Universo, à sua criação, formação e à influência que pode causar na vida do ser humano. Com o passar do tempo e com conhecimento da ciência e do o advento da tecnologia, foi possível explicar cientificamente esses pontos. Para que não se perca a riqueza da História e da Cultura passada e para enfatizar a importância da Astronomia no Ensino Médio, este trabalho teve por objetivo aproximar o ensino de Astronomia das escolas por meio da utilização da mitologia como introdução do conteúdo. Relacionando as histórias passadas de geração em geração com o que se conhece cientificamente até agora à cerca dos ocorridos nelas, utilizando diferentes recursos, como vídeos, imagens e algumas brincadeiras. Todo o trabalho foi pensado como um avanço à nova proposta do MEC: o Programa Ensino Médio Inovador - ProEMI, o qual tem por objetivo apoiar e fortalecer o desenvolvimento de propostas curriculares inovadoras nas escolas de ensino médio através da reestruturação curricular, possibilitando o desenvolvimento de atividades integradoras nas dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia. Neste sentido poderão ser abordadas, principalmente, as disciplinas de Física, História, Filosofia, Geografia e Língua Portuguesa - Literatura e/ou Produção de Texto em uma mesma aula.
Palavras-chave : Astronomia, Mitos, Conceitos Científicos, Ensino de Física
## Introdução
A astronomia apesar de ser uma disciplina curricular, não está sendo trabalhada pelos professores, e isso se dá a falta de metodologias de ensino que enfatizem a experiência e a formação dos docentes, logo, os conteúdos de astronomia são de pouco efeito (TIGNANELLI, 1998). Não basta somente a teoria como conhecimento, com esse conteúdo podem ser empregadas metodologias diferentes além da exposição, tais como observações e relações com histórias antigas.
A forma com que será passado o conteúdo influenciará em como o aluno estará aprendendo, pois acrescentará ou reformulará os conceitos prévios que o educando tem consigo das séries anteriores. O que o aluno tem como base é o que aprendeu na disciplina de ciências, que é onde está o conteúdo de astronomia do ensino fundamental, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1999) derivados da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996 (BRASIL, 1996).
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23 a 27 de janeiro de 2017
Desde o início da civilização humana o homem tem um sentimento de curiosidade muito forte, tudo o que aprendeu foi através de momentos de observação, toque ou movimento. Depois da criação da linguagem, o homem começou a fazer relatos do que via para outros de sua espécie, e quando não tinha explicação para algum acontecimento intuía que algo superior a ele era responsável por esse fato. Nesse momento nascia a mitologia e os mitos que explicavam como o mundo foi criado e porque ele era daquela forma.
Todos os agrupamentos humanos viveram um momento inculto e bárbaro sob o predomínio do mito. De acordo com Lamas (1972) diversas civilizações tiveram ou têm a sua mitologia. Todos deram inicialmente, aos fenômenos naturais, explicações próximas até mesmas idênticas, embora varie a sua expressão simbólica e tenha sido diversa a sua evolução. As histórias e mitos mais intrigantes de todos esses povos são em relação ao Universo, à sua criação e formação e à influência que pode causar na vida terrestre.
Nos últimos séculos, e mais intensamente nos últimos dois séculos, com o advento de novas tecnologias muitos fenômenos têm sido demonstrados cientificamente e novas descobertas têm sido feitas, entretanto nenhuma dessas descobertas deve tirar a grandiosidade da história e mitologia de um povo, mas sim, deixá-la ainda mais interessante. Pois sem nenhum equipamento ou laboratório, pessoas comuns percebiam que infinitas coisas aconteciam enquanto elas viviam.
Este estudo teve como objetivo, utilizar as histórias dos mitos relacionados ao Universo como pré-conceitos e explicações em seguida trabalhar os conceitos científicos e desta maneira utilizar uma forma mais didática e atraente de se ensinar Astronomia no Ensino Médio.
## Metodologia
Inicialmente foi feita uma busca bibliográfica à cerca dos mitos de diversos povos relacionados a acontecimentos e a objetos do Universo, e sobre as explicações científicas dadas a estes mesmos, em seguida foi montada uma aula com uma metodologia que procurou agrupar os mitos semelhantes e as explicações científicas em tópicos, sendo que ao final formaram-se cinco partes, que foram trabalhados com os alunos, a saber: A Origem do Universo; Os Planetas e Seus Nomes; A História Por Trás das Constelações; O Significado dos Cometas e O Fim do Universo.
O próximo passo do projeto foi aplicar a metodologia adotada em uma turma de graduação de primeiro ano do curso de Física - Licenciatura da própria instituição, UNICENTRO, com 44 alunos recém-chegados do ensino médio. Após avaliada sua efetividade pôde-se aplicar a mesma aula em seis turmas do Ensino Médio, sendo duas de cada série, de um Colégio Estadual do município de Guarapuava, PR. Para avaliar a eficiência deste trabalho foi utilizado um questionário dissertativo sobre os temas abordados na aula, como pré e pós-teste.
- O questionário foi composto de sete perguntas, sendo elas: 1) O que é Astronomia? 2) O que é Mitologia? 3) Como você acredita que o Universo foi criado? 4) Quais são os planetas do nosso Sistema Solar? Você consegue relacionar algum nome de planeta com algum deus mitológico? 5) Os povos da Antiguidade, quando
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observavam o céu, imaginaram que grupos de estrelas (constelações) formavam imagens. Você reconhece alguma constelação quando observa o céu? Qual(is)? 6) O que são cometas e asteroides?7) Como você acredita que será o fim do Universo?.
Os temas foram divididos em cinco partes, para facilitar a aplicação da metodologia e o aprendizado dos alunos, a saber:
## A Origem do Universo
## A Revisão Bibliográfica
Neste tópico foram escolhidos cinco mitos, sendo um da mitologia indígena Desana, um da mitologia Nórdica, um da mitologia Greco-Romana; um da mitologia Chinesa e um da mitologia Judaico-Cristã.
Nas mitologias Desana, Greco-Romana e Judaico-Cristã nada existia até que surgiu alguém, e este criou tudo o que existe hoje, direta ou indiretamente. Já nas mitologias Nórdica e Chinesa é dito que já existia algo desde o princípio e o Universo, como conhecemos hoje, foi criado a partir disso.
## A Metodologia
Depois de conhecido estes mitos, nota-se que vários elementos se assemelham a Teoria do Big Bang, onde tudo o que existe no Universo não passava de um ponto condensado e a partir de uma gigantesca explosão (ex.: o ovo de Pan Gu) e bilhões de anos de formação o que conhecemos hoje está formado, primeiro o Sol, nosso planeta, os mares e a terra etc. (ex.: o Gênesis Judaico-Cristão).
Na aula contou-se cada um dos mitos e em seguida a teoria do Big Bang, para este foi preparado um vídeo mostrando a evolução do Universo a partir dele. Neste tópico ainda pôde-se explicar sobre a Lei de Hubble. (Disciplinas abordadas: Física, História e Língua Portuguesa - Literatura)
## Os Planetas e Seus Nomes
## A Revisão Bibliográfica
Neste tópico relacionou-se a história de cada deus greco-romano por trás dos nomes dos planetas e do Sol e, em alguns, também aparece o nome dado por outros povos. Vale lembrar que apenas os cinco planetas mais próximos do Sol eram conhecidos na Antiguidade, os outros três foram descobertos já na Idade Média e Moderna.
## A Metodologia
Cada planeta possui suas peculiaridades, este tópico estuda a formação, a composição e as datas mais importantes relacionadas a cada um deles. Como dito anteriormente todos receberam o nome que têm devido a características únicas, como a coloração, a velocidade de translação, o tamanho aparente e o brilho visível.
Esta aula seguiu da mesma forma que a anterior, primeiro contou-se o significado do nome do planeta, depois as características dele com algumas imagens. (Disciplinas abordadas: Física, História, Geografia e Língua Portuguesa Literatura)
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## A História Por Trás das Principais Constelações
## A Revisão Bibliográfica
Assim como no tópico anterior relacionou-se os mitos gregos referentes a cada constelação, das 88 constelações oficiais foram estudas apenas 20 delas.
Algumas constelações fazem parte do mesmo mito então foram explicadas ao mesmo tempo. Como é o caso das constelações de Órion, Cão Maior, Cão Menor, Escorpião e as Plêiades, onde se conta o mito do gigante Órion, um fiel companheiro de caça de Ártemis, junto aos seus lobos. Ele, cego de prazer, ao perseguir as ninfas plêiades foi picado e morto por um escorpião venenoso. Todos tiveram o mesmo destino: um espaço no firmamento celeste. Ou também as constelações de Carina, Puppis e Vela, que juntas formavam a grande constelação de Argo, a embarcação usada pelos argonautas em suas missões.
Nesta parte além dos mitos contados nos livros, também utilizou-se poemas escritos mais recentemente, como é o caso o de Longfellow, 'Ocultação de Órion'.
## A Metodologia
Nesta parte foram trabalhadas as características das estrelas e dos planetas, quais as classificações delas, como são formadas, quais as possibilidades existentes após o envelhecimento, já que isto depende do tamanho e da densidade de cada uma. Também estudou-se conceitos de medidas astronômicas, como por exemplo distância e magnitude. (Disciplinas abordadas: Física, História, Geografia e Língua Portuguesa - Literatura)
## O Significado dos Cometas
## A Revisão Bibliográfica
- O quarto tópico foi o mais curto, nele apenas se fala do sentimento que os povos na Antiguidade tinham ao ver algo tão incomum como um cometa. Em todos os casos estudados, o cometa era interpretado como um mal presságio.
Para o povo Masai no Leste da África um cometa significava a fome, para os Zulus, a guerra, para os Djaga, no Zaire, significava especificamente a varíola e para os Luba, ele previa a morte de um líder. A partir de aproximadamente 1400 a.C. os chineses começaram a registrar e catalogar cada aparição de cometa, e assim acreditavam que um cometa com três caudas significava calamidade para o Estado e um com quatro caudas, epidemia.
## A Metodologia
Assim como nos dois tópicos anteriores, foram estudados a composição e formação de cometas, quais as diferenças entre cometas, asteroides e meteoritos, e se eles realmente têm alguma influência sobre acontecimentos terrestres. (Disciplinas abordadas: Física, História, Língua Portuguesa - Literatura, Geografia e Filosofia)
## O Fim do Universo
## A Revisão Bibliográfica
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Esta foi a parte mais especulativa e teórica de todo o trabalho, pois tanto na mitologia quanto na ciência não existe nada certo a respeito de como será o Fim do Universo.
Assim como em A Origem do Universo, foram estudados apenas cinco mitos diferentes das mitologias Hindu, Judaica, Cristã, Mulçumana e Nórdica.
Os Hindus e os Nórdicos criaram suas versões do Apocalipse dentro de um tempo cíclico, ou seja, o mundo como conhecemos hoje irá acabar, mas um novo Universo se erguerá depois. Já os judeus, cristãos e mulçumanos possuem histórias bem similares entre si, nelas chegará um momento em que o mal é tão grande no mundo que um profeta irá combate-lo e, após a batalha e destruição do Universo, todos os seres humanos serão julgados de acordo com seus atos praticados em vida.
São duas as principais teorias cientificas sobre o Apocalipse: a Big Rip (Grande Ruptura) e o Big Crunch (Grande Colapso). A primeira diz que o Universo continuará a expandir-se até que os próprios átomos se desvencilharão uns dos outros e tudo irá se romper. A segunda é a teoria inversa ao Big Bang, ela diz que em um determinado momento a força da gravidade fará com que o Universo pare de expandir e comece a contrair sobre si mesmo, causando um futuro colapso, com todos os objetos nele se fundindo e retornando ao Big Bang. Atualmente a primeira é a mais aceita, pois com a descoberta dos físicos Saul Perlmutter, Brian P. Schmidt e Adam G. Riess de que o Universo está em expansão acelerada é controverso dizer que um dia ele irá contrair.
## A Metodologia
Neste tópico, assim como em A Origem do Universo, foram contados os cinco mitos e depois as duas teorias científicas. Neste são poucas as relações entre mito e ciência, apenas que parte da teoria do Big Crunch diz que se o Universo se contrair ao ponto '0' pode ocorrer um novo Big Bang, abrindo possibilidade para infinitos ciclos 'Big Bang - Big Crunch' assemelhando-se aos mitos que consideram o tempo como algo cíclico.
Depois de terminada a aula foi desenvolvida uma dinâmica intitulada 'O Apocalipse da Turma 'X'', onde os próprios alunos criaram uma história imaginando como será o Fim do Universo, nela cada aluno falou uma frase que completasse a dita pelo anterior, como eles são dispostos nas carteiras em fileiras, seguiu-se esta ordem, assim depois da primeira frase fixa ('Daqui 5 mil anos') o primeiro aluno a falar seria o primeiro da primeira fila então o que estive atrás deste e assim sucessivamente.
Esta metodologia foi pensada em modelos de aulas de 50 minutos. Um dos modelos, a 'aula resumida', pode ser dado em uma ou duas aulas, sendo este o testado em todas as turmas. Portanto foram necessários, em média, 100 minutos de aula para que fossem abordados todos os tópicos, ainda que de maneira resumida.
O mesmo questionário foi respondido no início e ao término da aula. Com os dois questionários de cada aluno em mãos, pôde-se avaliar o desempenho deles e, consequentemente da aula dada.
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## Resultados e Discussão
Os resultados obtidos são divididos por série e dispostos em gráficos para melhor entendimento, assim é possível saber qual teve melhor aproveitamento do conteúdo de Astronomia passado.
Como as aulas em quase todas as turmas iniciaram em um dia e terminaram em outro, o número de alunos presentes varia no Pré e Pós-Aula, por isso todos os dados são tratados em termos de porcentagem:
Após análise verificou-se que as séries que tiveram melhor aproveitamento do conteúdo de Astronomia trabalhado foram a primeira e a terceira série do Ensino Médio, dados apresentados nas Figuras 1 e 2.
## 1ª série do Ensino Médio
Figura 1: Avaliação Geral da 1ª série do Ensino Médio do colégio estadual de Guarapuava, PR
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OBS: *Nas questões 3 e 7, por se tratarem de convicções pessoais, não há respostas corretas apenas se contabiliza o número de alunos que cita alguma teoria científica.
Na avaliação do primeiro ano do ensino médio, Figura 1, uma das questões pode ser discutida individualmente, como por exemplo, a
Questão 4: Quais são os planetas do nosso Sistema Solar? Você consegue relacionar algum nome de planeta com algum deus mitológico?
Antes da aula: 2 alunos nomearam todos os planetas e sabem a relação entre eles e deuses mitológicos, sendo estes apenas 3% do total.
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Depois da aula: 14 alunos nomearam todos os planetas e sabem a relação entre eles e deuses mitológicos, sendo eles 22%. Vale ressaltar que outros 37 alunos, ou 57%, nomearam todos os planetas sem relacionar todos a algum deus mitológico.
## 3ª série do Ensino Médio
Figura 2: Avaliação Geral da 3ª série do Ensino Médio do colégio estadual de Guarapuava, PR
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OBS: *Nas questões 3 e 7, por se tratarem de convicções pessoais, não há respostas corretas apenas se contabiliza o número de alunos que cita alguma teoria científica.
Na avaliação da terceira série do ensino médio, a Figura 2 mostra que uma das questões que pode ser avaliada é a questão 6: 'O que são cometas e asteroides?', verifica-se que:
Antes da aula: Apenas 2 (3%) dos alunos souberam responder esta questão corretamente.
Depois da aula: 38 (56%) alunos responderam, a maioria, de forma sucinta a diferença entre cometas e asteroides.
Portanto, foi possível verificar que em diferentes séries do ensino médio e no primeiro ano da graduação de Física, o ensino de objetos celestes utilizando mitologia, pode ser uma forma diferenciada de trabalhar com astronomia. Em todos os casos, os alunos mostraram melhorar o conhecimento sobre o tema abordado e demonstraram muito interesse na aula trabalhada.
## Conclusão
Observando o interesse dos alunos durante as explicações e os resultados dos questionários, nota-se que a primeira e a terceira série do Ensino Médio
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obtiveram os melhores aproveitamentos. No entanto a utilização das histórias mitológicas para o ensino de Astronomia foi bem avaliada no geral como uma metodologia alternativa e pode ser utilizado até como base no Programa Ensino Médio Inovador em qualquer série. Pois, foi eficaz ao ser aplicada em duas aulas de 50 minutos. Ainda assim é aconselhável a utilização de um tempo maior de aulas, pois vários assuntos poderiam ser abordados com mais detalhes, em virtude da falta de tempo. Dessa forma, a utilização de mitologia, que fascina com suas histórias, pode ajudar no ensino e aprendizagem de Física, além de, divulgar a astronomia como uma ciência em construção.
## Referências
Brasil, Secretaria de Educação Média e Tecnologia, Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias (MEC/SEMTEC, Brasilia, 1999).
Brasil, Lei n. 9394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996).
LAMAS, M. Mitologia Geral: O mundo dos deuses e dos heróis. 2ªed. Lisboa: Estampa, 1972. 180 p.
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.