A RELEVÂNCIA DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS COLABORATIVAS NO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO
Eloi Benicio De Melo Junior, Bruna Zaire SantAna, Darlan Castro Da Rocha, Divanir Ferreira De Aquino Junior, Lucas Santos Nobre, Marcelo Castanheira Da Silva.
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 23/01/2017
- Linha de pesquisa
- Ensino E Aprendizagem Em Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## A RELEVÂNCIA DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS COLABORATIVAS NO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO
Eloi Junior , Bruna Zaire , Darlan Rocha , Divanir Junior , Lucas Nobre , 1 2 3 4 5 Marcelo Castanheira da Silva 6
- 1 Universidade Federal do Acre/Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, eloi.junior.j@gmail.com
- 2 Universidade Federal do Acre/Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, bzairesanana@gmail.com
- 3 Universidade Federal do Acre/Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, Darlan.castro.rocha@gmail.com
- 4 Universidade Federal do Acre/Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, divanirokjesus@gmail.com
- 5 Universidade Federal do Acre/Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, lucas\_snobre@hotmail.com
- 6 Universidade Federal do Acre/Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, mar\_castanheira@yahoo.com.br
## Resumo
O projeto apresentado mostra as práticas experimentais realizadas na Escola Estadual de Ensino Médio Glória Perez, que se situa na capital do Acre, Rio Branco. Esses experimentos servem como base para o aprendizado dos conteúdos teóricos, pois com a observação, participação e prática dos experimentos, os alunos têm melhor compreensão do que é feito e como ocorrem os fenômenos físicos que geralmente são abordados apenas na teoria. As práticas realizadas foram 'o pêndulo de alumínio', 'o pente e o papel seda' e 'a caneta mágica', tais experimentos foram escolhidos pela facilidade de encontrar os materiais necessários e pela montagem simples. Neste trabalho foi comparado a dois métodos de ensino aprendizagem aplicados ao ensino de Física: o método tradicional e um método cooperativo e construtivista. Para isto, foi preciso que os alunos do 3º ano do ensino médio tivessem acesso ao conteúdo pelo método tradicional - aula expositiva e falada, para só depois serem levadas ao laboratório em grupos para terem acesso ao outro método de ensino baseado no conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) de Vygotsky.
Palavras-chave : Física, ensino, experimento, aprendizagem.
## Introdução
A Física é uma das disciplinas mais complexas do ensino médio, pois, a mesma requer abstração e um conhecimento matemático mais aguçado. No que se trata à aprendizagem de Física vemos que os alunos do ensino médio têm grandes dificuldades para abstrair e entender as equações, pois os mesmos tiveram uma base matemática precária nos anos anteriores.
Além das dificuldades enfrentadas pelos alunos, alguns métodos de ensino podem contribuir para uma maior rejeição da Física no ensino médio. A partir desta problemática nasceu a ideia de adaptar o conceito da Zona de Desenvolvimento Proximal de Lev Vygotsky ao ensino de Física do ensino médio.
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Em todos estes periódicos, o uso de montagens simples e de baixo custo tem sido uma tônica, contudo, quase sempre num modo verificacionista. Tais aparatos podem permitir o desenvolvimento de atividades experimentais simples que são importantes na formação dos conceitos científicos, desde que tratados com cuidado. Ao invés de uma abordagem ilustrativa, no qual os alunos não são convidados a participarem ativamente do processo, o mesmo aparato, utilizado de uma forma crítica, poderia gerar interessantes discussões em torno da Física envolvida. (AZEVEDO, 2009)
O objetivo deste trabalho é despertar o interesse pela Física por meio de uma metodologia prática que proporcione o protagonismo dos estudantes em seu próprio aprendizado, incentivando a curiosidade cientifica. Os conceitos foram trabalhados em aulas expositivas e posteriormente estudados em atividades experimentais. A metodologia utilizada nestas atividades experimentais favoreceu uma maior participação dos alunos e criou condições favoráveis ao desenvolvimento de um ambiente interativo.
## Metodologia:
Neste trabalho foram aplicados dois métodos de ensino aprendizagem aplicados ao ensino de Física: o método tradicional e um método cooperativo e construtivista de ensino de Física para o terceiro ano do ensino médio, aplicadas em quatro turmas da Escola Estadual de Ensino Médio Glória Perez no período de abril a julho de 2016. As turmas tiveram inicialmente uma abordagem dos conteúdos em aula expositiva onde foram trabalhados os conceitos teóricos e suas práticas, também de maneira expositiva, e em um segundo momento as turmas foram levadas ao laboratório e divididas em grupos onde foram orientados sobre as práticas. Para a realização dos experimentos foi utilizada a Zona de Desenvolvimento proximal (ZDP) e para isso, os estudantes foram divididos em grupos para utilizar o recurso de explorar a área de potencial cognitivo deles, com a orientação dos acadêmicos, e propiciando uma aprendizagem coletiva em que os alunos que já tinham uma facilidade maior puderam auxiliar aqueles que ainda apresentavam algumas dificuldades.
A atividade foi executada por cinco acadêmicos do curso de licenciatura em Física da Universidade Federal do Acre. Nessa atividade os alunos foram divididos em grupos e consistia na leitura da teoria, montagem e realização de experiências, depois respondiam algumas questões propostas. Os acadêmicos seguiram as orientações curriculares disponibilizadas pela Secretaria Estadual de Educação, bem como o planejamento bimestral do professor da escola com o fim de elaborar as atividades experimentais e realizar as atividades propostas.
Os experimentos escolhidos foram: o pêndulo de alumínio, o pente e o papel seda e a caneta mágica. Houve uma preocupação em trabalhar com materiais de fácil aquisição e de baixo custo, tendo em vista que a escola não oferecia estrutura e materiais, além do fato dos alunos não tinham recursos para aquisição de materiais mais sofisticados. O Quadro 1 descreve os experimentos realizados neste trabalho, especificando seus objetivos, materiais utilizados e instruções de montagem e execução.
## Quadro 1: Descrição das experiências realizadas
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A Figura 1 mostra fotos dos experimentos: pêndulo de alumínio (a), o pente e o papel seda (b) e a caneta mágica (c) que foram realizados pelos alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Glória Perez.
Figura 1: Fotos dos experimentos: o pêndulo de alumínio (a), o pente e o papel seda (b) e a caneta mágica (c), realizados pelos alunos da Escola Estadual de Ensino Médio Glória Perez.
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Em maio de 2016 os cinco acadêmicos do curso de licenciatura em Física iniciaram os trabalhos na Escola Estadual de Ensino Médio Glória Perez. Após realizarem uma análise no livro didático adotado pela escola, testaram a viabilidade dos alunos montarem e executarem os experimentos. As atividades experimentais foram elaboradas contendo uma breve explicação sobre os fenômenos estudados, instruções sobre a montagem e questionários englobando avaliações tanto do conteúdo específico como da didática da atividade. A primeira prática aplicada foi o pêndulo de alumínio, sendo realizada em dias diferentes. As turmas foram levadas ao laboratório e divididas em cinco grupos de oito pessoas, totalizando 40 alunos por turma. De Junho a Julho de 2016 os acadêmicos ministraram mais duas atividades experimentais na escola (o pente e o papel seda e a caneta mágica), seguindo o mesmo procedimento anterior. As práticas foram realizadas com quatro turmas.
## Resultados e discussões:
O Quadro 2 apresenta as perguntas dos questionários aplicados nos três experimentos.
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O Gráfico 1 mostra as respostas dadas pelos alunos no questionário do pêndulo de alumínio.
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Gráfico 1 : Respostas dos alunos no questionário referente ao pêndulo de alumínio.
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No experimento do pêndulo de alumínio (Gráfico 1) 75% dos alunos acertaram as questões PA1 e PA2, na questão PA3 70% dos alunos conseguiram descrever o que acontece quando aproximamos o tubo de caneta do papel alumínio, já na questão PA4 75% da turma conseguiram conciliar a teoria com a prática do experimento explicando o motivo da esfera de papel alumínio se aproximar do tubo da caneta. Na questão PA5 93% dos alunos tiveram opiniões positivas sobre o experimento e na questão PA6 91% acharam de grande importância à realização de experimentos nas aulas de Física para facilitar o entendimento da teoria.
O Gráfico 2 apresenta as respostas dos alunos no questionário do pente e o papel seda.
Respostas dos alunos no questionário referente ao pente e o papel
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Gráfico 2: seda.
Na experiência do pente e o papel seda (Gráfico 2) 70% dos alunos acertaram as questões PP1 e PP4, na questão PP3 75% dos alunos foram capazes de identificar o fenômeno físico que acontece quando aproximamos o pente eletrizado do papel seda. Na questão PP2 62% da turma conseguiram relacionar a
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teoria com a prática do experimento, visualizando a aplicação da série triboelétrica e explicando porque devemos utilizar um pente de material plástico nesse experimento. Na questão PP5 93% dos alunos tiveram opiniões positivas sobre o experimento e na questão PP6 90% julgaram essencial a realização de experimentos de Física para uma maior assimilação dos conteúdos trabalhados em sala, neste caso especifico o experimento auxiliou na melhor percepção da aplicação da série triboelétrica.
O Gráfico 3 mostra as respostas dos alunos no questionário da caneta mágica.
Gráfico 3 : Respostas dos alunos no questionário referente a caneta mágica.
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No experimento da caneta mágica (Gráfico 3) 58% dos alunos acertaram as questões CM2 e CM3, na questão CM1 80% dos alunos acertaram e relataram que já era mais simples visualizar a série triboelétrica e qual sua importância nos processos de eletrização, assim como também observaram com maior facilidade o processo de eletrização por atrito. 60% dos alunos acertaram a questão CM4 e souberam relacionar os conceitos vistos em sala sobre campo elétrico com o experimento realizado. Na questão CM5, apesar da dificuldade encontrada pelos alunos na montagem e execução do experimento, 90% dos alunos avaliaram positivamente o experimento e na questão CM6 95% acreditaram que os experimentos de Física contribuem para o aprendizado e incentivam a curiosidade cientifica.
Em cada experimento foi utilizado a metodologia de explorar a ZDP, tendo o cuidado de misturar os alunos de maneira que eles pudessem se ajudar e ter o auxílio dos acadêmicos, em cada grupo os alunos que se destacavam por ter facilidade deveriam ajudar os demais, de maneira a despertar o pensamento intuitivo do grupo e potencializando a área cognitiva deles. Essa pratica teve um reflexo nos resultados dos questionários e principalmente nas questões em que os estudantes tinham que relacionar os experimentos com os conceitos envolvidos no experimento e os conceitos trabalhados em sala de aula.
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## Conclusão:
Ao término das atividades propostas por este projeto, foi possível constatar que os alunos inclusos no processo de construção de conhecimento foram estimulados a atuarem como sujeitos ativos no processo educacional, isto é, deixaram de apenas reproduzirem os conteúdos programáticos e ficarem numa posição de apenas reproduzir os conteúdos. Com os resultados dos questionários percebemos a importância da aplicação de experimentos/oficinas de Física e de abordar novas metodologias que favoreçam o aprendizado individual e coletivo dos estudantes. O interesse dos alunos pela temática através do método adotado, onde os mesmos são protagonistas, aumenta notoriamente. Durante as oficinas, notou-se que os alunos ficaram fascinados pelos experimentos que eles ali fizeram, pois estavam colocando em prática a teoria estudada.
## Referências
SILVA, Claudio Xavier da; FILHO, Benigno Barreto. Física aula por aula : eletromagnetismo, ondulatória, Física moderna. 1. Ed. São Paulo: FTD, 2010.
STEFANOVITS, Angelo. Ser protagonista : Física, 3º ano ensino médio. 1. Ed. São Paulo: Edições SM, 2013.
VALADARES, Eduardo de Campos. Física mais que divertida : inventos eletrizantes baseados em materiais reciclados e de baixo custo. 2. Ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002.
HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física, volume 3 : mecânica. 8. Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
Fc UNESP experimentos de Física. Disponível em: http://formatacaoabnt.blogspot.com.br/2011/10/referencias.html, Acesso em: 12 de Jun. de 2016.
AZEVEDO, Hernani. et al. O uso do experimento no ensino da física: Tendências a partir do levantamento dos artigos em periódicos da área no Brasil . In: Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, 7. 2009, Florianópolis. Anais do Encontro Nacional de Pesquisadores em Educação em Ciências, 2009.
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