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Análise da dinâmica identitária acerca das questões de sexo, gênero e LGBT em dois Institutos de Ciências Exatas

Natasha Fioretto Aguero, Thandryus Augusto Guerra Bacciotti Denardo, Dimy Nanclares

Evento
Simpósio Nacional de Ensino de Física ↗ (SNEF)
Edição
XXII
Ano
2017
Data
26/01/2017
Linha de pesquisa
Equidade, Inclusão Social E Estudos Culturais E O Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## Análise da dinâmica identitária acerca das questões de sexo, gênero e LGBT em dois Institutos de Ciências Exatas

## Natasha F. Aguero¹, Thandryus A. G. B. Denardo², *Dimy Nanclares 3

1

- 2 Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade de São Paulo, thandryus@gmail.com

Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo, nfaguero@gmail.com 3 Instituto de Física (IF) da Universidade de São Paulo, dimy@if.usp.br

## Resumo

Processos identitários constroem a forma como alguém se vê e se coloca no ambiente social ao seu redor, estando muitos deles ligados ao sexo, ao gênero e à sexualidade. Dessa forma, é necessário entender como esses processos se relacionam com o ambiente acadêmico e quais conflitos existem na construção de identidade e na formação científica. Para isso, foram desenvolvidos questionários em 2014 e 2015, a fim de estudar como as mulheres e as pessoas LGBT do Instituto de Física (IF) e do Instituto de Astronomia e Geofísica (IAG) da Universidade de São Paulo se inseriam na Academia. Analisando as respostas, se pôde comprovar que o IFUSP apresenta diversos conflitos com questões ligadas a estudantes mulheres e a estudantes LGBT; diversas situações machistas e LGBTfóbicas foram descritas e a atividade cientifica ainda não é vista como uma atividade para pessoas pertencentes a nenhum dos dois grupos. Também foi possível comparar a intersecção de mulheres LGBT, que, além do machismo, também responderam sofrer com diversas situações de fetichização da sua sexualidade.

Palavras-chave : identidade, Física, LGBT, questões de gênero

## Introdução

A identidade não é fixa e estática, que consiste em uma essência interior particular de cada individuo; ao contrário, a identidade é um processo dinâmico de construção, onde a pessoa se encontra fragmentada em diversas representações sociais criadas a partir da relação com o Outro. A este constante processo de diferenciação em que a identidade é construída, Stuart Hall dá o nome de différance .

A identificação é, pois, um processo de articulação [...]. Como todas as práticas de significação, ela está sujeita ao 'jogo' da différance . E uma vez que, como num processo, a identificação opera por meio da différance , ela envolve um trabalho discursivo, o fechamento e a marcação de fronteiras simbólicas, a produção de 'efeito de fronteiras'. (HALL, 2000)

Sendo assim, não existe uma categoria identitária sem existir seu oposto, também socialmente construído em um processo dinâmico. Apenas enxergando o Outro que uma pessoa se vê, assim como o bebê em sua fase espelhar descrita por Lacan que, ao se enxergar no espelho, reconhece que não é uma extensão da própria mãe. Dessa forma, uma categoria não existe por si mesma, uma vez que ela perde o seu próprio sentido social caso seja isolada.

Com isto em mente, é importante notar que certas categorias aparecem recorrentemente em processos identitários. Por exemplo, no Twenty Statement Test ,

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23 a 27 de janeiro de 2017

a pessoa deve responder de forma diferente à pergunta 'Quem sou eu?' seguidamente por 20 vezes. Algumas categorias, especialmente aquelas associadas a sexo, gênero, etnia, orientação sexual e nacionalidade são recorrentes (DESCHAMPS, 2014). É nesta fragmentação e construção da identidade que estereótipos são construídos e conflitos podem surgir . 1

Um exemplo especialmente importante para a educação é a pesquisa 'Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar', realizada em 2009 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) com cerca de 15 mil estudantes, 1000 docentes de português e matemática, 500 diretoras ou diretores de escolas, 1000 profissionais de educação e 1000 responsáveis, em 501 escolas públicas brasileiras de 27 estados. Nela, 99.3% das e dos respondentes demonstraram algum tipo de atitude preconceituosa; no escopo deste trabalho, 93.5% apresentaram preconceito voltado contra gênero e 87.3% preconceito contra orientações sexuais, sendo estas categorias, respectivamente, a primeira e a quarta em que estudantes apresentavam maior nível de preconceito. A pesquisa também mediu a distância social, isto é, a 'proximidade que o respondente se mostra predisposto a manter o contato com indivíduos de 9 diferentes grupos sociais' (FIPE, 2009), demostrando que 99.9% do público entrevistado mostrou alguma distância social com demais grupos sociais, sendo que 98.5% mostraram esta característica para homossexuais (categoria mais distante de estudantes).

É necessário considerar estes problemas que pessoas LGBT e mulheres sofrem no âmbito escolar ou universitário. Em particular, é necessário analisar se não há um conflito entre processos identitários vinculados a pertencer a esses grupos e à identidade social de ser cientista, e se a Academia é um ambiente onde as diversas identidades de estudantes, construídas a partir do sexo, gênero e orientação sexual, não entram em conflito com padrões impostos por ela mesma. As vantagens em se utilizar a perspectiva identitária são várias. A primeira delas é que esta 'lente' permite perceber quais são as pessoas marginalizadas pelo ensino científico, assim como promover maior engajamento estudantil. Isso também permite com que novos processos de aprendizagem sejam identificados, além de promover, por fim, uma educação mais igualitária (CARLONE e JOHNSON, 2007).

Este trabalho, portanto, propõe-se a analisar dois institutos de exatas - o Instituto de Física (IF) e o Instituto de Astronomia e Geofísica (IAG) da Universidade de São Paulo - a partir da ótica identitária, analisando se existem conflitos entre o ambiente acadêmico e as estudantes mulheres e estudantes LGBT destas unidades 2 de ensino da USP . A metodologia empregada foram questionários e, no caso das

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mulheres do IFUSP, análise de dados, tanto de ingressantes quanto de estudantes que já fazem parte da comunidade acadêmica.

## A questão das mulheres no IFUSP 3

É importante contextualizar o ambiente do IFUSP com a questão das mulheres em seu corpo discente. Para isso, foram levantados dados desde 1998 junto ao sistema de gerenciamento da graduação e à FUVEST, que administra o exame de ingresso dos estudantes. Ressalta-se que só foi possível obter os dados referentes ao IFUSP e não ao IAG. Vemos que a média de mulheres no Instituto de Física não mudou muito ao longo dos últimos 18 anos, tendo um mínimo de 16% em 1998 e pico de 21% em 2010. É interessante perceber que o curso de Licenciatura sempre possui um número superior de mulheres ingressantes, talvez pela carreira docente ser mais associada aos padrões estabelecidos de 'feminino'.

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Figura 1: a) Em vermelho(azul), percentual de mulheres(homens) regularmente matriculados nos cursos do IFUSP; b) Percentual de mulheres ingressantes por carreira: licenciatura (linha cheia) e bacharelado (linha tracejada).

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A despeito do número reduzido de mulheres compondo o corpo discente do IFUSP, dados da FUVEST mostram que o exame vestibular é uma barreira maior para elas em comparação aos homens. O percentual de mulheres interessadas nas carreiras de Física e inscritas no vestibular é sempre maior àquele de matriculadas após todas as chamadas de ingresso, como pode ser visualizado na Figura 2. Tal tendência se repete nas demais carreiras do vestibular: no exame de 2016, as mulheres eram 54,7% do total de inscritos, mas apenas 42,3% dos matriculados.

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Figura 2: Em preto, percentual de mulheres inscritas na carreira da FUVEST. Em vermelho, percentual de mulheres efetivamente matriculadas após todas as chamadas de ingresso.

Tendo como motivação esse baixo percentual feminino discente, no ano de 2014 foi realizada uma pesquisa acerca de questões ligadas ao sexo biológico entre estudantes que faziam matérias no IFUSP. A metodologia empregada na pesquisa realizada em 2014 foi a distribuição de questionários em aula para estudantes, atingindo assim 169 pessoas, 26% mulheres e 74% homens, sendo a grande maioria da graduação (92%).

A primeira pergunta se referia a já ter presenciado uma atitude machista no IFUSP, a qual 32% dos homens afirmaram que sim, contra 67% das mulheres. Isso mostra como este grupo, por ser o qual tais opressões se dirigem, apresenta uma percepção muito mais apurada para as mesmas. 83% dos autores das situações foram estudantes e 36% foram docentes, o que demonstra que, além da opressão ocorrer em níveis hierárquicos assimétricos (docente x aluna), ela parte na maioria das vezes de seus próprios colegas de curso.

Figura 3: Participantes de situações machistas.

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A questão seguinte questionava se a pessoa já havia presenciado uma situação machista e solicitava uma breve descrição da mesma. A maioria das descrições feitas demonstra que há uma forte identificação do papel de cientista com o papel masculino; isto é, há uma propensão em não ver a mulher como física, ou mesmo como ser passível de racionalidade: 32% das situações foram descritas como comentários em que a mulher era colocada como menos inteligente que homens, 16% como comentários que colocavam a Física como atividade masculina, e 6% como falas que descreviam as físicas como 'nascidas no sexo errado'. Piadas pejorativas e objetificação da mulher também apareceram nas situações machistas, compondo respectivamente 20% e 13% das respostas. Também foi perguntado o motivo de haver menos mulheres no IFUSP, onde a questão identitária fica clara nas respostas dadas; novamente, a Física ou Ciência aparece como atividade masculina e o homem aparece como ser mais racional que a mulher. É interessante notar também que 4% responderam que 'não havia menos mulheres do que homens no Instituto', o que é alarmante, visto que apenas 20.7% do corpo discente é composto por mulheres e isto não foi notado.

Quando perguntado se alguma mulher cientista foi citada em alguma disciplina lecionada no IFUSP, 50% das respostas foram positivas, sendo a grande parte vista em matérias ligadas à Física Moderna (49%) e em história da Física

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(25%). O nome que apareceu com maior frequência foi Marie Curie (82%); curiosamente, 21% elencaram nomes de professoras, o que mostra que estudantes as reconhecem e identificam como cientistas. Vale notar, porém, que 9% não conseguiram citar o nome de nenhuma cientista, e como a questão está ligada à identificação da ciência como atividade também feminina, pode-se perceber que não se vai muito além do já reconhecido nome de Marie Curie.

## O clima LGBT no IFUSP e IAG 4

Diversos trabalhos vêm sendo publicados a fim de verificar opressão a minorias LGBT dentro de ambientes científicos; em particular, a American Physical Society (APS) publicou uma pesquisa extensa na 2016 APS March Meeting .

A fim de estudar se existe uma opressão contra a minoria LGBT no Instituto de Física e no Instituto de Astronomia e Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), foi feito um questionário online, que foi respondido por 30 pessoas de ambos os institutos que se identificavam como LGBT. O questionário seguiu o modelo realizado pela APS, adicionando poucas perguntas e separando sexualidade de identidade de gênero. As primeiras perguntas se referiam ao perfil da ou do respondente, com questões abrangendo gênero , sexualidade, etnia e curso. Vale 5 notar que, por apenas 3 respondentes não se considerarem brancos, não foi possível fazer um recorte racial. A grande maioria (90%) era da graduação, cursando Bacharelado (59%) ou Licenciatura em Física (19%).

Figura 4: Perfil de sexualidade e de gênero.

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Em seguida, foi perguntado se a ou o aluno já sofreu alguma situação LGBTfóbica e se já viu alguém sofrendo tal situação. 37% das respostas foram afirmativas para a primeira questão, mas, ao se fazer um recorte de gênero, foi possível identificar diferenças. Assim como no caso das mulheres, 83% dos casos descritos partiram de outros estudantes (enquanto 9% partiram de docentes), sendo que as situações foram descritas como 'bifobia' (17%), 'assédio' (17%),

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'fetichização' (33%), 'ações machistas' (33%) e 'piadas e comentários LGBTfóbicos' (50%). Um dos casos descritos afirma que um professor 'utilizou-se de brincadeiras que sugerem ser vergonhoso ou não digno de ser um homossexual'. É interessante notar que a proporção cresce quando se trata de ver outra pessoa sofrendo alguma situação de preconceito.

Figura 5: Situações LGBTfóbicas no IAG e no IFUSP; respostas separadas por sexo.

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A maioria dos estudantes se sente desconfortável com padrões heteronormativos do ambiente acadêmico, e conhece alguém que se sente desconfortável. Foi comentado da invisibilidade de pessoas LGBT dentro do Instituto, uma vez que é assumido que alguém é heterossexual.

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Figura 6: Desconforto gerado por padrões heteronormativos do IAG e do IFUSP.

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Em seguida, foram elaboradas questões que se utilizavam da escala Likert. As respostas dadas variaram bastante de acordo com o gênero da ou do respondente, no geral as mulheres e pessoas GNC tendendo a discordar de frases ligadas a não-opressão ('frases positivas') e concordar mais com frases ligadas a

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opressão ('frases negativas'). Dois exemplos chamaram bastante atenção pela disparidade da resposta de homens e mulheres, presentes na figura 6.

Figura 7: Disparidades nas respostas separadas por gênero.

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Também foi questionado o conhecimento a respeito de cientistas LGBT, e apenas 37% das respostas foram positivas, concentrando-se primariamente em citar Alan Turing como exemplo (86%), o único cientista a receber mais de uma citação (o que pode estar ligado ao blockbuster 'O jogo da imitação', lançado em 2015 no Brasil); isso lembra o caso da Marie Curie na pesquisa feita sobre gênero. Nessa pesquisa, contudo, foram só ouvidas pessoas LGBT, por isso é preocupante que mesmo dentro da própria comunidade haja tão pouco reconhecimento sobre seus cientistas; sobre a ou o cientista citado ter servido como modelo, várias respostas foram negativas.

Por fim, duas outras perguntas são interessantes de se analisar: 'o ambiente do IAG/IFUSP é compreensivo com pessoas LGBT' e 'há algum grau de hostilidade contra pessoas LGBT no ambiente acadêmico'. As respostas para ambas as perguntas são bastante semelhantes, mas é possível que na segunda delas tenham sido consideradas apenas as aulas e as pesquisas realizadas, enquanto que na primeira delas, o convívio com demais estudantes também foi levado em conta. Essa interpretação é corroborada pelo fato de que 25% das pessoas concordarem e 59.4% concordarem completamente que há mais aceitação por parte de estudantes que por parte de docentes. Isso mostra a importância que coletivos, como o Coletivo de Mulheres Sonja Ashauer e o Coletivo LGBT Casa de Libra (ambos ligados ao IFUSP e IAG), podem ter dentro do ambiente acadêmico.

Figura 8: Aceitação e hostilidade com pessoas LGBT no IAG e no IFUSP.

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## Conclusões

A análise até aqui mostra como o Instituto de Física da USP é opressivo com mulheres e pessoas LGBT, uma vez que diversas situações de machismo e LGBTfobia foram relatadas. A ação dos Coletivos, nesse âmbito, se mostra essencial, como as respostas dos questionários ajudam a mostrar. Uma vez que o ambiente acadêmico está em conflito com os processos identitários ligados a sexo, gênero e sexualidade, grupos estudantis são fundamentais para se criar um ambiente menos opressor, ainda mais quando há pouca identificação da carreira na Física com mulheres ou pessoas LGBT - como pode ser visto pelo fato do único exemplo de cientista mulher lembrado é ainda apenas a Marie Curie e Alan Turing, para o caso das LGBT.

- O questionário sobre o clima das LGBT, quando visto do ponto de vista do total dos respondentes, já apresenta o ambiente acadêmico e/ou do IFUSP/IAG como sendo opressivo para a minoria LGBT. O que nos foi surpreendente e nos levou a aliarmos essa discussão com a de gênero foi como as mulheres dessa comunidade percebiam de maneira muito mais acentuada essa opressão.

## Agradecimentos

Gostaríamos de agradecer a Alberto Belo da Silva, Gabriela Siqueira de Paula Souza e Mariana de Marchi Oliveira, que ajudaram de forma indispensável na coleta de dados sobre a questão das mulheres no IFUSP. Também gostaríamos de agradecer ao prof. Ivã Gurgel por suas várias contribuições ao longo deste projeto.

## Referências

CARLONE, H. B.; JOHNSON, A. Understanding the Science Experiences of Successful Women of Color: Science Identity as an Analytic Lens. Journal of Research in Sciente Teaching. Vol. 44, n. 8, pp. 1187-1218. 2007.

DESCHAMPS, J. C.; MOLINER, P. A identidade em psicologia social: dos processos identitários às representações sociais. Petrópolis: Vozes, 2014.

FIPE. Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar. Disponível em &lt;http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/diversidade\_apresentacao.pdf&gt;

GURGEL, I.; PIETROCOLA, M.; WATANABE, G. The role of cultural identity as a learning factor in physics: a discussion through the role of science in Brazil. Cultural studies. Cultural Studies of Science Education. Volume 11, Issue 2, pp. 349370. 2016.

- HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. A identidade cultural na pósmodernidade. 10a ed. Rio de janeiro: DP&amp;A. 2005.

\_\_\_\_\_. Quem precisa de identidade? In: Tomaz Tadeu Silva (org.) Identidade e diferença - a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis: Vozes, 2000.

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Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.