ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E ABORDAGEM CTSA ATRAVÉS DE SISTEMA FOTOVOLTAICO DE BAIXO CUSTO
Paulo Matos, Keise Costa, Fabianne Costa, José Leal, Erick Ribeiro
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 25/01/2017
- Linha de pesquisa
- Alfabetização Científica E Abordagens Cts No Ensino De Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E ABORDAGEM CTSA ATRAVÉS DE SISTEMA FOTOVOLTAICO DE BAIXO CUSTO
*Paulo Matos 1 , Keise Costa , Fabianne Costa , José Leal , Erick Ribeiro 2 3 4 5
- 1 Universidade do Estado do Pará/Campus XX, paulo.vitalino@outlook.com
- 2 Universidade do Estado do Pará/ Campus XX, keisemonike07@hotmail.com
- 3 Universidade do Estado do Pará/ Campus XX, fabiicosta55@gmail.com
## Resumo
O crescimento populacional, o consumismo de mercado e as transformações econômicas da sociedade, impulsionaram a demanda energética no mundo. Este fato proporcionou investimentos em novas tecnologias capazes de suprir as novas necessidades energéticas e, ao mesmo tempo, garantir a redução de seus impactos ambientais. Neste sentido, a matriz solar tem se destacado como uma alternativa energética econômica e viável visando a produção de energia limpa e renovável, que por sua vez permitirá novas pesquisas acerca da possibilidade de contextualização no ensino de ciências por meio de temas CTSA abordados numa perspectiva da formação crítica. Assim, este trabalho tem por objetivo proporcionar a alfabetização científica e promover a popularização da Ciência e da Tecnologia a estudantes do ensino médio participantes de projeto de pesquisa e extensão em ensino de Física da Universidade do Estado do Pará desenvolvido no município de Castanhal (PA). Esta pesquisa tem caráter predominantemente qualitativo e ocorreu a partir da realização de minicurso em duas etapas: (i) palestra sobre geração de energia renovável e, posteriormente, (ii) uma oficina temática como proposta de intervenção baseado em sistema fotovoltaico de baixo custo composto por diodos emissores de luz. O registro das informações ocorreu por meio de questionários avaliativos e observações detalhadas. A análise dos resultados sugere contribuições significativas da abordagem CTSA, a popularização dos conhecimentos científicos e, também, a valorização de metodológica voltada ao ensino de Física, preservação ambiental e alfabetização científica. Portanto, o minicurso estimulou a criticidade dos participantes, contribuindo com discussões sobre qualidade de vida, perspectivas educacionais e inserção a novas possibilidades tecnológicas.
Palavras-chave : Energia Renovável, Alfabetização Científica, CTSA; Educação Ambiental
## Introdução
Com as grandes mudanças no cenário mundial de captação e produção de energia, o Brasil é considerado um dos países mais promissores nesse campo e muitas ações têm sido empreendidas neste sentido. Entretanto é necessário avançar no uso de tecnologias que permitam a explorar os recursos energéticos naturais e renováveis de maneira sustentável com possibilidade de substituir a matriz energética predominante no país. Num âmbito regional, observa-se que o Pará tem adquirido um potencial consideravelmente relevante no panorama atual em relação ao desenvolvimento de projetos relacionados à obtenção de energia a partir da
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23 a 27 de janeiro de 2017
utilização de placas fotovoltaicas, por possuir condições climáticas favoráveis para o uso deste recurso (CRISTHINY, 2015).
Este contexto é amplamente favorável para estabelecer relações e discussões a nível escolar, sobretudo no que diz respeito a interligar esses procedimentos com o social e a educacional como relata a Lei nº 6.938, de 31/08/81 que retrata a necessidade de promover a Educação Ambiental a todos os níveis de ensino (BRASIL, 2007). Por isso, este trabalho utilizou o enfoque de discussão Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA) para promover o processo de alfabetização científica (AC) e a popularização da ciência de modo que o ensino sustentável seja consequência de abordagem da prática pedagógica produzida por circunstâncias de aprendizagem ativas (experiências práticas), com o intuito de promover no educando ações transformadoras locais e regionais e até mesmo globais (ESPÍNULA, 2012). Neste contexto, um minicurso (MC) foi oferecido para alunos do ensino médio para discutir as novas formas de geração de energia elétrica através de sistema fotovoltaico de baixo custo com a placa receptora de energia solar constituída de conjunto de Diodos Emissores de Luz (LED). Esta iniciativa buscou introduzir aos estudantes de ensino médio de projeto de pesquisa e extensão em ensino de Física da Universidade do Estado do Pará (UEPA) no município de Castanhal (PA), novas perspectivas científicas e tecnológicas voltadas ao ensino de Física capazes de promover a preservação e exploração dos recursos naturais de modo sustentáveis.
## Matrizes Energéticas no Mundo
Nos últimos anos, países desenvolvidos como a China, Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Índia atingiram um recorde histórico de investimentos em Energia Renovável no ano de 2015. No ranking dos principais investidores em energia limpa, a China ficou em primeiro; os Estados Unidos, em segundo; e o Japão, em terceiro, lugares. Vale ressaltar que o Reino Unido e a Índia ficaram com uma porcentagem de investimentos em relação ao ano de 2014 bem acima dos demais países (ENVOLVERDE, 2016).
Além disso, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente divulgou um relatório das Tendências Globais em Investimentos em Energias Renováveis que, em 2014, os investimentos globais subiram gradualmente, no qual a China condiz a 31% do total investido, que corresponde a US$ 83,3 bilhões, sendo especificamente em energia solar e eólica (CASTRO, 2015).
Neste sentido, o Brasil tem se destacado como investidor em energias renováveis, tornando-se assim, em 2014, o sétimo entre os dez maiores investidores do mundo na produção de energia limpa, tendo uma participação ativa de 3% no setor global. A matriz energética brasileira é composta em sua maior parte de energias renováveis, sendo que cerca de 20% são derivadas de fontes fósseis (CASTRO, 2015). Analisando o Gráfico 01 observa-se a superioridade da fonte hídrica na produção de energética no Brasil. Além disso, atenta-se ao grande percentual de geração de energias alternativas se comparado com a média mundial que é de 20%, enquanto que o país produz 80,3% (MME, 2015).
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Gráfico 1: Geração de Energias renováveis no Brasil em 2014 (%).
Fonte: Ministério de Minas e Energia, 2015 (adaptado).
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## Abordagem CTSA e AC: possibilidades didáticas a partir das Matrizes Energéticas Renováveis.
O tema 'fontes de energia' vem ganhando destaque na mídia a cada ano, devido forte tendência por fontes alternativas (ENVOLVERDE, 2016). Segundo Lima, Bispo e Alencar (2015), pouquíssimo se discute esta temática nas escolas e, como consequência, os estudantes se tornam alheios a educação ambiental e aos benefícios inerentes as novas tecnologias. Já Morais (2009), afirma que os conteúdos programáticos são poucos contextualizados no ambiente escolar ao ponto de se tornarem desmotivantes e produzirem a sensação de desnecessário.
As discussões acerca de fontes de energia não podem ficar restrita apenas a cientistas, estudiosos e governantes, mas fazem parte de toda a sociedade. Esta discussão deve ocorrer de maneira contextualizada, interdisciplinar e abrangente. Ao trabalhar questões ambientais nas escolas, o aluno torna-se agente transformador através de suas atitudes, afinal, um dos principais objetivos da escola é resgatar valores que contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa com o meio ambiente (HENNEMANN, 2012).
Nesta perspectiva, a proposta de abordagem CTSA oferece subsídios para que o ensino de física possa contribuir para a formação crítica no que se refere as relações entre ciência, tecnologia, sociedade e ambiente. A ideia de temas geradores, tais quais defendidas por Freire (2009); temas tecnológicos citados por Snyders (1998 apud Delizoicov, 2002), e a problemática da produção, distribuição e consumo da energia elétrica proposta por Delizoicov e Angotti (1992), apontam com suas respectivas especificidades a temas nos quais a proposta deste trabalho se encontra: Sistemas fotovoltaicos de geração de energia elétrica. Trata-se, portanto, de uma discussão bastante atual e ainda pouco explorada na educação, por isso a proposta de atividades práticas permite construir o conhecimento científico não só conceitual, mas também, interdisciplinar voltado ao cotidiano dos estudantes, possibilitando assim, o processo de assimilação e a percepção da temática. Segundo Pinheiro, Silveira e Bazzo (2007), como a ciência é fruto da criação humana, é importante discutir os avanços tecnológicos de maneira contextualizada e suas implicações sociais, econômicas e políticas.
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Outro aspecto importante a ser ressaltado é acerca da dimensão didática envolvida no processo de ensino aprendizagem, sobretudo quando temas complexos ou específicos são abordados. Segundo Chassot (2003, p.91), 'a ciência pode ser considerada como uma linguagem construída pelos homens e pelas mulheres para explicar o nosso mundo natural' , e a despeito de discussões epistemológicas que tal afirmação possa resultar, partindo deste princípio, é necessário certo domínio de seus símbolos e representações para que de fato haja a devida compreensão sobre seus fenômenos e explicações. Em decorrência a esta discussão, surge o termo AC que neste sentido pode ser entendido como o processo pelo qual um indivíduo adquire competências e habilidades para ler e entender os fenômenos da natureza, compreender sua linguagem em contextos científicos e principalmente cotidianos, a fim de que este possa pensar e agir crítica e conscientemente no meio em que vive, beneficiando-se do conhecimento científico. Esta é a visão que adotamos neste trabalho e que norteia a nossa análise em busca dos objetivos.
Pensando nisto, o presente trabalho buscou contribuir com o processo de AC por intermédio da construção do conhecimento científico envolvido na produção e armazenamento energia renovável a partir de MC temático de CTSA composto por palestra e oficina, resultando na confecção de sistema fotovoltaicos de baixo custo com painel solar formado por LED's de alto brilho.
## Abordagem Metodológica
Um MC foi desenvolvido contando com a participação de vinte e seis alunos (denominados, A1 a A26) de ensino médio de escolas públicas participantes de Projeto de Extensão e Pesquisa em ensino de Física da Universidade do Estado do Pará realizado no município de Castanhal (PA).
A primeira etapa foi destinada a promover um processo de AC por meio de palestra sobre energia renovável e, posteriormente, por meio de cinco grupos de discussões compostos por pesquisadores e estudantes. Neste momento, conceitos, símbolos e representações foram abordados levando em conta situações do cotidiano que pudessem gerar competências tais como identificar, compreender, interpretar e utilizar conhecimentos resultantes desta interação pedagógica, o que seria fundamental para a sequência do MC.
A coleta de dados foi feita a partir dos diálogos que foram registrados através de método qualitativo com entrevistas e questionários (LÜDTKE; ANDRÉ, 1986), aplicados antes e após a palestra, com o intuito de se compreender suas práticas educativas através da construção de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes envolvidos na problemática da pesquisa. A parte descritiva detalhada desses registros se fundamentou na proposta de Bogdan e Biklen (1994) enquanto que a parte reflexiva se configura nos comentários pessoais dos pesquisadores incluindo as questões em aberto, a evolução de suas expectativas e opiniões, problemas, dúvidas, e etc.
A segunda etapa se destinou ao aprofundamento das discussões sobre energia solar, sobretudo na perspectiva das relações CTSA, e como convertê-la em energia elétrica por meio de sistema fotovoltaico. Com isso, foi possível discutir as especificidades da confecção de painéis fotovoltaicos com destaque ao LED como material alternativo e possibilitar a prática das competências resultantes dos momentos anteriores do MC. Isto se deu a partir da realização de uma oficina
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temática para a construção de um sistema fotovoltaico simples, cuja dinâmica foi dividida em etapas e para cada etapa da produção dos painéis solares, além da explanação teórica, um esquema no quadro era utilizado, de modo a facilitar a abstração e compreensão do processo.
Assim, na construção de protótipo de sistema fotovoltaico, utilizaram-se os seguintes materiais: seis LED's vermelhos de 1,5 V, fios de cobre com 30cm de comprimento, um capacitor 10 micro Faraday por 50 V, uma calculadora portátil e materiais auxiliares, como tesouras, ferro de soldar e estiletes. Para fazer a verificação da tensão e corrente elétrica produzida ao iluminar o LED com luz solar, usaram-se multímetros, e foram construídos seis protótipos com as mesmas especificações.
Para facilitar a produção dos painéis, cada equipe dividiu as tarefas entre seus componentes de modo a democratizar o processo de confecção e aumentar a produtividade na tarefa. As Figuras 01 e 02 mostram os alunos acoplando os LED's à placa de papelão (associação em paralelo) e soldando seus terminais (positivo com positivo e negativo com negativo) à dois fios de cobre. Vygotsky ( apud DAMIANI, 2008) afirma que atividades realizadas em grupo, de forma conjunta, oferecem vantagens que não estão disponíveis em ambientes de aprendizagem individualizada. Segundo Silva e Leal (2006), este tipo de atividade vem sendo muito utilizado por professores com intuito de dinamizar a atividade e estimular a participação ativa, além de promover a interação social entre os membros da equipe.
Figura 01:
acoplagem dos LED's.
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Figura 02: soldagem dos fios.
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Por fim, as avaliações qualitativas de todas as dinâmicas foram feitas antes e após através de questionários com perguntas fechadas e abertas focando as percepções e culminando nas interpretações de cada participante. E por questionário, entende-se como um instrumento de coleta a ser preenchido pelos próprios sujeitos informantes da pesquisa. E se classificam em estruturados e nãoestruturados, os quais correspondem respectivamente às formas de apresentação em respostas breves e longas (LUDWIG, 2012, p. 67).
Dentre as desvantagens e vantagens de cada tipo de questionário, destacase para o caso estruturado a dificuldade de elaborar respostas precisas, uma vez que o mesmo se estrutura sob a forma de respostas de múltipla escolha, sim/não e falso/verdadeiro , entretanto, facilita o trabalho de tabulação dos dados coletados. Por outro lado, o tipo não-estruturado, o qual se apresenta por meio de respostas livres abertas ou curtas, é respondido de maneira variada ou extensa, dificultando bastante o trabalho de tabulação, porém, permite coletar dados mais precisos (LUDWIG, 2012, p. 68). Assim, o modelo de questionário mais adequado é o nãoestruturado, uma vez que o mesmo permite explorar mais qualitativamente a diversidade dos sujeitos participantes.
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## Resultados e Discussões
O MC foi estimulante e desafiador. Após a palestra, os estudantes abordaram de modo crítico e interdisciplinar a temática proposta por meio de grupos de discussões em que cada componente foi motivado a expor sua opinião e/ou vivência sobre os tipos de tecnologias capazes de converter alguma modalidade de energia em energia elétrica e quais fatores implicariam na preservação do meio ambiente. Muitos deles não souberam responder com precisão os questionamentos. Alguns desconheciam as áreas do conhecimento envolvidas nas etapas de construção, instalação e/ou funcionamento de sistemas geradores de energia elétrica, por exemplo, a hidroelétrica. E em se tratando, especificamente de energia solar, não conseguiram explicar a etapa de conversão de energia solar em elétrica. Isto pode estar relacionado com vários fatores ligados a educação tecno-científicainformacional e, também, ambiental promovida por suas escolas de origem. Porém, as estratégias de ensino por temas de CTSA aplicadas nos grupos de discussões contribuíram com o processo de AC proporcionando momentos educativos reflexivos, democráticos e sistematizados voltados a mudança de comportamento social, científico, tecnológico e ambiental frente as atuais necessidades energéticas.
Por outro lado, a oficina analisou a eficiência da estratégia de ensino a partir dos diálogos, questionamentos e percepções dos próprios estudantes. Dentre os comentários sobre os conhecimentos abordados na confecção de placa solar composta por LED's, destacam-se: A1 'contribuiu para meus conhecimentos sobre fontes de energia' ; A18 'aprendemos coisas que não fazíamos ideia que servia para transformar em energia' ; A22 'aprendi coisas que não sabia, além de ser muito interessante' ; e A25 'foi de fácil compreensão' . Os estudantes se posicionaram de forma simplista dentro de uma realidade pontual da instrumentalização da oficina, entretanto, isto motivou-os a refletir sobre seus conhecimentos científicos e a aplicação deles na compreensão de novas tecnológico.
O teste dos painéis solares culminou no momento mais importante aos estudantes, gerando comentários como, por exemplo: A19 'No momento em que minha equipe percebeu que realmente no final 'funcionou'! '; e A22 ' Quando levamos a placa solar para o sol, para ver se realmente funcionava' . É perceptível que estes estudantes se sentiram realizados cientificamente com o êxito da tarefa. A partir destes fatos podemos perceber que a abordagem CTSA proposta foi fundamental para a construção de conhecimento, promovendo ensino e aprendizagem, uma vez que os estudantes puderam completar cada etapa do cronograma familiarizados com a ciência e tecnologia empregadas na oficina.
Além disso, os comentários acima destacados relacionam-se com o fato de que muitos não conheciam esta propriedade do LED e das possibilidades tecnológicas envolvendo a física. Segundo Alves e Silva (2008), em 'Diversas oficinas que realizamos [...] há sempre um grande espanto quando veem um relógio funcionando com a energia 'gerada' por um LED' (ALVES e SILVA, 2008, p.28). Por outro lado, podemos ressaltar que a oficina também foi capaz de contribuir com o processo de AC no que se refere ao desenvolvimento de competências e habilidades para ler e entender estes fenômenos da natureza, compreendendo sua linguagem no contexto científico e cotidiano, possibilitando o pensar e agir crítica e conscientemente em sua realidade, beneficiando-se do conhecimento científico.
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## Algumas Considerações
Com a realização do MC, observou-se o quão importante é para a sociedade a realização deste tipo de atividade, tendo em vista que os resultados obtidos foram essenciais para a continuidade da pesquisa. As respostas dos questionários realizados foram satisfatórias, pois alcançaram as metas traçadas nos objetivos. Os momentos de discussão sobre a temática estimularam o interesse do público alvo sobre as questões ambientais, ampliando assim seu senso crítico e a sua conscientização.
As respostas foram significativas com relação à aprendizagem contida na oficina, que teria um reflexo positivo no processo de construção do conhecimento. Sendo assim, a contextualização da temática via abordagem CTSA permitiu maior reflexão acerca das interações entre essas áreas do conhecimento, rompendo com a imagem de neutralidade da Ciência, além de promover interesse pelos conteúdos disciplinares envolvidos, como também consciência crítica, capacidade de atuar e resolver problemas de ordem pessoal e social (MARCONDES, 2004). Portanto, percebe-se a necessidade de difundir a ciência e a tecnologia envolvidas na transformação de energia solar em elétrica com o propósito de estimula seu uso a partir da AC.
Assim, no encerramento das atividades cumpriram todos os objetivos, pois os alunos demonstraram interesse em futuramente fazer uso desse tipo de tecnologia, e os mesmos já possuíam conhecimento acerca dos impactos ambientais e graduais que a matriz energética não renovável causa ao meio ambiente. Portanto, foram criadas condições propícias ao desenvolvimento de cidadãos atuantes e responsáveis no município de Castanhal-PA.
Em virtude do exposto anteriormente, o MC torna-se uma proposta educativa viável a interdisciplinaridade com outras áreas do conhecimento e a inserção de estudantes na iniciação científica. Por fim, propor aos alunos uma nova relação de equilíbrio sustentável com o meio ambiente.
## Referências
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