A INVESTIGAÇÃO DO AMBIENTE ESCOLAR POR MEIO DA ARTE
Vitor De Camargo, Isabella Falcão Bueno, Daniel De Andrade Moura, Leonardo Crochik
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 25/01/2017
- Linha de pesquisa
- Divulgação Científica E Educação Não Formal
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## A INVESTIGAÇÃO DO AMBIENTE ESCOLAR POR MEIO DA ARTE
## Vitor de Camargo, Isabella Falcão Bueno, Daniel de Andrade Moura, Leonardo Crochik
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, vitorrs966@gmail.com Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, isabsnaga@outlook.com Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, professor.danielmora@gmail.com Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, crochik@gmail.com
## Resumo
Em 2015 foi criado o projeto de extensão Arte e Ciência na Escola que tem como intuito criar e levar intervenções que unam arte e ciência para escolas. No decorrer do desenvolvimento do projeto em 2016, houve a necessidade de obter informações prévias das duas escolas parceiras, a fim de criar intervenções que tivessem relação com o ambiente em que seriam aplicadas. Porém, ao invés de utilizar uma metodologia tradicional para conhecer as instituições de ensino participantes do projeto, fizemos uma pesquisa utilizando a linguagem artística como meio de adquirir informações. Usamos a arte da fotografia, a criação de vídeos e a concepção espontânea como ferramentas para criar um conjunto de dados que auxiliassem no andamento do projeto Arte e Ciência na Escola. Este artigo apresenta a proposta de investigação por meio da arte que usamos, explicando como se deu a sua aplicação e quais foram os seus resultados. Ao final da pesquisa realizada em cada escola, percebemos a eficácia do caminho escolhido.
Palavras-chave : Arte-ciência; Educação; Investigação; Experiência.
## Introdução
O presente trabalho propõe uma reflexão inicial a respeito dos caminhos de investigação da realidade escolar trilhados pelos participantes do projeto ArteCiência na Escola, projeto de extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) iniciado no ano de 2015 no contexto do curso de licenciatura em física dessa instituição . Este projeto pretende levar a escolas 1 estaduais paulistas intervenções, criadas pelos bolsistas do projeto, que explorem as relações entre ciência, arte e educação, colocando em destaque dimensões estéticas da atividade científica e do trabalho educacional (HOLTON, 1996; ROOTBERNSTEIN, 2002; SZAMOSI, 1988; EDGERTON, 2006; FREIRE; SHOR, 1986; LARROSA, 2004; CROCHIK, 2013).
Duas escolas foram selecionadas para participarem das investigações do projeto, uma delas localizada na zona sul e outra na região central. Decidimos visitá-las a fim de conhecer o perfil das pessoas que fazem parte desse meio, tanto alunos, quanto funcionários para, a partir disso, elaborar intervenções que se encaixem em cada espaço. Fomos levados, assim, a indagar que tipo de investigação prévia seria relevante ao trabalho que pretendíamos desenvolver. O
que deveríamos conhecer? Quais perguntas deveriam ser feitas? A pesquisa deveria ser realizada com questionários escritos? Se sim, qual seria a serventia desses dados? Mais do que uma investigação sistemática e 'científica' da realidade escolar, pretendíamos aproximarmo-nos da experiência de estudar e trabalhar em cada uma das escolas participantes do projeto, buscando assim desenvolver trabalhos que estivessem 'em sintonia' com aqueles lugares e aquelas pessoas.
Como o projeto tenta estabelecer uma ligação entre arte, ciência e educação, optamos por fazer tais investigações nas escolas a partir da linguagem artística, que mostrassem quais eram as perspectivas dos alunos acerca da relação entre arte e ciência com o uso de fotos, sons e vídeos.
Devido ao sucesso das investigações propostas, viemos por meio deste artigo mostrar que o uso de métodos de investigação não tradicionais, com base na arte, é eficaz quando se pretende criar atividades lúdicas para ensinar ciência.
## Investigação baseada nas artes
O encontro da perspectiva de investigação em educação baseada nas artes, proposta, entre outros, por Eliot Eisner (1995; 2008) e discutida por Fernando Hernández Hernández (2008) veio ao encontro de nossos anseios por explicitar a possibilidade de um tipo de investigação em que sejam especialmente relevantes aspectos comumente valorizados nas artes, tais como a capacidade de tornar mais 'vívidos' e intensos aspectos do mundo e 'gerar empatia'; a possibilidade de revelar o universal ao debruçar-se sobre o particular; e a constituição de uma relação 'harmônica' entre as partes que compõem o todo, constituindo uma 'sensação de unidade' (EISNER, 1995). A valorização de tais aspectos leva-nos a desenvolver tal pesquisa valorizando menos a constituição de uma linguagem objetiva, quantitativa e analítica e mais a de uma linguagem poética e expressiva em que o sentido não está necessariamente explícito em um enunciado proposicional, mas tacitamente presente em uma forma:
'Na prática, é óbvio para toda a gente que nós recorremos a uma forma expressiva de dizer aquilo que a linguagem literal nunca poderia dizer. Nós construímos santuários para exprimir a nossa gratidão para com os heróis do 11 de Setembro porque, de alguma forma, achamos as nossas palavras inadequadas. Nós recorremos à poesia quando enterramos e quando casamos. Nós estabelecemos as nossas práticas religiosas mais profundas dentro de composições que nós coreografamos'. (EISNER, 2008)
No contexto de um projeto que explora como a arte é interpretada e como podemos percebê-la em comunhão com outras áreas, em que normalmente não se enfatiza a dimensão estética de seus resultados, decidimos que nossa investigação também deveria utilizar elementos como fotografia, sons e vídeos, produzidos na escola, como material e linguagens constituintes da pesquisa.
Para que pudéssemos nos dedicar melhor a cada tipo de pesquisa, nos dividimos em três grupos, cada um explorando um dos elementos citados anteriormente. O subgrupo de fotografia trabalhou com imagens pensando em analisar como os alunos diferenciam arte e ciência tanto no espaço escolar quanto no cotidiano. Ao trabalhar com vídeos, o outro subgrupo pretendia conhecer como era a relação dos alunos com a escola, bem como seus gostos pessoais. Já o
subgrupo que escolheu o som como método de investigação buscava obter de forma objetiva opiniões relacionadas a algumas palavras que foram propostas.
Paralelamente à exploração dessas linguagens, cada grupo decidiu incluir também uma maneira de recolher registros verbais por meio de questionários e entrevistas, que também foram criados preocupando-se com a dimensão estética de sua constituição.
## Propostas de investigação
O grupo então se dividiu em três subgrupos e cada um pensou em uma das propostas de investigação descritas abaixo.
## Fotografia
A proposta do subgrupo de fotografia tentou explorar, a partir de imagens, qual era a visão dos alunos sobre arte, ciência e de como essas duas áreas eram percebidas no ambiente escolar. Numa primeira parte da proposta, entregamos câmeras aos alunos e em dado momento eles teriam que fotografar na escola tudo que fosse referente a arte, e, em seguida, ciência. Posteriormente, na segunda etapa, entregamos uma ficha de coleta contendo dez imagens, cada uma com duas alternativas para serem assinaladas: 'arte' e 'ciência'. Esclarecemos no início da atividade a possibilidade de os alunos assinalarem ambas as alternativas de uma só vez - e abaixo uma linha para justificar a escolha.
Figura 01. Ficha de coleta do subgrupo de fotografia.
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Com a primeira etapa, percebemos que, em ambas as escolas, apareceram fotos de um mesmo objeto que representava tanto arte quanto ciência, como por exemplo, um vaso de flores decorativo; o enquadramento utilizado, entretanto, demonstrava diferentes olhares para o mesmo objeto: quando a proposta era obter
fotos relacionadas a arte, a foto era do enfeite feito pelos próprios alunos, que decorava o vaso. Quando, então, a proposta era ciência, a imagem, do mesmo objeto, dava mais evidência à planta que estava nascendo. Também notamos esse aspecto na segunda etapa da proposta, quando todas as imagens - ao menos uma vez - tiveram ambas as alternativas assinaladas. Na ficha, ao analisarmos a imagem com o retrato do Einstein, em que quase 90% dos participantes marcaram a opção ciência, obtivemos uma justificativa interessante de alguém que marcou as duas opções:
- 'É arte porque é um cientista e possui expressão facial'
- É este tipo de justificativa que mostra que não podemos separar as duas áreas, por mais que exista um contexto de forte ligação com a ciência, não podemos ignorar a estética que a fotografia nos apresenta. E a expressão facial, citada pelo participante, é um claro exemplo disso.
- Já na imagem que representa o futebol, acontece exatamente o oposto, a arte acaba sendo maioria, mas também encontramos justificativas que mostram exatamente o que é discutido acima:
- 'É arte e ciência porque é talento e representa movimento, equilíbrio'.
## Vídeos
Essa proposta visava reconhecer gostos e interesses dos alunos dentro e fora da escola. Propositalmente, entregamos as câmeras fotográficas e demos liberdade para que eles mesmos conduzissem a experiência, e para que filmassem um relato pessoal sobre quais eram as impressões deles sobre a escola. Em seguida foram entregues fichas coletoras que em um dos lados dispunha de um espaço para serem colocadas coisas de que gostavam e não gostavam na escola, e do outro lado coisas de que gostavam e não gostavam na vida como um todo.
Figura 02. Ficha coletora do subgrupo de vídeo (lado A)
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Figura 03. Ficha coletora do subgrupo de vídeo (lado B)
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Na primeira etapa, os alunos decidiram por gravar seus relatos contando um pouco de onde vinham e da vida escolar. Um aspecto interessante que notamos nessa etapa foi a expressividade dos alunos nos vídeos. Como tiveram total liberdade para guiar a proposta, fizeram com uma dinâmica própria, utilizando recursos de expressão bem como ironia, sarcasmo e o próprio humor. Sobre a escola, é interessante destacar que, nas duas instituições visitadas, a grande maioria citou, nos vídeos produzidos, apenas aspectos positivos, tendo como uma das poucas exceções à reclamação de alguns alunos da escola da zona sul sobre o sinal sonoro das trocas de aula, que toca músicas aleatórias. Eles o consideravam irritante por possuir uma intensidade de som elevada, além de não dialogar com o gosto musical da maioria dos discentes. Já na escola da região central, um dos participantes da atividade decidiu gravar o horário de almoço, uma vez que a escola é uma escola de período integral, trazendo um momento de descontração em que eles desempenhavam ações muito menos artificiais, quando comparadas com as primeiras gravações.
Na etapa com a ficha 'gosto' e 'não gosto', as posições positivas quanto à escola foram mais raras, contrastando com os vídeos gravados anteriormente. A hipótese que temos para esta mudança é o anonimato que a ficha proporciona, deixando-os mais à vontade para dizer suas reais posições. Com isso, os aumentos das reclamações nos vídeos sobre o sinal sonoro ficaram evidentes, mostrando que o descontentamento não era apenas por parte de alguns.
## Sons
Com o objetivo de obter respostas curtas para as perguntas, esse subgrupo desenvolveu a partir da captação de sons, uma atividade em que os alunos diriam rapidamente o que lhe viesse a cabeça ao ouvir uma palavra proposta por um dos integrantes. As palavras escolhidas foram família, esporte, bom, lazer, ciência, música, ruim, TV, escola, arte e futuro. Usando exatamente essa ordem, o intuito era
de que elas provocassem uma quebra de continuidade, buscando a concepção espontânea relacionada a cada tema.
Ao pedir que fosse dito a primeira coisa que lhe viesse à cabeça, esse subgrupo queria conhecer os indivíduos da comunidade escolar a partir do subjetivo, já que da maneira como a atividade foi pensada, o objetivo seria captar as primeiras ideias sobre as palavras colocadas, inclusive arte e ciência. Nesse contexto, observamos respostas mais óbvias, relacionando arte com pinturas, esculturas, e ciência com biologia e natureza. Além disso, conseguimos investigar a relação do aluno com as escolas por meio de sons. Após a atividade, passamos a analisar quais haviam sido as respostas mais citadas em cada uma das palavras e para cada escola. De certa forma, conseguimos perceber algumas similaridades ou diferenças entre os alunos, entre as escolas e ao meio em que elas estão inseridas.
## Propostas elaboradas
Terminadas as investigações, nos propusemos a pensar em quais seriam as melhores atividades para desenvolver nos ambientes e com as pessoas que analisamos, a partir de métodos não tradicionais. Para que iniciarmos os projetos, estabelecemos como objetivo principal que todas as atividades que fossem desenvolvidas tivessem um lado lúdico. Elaboramos, então, três intervenções:
## Percepção Sensorial
A primeira atividade pensada foi a 'Percepção sensorial'. Os alunos ficariam com os olhos vendados e passariam por um percurso, guiados pelos integrantes do subgrupo, em que teriam o tato, o olfato e o paladar testados.
Para estimular o tato, os participantes da atividade deveriam colocar as mãos e bacias com água, de diferentes temperaturas e perceber qual era cada uma. A proposta era de que fosse percebido que a sensação térmica é algo subjetivo, uma vez que depende do referencial de quente e frio de cada pessoa.
Apesar de termos feito um recorte em uma situação que se torna possível mensurar alguma coisa (no caso anterior, a temperatura), a introdução do olfato e do paladar servem exatamente para contrapor a ideia de medição e mostrar como pode ser difícil encontrar um padrão para coisas tão subjetivas.
## Transformador Sensorial Rítmico
A segunda envolvia o som e o movimento corporal, usando o arduíno e instalando alguns sensores em uma caixa, criando um instrumento musical chamado 'Transformador Sensorial Rítmico'. Ao passar perto dessa caixa, o aluno ativaria os sensores que produziriam diferentes sons, com diferentes ritmos e timbres. O instrumento trabalha com três sensores em que dois trabalham com o ritmo e um terceiro que está relacionado com a altura do som gerado. Inicialmente seria necessário discutir o que é o som.
Os sensores utilizados trabalham com a altura dos sons em função da distância do obstáculo (quanto mais perto, mais agudo), a discussão proposta está a cerca da regra que dita as diferentes frequências reproduzidas, de maneira qualitativa, e perguntando onde eles percebem sons agudos e graves no dia-a-dia dos discentes. Em outro momento, seria explorando como isso ocorre, por exemplo,
em instrumentos musicais convencionais, utilizando um instrumento de corda para demonstrar tais proposições e problematizado se a regra e encontrada anteriormente pode ser extrapolada para outras situações.
## Laboratório do Corpo
A terceira atividade chamada de ' Laboratório do corpo' foi pensada para trabalhar experimentação. O intuito seria levar às escolas experimentos que o aluno fosse capaz de fazer com o próprio corpo para que não só se perceba a física fora dos livros, mas também de quebrar o estereótipo de laboratório. De início, as propostas seriam de problematizar o aumento da gravidade e, num segundo momento, relacionar o equilíbrio do corpo com o torque, forças e centro de massa.
A problematização da gravidade viria a partir de uma discussão sobre os pêndulos, em que os participantes da atividade teriam que reconhecer os pêndulos nos próprios corpos e de como gravidade influencia em seu movimento. Utilizando elásticos presos entre as pernas, o discente experimentaria a sensação de aumento da gravidade, fazendo com que cada passo dado tivesse a influência de uma força restauradora externa.
## Considerações finais
A pesquisa direcionada antes das intervenções propriamente ditas nos auxilia a entender em que meio aquela escola está inserida e o que seria interessante de se promover. Dessa forma, conseguimos pensar em propostas de intervenção que gerassem uma discussão acerca da arte, da ciência e da educação, uma vez que, integrados a esse meio, conseguimos informações e refletimos sobre elas.
Um ponto a ser analisado é de que ao realizar essas atividades de investigação, foi o de que fomos surpreendidos pelos resultados. A abordagem que os alunos deram a cada uma das propostas foi muito além da esperada. Obtivemos pontos de vista diferentes, com complexidades diferentes. Desde os ângulos em que as fotos foram tiradas, de um mesmo objeto para associá-lo, ora à arte, ora à ciência, até as respostas semelhantes no jogo de palavras, que deram uma visão genérica sobre cada tema abordado, e a expressividade e espontaneidade dos alunos nos vídeos gravados. Outro ponto interessante foi o de que os alunos acharam encontraram tanto arte, quanto ciência em todos os ambientes da escola: desde a parte externa, nas salas de aula e nas atividades feitas por eles mesmos.
Acabamos também por criar situações parecidas com as intervenções que serão, posteriormente, realizadas nas escolas. Sendo assim, essas atividades acabaram por, de certa forma, levar a comunidade da instituição a perceber como eles enxergam a escola, ainda que os professores e demais funcionários das escolas não tenham tido demonstrado muito interesse em participar das atividades.
## Referências
CROCHIK, Leonardo. Educação e Ciência como arte: Aventuras docentes em busca de uma experiência estética do espaço e tempo físicos . São Paulo, Universidade de São Paulo, 2013. Tese (Doutorado) em Ensino de Ciências (Modalidades Física, Química e Biologia).
EISNER, Elliot E. O que pode a educação aprender das artes sobre a prática da educação?. Currículo sem Fronteiras , v.8, n.2, pp.5-17, Jul/Dez 2008.
HERNANDEZ, Fernando H. La investigación basada en las artes. Propuestas para repensar la investigación en educación. Educatio siglo XXI: Revista de la Facultad de Educación , n.º 26 · 2008, pp. 85-118. 85.
LARROSA, Jorge. Linguagem e educação depois de Babel . Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
HOLTON, Gerald. On the art of scientific imagination . Daedalus, v. 125, n. 2, p. 183-208, 1996.
ROOT-BERNSTEIN, Robert S. Aesthetic cognition . International Studies in the Philosophy of Science , v. 16, n. 1, p. 61-77, 2002.
SZAMOSI, Géza. Tempo & Espaço: As dimensões gêmeas . Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988.
EDGERTON, Samuel Y. Brunelleschi's mirror, Alberti's window, and Galileo's 'perspective tube'. História, Ciências, Saúde - Manguinhos , v. 13, p. 151-79, out. 2006.
FREIRE, Paulo; SHOR, Ira. Medo e ousadia: o cotidiano do professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
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