Pular para o conteúdo
Buscador da Pesquisa em Ensino de Física Busca em texto completo · v0.3.0

UM HIPERTEXTO SOBRE ASTRONOMIA: UMA ADEQUAÇÃO A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR NO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO PARA O ENSINO DE FÍSICA

Edson Lopes Da Silva, Claudia Adriana

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
24/01/2017
Linha de pesquisa
Ensino E Aprendizagem Em Física
Tipo
Pôster

Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2017

Texto completo

## UM HIPERTEXTO SOBRE ASTRONOMIA: UMA ADEQUAÇÃO A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR NO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO PARA O ENSINO DE FÍSICA

Edson Lopes 1 , Claudia Adriana 2

1 MNPEF/UFPI/ Departamento de física/ Campos Universitário Ministro Petrônio Portela, Bairro Ininga, CEP 64049-550- Teresina, PI- Brasil.

## Resumo

Este artigo tem o objetivo de apresentar um hipertexto sobre astronomia, Muito se tem discutido sobre a importância do ensino de Física em todos os níveis. Sabe-se que o acesso ao conhecimento científico se dá de diversas formas e, em diferentes ambientes, mas é na escola que se inicia a formação de conceitos científicos introduzida explicitamente, oportunizando ao aluno a compreensão da realidade e a superação de problemas que lhes são impostos diariamente. Assim, o interesse pela pesquisa surgiu a partir da observação à falta de livros didáticos do conteúdo de astronomia inserido pela Base Nacional Comum Curricular no terceiro ano do ensino médio, bem como ainda o déficit na aprendizagem dos alunos no ensino médio das escolas publicas em física, pois desenvolver um hipertexto que possa facilitar o processo de ensino aprendizagem dos alunos, seguindo a teoria de aprendizagem de Piaget, onde o crescimento cognitivo do aluno pode se dá através de assimilação e acomodação da ação da realidade. O hipertexto vai incentivando o aprofundamento dos temas pelos links no decorrer do mesmo. A metodologia do trabalho é uma revisão bibliográfica sobre o tema para elaboração de um hipertexto dos conteúdos de astronomia inserido no terceiro ano pela Base Nacional Comum Curricular, que pode ser aplicado, com os alunos onde a linguagem facilita a compreensão dos conceitos e teorias. É esperado que os hipertextos no ensino de física possam tornar o aprendizado mais eficaz.

Palavras Chaves: hipertexto, Base, Nacional, cosmologia, aprendizagem

## INTRODUÇÃO

É imprescindível que a escola desenvolva ações de ensino que possam despertar o interesse dos estudantes considerando que eles devem ocupar o centro de toda busca de novas alternativas de ensino. O trabalho busca apresentar um hipertexto sobre astronomia para apoiar a aprendizagem usando como base teórica a Teoria de aprendizagem de Piaget especificamente em relação aos conceitos de assimilação e acomodação no desequilíbrio provocado a novos conceitos apresentados.

Algumas das preocupações recentes das pesquisas em ensino de física encaminham-se no sentido de estabelecer metodologias para uma melhor compreensão dos conteúdos ministrados em sala de aula para os alunos da disciplina de física no ensino médio. Uma das saídas para diminuir o mau desempenho e o 'medo' dos alunos (principalmente na disciplina de física) é motivá-

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

23 a 27 de janeiro de 2017

los de forma adequada.

Na construção do hipertexto usando como base teórica de aprendizagem Piaget através de assimilação e acomodação dos conteúdos, os links de acesso são organizados de modo que estimule a curiosidade de buscar informações. Usaremos nos link: textos científicos, artigos de revista, vídeos, imagens e simulações computacionais do tema de astronomia.

No hipertexto teremos informações do que é a lua e sua exploração pelo homem, às características dos planetas e estrelas, definição e exemplos de aglomerados, globulares, galáxias, nuvens de gás e poeira, nebulosas e constelações. Descrição das unidades de medidas como: UA (unidade astronômica) para localização de corpos celestes no âmbito da astronomia planetária; anos-luz (al) para localização de estrelas, parsec (pc) para medida de distâncias entre estrelas ou entre galáxias.

## PIAGET

Jean Piaget (1896-1980) foi um psicólogo, biólogo e epistemólogo suíço. Desenvolveu suas teses em torno do estudo do desenvolvimento psicológico na infância e a teoria construtivista do desenvolvimento da inteligência surgindo daí o que se conhece como a Teoria da Aprendizagem de Piaget.

- O indivíduo está constantemente interagindo com o meio ambiente. À medida que isso ocorre há uma mudança continua que tende para uma organização, denominada de adaptação. A busca de conhecimento leva o sujeito a procurar informações no meio em que interage e frente a essa situação-problema do ambiente que lhe provoca curiosidade e interesse gerando conflito cognitivo ou desadaptação. O individuo na busca de voltar ao estado de adaptação ele aciona dois mecanismos cognitivos: assimilação e acomodação.

Na busca de solucionar uma determinada situação, o sujeito constrói esquemas de assimilação mentais para abordar a realidade, ou seja, o novo esquema é assimilado a um já pronto. Todo esquema de assimilação é construído pela motivação da abordagem à realidade. Quando a mente assimila, ela incorpora a ação da realidade, impondo-se ao meio, ou seja, transformando o individuo.

Para facilitar a compreensão de assimilação na teoria piagetiana, vejamos um exemplo.

Quando afirmamos que a Terra exerce uma força de atração, denominada força gravitacional, sobre os corpos próximos a sua superfície, incorporamos o fato de queda dos objetos a essa afirmação, ou seja, ao esquema ' força gravitacional '. Assim, o individuo utilizará esse conhecimento em todas as situações (queda da chuva, queda de uma folha da arvore, etc.)

Muitas vezes, os esquemas de ação da pessoa não conseguem assimilar determinada realidade. Neste caso, a mente desiste ou se modifica. Quando a mente se modifica, ocorre o que Piaget chama de acomodação. As acomodações levam à construção de novos esquemas de assimilação, promovendo, com isso, o desenvolvimento cognitivo. Piaget considera as ações humanas e não as sensações como a base do comportamento humano. O pensamento é, simplesmente, a interiorização da realidade. Só há aprendizagem quando o esquema de assimilação sofre acomodação. A mente, sendo uma estrutura para Piaget, tende a funcionar em equilíbrio. No entanto, quando este equilíbrio é rompido por experiências não assimiláveis, a mente sofre acomodação a fim de construir novos esquemas de

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

assimilação e atingir novo equilíbrio. Este processo de reequilíbrio é chamado de equilibração majorante e é o responsável pelo desenvolvimento mental do indivíduo. Portanto, na abordagem piagetiana, ensinar significa provocar o desequilíbrio na mente do aluno para que ele, procurando o reequilíbrio, se reestruture cognitivamente e aprenda.

- A Física muitas vezes é estabelecida como uma reunião de informações de saberes teóricos a serem obtidos; ou como uma continuação de práticas a serem seguidas. Contudo dever-se-ia ter uma justificativa maior na pedagogia da aprendizagem em que se considera a faixa etária com que se está trabalhando, ou ainda melhor o nível mental do discente para que ele não se sinta oprimido por uma massa enorme de conhecimentos superior à maturidade alcançada, impedindo de realizá-los de forma eficaz.
- O conceito de esquema é o termo utilizado por Piaget no momento de referir-se ao tipo de organização cognitiva existente entre categorias num determinado momento. É algo bem como a maneira em que umas idéias são ordenadas e postas em relação a outras (PIAGET, 1982).
- A ideia de 'esquema' em Piaget é bastante similar à ideia tradicional de 'conceito', com a condição de que o autor faz referência a estruturas cognitivas e operações mentais, e não a classificações de ordem perceptual.

Além de entender a aprendizagem como um processo de constante organização dos esquemas, Piaget acredita que seja fruto da adaptação. Segundo a Teoria da Aprendizagem de Piaget, a aprendizagem é um processo que só faz sentido perante situações de mudança. Por isso, aprender é em parte saber se adaptar a essas novidades (PIAGET, 1982). Este psicólogo explica a dinâmica de adaptação mediante dois processos que se observa a seguir: a assimilação e a acomodação.

Uma das idéias fundamentais para a Teoria da Aprendizagem de Piaget é o conceito de inteligência humana como um processo de natureza biológica. O autor sustenta que o homem é um organismo vivo que se apresenta a um ambiente físico já dotado de uma herança biológica e genética que influi no processamento da informação proveniente do exterior. As estruturas biológicas determinam aquilo que se é capaz de perceber ou compreender, mas ao mesmo tempo são as que fazem possível a aprendizagem.

Com um marcado influxo das idéias associadas ao darwinismo, Jean Piaget constrói, com sua Teoria da Aprendizagem, um modelo que resultaria fortemente controvertido. Assim, descreve a mente dos organismos humanos como o resultado de duas 'funções estáveis': a organização, cujos princípios já se apresentou, e a adaptação, que é o processo de ajuste pelo qual o conhecimento do indivíduo e a informação que lhe chega do ambiente se adaptam um ao outro. Por sua vez, dentro da dinâmica de adaptação operam dois processos: a assimilação e a acomodação.

Nessa pespectiva o desiqueliquiro provocado pelo hipertexto dar a possibilidade de busca a um novo equilíbrio através da assimilação e acomodação, a motivação busca nesse ambiente virtual o equilíbrio do tema proposto que ocorre na leitura geral do hipertexto que provoca a curiosidade, ou seja, o desiquilíbrio de algo que se encontra fora da sua acomodação de conhecimento aí teremos a busca pela assimilação e acomodação.

## BASE NACIONAL COMUM

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

A Base Nacional Comum, prevista na Constituição para o ensino fundamental é ampliada no Plano Nacional de Educação, para o ensino médio. O documento se encontra em avaliação e na sua segunda versão quando finalizada será a base para a renovação e o aprimoramento da educação básica como um todo. É consensual que sem um forte investimento na educação básica o País não atenderá aos desafios de formação pessoal, profissional e cidadã de seus jovens, a Base Nacional Comum assume de forma estratégica nas ações de todos os educadores, bem como gestores de educação, do Brasil. Para atingir os seus objetivos a Base Nacional Comum, deve trilhar dois rumos: primeiro, a formação tanto inicial quanto continuada dos nossos professores mudará de figura, onde os usos de metodologias diferenciadas serão aplicados e motivados pelas redes de ensino. Segundo, o material didático deverá passar por mudanças significativas, tanto pela incorporação de elementos audiovisuais, ou apenas visuais, quanto pela presença dos conteúdos específicos que as redes ensino agregarão (BRASIL, 2016, p.2).

Os tópicos descritos pela Base Nacional Comum são variados, os objetivos tratados no hipertexto são: Identificar e descrever os diferentes elementos que compõem o Universo, reconhecendo sua organização a partir de diferentes critérios. Exemplo: Alguns componentes do Universo: luas, planetas, estrelas, aglomerados globulares, galáxias, nuvens de gás e poeira, nebulosas, constelações. Critérios de organização: distância; massa; tamanho; velocidade; agrupamento, posição relativa. Identificar os eventos associados à exploração do cosmo, relacionando-os a contextos históricos, políticos e socioculturais. Exemplo: Exploração da Lua e do Sistema Solar pelo homem, associando-os aos contextos da corrida espacial, da Guerra Fria e da disputa política e econômica entre nações. Utilizar unidades cosmológicas adequadas para situar objetos e fenômenos cosmológicos, reconhecendo sua proporção com unidades do cotidiano. Exemplo: UA (unidade astronômica) para localização de corpos celestes no âmbito da astronomia planetária; anos-luz (al) para localização de estrelas, parsec (pc) para medida de distâncias entre estrelas ou entre galáxias(BRASIL, 2016, p.218).

## HIPERTEXTO

O termo hipertexto foi definido por Ted Nelson, em 1960, em um projeto desenvolvido quando aluno de pós-graduação, em Harvard. Hipertexto designa uma coleção de documentos com links, ou hiperlinks que auxiliam o leitor a ir de um , texto (texto escrito ou imagem) a outro, em um movimento auto gerenciado. O hipertexto se caracteriza pela não linearidade, pela liberdade do percurso que o leitor pode construir (Hipertexto-2016).

Contudo, a primeira concepção de hipertexto é atribuída a Vannevar Bush, em um artigo publicado em 1945, 'As we may think'. Neste trabalho, Bush esboça o Memex que, em linhas gerais, é um precursor do computador pessoal hoje utilizado, formado em matemática e trabalhando na agência de Desenvolvimento e Pesquisa Científica do Governo Norte Americano, onde coordenava cerca de seis mil cientistas. O grande desafio imposto a Bush foi o de tentar criar um sistema que pudesse organizar e armazenar um volume crescente de dados, de tal forma que permitisse a outros pesquisadores a utilização destas informações de maneira rápida e eficiente. Saltando de uma representação à outra ao longo de uma rede de conhecimento. O volume de dados crescentes, sua organização, seu transporte e as

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

facilidades de acesso, estudadas por Bush, foram à base para que seus seguidores desenvolvessem o conceito de hipertexto.

Na história do hipertexto, outro personagem importante é Douglas Engelbert, Diretor do Argmentation Research Center (ARC) do Stanford Research Institute. Neste centro de pesquisa foram testadas várias situações relacionadas com a apresentação de informações como: tela com múltiplas janelas de trabalho; possibilidade de navegação com o mouse; complexos informacionais representados na tela por símbolos gráficos; conexões associativas (hipertextos) em bancos de dados ou entre documentos escritos por autores diferentes; tutoriais dinâmicos para representar estruturas conceituais nos sistemas de ajuda ao usuário integrado ao programa. Neste centro de pesquisa foi criada uma metáfora de desktop, uma interface gráfica desenvolvida pela Xerox Parc. Nessa época, o conceito e o uso de metáforas de interface proporcionou uma mudança nos processos de desenvolvimento de produtos, enfatizando o projeto centrado no usuário (PORTUGAL 2005).

- A leitura, na sala de aula, é prejudicada pelo desinteresse, e consequentemente desmotivação e resistência por parte dos alunos. Neste sentido, pretendemos, neste trabalho, adequar a leitura às novas tecnologias da comunicação. Os alunos dialogam muito com o 'mundo' por intermédio das novas tecnologias que o sistema virtual on-line. O leitor interage, dialoga com o hipertexto que tem a sua frente, vai ativando uma série de operações mentais e estratégias de leitura, uma vez que o texto pode ser lido de inúmeras formas, dependendo do perfil e dos objetivos do leitor.
- O uso de recursos das novas tecnologias via Internet possibilita aos alunos manifestação livre e participação fácil, rápida e ilimitada, visando ao melhor desempenho no ensino-aprendizagem da leitura; especificamente a leitura no hipertexto eletrônico, que propicia uma nova forma de leitura e aquisição de conhecimento através da mídia eletrônica veiculada na Internet, além de oferecer um espaço transformador da rotina escolar.

Esse fato difere o hipertexto do texto tradicional pela sua concepção, por se basear na linearidade, univocidade, passividade do leitor. Outra distinção é a informação no hipertexto encontrar-se armazenada em uma rede de nós conectados por ligações, podendo ser nós que contêm gráficos, textos, imagens e vídeos, os chamados documentos hipermídia. Essas ligações unem as entradas entre si: do texto lido aos textos a ler.

Leia abaixo o hipertexto sobre astronomia.

- a) Clique em cada link -elo, vínculo ( palavra grifada) e descubra o hipertexto.
- b) Agora que você já conhece o hipertexto devagarinho mergulhe nesta leitura e complete a sua hiperleitura.
- c) Partilhe com seus colegas esses novos passos no caminho da leitura através das novas tecnologias.

## HIPERTEXTO DE ASTRONOMIA

A astronomia é a ciência que estuda os astros e a estrutura do Universo. O astrônomo desenvolve teorias e as testa, confrontando-as com a observação da realidade, descrevendo as estrelas, planetas, cometas, asteroides ou galáxias, a fim de estudar seu movimento, sua disposição no espaço e relação com os demais

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

corpos da região. Para isso, faz uso de telescópios e câmeras. Analisa a composição química e as características físicas da superfície dos astros. Uma definição mais realista seria a que denota seu significado etimológico

Efetivamente, tanto em seus inícios com as teorias gregas como em épocas mais recentes, o desenvolvimento da Cosmologia não foi da mão da observação experimental, por ser esta em geral muito difícil de realizar, e só se utilizam certos fatos empíricos para dar argumentos de plausibilidade a tal ou qual teoria impossível de comprovar experimentalmente até seus últimos termos.

Na atualidade o experimento, especialmente as sondas enviadas ao espaço e as radiações que do cosmos medimos na Terra, estão impulsionando uma época dourada na teoria cosmológica, e de novo os fatos nos ultrapassam. Mas todos somos conscientes da parte especulativa que inevitavelmente está associada a este ramo da Física. Mas façamos um breve repasse no assunto.

Podemos situar o começo da Cosmologia ocidental há 2500 anos, em época grega. A primeira grande teoria cosmológica, que perdurou até o Renascimento, foi a defendida por Platão e, sobretudo, Aristóteles, com seus quatro elementos: terra, água, ar e fogo; e o movimento eterno e perfeito dos objetos celestes fixados em oito esferas cristalinas rotantes, cuja matéria era a denominada quinta essência. Todo impulsionado por um Grande Criador, com a Terra, é claro, no centro.

A longevidade desta Cosmologia aristotélica também se pode explicar pelas modificações ad hoc que fez o astrônomo Claudio Ptolomeo para explicar as óbvias anomalias que se observavam no movimento dos astros (em especial o movimento retrógado dos planetas).

Mas no ano 1543 quando o modelo geocêntrico de Aristóteles foi mudado pelo heliocêntrico do matemático polaco Nicolau Copernico, que precisamente no ano de seu falecimento publicou seu trabalho sobre a revolução das esferas celestes. Estas ideias foram-se aceitando gradualmente e se aperfeiçoando por astrônomos como o alemão Johannes Kepler até o novo Universo gravitacional do inglês Isaac Newton, que perdurou até o século XX quando Albert Einstein enunciara sua teoria da Relatividade Geral.

Algumas questões são importantes para a pesquisa, tais como saber:

O que é a Lua e sua exploração pelo homem?

Quais as características dos planetas do nosso sistema solar e sua posição espacial no cosmo?

O que são estrelas? As estrelas são massas de gases, principalmente Hidrogênio e Helio, que emitem luz. Encontram-se em temperaturas muito elevadas. Em seu interior há reações nucleares. O Sol é uma estrela. Vemos as estrelas, exceto o Sol, como pontos luminosos muito pequenos, e só a noite, porque estão a enormes distâncias de nós. Parecem estar fixas, mantendo a mesma posição relativa nos céus ano após ano. Na realidade, as estrelas estão em rápido movimento, mas a distâncias tão grandes que suas mudanças de posição se percebem só através dos séculos.

Para saber a definição e observar alguns exemplos clique nos links:

- · Aglomerados Globulares
- · Galáxias

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

- · Nuvens de gás e poeira
- · Nebulosas e constelações

Entre as unidades de medida de distâncias astronômicas, a unidade astronômica (símbolo UA) é a menor, que corresponde aproximadamente à longitude do semi eixo maior da órbita da Terra (a distância média da Terra ao Sol).

- · UA (unidade astronômica) para localização de corpos

celestes no âmbito da astronomia planetária.

Concretamente, o ano luz é a distância que percorre a luz em um ano. A luz viaja a quase 300 mil metros por segundo (299 792 458 metros por segundo, para ser exatos) portanto, num ano terrestre percorre 9 467 280 000 000 quilômetros, ou seja cerca de dez bilhões de quilômetros.

- · Anos Luz (al) - para localização de estrelas
- · Parsec (pc) para medida de distâncias entre estrelas ou

entre galáxias.

Na última época da Cosmologia o discurso sofreu uma mudança importante: o conhecimento do Universo em grande escala não podia se separar do estudo da física do menor, sendo inevitável que a Astronomia e a Física de Partículas dessem a mão para elaborar qualquer teoria cosmológica.

## CONSIDERAÇÕES

Diante do hipertexto apresentado que podemos aplicar no ensino de física do 3º ano sobre astronomia, a oportunidade de adquirir conhecimento básico e de entendê-lo de forma diferenciada, e ampliando assim suas oportunidades de aprendizagem com o uso dessa ferramenta. O hipertexto apresentado não foi aplicado em sala de aula. Mas o hipertexto é forma de apresentação diferenciada com um aproveitamento de uso pelos alunos para uma leitura dinâmica de conceitos dos temas inserida pela Base Nacional Comum no terceiro ano do ensino médio, com linguagem simples e acesso a: imagens em site como pesquisas.com, de planetas estrelas, quasares, pulsares, buraco negro, site observatório UFMG sobre a lua e sua conquista. Artigos de cosmologia de Rogerio Rosenfeid, pelo instituto de física teórica UNESP, postado na SBF. Vídeos do youtube com funciona o tescopio no canal ciência fácil de Josivelton Junior, a beleza do cosmo revelado pelo telescópio huble no canal AFU. E informações complementares em site como planeta- terra.info sobre o planeta terra desenvolvida por Kerdna produção editorial LTDA, site do professor Carlos Albert com porque estudar física, site notas de aula em www.if.ufrgs.br sobre quintessência, site maconaria.net sobre o grande arquiteto do universo, site explicatoriem sobre o modelo geocêntrico, blog física gravidade sobre e Newton e gravitação universal, site sogeografia sobre o sistema solar possui jogos e vídeo que podem ser comprados. Simulações no site www.astro.iag.usp.br com simulação dos sistemas planetário e do movimento retrogrado. Enfim, acreditase que o Ensino e a Aprendizagem podem e devem ser trabalhadas, sempre por

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

variados meios, diversas metodologias, dentre os quais apresentam o uso do sistema de informação, é de forma especial, espera-se que o hipertexto venha servir de grande validade, uma vez que tira os alunos do ensino de modo tradicional e os levou-se para outro ambiente que é o virtual, como outra forma de aprendizagem.

## REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PIAGET, J; GARCIA, R. Psicogênese e Historia da Ciência. São Paulo. Lisboa publicações Dom Quixote, 1987.

BRASIL. Ministério da Educação. UNDIME. CONSED. Governo Federal. Institui a Base Nacional Comum Curricular para educação básica, p. 203-219. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio. Acesso em 03 março de 2016.

[Hipertexto-2016]. Disponível em: http://www.letramagna.com/entrevistavera.htm. Acesso em 15 março de 2016.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: ensino médio. Brasília: ministério da educação, 1999, p. 228 - 237.

PIAGET, Jean. A psicologia da inteligência. São Paulo: Vozes, 2013.

PIAGET, Jean. O Nascimento da Inteligência na Criança. Rev. mental, v. 258, p. 259, 1982.

ROSENFELD, Rogério. Cosmologia. Instituto de Física Teórica, UNESP. Disponível em http://www.sbfisica.org.br/fne/Vol6/Num1/cosmologia.pdf. Acesso em 10 ago. 2016.

PORTUGAL, Cristina. Hipertexto como instrumento para apresentação de informações em ambiente de aprendizado mediado pela internet. Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância, São Paulo, Janeiro. 2005.

\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.