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UMA NOVA ABORDAGEM NO ENSINO DE FÍSICA PARA O CURSO TÉCNICO INTEGRADO AO ENSINO MÉDIO EM UMA TURMA DE LOGÍSTICA.

José Carlos Fagundes, Matheus Da Silva Sousa, Marcio Paulo Pereira, Pedro Henrique Silva Souza, Thales Ramon Oliveira De Jesus, Alex Vieira Dos Santos

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
25/01/2017
Linha de pesquisa
Materiais, Métodos E Estratégias De Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## UMA NOVA ABORDAGEM NO ENSINO DE FÍSICA PARA O CURSO TÉCNICO INTEGRADO AO ENSINO MÉDIO EM UMA TURMA DE LOGÍSTICA.

José Carlos Fagundes1, Alex Vieira dos Santos2, Matheus da Silva Sousa3, Marcio Paulo Pereira4, Pedro Henrique Silva Souza5, *Thales Ramon Oliveira de Jesus6.

- 1. Bolsista do PIBID, Universidade Federal da Bahia.
- 2. Professor Supervisor do PIBID, Universidade Federal da Bahia.
- 3. Bolsista do PIBID, Universidade Federal da Bahia.
- 4. Bolsista do PIBID, Universidade Federal da Bahia.
- 5. Bolsista do PIBID, Universidade Federal da Bahia.
- 6. Bolsista do PIBID, Universidade Federal da Bahia.

## Resumo

O presente trabalho tem como objetivo principal relatar uma experiência de ensino do PIBID Física da Universidade Federal da Bahia junto a uma turma do curso técnico de logística no CEEPLTLPC-Salvador, Bahia, tendo como ponto de partida a temática transporte logístico para o estudo da cinemática. No contexto da escola, todo o conteúdo da disciplina Física deve ser abordado em um ano, o que dificulta uma plena visão do currículo da disciplina tanto por parte dos educandos, quanto por parte dos docentes. Desse modo, o docente responsável pela disciplina na escola, optou por iniciar uma abordagem dos temas relativos à logística para tratar os tópicos específicos do currículo da Física. Como supervisor do PIBID, ele em conjunto com os bolsistas organizou seminários temáticos com tópicos da Mecânica Clássica, estando estes associados tanto ao armazenamento de cargas, como ao transporte logístico. Ao fim, os alunos confeccionaram painéis expositivos que buscavam correlacionar os conceitos estudados na logística com os tópicos específicos dessa correlação entre a Logística e a disciplina Física.

Palavras Chave : Ensino de Física, Logística, Mapas Conceituais e Painéis expositivos.

## 1. Introdução

A Física, como campo de conhecimento é uma das ciências mais antigas, ela abrange investigações que vão da estrutura molecular até a origem e evolução do universo. Os princípios físicos podem explicar uma vasta quantidade de fenômenos que ocorrem em nosso cotidiano. Desse modo, o estudo da Física nos permite conhecer e compreender ainda mais sobre a natureza que nos cerca e ao mundo tecnológico que vive em uma mutação constante no contexto das ciências (SANTOS, BAIARDI e BAIARDI,2016).

No Brasil o ensino de Física, como campo disciplinar, tem início nas últimas séries da educação básica. Nesse contexto, a disciplina é encarada como uma das que os educandos mais sentem dificuldade. Tal fato ocorre em virtude de uma imagem deturpada que previamente os alunos têm da disciplina e, por outro lado,

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por ações no campo do ensino que não conseguem traduzir de maneira mais próxima do educando o papel da Física em sua vida. Além disso, há uma dificuldade na própria compreensão dos conceitos e fenômenos físicos, e na compreensão da linguagem matemática aplicada. De outro modo, a atividade buscou ainda trazer uma perspectiva contextualizada sobre as ciências vista como uma atividade social que está presente na futura vida profissional dos educandos (SANTOS, Alex Vieira; BAIARDI, 2005).

É lamentável quando ouvimos no inicio do ano letivo, por parte dos educandos do curso técnico em Logística CEEPLTLPC-BA: 'eu não sei o que é a Física', ou ainda, 'Não sei quem inventou isso', e mais lastimável ainda é lembrar que essa disciplina dispõe de todos os requisitos para estar entre as mais atraentes por se tratar de uma ciência experimental e que faz parte cotidiano dos educandos. No entanto, poucos são os alunos que realmente se apropriam desse saber e isto é comprovado nos altos índices de reprovação que demonstram um baixo nível de aproveitamento acadêmico.

## 2. Logística como ponto de ignição para o estudo da Física.

Segundo BALLOU (1993), a Logística tem objetivos bem específicos dentro das organizações. O sucesso das operações na cadeia de suprimentos é definido pelos chamados três Certos da Logística, a saber: (a) O produto certo, (b) No local certo e (c) Na hora certa. Todos os três elementos são essenciais para que o objetivo da logística seja alcançado. A falha em algum deles acarreta na perda de credibilidade por parte dos usuários do canal de distribuição. Portanto, a execução das atividades de logística exige um grande esforço de coordenação (CASTIGLIONE, 2009). Entretanto, há formas mais detalhadas de caracterizar as exigências operacionais da cadeia de suprimentos. Podem-se desdobrar os três Certos da Logística em sete elementos e dizer que a tarefa essencial é entregar, como é representado no gráfico abaixo:

Gráfico 1. Ciclo de desdobramento dos 3 certos da Logística

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Assim, para obtenção de êxito em serviços que envolvem a logística, é de fundamental importância que os educandos compreendam alguns conceitos que

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cercam o campo tanto da logística, quanto o campo do estudo da Física, para que possam aplicar em sua vida profissional (CHING, 2001 e HARA, 2010).

## 3. Os caminhos traçados na Escola

Visando uma abordagem em Física mais atrativa para alunos do Ensino Técnico Profissionalizante do Centro Estadual de Educação Profissional Em Logística e Transporte Luiz Pinto de Carvalho (CEEPLTLPC-BA), foram desenvolvidas as seguintes atividades: (a) Abordagem associativa dos tópicos Cinemática, Dinâmica e Leis de Newton aplicadas a Logística, (b) Utilização de mapas conceituais, painéis expositivos como ferramenta de ensino de Física (figuras 01 e 02) e (c) Realização de rodas de discussões, estimulando a participação de alunos, bolsistas e professor (figuras 03 e 04) (ALVARENGA, 2009).

Fig. 1. Apresentação e exposição dos painéis confeccionados pelos alunos Fonte: Produzido pelos autores

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Nesse contexto, adotamos o uso dos mapas conceituais como ferramenta para a construção de correlações entre os conceitos estudados na disciplina Física e tópicos específicos da formação profissional no curso de Logística. A relação existente entre as cargas a serem armazenadas e transportadas e suas respectivas massas, pesos, tempo de transporte e velocidade. Entendemos que a utilização dos mapas conceituais na sala de aula, iria proporcionar uma melhor visualização da correlação entre Física e Logística, através do incremento de imagens e gráficos que não poderiam ser contextualizados no quadro branco, senão em uma sala ambientada com recursos áudio visuais.

Os mapas conceituais, por conceito, são estruturas esquemáticas que representam conjuntos de ideias e conceitos dispostos em uma espécie de rede de proposições, de modo a apresentar mais claramente a exposição do conhecimento e organizá-lo segundo a compreensão cognitiva do seu idealizador. Portanto, são

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representações gráficas, que indicam relações entre palavras e conceitos, desde aqueles mais abrangentes até os menos inclusivos. São utilizados para a facilitação, a ordenação e a sequência hierarquizada dos conteúdos a serem abordados, de modo a oferecer estímulos adequados à aprendizagem. (MOREIRA, 1980; NOVAK &amp; GOWIN, 1986 e FARIA, 1985).

Fig. 2. Apresentação e exposição dos painéis confeccionados pelos alunos

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Fonte: Produzido pelos autores

As rodas de discussões e o momento 'tira dúvida' (durante a resolução das questões em sala de aula) permitiram uma excelente interação entre Professor, aluno e bolsistas do PIBID, esta prática proporcionou uma melhor utilização dos livros didáticos, auxiliando nas resoluções de questões do mesmo, garantido ainda mais o desenvolvimento e maior participação dos alunos nas aulas.

Fig. 3: Momento 'tira dúvidas' e resoluções de questões aplicadas a logística.

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Fonte: Produzido pelos autores

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Fig. 4: Momento 'tira dúvidas' e resoluções de questões aplicadas à logística.

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Fonte: Produzido pelos autores

## 4. Resultados

A partir das práticas de sala de aula, acima relatadas, notou-se um interesse mais aprofundado, por parte dos alunos, em especial, sobre os conceitos e fenômenos da cinemática, dinâmica e leis de Newton dentro da realidade da Logística (Transporte, estocagem e armazenamento), já que eles puderam observar que a movimentação de cargas e o estoque podem ter seus problemas resolvidos a luz de conceitos de Física que eles já utilizavam, mas não tinham noção que estavam aplicando esse campo de conhecimento em seu contexto profissional. A utilização de mapas conceituais e painéis expositivos possibilitou um novo olhar sobre a práxis de sala de aula, tanto como bolsistas do PIBID, quanto coo futuros profissionais em educação e, de outro modo, foi possível reforçar, de maneira bastante satisfatória os assuntos da mecânica clássica que foram associados à Logística.

## 5. Referências

ALVARENGA, Beatriz.; MÁXIMO, Antonio. Física. São Paulo, Scipione. Volume 1, 2009.

BALLOU, Ronald H. Administração de Logística Empresarial. São Paulo: Editora Atlas, 1993.

CASTIGLIONE, José Antônio de Mattos. Logística Operacional: Guia Prático/José Antonio de Mattos Castiglione. -2. Ed.-São Paulo: Érica, 2009.

CHING, Hong Yuh. Gestão de Estoques na Cadeia de Logística Integrada. 2a edic GLYPH&lt;31&gt; ão. São Paulo: Atlas, 2001.

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FARIA, de Wilson. Mapas Conceituais: aplicações ao ensino, currículo e avaliação . São Paulo: EPU - Temas Básicos de Educação e Ensino, 1985.

HARA, Celso Minoru. Logística - Armazenagem, Distribuição e Trade Marketing. 3. ed. São Paulo: Alínea, 2010.

MOREIRA, M. A.; Mapas Conceituais como Instrumentos para Promover a Diferenciação Conceitual Progressiva e a Reconciliação Integrativa. Ciência e Cultura, 32, v. 4: 474-479, 1980.

NOVAK, J.D. &amp; GOWIN, D.B. Aprender a Aprender. Lisboa: Plátano Edições Técnicas, 1986.

SANTOS, Alex Vieira dos; BAIARDI, Amílcar. C&amp;T e Sociedade: Um balanço da Semana Nacional de C&amp;T. Jornal da Ciência - SBPC, São Paulo, 06 de out. 2005. Disponível em: http://www.jornaldaciencia.org.br. Acesso em 01 de agos. 2016.

SANTOS, Alex Vieira dos; BAIARDI, Amílcar e BAIARDI, Daniel. Uma Breve História da Ciência, A Aventura do Conhecimento Científico ao Longo dos Séculos. 1. ed. Salvador: Academia de Ciências da Bahia; Assembléia Legislativa do Estado da Bahia. v. 1, 2016.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.