UMA ABORDAGEM ETNOFÍSICA NO PROCESSO DE FABRICAÇÃO DE TELHAS E TIJOLOS NA COMUNIDADE DA FAZENDINHA, BRAGANÇA-PARÁ.
Elisangela Pimenta, Maria Castro, Sergio Cardoso
- Evento
- Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
- Edição
- XXII
- Ano
- 2017
- Data
- 25/01/2017
- Linha de pesquisa
- Ensino E Aprendizagem Em Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## UMA ABORDAGEM ETNOFÍSICA NO PROCESSO DE FABRICAÇÃO DE TELHAS E TIJOLOS NA COMUNIDADE DA FAZENDINHA, BRAGANÇA-PARÁ.
## *Elisangela Pimenta , Maria Castro , Sergio Cardoso 1 2 3
1 IFPA/Estudannte/Campus Bragança, elipimenta123@gmail.com
- 2 IFPA/ Estudannte/Campus Bragança, mariadejesus3006@gmail.com
3 IFPA/ Pesquisador/Campus Bragança sergio.ricardo@ifpa.edu.br
## Resumo
Neste trabalho, pretende-se explicitar a compreensão sobre como a Etnofísica pode investigar a fabricação de telhas e tijolos a partir de um estudo na Cooperativa dos Oleiros da Fazendinha (COOLEFA), na comunidade da Fazendinha, no Município de Bragança - Pará. Vale ressaltar que este escrito é parte de uma pesquisa de trabalho de conclusão de curso (TCC), cuja temática principal é a Etnofísica. Entre os objetivos, destacam-se registrar e conhecer como se dá o processo de fabricação de telhas e tijolos através da manipulação de fornos na fazendinha e como os saberes da comunidade auxiliam no processo de produção de telhas e tijolos, bem como estabelecer ligações entre o conhecimento científico e os saberes da comunidade. A pesquisa, portanto, é predominantemente qualitativa, priorizando métodos etnográficos com, por exemplo, entrevista semiestruturadas, a pesquisa de campo, a observação participante, entre outros. A coleta de dados nos permite, sob a perspectiva da etnofísica, fazer relações entre os conhecimentos na comunidade e os conhecimentos científicos adquiridos na Licenciatura em Física
Palavras-chave : Saberes-fazeres tradicionais; Etnofísica; Manipulação de fornos.
## Introdução
Desde os primórdios o ser humano sempre possuiu a necessidade de trabalhar para sua sobrevivência. Em contato com a natureza, ele a modificou de acordo com as necessidades que lhe foram impostas e tirou dela os meios para sua subsistência.
No começo a tecnologia utilizada pelo ser humano era bastante rudimentar e buscava formas alternativas para suprir suas necessidades e passava isso de geração em geração. Com o passar dos tempos, as comunidades denominadas 'tradicionais' continuam cultivando essa cultura de ensinar aos seus descendentes aquilo que aprenderam, através da oralidade e como parte integrante de seus conhecimentos e práticas cotidianas, sendo de forma sistematizada ou não.
Os trabalhos com barro na comunidade da Fazendinha iniciou-se com os próprios moradores da comunidade, após perceber a abundância do barro, propício para fabricação, primeiramente de panelas de barro e outros utensílios. Porém devido à necessidade de material para a construção de suas moradias e dificuldade de acesso ao centro da cidade (que só era possível por meio de embarcações pelo rio caeté) buscou-se técnicas necessárias para a fabricação de telhas e tijolos, que passaram a fazer parte da cultura nos saberes-fazeres das famílias dessa comunidade que perduram até hoje.
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23 a 27 de janeiro de 2017
A partir dos conhecimentos adquiridos no decorrer da nossa formação acadêmica e da convivência no cotidiano com a comunidade da Fazendinha, inquietou-nos a seguinte questão: Como os membros da Cooperativa dos Oleiros da Fazendinha (COOLEFA) com muita habilidade, manuseiam o processo de fabricação de telhas e tijolos em suas atividades de trabalho, sem o conhecimento científico da termodinâmica, como exemplo a transferência de calor que ocorre no interior do forno.
Desta questão central, outras indagações podem surgir como, por exemplo: sem o conhecimento científico, que saberes-fazeres são tomados como referências nas suas práxis cotidianas? Pois eles conseguem executar todo o processo de fabricação, desde o manejo da matéria prima até o produto final, demonstrando competências e habilidades diversas, em especial na manipulação dos fornos, uma etapa importantíssima, que será nosso foco de estudo.
Sendo assim, utilizamos uma perspectiva Etnofísica, que se refere à apropriação singular de saberes tradicionais e técnicas específicas de um determinado sujeito ou grupo em relação aos fenômenos físicos, que são repassados através das gerações de acordo com a realidade de cada comunidade, onde 'um olhar etnofísico significa considerar ontologicamente o modo de ver, de interpretar, de compreender, de explicar, de compartilhar, de trabalhar, de lidar, de sentir os fenômenos físicos'. (SOUZA, 2013,p.101)
Ademais, a pesquisa na comunidade da Fazendinha é um tema relativamente novo no campo das ciências, assim como a Etnofísica, que se configura como uma área em construção entre os acadêmicos. Este estudo, portanto, soma indicadores aos demais trabalhos dessa área, que se justifica também por registrar os saberes fazeres tradicionais de comunidades historicamente excluídas, garantindo assim o não desaparecimento da cultura e dos costumes informais passados tradicionalmente de geração a geração.
Para melhor assimilação da pesquisa buscou-se base teórica com trabalhos publicados no Brasil, destacando-se D'Ambrósio (1993, p. 05) com a Etnomatemática, como um campo reconhecido entre as Etnociências, ressaltando que a Etnomatemática pode ser aplicada a todas as ciências, uma vez que a 'Etnomatemática é a arte ou técnica de explicar, de conhecer, de entender, nos diversos contextos culturais', ao qual a Etnofísica está relacionada. Estudar como se dá o processo e a aplicação das práticas no cotidiano da comunidade é inseri-lo no contexto social sem perder de vista a individualidade da comunidade em questão.
Assim também como ANACLETO em sua tese ETNOFÍSICA NA LAVOURA DE ARROZ publicada em 2007 constatou que se percebem na natureza os fenômenos físicos que estão a todo instante em nosso entorno, e essa interação surgiu nas praticas do ser humano com a natureza, sendo isso a física que conhecemos hoje, porém que com um novo olhar pode ser nominada Etnofisica, sendo um estudo aprofundado de fatos que surgem da cultura de um povo e sua interação com o meio em diferentes tempos.
Tomando também como referência o artigo Etnofisica, modelagem matemática, geometria...tudo no mesmo Manzuá, como já citado acima e reforça (PRUDENTE, 2010 Apud SOUZA 2013, p.101) 'De maneira geral, podemos
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entender a Etnofísica como referência aos saberes populares acerca do conhecimento físico', e novamente ressalta Anacleto (2007) à respeito da Etnofísica:
'[...]. Buscando conhecer as técnicas utilizadas intuitivamente pelos trabalhadores rurais no intuito de relacioná-las com a Física, usando como base teórica a Etnomatemática para fundamentar uma pesquisa Etnofísica . Esta busca investigar os conceitos físicos não formais utilizados por um determinado grupo, no caso, esta população rural específica, e relacioná-los a conhecimentos científicos, estudados em escolas e universidades...' (ANACLETO 2007, p.13)
Dentro desta perspectiva se buscou conhecer, como mesmo sem o conhecimento físico de termodinâmica, os oleiros da COOLEFA, produzem telhas e tijolos. Assim como a o grau de temperatura que precisa ser elevado para o cozimento do tijolo em um forno e o calor gerado e cedido nesse processo. Para RHODES (1998) apud NERY (2010, p.23) 'O calor gerado, no processo de combustão, é transmitido por convecção e radiação no interior do forno. Parte do calor é perdido através da chaminé e parte através das paredes, do chão e teto do forno'. Tais teorias que comprovam a origem de tais comportamentos, mesmo distintas chegam a um resultado comum.
A pesquisa na comunidade da fazendinha é um tema relativamente novo no campo das ciências, assim como a Etnofísica, que se configura como uma área em construção entre os acadêmicos. Este estudo, portanto, soma indicadores aos demais trabalhos dessa área.
Este estudo justifica-se também por registrar os saberes fazeres tradicionais, garantindo assim o não desaparecimento da cultura e dos costumes informais passados tradicionalmente de geração a geração.
A Etnofísica, assim como a Etnomatemática, busca valorizar os indivíduos através de seus conhecimentos intuitivos utilizados em sociedade ressaltando a importância do seu conhecimento para o meio em que se insere.
## Metodologia
Nessa pesquisa, realizamos a observação participante, que é a principal técnica para a pesquisa de campo de coleta de dados, onde o pesquisador deve estar o maior tempo possível com os indivíduos estudados, conhecendo o fenômeno que deseja pesquisar.
Ao participar ativamente da investigação o pesquisador deve analisar a coerência do que foi dito com o que realmente acontece. E as entrevistas servem para compreender como o indivíduo compreende o meio em que está inserido.
Assim para alcançar o objetivo de investigação, usou-se uma metodologia etnográfica através da pesquisa de campo, que teve como base uma abordagem qualitativa na comunidade da Fazendinha, na cidade de Bragança, no Pará. Pois conforme conceitua Gil (2002) apud SANTOS, MOLINA e DIAS (2007,p.127), pesquisa de campo 'é uma investigação prática realizada em um local previamente definido que atende aos objetivos propostos na pesquisa. É caracterizada também pela observação de fatos tal como ocorre espontaneamente. Os instrumentos utilizados para coletar dados podem ser: observações, questionários, formulários, entrevistas, entre outros'.
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Foi também realizada uma revisão bibliográfica no âmbito da Etnomatemática e da Etnofísica,no qual se buscou apoio teórico no trabalho de ANACLETO que segundo ela o termo Etno vem de 1945 quando Harold Garfinkel cunhou o termo 'Etnometodologia'. Já para o termo Etnomatemática, explica Ubiratan D'Ambrósio, não significa apenas estudar a 'matemática das etnias', mas que palavra Etnomatemática é uma junção de palavras onde cada uma tem o seu significado.
Dentre as literaturas revisada para a pesquisa e relatada no item anterior, percebesse que as publicações em Etnofísica ainda são escassas, havendo ainda poucos referencias teóricos disponíveis que possa consolidar o conceito sobre o tema. Desse modo utilizamos referenciais da Etnomatemática, por se tratar de pesquisas semelhantes, metodologicamente.
A partir da coleta de dados da história de vida dessa comunidade, e conhecimento de seus saberes-fazeres, foi necessário direcionar ao foco de pesquisa, 'o conhecimento empírico dos oleiros da COOLEFA na manipulação de fornos artesanais', para isso utilizamos de entrevistas semiestruturadas, delimitando as perguntas para alcançar as informações necessárias para o andamento da pesquisa.
- A pesquisa está sendo desenvolvida com os oleiros da COOLEFA, que somam 27 cooperados, onde foram entrevistados 6 oleiros aleatoriamente, moradores da comunidade.
Após toda essa abordagem e a coleta de dados de diversas fontes envolvidas a pesquisa também se utilizou de cunho bibliográfico, pois é necessário apoiar-se em teóricos que tematizem o assunto abordado, pois há uma relação entre a vida na comunidade e os conhecimentos científicos.
- O registro da pesquisa está sendo feito em gravações das conversas, as quais são escutadas várias vezes, coletando assim os dados da pesquisa que serão citados no decorrer do presente trabalho.
No entanto vale ressaltar a importância da transcrição e edição das entrevistas, assim como cita o manual de história oral (Worcman, 2006) que 'Transcrever significa passar o conteúdo oral para textos escrito. Cada pergunta e resposta é redigida a partir da escuta paciente da gravação'
## Resultados e Discursões.
De antemão, ressaltamos que, como a pesquisa ainda está em andamento, os resultados coletados até então, são parciais, mas já é possível fazermos algumas considerações, sobre os saberes fazeres desta comunidade. Onde o trabalho de confecção de telhas e tijolos é uma prática bastante comum, diariamente os moradores se deslocam às suas olarias para produzirem seus produtos.
Diante do objetivo a ser alcançado, se direcionou a entrevista aos oleiros com perguntas sobre o conhecimento na queima da matéria prima, todos foram bastante atenciosos, sentiam prazer de falar do seu oficio, cada depoimento foi de suma importância, sendo que após o relato de todos percebeu-se que conhecimento manifestado na prática do saber/fazer entre os oleiros era bem semelhante, caracterizando assim sua cultura.
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A maneira com que eles desenvolvem suas atividades é bastante instigante, onde ainda persiste a maneira rústica de fabricar telhas e tijolos, pois em meios aos avanços tecnológicos, suas atividades de trabalho ainda acontecem artesanalmente.
Dentro desse acumulo de conhecimento adquirido, que a comunidade da fazendinha se destaca, por ter na história do seu povo a manutenção de seus saberes que repassando de pai para filho dão conta de seu sustento, como explica um dos entrevistados da comunidade:
'Esse meu trabalho, foi iniciado pela criatividade do meu pai, ele que iniciou tudo isso, só que era muito difícil [...] mermo assim ele deu conta de superar [...] hoje eu fico analisando o caso, a gente de filho passa a ser pai, então a gente tem aquele dizer, que filho tu és e pai tu serás [...] assim eu já criei esses meus minimos todos'.(Entrevistado B ).
Figura 01 : ( fabricação artesanal de tijolos ).
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Ao se indagar os passos para a fabricação das telhas e tijolos desde a retirada da matéria prima até a secagem, foi- nos dito pelo Entrevistado C, que:
A escolha da argila é importante, porque tem argila que é bonita, mais não é boa pra fazer a telha e o tijolo, aí quando chega aqui a gente faz uma mistura com barro, pra dá o ponto e depois de misturado a gente trás pra cá, pra fazer o molde, pra telha de um jeito e pro tijolo, é desse outro jeito e tudo é feito de um por um, depois é levado pra cá pra secação [..] tá bom, se apalpar não afundar, se tiver um pouco mole não tá bom, por isso que tem que secar, assim só no vento, tem que secar por inteiro.[...]
Neste contexto de entrevistas, foi indagado sobre o processo de cozimento das telhas e tijolos, nosso foco de pesquisa, onde o entrevistado D, disse que:
'Pra começar o fogo é com madeira grossa, pro esquente [...] depois de umas 24 horas, a gente aumenta mais o fogo[...]depois desse esquente, quando a temperatura tá no máximo a gente bota pra queima mermo, aí passa umas 5 horas e aí deixa lá, não coloca mais, depois que deu o ponto.[..].A arcaria vai ficando vermelha, a gente olha a cor da arcaria, em
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baixo ela vai ficando avermelhada e em cima também, tem que ter o ponto certo'.(Entrevistado D)
FIGURA 02 :( material pós queima).
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Desse modo a produção de telhas e tijolos realizada pelos oleiros que trabalham na COOLEFA está relacionada aos conhecimentos empíricos repassados ao longo dos anos, de forma oral, como parte de sua cultura, no qual permitem a eficácia na manipulação dos fornos, garantindo seu meio de subsistência e a preservação de seus costumes.
Neste contexto, se percebe que o cotidiano dos oleiros está impregnado do saber de indivíduos que ao longo da vida, comprovam suas próprias ideias pela necessidade de suas práticas, desde a escolha da argila com mais plasticidade, assim como o cozimento dos tijolos e telhas, apenas com o conhecimento de suas próprias experiências. Um saber tradicional, uma ciência que se entrelaça com aquela que no largo dos conceitos do saber cientifico, se complementam.
Como descreve Cunha (2007, p.78) sobre a necessidade que o saber cientifico tem de se completar com o saber tradicional, pois, 'ambos são formas de procurar entender e agir sobre o mundo. E ambas são também obras abertas, inacabadas, sempre se fazendo'.
## Conclusão
Diante dos dados já coletados, a cerca do trabalho desenvolvido, podemos iniciar as considerações de resultados parciais da pesquisa.
Foi possível perceber que há uma forte tradição dos saberes/fazeres no oficio dos oleiros, que são repassados de pais para filhos e que se predominam desde gerações passadas, para a produção de telhas e tijolos, processos esses que segui desde a escolha da matéria prima até a etapa final que é o cozimento, como meio de manter seu sustento.
Ter acesso a tais conhecimentos tradicionais da fazendinha é uma forma de preservar a identidade desta comunidade e ao associa-la com os conhecimentos acadêmicos é uma forma de contribuir para um ensino/aprendizado voltado para a realidade do aluno.
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Relacionar tais conhecimentos tradicionais com o conhecimento científico trará subsídios para uma melhor compreensão do ensino de Física, mostrando que os fenômenos Físicos estão presentes no cotidiano.
## Referências
ANACLETO, Bárbara da Silva/ Etnofísica na lavoura de arroz . / Bárbara da Silva Anacleto. -Canoas, 2007.Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática) - Universidade Luterana do Brasil, 2007
D'AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática : Elo entre as tradições e a modernidade . Belo horizonte 2005.
D'AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: Arte ou técnica de explicar e conhecer. 2. ed. São Paulo: Ática, 1993.
GIL, Antonio Carlos. "Como elaborar projetos de pesquisa. " São Paulo: Atlas (2002).
SANTOS, MOLINA e DIAS. Orientações e dicas práticas para trabalhos acadêmicos . Curitiba:Ibpex, 2007.
SOUZA, Ednilson Sergio Ramalho. Etnofísica, modelagem matemática, geometria... tudo no mesmo Manzuá. Amazônia | Revista de Educação em Ciências e Matemática | v.9 (18) jan-jun 2013. p.99-112. SOUZA, 2013. P.101).
RHODES,1998 APUD NERY, Gustavo GuimarãesEstudo do desempenho térmico de fornos catenários para queima de cerâmica artesanal [manuscritos]/ Gustavo Guimarães Nery.-2010.
Worcman, karen; PEREIRA, jesus vasquez-/coordenadoresHistória falada: memoria, rede e mudança social -são Paulo: SESC SP: Museu da Pessoa : imprensa oficial do estado de SP.2006.
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