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V BRINCANDO E APRENDENDO: UMA MOSTRA DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E SEU PAPEL NA FORMAÇÃO DE DIVULGADORES.

Analice Alves Marques Dos Santos, Silvia Martins

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
25/01/2017
Linha de pesquisa
Divulgação Científica E Educação Não Formal
Tipo
Pôster

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Texto completo

## V BRINCANDO E APRENDENDO: UMA MOSTRA DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E SEU PAPEL NA FORMAÇÃO DE DIVULGADORES.

## Analice Alves , Silvia Martins 1 2

## Resumo

Este texto discute todo o processo de divulgação, organização e realização da V edição do evento Brincando e Aprendendo, especialmente, que foi realizada em 2015 com breves comparações em edições anteriores. O evento é uma das atividades realizadas na cidade de Uberlândia-MG, inserida na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que tem o intuito de realizar a discussão de ciência e tecnologia com a sociedade, por meio de mostras interativas. Temos então a aproximação do ambiente acadêmico com o público, por meio da sua participação e trabalho no evento, em que percebemos certa dificuldade na compreensão dos pesquisadores sobre como ensinar ciência de uma maneira interativa e lúdica, uma vez quando um dos requisitos é ter que trabalhar com uma variação de visitantes, no qual exige a transposição do conceito científico para o público leigo. Ainda assim, neste trabalho percebemos que as ações de divulgação científica realizadas nesse evento, têm cada vez mais beneficiado, não somente os visitantes, mas também os indivíduos ligados diretamente a criação das atividades ou até mesmo monitores de auxilio, ou seja, pessoas inseridas no evento que nunca tiveram contato a divulgação cientifica reconhecem a suma importância desse trabalho. Assim, como o intuito de realmente poder apresentar ciência de uma maneira diferente, é na preparação das atividades para esse evento que percebemos a transformação no olhar do responsável em relação ao seu trabalho e à comunicação com o público.

Palavras-chave : Divulgação científica, interatividade, mostra de ciências

## Introdução

Levar ciência até a sociedade gera um trabalho delicado para a construção e delineamento do conhecimento científico, porém vale ressaltar que a divulgação científica está cada vez mais frequente e sabemos que é de suma importância despertar este interesse.

'Trata-se, portanto, de transmitir informação científica voltada para a ampliação da consciência do cidadão a respeito de questões sociais, econômicas e ambientais associadas ao desenvolvimento científico e tecnológico.' (Albagli, 1996)

A questão de pensar na divulgação científica vai além de somente propor atividades ou ações, mas também qual impacto todo esse trabalho de popularizar ciência causa na sociedade, sabendo que restringir o conhecimento da ciência torna o cidadão cada vez mais distante de uma formação de cultura cientifica, adquirindo assim um sentido nessa questão como é apresentado.

'Assim, a popularização da ciência deixa de ser um fim em si mesmo e adquire o significado de direito do cidadão e uma das condições necessárias à formação e capacitação dos indivíduos para lidarem com o mundo em que estão inseridos.' (Silva, 2002)

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Propostas de ações educativas que viabilizam essa questão de divulgar ciência são pautadas em ideias de vivencia efetiva que permitam a construção de uma nova visão dos acontecimentos, ou seja, promove uma formação consciente enquanto um cidadão crítico. Nesse aspecto, a ampliação do 'despertar para ciência' torna-se pauta relevante e de primeira necessidade sendo atualmente discutida em espaços formais e não formais de educação (Instituições de Ensino Superior, centros e museus de ciência).

Apesar da definição de que espaço formal de Educação é a escola, o espaço em si não remete à fundamentação teórica e características metodológicas que embasam um determinado tipo de ensino. O espaço formal diz respeito apenas a um local onde a Educação ali realizada é formalizada, garantida por Lei e organizada de acordo com uma padronização nacional. Posto que espaço formal de Educação é um espaço escolar, é possível inferir que espaço não-formal é qualquer espaço diferente da escola onde pode ocorrer uma ação educativa. (Jacobucci, 2008)

Há uma complexidade extrema na definição dos termos de espaços de divulgação cientifica, será tomado por referência uma apresentação inicial os espaços de educação formal e não formal. Educação formal é uma forma estruturada dentro de parâmetros curriculares, onde há cronogramas de ensino a serem cumpridos, com sistemas de avaliação e aprendizagem, o sistema de ensino é institucionalizado e regulamentado. Já o espaço não formal não há essa regulamentação e grades curriculares obrigatórias, tem se uma certa liberdade quanto ao espaço ligado a aprendizagem, a um modo comparativo com uma instituição não é um espaço fechado onde tem que se usar uniforme e ter um comportamento obrigatório submetido por uma gestão superior. Tem o intuito de educar, mas não é uma instituição.

Neste contexto, o Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica), do Instituto Física da Universidade Federal de Uberlândia, é responsável pela coordenação regional da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em Uberlândia- MG, realiza em parceria com a Prefeitura Municipal de Uberlândia e o Instituto Federal do Triângulo Mineiro campus Uberlândia-MG. Uma breve apresentação do que é a SNCT

'Por meio de Decreto Presidencial de 09 de junho de 2004, instituiu-se a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) do Brasil, sob a coordenação do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) e a colaboração de instituições de ensino e pesquisa e de entidades científicas e tecnológicas. O objetivo da SNCT é estabelecer um mecanismo de mobilização popular em torno da importância da Ciência, da Tecnologia (C&T) e suas aplicações, bem como contribuir para a popularização da ciência de forma mais integrada nacionalmente.' (Spinelli, 2015)

A SNCT engloba diversas atividades no qual o intuito é discutir sobre ciência na nossa sociedade, compartilhar e mobilizar a população do quão próximo estamos da ciência, diversas ações são realizadas por todo o país, seja palestras, oficinas, feiras de ciências ou mostras, o que vale realmente é a mobilização para que essa 'semana' cresça a cada ano, junto com a ampliação do número de pessoas envolvidas, levando o questionamento do que é, e como levar até a sociedade a ciência e tecnologia.

Dentre os eventos realizados na SNCT - Uberlândia, temos o 'Brincando e Aprendendo', que tem o objetivo de criar um espaço com atividades interativas em que estudantes e a população em geral tenham contato efetivo com a ciência. O trabalho da equipe organizadora desse evento é construir uma ponte entre sociedade e conhecimento científico, conscientizando a população da importância

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dessa cultura, quebrando as barreiras e reafirmando que esta concepção seja totalmente distante e fora do seu alcance, pois a ciência está diretamente presente no cotidiano de todos.

'Essas atividades realizadas visam à participação da população em geral, principalmente crianças, jovens e adultos interessados em observar, experimentar, questionar, trocar ideias, aprender, se divertir, tendo por base conhecimentos de C&T, bem como chamar a atenção para a importância da C&T para a vida de cada um e para o desenvolvimento do país como um todo, assim como contribuir para que a população possa conhecer e discutir os resultados, a relevância e o impacto das pesquisas científicas e tecnológicas e suas aplicações.' (Spinelli, 2015)

- O Brincando e Aprendendo é um evento que tem como ponto forte, a interação com o conhecimento de forma lúdica. Aprender que a ciência não está nas memorizações e provas. O aprender é um ponto individual de cada cidadão de acordo com seu aproveitamento do evento, o que visitante considera ou não dar uma atenção a mais, ou que cativa o visitante naquele espaço. O aprender está ligado também de como a atividade foi lhe apresentada, abordada e até mesmo questionada.

Nesse cenário, este trabalho apresenta um relato sobre a organização e realização das atividades do evento realizado em 2015. Assim, para além da interação com o público, buscamos discutir o papel desse evento na formação de divulgadores, por meio do envolvimento da equipe de trabalho.

## Brincando e Aprendendo: Objetivos e Personagens

A proposta do Brincando e Aprendendo é desenvolver a extensão da ciência na sociedade, buscando não deixar centralizado o conhecimento no ambiente escolar e acadêmico.

'Nos últimos anos, embora tenha havido um interesse crescente no meio acadêmico relativo às atividades de extensão ligadas à divulgação científica, o quadro geral ainda é frágil. Tais atividades ainda são consideradas marginais e, na maioria das instituições, não influenciam na avaliação de professores e pesquisadores. Certamente existe um grande potencial de ação nas universidades públicas e nos institutos de pesquisas, acumulado em seus pesquisadores, professores e estudantes, mas pouco se faz de forma organizada para uma difusão científica mais ampla. Parece clara a necessidade de se criar, como tem acontecido em outros países, programa nacional de divulgação científica.' (Moreira, 2002)

O Público principal deste evento são os estudantes de ensino fundamental e médio, que representa cerca de 80% do público visitante. No entanto, o evento não é restrito às escolas, é aberto para a sociedade em geral.

- O que compõe o coração do evento são as atividades, que tem como uma de suas principais ideias, mostrar à população, resultados de trabalhos e intervenções propostas pela academia e outras instituições, que permitem a discussão de temas de ciência com o público. Essas atividades são propostas por pesquisadores, estudantes de graduação, pós-graduação e responsáveis por projetos de divulgação científica e/ou de melhoria do ensino de ciências. Neste trabalho, denominamos os responsáveis pelas propostas de 'coordenadores de atividades'.

Nesse sentido, a organização desse evento tem seu foco, para além da preparação de espaços e montagem de 'stands', em dois personagens que definem

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as ações: Os coordenadores de atividades e os visitantes!

## As Propostas de Atividades: Apresentando os Objetivos do Evento

O formato desse evento pode variar muito a cada ano, pois as atividades oferecidas pelos coordenadores é o que realmente define o perfil das estratégias dessa relação com o público. Assim, os coordenadores são personagens centrais e o diálogo da equipe organizadora com eles é fundamental para o sucesso do evento.

No evento de 2015, que foi a quinta edição do Brincando e Aprendendo, o perfil dos coordenadores foi bastante variado, mas concentrou-se em docentes, discentes e técnicos da Universidade Federal de Uberlândia e do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro.

## Seleção das atividades e conversa com os coordenadores:

O inicio deste processo é dado com o lançamento do edital, que possui como conteúdo, as principais diretrizes de orientação para uma possível proposta de atividade a ser oferecida no Brincando e Aprendendo. Para a seleção, são consideradas como um dos principais critérios, as potencialidades de interatividade e experiência dos propositores que é ressaltado já no edital. Um ponto importante que consta no edital é sobre o 'relato de experiência' que a comissão solicita a cada coordenador após o evento, coletando suas concepções, antes durante e depois, os relatos citados no decorrer deste texto são retiradas deste documento.

Todavia, para a proposta de atividades, é importante que os propositores compreendam a proposta do evento. Pois se o coordenador não a entende, não consegue elaborar a atividade de acordo com os nossos objetivos, que não se trata somente de ter um tema e 'apresentar' para os visitantes, é necessário buscar a interatividade e estar preparado para receber e interagir com públicos bastante variados, com crianças, jovens e adultos. Professores com seus alunos, famílias, curiosos de todos os perfis.

Considerando dificuldades enfrentadas nos anos anteriores na compreensão dos propositores, além do edital que estabelece as regras para a realização das atividades, foi elaborado um material (figura 1) complementar que colaborou com a equipe no processo de divulgação e na compreensão para a proposição de atividades. Esse material foi nossa principal ferramenta nesta ação, com uma linguagem simples e convidativa ela conteve as informações mais importantes e relevantes para a compreensão imediata por meio de uma simples leitura, o intuito foi realmente tornar este material um recurso de propaganda, deixando claro o objetivo do evento e os requisitos de metodologia e interação em que a atividade precisaria ter com os visitantes. Houve a preocupação de já apresentar minimamente a logística do processo da realização da atividade nos dias do evento.

Depois das proposições e seleção das propostas, foram feitas reuniões preparatórias da equipe com esses coordenadores. Totalizando um número de atividades selecionadas em 19 e, durante o texto, os coordenadores serão referenciados como coordenador 1, coordenador 2, ..., coordenador 19.

Antes das reuniões, foram avaliadas, nas fichas de inscrições, os formatos de atividades propostas. Essas avaliações nos permitiram antecipar dúvidas e mal entendidos sobre os objetivos do evento, colaborando para a organização de uma apresentação que pudesse esclarecer os coordenadores e encaminhar as ações da primeira reunião. Nessas reuniões, percebemos que as dúvidas sobre os objetivos

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Figura 01: Material de divulgação para captação de atividades para o Brincando e Aprendendo. Esse material buscou colaborar para o esclarecimento de dúvidas e para atrair propositores alinhados com a proposta de interatividade do evento.

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das atividades ainda eram grandes e foi possível, por meio do diálogo e discussões, criar um ambiente harmonioso para a realização do evento, como pode ser percebido na fala do coordenador 1.

'Apesar de ter sido decidida antes do evento qual seria a atividade proposta por nós, ela teve que ser devidamente trabalhada, uma vez que iriamos atender públicos das mais diversas idades. Nosso maior trabalho ocorreu no reajuste da atividade de forma que ela ficasse interessante para o público independente da sua faixa etária, conforme fomos informados pelos organizadores que iriamos receber pessoas de faixa etária diversificada.' (coordenador 1).

Com o processo de formação dos coordenadores, temos essa primeira concepção dos conceitos de divulgação científica, relatados por eles. Identificados como questionamentos dos próprios coordenadores ao repensar suas atividades, a percepção de uma importância de melhor elaboração. O ponto que colocamos e apresentamos neste processo de construção é embasando na interatividade proposta no Brincando e Aprendendo.

Para ajudar os coordenadores a compreender os desafios de participação nesse evento, foram organizados seminários para a apresentação sobre a metodologia e logística das atividades, público esperado, relatos de edições passadas, deixando assim uma ideia concreta com qual tipo de público eles vão lidar e o impacto que a atividade deve causar. Esse cuidado se justifica, uma vez que, em edições anteriores, percebemos que coordenadores, na véspera do evento ainda

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não tinham compreensão dos objetivos do mesmo, todos os pontos críticos citados acima foram trabalhados nas atividades de 2015 com uma maior relevância, embasando-se em todas essas estratégias, que se resumem desde o edital até os seminários com os coordenadores. Por parte da comissão organizadora são ações que visam à ocorrência de menos contratempos na questão logística e ideológica do evento.

## As atividades do V Brincando e Aprendendo

A quinta edição do Brincando e Aprendendo teve dezenove atividades selecionadas. Foram distribuídas e organizadas no espaço do Ginásio Municipal 'Arena Tancredo Neves', mais conhecida Arena Sabiazinho, por fazer parte do complexo do Parque do Sabiá. O Sabiazinho é um estádio de referência na cidade de Uberlândia-MG, devido ser o local onde ocorrem os principais eventos, torneios, campeonatos, congressos e etc. Com isso ampliamos a visão e o impacto que temos o objetivo de causar como um evento de divulgação científica. A (figura 2) mostra a estrutura do evento.

Figura 02 : Montagem do V Brincando e Aprendendo, na arena Sabiazinho.

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Depois de todas as etapas de divulgação, capitação, seleção e construção de atividades, elas foram montadas como pode ser visto pela figura 2. A grande questão observada nos dias do evento é a 'qualidade' das atividades em 'ação'. Como um breve relato num contexto geral, a V edição do Brincando e Aprendendo tivemos um enfoque maior para a interatividade, independente do tema abordado ou da proposta.

É neste momento que se percebe o papel desse evento para a sociedade, como pode ser observado na proposta do coordenador2, que busca realmente confrontar e talvez reconstruir o conhecimento cientifico, como o próprio coordenador relata.

'A atividade 'Não é magia, é Astronomia' consiste em uma ferramenta didática de ensino de astronomia que tem como intuito desmistificar certos conceitos a respeito desta ciência ao mesmo tempo que mostra as diferenças entre a astronomia e a astrologia' (coordenador 2)

Como já mencionamos nesse texto um ponto que é tocado por partes dos coordenadores, foi de levar também a reflexão da dificuldade encontrada em transpor um conteúdo científico para a linguagem leiga tornando o ensino da ciência. Tendo que adaptar a linguagem para diferentes grupos de visitantes, nisso o coordenador3 explica um pouco sobre sua atividade e essa adaptação de linguagem para que amplie ao máximo o conceito físico que está por trás do experimentos.

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'Os experimentos foram os seguintes: globo de plasma, as cores da luz, cascata luminosa, fibra ótica e interação entre luz e som. Durante o evento os monitores utilizaram de linguagem simples e acessível para apresentar aos visitantes os conceitos envolvidos nos experimentos.' (coordenador3)

Como aprendizado dos coordenadores, foi percebida uma mudança no discurso dos mesmos. Por todo processo de construção vivido, chegam a relatar conceitos de divulgação científica, percebendo que essa construção de divulgação está ligada há uma série de fatores, didáticos e metodológicos. Conseguem até, em suas autoavaliações, apresentarem pontos que mudariam em suas atividades nas edições futuras do evento, pontos como: deixar a atividade menos expositiva, explorar o despertar do interesse, desenvolver habilidades dos visitantes dentre outras.

## Uma Reflexão da equipe de trabalho

Por ter uma estrutura física muito grande, o Brincando e Aprendendo requer uma equipe de execução com a mesma proporcionalidade, o número de pessoas envolvidas se resumem entre coordenadores e colaboradores internos que estão ligados diretamente ás atividades, tendo uma somatória de aproximadamente 120 pessoas. Já o número de monitores voluntários que dão suporte na logística nos dias do evento que se aproximam com mais de 30 alunos. Observando este número repensamos a magnitude de pessoas dentro do ambiente acadêmico que conseguimos envolver em um evento desse porte, os relatos a seguir são de colaboradores de uma das atividades do evento:

'Achei muito marcante quando alunos advindos de outra atividade, relacionada ao jornalismo, vieram me entrevistar com um câmera profissional inclusive'. (coordenador4)

'Lidar com crianças, em alguns momentos estando sozinho foi difícil, no entanto pude aprender muito'. (coordenador5)

'Crianças pequenas sempre fazem as coisas de um jeito mais delicado, adorei elas'. (coordenador6)

Por meio de toda essa atmosfera envolvida, inicia um processo e até mesmo questionamentos e reflexões de todo o público que contribui na execução das atividades, a questão da divulgação cientifica e sua importância como um retorno para a sociedade, um breve contato com a realidade educacional, alunos que nunca tiveram esse contato especial com o aprendizado. A seguir dois depoimentos de coordenadores, enfatizando a importância percebida pela participação do evento e a sensação de está fazendo parte desta história na nossa sociedade.

'O evento foi considerado pela equipe um sucesso, além da visita das escolas, permite que a sociedade possa vivenciar experiências que seria raro no seu dia a dia. O estande foi visitado prioritariamente por alunos do Ensino Médio (EM) e do Ensino Fundamental (EF). [...] A equipe responsável pelo estande foi bastante requisitada a fornecer explicações sobre os experimentos.' (coordenado8)

'Acredito ter sido muito proveitoso o evento, tanto para mim, quanto para a equipe. Há muito aprendizado ao se lidar com público escolar, que é um público jovem e infantil. As atividades nem todas saíram como o previsto, mas o objetivo de levar um pouco de ciência de maneira lúdica até os estudante foi cumprido com sucesso. Por fim, participar desse evento é uma honra e uma grande experiência, a qual pude aproveitar, tanto no quesito de lidar com minha própria equipe e organizá-la, quanto ao lidar com o público.' (coordenador9)

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O ponto da divulgação científica é minimamente pensado em todos esses participantes do evento que antes não tinham qualquer contato e reflexão sobre. Por isso vale ressaltar que o beneficio de conhecimento não se encontra somente na via dos visitantes, mas sim considerado como uma via de mão dupla para os inseridos na realização, elaboração ou até participação. Foi também entrevistados alguns monitores para coletar a opinião deles no contexto geral, o depoimento a seguir é específico de um monitor que não tem contato nenhum com o ambiente cientifico, uma vez que sua área de estudo é totalmente distinta da ciência.

'Acredito que o evento cumpre com o objetivo, sim. As atividades possuem o conteúdo científico a ser transmitido para as pessoas, ao mesmo tempo conseguem combinar isso com um lado artístico e lúdico, conjugando ciência e arte de uma forma extremamente satisfatória. [...] Quer dizer, tem que haver um retorno para a sociedade, possibilitando que as pessoas tenham acesso ao que está sendo construído de positivo. O evento se propõe a fazer isso, e acredito que ele obtém sucesso.' (monitor 1)

## Considerações Finais

Assim, por meio dos pontos apresentados nesse trabalho, percebemos que esse evento, que tem o objetivo principal de levar atividades interativas, que permitam discutir ciência, tecnologia e arte com o público, tem também um papel importante na formação de divulgadores. Diante de todo o processo que os coordenadores de atividades têm para elaborar, compreender e executar suas propostas.

A participação em eventos como esse permite ao proponente aprender a discutir seus trabalhos de forma descomplicada. Assim, além dos ganhos que são esperados para o público que visita, é um espaço de aprendizado para toda a equipe de trabalho: monitores, colaboradores e coordenadores.

## Referências

ALBAGLI, Sarita. Divulgação científica: informação científica para a cidadania?. Ciência da Informação , Brasília, v. 25, n. 3, p. 396-404, set./dez. 1996.

CASTRO, Ildeu Moreira de; MASSARANI, Luisa. ASPECTOS HISTÓRICOS DA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO BRASIL. In: MASSARANI, Luisa; CASTRO, Ildeu Moreira de; BRITO, Fátima. CIÊNCIA E PÚBLICO: caminhos da divulgação científica no Brasil. Rio de Janeiro: Casa da Ciência - Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2002. p. 43-64.

JACOBUCCI, Daniela Franco Carvalho. CONTRIBUIÇÕES DOS ESPAÇOS NÃOFORMAIS DE EDUCAÇÃO PARA A FORMAÇÃO DA CULTURA CIENTÍFICA. EM EXTENSÃO, Uberlândia, v. 7, n. 1, p.55-66, jan. 2008.

SILVA, Gilson Antunes da; AROUCA, Mauricio Cardoso; GUIMARÃES, Vanessa Fernandes. AS EXPOSIÇÕES DE DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA. In: MASSARANI, Luisa; CASTRO, Ildeu Moreira de; BRITO, Fátima. CIÊNCIA E PÚBLICO: caminhos da divulgação científica no Brasil. Rio de Janeiro: Casa da Ciência - Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2002. p. 155163.

SPINELLI, Patrícia Figueiró; REIS NETO, Eugênio. AO ENCONTRO DO PÚBLICO. In: VALENTE, Maria Esther; CAZELLI, Sibele. Educação e Divulgação da Ciência. Rio de Janeiro: Museu de Astronomia e Ciência Afins (MAST), vol. 2, 2015. p. 264283.

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