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PROPOSTA DE UTILIZAÇÃO DO FILME ''VELOZES E FURIOSOS 7" NA SALA DE AULA

Amanda Cristina Mendes, Alixandre E. S. Ramos, Camila Carolina C. Oliveira, Denilson B. Do Nascimento, Denis C. Monteiro, Erasto José Dos Santos, Geovanna D. D. Camargo, Lucas Wilian G. De Souza, Lui Gabriel R. Santos, Monique F. E Silva, Paula De Deus Vargas, Alessandra R. Arantes

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
23/01/2017
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## PROPOSTA DE UTILIZAÇÃO DO FILME 'VELOZES E FURIOSOS 7' NA SALA DE AULA

Alixandre E. S. Ramos , Amanda Cristina Mendes , Camila Carolina C. 1 2 Oliveira , Denilson B. do Nascimento , Denis C. Monteiro , Erasto José dos 3 4 5 Santos 6 , Geovanna D. D. Camargo 7 , Lucas Wilian G. de Souza , Lui Gabriel R. 8 Santos 9 , Monique F. e Silva 10 , Paula de Deus Vargas 11 , Alessandra R. Arantes 12

1 Universidade Federal de Uberlândia/Instituto de Física/ alixandreelsquel@yahoo.com.br,, 2 amanda.cristinamendes@hotmail.com, moreninha19941996@gmail.com, esmep3 4 denilson@hotmail.com, deniscandido@gmail.com, erastojs@gmail.com, 5 6 7 geecamargo5@gmail.com, lucasswill@gmail.com, luigabrielrs@gmail.com, 8 9 10 franca\_monique@outlook.com, 11 paulavrgs@hotmail.com, 12 ale.riposati@ufu.br

## Resumo

A utilização de filmes é uma estratégia didática que possui muito potencial no processo de ensino-aprendizagem de física, por aproximar a ciência de uma atividade prazerosa que faz parte do cotidiano dos estudantes. A indústria cinematográfica tem produzido muitos filmes com potencial para serem discutidos em aula de física, entretanto, é preciso que os estudantes desenvolvam uma interpretação crítica do ponto de vista físico daquilo que se está assistindo, sendo capazes de dizer onde começa e onde termina a ficção em cenas de saltos, batidas, corridas etc. Neste trabalho, sugerimos a utilização do filme 'Velozes e Furiosos 7', parte de uma franquia de grande sucesso entre os jovens, na aprendizagem de conceitos de mecânica. Destacamos cinco sequências do filme que são visualmente impressionantes e se prestam muito bem à discussão de temas como leis de Newton, movimento balístico, velocidade terminal, colisões e força centrífuga. Para cada uma dessas cenas, apresentamos algumas considerações qualitativas e quantitativas.

Palavras-chave : Ensino de Física, filmes, mecânica

## 1. Introdução

Produções audiovisuais fazem parte do lazer e da cultura da sociedade, representando o real e o irreal, estimulando a imaginação e a curiosidade. Segundo Alencar (2007), 'o cinema possibilita o encontro entre pessoas, amplia o mundo de cada um, mostra na tela o que é familiar e o que é desconhecido e estimula o aprender'. Desde a infância, o estudante de hoje tem se relacionado com o audiovisual de forma descontraída, lúdica e envolvente e, dessa forma, trazer o vídeo para dentro da sala de aula pode ser uma boa forma de motivar o estudante para a física, que costuma ser vista como uma disciplina muito abstrata e distante da realidade. Transpor essa sensação de entretenimento para uma aula pode ser de grande valia para o processo de ensino-aprendizagem.

Em contraste com o interesse que o cinema naturalmente desperta nos estudantes, um dos maiores desafios dos professores tem sido estimular o desejo de aprender determinado conteúdo ou assunto. Os novos hábitos da sociedade contemporânea, com a disseminação das tecnologias da informação e comunicação, têm mudado o cotidiano das salas de aula e pressionado as escolas por mudanças. As metodologias baseadas em memorização e mecanização não se harmonizam com as necessidades da sociedade moderna. O intenso tráfego de informações e conhecimentos exige que as escolas formem pessoas capazes de selecionar aquilo

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que é relevante ou não, de tomar decisões rápidas, de interagir com a informação. O professor moderno precisa agir como um orientador na aprendizagem, perdendo o arcaico papel de detentor do saber e passando a ser um mediador entre aluno e conhecimento (MORÁN; MASETTO; BEHRENS, 2008).

Infelizmente, a escola pública brasileira possui poucos recursos didáticos, humanos e econômicos, limitando a prática de atividades que proporcionem aprendizado e competências e, ademais, tem enfrentado muitos desafios para universalizar a educação. Dentre os poucos recursos disponíveis destacam-se o livro didático e o aparelho de vídeo. Este último é comumente subutilizado, apenas preenchendo a grade horária na ausência de um professor. Tal prática é um grande desperdício do potencial didático do vídeo na sala de aula, que pode ser utilizado como parte de uma estratégia pedagógica, como a literatura tem mostrado através de diversos trabalhos (MORÁN, 1995; PIASSI, 2013; FERNANDES e VIANNA, 2011; OLIVEIRA, 2006, 2012).

Dentro desse ponto de vista, para este trabalho foi selecionado o filme 'Velozes e Furiosos 7', sucesso de bilheteria. A escolha justifica-se pelo fato de ter sido o mais esperado da franquia devido à morte de um de seus protagonistas em um acidente de carro no período em que se realizavam as gravações. O filme mostra cenas de 'ação e velocidade', assunto recorrente entre os adolescentes.

O objetivo principal deste trabalho é apresentar algumas cenas do filme que possuem potencial para o ensino de física, em especial para o ensino de Mecânica. A utilização do filme proporciona ao estudante a possibilidade de ver, interpretar e discutir as cenas por meio de conceitos físicos, desenvolver a aprendizagem e o pensamento crítico por trás das cenas 'não reais'.

## 2. Cenas

## 2.1. Cena 1: Colisão frontal

No âmbito das indústrias de automóveis, estudos e investimentos em inovação na área de materiais têm sido realizados para permitir uma maior proteção aos passageiros; isso é tão evidente que vemos colisões nas quais carros são completamente destruídos e as pessoas sofrem apenas arranhões. Neste filme, há uma cena aos 30 minutos em que, depois de uma perseguição, dois carros colidem frontalmente (Figura 01).

Figura 01 : Imagem retirada do filme Velozes e Furiosos 7 que mostra o momento em que ocorre a colisão dos carros

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O estudo de colisões entre carros envolve as três leis de Newton e os tipos de colisões. A primeira lei é a da inércia e diz que todo corpo que está em movimento tem a tendência de permanecer em movimento, e todo corpo que está em repouso tem a tendência de permanecer em repouso e isso ocorre até que atue uma força contrária ao seu estado de equilíbrio. Abordando o assunto, o professor pode questionar aos alunos do porquê os carros ficarem em repouso após a colisão, já que eles estavam em movimento, e chamar a atenção para as energias presentes e a dissipação das mesmas no movimento. Além disso, muitas vezes não é óbvio para os estudantes que os carros exercem forças de igual intensidade um sobre o outro (terceira lei). Um assunto que pode também ser mencionado é o uso do cinto de segurança, que tem seu funcionamento baseado em aplicar no corpo uma força contrária ao movimento deste e impedir que ele continue com sua velocidade prévia no caso de uma frenagem brusca ou de uma eventual colisão.

Após trabalhar conceitos de inércia o professor poderá levantar questões envolvendo os acidentes de trânsito, e tratar conceitualmente dos tipos de colisões que podem ocorrer: elásticas e inelásticas. Ele pode também trabalhar a questão do impulso nesse tema. O impulso é calculado como sendo a multiplicação da força pelo intervalo de tempo em que atua e é igual à variação da quantidade de movimento (Q = mv). Logo, numa colisão, o carro vai de uma velocidade 'v' para zero em um intervalo de tempo muito curto. Quanto menor o tempo, maior a força que deve ser aplicada e vice-versa. Nisto vemos a aplicação da engenharia: fazer carros que se deformem mais facilmente, pois levarão mais tempo na deformação e a força sentida pelo passageiro será menor.

## 2.2. Cena 2: Carros e paraquedas, uma mistura que deu certo

Nessa cena, cinco carros saltam com paraquedas de um avião a mais de 3000 metros de altitude, com objetivo de pousar em uma estrada entre as montanhas, como relatam os produtores do filme em um vídeo (SALTANDO DO AVIÃO). Ela ocorre após aproximadamente 43 minutos de filme, quando a sirene vermelha soa e a porta de carga do avião é aberta. A Figura 02 mostra momentos antes de os carros pousarem no solo.

Figura 02 - Imagem retirada do filme Velozes e Furiosos 7 que mostra carros sobrevoando utilizando o para-quedas.

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Quando a queda livre começa, a velocidade do paraquedista aumenta progressivamente até atingir cerca de 240 km/h. É importante enfatizar que, desconsiderando a resistência do ar, a velocidade adquirida na queda aumenta

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indefinidamente e não depende da massa. Por se tratar de uma situação real, a resistência do ar não é desprezível e influencia na velocidade de queda. Os paraquedas são abertos quando a altitude chega a 1500 metros, após aproximadamente 45 segundos de queda livre. E é justamente assim que a cena é gravada.

Para que os carros não chegassem a velocidades muito grandes, miniparaquedas foram colocados e abertos assim que eles saem do avião cargueiro. Na edição, esses mini-paraquedas foram tirados para que não aparecessem no filme. Estes carros caem com movimento acelerado, em razão do peso de seus corpos ser maior que a resistência do ar. Essa aceleração existe até o momento em que a resistência do ar se iguale ao peso do carro. Quando o paraquedas é aberto, a resistência do ar aumenta ainda mais, diminuindo assim a velocidade do corpo.

Essa cena pode ser usada para trabalhar movimentos verticais na região da terra e comparar com movimentos em outros planetas que tenham a aceleração da gravidade diferente da gravidade terrestre. Pode-se ainda chamar a atenção para a resistência do ar e a velocidade limite em queda livre, ressaltando que a geometria e a massa do corpo são fundamentais para que saibamos sua velocidade terminal.

## 2.3. Cena 3: Efeitos da inércia na aceleração de um carro

Aproximadamente aos 52 minutos do filme, uma cena chama a atenção: Dominic Toretto (Vin Diesel) dirige um carro enquanto Megan (Nathalie Emmanuel) se equilibra sobre a parte dianteira do mesmo. O motorista quer resgatá-la em segurança e levá-la para dentro do carro enquanto dirige em alta velocidade, tendo como inconveniente um outro carro (sendo dirigido pelo vilão da trama) colidindo continuamente com a lateral de seu veículo. Numa manobra bem arriscada, Toretto acelera o carro fazendo com que Megan seja 'arremessada' para trás, parando em cima do carro e sendo resgatada pelo teto solar. A figura 3 mostra uma imagem da cena em que a personagem se encontra sobre o carro.

Figura 03: Imagem retirada do filme Velozes e Furiosos 7 que mostra a personagem Megan sobre o carro de Dominic Toretto.

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Quem já viajou dentro de um ônibus de pé e passou por uma curva sentiu na pele o que aconteceu com a personagem nesta cena de Velozes e Furiosos. O efeito é o mesmo, devido à chamada inércia, que é a tendência de um corpo de manter seu estado de repouso ou em movimento retilíneo uniforme. Sendo assim, enquanto o carro mantém uma velocidade aproximadamente constante e Megan se equilibra sobre a dianteira, ela se encontra em um estado de inercia. Quando o carro

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é acelerado e aumenta sua velocidade, o corpo de Megan tende a manter seu estado de movimento retilíneo uniforme permanecendo com a velocidade anterior, mais baixa que a nova. Assim, ela 'fica para trás' em relação ao carro, dando a impressão de que ela foi arremessada, como acontece na arrancada de um carro ou de um ônibus. Na partida brusca de um ônibus ou de um carro, temos a impressão de sermos empurrados para trás, assim como quando o mesmo faz uma curva temos a impressão de sermos jogados na direção oposta, mais precisamente na direção tangente à curva. Esses são efeitos da inércia presentes na vida cotidiana e vivenciados pela personagem do filme.

## 2.4. Cena 4: Pulando de um prédio para outro

Entre 1h 19min e 1h 22min do filme, ocorre uma outra cena interessante para ser tratada em uma aula de física. Esta é a cena em que Dominic Toretto e Brian O'Conner (Paul Walker) usam um carro do modelo Lykan Hypersport para pular de um prédio a outro em Dubai, como mostra a Figura 04.

Figura 04 - Imagem retirada do filme Velozes e Furiosos 7 que mostra o momento em que o carro salta de uma das torres.

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A cena foi filmada no complexo de arranha-céus chamado 'Etihad Towers.' A distância entre as torres é de aproximadamente 50 metros; cada andar tem cerca de três metros de altura e o carro parece cair dois andares enquanto voa de um prédio a outro, ou seja, uma distância vertical de 6 metros.

Um objeto próximo à superfície da Terra cai com a aceleração da gravidade, aproximadamente 10 m/s 2 . O carro, portanto, leva cerca de 1,1 segundos para cair os seis metros. Para que nesse mesmo tempo ele percorra a distância de 50 m entre as torres, precisa correr a cerca de 45 m/s ou 160 km/h.

Nesse caso, o carro em questão, um esportivo que vai de 0 a 100 km/h em três segundos, precisaria de pelo menos 105 metros de chão para realizar o salto. De acordo com o que é observado na cena, o carro utiliza um espaço de aceleração de cerca de 20 a 30 metros, o que não seria suficiente para alcançar a velocidade necessária.

Concluímos que a cena é apenas parcialmente verossímil. Dessa forma, o professor pode sugerir aos estudantes que a analisem e discutam se os produtores tiveram o cuidado de realizar a cena a partir dos pressupostos da dinâmica. Vale notar que desconsideramos o fato de que para sair e entrar dos prédios o carro precisa quebrar as janelas, feitas de vidros muito resistentes. Além disso, existe a chance de o carro colidir com a estrutura do prédio entre as janelas.

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## 2.5. Cena 5: Lei da inércia e força centrífuga

Depois de 1h 41min de filme, vemos uma cena intrigante que pode ser usada para trabalhar conceitualmente a primeira lei de Newton e a força centrífuga: dois carros estão girando lado a lado em alta velocidade, e uma mulher passa de um carro para o outro. A Figura 5 demonstra o momento descrito.

Figura 05 : Imagem retirada do filme Velozes e Furiosos 7 que mostra uma mulher passando de um carro a outro durante rotação.

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Essa cena poderia ser trabalhada pelo professor propondo aos alunos discussões acerca do movimento e se seria ou não possível na vida real. É interessante fomentar as discussões com algumas questões como: 'O que acontece com os passageiros de um carro quando o mesmo faz uma curva acentuada?' ou 'Se você saltar de um carro em movimento, o que acontece?' Vale salientar a importância de ouvir as respostas dos estudantes e, a partir destas, direcionar as discussões da cena do filme.

Primeiramente, deve-se explicar a relação do movimento com a força centrífuga. Ela aparece quando o carro faz uma curva e nos joga para o lado oposto. É uma força que atua sobre o objeto que está em movimento circular e aponta para fora da trajetória. Por conseguinte, é necessário falar da primeira lei de Newton.

Portanto, a cena dificilmente poderia acontecer na vida real, pois a mulher teria muita dificuldade de sair do carro devido à força centrífuga e, se conseguisse sair, sairia com uma velocidade no sentido do movimento do carro (como diz a lei de inércia) que era circular, sendo impossível caracterizar uma trajetória retilínea.

## 2.6. Outras cenas

Além das cenas mencionadas neste trabalho, há outros momentos do filme que poderiam se prestar bem como ilustrações na discussão de conceitos de física, como a cena que ocorre em torno de 14min na qual o agente Hobbs (Dwayne Johnson) é jogado para fora de um prédio junto com sua parceira Elena (Elsa Pataky) devido à explosão de uma bomba e os dois caem de uma altura grande.

Outra cena que seria interessante abordar acontece aos 56min, na qual Brian está em cima de um ônibus prestes a cair em um desfiladeiro. O ator corre por cima do ônibus enquanto este cai e agarra a traseira de um carro que está derrapando em alta velocidade.

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Depois de aproximadamente 2h, vemos um carro utilizar uma rampa para saltar e atingir um helicóptero em pleno voo. Como estas cenas descritas, existem outras que podem servir como recursos didáticos no ensino de física.

É importante notar que, ao trabalhar com filmes em sala de aula, o professor deve ter o papel de mediador, estimulando o levantamento de hipóteses, observação e explicações (AZEVEDO, 2006; ZÔMPERO e LABURÚ, 2011). Além disso, é recomendado que o professor também estimule os estudantes a redigirem suas conclusões, pois desse modo estará também colaborando com a escrita e formalização das ideias.

## 3. Considerações finais

Os filmes de ação são muito assistidos nos cinemas por suas cenas com alto grau de efeitos especiais e emoção. Essas cenas muitas vezes estão cheias de conceitos de física e até mesmo extrapolam estes conceitos; cenas de filmes podem ser usadas de forma didática para despertar o interesse e o aprendizado nos estudantes. No caso do filme 'Velozes e Furiosos 7', abordado neste trabalho, não é diferente; é possível mostrar e discutir com os estudantes diferentes situações no filme em que a física está presente.

Há várias cenas que podem ser alvo de análises (qualitativa e quantitativa, tendo a análise quantitativa um caráter ilustrativo, pois as medidas apresentadas neste artigo são aproximações) e discussões; entretanto, foram escolhidas as cenas mais impressionantes, cujo grau de ação conquista o telespectador por desafiar o senso comum.

As cenas escolhidas e apresentadas neste trabalho se mostraram ricas em conceitos físicos, como: as Leis de Newton, lançamento balístico, queda livre, movimento acelerado e retilíneo, força centrífuga, colisões elásticas e inelásticas, e quantidade de movimento. Dentro dos conceitos observados, é interessante trabalhar (formulando perguntas e fazendo comparações) e discutir com os estudantes onde começa e onde termina a ficção nas cenas de saltos, batidas, corridas etc., criando assim uma interpretação crítica do ponto de vista físico daquilo que se está assistindo.

## 4. Referências

ALENCAR, S.E.P; O cinema na sala de aula: uma aprendizagem dialógica da disciplina história. Dissertação de mestrado. Faculdade de Educação. Universidade Federal do Ceará, 2007

MORÁN, J.M., MASETTO, M.; BEHRENS, M; Novas tecnologias e mediação pedagógica . 14. ed. Campinas, SP: Papirus, 2008

MORÁN, J. O vídeo na sala de aula. Comunicação &amp; Educação , Brasil, v. 1, n. 2, 1995. Disponível em &lt;http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/comeduc/article/view/3927/3685&gt;. Acesso

em 04 jan. 2014

PIASSI, L. P. Clássicos do cinema nas aulas de ciências - A física em 2001: uma odisséia no espaço. Ciência &amp; Educação , Bauru, v. 19, n. 3, p. 517-534, 2013 .

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FERNANDES, S. S., VIANNA, D. M. "Da Arca de Noé à Enterprise": uma atividade investigativa envolvendo sistema métrico. A Física na Escola (Online), v. 12, p.01-04, 2011.

OLIVEIRA L. D. de. Aprendendo Física com o Homem-Aranha: Utilizando Cenas do Filme para Discutir Conceitos de Física no Ensino Médio. Física na Escola , v. 7, n. 2, 2006

OLIVEIRA, L. D. de. Titanic, Jack, Rose e o Princípio de Arquimedes. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, Florianópolis, v. 29, n. 2, p. 283-288, ago. 2012. ISSN 2175-7941.

SALTANDO DO AVIÃO. Velozes &amp; Furiosos 7 Making of Legendado em: &lt;http://www.adorocinema.com/filmes/filme-198750/trailer-19544185/&gt;. Acesso em 14 de jun. 2016.

AZEVEDO, M. C. P. S. Ensino por investigação: problematizando as atividades em sala de aula . In A. M. P. C. (Org.) Ensino de ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Thomson, 2006

ZÔMPERO, A. F.; LABURÚ, C. E. - Atividades Investigativas no Ensino de Ciências: Aspectos históricos e Diferentes Abordagem Revista Ensaio , Belo Horizonte, V.13, n.03, p.67-80, 2011.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.