VIDEOARTE: UM OBJETO DE APRENDIZAGEM PARA INVESTIGAR O CONCEITO DE TEMPO EM ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO.
Davilson Limberg, Maria Beatriz Fagundes
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 25/01/2017
- Linha de pesquisa
- Cultura, Linguagem E Cognição No Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## VIDEOARTE: UM OBJETO DE APRENDIZAGEM PARA INVESTIGAR O CONCEITO DE TEMPO EM ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO.
## Davilson Limberg 1 , Maria Beatriz Fagundes 2
1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo/Diretoria de Educação a Distância/São Paulo, davilsonlimberg@ifsp.edu.br
2 Universidade Federal do ABC/Centro de Ciências Naturais e Humanas/Santo André, mbfagundes@ufabc.edu.br
## Resumo
A abordagem da noção de tempo a partir de diferentes linguagens artísticas, mediatizadas pelas tecnologias educacionais, tem potencial para estimular os alunos para a aprendizagem da física. A proposta deste trabalho foi elaborar e desenvolver no ambiente virtual de aprendizagem (AVA)-Moodle uma atividade de ensino relacionada ao conceito de tempo envolvendo diferentes materiais e linguagens. A partir desses pressupostos criamos um espaço virtual de aprendizagem, integrando elementos para fomentar a curiosidade, a autonomia, o senso crítico e colaborativo dos estudantes e também mapeamos e analisamos as concepções dos estudantes sobre o conceito de tempo. Os dados foram coletados a partir de diferentes atividades relacionadas à linguagem artística da 'dança' e realizadas pelos alunos no próprio AVA-Moodle. A análise de dados fundamentou-se nos pressupostos da pesquisa qualitativa, no referencial epistemológico de Gaston Bachelard e na leitura de Martins. Com base na análise das manifestações dos estudantes pudemos mapear suas concepções e observar sua dispersão ao longo de um perfil epistemológico composto por diferentes regiões, desde aquelas mais próximas de um realismo imediato até as mais próximas do conhecimento físico. Buscamos mostrar que as tecnologias educacionais associadas à abordagem cultural da ciência têm grande potencial no contexto do ensino de Física, seja para problematizar e promover reflexões sobre o conceito de tempo, seja para mapear concepções que podem constituir-se em obstáculos epistemológicos que bloqueiam a aprendizagem desse conceito no contexto da FMC.
Palavras-chave : ensino de física, ambiente virtual de aprendizagem, física, cultural, conceito de tempo.
## Justificativa e objetivos
O presente trabalho é parte de uma dissertação de mestrado que buscou investigar e mapear concepções de estudantes do Ensino Médio sobre o conceito de tempo. Para isso foi desenvolvida e realizada uma experiência didática na qual os estudantes são instigados a pensar sobre esse conceito a partir do contato com diferentes materiais e linguagens: textos, imagens estáticas e em movimento (vídeo), música e dança.
No âmbito do presente trabalho propomos apresentar e discutir alguns resultados dessa pesquisa, em particular aqueles que dizem respeito à linguagem corporal e artística da dança, materializadas na forma de uma vídeodança intitulada 'Tempo Relativo' e disponível no endereço eletrônico <https://youtu.be/C70WA1TAARg> acesso em agosto de 2016.
'O intuito da criação da videodança foi potencializar elementos motivacionais que podem facilitar a aprendizagem de conteúdos da Física Moderna, em particular,
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23 a 27 de janeiro de 2017
considerando a imaginação como componente essencial do conhecimento científico.' (LIMBERG, GONÇALVES, MARQUES, 2015, p.143).
A videodança faz parte do rol das atividades de uma das cinco aulas que compõem a experiência didática. Para a construção desta atividade elaboramos um objeto de aprendizagem (OA) buscando apresentar uma leitura artística do Paradoxo dos Gêmeos. Um mapa das atividades referentes ao objeto de aprendizagem é apresentado no quadro 1.
Quadro1 : Mapa de atividades
A atividade tem o propósito de motivar a construção de relações entre Artes e Ciências, mediatizada pela videodança, de forma a proporcionar uma experiência criativa e uma interpretação mais ampla do conceito de tempo, pois 'a confluência entre Ciências e Artes; Física e Dança, permite o diálogo entre duas culturas valorizando o desenvolvimento da criatividade, sensibilidade, estética artística, importantíssimos na prática educativa.' (LIMBERG, FAGUNDES, 2015, p.5)
Nesse contexto, o vídeo pode desempenhar um importante papel no processo de ensino e aprendizagem, pois é um recurso audiovisual com grande potencial para provocar emoções e sensações (FERRÉS, 1996), aspectos relevantes em uma prática educativa alinhada à formação humanista do estudante.
Em particular no contexto da proposta didática 'a videoarte tem como objetivo fornecer possibilidades para a inserção da física moderna no Ensino Médio, integrando as diferentes dimensões: cognitiva, estética, cultural, social, semiótica e lúdica, ao processo de ensino e aprendizagem.'(ROCHA e FAGUNDES, 2013, p.7).
No contexto do ambiente virtual de aprendizagem, a tarefa possibilitou a elaboração de atividades a partir da inserção e interpretação de múltiplas linguagens: texto, imagem, vídeo, áudio, o que contribuiu para o processo de aprendizagem e para construir novos significados para o conceito de tempo. Na figura 1 apresentamos um recorte de tela da Tarefa: 'Dança do Universo' como proposto aos estudantes.
Figura 1: Tarefa Dança do Universo
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- O fórum, outro recurso do ambiente virtual de aprendizagem, permitiu aos alunos se manifestarem sobre os textos lidos e, além disso, os mesmos puderam conhecer os comentários de outros colegas de curso, em um processo de construção de um diálogo crítico que favorece o exercício da gestão de novos saberes. Na figura 2 apresentamos um recorte de tela do Fórum: 'Dança e a Teoria Relatividade' proposto aos participantes do curso para interação e a construção coletiva do conhecimento.
Figura 2: Fórum Dança e Teoria da Relatividade
## A pesquisa
As manifestações dos estudantes registradas no âmbito da tarefa e do fórum possibilitou traçar um perfil das concepções a respeito do conceito de tempo. A base teórica a partir da qual buscamos classificar e analisar as concepções dos estudantes sobre o conceito de tempo está fundamentada em Gaston Bachelard.
A construção da noção de perfil epistemológico na obra 'A Filosofia do Não' fundamentou o trabalho de Martins (2004) sobre um perfil epistemológico para o conceito de tempo. Esse trabalho, intitulado 'Concepções de estudantes acerca do conceito de tempo: uma análise à luz da epistemologia de Gaston Bachelard", juntamente com a mencionada obra de Bachelard são os principais fundamentos teóricos da presente pesquisa.
Para Martins (2004) no Realismo Ingênuo o tempo é carregado de aspectos egocêntricos. A ideia de tempo incorpora interpretações do 'animismo', isto é, existe a necessidade de uma 'alma humana' para perceber a passagem tempo.
- O Empirismo é a segunda escola filosófica proposta por Martins (2004) na sua análise das concepções de tempo. Para essa escola, o tempo homogêneo é representado por uma quantidade mensurável que pode ser determinada por instrumentos de medida. A homogeneização, linearidade e continuidade do tempo caracterizada pelos dispositivos de medição permitem que seja atribuído ao tempo propriedades características de processos de medição.
No Racionalismo Tradicional - terceira escola para Martins (2004) - o tempo é uma variável matemática no domínio das equações da mecânica clássica e, assim, é absoluto.
Martins (2004) descreve o Surracionalismo próxima zona do seu perfil unindo duas escolas filosóficas bachelardianas: racionalismo completo e o dialético. A primeira convergindo na Teoria da Relatividade, aqui a noção de tempo manifesta no contexto da física moderna e a segunda escola centrada na Termodinâmica e a Mecânica Estatística.
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Nesta linha de pesquisa, Souza e Zanetic (2005, p.8) destacam ainda que a noção de perfil epistemológico pode ser uma ferramenta útil quando entendida no sentido de que uma mesma pessoa manifesta diferentes modos de pensar quando se deparar com algum conceito científico. Alinhados com esses autores, defendemos que a interpretação do perfil dos estudantes sobre um determinado conceito pode auxiliar na compreensão de suas concepções e na construção de atividades que fomentem a sua evolução.
## Metodologia
A coleta de dados foi realizada a partir da observação participante, isto é, observação assíncrona do pesquisador, na condição de tutor do desenvolvimento do curso, dos registros das interações no AVA-Moodle. A observação participante é definida por Bogdan e Biklen (1994, p.16) como uma atividade em que 'o investigado introduz-se no mundo das pessoas que pretende estudar, tenta conhecê-las, dar-se a conhecer e ganhar sua confiança, elaborando um registro escrito e sistemático de tudo que ouve e observa'.
As ferramentas do AVA-Moodle - fórum e tarefa - propiciaram o registro das respostas fornecidas pelos estudantes nas atividades propostas. As manifestações dos estudantes foram organizadas e, posteriormente, classificadas de acordo com as categorias cunhadas no âmbito da análise.
A amostra da pesquisa é composta de treze estudantes do Ensino Médio de seis escolas públicas (IFSP, E.E. Profa. Augusta do Amaral Peçanha, E.E. Araci Zebral Teixeira, Instituto Educacional Santa Joana D'Arc, ETEC Albert Einstein, E.E. Zilda Graça Martins de Oliveira) de três cidades de São Paulo (São Paulo, Piracaia, Guarulhos).
## Categorias de análise
Para análise dos dados relativos às atividades: ' Dança e o Paradoxo dos Gêmeos', utilizamos um sistema de categoria que tem como base as zonas do perfil proposta por Martins (2007). Assim, as manifestações dos estudantes sobre o conceito de tempo foram associadas a dez categorias: 'ocupações/atividades', 'relógio/unidades', 'clima/temperatura', 'transformações/vida', 'idade/crescimento/envelhecimento', 'sensação da passagem do tempo', 'passado, presente e futuro', 'história memória', 'aspectos ontológicos', 'tempo físicos'. Em seguida, apresentamos nossa leitura das dez categorias.
## Ocupações/atividades
Na primeira categoria o tempo está vinculado à ação de um indivíduo, isto é, há uma duração ou um período necessário para realização de tarefas ou atividades pessoais genéricas. O tempo está associado à ação de um indivíduo para a realização de atividades pessoais.
## Relógio/unidades
Na segunda categoria o tempo está associado à sua medição, referenciada na ideia do relógio. Além de aparelhos de mediação são mencionados os meses, dias, horas, minutos, segundos. A imagem do relógio apresenta-se com destaque nesta categoria.
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## Clima/temperatura
Na terceira categoria há uma equivalência entre tempo e clima. A ideia de tempo está associada à temperatura, calor, mudanças climáticas.
## Transformações/vida
A quarta categoria incorpora interpretações do tempo como duração ou período para acontecimentos de uma forma geral, o tempo está relacionado à vida de um modo universal, e não vinculado à vida particular de um sujeito. Percebe-se uma correspondência implícita com a maior duração do tempo do que aqueles (também implícita) da primeira categoria.
## Crescimento/envelhecimento/morte
A quinta categoria estabelece uma associação entre nascimento, crescimento, envelhecimento, morte com a noção de tempo. O crescimento, a passagem dos anos, o envelhecimento culminado com a morte mostram uma relação com a ideia de tempo.
## Sensação da passagem do tempo
A sexta categoria mostra relação com a ideia de um 'tempo psicológico', os sujeitos apresentam uma percepção inconstante da passagem do tempo. A sensação que o sujeito tem da passagem do tempo é 'relativa', isto é, uma percepção desigual da experiência do tempo.
Esta categoria também está respaldada na pesquisa de Souza (2014), a noção tempo é idealizada pela existência de um ser humano, parece que existe um tempo particular com uma finalidade e utilidade específica. No entanto, também se aproxima do 'animismo', embora não haja uma atribuição direta de características humanas ao tempo, já que, 'não se trata de atribuir vida ao tempo, mas de vincular sua realidade ontológica a um espírito que o perceba e marque. ' (Martins, 2007).
## Passado, presente e futuro
Na sétima categoria pode ser relacionada à citação da sucessão de forma explícita ou implícita dos termos: 'passado, presente e futuro', dissociada de qualquer acontecimento ou evento.
## História memória
Na oitava categoria há uma valorização do passado, apresentando uma conexão entre tempo e história e também entre tempo e memória.
## Aspectos ontológicos
Na nona categoria o tempo é descrito de forma explícita como algo infinito e irreversível. Esta concepção está também fundamentada na pesquisa de Souza (2014), a noção de tempo apresenta características de algo linear e homogêneo, isto é, um fluxo constante, contínuo e com direção definida, lembrando bastante à metáfora: 'um rio que passa'.
## Tempo físico
Para contemplar outras manifestações relacionadas à concepção de tempo, foi cunhada uma nova categoria sobre a noção de tempo. Nesta categoria a noção de tempo contém aspectos relacionados à física clássica e também à física moderna.
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## Análise das concepções no contexto da atividade
Os discursos dos participantes do curso nesta atividade foram categorizados em cinco categorias, as manifestações de maior relevância em cada categoria serão apresentadas a seguir:
## Categoria 1 - Ocupações/atividades
- O Aluno 06 relaciona a ideia de tempo com a atividade de dançar, conforme o trecho em destaque: ' Movimento porque é justamente o que as mulheres fazem, elas se movimentam no espaço. Viagem porque apesar de ser uma dança , também é uma viagem , pois cada da mulher viaja em seu tempo, no seu espaço tempo. (Aluno 06, grifo nosso)
Categoria 5 - Crescimento/envelhecimento/morte
- O Aluno 10 associa a noção de tempo com o envelhecimento dos personagens (gêmeas) e a simbologia do envelhecimento apresentada na deterioração das flores na videoarte, de acordo com o fragmento: 'Além disso, o vídeo nos oferece detalhes dessa passagem de tempo, representado pelo processo de decomposição das flores e a diferença de estaturas das personagens durante o reencontro (uma aparentemente idosa ). ' (Aluno 10, grifo nosso)
Categoria 6 - Sensação da passagem do tempo
- O Aluno 08 apresenta uma perspectiva desigual para ideia da passagem do tempo, de acordo, com extrato em destaque: '[...] duas mulheres têm percepções de tempo diferentes por conta da diferença de velocidade em suas danças, para uma o tempo passa mais rápido em relação à outra. ' (Aluno 08, grifo nosso)
## Categoria 9 - Aspectos ontológicos
- O Aluno 12 relaciona a noção de tempo com a ideia de um fluxo constante e continuo remetendo a imagem da metáfora 'um rio que passa'. Segundo o trecho em destaque:
Que o tempo flui diferente para cada um de nós, permitindo uma concepção de tempo diferente de cada um, principalmente se retratarmos sobre o paradoxo de gêmeos, que o conceito de tempo flui diferente para os dois irmãos, se um deles estiver em uma viagem frequente com uma velocidade próxima da velocidade da Luz, permitindo a dúvida persistente se um irmão está mais novo ou mais velho que o outro.' (Aluno12, grifo nosso)
## Categoria 10 - Tempo físico
- O Aluno 02 apresenta uma noção de tempo que mencionam elementos da física moderna, conforme, o fragmento indicado em seguida:
Podemos relacionar isso com o Paradoxo dos Gêmeos . A dançarina que dançava acelerada representaria o gêmeo da Terra e a dançarina que estava suave seria o gêmeo que está viajando, porque o tempo para o gêmeo viajante passaria mais devagar em relação ao gêmeo da Terra que ficaria velho mais rapidamente. (Aluno 02, grifo nosso)
Os Alunos 03, 04, 11, 13 não apresentaram contribuições e discussões na atividade, portanto não possuímos indicadores para classificá-los em alguma categoria. No quadro 2 apresentamos as concepções dos participantes relacionadas ao conceito de tempo e classificadas de acordo com as categorias de análise.
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Quadro 2: Categorização do conceito de tempo
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## Conclusões
As manifestações dos estudantes relacionadas às categorias "crescimento/envelhecimento/morte', 'sensação da passagem do tempo' podem apresentar elementos que se aproximam da zona do perfil epistemológico denominado de Realismo Ingênuo. As noções categorizadas de 'aspectos da física' os participantes mencionam alguns elementos da física moderna que podem sugerir concepções próximas a zona do Surracionalismo.
Com base na análise podemos inferir que as analogias e imagens relacionadas à linguagem da 'dança' contempladas ao longo da experiência didática também estimularam o emergir de manifestações que contém indícios da presença de obstáculos epistemológicos de diversas naturezas. Um especial destaque é dado para a imagem do Paradoxo dos Gêmeos na qual a noção de tempo aparece materializada na ideia de envelhecer, noção essa que pode representar um obstáculo para a compreensão do conceito físico de tempo.
Os resultados da pesquisa indicam que a referência ao conceito de tempo a partir linguagens da 'dança' potencializa a emersão e a tomada de consciência de um 'conflito' entre as diversas concepções relacionadas ao conceito de tempo e de que diferentes concepções - mais ou menos elaboradas - podem coexistir, inclusive com aquelas mais desejadas no contexto das aulas de Física.
O mapeamento das concepções dos estudantes a partir de sua dispersão em um amplo espectro epistemológico e o conhecimento da amplitude desse espectro podem ser o ponto de partida para o desenvolvimento de atividades e estratégias didáticas que visem à reestruturação do conhecimento de um domínio mais particular (o da cultura própria) para outros mais amplos (incluindo também a cultura científica).
A análise dos resultados aponta que a inserção de diferentes recursos, linguagens e abordagens no tratamento de um conceito de base (como o conceito de tempo) em atividades de ensino não garantem que determinados obstáculos e concepções (mais distantes das noções científicas) sejam ultrapassados. Contudo, uma atividade didática que põem em jogo os múltiplos significados de um conceito e as diferentes terminologias relacionadas com modos de pensamento mais holísticos,
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incluindo noções do repertório próprio e cotidiano do estudante, pode fazer com que ele adquira mais elementos para construir uma visão de mundo compatível com a da ciência, mesmo que essa visão não seja necessariamente uma visão científica stricto senso .
## Referências
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