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MOSTRA CIENTÍFICA: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA A INICIAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA

Harrison Luz Dos Santos, Adriano Alves De Araujo, Roberto Penafort Amorim Da Silva, Gabryell Malcher Freire, Brendo Cruz Costa, Larissa Emmily De Sousa Corrêa

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
25/01/2017
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## MOSTRA CIENTÍFICA: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA A INICIAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA

Harrison Luz dos Santos , Adriano Alves de Araujo , Larissa Emmily de Sousa 1 2 Corrêa 3 , Roberto Penafort Amorim da Silva 4 , Gabryell Malcher Freire , Brendo 5 Cruz Costa 6

- 1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, sdharry@yahoo.com.br
- 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, adriano\_araujo80@hotmail.com 3 Universidade Federal do Pará, larissacorrea01@hotmail.com
- 4 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, robertoamorim2012@bol.com.br 5 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, gabryellg8@hotmail.com
- 6 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, brendo\_cruzcosta@hotmail.com

## Resumo

No âmbito escolar, o aluno está sujeito a diversos fatores que inibem a sua aprendizagem, e uma delas é o desinteresse por algumas disciplinas, nesse caso em especial, a Física. Neste sentido, para sanar as distâncias entre academia e escola, o PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) foi pensado para estreitar essas relações. Desta forma, o presente trabalho propõe uma alternativa para tornar o ensino da Física em algo mais prazeroso e atraente através da Modelagem Matemática, além de aumentar o interesse dos alunos do 9º ano (Ensino Fundamental) nesta disciplina por meio da Mostra Científica, que consiste na análise dos experimentos, sob orientação de discentes-bolsistas do curso de licenciatura em Física, e a exposição para o meio acadêmico e externo. A presente proposta visa contribuir para que o processo de ensino e aprendizagem do aluno ocorra de forma mais interessante partindo do pressuposto que futuramente, no ensino médio, o aluno possa assimilar com mais facilidade os conteúdos da matriz curricular da disciplina Física.

Palavras-chave : Ensino de Física, Física no Ensino Fundamental, Modelagem Matemática.

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## 1 Introdução

Na atualidade, as distâncias entre os órgãos de educação ainda encontramse evidentes. As parcerias entre escolas e academias ainda são raras uma vez que ambas atuam em esferas educacionais distintas.

Desta forma, para criar uma conexão rápida entre os alunos e os futuros professores, o PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) foi inserido no campo acadêmico para facilitar essa ligação (Araujo, 2016; Costa, 2016), assim, o projeto surgiu com a intenção de estabelecer uma ponte entre academia, escola, alunos e professores.

- O aluno do 9º ano (8ª série do Ensino Fundamental) está sujeito às várias situações, sejam elas de cunho acadêmico ou social uma vez que sua personalidade e cognição ainda estão em um processo de formação. Vygotsky discute que o desenvolvimento cognitivo do aluno se dá pela interação social que este aluno tem com o meio, seja essa interação com os colegas de classe quanto com os professores (FINO, 2001).

Para Pimenta e Lima (2004, p. 34), 'a teoria é indissociável da prática', visto que aplicando o conhecimento obtido por meio da teorização e associando-o com o ambiente, proporciona a necessidade da reflexão da prática além de aproximar o futuro professor às situações vividas no cotidiano do meio escolar.

- O acompanhamento das transformações do mundo contemporâneo se faz necessário para que o futuro professor reflita sobre a sua prática pedagógica para que ele esteja ciente dos impactos e transformações que está acarretando no meio em que atua.

De acordo com Stanzani (2012), a ligação entre as teorias de educação e os conceitos abordados em sala de aula expõem para o futuro professor, com o auxílio do PIBID, a relevância da perspectiva pedagógica no processo de ensino e aprendizagem, para que os alunos das escolas públicas consigam acelerar o processo de desenvolvimento cognitivo.

Como Santos (2005) relata, há um grande número de discentes com dificuldades para compreender os conceitos físicos quando iniciados no 9º ano. A origem dessa dificuldade se dá, talvez, pelo ensinamento muito abstrato dos assuntos abordados em sala de aula, deste modo, a falta de interesse nesta disciplina é elevada.

Para que haja interação entre os discentes com o professor, fazer atividades experimentais simples é uma forma eficiente para cativar a curiosidade e elevar o processo de ensino e aprendizagem dos alunos. Alguns trabalhos discutem que organizar um projeto de feira de ciências torna-se eficaz para elevar tanto o grau de interesse como o de conhecimento dos discentes (Araujo, 2016; Costa, 2016). Essa atividade foi denominada de Mostra Científica .

Santos (2005) acredita que um ambiente mais atraente e interativo para que o aluno possa expressar suas novas ideias, facilitará o ensino e aprendizagem de Física. Assim, em uma feira de ciências ( Mostra Cientifica ), onde há interação sócio afetiva, troca de experiências e conhecimento, proporciona ao aluno um ambiente propício ao seu aprendizado.

Desta forma, almeja-se com este trabalho, oferecer aos alunos de Ensino Fundamental de escolas públicas um ambiente estimulante e motivador com práticas

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e informações que favoreçam um aumento no conhecimento, desenvolvendo assim atividades que sejam compartilhadas entre alunos, professores e público externo ao ambiente escolar, utilizando-se a Modelagem Matemática.

## 2 Metodologia

A proposta metodológica para o ensino de Física exposta é voltada para auxiliar o professor em suas aulas para turmas de 9º ano (8ª série do Ensino Fundamental) e promover a interação dos alunos para que haja o incremento cognitivo (FINO,2001).

A atividade experimental a ser executada, Mostra Científica , consiste em vários experimentos. Cada eventual turma incluída na Mostra Cientifica, será dividida em grupos de aproximadamente 5 alunos cada, para que assim haja o entrosamento de todos os alunos com o experimento. O professor deverá levar em consideração a ementa da disciplina, para que não fuja do cronograma da escola, assim como expor quais assuntos serão tratados em cada experimento.

Cada grupo formado escolherá e apresentará um experimento relacionado à Física. Os alunos-bolsistas do PIBID se dividirão em duplas para auxiliar cada grupo com mini aulas - orientações e explicações do experimento físico, tendo sempre em mente esclarecimentos que relacionem o cotidiano do aluno com aquela prática.

Este tipo de ligação da experiência desenvolvida no ambiente escolar com a rotina do aluno, tendo como objetivo facilitar o entendimento, é chamada de modelagem matemática.

Considerando o conhecimento que o aluno tem, o que é chamado de senso comum ou conhecimento empírico, e partido em direção a construção do conhecimento cientifico, permite fazer avaliações e encontrar respostas para as perguntas, esta metodologia é chamada por Moutinho (2007) de Modelagem Matemática.

A Modelagem Matemática pode ser usada como uma metodologia favorável uma vez que oferece o estimulo em técnicas experimentais e ainda proporciona a criação de novas ideias, fazendo que os pesquisadores em questão estabeleçam relações sociais (BASSANEZI, 1994).

Após a conclusão da etapa de divisão de grupos e de orientações, para ponderar cada um desses grupos, usaremos um tipo de avaliação semelhante com a que Araujo (2016) e Costa (2016) utilizaram em seus trabalhos.

A avaliação culmina em dois momentos: O primeiro momento se dá pela exposição do experimento de cada grupo formado em sala de aula, juntamente com as explicações, para uma banca formada pelo professor e os alunos-bolsistas. Sendo que a dupla de bolsistas que auxiliaram o grupo não poderá participar dessa primeira parte da avaliação.

No segundo momento, a avaliação ocorrerá nas exposições dos experimentos feito pelos alunos do 9º ano para o público, seja ele do ambiente escolar quanto do ambiente externo.

Além do mais, outros licenciandos serão convidados para avaliar este segundo momento, com auxílio de uma ficha de avaliação - com 5 (cinco) critérios, sendo 2 (dois) desses coletivos e os demais individuais: (1) apresentação do experimento (coletivo); (2) explicação de cada parte do experimento por cada aluno

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(individual); (3) domínio do conteúdo (individual); (4) espontaneidade na fala, isto é, o ato de 'decorar sua fala' não poderá ocorrer (individual); (5) postura e interação do grupo (coletivo).

Com isso, após a conclusão dessa parte da avaliação, juntaremos os dados adquiridos para que no final possamos unir as partes da avaliação e atribuir o desempenho de cada aluno da turma.

## 3 Resultados esperados

Na lei Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, expõe-se um ponto relevante para o currículo na educação básica: 'conhecimento do mundo físico e natural'. Desta forma, o conhecimento físico é uma ferramenta cogente para a compreensão do mundo em que vivemos e relevante para a formação da cidadania (SANTOS, 2005).

Do mesmo modo, faz-se necessário oferecer oportunidades para que os alunos possam ter um entendimento público da ciência, isto é, que eles adequem-se às muitas informações sobre os temas relacionados à ciência, assim como Sasseron (2008) discute.

Ainda como Sasseron cita, as oportunidades proporcionam a estes alunos capacidades para entender como os assuntos da ciência se relacionam com o meio ambiente e com a sociedade na qual vive e, que estes alunos sejam capazes de discutir facilmente tais elementos e possam ter reflexão sobre os impactos que tais fatos podem acarretar na sociedade e ao meio ambiente, posicionando criticamente frente aos temas.

Diante disso, a partir das atividades experimentais desenvolvidas pelo professor e pelos licenciandos, espera-se dos alunos do 9º ano, que ao manipularem os experimentos, consigam por meio da Modelagem Matemática compreender os assuntos abordados e consigam observar de outra maneira a natureza que os cerca.

Ainda nesse sentido de atividades experimentais, o grande número de interações sociais não se destaca apenas entre o professor e o aluno, porém também, entre os próprios alunos (Júnior, 2013). Neste contexto de atividades, o professor e os futuros professores são os parceiros mais capazes de tirar dúvidas em relação aos temas abordados e, são também os responsáveis por toda a eficácia em sala de aula.

De outro modo, os professores são os indivíduos aptos a orientar ou explicar a dinâmica das atividades, ou ainda, apresentar o modelo teórico aos alunos para que eles possam ir em busca do conhecimento.

É relevante mencionar, que os experimentos ou atividades dessa natureza não são as únicas capazes de acelerar o processo de ensino e aprendizagem uma vez que Vygotsky (2001) cita: 'o que a criança é capaz de afazer hoje em colaboração, conseguirá fazer amanhã sonzinho', como mencionado por Gaspar e Monteiro (2005, p. 234). Todavia, cabe ao professor sempre ir à procura de novidades quando relacionados às estratégias de ensino.

Desta forma, a disciplina Física como discute Moutinho (2007), é vista como um bicho de sete cabeça, algo difícil de entender. Porém, podemos fazer da Física uma disciplina de oito tentáculos - essa oitava cabeça seria todos os professores que ajudam a fazer da Física algo prazeroso e amigável de se estudar.

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Portanto, o emprego da Modelagem Matemática no Ensino Fundamental resulta uma abordagem diferenciada nos assuntos iniciais ligados à Física, fazendo que os alunos envolvidos possam elevar sua capacidade cognitiva e acelerar seu desenvolvimento.

## 4 Conclusões

Diante disso, a atividade experimental em sala de aula, utilizando a Modelagem Matemática, irá fazer que os discentes possam, através da manipulação dos experimentos, assimilar com maior facilidade os assuntos abordados, tendo assim uma aprendizagem mais satisfatória e, objetivando também um maior desempenho acadêmico.

Além disso, esta estratégia de ensino faz com que a Física torne-se mais atraente e interessante. Este tipo de metodologia prende a atenção do aluno e oferece um ensino e aprendizado mais significativo. Ressaltamos também, que com auxílio do PIBID os licenciandos terão um contato direto com o ambiente escolar e poderão obter experiências que proporcionará visões distintas para criar novas metodologias de ensino.

Portanto, podemos relevar que a presente proposta tem por objetivo contribuir de forma satisfatória para o ensino e aprendizagem de Física no Ensino Fundamental, sendo uma estratégia para o professor e, que fará que o aluno se interesse pela Física e chegue ao Ensino Médio capaz de estudar essa disciplina com mais inspiração.

De modo geral, esta é apenas uma estratégia que pode ser utilizada no meio escolar para o ensino de Física. Parte daqui, levar inspirações para que os docentes possam inovar no ambiente escolar para fazer no ensino de Física sempre melhor.

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## Referencias

ARAUJO, Adriano Alves de; COSTA, Brendo Cruz; PILLETTI, Edileuza Amoras. A modelagem matemática junto com o PIBID no ensino de física em uma escola média tradicional . Campina Grande: Congresso Nacional de Pesquisa e Ensino em Ciências, 2016. Disponível em:

<http://www.editorarealize.com.br/revistas/conapesc/trabalhos/TRABALHO\_EV058\_ MD1\_SA90\_ID1755\_05052016191601.pdf> Acesso em: 20 ago. 2016.

BASSANEZI, Rodney C. Modelagem matemática. Dynamus , Blumenau, v. 1, n. 7, p. 55-83, abril/jun. 1994.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil] , Brasília, DF, v. 134, n. 248, 23 dez. 1996. Seção 1, p. 27834-27841.

COSTA, Brendo Cruz; ARAUJO, Adriano Alves de; PILLETTI, Edileuza Amoras. Ensino de física na EJA: um método alternativo por meio do PIBID . Campina Grande: Congresso Nacional de Pesquisa e Ensino em Ciências, 2016. Disponível em: <

http://editorarealize.com.br/revistas/conapesc/trabalhos/TRABALHO\_EV058\_MD1\_S A90\_ID1877\_09052016233521.pdf> Acesso em: 20 ago. 2016.

FINO, Carlos Manuel Nogueira. Vygotsky e a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP): três implicações pedagógicas. Revista Portuguesa de educação . ed. 14. p. 273-291. 2001.

GASPAR, Alberto; MONTEIRO, Isabel Cristina de Castro. Atividades experimentais de demonstrações em sala de aula: uma análise segundo o referencial da teoria de Vygotsky. Investigações em Ensino de Ciência . v. 10. n. 2 p. 227-254. 2005.

JÚNIOR, Elival Martins dos Reis; SILVA, Otto H M da. Atividades experimentais: uma estratégia para o ensino da física. Caderno Intersaberes . v. 1. n. 2. p. 38-56. 2013.

MOUTINHO, Pedro Estevão da Conceição. CTS e a modelagem matemática na formação de professores de física . Belém: UFPA, 2007. 115p. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Pará, Belém, 2007.

SANTOS, Carmen Faria; MENEZES, Crediné Silva de. A aprendizagem da Física no Ensino Fundamental em um ambiente de robótica educacional . Anais do Workshop de Informática na Escola. v. 1. n. 1. 2005.

SASSERON, Lúcia Helena; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Almejando a alfabetização científica no ensino fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências , Rio Grande do Sul. v. 13(3). p. 333-352. 2008

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