ENSINO DE FÍSICA PARA ALUNOS SURDOS: A FORMAÇÃO E RELAÇÃO DO PROFESSOR REGENTE COM INTÉRPRETE SOB A VISÃO DOS QUESTIONÁRIOS DO USP ESCOLA - 2015
Hevila L G Moura, André M Rodrigues
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 24/01/2017
- Linha de pesquisa
- Ensino E Aprendizagem Em Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## ENSINO DE FÍSICA PARA ALUNOS SURDOS: A FORMAÇÃO E RELAÇÃO DO PROFESSOR REGENTE COM INTÉRPRETE SOB A VISÃO DOS QUESTIONÁRIOS DO USP ESCOLA - 2015
Hevila Luisa Guimarães Moura 1 , André Machado Rodrigues 2
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Licencianda do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, hevila.moura@usp.br 2 Professor Doutor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, rodrigues.am83@gmail.com
## Resumo
O presente estudo tem como objetivo identificar qual a percepção do Professor Regente frente à presença dos alunos Surdos e Intérpretes em salas comuns de ensino regular, podendo assim levantar pontos sobre as dificuldades, anseios, pré-conceitos e apontar possíveis caminhos para que haja a melhora do Ensino e Aprendizagem desses alunos. Para a realização da pesquisa, foram analisados questionários que foram preenchidos no encontro do USP ESCOLA de janeiro de 2015, no Instituto de Física da Universidade de São Paulo, por professores de diferentes áreas de formação, que já tiveram ou não experiência com alunos Surdos, podendo assim abranger diferentes concepções sobre o cotidiano em sala de aula e o ensino de Ciências Física para alunos Surdos. A / temática escolhida tem como um dos seus maiores intuitos gerar a reflexão e o amadurecimento sobre este assunto, que é de grande relevância atualmente, uma vez que estes alunos estão cada vez mais presentes na rotina escolar das escolas regulares por causa das leis estabelecidas pela Lei de Diretrizes Básicas (LDB) no ano de 2002. Assim, esta pesquisa, como outras, se faz necessário desenvolver para que fortaleçam a inclusão e tragam uma análise critica dos pontos inclusivos e exclusivos das medidas e metodologias adotadas pelas escolas e que estão vigentes para o ensino do aluno Surdo.
Palavras-chave : Ensino de Ciências, relação professore regente-intérprete; inclusão escolar; Surdos; intérprete de LIBRAS.
## Introdução
Muito se fala de escolas inclusivas, mas o que de fato é incluir o aluno com algum tipo de deficiência numa sala comum? O desenvolvimento da Educação Especial é composta por visões que divergem sobre o que é e como dever ser feita esse ensino, além de lutas políticas pelo direito ao acesso à educação. Dentro de tantos empecilhos, como é feito o ensino de Física dentro da Educação Especial de alunos com algum tipo de deficiência auditiva?
Nos dias atuais, a educação inclusiva está em voga nas discussões de cunho politico social, onde prega-se a igualdade para todos , porém é possível notar que apesar de haver essa mobilização para a inclusão dos alunos surdos na escola regular, por muitas vezes não haver estrutura suficiente para recebê-los as escolas tornam-se locais onde o aluno Surdo é oprimido pelo próprio sistema educacional (voltado para alunos ouvintes), seja pela falta de Intérprete, seja pelo Professor Regente que não está preparado para receber o aluno Surdo, seja pelo não uso de LIBRAS e adotar somente o português para o ensino. Assim, podemos inferir que não há de fato, na maioria das escolas, condições mínimas para a educação do aluno surdo, apesar de sua vaga na escola ser garantida pela Legislação:
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O parágrafo 2º do artigo 12 da Resolução do CNE/CEB nº 2/2001, que instituiu as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, definiu que ao aluno surdo deva ser assegurado o acesso aos conteúdos curriculares, mediante a utilização de língua de sinais, sem prejuízo do aprendizado da língua portuguesa. Dito de outra forma, o aluno surdo passou a ter direito a mais um componente curricular: a Língua Brasileira de Sinais.
Contudo, desde a implantação da proposta de escolas inclusivas pelas Secretarias Estaduais de Educação em muitos estados brasileiros, muitos movimentos em oposição foram realizados pelos próprios Surdos, a exemplo da mobilização nacional de protesto em relação ao modelo de inclusão, realizada em 2011.
É sabido que desde o inicio das escolas inclusivas no País, tem como meta ser uma escola 'integradora / inclusiva' acaba por se tornar excludente, dada a falta muitas vezes de recursos e preparo para o recebimento dos alunos de forma integradora. Segundo Lopes e Menezes (2010), eles apontam que:
...a oposição Surda não é, portanto, aos de inclusão, mas a tipos de entendimentos da inclusão. Os surdos resistem à inclusão como o simples colocar no mesmo espaço físico ou como o simples estar junto. Resistem à partilha do espaço quando este é destinado à normalidade (ibid., p.76).
Com isso, é necessário saber que é importante garantir não somente uma carteira para o aluno Surdo numa sala comum, mas sim, fornecer todo o respaldo para que esse mesmo aluno tenha oportunidades de desenvolver-se e fazer parte do todo, como membro ativo da comunidade escolar, respeitando suas igualdades e singularidades.
- A partir da Lei de Diretrizes e bases (LDB), em seu capítulo 5, Artigo 58, é defino a Educação Especial como uma modalidade de educação escolar, deve ser oferecidos preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. (LDB - LEI Nº 9394/96). No ano de 2002, houve a oficialização da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) a partir da Lei nº 10.436/2002 (BRASIL, 2002), a educação bilíngue pode ser legalmente reconhecida. Porém, apenas no ano de 2005 que a Lei foi regulamentada, através do decreto número nº 5.626 (BRASIL, 2005), que dispunha a inclusão da LIBRAS nos sistemas educacionais estaduais, federais e municipais.
- O papel do intérprete no contexto educacional não tem nada muito definido em relação à sua atuação no processo de ensino e aprendizagem.
Assim garantindo a mediação em relação à comunicação entre aluno e professor. Quando trazemos para a mediação de conceitos científicos através do intérprete, há enormes lacunas que provém da formação e desconhecimento dos termos específicos.
Quando pensamos em escolas com alunos Surdos, automaticamente remetemos a demanda de ensinar e ambientar estes alunos ao Intérprete, porém, há uma linha tênue que divide este trabalho em equipe, para uma sobrecarga ao Intérprete ou ao Professor Regente. Dado isso, é necessário aprofundar a inserção do Intérprete na sala de aula e qual o seu papel nela. A função do Intérprete varia entre as seguintes três posições: MEDIADOR - aquele que realiza o elo entre o aluno Surdo e o Professor Regente, TRADUTOR - aquele que traduz o conteúdo ao pé da letra, sem muito conhecimento sobre o assunto a ser traduzido e INTÉPRETE
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- aquele que realiza um trabalho conjunto com o Professor Regente e transmite o conteúdo da melhor forma possível, pois ele domina o que vai ser explicado.
No processo de ensino para o aluno Surdo, o professor de Física precisará do auxilio do tradutor/intérprete de LIBRAS, uma vez que ele não domina essa língua. Por outro lado, tradutor/intérprete de LIBRAS geralmente não tem formação em Física, nascendo aqui outra contradição: os profissionais responsáveis por tornar acessíveis os conhecimentos físicos desconhecem conteúdo em questão. Consequentemente, surgem novos problemas no que respeita às estratégias de ensino de Física para os alunos Surdos, inclusive em relação à discussão ética do processo de ensino e aprendizagem desses alunos.' (CAMARGO e ALVES,Abakos,2013).
Uma vez que o professor e o intérprete precisam ter sincronismo e assim conseguir ser entendido pelo aluno Surdo e que esse aluno tenha condições de fazer a apropriação do conhecimento (ou pelo menos seja facilitado este processo), como foi discutido no artigo de ZANCANARO; ZANCANARO (2016), traz que através da observação de um intérprete educacional em sala de aula e como é a relação com o professor que está a frente da aula, uma vez que a linguagem (vocábulos) é diferente.
Portanto, partindo desta situação a motivação de realizar este estudo é entender a atuação do Professor Regente com e sem a presença do Intérprete nas aulas de Física/Ciências. Sendo necessário entender como é a relação do Professor com o Intérprete e como a formação do Intérprete influencia na segurança para o Professor Regente no ensino de conceitos científicos para o aluno Surdo.
## Metodologia e Procedimentos
Para realizar o estudo foram analisados dados coletados através do Censo Escolar de 2014, acompanhamento de aulas em escola pública, literatura sobre a Comunidade Surda, questionários aplicados no ano de 2015 para professores participantes do USP ESCOLA.
Assim, pesquisa teve subsidio para a elaboração da reflexão frente ao problema dado, é necessário colocar alguns pontos em evidencia que são:
- 1) Identificar inicialmente quem é o público alvo das aulas e suas necessidades - Quem são os alunos? (sem este entendimento seria difícil compreender quais os anseios e metas que os Professores e Intérpretes sentem ao lecionar);
- 2) Qual o contexto histórico da inserção dos Surdos nas escolas -Foi pesquisada a trajetória da Comunidade Surda para identificar a evolução do acesso dos Surdos e a adequação da escola. (Como já citado, a inserção do Surdo e a função do Intérprete são extremamente recentes no Ensino Nacional, assim é possível perceber quais os rótulos, pré-conceitos estabelecidos em relação ao Surdo, seja de origem na capacidade cognitiva ou do que é relevante ser ensinado);
- 3) A necessidade do professor e intérprete na sala de aula - O que muda na apropriação do conhecimento? Qual a bagagem que o Professor Regente traz de sua formação? Frente a essa nova realidade (salas inclusivas) qual a posição desse Professor? Como ele vê o Intérprete? (Seguindo o organograma educacional, entre o Professor Regente e o Aluno Surdo, há o Intérprete, seja ele como mediador,
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realizando a comunicação Português ↔ LIBRAS, como tradutor do conteúdo lecionado, etc.)
Imagem 01. Organograma Educacional
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Inicialmente, foi necessário tentar compreender quem é o aluno Surdo, qual a classificação dos níveis de audição, como ele enxerga-se, etc. e para chegar a esse entendimento foi utilizada a classificação adotada na coleta de dados do IBGE, segundo análise do próprio, pessoas com deficiência auditiva representam aproximadamente 1,0% da população brasileira. Cerca de 0,9% dos brasileiros ficou surdo em decorrência de alguma doença ou acidente e apenas 0,2% da população nasceu surda e 0,9% da população ficou surda posteriormente ao nascimento.
Através da análise dos dados colhidos pelo Censo Escolar 2014, foi possível classificar os alunos Surdos presentes nas salas de aula comuns.
Tabela 01. Representatividade de alunos com Surdez ou Deficiência Auditiva através do Censo Escolar 2014
Assim é possível perceber que apesar de pouca representatividade se comparados com outros alunos e talvez por isso seja uma realidade tão distante de tantos Professores e Escolas a presença de um aluno Surdo e consequentemente sua pouca habilidade para lidar com as situações novas que são apresentadas e requeridas.
## Resultados
Segundo os questionários aplicados é unanimidade nas respostas que é necessária a presença do intérprete, porém quando perguntado sobre outros pontos há diferentes formas de pensar sobre o mesmo assunto, como veremos adiante:
Foi feita a pergunta: ' Qual a maior dificuldade você tem/teria para ensinar Física para um aluno Surdo - com Intérprete ?', as respostas mais apontadas foram as seguintes:
Tabela 02. Dificuldades na Relação entre Professor e Intérprete no Ensino de Física
*Neste item puderam ser citados mais de um item
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Através das analises realizadas, podemos verificar que há a demanda de alunos Surdos que buscam as escolas regulares para realizar seus estudos. Assim, foi necessária a adaptação das escolas para recebê-los e a inclusão de salas de apoio e Intérpretes no corpo docente. Mas qual o perfil dos Professores participantes?
## Idade
Gráfico 01:
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Gráfico referente à idade dos Professores participantes.
As idades são bastante variadas, ainda que pessoas de 30 a 35 anos sejam as que mais estavam presentes, os dados coletados abrangem pessoas de todas as faixas etárias. Nos dois anos que foram preenchidas os formulários obtêm-se os mesmos valores, isso é relevante para sabermos qual faixa etária procura especializar-se mais na formação da docência.
Gráfico 02: Formação dos Professores Participantes.
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Gráfico 03: Formação Extra dos Professores Participantes.
Temos um grande espectro de formações em áreas diferentes, o que possibilita uma visão maior do que os docentes pensam sobre o ensino de Surdos sendo da sua área ou não, como veremos mais à frente. Porém, para o ensino de Física temos poucas pessoas que responderam, mesmo assim faremos uma análise das respostas de pessoas formadas em ciências e das não formadas.
As pessoas participantes têm especializações em diferentes temas, desde Gestão Ambiental à Educação Especial. Mas existem, relativamente, bastantes pessoas que procuraram especializar com LIBRAS possibilitando uma probabilidade maior de terem tido contato com alunos Surdos, já que procuraram se especializar.
Gráfico 04: Rede de Ensino que os Professores Participantes atuam.
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Quase todos são professores que lecionam para a Rede Pública, seja na Prefeitura ou Estado. Teremos então dados que falam mais sobre as escolas públicas com relação à inclusão destes alunos do que em escolas privadas.
Tabela 03 : Experiência docência sendo interprete ou interlocutor
*Neste item era possível dar mais de uma resposta
Vemos que existe uma diferença do tempo de experiência em docência desses professores em sala de aula sendo Interlocutor ou Intérprete. Isso mostra que faz pouco tempo que estes profissionais começaram a se especializar em LIBRAS e isso fica evidente a partir da LDB quando torna obrigatória a utilização de LIBRAS em salas comuns ou a presença do Intérprete.
Tabela 03 : Experiência ou Contato com LIBRAS
*Neste item era possível dar mais de uma resposta
As pessoas tem contato com os Surdos de diferentes formas, como podemos ver na tabela acima, isso é positivo para que as pessoas saibam da existência dessas pessoas e podendo ou não procurar estudar mais sobre isso. Quando as pessoas tem contato com a LIBRAS, seja em cursos particulares, igrejas ou mesmo na faculdade, mostra-se que tendem a interessar- se mais, como ocorreu em grande parte dos professores que responderam esses questionário.
Alguns dizem que pelo fato de ter tido uma disciplina na sua formação acadêmica foi despertado o interesse em especializar-se na área. Tanto é que o nível de LIBRAS deles são razoavelmente bons, levando em consideração que há pouco tempo que se tornou obrigatório para professor ter LIBRAS em sua formação.
Em geral as pessoas procuraram fazer cursos particulares de LIBRAS, mas existem professores que fizeram capacitações através das redes municipais e estaduais, sendo então, incentivos dos Governos para o aperfeiçoamento dos profissionais.
Ainda que as pessoas reclamem dos cursos dado nas universidades serem muito teórico e pouco na prática e, portanto não tem muito utilidade nas salas de aula, é importante ressaltar que neste momento não existe possibilidade das pessoas saírem capacitadas a lecionar em LIBRAS na sua formação inicial,
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tratando-se de uma língua, é necessário fazer o curso à parte. Enquanto a opinião deles sobre a importância de LIBRAS para os surdos foram comum respostas que contribuiria para maior comunicação deles com os ouvintes, para poderem se inserir na aprendizagem de conteúdos e socializar com o mundo, trazendo seu modo de viver e conhecimentos que poderão ser adquiridos através da LIBRAS. Apesar disso, nenhum deles disse em suas possíveis mudanças com alunos surdos em salas comuns que tentaria elaborar aulas para que haja de fato uma socialização destes alunos com os alunos ouvintes, aprendendo, dialogando uns com outros, podendo ser pelo fato dos professores não terem domínio completo da língua, a falta de aproximação com os interpretes, e estes com o conteúdo que professor trabalha, sem contar o fato que os alunos ouvintes não têm a LIBRAS como sua segunda língua. Isso mostra que além de incluir alunos surdos nas aulas comuns, é necessário para que tenha a inclusão de forma eficaz, uma maior parcela das pessoas também ser fluente em LIBRAS, tornando possível a comunicação e interação dos surdos na escola e na vida.
Este problema se agrava mais quando perguntado para os Professores quais são as maiores dificuldades que tem com os alunos Surdos, relatam que a LIBRAS não tem sinais que expressam os reais significados para termos científicos que os ouvintes utilizam para entender algo mais abstrato. Mas de que natureza são esses problema: talvez do nível de LIBRAS que o Professor tem, a própria Língua que não contém sinais suficientes para interpretar o mundo que os ouvintes entendem ou mesmo que tenha os sinais, seria um problema os Interpretes não serem formados na área de Ciências dificultando o ensino desses alunos? Ou será que nós que queremos forçá-los a entender como funciona o mundo que enxergamos e não sabemos como fazer isso? São questões difíceis de responder, mas que precisamos ponderar para que possamos evoluir positivamente com a inclusão nas escolas e no mundo.
## Considerações finais
A partir da visão gerada através dos dados analisados, podemos inferir que para o ensino de Física e/ou Ciências, o Professor Regente é aquele que irá ter um papel de suma importância, pois é através dele que os alunos poderão obter conhecimento sendo eles os 'intermediadores' da linguagem científica. Porém, quando entramos no quesito Intérprete de LIBRAS, é deveras citado que o mesmo não possui o domínio de conhecimento específico sobre o assunto, e como os Professores Regentes não possuem LIBRAS (ou estão no nível básico) a comunicação entre eles é defasada e consequentemente o aluno Surdo não consegue entender o que foi passado. Ambos os lados possuem ciência do que ocorre, e entendem o quão necessário é respeitar todas as singularidades da Língua de Sinais e da Comunidade Surda e enxergam como positiva a 'inclusão' do Surdo na sala comum.
Assim, é possível ver que houve grandes avanços em relação à Inclusão do aluno Surdo, tais como a perceptível necessidade do Intérprete em sala, porém, o papel do Intérprete ainda não é claro. Com isso, o Professor Regente sente que é necessário qualificar-se para atender ao seu aluno, seja através de cursos, especializações, convívio ou apresentação a LIBRAS durante a graduação.
Contudo, ficou evidente que a formação inicial do Professor Regente é um fator importante quando ele se depara com uma sala onde tem alunos Ouvintes e
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Surdos, seja em entender o seu aluno e ter noção de suas dificuldades, seja na relação com o Intérprete. E temos assim, a noção de que os resultados nos mostram que é necessária uma demanda de capacitações e até cursos/disciplinas na graduação, não só em cursos de Pedagogia, de ensino de LIBRAS e metodologias para aprender a respeitar e trabalhar com as limitações e não limitações dos alunos Surdos.
## Referências
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KALATAI, P. As principais metodologias utilizadas na educação dos surdos no Brasil . Dissertação Mestrado - Disponível em: <http://anais.unicentro.br/seped/pdf/iiiv3n1/120.pdf >.Acesso em 18/07/2016.
SILVA, M.C. A inclusão do aluno surdo no ensino regular na perspectiva de professores de classes inclusivas , 2009, Dissertação (monografia). Disponível em: <www.educacao.pe.gov.br/portal/.../monografia\_marisa\_c\_silva.pdf> Acesso em:
15/06/2016
OLIVEIRA; BENITE. Estudos sobre a relação entre o intérprete de LIBRAS e o professor: implicações para o ensino de ciências . Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências Vol. 15, No3, 2015. Disponível em: <https://mestrado.prpg.ufg.br/pages/35022>. Acesso em:15/06/2016
SILVA, C.L; SILVA, A.M; MION, R.A. A prática inclusiva no ensino de Física para portadores de deficiência auditiva, 2001. Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciência. Disponível em <fep.if.usp.br/~profis/arquivos/ivenpec/Arquivos/.../PNL036.pdf>. Acesso em: 15/06/2016
SKLIAR, C. A Surdez - Um olhar sobre as diferenças .Porto Alegre: Mediação, 2005, 3ª ed. 192p.
ZANCANARO, L A; ZANCANARO,TML. A atuação dos intérpretes de LIBRAS com educandos surdos no ensino fundamental ,2016. Revista Educação Especial, v. 29 , n. 54 , p. 83-94. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/296685699\_A\_atuacao\_dos\_interpretes\_de \_Libras\_com\_educandos\_surdos\_no\_ensino\_fundamental >. Acesso em: 15/06/2016
ALVES, F S; CAMARGO,E.P. O atendimento educacional especializado e o ensino de física para pessoas surdas: uma abordagem qualitativa , 2013. Abakós, Belo Horizonte, v. 2, n. 1, p. 61-74, nov. 2013. Disponível em: < http://periodicos.pucminas.br/index.php/abakos/article/view/P.23169451.2013v2n1p61 >. Acesso em: 15/06/2016
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