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OS VISITANTES DA EXPOSIÇÃO DE CIÊNCIA ''COR DA LUZ" E SUAS IMPRESSÕES

Gabriela Fasolo Pivaro, Mauricio Urban Kleinke

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
23/01/2017
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Educação Não Formal
Tipo
Pôster

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Texto completo

## OS VISITANTES DA EXPOSIÇÃO DE CIÊNCIA 'COR DA LUZ' E SUAS IMPRESSÕES

## Gabriela Fasolo Pivaro , Maurício Urban Kleinke 1 2

1 UNICAMP, Instituto de Física, g081472@g.unicamp.br

2 UNICAMP, Instituto de Física, kleinke@ifi.unicamp.br

## Resumo

Museus de Ciências são, hoje, vistos como locais de divulgação científica com grande poder educacional. Voltamos nossa atenção à exposição de ciências 'Cor da Luz', exposta no Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Considerando que os visitantes são livres para fazerem suas próprias leituras daquilo que veem, aqui, buscamos identificar o perfil desse público e qual o seu nível de satisfação com cada estação da exposição. Para isso, aplicamos questionários anônimos feitos em escala Likert, onde, após uma análise estatística fatorial, identificamos quatro fatores que caracterizam o público visitante: 'Visão e biologia'; 'Luz e física'; 'Mágica e cor' e 'Ciência e cor'. Ao voltarmos a nossa atenção nas características dos fatores formados, encontramos que os visitantes tendem a dar preferência àquelas estações onde o assunto tratado é familiar e possui uma linguagem menos técnica e mais aproximável. Também afirmaram gostar e aprender mais nas estações onde indícios de interdisciplinaridade entre física e biologia eram mais presentes. Com isso, concluímos que, quanto mais os alunos conseguem se relacionar com o conteúdo visto, melhor se dará a transposição didática. Como esses visitantes são os mesmos estudantes dos espaços formais de ensino, podemos, também, relacionar esses resultados às escolas.

Palavras-chave : museu de ciência, exposição de ciência, transposição didática, ensino de óptica.

## Museus de Ciências

Segundo Valente, o museu caracteriza-se '[...] por ocupar um espaço, possuir uma coleção e estar aberto ao público, podendo pertencer tanto ao setor público quanto privado' (2003, p.21). Apesar de seu passado de apenas local expositivo de objetos, sem nenhum interesse em educar sobre aquilo que expõe, os museus de ciência, hoje, possuem um papel educacional crucial, onde apresentam as ideias por trás das peças. Os objetos são encarados como portadores de significados e representações sociais (CAZELLI et al , 2003; HOOPER-GREENHILL, 1999).

Desse modo, uma visita ao museu envolve diferentes etapas comunicativas. Levando em consideração que os objetos expostos são envoltos em significados, diferentes públicos apresentaram distintas interpretações da mesma exposição, pois os significados vêm de experiências pessoais de cada um, de acordo com Vygotsky (2001). Apesar da busca pelos museus para que os diversos semigrupos tenham o mesmo entendimento, os limites de interpretação de cada visitante não podem ser ignorados. O visitante deve ser considerado como livre para fazer as suas próprias leituras, produzir os seus significados e a experiência museal vai sendo construída '[...] a partir das diferentes perspectivas de ver os objetos das coleções integrados ao movimento da sociedade' (VALENTE, 2003, p. 22). Com isso em mente,

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23 a 27 de janeiro de 2017

podemos dizer que o museu tem um papel educativo, mas não podemos ter a pretensão de achar que todo visitante sairá da exposição com as mesmas ideias. Temos que ter consciência de que não há como garantir que todos os visitantes saiam do museu com as mesmas interpretações.

Uma visita a um museu de ciências contém especificidades. Diferentemente da escola - um espaço formal de ensino - uma visita ao museu possui um trajeto aberto. O visitante, por estar voluntariamente (em geral) indo às exposições, pode decidir onde parar e prestar mais atenção; pode escolher pular algumas partes que não lhe pareçam interessar; enfim, pode optar por como pretende gastar o tempo de sua visita. A questão da brevidade do tempo também é destacada, uma vez que são apenas poucos minutos concedidos aos visitantes em cada estação de uma exposição. Essas são partes essenciais que devem ser levadas em consideração, função dos curadores e mediadores, ao se pensar nas estratégias de comunicação pretendidas de se traçar com o público (MARANDINO, 2005 apud VAN-PRAET e POUCET, 1992).

## O Museu Exploratório de Ciências da UNICAMP

- O Museu Exploratório de Ciências (Mexpc) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) se localiza na cidade de Campinas, São Paulo. Iniciou suas atividades no ano de 2005, se definindo como um local de educação, lazer e acessibilidade social. Com um público alvo infanto-juvenil, o espaço do museu se divide entre diversas atividades e tem o seu período de visitação aberto de terçafeira a domingo (MUSEU, 2016).
- O Mexpc apresenta áreas externas (abertas, ao ar livre) e áreas internas de exposição. Nas áreas externas, temos o caminhão da Oficina Desafio e a praça Tempo Espaço. A Oficina Desafio é uma atividade que propõe um desafio para os visitantes -cuja solução depende de habilidades manuais -fornecendo equipamentos e insumos de uma oficina para os participantes desenvolverem possíveis soluções para o problema proposto. A praça Tempo Espaço apresenta uma série de experimentos interativos, bem como a observação geográfica em torno do Mexpc. Na praça os visitantes encontram bússolas, tanques de onda, pêndulos em escala humana, relógio solar e representações da Terra. Todas as estações externas são fortemente interativas, com a necessária participação dos visitantes.

As áreas internas são reservadas para exposições temporárias de distintas áreas de ciências. Atualmente as áreas internas abrigam a exposição 'Cor da Luz', a qual é o alvo da presente pesquisa, sendo apresentada na sequência.

## A Exposição 'Cor da Luz'

Como definido em seu site de divulgação: 'A exposição é uma viagem a um mundo de luzes e cores. Estes dois fenômenos e a relação entre eles é apresentada de maneira lúdica e divertida em dois ambientes, COR e LUZ. ' (COR DA LUZ, 2016). A exposição ocupa dois ambientes distintos: uma instalação sobre a cor (COR) e outra sobre a luz (LUZ), ambas formadas por um conjunto de estações. Ela busca propiciar uma visão desses conceitos a partir da imersão dos visitantes em uma visão interdisciplinar de física, biologia e neurociência. A COR ocupa um espaço físico maior e, geralmente, suas visitações se prolongam por mais tempo, em

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comparação com a LUZ. Antes de iniciarem as visitas pelas estações, os visitantes assistem a um vídeo sobre o funcionamento das células cones - responsáveis por transformarem a luz em sensação de cor - sendo esse vídeo importante para a compreensão dos fundamentos da COR. No ambiente da COR categorizamos seis estações para interação com os visitantes, sendo elas:

- 1. O modelo ampliado do olho: logo após a saída da área de projeção do vídeo, os visitantes se defrontam com um modelo em grande escala do olho (cerca de um metro de diâmetro), onde é possível ver a projeção de imagens na retina;
- 2. Sobre as misturas de cores (cones): estação que explica como o nosso cérebro lê a mistura de cores, utilizando para isso uma representação gráfica associada a três eixos (um para cada tipo de célula cone). Ainda na mesma estação temos as diferenças conceituais entre misturas de luzes (mistura aditiva) e de pigmentos (mistura subtrativa);
- 3. O olho dos seres vivos : conjunto de painéis que conta a evolução dos olhos e as diferenças entre os olhos e cones de diversas espécies de seres vivos;
- 4. Ilusões de óptica : conjunto de painéis que trazem diferentes ilusões de óptica, podendo ser manipulados pelos visitantes;
- 5. Sombras coloridas: uma estação formada por uma grande tela branca, em que são projetadas luzes de diferentes cores. Os visitantes podem se posicionar entre as fontes de luz e a tela, formando sombras coloridas;
- 6. Sala da Alice : sala com lâmpadas coloridas (azul, vermelha e verde), e ilustrações nas paredes desenhadas em cores diferentes (ciano, magenta e amarelo). Dependendo da lâmpada que estiver acesa, observam-se ilustrações distintas. O nome 'Alice' vem dos desenhos, que são baseados na famosa história de Lewis Carroll.

Já na LUZ, algumas estações estavam em manutenção no período de nossa pesquisa preliminar, e não foram consideradas. Caracterizamos, então, apenas as duas que se seguem:

- 7. Estação florescente/fosforescente : sala com diversos materiais florescentes e fosforescentes e luz negra, para que se possa ver a diferença entre esses dois tipos de materiais quando iluminados ou não;
- 8. Estação das Lâmpadas : estação que conta com a presença de distintas fontes de luz (lâmpadas incandescentes, fluorescentes, LED, lasers, etc) acompanhas de textos explicativos e gráficos de seus espectros.

A nossa nona estação é a junção de todos os jogos interativos, presentes tanto na COR quanto na LUZ.

- 9. Jogos interativos : jogos sobre os assuntos da exposição. Temos dois formatos de jogos na exposição: os jogos digitais e um jogo sobre alinhamento de um laser. Os jogos digitais são processos interativos onde os visitantes simulam alguns resultados da exposição.

A COR, apesar de não trabalhar com conceitos triviais, se apresenta com uma linguagem museológica mais acessível. O seu entendimento é baseado

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fortemente no empirismo, sendo visual e trazendo estações interativas. Além disso, os conceitos presentes são mais familiares aos visitantes. Tratam de mistura de cores e biologia do olho e da visão, e o que se apresenta como novidade são os entendimentos das células cone. Desse modo, as informações são fornecidas em uma linguagem discursiva, o que promove uma compreensão mais simples por parte dos visitantes.

A LUZ se constrói em torno de conhecimentos formais de física, sendo que uma melhor compreensão desse ambiente requer o domínio de conceitos físicos, tais como 'comprimento de onda', 'energia' e 'frequência'. As estações, nesse sentido, se afastam do público leigo, tornando-se menos interativas e mais analíticas. Nesse ponto temos uma contraposição entre duas visões museológicas: a COR se apresenta de forma mais concreta e palpável, enquanto a LUZ se apresenta de forma mais abstrata.

## Metodologia

Buscamos traçar o perfil dos visitantes no que se refere às suas impressões sobre a exposição. Para tanto, elaboramos um questionário anônimo com dois blocos de perguntas, um associado a gostar e outro a aprender. As respostas para perguntas são apresentadas em escala Likert de cinco pontos (entre não gostei/gostei muito ou não aprendi/aprendi muito ) sobre cada estação.

Esse questionário foi aplicado a 241 visitantes durante o período de 16 a 22 de maio de 2016 (14ª Semana Nacional de Museus), após o encerramento da visita à exposição. Além das respostas do questionário, os respondentes indicaram sua série escolar, sexo e idade. Os respondentes eram estudantes do ensino médio e fundamental que foram à exposição acompanhados por seus professores. Durante a visitação, os estudantes eram orientados por mediadores que interagiam com os mesmos, apresentando e complementando as informações fornecidas pelos murais, vídeos, objetos, etc.

As respostas do questionário foram analisadas utilizando análise fatorial, uma técnica estatística que permite obter o grau de satisfação e/ou interesse dos visitantes sobre o que aprenderam e/ou gostaram nos diferentes conjuntos de estações. Ao agrupar as sensações associadas às estações em conjuntos, podemos aprender sobre a percepção da exposição por parte dos visitantes.

Na análise fatorial, as variáveis observáveis (respostas do questionário) são distribuídas em um espaço n-dimensional, sendo calculados os eixos principais para cada dimensão, os quais passam a ser denominados fatores. Ainda sobre essa discussão, Laros observa que na análise fatorial 'um grande número de variáveis observadas pode ser explicado por um número menor de variáveis hipotéticas [...] também chamadas de fatores, [os quais] são combinações lineares de variáveis observadas' (LAROS, 2012, p. 164). Segundo Figueiredo (2010, p. 161) 'a principal função das diferentes técnicas de análise fatorial é reduzir uma grande quantidade de variáveis observadas em um número menor de fatores'. A análise fatorial foi realizada utilizando-se o software estatístico SAS 9.4.

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## Resultados

No quadro 1 apresentamos os resultados para a escolaridade (separamos em ensino fundamental e médio) e sexo (feminino e masculino) dos visitantes. Podemos perceber que há um equilibro dos visitantes, tanto em relação ao sexo quanto à escolaridade, uma vez que os percentuais são próximos.

Quadro 1

: número de visitantes em função da escolaridade e sexo

Foi criada uma planilha com as respostas dos 241 visitantes às 18 perguntas em escala Lickert (entre 1 e 5). Sobre essa planilha foi aplicada a análise fatorial. O software SAS utiliza como critério padrão para calcular o número de dimensões (fatores) a análise dos autovalores dos eixos. Para os nossos dados foram indicados 5 fatores. Porém o fator 5 era formado por apenas uma variável observável, de forma que optamos por trabalhar com quatro fatores, pois o número de fatores deve estabelecer uma relação entre a análise estatística e a capacidade de análise do modelo.

Os dados apresentados no Quadro 2 foram recalculados para quatro fatores, explicando a variância de 66% da amostra. Na última coluna do Quadro 2 é proposta uma variável hipotética, que de certa forma, interpreta o conjunto de variáveis observáveis. Para nossa pesquisa, a ordem dos fatores é associada ao número de visitantes que preferiu (gostou ou aprendeu) essas estações, sendo o fator 1 ( Visão e Biologia ) o mais atrativo para o maior número de visitantes e o fator 4 ( Ciência e Cor ) o menos atrativo.

As variáveis observáveis apresentam uma carga fatorial, a qual 'indica, em porcentagem, quanta covariância existe entre o fator e o item. O valor da carga fatorial varia entre -1,00 e +1,00, sendo que um valor de 0 indica a total ausência de covariância entre a variável e o fator' (LAROS, 2012, p. 185). Para o fator 1 os itens com maior relevância referem-se a gostar da estação do olho ampliado (carga fatorial de 0,807) e ter aprendido com essa observação (carga fatorial de 0,780). No caso do fator 4 a variável observável ' aprendi/sombra colorida' apresenta uma carga fatorial muito pequena, indicando uma baixa correlação com o eixo principal. Esse resultado indica dificuldades na compreensão do fenômeno associado às sombras coloridas.

O resultado estatístico apresenta todos as cargas fatoriais para todos os fatores, sendo o trabalho dos pesquisadores selecionar (a partir dos valores mais altos de carga fatorial) que estações compõe cada um dos fatores. Propusemos associar ao fator 1 a variável hipotética Visão e Biologia devido a maior presença de fundamentos de biologia, o que pode sugerir indícios de um olhar interdisciplinar para o fenômeno da visão. Dentre as cinco variáveis que compõe o fator, as duas primeiras se referem ao ' o modelo ampliado do olho ', e as seguintes aos ' olhos dos seres vivos '. A última variável que compões esse fator (' gostei / mistura de cores (cones) ' ) relaciona-se à maneira com que o cérebro recebe, processa e interpreta

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os sinais visuais como cores, o que reforça a presença de características biológicas nesse fator.

Quadro 2: Fatores e as variáveis observadas

O fator 2 foi nomeado Luz e Física, sendo o segundo de maior destaque pelo público, englobando todas as estações da LUZ e a estação dos jogos interativos. Como já mencionamos, para compreender essas estações é necessário um maior conhecimento de física, sugerindo que os visitantes que se interessam pelo fator 2 já possuem algum conhecimento ou interesse prévio nessa área.

Também constituem esse fator os ' jogos interativos '. Uma possível explicação para esse comportamento seria que os visitantes apresentam uma postura mais ativa nos jogos. Desse modo, justamente por essa estação bem como nas demais estações da LUZ promoverem uma maior reflexão sobre os conceitos científicos presentes, que elas se encontram juntas nesse fator.

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Mágica e Cor descreve as características do Fator 3, exclusivamente com variáveis do tipo gostar . Todas essas estações (sombras coloridas, ilusão de ótica e sala da Alice) iludem a percepção visual dos visitantes: seja pelas ilusões de óptica; na sala da Alice - onde as ilustrações nas paredes somem e reaparecem - ou ainda nas sombras coloridas. Como uma observação adicional, mencionamos que o número de registros de fotos realizadas nessa estação (sombras coloridas) pelos visitantes é maior que no restante da exposição.

A variável hipotética associada ao fator 4, Ciência e Cor , vem do fato dos visitantes afirmarem ter aprendido nas estações sobre cores. Assim, os visitantes desse grupo sugerem ter compreendido que as cores são sensações interpretadas pelo cérebro, e não uma característica absoluta de objetos e imagens.

## Nossas considerações

Uma maior presença de fundamentos biológicos é a principal característica do fator 1, o qual destaca-se por atrair o maior número de visitantes. Apresentamos duas hipóteses para explicar esse resultado: a) um possível maior interesse do público pela biologia do que pela física; ou b) a linguagem biológica é mais próxima da realidade dos visitantes. Existe uma preferência por estações nas quais o conteúdo é familiar, ou seja, onde existe um contato prévio com a temática. Conceitos de evolução e anatomia são abordados na escola nos anos do ensino fundamental, enquanto conceitos de física são mais explorados somente no nono ano. Essa diferença faz com que os alunos ingressem no ensino médio com uma base de fundamentos mais sólida em biologia do que em física.

As estações do fator 1 são as que apresentam a linguagem museológica mais acessível, prescindindo de conceitos técnicos como 'comprimento de onda', 'energia' e 'frequência' para sua compreensão, como se observa no fator 2.

Sobre os fatores 3 e 4 (Mágica e Cor e Ciência e Cor) observamos que tornar uma estação mais atrativa (os visitantes gostam) não implica diretamente em uma melhoria da transposição didática. Os visitantes afirmaram ter gostado das estações 'sala da Alice', 'ilusões de óptica' e 'sombras coloridas' no fator 3, porém as variáveis associadas ao aprendizado relativo à essas mesmas estações estão contidas apenas no fator 4, o fator com menor interesse para os visitantes.

Esses resultados não são apenas válidos para os espaços não formais de ensino, como também possuem potencialidades para serem aplicados em escolas, uma vez que os visitantes da exposição são alunos. Quanto mais os alunos conseguem se relacionar com o conteúdo visto, melhor se dará a transposição didática. Uma linguagem técnica e formal acaba afastando o interesse destes pela matéria, enquanto uma apresentação mais concreta do assunto (mais próxima do seu universo e relacionável) tende a atrair os alunos para a discussão.

## Referências

CAZELLI, S; MARANDINO, M; STUDART. Educação e comunicação em Museus de Ciência: aspectos históricos, pesquisa e prática. In: GOUVÊA, G; MARANDINO, M; LEAL, M. C. (Org.). Educação E Museu: A Construção Social Do Caráter Educativo Dos Museus De Ciência . Rio de Janeiro: Acess, 2003. p. 83-106.

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COR DA LUZ <http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2015/03/16/museu-deciencias-anuncia-exposicao-cor-da-luz-em-julho> Acessado em: 12/08/2016

HOOPER-GREENHILL, E. Education, communication and interpretation: towards a critical pedagogy in museums. The Educational Role of the Museum . Editora Routledge, p. 3-27, 2ed, 1999.

FIGUEIREDO FILHO, D.B.; SILVA JUNIOR, J.A. Visão além do alcance: uma introdução à análise fatorial. Opin. Publica , Campinas, v. 16, n. 1, p. 160-185, 2010

LAROS, J. A. O uso da Análise Fatorial: Algumas diretrizes para pesquisadores. In: Luiz Pasquali. (Org.). Análise Fatorial para pesquisadores. 1ed.Brasília: LabPAM Editora, 2012, v. 1, p. 141-160.

MARANDINO, M. Museus de Ciência como espaços de educação. In: FIGUEIREDO, B. G.; VIDAL, D. G. (Org.). Museus: dos gabinetes de curiosidade à museologia moderna . Brasília: Argvmentvm, 2005. p. 165-176.

MUSEU <https://www.mc.unicamp.br/index.php/museu> Acessado em: 18/08/2016

VALENTE, M. E. A conquista do caráter público do museu. In: GOUVÊA, G; MARANDINO, M; LEAL, M. C. (Org.). Educação E Museu: A Construção Social Do Caráter Educativo Dos Museus De Ciência . Rio de Janeiro: Acess, 2003. cap. 1, p. 21-46.

VAN-PRAET, M; POUCET, B. Les Musées, Lieux de Contre-éducation et de Partenariat Avec L'École, In: Education & Pédagogies - dés élèves au musée, No. 16 , Centre International D'ètudes Pédagogiques, 1992.

VYGOTSKY, L. S. A Construção do Pensamento e da Linguagem . São Paulo: Martins Fontes, 2001 .

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