UMA PROPOSTA DIDÁTICA DE ENSINO DE NANOCIÊNCIA E NANOTECNOLOGIA NO ENSINO MÉDIO USANDO O MÉTODO JIGSAW
José Donizete Ângelo Júnior, Fabiana Moraes Guiaro, Natália Araújo Costa, Beatriz S. C. Cortela
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 23/01/2017
- Linha de pesquisa
- O Ensino De Física Para A Graduação
- Tipo
- Pôster
Abrir o PDF original ↗ Baixar referência .bib Ver todos do SNEF 2017
Texto completo
## UMA PROPOSTA DIDÁTICA DE ENSINO DE NANOCIÊNCIA E NANOTECNOLOGIA NO ENSINO MÉDIO USANDO O MÉTODO JIGSAW
## José Donizete Ângelo Júnior , Fabiana Moraes Guiaro , Natália Araújo Costa , 1 2 3 Beatriz S. C. Cortela 4
- 1 UNESP, Licenciatura em Física, e-mail: josedajunior83@gmail.com
- 2 UNESP, Licenciatura em Física, e-mail: fahmg@hotmail.com
- 3 UNESP, Licenciatura em Física, e-mail: natalia\_a.c@hotmail.com
- 4 UNESP, Departamento de Educação, e-mail: biacortela@fc.unesp.br
## Resumo
Este trabalho é fruto de um planejamento de ensino desenvolvido na disciplina de Metodologia e Prática de Ensino de Física V, oferecida no 5º semestre de um curso de licenciatura em Física de uma universidade pública no ano de 2015. O trabalho teve início com um levantamento realizado nas últimas nove edições da Revista Brasileira de Ensino em Física. A partir de temas sugeridos pela docente responsável, foram realizadas pesquisas em artigos ligados à Física Moderna e Contemporânea, conforme proposta da disciplina. Posteriormente, foram elaborados seminários aos colegas licenciandos, expondo os resultados da pesquisa e dados gerais sobre a revista. Por fim, foi elaborada uma sequência didática que será aplicada em uma escola pública do estado de São Paulo, no segundo semestre de 2016, dentro de um projeto de extensão universitária. O artigo utilizado como base traz a aplicação do método Jigsaw para o ensino de Nanociêcia e Nanotecnologia para estudantes do ensino médio e é neste mesmo caminho que a sequência didática foi desenvolvida. Este tipo de trabalho prático-teórico também possibilitou aos licenciandos um contato com os procedimentos da pesquisa bibliográfica e sínteses a respeito de temas ligados ao ensino de Física Moderna e Contemporânea ampliando, assim, o processo de formação em relação aos saberes profissionais ligados ao ensino e à pesquisa em física, uma vez que propõem a aplicação prática de estudos desenvolvidos em sala de aula na educação básica.
Palavras-chave : Nanociência e Nanotecnologia, Método Jigsaw, Física Moderna e Contemporânea, Sequência Didática.
## Introdução
Neste trabalho são descritas as atividades que foram desenvolvidas em uma das disciplinas de um curso de licenciatura de Física de uma universidade pública: Metodologia e Prática de Ensino de Física V (MPEF-V), no ano de 2015. A proposta metodológica da docente responsável foi a de trabalhar de forma interdisciplinar, visando a não fragmentação do conhecimento, buscando integrar conteúdos que são desenvolvidos nas disciplinas de Física básica e de Laboratórios com vista ao seu ensino, mantidas as devidas adequações ao público alvo a ser atendido.
Esta disciplina está inserida em uma estrutura curricular que foge dos modelos formativos conhecidos por '3+1' ou '2+2', hegemônicos na área por muito tempo, mas que estão em processo de extinção, não somente em decorrência das legislações, como também de resultados de pesquisas na área de formação de professores, que indicam uma mudança de paradigma formativo, antes baseado na
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
racionalidade técnica, passando pela prática com vistas à racionalidade crítica (NARDI, CORTELA, 2015).
O curso possui um projeto pedagógico alicerçado na integração entre o conhecimento científico e seu ensino, levando em conta os conhecimentos filosóficos, históricos, psicológicos e pedagógicos que envolvem o ensino de Ciências e de Física (UNESP, 2015). Desde 2006, a estrutura curricular desta licenciatura foi organizada visando uma perspectiva integradora, de tal modo que as disciplinas didático-pedagógicas são oferecidas desde o primeiro semestre do curso, buscando articulares os conteúdos específicos (da Física e Educação), com vistas à transposição didática dos conteúdos para a Educação Básica. Como exemplo, no primeiro semestre do curso o conteúdo básico é Mecânica, desenvolvido em Física I, Laboratório de Física I e Metodologia e Prática do Ensino de Física I. Ou seja, os conceitos teóricos, a experimentação e análises de pesquisas que sugerem como estes podem ser ensinados, são desenvolvidos simultaneamente.
Baseado nas diretrizes curriculares (BRASIL, 2015) bem como na perspectiva crítico-reflexiva de formação docente, as disciplinas didáticopedagógicas introduzem discussões, apresentam o contexto teórico e estabelecem um vínculo com o desenvolvimento aplicado à realidade escolar e a prática de ensino, discutem as legislações vigentes, entre outros temas. O fato de que estas disciplinas, no curso em questão, serem ministradas por docentes formados em Física e com doutorado em Educação, favorece o preenchimento de lacunas conceituais relativas aos conteúdos específicos, algumas ainda perceptíveis nas sequências didáticas elaboradas pelos alunos ao final de cada uma delas.
As disciplinas de Metodologia e Prática de Ensino (I a V), que pertencem ao grupo das disciplinas integradoras, têm como conceitos-chave os seguintes temas: Mecânica, Termodinâmica, Eletromagnetismo, Ondas/Óptica; e Física Moderna e Contemporânea (FMC), respectivamente, e são desenvolvidas ao longo dos cinco primeiros semestres do curso.
Em relação à MPEF-V, disciplina em que foi elaborada a sequência aqui descrita, os temas abordados foram: retomada de leituras e discussões sobre as diferentes abordagens de ensino e seus modelos; o ensino de Física em espaços não formais; a questão da atualização curricular em relação à FMC; as tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e o ensino de Física; as pesquisas em ensino a transposição didática de conteúdos da FMC.
Considera-se como Física Moderna o conjunto de teorias desenvolvidas no início do século XX, principalmente a Mecânica Quântica e Teoria da Relatividade. Já a Física Contemporânea comporta estudos realizados a partir de meados do século XIX até atualidade (HALLIDAY; RESNICK; WALKER, 2009).
Terrazzan (1992) já apontava algumas dificuldades ao se inserir FMC no Ensino Médio (EM): escassez de conteúdos didáticos e suas complexidades; poucos docentes formados na área ensinando, ou seja, havia muitos professores com outras formações iniciais, principalmente matemática e química, lecionando Física; falta de domínio dos professores, mesmo daqueles formados na área; subestimação das capacidades dos estudantes; e também o fato de o assunto ser encarado por muitos professores como abstrato e inexequível. Acredita-se que muitos destes empecilhos ainda estão no ideário de muitos professores que atuam na educação básica.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Tendo em vista estas dificuldades e visando propiciar um maior contato dos licenciandos com a elaboração de trabalhos didáticos baseados em pesquisas, foi solicitado que os alunos, após levantamento realizado, desenvolvessem um trabalho de conclusão de disciplina voltado ao ensino de FMC para alunos do terceiro ano do EM.
Em um primeiro momento os dez licenciandos que cursaram a disciplina em 2015 formaram duplas de trabalhos. Cada uma delas ficou responsável pelo levantamento bibliográfico das últimas cinco edições de uma revista científica na área de Ensino em Física ou Ensino em Ciências, referências na área, buscando selecionar artigos que mais se adequavam à proposta da disciplina; apresentar, na forma de seminário, informações relativas à revista onde procederam a pesquisa, os artigos encontrados; síntese de um dos artigos; uma sequência didática, composta por oito aulas, incluindo um instrumento de avaliação, elaborada a partir dos estudos realizados e após contato com todos os trabalhos apresentados.
## Descrição do processo de seleção da amostra e elaboração da sequência didática
- O trabalho aqui descrito foi fundamentado em um levantamento bibliográfico realizado na Revista Brasileira de Ensino em Física , revista científica qualis A em ensino, com publicações trimestrais. Foram selecionadas as quatro edições entre os anos de 2013 e 2014 e a primeira edição de 2015. Com esta primeira delimitação, encontrou-se um total de 12 artigos que envolviam FMC. Iniciou-se o processo de leitura de seus resumos e, posteriormente, dos trabalhos completos. Depois, realizou-se outro filtro, selecionando aqueles artigos tratavam do tema no ensino médio. Apenas um artigo foi encontrado: 'Uso do método cooperativo de aprendizagem Jigsaw adaptado ao ensino de nanociência e nanotecnologia' (LEITE, et al., 2013).
A partir de estudos realizados durante a disciplina, dos trabalhos apresentados por colegas e da pesquisa realizada em artigos científicos, foi elaborada uma sequência didática, composta por oito aulas, e que foi apresentada na forma de seminário, numa regência simulada. Após correções e sugestões, esta proposta de trabalho será aplicada no segundo semestre de 2016 em uma sala de terceira série de EM de uma escola pertencente à rede pública estadual do interior de São Paulo, onde autores deste trabalho desenvolvem um projeto de extensão.
Apresentamos, a seguir, na forma de tópicos e ações, como as bases em que a sequência foi elaborada.
Quadro 1 : Tópicos da sequência didática
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
## Objetivos
Os principais objetivos desta sequência didática são: possibilitar aos alunos o contato com FMC através de uma atualização e aplicação da teoria (Nanociência e Nanotecnologia); despertar o interesse dos estudantes para o aprendizado de Ciências, especialmente a Física; apresentar a Nanoarte como forma de integração interdisciplinar entre Artes e Física; possibilitar discussões sobre fatores positivos e negativos da aplicação da Nanotecnologia na sociedade.
Quanto aos objetivos específicos, estes serão explicitados em cada uma das aulas e apresentados a seguir.
## Conteúdo programático e desenvolvimento das atividades
A sequência didática foi organizada na forma de minicursos a serem aplicados em oito aulas de 50 minutos cada uma.
Aula 1 -Abordagem sobre tamanho, como as coisas são medidas, exposição de equipamentos de medidas, medidas de objetos diferentes com um mesmo aparelho, introdução sobre a necessidade de diferentes unidades métricas para diferentes objetos, coisas, entre outros. Objetivo: apresentar aos alunos sobre diferentes escalas e instrumentos de medida, introduzindo-os ao universo nanométrico.
Aula 2 - Jogo didático contendo cartas com figuras dos objetos e cartas contendo escalas: os alunos serão divididos em grupos de cinco e jogarão na forma de 'jogo do mico', buscando formar pares entre cartas objeto-medidas. Objetivo: Reforçar, através de jogos didáticos, o tema abordado na aula 1, o que pode levar a um melhor aprendizado por parte dos alunos.
Aula 3 - Definições de Nanociência e Nanotecnologia (N&N), diferenças entre as duas, áreas de aplicações de N&N, exemplos de produtos e tecnologias disponíveis. Objetivo: conceituar e contextualizar o tema N&N, relacionando-o com a atualização da Física.
Aula 4 - Apresentação sobre manipulação de átomos para produção de novos materiais, aparelhos envolvidos no processo e mecanismo tecnológico e nanoarte. Objetivo: relacionar o tema N&N com sua aplicação prática, visando instigar a curiosidade e interesse dos alunos.
Aula 5 e 6 - Aplicação do Método Cooperativo de Aprendizagem Jigsaw. Trata-se da realização de atividades em grupos quatro elementos, em que cada integrante responde uma questão diferente de forma escrita e a discute com o grupo sua questão. Um segundo momento, os grupos são reconfigurados por assunto. As questões são novamente discutidas, agora com o novo grupo e a busca por um consenso entre as respostas é estabelecido. Finalmente, grupo inicial é retomado, e cada integrante expõe sua questão novamente e uma nova questão é entregue a
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
todos os grupos. Esta nova questão é discutida e respondida de forma escrita e será um dos instrumentos de avaliação
Aula 7 e 8 - Para finalizar o mini-curso serão apresentados trabalhos de nanoarte através de projeções de fotografias e serão entregues aos alunos uma folha com imagens de nanoestuturas para que cada um crie sua nanoarte. Este trabalho também será considerado como um instrumento de avaliação.
## Metodologia de Ensino
As sequências didáticas serão desenvolvidas na forma de minicursos, dentro do projeto de extensão universitária na escola estadual já descrita, etapa a ser realizada no segundo semestre de 2016, com aulas expositivas e dialogadas; discussão em grupo, jogos didáticos; aplicação do método Jigsaw por meio do questionário desenvolvido por Leite et al. (2003), como pode-se verificar no quadro 2. A ideia geral é a de utilizar um tipo de aprendizagem cooperativa como forma de se chegar à aprendizagem significativa (AUSEBEL, 1982).
As questões serão discutidas em três momentos, sendo estes:
Momento 1 - Serão formados grupos, chamados de base, com quantidade de quatro integrantes e cada elemento será responsável por um sub tópico, recebendo uma cópia do texto de apoio e uma questão para responder individualmente. Após esta etapa o aluno irá expor ao restante do grupo sua resposta. O tempo estimado para esta etapa é de 20 minutos.
Momento 2 - Os grupos são reconfigurados por sub tópicos, chamados grupos especialistas, sendo que os quatro integrantes deste novo grupo passam a discutir a mesma questão de forma mais aprofundada, buscando o consenso. Os integrantes reescrevem a nova resposta em suas folhas. Para esta etapa estima-se o tempo de 20 minutos
Momento 3 - Os grupos retomam a configuração do grupo base, porém, cada integrante reapresenta a questão discutida em seus grupos especialistas. Uma nova questão é entregue aos grupos, uma nova discussão é iniciada para uma conclusão final. Os grupos base transcrevem, em uma folha, as cinco respostas das questões que foram discutidas. O tempo estimado para esta etapa é de 30 minutos.
Quadro 2 - Questões com aplicação do método Jigsaw
Fonte: Leite et al. (2003, p. 4)
A disposição dos grupos pode ser visualizada na figura 1.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Figura 1 - Representação esquemática de atividade baseada no método cooperativo de aprendizagem Jigsaw .
<!-- image -->
Fonte: Fatareli et al. (2009, p. 2)
## Recursos de Ensino
Lousa, giz, baralho com imagens e grandezas, instrumentos de medidas, computador e projetor.
## Justificativas para escolha do tema
N&N é um tema contemporâneo da Física (MELO, PIMENTA; 2004), teve seu marco inicial pelos estudos de Richard Feynman, em 1959, e é pesquisado até a atualidade. Desta forma, entende-se que seja importante ensinar N&N no ensino médio, assim como outros temas contemporâneos apresentados por Ostemann, Ferreira e Cavalcante (1998). Esta atualização da Física, que antes poderia ser encarada pelos estudantes como teórica e desconexa com sua realidade, pode ser vista como um empreendimento humano e mais próximo de sua realidade. Além de iniciarem um contato com uma Física revolucionária, que mudou a ciência totalmente. Podendo, por consequência, atrair os jovens para carreira científica (OSTERMANN; FERREIRA; CAVALCANTI, 1998).
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) também trazem a importância da FMC para EM, tratando-a como indispensável para que o aluno possa adquirir um conhecimento mais abrangente que possibilite sua interação com a sociedade, tecnologias e novos materiais, bem como cristais líquidos, lasers, entre outros (BRASIL, 2002, p. 210).
Tais justificativas são ratificadas pelas orientações presentes no Caderno do Professor do Estado de São Paulo (São Paulo, 2009, p. 8), que sugere e sistematiza
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
os conteúdos a serem abordados, dentro do tema de FMC, tratando-o como os demais dentro da Física.
## Instrumentos e Critérios de Avaliação
Os instrumentos de avaliação adotados serão: um questionário, apresentado no quadro 2 e que, aplicado com método Jigsaw, possibilita avaliações processuais durante as discussões, bem como outra, posterior a realização do mini-curso; guias de observação das atividades em grupo e trabalho de nanoarte, entregue individualmente.
Serão adotados como critérios de avaliação: participação durante as atividades, discussões e entrega das respostas do questionário, pertinência das respostas com o tema proposto, entrega do trabalho de Nanoarte.
## Considerações finais
As etapas de elaboração, apresentação e correção da proposta de ensino foram executadas no segundo semestre de 2015. A terceira e quartas etapas, desenvolvimento em sala de aula e análises do processo, serão realizadas no segundo semestre de 2016, uma vez que é nele que são desenvolvidos estes conteúdos em turmas de 3ª série do EM. Como dito, esta sequência será trabalhada com os alunos em uma escola de tempo integral do interior paulista. Acredita-se que o método Jigsaw pode mostrar-se como uma alternativa para construção do conhecimento de forma não tradicional, possibilitando a discussão, o trabalho em grupo e argumentação, bem como uma alternativa de instrumento de avaliação, conforme observado no estudo de caso apresentado por Leite et al. (2003).
Os estudos, até o momento, possibilitaram o contato com trabalhos de pesquisa em ensino de Física para EM; compreender, a partir da prática, as dificuldades e desafios enfrentados pelos docentes ao proceder à elaboração de seus planos de trabalho; elaborar resumos, sistematizando leituras realizadas; organizar e apresentar seminários, num ensaio à regência.
Por fim, espera-se que este plano de ensino, após ser aplicado e revisado, possa servir de apoio à elaboração de outras sequências didáticas, abarcando novos temas; contribuir para uma prática a partir de resultados de pesquisas, em uma perspectiva reflexiva sobre a ação.
## Referências
AUSUBEL, D. P. A aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: Moraes, 1982.
BRASIL. (2002). Ministério da Educação. PCN+ Ensino Médio: Orientações Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias. Brasília.
FATARELI, E. F.; FERREIRA, L. N. A.; FERREIRA, J. Q.; QUEIROZ, S. L., Método Cooperativo de Aprendizagem Jigsaw no Ensino de Cinética Química. Revista Química Nova Escola , São Paulo, vol. 32, no. 3, 2010. Disponível em: < http://webeduc.mec.gov.br/portaldoprofessor/quimica/sbq/QNEsc32\_3/05-RSA-7309\_novo.pdf>. Acesso em: 30 de Out. de 2016.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J.. Fundamentos de Física : Óptica e Física moderna. Rio de Janeiro: LTC, 8ª. ed., v.4, 2009.
LEITE, I. S.; LOURENÇO, A. B.; LICIO, J. G.; HERNANDES, A. C. Uso do método cooperativo de aprendizagem Jigsaw adaptado ao ensino de nanociência e nanotecnologia. Revista Brasileira de Ensino em Física , Porto Alegre, vol. 35, no. 4, 2013.
MELO, C.P., PIMENTA, M., Nanociências e Nanotecnologia, Parcerias estratégicas,
Vol. 9, No. 18, 2004. Disponível em: <http://seer.cgee.org.br/index.php/parcerias\_estrategicas/article/viewFile/130/124>, Acesso em: 13 de Ago. de 2016.
NARDI, R; CORTELA, B.S.C. Formação inicial de professores de Física: novas diretrizes, antigas contradições. In: NARDI, R.; CORTELA, B.S.C. (Org.). Formação inicial de professores de Física em universidades públicas: estudos realizados a partir de recentes reestruturações curriculares . 1ed. São Paulo: Livraria da Física, 2015, p.7-46.
Projeto Pedagógico do Curso de Física: Modalidades em Licenciatura em Física e Física dos Materiais, Currículo 1605, UNESP, Bauru, 2014. Disponível em: < http://www.fc.unesp.br/Home/Departamentos/Fisica/fisica/projeto\_pededagogico\_21 \_junho\_2015\_com\_tcc.pdf>. Acesso: 01 de ago. 2016.
ORFESCU, C., NanoArt, Disponível em:<http://www.crisorfescu.com/nanoart.html>. Acesso em: 13 de ago. 2016.
OSTERMANN, F.; CAVALCANTI, C. J.H. Física moderna e contemporânea no ensino médio: elaboração de material didático, em forma de pôster, sobre partículas elementares e interações fundamentais. Caderno Brasileiro de Ensino de Física , Florianópolis, v. 16, n. 3, p. 267-286, jan. 1999. ISSN 2175-7941. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/fisica/article/view/6795>. Acesso em: 02 de ago. 2016.
OSTERMANN, F.; FERREIRA, L. M.; CAVALCANTI, C. J.H. Tópicos de Física Moderna e Contemporânea no Ensino Médio: um Texto para Professores sobre Supercondutividade. Revista Brasileira de Ensino em Física , Porto Alegre, vol. 20, n. 3, 1998.
OSTERMANN, F.; MOREIRA, M. A. Uma revisão bibliográfica sobre a área de pesquisa ''física moderna e contemporânea no ensino médio''. Investigações em Ensino de Ciências , v. 5, n. 1, mar. 2001.
REGIS, E. Nano: A Ciência Emergente da Nanotecnologia : refazendo o mundo molécula por molécula. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.
SÃO PAULO. Secretaria da Educação. Caderno do professor: física, ensino médio 3ª série. v.3, 2009.
SÃO PAULO. Secretaria da Educação. Currículo do Estado de São Paulo: Ciências da Natureza e suas tecnologias, 2010.
TERRAZZAN, E. A., A inserção da física moderna e contemporânea no ensino de Física na escola de 2º grau. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, Florianópolis, v. 9, n. 3, p. 209-214, jan. 1992. ISSN 2175-7941. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/fisica/article/view/7392/6785>. Acesso em: 02 de ago. 2016.
\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_\_
Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.