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UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA SOBRE ANÁLISE DE LIVROS DIDÁTICOS

Maria Ruthe Gomes, Katemari Rosa

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
26/01/2017
Linha de pesquisa
Equidade, Inclusão Social E Estudos Culturais E O Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## UMA REVIÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA SOBRE ANÁLISE DE LIVROS DIDÁTICOS

## Maria Ruthe Gomes 1 , Katemari Rosa 2

1 Universidade Federal de Campina Grande, ruthe1010@gmail.com

## Resumo

No Brasil, livros didáticos têm ampla distribuição em escolas de todo o território nacional e seguem sendo um dos principais instrumentos de suporte ao ensino e à aprendizagem de Física. Esses livros ensinam não apenas conteúdos de Física, mas procedimentos científicos, visões sobre ciências e cientistas. É nesse contexto que olhamos para o livro didático (LD) na perspectiva de analisar as representações de mulheres e homens em LD de ciências em geral e de Física, em particular. Com o objetivo de compreender como essas questões vêm sendo abordadas em LD, realizamos uma revisão sistemática da literatura em Ensino sobre análises de livros didáticos. Para a revisão, selecionamos periódicos nacionais, publicados de 2010 a 2015, classificados com Qualis A1, A2 e B1. A partir desses critérios, encontramos 17 periódicos, com um total de 61 artigos que compõem o corpus dessa revisão. Nossos resultados mostram que, do Ensino de Ciências, a Biologia é a área que mais tem pesquisado sobre livros didáticos, enquanto a Física é a que menos olha para essas questões. Outro achado é que apenas um dos artigos discute questões de gênero no LD, evidenciando uma lacuna de estudos nessa perspectiva. Os artigos trazem abordagens diversas de análise e fornecem elementos para uma proposta desenvolvimento de instrumento de análise de livros didáticos de Física numa perspectiva das relações de gênero.

Palavras-chave : Revisão de literatura, Livros didáticos, Gênero, Ensino de física.

## Introdução

Um dos principais objetivos do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) é fornecer materiais didáticos para todas as escolas públicas, com o intuito de auxiliar a prática educativa. Desde 1985, o PNLD vem distribuindo gratuitamente livros didáticos para estudantes, educadoras e educadores da rede pública de todo o país e, até hoje, os livros didáticos (LD) continuam sendo os únicos ou principais instrumentos utilizados em sala de aula.

Tendo em vista a importância e impacto desses materiais no âmbito escolar, foi criado, em 1995, o Guia de Livros Didáticos, que serve para análise e avaliação desses materiais pedagógicos antes que cheguem às escolas (MENEZES & SILVA, 2001). Apesar desse processo de avaliação, ainda há materiais aprovados pelo PNLD que apresentam uma série de problemas, fazendo com que o LD se torne objeto de estudo de muitas pesquisas na área da educação.

Com o objetivo de verificar que tipos de análises de LD estão sendo feitas e quais métodos estão sendo utilizados por pesquisadoras e pesquisadores da área, realizamos uma revisão sistemática da literatura em Ensino sobre análise de livros didáticos. Nosso principal foco é investigar o cenário das pesquisas voltadas para análises de gênero nesses materiais, uma vez que este texto faz parte de um trabalho mais amplo que discute perspectivas não-sexistas no Ensino de Física (ROSA; DA SILVA, 2015) e de um projeto de construção e validação de uma ficha

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23 a 27 de janeiro de 2017

de análise que verifica as representações de personagens femininos e masculinos em livros didáticos.

Começamos este texto mostrando as pesquisas feitas sobre análises de conteúdo específicos, depois as análises relacionadas com imagens contidas nos LD e, em seguida, as análises sobre imagens com perspectiva de gênero.

## Referencial Teórico

É indiscutível a importância do LD no âmbito educacional brasileiro e isso pode ser facilmente percebido através de diversos fatores, como enuncia Bittencourt (2004):

Por ser um objeto de 'múltiplas facetas', o livro didático é pesquisado enquanto produto cultural; como mercadoria ligada ao mundo editorial e dentro da lógica de mercado capitalista; como suporte de conhecimentos e de métodos de ensino das diversas disciplinas e matérias escolares; e, ainda, como veículo de valores, ideológicos ou culturais (BITTENCOURT, 2004, p.472).

A autora ainda elucida a ampliação dos olhares acerca das análises feitas nesses materiais ao longo das décadas de 1960 a 1980. As pesquisas deixaram de preferir análises de conteúdos dos textos passando a se estender para outros aspectos com caráter epistemológico, relações entre políticas públicas e a produção didática, perspectivas históricas e investigações em torno dos processos de mudanças e estabilidade dos conteúdos, bem como a insistência do uso do LD como principal suporte de ensino aprendizagem no âmbito escolar (BITTENCOURT, 2004, p.472).

Além dessas investigações, existem outras óticas de interesses de pesquisadores e pesquisadoras da área de Educação, principalmente daquelas que problematizam a questão da linguagem desses materiais didáticos. Martins (2012) cita questões como as análises sobre as 'práticas de leitura do texto verbal e as imagens do livro didático de ciências', as 'leituras e critérios para escolha do livro', as influências histórico-culturais nas representações nos textos de LD, as críticas acerca das visões de Ciência veiculadas pelos livros didáticos e as 'análises de imagens e ilustrações' (p. 14). No cenário internacional destacam-se os trabalhos que investigam,

o caráter multimodal do texto de livros didáticos (MARQUEZ; IZQUIERDO; ESPINet, 2003), caracterizações de diferentes ge GLYPH<31> neros de textos didáticos e científicos (MARTIN, 1992) e investigac GLYPH<31> ões que buscam integrar análises de aspectos de conteúdo, valores e práticas sociais na análise de livros didáticos (grifo nosso) (CLÉMENT et al. , 2005). (MARTINS, 2012, p. 14).

Da mesma forma que há discussões acerca das concepções sobre a natureza da ciência presentes nos livros didáticos de ciências (QUESADO, 2012) e concepções sobre valores e práticas sociais (CLÉMENT et al. , 2005, citado por MARTINS, 2012, p.14), podemos pensar que os livros didáticos veiculam visões sobre o papel de mulheres e homens em nossa sociedade. Para além disso, podemos inferir que livros didáticos podem influenciar as concepções de estudantes sobre os papéis de mulheres e homens na construção do conhecimento científico. Assim, é pela compreensão do papel do livro didático enquanto principal recurso didático na maioria das salas de aulas brasileiras e enquanto elemento que contribui na construção de concepções sobre relações de gênero na Física, que conduzimos o estudo aqui apresentado.

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Na próxima sessão iremos mostrar como sistematizamos a revisão bibliográfica, expondo os critérios/filtros de escolha das fontes de pesquisas e organização das fontes coletadas.

## Métodos: sistematização da revisão bibliográfica

As etapas metodológicas deste trabalho foram divididas em três partes: a primeira corresponde à escolha das fontes, ou seja, os artigos a serem analisados; a segunda diz respeito à leitura dos resumos dos artigos selecionados na etapa anterior; e a terceira etapa refere-se à leitura completa de artigos que, de fato, trazem análise de livros didáticos.

Na primeira etapa, realizamos um levantamento de artigos sobre análise de livros didáticos em 17 periódicos nacionais classificados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) como A1, A2 e B1 nos últimos cinco anos (2010 a 2015). A busca foi efetivada na Plataforma Sucupira, Periódicos Qualis , na área de Ensino. Dentre os periódicos da área de Ensino, selecionamos apenas aqueles que estavam relacionados com a área de Ciências e em Língua Portuguesa. A procura dos artigos foi realizada online nas páginas de cada um dos 17 periódicos, através das palavras-chave 'análise' e 'livro didático', resultando um total de 61 artigos.

Na segunda fase da revisão, identificamos os artigos tanto por áreas do conhecimento (e.g. Química, Física, Geografia), quanto por tipo de análise realizada (e.g. conceitual, de imagens). Após a leitura de cada artigo, separamos os que faziam análises de conteúdo específicos de cada área do conhecimento, dos que faziam análises de imagens, numa tentativa de afunilar nossa pesquisa para os artigos que faziam análises de imagens com uma perspectiva de gênero.

Na sessão seguinte compartilhamos nossos resultados e discutimos como se apresenta a temática de análise de livros didáticos na área de Ensino no Brasil.

## Resultados e Discussões

A partir dos critérios elencados, encontramos um total de 61 artigos que compõem o corpus dessa revisão. Em relação às áreas dos artigos, a Biologia é a que mais tem pesquisado sobre livros didáticos (23 artigos), seguida pela Química (15 artigos) e Física (6 artigos). Os 14 artigos restantes são de áreas diversas como Geografia, História e Matemática.

Na questão referente ao tipo de análise adotada, análise de conteúdo específico é onde está concentrada a maior parte dos artigos coletados, o que corresponde a um total de 37 artigos que analisam conteúdos de livros didáticos. Em relação aos artigos que fazem análises de imagens em LD, encontramos 17 trabalhos. Finalmente, foi identificado apenas um artigo que analisa a questão das representações do feminino e masculino nas imagens do LD. Os seis artigos restantes fazem análises de critérios de seleção e formas de utilização do LD por professores e professoras do ensino médio (MAIA, et al, 2011), influências do LD no aprendizado de estudantes (MILARÉ & FILHO, 2010) e análise crítica dos discursos trazidos pelos LD (VILANOVA, 2015; SOUZA & ROCHA, 2014; VILANOVA, 2013; MOREIRA; MARTINS, 2015).

Além disso, constatamos que a quantidade de trabalhos sobre análise de LD é diferente dentro de cada rankng (A1, A2, etc) dos periódicos classificados pela Capes. Há, em números absolutos, mais publicações sobre análise de LD em periódicos com classificação A2 (quatro periódicos e 29 artigos). Proporcionalmente,

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os periódicos A1 são os que mais discutem sobre análises de LD (dois periódicos e 17 artigos). Finalmente, apesar de ter mais publicações em Português na área de Ensino de Ciências, os periódicos com classificação B1 são os que menos trazem, proporcionalmente, trabalhos com a temática analisada (onze periódicos e dezessete artigos). A seguir, listamos os periódicos selecionados por classificação e o total de artigos encontrados, marcados em parênteses. Periódicos A1: Ciência & Educação (13), Revista Brasileira de Ensino de Física (2). Periódicos A2: Cadernos de Pesquisa (2), Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências (12), Investigações em Ensino de Ciências (8), Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (7). Periódicos B1: Ciência & Ensino (0), Caderno Brasileiro de Ensino de Física (3), Ciência em Tela (0), ComCiência (0), Experiências em Ensino de Ciências (2), Genética na Escola (0), Química Nova na Escola (6), Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia (5), Revista Brasileira de Ensino de Química (0), Revista Brasileira de História da Ciência (0), e Revista Ciências & Ideias (1).

De maneira geral, os artigos que trazem análises de conteúdos em LD de Biologia (SILVA; PASSOS; BOAS, 2013; SILVA; OLIVEIRA, 2013; FRANÇA; MARGONARI; SCHALL, 2011; ALMEIDA; FALCÃO, 2010; MARPICA; LOGAREZZI, 2010; ROSA; MOHR, 2010; BONOTTO; SEMPREBONE, 2010; TAUCEDA; NUNES; PINO, 2011; COUTINHO, et al, 2011; JUNIOR; SOARES, 2015; DALAPICOLLA; SILVA; GARCIA, 2015; SANTOS, 2013; LOPES; VASCONCELOS, 2012; RODRIGUES; JUSTINA; MEGLHIORATTI, 2011; COUTINHO; SOARES. 2010; BATISTETI; ARAUJO; CALUZI, 2010; BATISTA; CUNHA; CÂNDIDO, 2010; REIS; ALBUQUERQUE; SOARES, 2014; MARTINS; EL-HANI, 2012; TAUCEDA; PINO, 2010; SANTOS; TERÁ, 2011; SILVEIRA, et al, 2013; COUTINHO, et al, 2010), apontam e corrigem os erros conceituais que os materiais apresentam. Além disso, as pesquisadoras e os pesquisadores que analisam esses materiais reforçam que os livros didáticos são descontextualizados e desatualizados, o que gera um incômodo tanto para quem os avalia quanto para quem os utiliza (SILVA et al, 2013).

Em relação às análises de imagens nos LD de Biologia, os trabalhos se voltam a investigar a ligação entre os textos e as imagens (RUPPERNTHAL; SCHETINGER, 2013; ASSIS; PIMENTA, 2013; MATOS, 2010). Ruppernthal e Schetinger (2013) avaliam se as ilustrações auxiliam os textos na compreensão de conceitos ou se são apenas decorativas, as pesquisadoras constataram a existência de falhas explicativas não só em imagens, mas também em textos, tendo um maior número de imagens decorativas comprometendo a aprendizagem de conceitos das estudantes. Ainda de acordo com esses resultados, Assis & Pimenta (2013) apontam erros conceituais e a utilização de imagens descontextualizadas e inadequadas com os conteúdos.

Os artigos de Física analisam conceitos específicos como Massa Relativística e Massa de Repouso (JARDIM; OTOYA; OLIVEIRA, 2015), Radioatividade (CORDEIRO & PEDUZZI, 2013) e Onda Eletromagnética (KRAPAS, 2011). Apenas um artigo de Física faz análise sobre imagem e essa pauta-se em examinar o grau de iconicidade das imagens, a relação da imagem com o texto principal (SILVA & MONTEIRO, 2015).

As pesquisas referentes à área de Química mostram-se mais diversas, contendo tanto investigações de conteúdo específicos (BERNARDINO; RODRIGUES; BELLINI, 2013; VIDAL & PORTO, 2012; MORI & CURVELO, 2014; MAIA, et al, 2011; PAZINATO, et al, 2012; MILARÉ & FILHO, 2010; CANZIAN & MAXIMIANO, 2010; LIMA & MERÇON, 2011; RODRIGUES; JUSTINA;

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MEGLHIORATTI, 2011; JUNIOR et al , 2011; MORI & CURVELO, 2013; THEODORO; KASSEBOEHMER; FERREIRA, 2011) quanto análises de imagens (LEMES; SOUZA; CARDOSO, 2010; ROZENTALSKI & PORTO, 2015; SILVA; BRAIBANTE; PAZINATO, 2013) além de análises dos critérios de seleção do LD pelo PNLD (LIMA & SILVA, 2010) e as influências que esses materiais causam na alfabetização científica e tecnológica dos estudantes e das estudantes (MILARÉ & FILHO, 2010).

Um dos textos que destacamos refere-se a uma análise da questão da representatividade de pessoas negras e brancas em ilustrações no livro didático de Geografia do Paraná (SANTOS, 2013); a pesquisa mostra a análise de vinhetas de livros didáticos aprovados pelo PNLD 2017. O autor investiga as formas de hierarquização entre os grupos raciais brancos e negros que podem atuar de modo a manter ou criar relações de dominação entre os grupos raciais. Segundo Santos (2013), o livro analisado traz uma escassa representação de personagens negras e negros, além de estabelecer o homem branco como padrão da humanidade. Nesse sentido, entendemos que os livros didáticos têm um destacado papel em disseminar estereótipos e reproduzir ideologias na sociedade, além de prejudicar a construção da identidade de estudantes (FERREIRA, 2006; GOMES, 2001; FERREIRA, 2006).

Outro artigo que se destaca, e se encaixa na categoria Análise de Imagens de Livros Didáticos com perspectiva de Gênero, diz respeito a uma análise sobre imagens de livros didáticos de História e Filosofia na Espanha (BEDMAR & PALMA, 2014). As autoras constatam que os livros analisados trazem relações de gênero tanto nos textos quanto nas ilustrações, diferenciando grupos e estabelecendo hierarquias. Apesar do PNLD proibir a circulação de LD que expressem estereótipos e preconceitos de cor, de etnia, de gênero e qualquer outra forma de discriminação (ROSEMBERG, 2003; GOMES, 2001; FERREIRA, 2006), a partir desta revisão, vemos que é possível que livros cheguem às escolas ainda apresentando esses problemas (e.g. SANTOS, 2013), o que nos leva a afirmar que o Guia de livros Didáticos - PNLD, por si só, não é suficiente para enfrentar essa questão.

A partir dessa revisão constatamos a falta de referências que possam auxiliar a investigação de imagens em LD de Ciências na perspectiva das relações de gênero, uma vez que encontramos apenas um artigo discutindo esse tema e numa perspectiva de análise de LD internacionais. Isso demonstra uma lacuna nas pesquisas em Ensino de Ciências de maneira geral, e de Ensino de Física, em particular. Nesse sentido, a revisão realizada colabora para expor a necessidade de investigações sobre questões de gênero e livros didáticos de Física no âmbito nacional. Os resultados encontrados nessa revisão bibliográfica contribuem para pensarmos em uma base metodológica para a construção de uma ficha de análise de imagens de LD que atenta para as questões das representações de personagens femininos e masculinos. Na sessão seguinte, apresentamos um exemplo de como.

## Considerações Finais

Neste texto desenvolvemos uma revisão sistemática da literatura sobre análise de livros didáticos, discutimos o porquê de o livro didático ser objeto de estudo de várias pesquisas e quais os focos das pesquisas nessa temática, além disso, mostramos como estão as investigações acerca das questões de representações de gênero nos livros didáticos. A partir dos resultados da revisão bibliográfica, vimos que as análises voltadas para a questão de gênero no âmbito nacional ainda são escassas, já que só encontramos um artigo que investigava as

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representações do feminino e do masculino em livros didáticos, ainda assim, trazendo uma perspectiva internacional sobre materiais utilizados na Espanha. Finalmente, em termos gerais, esperamos contribuir para a ampliação do debate em relação a uma educação científica não-sexista, isso é, que leve em consideração as discussões sobre gênero, que não perpetue privilégios nem discriminações baseadas nas diferenças entre os sexos masculino e feminino.

## Referências

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## Anexo: Quadro com relação de artigos selecionados

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Quadro 1: fonte as autoras

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