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Primeira Feira de Ciências da escola EEEFM São João Batista

Adriano Ricardo Trabach, Luiz Otávio Buffon, Marcelo Esteves Andrade, Tharcisio Bernardo Valli Nardoto

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
23/01/2017
Linha de pesquisa
Ensino E Aprendizagem Em Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## Primeira Feira de Ciências da escola EEEFM São João Batista Tharcisio Bernardo Valli Nardoto , Luiz Otávio Buffon , Marcelo Esteves 1 2 Andrade 3 , Adriano Ricardo Trabach 4

## Resumo

Esse artigo relata a experiência dos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID), alunos de Licenciatura em Física pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo - Campus Cariacica, no planejamento, construção e avaliação de uma Feira de Ciências escolar. O trabalho foi realizado em uma escola estadual situada no município de Cariacica-ES e consistiu em uma feira de ciências com experimentos de baixo custo. Este evento teve como objetivos principais despertar o interesse dos estudantes pela Física e incentivar o envolvimento com o trabalho científico criterioso, de modo a confrontar o conteúdo teórico das matérias estudadas durante o ano com uma prática experimental, possibilitando que os alunos pudessem analisar os fenômenos físicos acontecendo na prática.

Palavras-chave : Feira de Ciências; Prática Experimental; Fenômenos Físicos.

## Introdução

Segundo CARVALHO (2011), o ensino de física é tradicionalmente voltado para o acúmulo de informações e o desenvolvimento de habilidades operacionais. Com o objetivo de propor uma alternativa a esse modelo e motivar os alunos a ver a física na prática, além de apenas equações no quadro, interligando as equações dos modelos estudados teoricamente com a prática experimental, propomos uma atividade baseada no método da oficina experimental.

- O trabalho foi feito na Escola Estadual de Ensinos Fundamental e Médio 'São João Batista', situada no município de Cariacica, e teve como público alunos de uma turma do 2º e 3º ano do ensino médio.

## Metodologia

De acordo com MOREIRA (2002) a construção do conhecimento pelo aprendiz não é um processo linear, facilmente identificável. Ao contrário, é complexo, tortuoso, demorado, com avanços e retrocessos, continuidades e rupturas, desta as atividades propostas aos alunos devem levar em conta todo o processo, e não apenas o resultado final. Na Feira de Ciências que foi proposta,

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tentamos observar todo o processo de aprendizagem dos alunos e não apenas o resultado final.

- A Feira de Ciências foi constituída de 5 etapas.
- 1ª Etapa : Escolha dos experimentos por parte dos estudantes, mediante estar ligado a uma das áreas de estudo da série em que os mesmos se encontravam e sob orientação do professor e dos estagiários, a turma será dividida em grupos a escolha dos próprios alunos, mas no máximo 4 pessoas;
- 2ª Etapa : Preenchimento de uma 'Ficha de Inscrição'. Esta ficha foi exigida como meio de controle dos integrantes de cada grupo e dos trabalhos que cada equipe iria realizar, de modo a evitar repetições e trabalhos apresentados com foco diferente do desejado;
- 3ª Etapa : Estudo e Construção. Os alunos tiveram tempo em classe e fora da mesma para que construíssem os experimentos e recebessem orientação quanto ao que iriam apresentar. Cada grupo aproveitou de uma forma estas aulas, alguns deixando tudo para cima da hora, enquanto outros procuraram a cada aula tirar dúvidas e receber conselhos e dicas. Neste período, os estudantes confeccionaram folhetos explicativos sobre os experimentos para serem entregues aos visitantes da feira;
- 4ª Etapa : Apresentação prévia. Foi dado um tempo em torno de 5 (cinco) minutos para que cada grupo fizesse uma apresentação do experimento construído explicando o funcionamento e os fenômenos físicos implicados no mesmo. Apesar de ser avaliada a presença, onde uma falta sem justificativa poderia prejudicar a nota final do indivíduo, foram feitas numerosas observações pelo professor e pelos bolsistas do PIBID. Estas observações foram desde a postura ao se posicionar e ao falar com um interlocutor, até o domínio conceitual envolvido, possíveis erros e a melhor forma de explorar o experimento durante a apresentação.
- 5ª Etapa : Apresentação da versão final na feira de ciências e fechamento do processo de avaliação dos estudantes. Utilizando o espaço da quadra da escola, as equipes de estudantes se distribuíram de forma a ocupar os contornos do ambiente. As apresentações dos trabalhos foram assistidas pelos professores de outras séries, pelos bolsistas do PIBID que iriam realizar a avaliação e pelos outros alunos, principalmente os do ensino fundamental. Estes foram convidados num esquema de visitação organizado por séries.
- A avaliação dos estudantes foi realizada com base no preenchimento de uma ficha de avaliação construída a partir de (ZANDOMÊNICO, 2014), como exploraremos mais adiante.

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Figura 1: Experimento de ótica, ascender um fósforo com uma lâmpada cheia de água.

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Figura 2: Experimento de ondas, captação de som com uma caixa de fósforo e grafites, folhetos confeccionados pelos alunos.

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## Avaliação do momento pré-feira

Essa avaliação foi realizada na 4ª etapa onde foi feita uma apresentação prévia utilizando um tempo em torno de 5 (cinco) minutos para que cada grupo fizesse uma apresentação do que pesquisou, o professor avaliou cada apresentação como se fosse uma apresentação de trabalho comum, porém ela não teve peso na pontuação final dado a cada grupo, esse foi um tempo usado para avaliar a capacidade de cada grupo e fazer as devidas observações para melhoras que como já foi citado foram feitas muitas observações pelo professor e os bolsistas do PIBID.

Figura 3: Ficha de inscrição dos alunos para feira

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## Avaliação dos Estudantes durante a Feira

A tabela a seguir representa a ficha de avaliação construída a partir de (ZANDOMÊNICO,2014) dos estudantes que apresentaram a feira feita pelos bolsistas do PIBID contendo alguns critérios de avaliação como por exemplo a aparência do experimento, a funcionalidade, conceitos científicos apresentados pelos alunos, clareza na explicação dos experimentos dentre outros. No final da fixa existe um campo para 'extras' que correspondia ao conteúdo mostrado nos panfletos dos alunos trazendo algumas informações mais relevantes referente ao experimento, outro campo que destacamos é o concurso científico, onde foram escolhidos os melhores experimentos para receber um prêmio, os bolsistas do PIBID selecionavam aqueles experimentos que consideravam mais interessantes e se realizou um concurso para definir o projeto mais interessante.

Figura 4: ficha de avaliação dos alunos feito pelos bolsistas do PIBID

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## Avaliação da Feira pelos estudantes

Após a atividade foi entregue para cada aluno para que eles fizessem uma análise de sua experiência com a feira de ciências e que falassem sobre suas impressões em ter participado da feira, as perguntas foram escritas no quadro ou ditadas pelo professor, foram essas as perguntas:

O que você gostou muito na feira? Foi solicitado oralmente pelo professor que colocassem aqui aquilo que foi muito bom e que queriam que se repetisse em outras feiras de ciências. O que você gostou pouco na feira? Foi solicitado oralmente pelo professor elementos que foram bacanas, porém não foram os mais impressionantes em suas avaliações. O que você não gostou na feira? Foi solicitado oralmente pelo professor que dissessem aquilo que foi ruim e que gostariam que fosse mudado ou não tivesse numa outra feira. Em que a feira trouxe ganhos a você? Aqui eles manifestaram em que a feira os beneficiou com algum aprendizado ou com o desenvolvimento de competências. Abaixo segue um exemplo da folha de avaliação feita pelos estudantes:

Figura 5: Folha de avaliação de um dos alunos

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Figura 6: Folha de avaliação de um dos alunos

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## RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foi observado um grande empenho por parte dos alunos na realização da Feira de forma geral. A escola não realizava uma feira de ciências há muitos anos, então foi recebida com muita empolgação pelos alunos e também pelos professores que apesar do trabalho e do tempo gasto para a realização da feira o resultado foi gratificante.

## CONSIDERAÇÕES FINAIS

A realização de uma feira de ciências serve de grande proveito para os alunos pois além deles estarem revendo as matérias estudas a própria autonomia e independência que eles tiveram para realizar a montagem dos experimentos serviu de experiência para cada aluno de forma que ele se sinta mais confiante para realizar outras atividades que demandem mais maturidade e autonomia.

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## Referências

CARVALHO, A. M. P. As práticas experimentais no ensino de física . In: Ensino de Física. Coleção Ideias em ação . SÂO PAULO: CENGAGE, 2011.

MOREIRA, M. A. A teoria dos campos conceituais de Vergnaud, o ensino de ciências e a pesquisa nesta área . Investigações em Ensino de Ciências - V7(1), pp. 7-29, 2002.

ZANDOMÊNICO. João Maurício; Uma proposta de realização de uma feira científica de Física em uma Escola de Ensino Médio. Dissertação de Mestrado Profissional - Programa de Pós - Graduação em Ensino de Física, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2014.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.