INTEGRANDO AS TEORIAS DE INTELIGENCIAS MÚLTIPLAS E LINGUAGEM NO ENSINO DE FÍSICA
Paola Lorraine Gomes Da Conceição, Julio Cezar De Oliveira, Millena Bastos Mendonça, Roney Dias Narciso Gabriel, Eder De Jesus Siqueira, Manoel Gastão Faria Moreira
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 24/01/2017
- Linha de pesquisa
- Ensino E Aprendizagem Em Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## INTEGRANDO AS TEORIAS DE INTELIGENCIAS MÚLTIPLAS E LINGUAGEM NO ENSINO DE FÍSICA
Paola Lorraine Gomes da Conceição 1 , Julio Cezar de Oliveira 2 , Millena Bastos Mendonça 3 , Roney Dias Narciso Gabriel , Eder de Jesus Siqueira , Manoel 4 5 Gastão Faria Moreira 6
6 Instituto Estadual de Educação, gastaofaria@ig.com.br
## Resumo
Este trabalho foi desenvolvido no Ensino Médio Regular e na EJA, nas turmas 1MA, EJA1I e EJA1J (que posteriormente se transformaram em EJA2I e EJA2J), no Instituto Estadual de Educação (Escola Normal), no município de Juiz de Fora. Utilizaram-se em conjunto as teorias de Inteligências Múltiplas de Howard Gardner e Linguagem envolvendo Bakhtin e Vygotsky. Em uma das primeiras atividades realizadas no primeiro semestre, foi trabalhada a teoria de Inteligências Múltiplas. Tendo em vista a dificuldade de conhecer todos os alunos dentro de uma sala de aula, em princípio foi aplicado um questionário sobre Estilos de Aprendizagem, com base nos resultados algumas atividades foram elaboradas de forma a atender todas as competências, sendo este um grande desafio, pois neste momento nossas inteligência também seriam trabalhadas. A capacidade linguística recebeu maior ênfase devido à deficiência na escrita, observada na conclusão das tarefas e também por ser a forma com a qual estudantes estão mais habituados a se expressar academicamente. A partir das teorias de linguagem de Vygotsky e Bakhtin foi trabalhado a diversidade de sentidos que uma palavra pode ter dependendo do meio em que o estudante está inserido; neste caso foi estudado o meio científico. Uma vez que no ensino de Física se observa dificuldades recorrentes de relacionar o conteúdo ministrado em sala de aula com o cotidiano, consideramos que a investigação de estratégias associando linguagem e tipologia de inteligências pode se mostrar eficiente, como observado em nossas ações nesse caso.
Palavras-chave : inteligências múltiplas, linguagem, aprendizagem científica
## Introdução
A ideia de individualizar e rotular as pessoas conforme seus níveis de intelecto não é algo novo. Já nos anos 400, os orientais elaboraram testes com a finalidade de medir a inteligência dos indivíduos, separando-os em castas. Mas somente no século XX que esta concepção passou a ser empregada no ensino, através dos testes de QI (Quociente de Inteligência) criados pelo psicólogo francês Alfred Binet, para apontar alunos que necessitavam de um auxílio maior nos
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23 a 27 de janeiro de 2017
estudos. Estes testes avaliavam, essencialmente, a capacidade de raciocínio lógico. No entanto nas últimas décadas, esta imagem de inteligência singular começou a mudar com os conceitos desenvolvidos pelo psicólogo e professor norte-americano Howard Gardner, que revolucionou o campo da psicologia cognitiva com a Teoria de Inteligências Múltiplas em sua obra Frames of Mind , de 1983.
Para cingir devidamente o campo da cognição humana, Gardner julga necessário " (. . .) incluir um conjunto muito mais amplo e mais universal de competências do que comumente se considerou". Nesta vertente, o autor define que:
(...) a teoria das inteligências múltiplas diverge dos pontos de vista tradicionais. Numa visão tradicional, a inteligência é definida operacionalmente como a capacidade de responder a itens em testes de inteligência. A inferência a partir dos resultados de testes, de alguma capacidade subjacente, é apoiada por técnicas estatísticas que comparam respostas de sujeitos em diferentes idades; a aparente correlação desses resultados de testes através das idades e através de diferentes testes corrobora a noção de que a faculdade geral da inteligência, g, não muda muito com a idade ou com treinamento ou experiência. Ela é um atributo ou faculdade inata do indivíduo.
A teoria das inteligências múltiplas, por outro lado, pluraliza o conceito tradicional. Uma inteligência implica na capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos que são importantes num determinado ambiente ou comunidade cultural. A capacidade de resolver problemas permite à pessoa abordar uma situação em que um objetivo deve ser atingido e localizar a rota adequada para esse objetivo. A criação de um produto cultural é crucial nessa função, na medida em que captura e transmite o conhecimento ou expressa as opiniões ou os sentimentos da pessoa. Os problemas a serem resolvidos variam desde teorias científicas até composições musicais para campanhas políticas de sucesso. (1995, p.21)
Sintetizando, seria possível afirmar que a Teoria das Inteligências Múltiplas endossa três proposições essenciais: Não somos todos iguais. Todo indivíduo, entretanto, é portador de forças cognitivas específicas que o diversifica e o singulariza. Nesse sentido, toda avaliação que busca comparar ou nivelar seres humanos apresenta-se eivada de preconceitos.
A educação funciona de modo mais eficaz se essas diferenças forem levadas em consideração, se as forças pessoais forem reconhecidas e se pais e professores empenharem-se em desenvolver projetos para efetivamente conhecer e estimular mentes, descobrindo em que são efetivamente capazes. Uma boa avaliação, portanto, deveria ser "o mais direta possível", orientando o aprender para fazer e verificando como ocorreu essa construção.
## Sobre as inteligências múltiplas
Gardner afirma que todo ser humano possui múltiplos tipos de inteligência. Cada um deles pode ser desenvolvido ou enfraquecido. Em 1983 foram definidos os primeiros sete tipos, posteriormente complementados com mais dois, em 1999, admitindo que tal diversidade pode ainda vir a ser ampliada quando ainda mais profundamente se conhecer a mente humana. Em linhas gerais, portanto, todas as pessoas sem disfunções cerebrais agudas apresentam em diferentes níveis de grandeza, as inteligências:
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## Lógico-matemática
A capacidade de confrontar e avaliar objetos e abstrações, discernindo as suas relações e princípios subjacentes. Habilidade para raciocínio dedutivo e para solucionar problemas matemáticos. Cientistas possuem esta característica.
## Linguística
Caracteriza-se por um domínio e gosto especial pelos idiomas e pelas palavras e por um desejo em os explorar. É predominante em poetas, escritores, e linguistas, como T. S. Eliot, Noam Chomsky, J. R. R. Tolkien, W. H. Auden, Fernando Pessoa, Machado de Assis, Haruki Murakami, George R.R. Martin, entre outros.
## Musical
Identificável pela habilidade para compor e executar padrões musicais, executando pedaços de ouvido, em termos de ritmo e timbre, mas também escutando-os e discernindo-os. Pode estar associada a outras inteligências, como a linguística, espacial ou corporal-cinestésica. É predominante em compositores, maestros, músicos, críticos de música como por exemplo, Ludwig van Beethoven, Leonard Bernstein, Midori, John Coltrane, Mozart, Maria Callas.
## Espacial
Expressa-se pela capacidade de compreender o mundo visual com precisão, permitindo transformar, modificar percepções e recriar experiências visuais até mesmo sem estímulos físicos. É predominante em arquitetos, artistas, escultores, cartógrafos, geógrafos, navegadores e jogadores de xadrez, como por exemplo Alexander von Humboldt, Michelangelo, Frank Lloyd Wright, Garry Kasparov, Louise Nevelson, Helen Frankenthaler, Oscar Niemeyer.
## Corporal-cinestésica
Traduz-se na maior capacidade de controlar e orquestrar movimentos do corpo. É predominante entre atores e aqueles que praticam a dança ou os esportes, como por exemplo Cristiano Ronaldo, Marcel Marceau, Martha Graham, Michael Jordan, Pelé, Eusébio, Messi, Sébastien Loeb.
## Intrapessoal
Expressa na capacidade de se conhecer, é a mais rara inteligência sob domínio do ser humano pois está ligada a capacidade de neutralização dos vícios, entendimento de crenças, limites, preocupações, estilo de vida profissional, autocontrole e domínio dos causadores de estresse, entre outros diversos comandos de vida que permite a pessoa identificar hábitos inconscientes e transformá-los em atitudes conscientes.
## Interpessoal
Expressa pela habilidade de entender as intenções, motivações e desejos dos outros. Encontra-se mais desenvolvida em políticos, religiosos e professores, como por exemplo o Mahatma Gandhi e Adolf Hitler.
## Naturalista
Traduz-se na sensibilidade para compreender e organizar os objetos, fenômenos e padrões da natureza, como reconhecer e classificar plantas, animais,
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minerais, incluindo rochas e gramíneas e toda a variedade de fauna, flora, meioambiente e seus componentes. É característica de biólogos, geólogos mateiros, por exemplo. São exemplos deste tipo de inteligência Charles Darwin, Rachel Carson, John James Audubon, Thomas Henry Huxley.
## Existencial
Investigada no terreno ainda do "possível", carece de maiores evidências. Abrange a capacidade de refletir e ponderar sobre questões fundamentais da existência. Seria característica de líderes espirituais e de pensadores filosóficos como por exemplo Jean-Paul Sartre, Søren A. Kierkegaard, Frida Kahlo, Alvin Ailey, Margaret Mead, Bento XVI e o Dalai Lama.
## Utilizando a Teoria de inteligências múltiplas no ensino de física
- O seguinte trabalho foi desenvolvido através do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) da Física em uma escola da rede pública estadual da cidade de Juiz de Fora - MG. Durante um ano, em encontros quinzenais, as atividades foram realizadas com uma turma do 1º ano do Ensino Médio e duas turmas do 1° ano da EJA (Educação de Jovens e adultos), que posteriormente se transformaram em turmas de 2° ano da EJA. O professor de física dessas turmas cedeu uma de suas aulas para a realização do trabalho. Foi acordado que a aula cedida seria um auxílio prático para as aulas teóricas.
A obra de Gardner possui grande praticidade de sua teoria e, portanto, o uso em sala de aula, independentemente do nível de ensino com o qual se trabalha e o conteúdo que se busca ministrar. A ideia essencial da teoria é assumir que todo aluno pode expressar saberes através de diferentes linguagens e que, devidamente estimulado, pode explorar sua potencialidade de forma diversificada.
E frente à pluralidade de elementos que podem intervir no aprendizado, percebemos que conhecendo os estilos preferidos dos alunos poderíamos proceder de forma adequada com a Teoria de Inteligências Múltiplas. Optamos, inicialmente, por aplicar um questionário, que foi retirado do livro 'Preferências Perceptuais em Estilos de Aprendizagem', de Joy Reid. Este teste encontra-se no anexo referente ao capítulo 2 do livro. Os participantes deveriam responder 30 perguntas, direcionadas ao estudo da física, dizendo 'concordo plenamente; concordo; não tenho certeza; discordo e discordo totalmente' para cada questão, podendo haver uma resposta para cada pergunta. Após somarem os resultados os estilos eram classificados como principais (de 38-50 pontos), menores (de 25-37 pontos) e indiferentes (de 0-24 pontos). É importante salientar que a pontuação na classificação menor ou indiferente não significa que os estilos ali marcados não sejam importantes, mas que eles não são tão significativos quanto os estilos principais.
O resultado da análise de cada turma é:
TURMA: EJA-1I
NÚMERO DE ALUNOS PESQUISADOS: 33 ALUNOS
QUESTIONÁRIO APLICADO NO DIA 12/03/2015
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Gráfico 01: Estilos de aprendizagem identificados através do teste turma EJA-1I
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TURMA: EJA-1J NÚMERO DE ALUNOS PESQUISADOS: 33 ALUNOS QUESTIONÁRIO APLICADO NO DIA 16/03/2015Gráfico 02: Estilos de aprendizagem identificados através do teste turma EJA-1J
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TURMA: 1MA
NÚMERO DE ALUNOS PESQUISADOS: 24 ALUNOS QUESTIONÁRIO APLICADO NO DIA 09/03/2015
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Gráfico 03: Estilos de aprendizagem identificados através do teste turma 1MA
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Em conformidade com os resultados, foi elaborada uma atividade sobre a importância do sinto de segurança, onde procurou-se abordar todas as inteligências. O objetivo era que após os alunos responderem ao questionário e discutirem o tema, deveriam realizar um trabalho de forma livre, ou seja, eles sintetizariam o que aprenderam explorando suas inteligências. A atividade será detalhada no dia da apresentação devido ao campo restrito para o desenvolvimento do trabalho.
Analisando o fruto do exercício proposto, percebeu-se que grande parte dos alunos concluiu a atividade através da escrita, talvez por estarem habituados a realizar trabalhos dessa forma, ou seja, eles se manifestaram através da inteligência linguística, mesmo esta não sendo a inteligência de maior domínio, pois também foi possível observar em quase todos os trabalhos erros de gramática, de contextualização e de coesão. Nos pareceu, então, de total importância estimular esta capacidade, uma vez que muitos conceitos físicos se tornam difíceis de serem entendidos por alunos, pois muitas vezes não levamos em consideração suas ideias e preconcepções sobre eles. Há palavras que possuem um sentido para a ciência e outro para o aluno, o que pode dificultar a aprendizagem.
## Trabalhando A Inteligência Linguística através da Física
A competência linguística é a inteligência mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana, inclui a capacidade de manipular vários domínios da linguagem, com a semântica, a sintaxe, a fonética e as dimensões pragmáticas ou os usos práticos da linguagem. No entanto grande maioria das pessoas enfrenta com frequência os desafios embutidos na tarefa de escrever um texto.
Com base em textos sobre linguagem do professor russo Lev Semenovitch Vygotsky e do filósofo russo Mikhail Mikhailovich Bakhtin, foi possível refletirmos sobre o que dessas teorias já havíamos trabalhado de forma inconsciente em nossas atividades e o que poderíamos trazer a partir de agora e que pudesse ser trabalhado juntamente com a Teoria de Inteligências Múltiplas. Em primeiro lugar,
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vale ressaltar que, entre todas as inteligências apontadas por Howard Gardner escolhemos trabalhar principalmente com a Inteligência Linguística. Segundo esse recorte o docente deve buscar estimular os alunos a realizarem pesquisas bibliográficas, explorar diferentes habilidades operatórias como sintetizar, analisar, relatar, descrever, promover desafios sobre interpretação de textos, entre outros.
Um dos problemas para a compreensão da física, que é uma das disciplinas que mais está presente no cotidiano do discente, é a diferença de sentidos que as palavras possuem no meio em que estão inseridos e no meio científico.
## Para Vygotsky:
- O sentido de uma palavra é a soma de todos os fatos psicológicos que ela desperta em nossa consciência. Assim, o sentido é sempre uma formação dinâmica, fluida, complexa, que tem várias zonas de estabilidade variada. O significado é apenas uma dessas zonas do sentido que a palavra adquire no contexto de algum discurso e, ademais, uma zona mais estável, uniforme e exata. Como se sabe, em contextos diferentes a palavra muda facilmente de sentido. (VYGOTSKY, 2009 P.465)
- O significado, ao contrário, é um ponto imóvel e imutável que permanece estável em todas as mudanças de sentido da palavra em diferentes contextos. O sentido real de uma palavra é inconstante. Em uma operação ela aparece com um sentido, em outra, adquire outro. Tomada isoladamente no léxico, a palavra tem apenas um significado. Mas este não é mais que uma potência que se realiza no discurso vivo, no qual o significado é apenas uma pedra no edifício do sentido. (VYGOTSKY, 2009 P.465)
## E para Bakhtin:
Significado - estático visto mais de uma ótica linguística.
Chamo sentido às respostas a perguntas. Aquilo que não responde a nenhuma pergunta não tem sentido para nós. Índole responsiva do sentido Aquilo que a nada responde se afigura sem sentido para nós, afastado do diálogo. O significado está excluído do diálogo, mas abstraído dele de modo deliberado e convencional. Nele existe uma potência de sentido. (BAKHTIN, 2001 P.381)
- O sentido é potencialmente infinito, mas pode atualizar-se.
Somente em contato com outro sentido (do outro) ainda que seja com uma pergunta do discurso interior do sujeito da compreensão. [...] Não pode haver um sentido único(um). Por isso não pode haver o primeiro nem o último sentido, ele está sempre situado entre os sentidos, é um elo na cadeia dos sentidos, a única que pode existir realmente em sua totalidade. Na vida histórica essa cadeia cresce infinitamente e por isso cada ele seu isolado se renova mais e mais, como que torna a nascer. (BAKHTIN, 2001 P.382)
- O sentido da palavra é um fenômeno complexo, móvel, que muda constantemente até certo ponto em conformidade com as consciências isoladas, para uma mesma consciência e segundo as circunstâncias. Nestes termos, o sentido da palavra é inesgotável. (VYGOTSKY, 2009 P.466)
Sendo assim, elaboramos uma atividade na qual pudéssemos trabalhar com a linguagem e também com a teoria de inteligências múltiplas. O objetivo principal da atividade era discutir os sentidos das palavras Calor e Temperatura, procurando identificar e buscar entender relações entre o sentido delas para a ciência e seu significado para os alunos. Além disso, trabalhamos com a Inteligência Linguística
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quando pedimos aos alunos a elaboração de um texto após responderem e discutirem o questionário. A atividade em questão será disponibilizada juntamente com a anteriormente citada.
No fim do bimestre, os alunos foram divididos em grupos, que deveriam elaborar um jornal com notícias fictícias abordando os assuntos discutidos nos encontros do PIBID. Avaliamos a contextualização da situação descrita no jornal elaborado por cada grupo com o que foi discutido com os estudantes, buscando, além disso, interpretar a criatividade empreendida para descrever as situações.
## Considerações Finais
Trabalhando com a Teoria de Inteligências Múltiplas os alunos começaram a entender o quanto são talentosos, uma vez que o aprendizado é um processo social e psicológico. Ao mesmo tempo, passamos a entender as inteligências dos estudantes e de nós mesmos. O aspecto mais desafiador foi elaborar atividades que englobassem todas as inteligências, fugindo das tradicionais aulas de física cheias de fórmulas e da nossa zona de conforto, ou seja ao explorar as capacidades dos alunos também instigamos as nossas. É importante lembrar que através desta vertente não categorizamos os alunos, mas sim, buscamos estimular todas as competências em todos os discentes, principalmente a linguística.
Acompanhamos o entrosamento dos alunos de forma prazerosa durante a realização das atividades e uma considerável melhora na escrita e criatividade dos mesmos.
Todo esse processo permite que o aluno sinta-se membro atuante dentro de sua cultura, pois atividades baseadas nas inteligências múltiplas também se aterão a questões essenciais sobre a existência humana. Proceder desta forma, ajudou os alunos a compreender melhor os conceitos físicos, mas também agregou outras áreas do ensino, tendo em vista que, em nossa cultura, a ênfase é relativamente maior na palavra escrita, no modo de retenção informações a partir de leituras e de expressão adequada pela palavra escrita.
## Referências
ARMSTRONG, Thomas. Inteligências múltiplas na sala de aula. Prefácio Howard Gardner. 2.ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001.
Gardner, Howard. "Inteligências múltiplas." (1995).
FREITAS, Maria Teresa de Assunção. "Vygotsky e Bakhtin: psicologia e educação: um intertexto." São Paulo: Ática (1994).
Mazuroski Jr, Aristeu, et al. "Variação nos estilos de aprendizagem: investigando as diferenças individuais na sala de aula." (2008): 1-16.
http://pt.slideshare.net/Vygotsky2011/significado-e-sentido-para-vygotsky-ebakhtin
https://www.institutoclaro.org.br/em-pauta/pensadores-tecnologia-educacaohoward-gardner-teoria-inteligencias-multiplas-ensino-adaptativo/
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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.