A IMPORTÂNCIA DE UMA FEIRA DE CIÊNCIAS NO ENSINO DE FÍSICA
Vanuza Oliveira Louback Gonsaga, Marline De Sousa Oliveira, , Camila De Sousa Oliveira, , Doerte Chagas Cortês, Carlos Mergulhão Junior.
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 23/01/2017
- Linha de pesquisa
- Ensino E Aprendizagem Em Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## A IMPORTÂNCIA DE UMA FEIRA DE CIÊNCIAS NO ENSINO DE FÍSICA
## Vanuza Oliveira Louback Gonsaga
Universidade Federal de Rondônia,vanuzalouback@hotmail.com.br
## Marline de Sousa Oliveira
Universidade Federal de Rondônia, marlinesoliveira@gmail.com
## Camila de Sousa Oliveira
Universidade Federal de Rondônia, kamilasouza\_oliveira@hotmail.com
## Doerte Chagas Cortês
Professor de Física da Escola E. E.F.M. Marcos Bispo da Silva, bastoscortes@hotmail.com
## Carlos Mergulhão Junior
Professor do Departamento de Física da Fundação Universidade Federal de Rondônia - Unir pibid.fisica.jipa@gmail.com
## Resumo
Este trabalho traz relatos e observações sobre a importância da atividade de uma feira de ciências no ensino-aprendizagem de Física no contexto do ensino médio. Neste intuito, esse trabalho relata a utilidade da realização de feiras de ciências nas escolas quanto a sua eficácia, aprendizagem, motivação e interação. Para observamos isso, uma pesquisa foi realizada em uma escola de ensino fundamental e médio da cidade de Ji-paraná RO, através do subprojeto PIBID para averiguar a eficácia de uma feira de ciências na aprendizagem de física e na motivação dos envolvidos. Dentro deste contexto, esta pesquisa tinha como objetivo analisar o desenvolvimento de experimentos em física e sua contribuição no aprendizado de conceitos de Física dos alunos da escola através de numa feira de ciências, observar o desempenho dos bolsistas do projeto PIBID, analisar os benefícios, a motivação e a interação entre os envolvidos neste evento. Participaram dessa pesquisa, alunos da escola e bolsistas do PIBID, através de questionários aplicados, puderam destacar os pontos positivos e negativos da metodologia usada em experimentos e exposições através da feira de ciências. A partir dos resultados obtidos, pode-se verificar a eficácia do ensino de física através do desenvolvimento de pequenos projetos de experimentos de física e que esta metodologia trouxe aos alunos mais interesse pela matéria, mais diversidade na aprendizagem e mais interação entre alunos, enquanto que em relação aos bolsistas, a metodologia evidenciou o trabalho em equipe, e a troca de experiências.
Palavras-Chave: Experimentos Didáticos. Feira de Ciências. Ensino de Física.
## Introdução
Sabemos que são poucos alunos que gostam de estudar a disciplina de Física, os motivos são diversos, podemos destacar o fato deles não conseguirem entender os conceitos envolvidos, a dificuldade dos alunos em visualizar a aplicação da Física no dia a dia. Conforme LANGENDORF et al., (2015, p.6):
A disciplina de Física no ensino Médio é uma prática que deveria desenvolver no aluno o senso de curiosidade, pois a disciplina tem como fonte de estudo fenômenos que ocorrem no nosso cotidiano. Entender como um eclipse acontece tem suas explicações empíricas, porém a Física irá demonstrar e explicar cientificamente este fenômeno. Entretanto, não é isto que vem acontecendo no Ensino Médio, há uma dificuldade de contextualização entre os conteúdos ministrados pelo professor em sala de aula e os conhecimentos que os discentes já possuem na forma empírica, do cotidiano.
O construtivismo estabelece que a aprendizagem acontece através da construção de conhecimento mediante a interação entre o aprendiz e o objeto de aprendizagem. Nesta abordagem, o aluno aprende através de sua própria ação sobre o objeto de estudo, no caso, o experimento didático que traz subjacente um conceito físico. Nesta perspectiva piagetiana, a atividade experimental desenvolvida de forma apropriada é uma metodologia pedagógica bem relevante no ensino de Ciências em geral e, em particular, em Física (GASPAR, 2003 apud BATISTA; FUSINATO E BLINI, 2009).
Mezzari, Frota e Martins (2011) coloca que o trabalho por projeto no qual se insere uma feira de ciências favorece o aprendizado pois permite a interação dos alunos entre si, o desenvolvimento de experiências e de discussões dos resultados obtidos de forma colaborativa e reflexiva, tornando o aluno o próprio construtor de seu conhecimento. Tal interação entre os participantes da feira de ciências também é confirmada por outros autores (MANCUSO e MORAES, 2009 apud MEZZARI et. al., 2011).
Pensando nas dificuldades pelos estudantes ao aprender física, os bolsistas do PIBID, junto ao professor supervisor e os coordenadores do subprojeto PIBID Física de Ji-Paraná, tem buscado meios nos quais estas dificuldades venham ser minimizadas. Para isso utilizou-se o desenvolvimento de experimentos didáticos de baixo custo e exposição dos mesmos numa feira de ciências buscando assim uma forma de estimular estes alunos a serem mais participativos através de uma metodologia mais motivadora.
Dentro deste contexto, esta pesquisa que tem como objetivo fazer uma análise pedagógica de uma das ações do PIBID/Física que é o desenvolvimento de experimentos didáticos em Física e sua exposição coletiva através da realização da atividade de feira de ciências. Além de verificar a eficácia desta ação no aprendizado de temas de Física, também se pretende com esta pesquisa verificar se tal atividade provoca um aumento de motivação do estudante do ensino médio em estudar Física.
## Metodologia
Com o tema: 'Incentivando a criatividade dos alunos e a participação da família', foi realizada a terceira feira de ciências na escola, como ação do subprojeto PIBID Física/Ji-Paraná. Foi programada com um diferencial em relação as outras. Nesta feira os alunos das escolas puderam escolher seus próprios experimentos, enquanto nas feiras anteriores eram os bolsistas do PIBID que escolhiam, juntamente com os professores coordenadores do projeto. Durante a realização dos experimentos verificou-se que houve maior estímulo e isso fez com que os alunos estivessem mais motivados, sob orientação do bolsista e tendo o professor supervisor como orientador.
Os alunos formaram grupos de três a cinco componentes e escolheram seus temas. O supervisor distribuiu os grupos entre os 12 bolsistas do projeto PIBID, ficando em torno de dois a três grupos de estudantes das escolas por bolsista. Através de encontros programados o bolsista pode acompanhar e orientar seus grupos e no decorrer da montagem os alunos foram estudando e esclarecendo as suas dúvidas.
Foram apresentados na feira um total de 44 experimentos ao todo, com a participação aproximada de 300 alunos, professores da escola e do IFRO.
Os títulos dos 44 experimentos apresentados na referida feira são: Aerobarco; Ar condicionado caseiro; Areia que tem medo de agua; Associação de espelhos planos; Associação de resistores; A vela que que levanta a água; Barco movido a vapor; Bateria de latinha; Bobina de tesla; Cabo de guerra elétrico; Comboio de pilhas; Caminhão de controle remoto; Caneca assustadora; Canhão magnético caseiro; Cone antigravidade; Densidade em liquido; Disparador de elétron; Foguete caseiro; Fonte de Heron; Gerador de energia-bicicleta; Gerador de energia caseiro; Havercraft e o atrito; Ilusão óptica; Labirinto elétrico; Lâmpada caseira; Máquina de choque caseira; Metais que gritam; Microscópio caseiro; Mini usina termoelétrica-energia renovável; Motor térmico; Nuvem na garrafa; Ovo na garrafa; Pêndulo fantasma; Ponte hidráulica; Projetor caseiro; Robô guindaste; Submarino na garrafa; Telepatia dos palitos; Termelétrica a vapor; Tocando música através de ondas eletromagnéticas; Tornado de fogo; Tornado luminoso; Usina eólica - torre Eiffel; Vendo a própria voz.
Para a elaboração do trabalho foi aplicado um questionário nas seguintes turmas: 3º ano A, 2º ano A e B, e 1º ano A. Também foi elaborado um questionário para os bolsistas do projeto PIBID que orientaram os estudantes na realização dos experimentos. Todos estes questionários foram analisados pelos autores deste trabalho.
## Resultados e discussões
Foram analisados 92 questionários respondidos pelos alunos da escola. Os resultados obtidos estão colocados e discutidos nesta seção.
Quando perguntados se eles gostaram de participar da feira de ciências, 89 disseram que sim. Eles gostam de participar das feiras, para eles são eventos diferentes, que tornam a aprendizagem mais divertida, pois é através da prática que se consegue aprender melhor os conceitos envolvidos e destacam também o desenvolvimento e desempenho dos grupos, que traz contribuição no interesse pela matéria de física.
Dentre as respostas dos alunos, nota-se a evidencia da importância das feiras na escola, pois os alunos ao participarem das feiras aprendem muito, se esforçam, pesquisam e percebem que são capazes de fazer o melhor para apresentar ao público, e que neste evento puderam aprender várias coisas ao mesmo tempo e a se comunicar melhor entre eles e os seus colegas. Todavia, poucos alunos não perceberam tais pontos positivos e se preocuparam apenas em competirem entre si sem se importarem com o aprendizado.
A pergunta seguinte foi: Vocês acham que as feiras motivam os alunos a gostarem da matéria de Física? Sete não responderam, dois responderam
que não, 83 alunos responderam que sim e destacaram que a feira de ciências sai da rotina, que na prática a Física se torna mais divertida e mais interessante, segundo algumas respostas.
Quanto ao aprendizado, 83 alunos dizem que sim, as feiras motivam os alunos porque eles saem da rotina do dia a dia e destacam que ela torna a aprendizagem mais interessante e facilitam a aprendizagem de física, sete alunos não opinaram e dois disseram que a matéria de física é a pior matéria que existe, e ela é uma dor de cabeça, simbolizando assim a dificuldade de aprendizado, isso talvez esteja relacionado ao fato destes alunos não se interessarem pelo conteúdo que se aprende em física ou não conseguirem entender.
A pergunta seguinte teve interesse em saber se os alunos participaram de todo o processo, desde a escolha dos experimentos até a apresentação. Do total, 90 alunos responderam que participaram de todo o processo e somente dois disseram que não participaram de todo o processo.
Na pergunta: O que motivou vocês na escolha do experimento? 35 alunos disseram porque era simples, curioso e dinâmico; 13 responderam que participaram porque era interessante; dez disseram que foi por falta de opção; seis disseram que foi a curiosidade e a vontade de adquirir conhecimento; quatro afirmaram que era diferente; quatro responderam que queriam aprender como funciona as usinas; três escolheram o experimento pelo efeito visual; três disseram que escolheram pelo desafio e diversão; três por ser feito de um material alternativo; dois por ser um experimento interativo (para dar oportunidades do visitante interagir); um respondeu dizendo ter escolhido para ganhar boa nota; um por ser bonito; um por ser reciclável e um escolheu pela estética. Os demais não responderam.
Como pode se observar na resposta dos alunos, há uma grande variedade nos motivos da escolha do experimento, uns escolheram por curiosidade e pela dinâmica do experimento ou pela simplicidade, talvez por acharem mais fácil o manuseio e diferente, outros escolheram por achar interessante, estes quem sabe deram mais importância a aplicação pratica do experimento, há aqueles que fizeram a escolha baseados na vontade de aprender sobre o conceito que envolvia o experimento, os demais foram por motivos como: efeito visual que também é importante na hora da exposição, diversão, interação, desafio, e conhecimento em uma área especifica como as usinas.
Foi de interesse saber se os alunos encontraram dificuldades durante a realização dos experimentos, se foi na parte da montagem, durante o aprendizado dos conceitos ou no momento da explicação do experimento. Do total, 42 alunos responderam que tiveram dificuldades na montagem dos experimentos; 34 acharam que foi muito difícil aprender e explicar os conceitos de Física envolvidos; 12 disseram que não encontraram nenhuma dificuldade e quatro tiveram dificuldade em conseguir os materiais.
Na questão relacionada a montagem do experimento e aprendizagem dos conceitos envolvidos a maioria teve dificuldade, uma boa quantidade teve dificuldade em aprender os conceitos, e os demais em conseguir os materiais, no entanto 12 alunos disseram não encontrar nenhuma dificuldade.
Na pergunta seguinte: Vocês acham que vale a pena todo o esforço e empenho que é necessário para que ocorra a feira? 89 alunos responderam que sim, justificando que a prática favorece a aprendizagem de novos assuntos, que uni os estudantes num mesmo objetivo, torna a aprendizagem mais interessante despertando o interesse do aluno pelos temas de física.
Apenas três disseram que não vale o esforço justificando que é muito tempo gasto sem nenhum reconhecimento.
Em relação ao esforço e empenho necessários para realizar uma feira, 89 alunos disseram que sim vale o esforço, justificando que aprendem coisas novas, a feira une mais a escola, a alegria ao chegar no final e ver tudo pronto para a exposição e que elas despertam o interesse dos alunos, apenas três, acham que é muito tempo envolvido.
Quando perguntados que sugestões dariam para melhorar as próximas feiras de ciências, os alunos responderam que as sugestões de melhorar a organização e o espaço, que a feira deveria ser mais divulgada com a participação mais ativa dos professores e familiares e ainda que os participantes deveriam votar na escolha dos melhores experimentos.
Os alunos também deram suas sugestões para melhorar as próximas feiras que porventura virão. Destacando os seguintes pontos: a organização que pode ser melhorada principalmente o que se refere ao espaço e iluminação. Destacaram também a alternativa de conseguir patrocínio, visto que nem a escola e nem o projeto PIBID poderão patrocinar, ficando a despesa por conta dos alunos. Comentam sobre a repetição dos experimentos, sugerindo que nas próximas feiras sejam todos diferentes das anteriores. Falaram que o evento deve ser mais divulgado para que a sociedade; Pais e professores tenha maior participação. E gostariam de dar oportunidade para a população votar na escolha dos melhores experimentos.
A pergunta seguinte foi: Em relação às feiras anteriores onde os bolsistas e professores decidiram os experimentos que iriam para a exposição e nesta feira onde vocês próprios alunos escolheram os experimentos. O que vocês acharam melhor, escolher ou deixar os bolsistas e professores escolherem? Do total, de 92 alunos, 59 acharam que eles deveriam sim escolher os experimentos com a justificativa de que esta escolha propicia ao aluno a oportunidade de escolher aquele experimento que mais gosta ou que é mais fácil e prático.
Porém, 12 alunos disseram que o conhecimento dos professores e bolsistas vai ajudar a escolher melhor, três disseram que os bolsistas e professores devem escolher para aumentar o desafio; três disseram que devem escolher juntos; dois não opinaram.
Foi perguntado aos alunos se eles acharam que essa feira foi mais atraente e melhor programada. 68 alunos responderam que sim, que as experiências com as feiras anteriores ajudaram a programar melhor essa e que foram melhor acompanhados pelos bolsistas, tiveram mais tempo de estudar e montar os experimentos e a feira foi mais divulgada. Dez alunos não haviam participado das outras, nove acharam as feiras anteriores melhores justificando que esta foi mudada a data várias vezes e cinco não quiseram opinar por estarem indecisos.
Na pergunta: Vocês acham que o experimento sendo visível e muitas vezes palpável, ajudam os alunos a visualizarem melhor os conceitos que estudam em sala de aula? 88 estudantes disseram que sim justificando que a teoria e a prática devem andar juntas, dois alunos responderam que não, porém não quiseram justificar. Somente dois alunos não responderam.
Quando analisada as respostas desta questão, percebe-se que a maioria dos estudantes acham que os conceitos aprendidos em sala de aula devem ser trazidos para a pratica, com certeza melhora a fixação do conteúdo.
Na pergunta: Se depender de vocês para realizar outra feira no próximo ano, vocês a fariam? 91 disseram que gostariam sim de ajudar a organizar a próxima feira e apenas um aluno disse que não iria participar da próxima feira.
Foi perguntado aos alunos se a feira de ciências incentivou os mesmos a fazerem um curso de Física. 67 disseram que não, nove disseram que a feira incentivou sim, e 16 alunos não responderam.
E por último perguntou-se aos alunos: Mesmo sem influência da feira você tem interesse em fazer um curso de Física. Como resposta, 67 alunos disseram que não gostariam de fazer Física, dentre as justificativas, alguns alegaram que a Física é muito difícil. 14 disseram que sim e 11 alunos estavam indecisos ou não quiseram responder.
Quando a resposta está relacionada a seguir carreira na formação de física, percebe-se que a visão dos alunos não mudou muito nos últimos anos, eles continuam tendo, dificuldades em relação aos conceitos de física dizendo que é muito difícil, e por mais que as feiras, os experimentos práticos sejam aplicados, ainda há uma certa rejeição quanto a disciplina, como se pode observar nas respostas dos alunos.
Tendo feito a análise das respostas dos alunos, agora será discorrido relatos dos bolsistas do subprojeto PIBID/Física após a realização da feira, dos 12 bolsistas que participaram da feira, sete responderam os questionários. A seguir estão os relatos dos bolsistas sobre o que acharam da feira:
- (i) 'A feira contribuiu muito para a aprendizagem do aluno, tanto no trabalho em equipe, como nos conceitos envolvidos e nos experimentos. '
- (ii) 'A feira foi um evento de extrema importância para aquisição de conhecimento e experiência. '
- (iii) 'Para a próxima versão do evento, seria importante selecionar com os alunos, os temas de forma antecipada e fazê-los pesquisar detalhes dos experimentos para desenvolverem de forma concisa a montagem dos projetos, facilitando assim as demonstrações e exposição dos temas na feira'.
- (iv) 'Com relação a feira achei tudo muito bom, a organização, as apresentações dos alunos e a interação de aluno e professor 'bolsista'. O mais importante foi que os experimentos foram escolhidos pelos alunos da escola, os alunos pesquisaram os conceitos que ocorria nos experimentos e se mostraram bem interessados e motivados. '
- (v) 'Foi legal ver que muitos alunos se esforçaram bastante para ir bem na feira, muitos se interessaram em aprender, isso eu acho que é muito bom para eles, pois é mais conhecimento entrando em suas mentes. '
- (vi) 'A feira ao meu ver não é só o momento em que os alunos apresentam seus experimentos e procuram ser os melhores para ganhar um prêmio. Acredito que ela acontece desde o dia que os grupos começam a procurar seu experimento até depois do dia da apresentação com a troca de experiência que tiveram durante a feira. E ela também deve ser voltada a sociedade mostrando o aprendizado dos alunos. '
- (vii) 'Acho importante a divulgação da feira na sociedade, é onde os pais e familiares tem a oportunidade de conhecer o trabalho dos professores, acadêmicos do projeto e acompanhar a aprendizagem de seus filhos vendo o seu esforço e dedicação. '
Os pontos positivos e negativos em relação a feira também foram analisados. Foi pedido aos bolsistas que falassem sobre pontos positivos e negativos em relação a feira. Assim seguem alguns relatos de pontos positivos:
- (i) 'A feira é uma oportunidade de aprendizagem e interação, é onde nós acadêmicos e bolsistas do projeto temos o privilégio de desempenhar esse papel e colocar em prática alguns conceitos tanto físicos como de relacionamento. Acho que o fato de vários grupos se reunirem em alguns encontros possibilita essa interação e convívio, onde opiniões são colocadas e discutidas, podemos citar também o empenho dos bolsistas e de alguns alunos durante a realização da feira. '
- (ii) 'Ambiente limpo, decorado e organizado por categorias, um tempo suficiente para a organização, a disposição de alguns alunos, fizeram uma boa apresentação, se esforçaram bastante, boas explicações e bons experimentos, excelente oportunidade a todos, tanto os alunos quanto para nós do Projeto PIBID. '
Dentre os pontos negativos alguns bolsistas disseram o seguinte:
- (i) 'Durante a feira percebemos alguns experimentos repetidos ou muito parecidos, acho que para o próximo ano poderiam organizar para ninguém ficar com experimento parecido com o do outro e também acredito que isto dificultou para o avaliador e também houve falhas de vários experimentos que não funcionaram na hora da apresentação. '
- (ii) 'Gostaria de ressaltar a distância entre os pavilhões, poderia haver uma forma de diminuir, assim os experimentos se tornariam mais acessível para todos, até para os visitantes, a chuva também atrapalhou bastante porque muitos experimentos que estavam ao ar livre tiveram que ser recolhidos e colocados em salas improvisadas e isso tumultuou bastante. '
Em relação às respostas dos bolsistas, destaca-se a importância da aquisição do conhecimento, o trabalho em equipe, a troca de experiências, o interesse e motivação e a importância de os pais conhecerem o trabalho dos professores junto a seus filhos.
Foram destacados também alguns pontos positivos e negativos, que serão destacados a seguir: Em relação aos pontos positivos, as feiras de ciências tem sido uma oportunidade de acadêmicos do subprojeto PIBID e
alunos da escola desenvolverem juntos um trabalho, onde há vários encontros e experiências são trocadas, principalmente no fato de se relacionarem, onde há interação, convívio e troca de ideias. Em relação aos pontos negativos foi indicada a necessidade de aprimoramento na escolha dos experimentos, na montagem e na organização do espaço de apresentação ao público.
Por fim, outro ponto negativo foi que a feira envolveu uma premiação que pode implicar numa competição, e isto foi observado entre alguns alunos. Assim, em futuras feiras de ciência, seria melhor fomentar a colaboração ao invés da competição entre os estudantes da escola.
## Considerações finais
De forma geral, como visto, o principal objetivo foi atingido, a educação de ciências entre os estudantes teve avanço na Feira da Escola. Ou seja, objetivos esses, que são o aprendizado de crianças, jovens e adultos de maneira lúdica e experimental, utilizando os conceitos adquiridos e experiências próprias de cada estudante do ensino médio através da construção e apresentação de experimentos de forma interativa e dinâmica.
- O evento teve a participação de comunidade em geral, alunos da escola e acadêmicos da Universidade Federal de Rondônia, bem como seus devidos professores e coordenadores do projeto PIBID que puderam durante esse momento interagir de forma única: analisar, funcionar e obter os resultados de experimentos que demonstraram a natureza dos conceitos físicos do nosso cotidiano.
Apesar de alguns pontos negativos, foi visto o quanto é importante atividades deste tipo para os alunos, pois os mesmos são incentivados a vivenciar na prática conceitos que são abordados em sala de aula.
Por fim, foram destacados neste evento a importância da aquisição do conhecimento que a feira de ciências propicia, o trabalho em equipe, a troca de experiências entre os participantes, o aumento no interesse e motivação dos alunos em aprender física e a importância da comunidade em conhecer o que está sendo estudado em Física na escola do ensino médio.
## Referências
BATISTA, Michel Corci M; FUSINATO, Polônia Altoé; BLINI, Ricardo Brugnolle. Reflexões sobre a importância da experimentação no ensino de física. Acta Scientiarum. Human and Social Sciences . Maringá, v. 31, n. 1, p. 43-49, 2009.
LANGENDORF, Cristina Rodrigues, et al. Projeto fisicando: a física do dia a dia. Porteiras Unipampa , São Gabriel, RS, Brasil 2015. Recuperado de http://porteiras.s.unipampa.edu.br/pibid/files/2015/07/Cristina-Rodrigues Langendorf.pdf.
MEZZARI, Susana., FROTA, Paulo Rômulo de Oliveira, MARTINS, Miriam da Conceição, Feiras Multidisciplinares e o Ensino de Ciências, Revista Electrónica de Investigación y Docencia (REID) , Número Monográfico. Outubro, 2011, p.107-119.
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